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Parada Gay leva 1 milhão de pessoas as ruas em Salvador

Salvador, segunda-feira, 9 de setembro de 2013

De acordo com avaliação do Grupo Gay da Bahia (GGB) a 12ª Parada Gay levou cerca de 1 milhão de pessoas ao centro de Salvador neste domingo, (8) colorindo o centro cinzento da cidade com as cores do arco-íris. O evento que teve a cantora Daniela Mercury como madrinha foi à última atividade da II Semana da Diversidade que começou no dia 2 de setembro, teve três dias de seminário, contou com as presenças do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, deputada Federal Erika Kokay do Distrito Federal, Secretários Elias Sampaio ( Sepromi), Moema Gramacho (Sedees), vereadora Fabíola Mansur e Olívia Santana (Setre), concluindo com o Festival de Filmes Mix Brasil na Sala Walter da Silveira da Biblioteca Pública da Bahia com entrada franca.

O evento desse domingo teve início às 13h com uma coletiva a imprensa no foyer do Teatro Castro Alves reunindo políticos e artistas. Na mesa representantes do Governo da Bahia, Câmara Municipal e da Prefeitura de Salvador.  O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, iniciou apresentando o tema da Parada escolhido pela entidade,“ Somos milhões. Estamos em todos os lugares” explicando que os LGBTs (Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais) estão em todas as partes “ É preciso abrir os olhos e ver a diversidade ao seu redor, respeitar e considerar os homossexuais como cidadãos de direito e respeitar cada um”, disse e continuou “ Esta coletiva é também para lembrar a memória de Augusto Omolú, dançarino do Teatro assassinado em junho passado com requinte homofóbico.

No seu discurso Cerqueira cobrou do prefeito ACM Neto, através do Desenvolvimento, Cultura e Turismo de Salvador, Guilherme Bellintani, a implantação imediata do Centro de Referência LGBT de Salvador, projeto de autoria da vareadora Fabiola Mansur(PSB), aprovado na Câmara Municipal só dependendo de autorização do poder Executivo Municipal para funcionar. Daniela Mercury, madrinha da festa, antes de sua chegada já se ouvia os gritos dos fãs.  Era por volta das 14h quando a cantora chegou vestindo camiseta estampada com imagem do rosto da pintora Frida Kahlo, short, óculos de sol e botinha de alto, acompanhada da esposa jornalista Malu Verçosa.

A cantora com agilidade de bailarina apoiada pelo Secretário Domingos Leonelli em um pulo subiu no palco, começou discurso e em seguida convidou o filho Gabriel Povoas para se juntar a ela. A cantora falou sobre a importância da Bahia livre de preconceitos e homofobia. Na sequência seguiram rumo ao trio oficial para ser empossada madrinha cantando sucessos conhecidos acompanhados pelo DJ Chiquinho para o delírio da multidão que seguia o trio embalada pela voz de Daniela.

Para alegria dos fãs a cantora anunciou a vontade de voltar a fazer no carnaval o circuito do Centro da cidade.  “Já faz muitos anos que não faço esse caminho” disse revelando a saudade. A cantora se despediu do público e desceu do trio do GGB antes de chegar à Praça da Piedade por causa de compromisso no exterior. A Parada contou com cerca de nove trios elétricos, atrações no trio como Cortejo Afro, Bailinho de Quinta, Aloizio Menezes e Carla Cristina sendo um grande carnaval da diversidade, arrastando multidão atrás dos trios. De acordo com o GGB para a realização da festa a entidade precisou fazer grande esforço junto aos órgãos públicos com a finalidade de qualificar o evento e colocar no circuito nacional, ao exemplo do que acontece em São Paulo.

De acordo com Cerqueira o evento é um carnaval sem a estrutura e logística no que diz respeito ao envolvimento dos órgãos públicos municipais e estaduais mesmo que ainda o Governo Estadual tenha feito aportes financeiros e de logística. A entidade reclamou do pouco efetivo de policiais este ano que não teria sido suficiente, mesmo considerando a pouca existência de ocorrências graves envolvendo participantes. O  secretário Guilherme Bellintani que esteve na coletiva representando o prefeito ACM Neto, ao término da Parada Gay considerou a iniciativa muito boa e de acordo com o secretário a Prefeitura tem muito a colaborar para melhorar a festa. “Temos muita experiência de carnaval que não está sendo aproveitada na Parada desde a estrutura de rua até a comercialização de cotas de patrocínio” disse o secretário.

O GGB cobrou maior participação da prefeitura no desfile no planejamento considerando que a Parada é parte do calendário das festas populares publicado no Diário Oficial do Município. Cerqueira revelou o seu descontentamento com a SUCOM – Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município, pela cobrança da taxa de licenciamento do uso de som, segundo ele a cobrança foi falta de sensibilidade do Superintendente que quer mostrar serviço aos olhos do prefeito Neto.

Cerqueira, ressaltou a necessidade do cumprimento da lei e acredita que dentro da lei e de acordo com a finalidade do evento o GGb foi injustiçado.  “Pagamos, com dificuldade no último dia, mas vamos fazer um requerimento pedindo o reembolso do valor, mostrando que foi injusta a cobrança”, disse. O GGB toma como base ser de utilidade pública municipal, não possui fonte geradora de recursos e ainda se trata de um evento que oferece entretenimento cultural e artístico grátis a população.

A Parada Gay é uma realização do GGB e a entidade já anuncia algumas alterações para a 13ª edição em 2014, uma delas é o horário que ao invés de ser ás 15hs passa para ás 13h.

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