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Parada Gay: Pagamos impostos, somos consumidores e queremos patrocínio cultural do Governo e Empresariado.

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Salvador, Bahia, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015. Da assessoria do GGB

Terminado o Carnaval, que guardadas as proporções é a maior festa gay do Brasil, “o mundo volta a girar” nessa perspectiva queremos agora abordar um tema que não deixa de ser sério, especialmente, alegre e ainda muito lucrativo: as Paradas Gay que a partir de maio começam pipocar no Brasil inteiro. O Grupo Gay da Bahia (GGB) torna pública sua posição em relação ao apoio cultural e patrocínio das ações da Diversidade por órgãos públicos e iniciativa privada. Marcelo Cerqueira, presidente da entidade acredita que ausência da participação em forma de patrocínio, reflete certo tipo de preconceito com base na orientação sexual, isso só pode mudar por meio de ação cultural organizada da comunidade, movimento social e apoio dos órgãos públicos.
Passados trinta e cinco anos da fundação do Grupo Gay da Bahia as “Paradas do Orgulho Gay” eram muito mais um movimentode luta em defesa das bandeiras ligadas ao universo LGBT, hoje após duas décadas da primeira parada, elas, além de empunharem estas mesmas bandeiras, passaram a ser uma explosão de criatividade, de efervescência cultural e um evento importante gerador que contribui com aumento do fluxo turístico na região.

Por ser um evento de protesto, acompanhado de muita descontração e música as Paradas caíram no gosto popular e uma multidão de simpatizantes engrossou o movimento de visibilidade LGBT, o que é muito bom. Pelo país inteiro já existe um calendário de Paradas, sejam elas nos bairros, em pequenos municípios e nas principais capitais brasileiras . Já é uma data esperada com grande expectativa pela população LGBT, artistas e trade turístico que realiza negócios financeiros e faz circular a economia.
Parece que não, mas o segmento LGBT movimenta uma grande cadeia produtiva de hotéis, companhias aéreas, agencias de viagens, transportes, alimentação, bares, restaurantes, teatro, bebidas, contratação de artistas cantores, dançarinos, coreógrafos, equipamentos de montagem, sonorização, iluminação artística, taxis e expressivo volume de trabalhadores do comércio informal, tais como vendedores de bebidas, acessórios e prestadores de serviços culturais.
Fato é que em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador as Paradas já constam no calendário oficial dos festejos e compõem a lista dos principais eventos geradores de fluxo turístico, isto é, exerce influencia na decisão do visitante pelo destino. Calcula-se que esse fluxo de pessoas chega a 8,1 milhões de pessoas no dia do desfile (só em Sampa, 3 milhões, meio milhão em Salvador) fazendo uso e se apropriando dos espaços públicos formais das cidades. É, efetivamente, um ambiente de explosão cultural e de oportunidades para a realização de negócios econômicos para muitos setores e segmentos diversificados ao exemplo da cultura e entretenimento.

Os eventos e negócios da diversidade em países como Canadá, Alemanha e Estados Unidos recebem incentivos tanto dos órgãos públicos quanto pela iniciativa privada e são tradados como preciosidades por serem iniciativas que trazem valores associados às identidades das tribos urbanas.
Aqui no Brasil ainda enfrentamos grandes dificuldades de financiamento, a iniciativa privada, ainda tem muito preconceito em vincular as suas marcas ao público lgbt principalmente as empresas de bebidas e de entretenimento que lucram bastante sem assegurar as contrapartidas necessárias. De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos a Parada Gay da Bahia em 2014 produziu 70 mil quilos de lixo em sua maioria latinhas e garrafas de plástico, as marcas não enxergam esse público como consumidor dos seus produtos.

O Poder público apóia as paradas com muita timidez, isso faz com que se operacionalize o principal estrutural, diante da falta de interesse do privado, incluindo os bancos os governos devem sair dessa condição e avançar com aportes expressivos. Desta maneira é importante que os editais dos órgãos da administração pública direta como Ministério da Cultura, Turismo e Saúde, empresas estatais como Petrobras, Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Caixa Econômica, Eletrobrás e Correios incorporem o apoio a diversidade e as Paradas do Orgulho de Gays, Lésbicas e Trans como eventos beneficiados por possíveis patrocínios, uma vez que cumprimos todos os pré-requisitos regimentais e somos responsáveis por eventos de grande visibilidade no país.

Os números indicaram mais de 1,5 milhões de pessoas em São Paulo, 1 milhão no Rio de Janeiro e 800 mil em Salvador em 2014 isso não pode ser desconsiderado por nenhuma empresa a não ser que seja motivada por preconceito. O movimento social LGBT movimenta grande número de pessoas formadoras de opinião, temos qualidade artística e cultural, geramos grande fluxo turístico e movimentamos uma cadeia produtiva responsável por milhões de empregos. Qual é o problema de não nos financiar?!

Contatos
Marcelo Cerqueira
71 9989 4748
ggbbahia@gmail.com

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