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Mostra de Artes e Cinema de Entidades, Premiação de Honra ao Mérito Cultural mobilizam para a 16 Parada LGBT da Bahia a grande festa da Diversidade.

Diretora do Lampião da Esquina conversa com público após exibição do documentário.  

Salvador, Bahia, 8 de setembro de 2017. Ás 01h30. Da redação.

 

Legenda: Lampião da Esquina: Diretora Lívia Perez (centro), Marcelo Cerqueira, (e) e Mauricio Tavares (d).

Começou hoje, sexta-feira, 8, ás 18h30, entrada franca na Sala Walter da Silveira a Mostra de Artes e Debates Cinema de Identidades com a exibição do filme Documentário O Lampião da Esquina, 85min, Brasil, 2016, da jovem diretora Lívia Perez. A mostra que segue até sábado, 9, é parte das ações de mobilização e ativismo que antecedem a 16ª Parada LGBT da Bahia que ocorre domingo, dia 10 a partir das 10h00 no centro de Salvador.

Após a exibição do filme a diretora pode falar da experiência de ter produzido essa obra tão importante para o registro da memória LGBT no Brasil. De acordo com Lívia a produção do Lampião foi algo tão incrível do ponto de vista da contestação e abertura para as questões LGBT que, apesar do tempo continua atual os temas daquela época. “Quando eu tive acesso a esse conteúdo por meio do o jornal, me interessei em ouvir os depoimentos desses atores sociais, e assim, registrar suas ideias para que a comunidade pudesse ter acesso a esse pensamento, assim, foi concebido o documentário”, disse Lívia, informando ainda ter superado inúmeras dificuldades, inclusive financeiras para produzir a obra.

O professor Jornalista Mauricio Tavares da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), também participou do debate que teve apresentação do presidente do GGB, Marcelo Cerqueira. O evento também contou com a presença do professor Luiz Mott, decano do movimento LGBT do Brasil. Durante o debate Luiz Mott revelou que em 1980 ele publicou um anúncio no jornal Carioca convidando os LGBT da Bahia a fundar o GGB e rodar a baiana contra a homofobia.  A mostra segue até dia,9, sábado, no mesmo horário.

 

Documentário mostra irreverência dos Dzi Croquettes.

Sábado, 9 de setembro de 2017.  Da redação.  01h45min.

Legenda: Esquerda para direita: Peter Fry, Oswaldo Fernandez (Uneb), Edward Macrae (UFBA), diretor Lufe, Luiz Mott, debatendo o filme.

Terminou hoje, 9 de setembro a Mostra de Artes e Debates Cinema de Identidades com a exibição do documentário Dzi Croquettes, 80min, Brasil de 2009, direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez. De acordo com a produção a ideia de mostrar dois filmes emblemáticos, o Lampião e os Dzi Croquettes, foi mostrar para a contemporaneidade o Brasil cultural dos anos de 1960 e 1970 na perspectiva de grande da cultura da época, mostrando arte, produção cultural, abolição de costumes, contestação e liberdade.

Seguindo a mesma dinâmica do primeiro dia, houve após a exposição um debate com os convidados Lufe Steffen, Cineasta diretor dos filmes São Paulo em Hi-Fi, A Volta da Pauliceia Desvairada, Baile de Formatura, Edward MacRae, Antropólogo Professor da UFBA/BA e Peter Fry professor de antropologia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ, RJ.

Na impossibilidade da vir a diretora Tatiana Issa, filha do produtor Lennie Dale, o diretor Lufe Stefaffen debateu o filme com os convidados e a plateia. “O espaço que existe hoje nas artes, no social e comportamentos muitos deles vem dessa abertura contestação” e segue “Essa contracultura possibilitou espaço de palavras para questionamentos sobre a realidade daquele momento e uma grande ruptura no campo das ideologias e das transformações sociais, nas artes, linguagem, corpo e produção cultural.” Conclui o diretor.  De acordo com Peter Fry, os Dzi combateram a ditadura com a arte e inteligência que influenciou um uma geração inteira de artistas, e ainda muitos grupos se identificavam como eles, ao exemplo das “Frenéticas” que surgiram a partir da experiência artística.

 

Coletiva de imprensa e premiação de honra a diversidade.

Sábado, 10 de setembro de 2017.

O Foyer do Teatro Castro Alves recebeu na manhã desse sábado a VI Coletiva de Imprensa da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia a partir das 11h00 e seguiu até ás 13h00, dando sequência abertura das atividades da 16ª Parada LGBT que se concentrava no Largo do Campo Grande para fazer o percurso constituído como o mesmo do carnaval de Salvador no centro da cidade, com sete trios elétricos. Seguido a coletiva de imprensa que falou sobre o tema do evento, e a importância da paz contra o preconceito e a violência, tema do evento, houve uma premiação de honra ao mérito a diversidade cultural LGBT.

A Organização do Evento entregou cerca de 25 prêmios, um troféu de acrílico, a personalidades das artes, politica, órgãos públicos, empresas e agências de publicidade. Avon, Banco Itaú, Uber, C&A, Pastilhas Vick e agencia África. Prefeitura de Juazeiro e a Prefeita Moema Gramacho de Lauro de Freitas, na sua nova gestão da cidade criou o Departamento de Políticas LGBT Secretaria Municipal de Juventude, Igualdade Racial e Políticas Afirmativas, sob a coordenação do secretário Felipe Novaes.

 

 

   

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