Reunião define participação dos órgãos públicos na 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia.

 

Salvador, Bahia, sexta-feira, 27 de julho de 2918, ás 20h00 – Do GGB . Aconteceu na tarde dessa sexta-feira, 27, nas dependências do Serviço de Atenção ao Turista (SAT), no Pelourinho reunião de alinhamento da atuação dos serviços públicos na operacionalidade da 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, que ocorre em Salvador no dia 9 de setembro, no centro da cidade.

A reunião possibilitou que os serviços públicos pudessem informar de que forma ocorreria a sua participação no dia do evento, dentro disso adequar os serviços para o conforto das pessoas que irão participar da festa, população estimada em 800 mil pessoas. A Polícia Militar informou que haverá um efetivo de cerca de 1 mil policiais que farão patrulhas no circuito acompanhando os trios e fazendo a segurança no escoamento das pessoas nas estações de transportes.

Reunião de alinhamento dos serviços públicos. Discutiu-se o dimensionamento da iluminação pública, interdição das vias públicas, disposição dos banheiros químicos, ordenamento dos ambulantes e limpeza urbana pós evento. De acordo com informações da Limpurb ano passado foram coletados cercas de trinta toneladas de lixo deixados pelos participantes do evento, sendo a maioria garrafas plásticas e latinhas.

Os horários do evento continuam os mesmos. O circuito dos trios começa às 15h00 e termina ás 20h0, impreterivelmente. Já o palco Abraço da Diversidade tem início ás 11h00 e conclui as suas atividades ás 21h30. A interdição do Campo Grande tem início na noite de 8 de setembro, 22h0, para recepção dos trios elétricos e montagem do palco Abraço a Diversidade.

Uma situação posta tanto pela Transalvador quanto Pela Polícia Militar 18ª Batalhão foi a necessidade de haver uma sincronização dos horários do evento com os horários do metrô, entretanto para que isso ocorra é necessário que a CCR se predisponha a fazer essa adequação nos horários dos trens. De acordo com a Polícia Militar essa sincronização ajudaria muito não somente no escoamento dos participantes, mas na diminuição de ocorrências policiais e aglutinação de pessoais no mesmo espaço o que por si só favorece ação de meliantes. “Se houver a sincronização dos horários do metrô favorece a segurança”, disse um dos participantes da reunião.

De acordo com Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), essa situação que surgiu é absolutamente nova, considerando que a experiência do metrô é algo novo também, mas mesmo assim, a entidade enviou no ano passado mensagem ao metrô informando sobre o evento, mas a CCR não deu resposta.  “Não só por esse momento, mas por outros mais dramáticos, pensamos que a empresa CCR não tem interesse em dialogar com a entidade, o que lastimamos muito” disse Marcelo Cerqueira informando ainda que o metrô de Madrid na Espanha decorou estações para receber o evento LGBT daquela cidade.

 

Entre as ações de retorno a sociedade, que são as contrapartidas, o evento vai promover a testagem sorológica para detecção do HIV, sífilis e hepatites virais. O retorno ao meio ambiente vai se dá através da reciclagem de todo material plástico que será transformado em bolsas, porta lápis, mochilas a serão distribuídos aos alunos das escolas municipais.

A 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia tem apoio da Secretaria de Cultura, Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento social, Bahiatursa, Uber e Prefeitura Municipal da Cidade do Salvador. É uma realização do Grupo Gay da Bahia, Quimbanda e CBAA. Este ano o tema central do evento é o abraço! Abraço como encontro, perdão, conforto, confraternização, amizade. No dia 9 de haverá um espaço no calçadão do Campo Grande para quem quiser oferecer e receber abraços. Participaram da reunião o 18ª Batalhão de Polícia Militar, Transalvador, Limpurb, Fundação Gregório de Matos, Codesal, Secretaria Municipal de Saúde, Bahiatursa, Semob e Secretária de Políticas para as Mulheres do Governo da Bahia.

 

Cartaz da 17 Parada do Orgulho LGBT

 

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REPRESENTATIVIDADE LGBT IMPORTA?

Na tentativa de reverter esse quadro, o #VoteLGBT – coletivo não institucionalizado e autogerido que se dedica à construção contínua de um debate sobre a representatividade LGBT+ na política estatal brasileira – foi às ruas descobrir quais são as pautas mais importantes para a comunidade e o que esperam dos políticos. Foram entrevistadas 1,2 mil pessoas nas ruas – na Parada do Orgulho LGBTI+ e na Caminhada de Visibilidade Lésbica, em São Paulo – e 6 mil, na internet. Entre várias pautas importantes, duas se destacaram como prioritárias: educação para a diversidade e criminalização da LGBTfobia.

REVELE! Guerreiro abrace tudo lGBT!

Salvador, 8 de de julho de de 2018! Abrace gay, abrace lésbica, abrace trans, abrace mulher trans, abrace homem, abrace homem e mulher cisgênera. Para as antigas, eu abraço a Parada Gay, para as modernas eu abraço a Parada LGBT, para as pós- modernas eu abraço  as LGBTTQI. Eu comecei abraçar desde de cedo, abrace tudo você também!

17a Parada do Orgulho LGBT da Bahia elege padrinho e madrinha; saiba quem são.

(Julieta Palmeira, SPM):

Salvador, Bahia, sábado, 7 de julho de 2018 – Do GGB.  O Grupo Gay da Bahia (GGB) já elegeu a madrinha e o padrinho da o padrinho 17ª Parada Celebração do Orgulho LGBT da Bahia, que será realizada em 9 de Setembro em Salvador. Os organizadores mantiveram a tradição de reconhecer personalidades engajadas nos movimentos sociais e em defesa dos direitos humanos.

Daí a escolha de duas lideranças altamente reconhecidas pela militância social: o diretor teatral Fernando Guerreiro, atual presidente da Fundação Gregório de Matos, da Prefeitura de Salvador, e Julieta Palmeira, Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres. A Secretária acredita que LGBT e mulheres cisgêneros possuem mais semelhanças que desigualdades.  “A violência contra as mulheres tem nome: machismo. Precisamos enfrentar essa cultura machista que estimula a violência contra todas nós, contra as mulheres em toda sua diversidade. Machismo mata!Em tempos de cólera como os atuais, ser madrinha da Parada LGBT é uma honra e também um ato de cidadania em favor da diversidade , do respeito e da vida. Que essa edição do evento seja mais uma vez um sucesso!” Declarou a Secretária informando ainda que par vencermos o machismo instaurarmos um nomo momento históricos com homem, mulheres, pessoas LGBTs, precisamos reconhecer essas nossas alteridades, e fazer disso uma grande ação de Direitos Humanos e de Gênero!

Julieta Palmeira Secretária de Mulheres e Fernando Guerreiro Presidente da Fundação Gregório de Matos, eleitos madrinha e padrinho.

“Estaremos com eles em setembro, no centro da cidade de Salvador, percorrendo o circuito democrático das marchas por liberdade, justiça e cidadania. A honraria é uma forma de agradecer os esforços realizados por essas pessoas no combate aos estigmas, preconceitos e discriminações”, esclarece Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

Fernando Guerreiro é ativista das artes, do teatro, “um orgulho das artes baianas por suas produções de sucesso”, afirma Marcelo Cerqueira, segundo quem o teatrólogo sempre combateu a LGBTfobia, “à sua maneira, pelas artes”. Guerreiro deu vida “a Assis Valente, Um Musical Brasileiro”, no qual abordou a homossexualidade do sambista.

Guerreiro revolucionou o teatro de comédia com “A Bofetada”, revelando memoráveis atores baianos, como o talentoso Ricardo Castro, assim como ele, inspirado em Molière. Ao receber o convite, o produtor manifestou sua gratidão. “Não posso negar um convite desses, porque isso é parte de uma história que me acompanha ao longo da vida”, afirmou Guerreiro.

Para Marcelo Cerqueira, Guerreiro é sinônimo de sucesso, arte e ousadia. “Assim ele levou para os palcos as peças “Shopping and Fucking” e a mais recente “Pólvora e Poesia”, que retratou a vida de dois amantes poetas franceses, Paul Verlaine (1844-1896) e Arthur Rimbaud (1854-1891). Por isso afirmo que Fernando Guerreiro é um de nós”. Ao receber o convite o Diretor acrescentou em relação a sua atuação nas artes associadas a liberdade das mentes. .  “Para mim é uma honra ser padrinho de um evento que celebra a diversidade e a tolerância. Cresci e me formei como artista num ambiente de livre circulação de credos e opções sexuais e isto foi fundamental na construção de minha carreira. Através da Parada reforço minha crença numa sociedade que respeite a alegria e legitime as diferenças. Vamos comemorar juntos!” disse Fernando Guerreiro.

A Madrinha da Parada LGBT, Julieta Palmeira, é uma reconhecida ativista dos direitos das mulheres, o que inclui as mulheres transexuais. Atual secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Julieta é médica geriatra e integrante do movimento feminista desde o final da década de 70, quando iniciou a participação na União Brasileira de Mulheres.

Ao lado de lideranças femininas, participou do movimento que resultou na criação da SPM, em 2011. “Honrada pelo convite, mas isso vem por nossa luta por cidadania, respeito e liberdade”, disse Julieta Palmeira que, à frente da secretaria das Mulheres, tem desenvolvido ações de sensibilização da população e enfrentamento à violência contra as mulheres e a população LGBT sempre destacando o respeito à diversidade.

“Ousada, ativista, por assim dizer chão de fábrica, Julieta Palmeira tem se manifestado visceralmente contra o feminicidio na Bahia, esse ódio covarde que mata mulheres. A SPM da Bahia foi a primeira no Brasil nomear Millena Passos, mulher trans, para compor o quadro de servidoras, o que foi um grande avanço na luta dessas mulheres por espaço social e de construção de política de Estado”, lembra o presidente do GGB.

Além da celebração da madrinha e do padrinho, serão homenageadas a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Eleitoral (STE), por terem autorizado a mudança de nome para homens e mulheres trans e autorizado a utilização do nome social no título de eleitor.

Constam ainda também duas universidades federais na lista de homenageados: a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal do Oeste Baiano (UFOB), instituições que criaram cotas na pós-graduação para homens ou mulheres transexuais, travestis ou transgêneros. Também recebe o prêmio o Esporte Clube Bahia que, por meio do seu presidente, Guilherme Belintanni, desenvolveu a Campanha “Não há impedimento”, em comemoração ao 17 de Maio, Dia Internacional de Combate a LGBTfobia. O clube entrou para a história por ser o primeiro a desenvolver alguma ação voltada a diversidade LGBT.

 

Mais informações: 71 999894748 – Marcelo Cerqueira

17ª Parada do Orgulho LGBT DA Bahia convida o povo Abraçar a Diversidade. No dia do evento o passeio do Campo Grande vai se transformar em um “abracódomo”, aproveite e doe o seu abraço. “,

 

Salvador, Bahia, 2 de julho de 2018 – Do GGB, com informações de Fábio Sena.

 

Abraçar é gesto singular, insubstituível e universal. O abraço é um convite ao reencontro com a amizade, com a alegria da felicidade e do perdão que começa por um abraço pela força do amor. O Abraço tem o poder mágico de transmitir uma energia indescritível de um corpo para o outro, abrace!

 

A 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia vem celebrar o poder do abraço e a capacidade de restaurar sentimentos, vidas, amizades e corações partidos. Muitas famílias possuem filhos, irmãos, primos, tios que são LGBTs, muitas vezes vivendo solitários e sofrendo por ser o que é, e ainda: não ter escolhido ser assim. A ausência do abraço pode desenvolver problemas, inclusive de personalidade e caráter, graças à dolorosa rejeição. Por isso, a casa familiar deve ser o ambiente de encorajamento, de autoestima, de diálogo, de amor sem fronteiras.

 

Um abraço pode tornar uma pessoa melhor, um filho melhor, um cidadão melhor. Abraçar um parente ou amigo LGBT produz felicidade, fortalece laços, inspira humanidade. Abra os seus braços para abraçar a diversidade e compartilhe abraços maravilhosos.

 

Abraçar uns aos outros é celebrar a vida e restaurar o amor nos corações, rachado por algum sentimento doloroso, ou mesmo triste de um em relação ao outro. Abraçar é bem-querer, zelar, cuidar. Abraçar é dar o melhor de si: o afeto incondicional. Quem nunca precisou de um abraço para aplacar uma aflição, para celebrar uma vitória, ou simplesmente aquecer-se, sentir-se amado?

 

Abraçar a diversidade é permitir-se adentrar um universo que é perfeitamente igual a qualquer outro, repleto de dores e angústias, mas também de amores, sonhos, frustrações e conquistas. Abraçar a diversidade é saber o quão somos múltiplos em nossa singularidade e singulares em nossa multiplicidade. Abraçar a diversidade é dar-se a chance de proteger, dar proteção e de amar quem só quer o direito de amar quem quiser.

Abraçar a diversidade é dar afeto aos LGBTs, às novas identidades de gênero que surgem e que reivindicam espaço de poder e de palavra. Abraçar a diversidade é cultivar um mundo solidário com menos choros provocados pela ação da violência e das dores provocadas por esse mal do século. Os LGBTs se inserem nesse cultivo de um mundo melhor por serem lutadores, e muitos sobreviventes dessa violência LGBTfobica, que nos assustam e dilaceram nossas vidas, causando feridas incuráveis.

Nosso convite para Abraçar a Diversidade com todo gás insere a luta contra o racismo, a proteção da vida das mulheres trans e cisgêneros, as lésbicas, reverenciar memória das mulheres vítimas do feminicidio na Bahia, Brasil e no mundo, inclusive denunciando esse machismo violento que mata. Ao associar esses dois temas à 17ª Parada LGBT da Bahia, queremos declarar que o nosso movimento não é só nosso, mas é um braço abraçado a um movimento maior, internacional, liderando pela força feminina, pelo poder que emana da luta das mulheres na transformação do mundo em um lugar bom de viver, namorar, constituir famílias, criar filhos, namorar e abraçar livremente em espaços públicos de circulação de pessoas.

A 17ª Parada do orgulho LGBT da Bahia convida todas aquelas pessoas que desejem doar o seu abraço no dia do evento. O convite se estende a toda população, homens, mulheres, gays, lésbicas, homens trans, mulheres trans, ativistas do movimento negro, artistas, donas de casa, pessoas de religiões africanas, católicos, evangélicos, todos oferecendo o seu abraço ao próximo. “A ideia é fazer do Calçadão da Praça do Campo Grande um formidável abraçódomo”, diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB e coordenador do evento.

A 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, acontece no dia 9 de setembro no Centro da capital baiana. Entre as atividades contam a Premiação de Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT, Palco Abrace a Diversidade com todo Gás e desfile de trios elétricos a partir das 15h no centro de Salvador, concluindo as suas atividades às 20h. Já o Palco Abrace a Diversidade com Todo Gás começa às 11h e termina ás 21h30. O GGB não quis revelar, mas promete muitas novidades esse ano.

 

Mais informações (71) 999894748 – 3322 2552  – ggbbahia@gmail.com

Primeiro casamento coletivo LGBTQI+ em Salvador é marcado por emoção e declarações; veja as fotos

O dia do orgulho LGBTQI+ em Salvador foi celebrado em grande estilo, regado a emoção e olhares apaixonados. O motivo: nove casais que protagonizaram o primeiro casamento coletivo LGBT da capital baiana.

Os personagens foram 8 casais de mulheres lésbicas e um casal de homens gays que, depois de longos anos de convivências, resolveram romper a barreira do preconceito em nome do amor.

O casório foi realizado pelo projeto “Sim ao Amor”, do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e População LGBTQI+ (Gedem), do Ministério Público da Bahi Com a presença de familiares, ativistas e imprensa, os casais emocionaram a todos que presenciaram as declarações de amor e as lágrimas incontidas, típicas de um momento único na vida de cada um.

O casório ainda teve direito a bolo, salão de festa e padrinhos, entre eles Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, e a jornalista Maira Azedo, que ressaltaram a “Estamos em 2018 e os casais não podiam ser filmados porque ainda vivem na opressão”, destacou Mott. Tia Má não segurou a emoção e foi às lágrimas, falando com a voz trêmula. “Eu vim com um discurso todo pronto, mas eu caí. Caí com a troca de olhares de vocês, de carinho”, disse.

Ela fez questão de destacar que chorava não só com a beleza do momento, mas também pelo significado daquele momento diante das dificuldades que a populaç como deve ser viver num mundo onde viver o seu amor pode ser o motivo da sua morte. Você não pode dizer eu te amo publicamente, sem ser motivo de chacota. vocês não estão apenas se casando, estão fazendo a  revolução”, disse.

A promotora de Justiça Lívia Vaz, gerente do projeto e coordenadora do Gedem, enfatizou a “coragem” de todos os casais presentes, expressou seu “orgulho” por e tipo ser realizado pelo MP. “Vivemos um momento do país de muito ódio e manifestação de preconceito. O projeto ‘Sim ao Amor’ tem o objetivo de promover o re da população LGBT. O Sistema de Justiça faz parte dessa sociedade e muitas vezes acaba reproduzindo essas formas de discriminação. Por isso a importância do Justiça Cristina Seixas Graça, representando a procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado, ressaltou que o MP baiano, e também o brasileiro, precisa cada vez mais produzir ações que enfrentem as questões de discriminação sexual, abrindo mais espaços que acolham quem luta para celebrar o “amor entre, de e para pessoas”.

Participaram da mesa da cerimônia a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos (Caodh) em exercício, a promotora de Justiça Cristina Seixas; a secretária de Política para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira; o presidente da Comissão da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Bira Coroa; a presidente da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Nágila Maria Sales Brito; a coordenadora do Gedem, promotora de Justiça Lívia Vaz; a defensora pública Lívia Silva de Almeida, representando o defensor público-geral, Clériston Cavalcante de Macedo; o superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Emiliano José; a madrinha do casamento coletivo, a jornalista Maíra Azevedo e o padrinho, o presidente de Honra do GGB, Luís Mott.

Galeria de Foto:

Após a cerimônia, os casados receberam os convidados no salão de festa preparados para o momento.


por Genilson Coutinho . Site doisterços

Salve 28 de junho internacional do Orgulho LGBT

Salvador, Bahia, 27 de junho de 2018 – Por Marcelo Cerqueira

Passados trinta e sete anos de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), em Salvador, pelo antropólogo Professor Luiz Mott, ativista combativo e intransigente na defesa dos direitos civis dos LGBTs, hoje já temos alguns direitos, mas indivíduos LGBTfobicos fortalecidos pelo golpe de 2016 se mostraram com maior força e colocaram nossos direitos na contra pauta das agendas conservadoras dos movimentos de extrema direita. Eles usam da mentira e dissimulação, manipulando palavras e projetos com a finalidade de confundir a opinião pública, e lá no Congresso Nacional, marcado em sua maioria pela corrupção e pelo ataque aos direitos sociais, as nossas agendas tem sido moeda de troca no jogo do que é a provado ou não.

Se o preconceito institucional faz com que dentro das Comissões no Congresso nossas pautas não andem, aqui fora, torna-se necessário muita coragem para vencer a violência. Nas comunidades para ser gay, lésbica ou travesti é extremamente arrisca e perigoso, e isso atinge a todos os LGBT, nas diversas classes sociais, porque mesmo que o individuo seja uma pessoa honesta e profissional, a LGBTfobia cultural torna-lhe um indivíduo de segunda categoria, sujeita a discriminações.

Vivemos em um período de exacerbação dos crimes de ódio a diversas populações, sendo que a comunidade LGBT tem sido largamente vítimas, nós pessoas LGBT encabeçamos as listas de violência letal, principalmente com requintes de brutalidade. Uma pesquisa do site homofobia mata do Grupo Gay da Bahia, constatou 445 crimes letais contra LGBT no Brasil inteiro por motivação LGBTfóbica, e ainda 58 suicídios no ano de 2017. Um aumento de 30% em relação a 2016, quando registraram-se 343 mortes. Este é um lado sangrento da notícia, pois o relatório é feito a partir de jornais do Brasil.

Por outro lado, não contamos com proteção social e as representações políticas institucionais têm adotado pouca ou quase nenhuma medida que vise reverter esse cenário de violência, tortura, preconceito e morte, sendo que muitos agentes públicos e políticos difundem o discurso de ódio e incitam a violência e a morte.

O dia de hoje precisa servir como momento para potencializar as reflexões relacionadas às causas geradoras das variadas formas de violências contra nossa população, que apesar de ter havido avanços, ainda é vulnerável e para defender a inserção de políticas públicas e de garantias de diretos com dignidade à população LGBT.

É importante nesse contexto que os poderes públicos constituídos, Governo Federal, Governo da Bahia, Prefeitura do Salvador, Empresas Privadas, se manifestem sobre as medidas potenciais e efetivas para garantir não somente a visibilidade em mídia, mas efetiva Gestão da Diversidade, principalmente a efetividade de direitos, resistência e existência de nossa população que sofre cotidianamente vítima da LGBTfobia. Isso inclui também apoio aos eventos culturais da comunidade LGBT, como Paradas entre outros.

E importe que a população LGBT não se acomode, não retroceda, não volte para os armários mesmo com esse contexto de ódio, violências e crimes letais. Não podemos negar quem somos, precisamos cada vez mais nos reafirmar em nossa identidade, colocar a nossa cara no Sol, garantir a nossa presença fortalecida na cena pública e nos territórios de identidades de forma organizada e combativa para mudar as leis e as políticas públicas.

Fortalecer é beijar, ser feliz e amar. Somente com a nossa presença, com os nossos rostos é que garantiremos uma existência digna, protegida, feliz e com amor.

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