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O Antígeno do Estigma

Em 1969, o Estado não regulava as populações dissidentes apenas por meio do cassetete policial. Ele o fazia, fundamentalmente, por meio do aparato médico-psiquiátrico. Ser homossexual ou transgressor de gênero era, por definição legal e científica, carregar um diagnóstico de perturbação mental (o antigo CID 302 e equivalentes).

O Antígeno do Estigma: Como o Orgulho LGBT+ Redefiniu a Saúde Pública Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia Em 1969, o Estado não regulava as populações dissidentes apenas por meio do cassetete policial. Ele o fazia, fundamentalmente, por meio do aparato médico-psiquiátrico. Ser homossexual ou transgressor de gênero era, por definição legal e científica, carregar um diagnóstico de perturbação mental (o antigo CID 302 e equivalentes). O corpo dissidente era um território ocupado pelo diagnóstico, pela vigilância sanitária e pela higienização social. Stonewall não foi só reação à brutalidade policial; foi uma insurreição contra a patologização da existência.Naquela noite de verão em Nova York, quando travestis negras, drag queens latinas, trabalhadores sexuais e jovens da periferia decidiram revidar, eles estavam operando a mais radical estratégia de Redução de Danos jamais vista. Naquele momento, a história que vem de baixo começava a ser escrita com sangue, suor, lágrimas e a coragem necessária para sustentar a recusa coletiva de permitir que o Estado amparado na medicina hegemônica decidissem quem tinha o direito de viver ou morrer.O confronto foi um manifesto coletivo, escrito na pele de cada um, provando que a sobrevivência e as condições de bem-estar são as métricas absolutamente primárias da saúde pública. A saúde coletiva frequentemente tratou a prevenção e o cuidado como pacotes técnicos que descem de gabinetes climatizados, sem nunca ouvir as populações vulneráveis. Stonewall inverte essa lógica. Foi a partir da revolta que surgiu o entendimento clínico e a comprovação de que o saber sobre a sobrevivência nasce da calçada, do asfalto quente e da vivência comunitária.Dessa luta, que teve início em um bar no Greenwich Village, para as ruas, foi um passo. No ano seguinte, em 28 de junho de 1970, aconteceu a Marcha do Dia da Libertação na cidade de Nova York, concentrando-se no Village – onde se deu a vitória histórica – e marchando até o Central Park.Os principais slogans e gritos eram recados diretos para a sociedade americana. “Gay is good” (Ser gay é bom), criado pelo ativista Frank Kameny, inspirou-se diretamente no movimento “Black is Beautiful”, que confrontava o racismo da época. Na primeira Parada do mundo, os participantes bradavam: “Say it clear, say it loud: Gay is good, gay is proud!” (Diga claramente, diga alto: ser gay é bom, ser gay é orgulho!). Eram milhares de pessoas diversas ocupando o asfalto, refutando estigmas e afirmando sua dignidade. Arte bar Stonewall, NYCEsse protesto fez com que a alforria médica chegasse em três anos. Em 15 de dezembro de 1973, a melhor comemoração de Natal da nossa história se concretizou quando a Associação Americana de Psiquiatria (APA) elevou a homossexualidade à categoria de orientação sexual, retirando-a do rol de patologias. Em seguida, a Associação Americana de Psicologia (APA) endossou a decisão, aprovando uma resolução que baniu oficialmente a homossexualidade da lista de transtornos mentais em 1975.Quem liderou a revolta não foram os homossexuais que buscavam assimilação; foram os corpos e corpas que transitavam na interseção aguda da vulnerabilidade social -incluindo raça, cor, território e dissidência de gênero. Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson não lutavam apenas pelo direito de frequentar um bar; lutavam pelo direito de ocupar o espaço público, por alimentação, trabalho, pela própria vida (para não serem assassinadas) e por uma rede de apoio mútuo – o que hoje compreendemos como determinantes sociais da saúde.O dia 28 de junho, portanto, é o marco de uma epistemologia de sobrevivência. É a data em que a periferia existencial do mundo desenhou, com pedras e barricadas, o rascunho de uma saúde pública que não oprime, mas liberta. No Brasil, em 1984, a nossa alforria aconteceu pela determinação do professor Luiz Mott que, ao mobilizar 17 mil assinaturas e obter o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fez o Conselho Federal de Medicina (CFM) tornar sem efeito o diagnóstico correspondente ao CID 302- antecipando-se à própria OMS na maior vitória política e sanitária do nosso movimento.Se a LGBTfobia estrutural e o racismo são patógenos sociais que produzem adoecimento mental, isolamento, depressão e morte, o Orgulho é o antígeno. O Orgulho, nesta interpretação, não é um sentimento de vaidade ou uma celebração vazia; ele é uma tecnologia de imunidade social. Quando um corpo dissidente se recusa a se envergonhar de sua própria biologia e de sua identidade, ele interrompe o ciclo de adoecimento psicossomático imposto pelo estigma. A Parada do Orgulho LGBT+ cura porque devolve ao sujeito a soberania sobre sua própria narrativa e sobre sua saúde.Escrever sobre o 28 de junho hoje é compreender que a nossa luta não terminou com a conquista do casamento civil ou com as leis de criminalização da homofobia. A travessia para a emancipação reside na garantia de que cada corpo gay, cada corpa preta, periférica, trans, travesti, bicha e não-binárie tenha acesso à dignidade plena: ao saneamento básico e à moradia como direitos fundamentais de saúde; à despatologização real e ao respeito às transições de gênero, sem a tutela humilhante do olhar médico colonizador; e à construção de uma rede de afeto e cuidado que neutralize a solidão e o abandono histórico de séculos. Fomos tão fustigados historicamente que corremos o risco de naturalizar essas violências e reproduzi-las contra os nossos próprios pares.O dia 28 de junho é o dia em que o corpo dissidente deixou de ser um objeto de estudo clínico ou de repressão policial para se tornar o sujeito soberano de sua própria narrativa existencial na cidade. A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, em 9 de setembro, será o momento de celebrar essa data materna e renovar o compromisso de que a nossa saúde, a nossa vida na cidade e o nosso legado são absolutamente inegociáveis. Marcelo Cerqueira, gestor, estrategista de diversidade, escritor autor do livro “Amor Sem Correntes: Um Manifesto pela Decolonialidade do Afeto” Editor J. M. D. de Oliveira, Sergipe, 2026.

Trincheira

Moira, Quinalha, Mott e Trevisan – Arte GGB Imagem A Literatura como Trincheira: GGB destaca obras essenciais para entender a Diversidade no Brasil Por Marcelo Cerqueira, DRT -2135/BA Em matéria publicada pelo portal UOL, especialistas e ativistas listam obras fundamentais que combatem o apagamento histórico da comunidade LGBTQIAPN+; Luiz Mott, fundador do GGB, assina e recomenda títulos que resgatam a ancestralidade trans e a trajetória do movimento. No mês em que celebramos o Orgulho, a literatura brasileira reafirma-se como um dos campos mais potentes para a consolidação de mudanças culturais e para o enfrentamento do “apartheid informacional”. Uma recente lista publicada pela Deutsche Welle (DW) e replicada pelo UOL destaca dez livros imprescindíveis para compreender a cena LGBTQIAPN+ no país, evidenciando que ler a nossa história é, antes de tudo, um ato de resistência política. Luiz Mott o Guardião da Memória e a Recuperação do Arquivo O antropólogo e professor da UFBA, Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), é uma das vozes centrais na curadoria desta lista. Mott não apenas recomenda clássicos, mas é o responsável por trazer à luz figuras que desafiam a lógica colonial de gênero. Xica Manicongo, a primeira do Brasil. Luiz Mott, editora COSAC, SP, junho, 2026 – Lançamento em Salvador, dia 11 de julho, ás 17h – Livraria do Glauber Rocha, Castro Alves. Um dos destaques absolutos é a obra do próprio Mott, “Xica Manicongo, Primeira Transexual do Brasil”. O livro reconstrói a trajetória de Francisco, pessoa escravizada qu viveu na Bahia do século 16 e desafiou as imposições da Inquisição ao adotar uma performance de gênero feminina. Como destaca a deputada Dani Balbi na reportagem, a recuperação historiográfica feita por Mott opera como um gesto de reescrita do arquivo nacional, provando que identidades trans não são “modernismos”, mas presenças ancestrais na formação do Brasil. O Cânone da Resistência Além de sua obra autoral, Luiz Mott o GGB destaca títulos que formam a espinha dorsal do ativismo brasileiro: “Devassos no Paraíso”, de João Silvério Trevisan: Considerado por Mott e outros ativistas como o tratado mais completo sobre a homossexualidade no Brasil. Uma leitura obrigatória para quem deseja entender a luta desde as suas raízes. “História do Movimento LGBT no Brasil”: Organizado por James Green e Renan Quinalha, o livro conta com a colaboração do próprio Mott. A obra situa a busca por visibilidade no contexto da redemocratização, período em que o GGB nasceu e consolidou-se como farol da resistência. “E Se Eu Fosse Puta”, de Amara Moira: Mott pontua a importância desta obra para desconstruir a visão negativa sobre as travestis, um dos grupos mais estigmatizados pela necropolítica brasileira. A Literatura como Tecnologia de Liberdade Para o Grupo Gay da Bahia, a presença de temas LGBTQIAPN+ na literatura é uma ferramenta de saúde coletiva e dignidade. “Lendo e estudando a nossa história, muda-se a forma como a sociedade nos vê e como nós nos vemos”, reforça o pensamento crítico que o GGB promove há 46 anos. A lista contempla ainda obras contemporâneas como “Amora” (Natalia Borges Polesso), “O Beijo do Rio” (Stefano Volp) e sucessos da literatura jovem como “Quinze Dias” (Vitor Martins) e “Conectadas” (Clara Alves), mostrando que a nova geração de escritores está ocupando o centro da cena literária com narrativas de afeto e autonomia. https://www.amazon.com.br/Xica-Manicongo-Luiz-Mott/dp/6555900490

Mãos, Mitos e Mapas

O que a Ciência e a História revelam sobre o "Pacote" Nordestino

O que a Ciência e a História revelam sobre o “Pacote” Nordestino Por: Redação  Insurgente No imaginário popular brasileiro, a anatomia masculina nunca foi apenas uma questão de urologia; é um território de disputa simbólica, curiosidade e, acima de tudo, identidade. Quando falamos do homem nordestino, as lendas urbanas ganham contornos de soberania. Mas o que há por trás do mito? Do índice dos dedos às invasões holandesas, fomos buscar a resposta para a pergunta que não quer calar: o que define, afinal, o vigor do homem da nossa terra? Se você acha que a relação entre mãos e dotação é apenas conversa de bar, a academia discorda. Existe um campo de estudo sério sobre a Razão Digital (2D:4D). Estudos publicados no Asian Journal of Andrology sugerem que a proporção entre o dedo indicador (2º dedo) e o dedo anelar (4º dedo) é um marcador biológico. A regra matemática sugere: quanto menor o indicador em relação ao anelar, maior tende a ser o comprimento peniano. Isso ocorre devido à exposição à testosterona ainda no útero materno. Ou seja: mãos com anelares proeminentes são o “cartão de visitas” de um desenvolvimento hormonal robusto. A Mística Baiana: Genética e Resistência Quando entramos no terreno baiano, o mito encontra a realidade da diáspora. Os homens pretos da Bahia entram nesse mercado com o que a sabedoria popular chama de “ponto a mais”. Mas, para além do fetiche, existe a biopolítica. A Bahia, como epicentro da resistência africana no Brasil, preservou biotipos de linhagens guerreiras que estatisticamente apresentam maior densidade muscular e estruturas ósseas largas. A “fama” baiana é, na verdade, o reflexo de uma genética que não foi apagada, mas potencializada pela ginga e pela soberania de corpos que sempre se recusaram à submissão. A rivalidade com Pernambuco ganha agora um capítulo histórico fascinante. Se a Bahia ostenta o vigor da matriz africana pura e altiva, Pernambuco carrega a fama da miscigenação singular. Diz a tradição que o porte do homem pernambucano foi moldado pelo encontro genético com os holandeses. Expulsos da Bahia pela bravura local, um espírito de independência que culminou no glorioso 2 de Julho, data máxima da soberania baiana, que prenuncia o 7 de setembro, os batavos fixaram-se no Recife. Essa herança europeia, misturada ao vigor dos povos nativos e pretos do Recife, criou um biotipo pernambucano que alia estatura e resistência, alimentando a lenda de que o estado é um dos “celeiros” de homens bem dotados do Brasil. Sobre o polegar, o mito persiste: muitos acreditam que a curvatura do dedão indicaria a direção ou o ângulo do pênis. Embora a ciência não confirme essa correlação direta, o formato das mãos é um indicativo de harmonia estética. Homens com mãos grandes e dedos bem estruturados geralmente possuem uma anatomia proporcional. Na Bahia e no Pernambuco, essa “harmonia” parece ser a regra, e não a exceção. Como estrategistas da diversidade, reafirmamos: a verdadeira “dotação” do homem nordestino, seja ele baiano ou pernambucano, está na sua autoestima política. O tamanho pode ser um detalhe anatômico, mas o vigor é fruto de uma história de lutas, de uma alimentação rica em nutrientes da terra e de uma cultura que celebra a corporalidade e o prazer. Seja pela testosterona uterina revelada nos dedos, pela herança holandesa de Pernambuco ou pela ancestralidade preta e inabalável da Bahia do 2 de Julho, o fato é um só: o Nordeste continua ditando o padrão de potência do homem brasileiro.

10 Anos do Centro de Referência LGBT+ Vida Bruno

Salvador Celebra Aniversário do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno: Uma Década de Acolhimento, Luta e Transformação por Direitos Humanos e Diversidade

No ato de assinatura do Decreto Municipal, realizado em 16 de maio de 2016, no Gabinete do Prefeito, estiveram presentes a Professora Ivete Sacramento, Secretária da Reparação; a Vice-Prefeita Célia Sacramento; a Vereadora Fabíola Mansur, autora do projeto; o Prefeito ACM Neto; Marcelo Cerqueira, assessor da vereadora; Milena Passos, representante do movimento social; o Deputado Federal Antônio Imbassahy; e Léo Kret, Ouvidora Salvador Celebra Aniversário do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno: Uma Década de Acolhimento, Luta e Transformação por Direitos Humanos e Diversidade Salvador, 17/03/2026 – A capital baiana celebra mais um aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, equipamento público que se consolidou como símbolo de acolhimento, proteção, cidadania e promoção dos direitos humanos para a população LGBTQIA+ em Salvador. O equipamento é muito mais do que uma estrutura de atendimento, o Centro representa uma conquista histórica dos movimentos sociais, da luta institucional e da construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da LGBTfobia, à valorização da diversidade sexual e de gênero e à garantia de direitos. Ao longo de sua trajetória, o Centro tornou-se uma referência no atendimento especializado, na escuta qualificada e na articulação de ações intersetoriais voltadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas queer, intersexo, assexuais e demais identidades da diversidade. Sua atuação reafirma o compromisso de Salvador com uma cidade mais justa, inclusiva e preparada para acolher a pluralidade de sua população com respeito, dignidade e humanidade. A Diretora da Reparação, Léo Kret do Brasil comemora “Celebrar o aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno é reconhecer uma história construída com coragem, articulação política, escuta social e compromisso com a vida. É também reafirmar que o enfrentamento à LGBTfobia, a promoção da cidadania e a defesa da dignidade humana seguem como tarefas permanentes” Disse Léo Kret do Brasil Diretora Geral do Departamento de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ ao tempo que afirma “Em Salvador, o Centro Vida Bruno permanece como espaço de esperança, proteção e transformação, demonstrando que políticas públicas efetivas podem mudar realidades, salvar vidas e fortalecer a democracia” conclui a Diretora. A criação do Centro nasceu de uma demanda histórica do movimento social, em especial do Grupo Gay da Bahia (GGB), que identificou a urgência de um equipamento público capaz de receber demandas cruciais da população LGBT+, sobretudo nas áreas de assistência jurídica, atendimento psicológico e assistência social, com atenção especial ao enfrentamento das violências. Essa escuta social encontrou eco no Legislativo municipal e deu origem a uma agenda concreta de transformação institucional. Discurso do Prefeito Municipal de Savador, ACM Neto – Imagem Genilson Coutinho – 16/05/2014 | 16h05 A então vereadora Fabíola Mansur, em seu primeiro mandato, acolheu a proposta e a transformou em projeto de lei, sensibilizada pelo clamor da população LGBT+ diante dos casos de discriminação á época e da necessidade de uma porta de entrada específica para o acesso a serviços públicos. O processo de aprovação exigiu articulação, persistência e forte mobilização política, até resultar na aprovação do Projeto de Lei nº 177/13, posteriormente sancionado, abrindo caminho para a implantação do equipamento. Um dos marcos fundamentais dessa trajetória foi o Decreto nº 24.981, de maio de 2014, que criou o Núcleo de Políticas Públicas de Cidadania e Direitos de LGBT na Cidade do Salvador, no âmbito da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR). A partir desse decreto, passaram a ser coordenadas ações de formulação de políticas públicas, elaboração de plano municipal, organização do Comitê LGBT e planejamento da instalação do Centro de Referência. Em seguida, o Decreto nº 26.181, de junho de 2015, ampliou a composição do Comitê Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, fortalecendo a participação de secretarias e da sociedade civil. O prefeito Municipal ACM Neto, secretária da Reparação Ivete Sacramente em 16 de maio de 2016, no gabinete prefeito, ainda com o movimento social, autoridades municipais assinou o Decreto e o Centro iniciou oficialmente suas atividades, tornando-se um espaço permanente de acolhimento a casos de discriminação, violência e exclusão, além de promoção de cidadania e orientação. A iniciativa consolidou Salvador como uma das cidades brasileiras com política pública estruturada de atendimento especializado à população LGBTQIA+, articulando escuta, encaminhamento e defesa de direitos. Outro passo decisivo ocorreu em 2018, com a formalização do Programa de Combate à LGBTfobia Institucional (PC/LGBTfobia), por meio do Decreto nº 29.574, que definiu sua estrutura e funcionamento. O programa passou a atuar diretamente na eliminação de normas e práticas discriminatórias dentro da administração pública municipal, promovendo uma cultura institucional de respeito, inclusão e reconhecimento da diversidade. Em junho de 2021, o Decreto do prefeito Bruno Reis nº 34.084 conferiu ao equipamento a denominação de Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, em homenagem póstuma a um dos mais importantes nomes da luta pelos direitos humanos e pela cidadania LGBT+ em Salvador. Vida Bruno, homem trans, historiador e militante, foi o primeiro coordenador de Políticas e Promoção de Cidadania LGBT e desempenhou papel central na implementação do programa municipal de combate à LGBTfobia. Seu legado permanece vivo na formação de servidores, na defesa da dignidade humana e na construção de políticas públicas que tratam a diversidade como valor democrático. A relevância do Centro também se expressa em seus serviços e resultados. O atendimento psicológico é historicamente um dos mais procurados, revelando o impacto das violências, da exclusão social, da discriminação e da ausência de oportunidades sobre a saúde mental da população LGBTQIA+. O equipamento também oferece assistência jurídica e social especializada, especialmente em processos de retificação de nome e gênero, etapa essencial para o reconhecimento da identidade de pessoas trans e travestis. Em 2025, foram realizadas gratuitamente 81 retificações de nome e gênero para pessoas trans, travestis e não-binárias que receberam gratuidade das taxas públicas de fiscalização e  registro civil. No campo institucional, os avanços também são expressivos. Até junho de 2025, foram acumulados 7.954 servidores(as) capacitados(as) em ações de sensibilização e formação voltadas à promoção do respeito à diversidade. Até dezembro de 2024, 24 secretarias já

Efeito Arco-Íris na Folia de Salvador

O "Efeito Arco-Íris" Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o "Molho" do Carnaval de Salvador

O “Efeito Arco-Íris” Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o “Molho” do Carnaval de Salvador Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador em 2026 não foi apenas uma festa; foi um divisor de águas, um manifesto vibrante que sacramentou a cidade como a primeira e inquestionável opção dos gays do Brasil e do mundo. Longe de ser um mero adjetivo, este reconhecimento é a materialização de um processo histórico de luta, resistência e uma demanda incessante por reconhecimento e aceitação, culminando na consagração de Salvador como a capital global da folia LGBTQIA+. Os dados falam por si, e a experiência da rua confirma: a presença da comunidade gay está redefinindo a essência do nosso Carnaval de uma forma simplesmente maravilhosa. Observamos um impacto gigante de uma presença indispensável para a economia da cidade. Dados oficiais revelam que, em 2026, Salvador pulsou com 3,8 milhões de turistas e uma movimentação econômica astronômica de R$ 8,1 bilhões. A rede hoteleira operou com ocupação máxima, e os circuitos carnavalescos receberam um público rotativo de 12 milhões de foliões. Dentro desse universo grandioso, a comunidade LGBTQIA+ emerge com uma força inegável. Estimativas apontam que 10% desse público total é LGBTQIA+, o que se traduz em números impactantes: 380 mil turistas LGBTQIA+ desfrutaram da energia única da cidade; um impressionante impacto econômico de R$ 810 milhões foi gerado diretamente por este segmento; e 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ estiveram presentes nos trios, blocos e camarotes, vivenciando a festa em sua plenitude. Esses dados não são apenas estatísticas; são a prova viva de que a diversidade é um motor econômico e cultural, capaz de impulsionar o turismo e a economia criativa, reafirmando Salvador como um santuário seguro e acolhedor onde a liberdade de expressão e a autenticidade são não apenas permitidas, mas vigorosamente incentivadas. Salvador, consolidando-se como a primeira escolha global, cumpre seu destino. A cidade, com sua intrínseca vocação para a liberdade e a mistura de culturas, elevou-se ao patamar de metrópole da diversidade do Atlântico Sul. Esse fenômeno é o resultado de uma jornada coletiva, forjada na existência das nossas políticas públicas, no ativismo resiliente por direitos igualitários. A presença cada vez mais expressiva de homens gays cis, em particular, consolidou a cidade como a primeira opção de destino para este público, que tem na capital da Bahia um lugar onde pode celebrar a existência sem temores ou constrangimentos, interagindo com a nossa gente e a nossa cultura de forma autêntica e imersiva. Não foi um mero acaso que o maior site de relacionamentos do mundo enviou um representante para conhecer a festa e validá-la. Políticas públicas inclusivas, um arcabouço legal robusto contra a discriminação e o compromisso inabalável da administração municipal em oferecer ambientes livres de hostilidade são a base dessa transformação. O Carnaval de hoje é a prova viva do poder transformador dessas políticas que respeitam e representam os direitos humanos. No Estado e, especialmente na capital. A nova dinâmica do Carnaval está redefinindo o “molho” e os papéis sociais na folia. Essa ascensão do protagonismo gay no Carnaval de Salvador gerou debates interessantes e, por vezes, um certo estranhamento. Mensagens humorísticas que circularam, como o famoso “Tá faltando homem” ou “Só tem gay”, refletem uma percepção de mudança por parte de algumas mulheres heterossexuais. No entanto, é fundamental que elas tenham calma e compreendam que essa nova dinâmica não é uma “ausência”, mas uma redefinição de papéis e expectativas que traz consigo ganhos inesperados para todos. Como bem apontado nos debates, o incômodo de uma mulher ao entrar em um ambiente majoritariamente gay “não é sobre a falta de homem. É sobre perder protagonismo. É sobre o fato de, de repente, você não ser mais o centro das atenções, não ser a mais desejada, não ser a prioridade daquele espaço.” Esse cenário convida as mulheres a redefinirem seu papel, a entenderem que o “molho” da paquera agora se insere em uma disputa mais plural, onde o foco da atenção masculina heterossexual não é mais o único ou exclusivo. Curiosamente, a maior presença gay trouxe um benefício incontestável para as mulheres cis heterossexuais: mais segurança e menos assédio. Experiências passadas, marcadas por “beijos forçados” e “rodinhas de assédio”, deram lugar a um ambiente mais respeitoso. Como uma advogada observou: “Desde que o público de Salvador passou a ser mais gay, pra mim, o Carnaval tem sido muito melhor. Porque, há vinte anos atrás, quando a gente saía, não podia, por exemplo, ficar longe do marido ou namorado por cinco minutinhos pra comprar uma cerveja que já vinha algum assédio […] Agora, não. Você fica tranquila, não tem assédio.” A energia contagiante da comunidade gay, frequentemente pautada pela celebração desinibida, alegria sincera e solidariedade, contribuiu para uma atmosfera de maior pacificação e coesão. Em contraste com a “treta” associada a alguns homens heterossexuais, os homens gays vão “para beijar na boca, para curtir, para se divertir!”, criando um ambiente mais seguro e prazeroso para todos. Esse protagonismo também transforma o fluxo e a estética do Carnaval de Salvador, contribuindo com beleza plástica singular. Os gays não estão apenas presentes com suas narrativas; eles estão ativamente mudando e redefinindo a concepção sensorial, reduzindo algumas resistências mentais e o medo do novo. Símbolos como o onipresente leque de plástico, que transcende sua função utilitária para se tornar um distintivo de força coletiva e identidade, são prova disso. O som rítmico do leque, a elegância das fantasias que remetem à tradição e a alegria autêntica infundem uma nova camada de autenticidade e expressão à festa. Artistas icônicas como Daniela Mercury, Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Anitta, verdadeiras porta-vozes da causa LGBTQIA+, consolidaram seus blocos como espaços de acolhimento seguro, amplificando a mensagem de inclusão e transformando seus palcos em poderosas plataformas de visibilidade e aceitação. Salvador está orgulhosamente cumprindo seu destino de cidade LGBTQIA+ do Brasil e do Atlântico Sul. Essa transformação paradigmática no Carnaval de Salvador é o reflexo de um caminho percorrido pela cidade, que hoje está cumprindo sua

Já é Carnaval, essência da hospitalidade

O Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma das maiores e mais democráticas festas populares do planeta. É um caldeirão cultural onde a alegria e a diversidade se encontram nas ruas, nos blocos e nos trios elétricos

A Hospitalidade em Sua Essência: Como os Camarotes do Carnaval de Salvador 2026 Podem Celebrar a Diversidade LGBTQIA+ no Luxo Por Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma das maiores e mais democráticas festas populares do planeta. É um caldeirão cultural onde a alegria e a diversidade se encontram nas ruas, nos blocos e nos trios elétricos. Contudo, em meio à efervescência popular, surge um universo à parte: os camarotes. Esses espaços, sinônimo de luxo, conforto e exclusividade, prometem uma experiência diferenciada, com serviços all inclusive, shows de grandes artistas e uma vista privilegiada da folia no circuito Barra-Ondina. A questão que se impõe, e que sua perspicácia, nos impele a explorar, é: como a população LGBTQIA+, historicamente parte integrante e vibrante dessa festa, se encaixa nesses espaços de luxo? E, mais importante, como os camarotes podem aprimorar sua hospitalidade para ir além da mera tolerância, atingindo a celebração autêntica da essência de cada indivíduo? A População LGBT+: Uma História Vibrante e Desafios Velados nos Camarotes A presença da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é tão antiga e inerente quanto a própria festa. Desde as manifestações mais espontâneas nas ruas até a organização de blocos independentes, a comunidade sempre encontrou no Carnaval um palco de liberdade, afirmação e visibilidade para expressar suas identidades, afetos e existências. No entanto, quando olhamos para os camarotes, um paradoxo se revela. Em tese, os camarotes, com sua infraestrutura controlada e segurança reforçada, poderiam oferecer um refúgio para membros da comunidade LGBTQIA+ que buscam um ambiente mais seguro ou menos vulnerável à intensidade das ruas. No entanto, a segurança não se resume só à integridade física; ela abrange, crucialmente, a segurança psicológica e emocional. Um espaço pode ser fisicamente seguro e luxuoso, mas se não for culturalmente acolhedor, pode gerar invisibilidade, microagressões ou a sensação de não pertencimento. E, pertencer é o motivo do Carnaval de Salvador. Para a população LGBT+, a busca por esse pertencimento é amplificada pela história de marginalização e preconceito enfrentada em muitos outros espaços sociais. No Carnaval, onde a expressão da identidade é central, a ausência de um acolhimento autêntico nos camarotes de luxo pode ser percebida como uma extensão dessas exclusões, contrastando fortemente com o espírito de liberdade da festa. Não basta que esses locais sejam fisicamente abertos; eles precisam ser ativamente seguros e afirmativos, criando um ambiente onde a diversidade não seja apenas tolerada, mas celebrada em todas as suas nuances. A hospitalidade, então, se torna um ato político e cultural, um convite para que cada indivíduo possa ser plenamente quem é. É essa profundidade de acolhimento que transformará um camarote de luxo em um verdadeiro bastião da inclusão no Carnaval. É preciso considerar os seguintes pontos. Heteronormatividade Implícita Muitos camarotes são construídos sobre uma base heteronormativa, mesmo que não intencionalmente. Isso se manifesta na comunicação visual, na seleção de artistas e até mesmo na forma como a equipe é treinada, resultando em um ambiente que não reflete a pluralidade de identidades. Falta de Representatividade A ausência de artistas LGBTQIA+ na programação, de materiais visuais que celebrem a diversidade de gênero e sexualidade, ou de iniciativas de inclusão pode levar os membros da comunidade a se sentirem “tolerados” em vez de “celebrados”. Incompreensão de Identidades de Gênero e Expressão Este é um ponto sensível. A falta de conhecimento sobre identidades trans, não-binárias e outras formas de expressão de gênero pode levar a situações constrangedoras, desde o uso incorreto de pronomes até a inadequação de banheiros. Percepção de Segurança A verdadeira sensação de segurança para a população LGBTQIA+ em um camarote depende da percepção de um ambiente livre de julgamento e preconceito, onde suas relações e expressões são naturalmente aceitas e valorizadas. “Conhecer as Pessoas em Sua Essência”: O Novo Paradigma da Hospitalidade no Luxo Conhecer as pessoas em sua essência”, é um chamado eloquente para uma hospitalidade que transcende o mero serviço padronizado. Para a população LGBTQIA+, isso é vital. Não se trata apenas de oferecer um bom coquetel ou um show de alta qualidade, mas de criar um ambiente onde cada pessoa se sinta vista, valorizada e verdadeiramente bem-vinda em sua totalidade. O que significa, então, “em sua essência” para a hospitalidade inclusiva? Reconhecimento da Individualidade  É entender que cada convidado traz consigo uma história única, um conjunto de experiências, preferências e sensibilidades. Para a comunidade LGBTQIA+, isso frequentemente inclui vivências de marginalização ou preconceito, tornando o acolhimento genuíno ainda mais significativo. Sensibilidade e Empatia Significa que a equipe deve ser treinada para desenvolver uma empatia profunda pelas nuances da diversidade. Isso envolve desde saber identificar e intervir em situações de desrespeito a pessoas trans até garantir que casais do mesmo sexo se sintam completamente aceitos. Segurança Psicológica A essência da hospitalidade perfeita é criar um espaço onde o cliente não precise se preocupar em ser julgado, ter sua identidade questionada ou sofrer preconceito. É a liberdade de ser quem se é, plenamente, e celebrar isso sem reservas. Personalização Autêntica: Com informações coletadas de forma inclusiva (e com consentimento) e a observação atenta da equipe, a hospitalidade pode se tornar verdadeiramente personalizada, não superficial. Um camarote que compreende a “essência” de seus hóspedes pode oferecer experiências que ressoam profundamente com eles. Guia para a Excelência Inclusiva: Recomendações Práticas para os Camarotes Para que os camarotes do Carnaval de Salvador de 2026 atinjam essa excelência inclusiva, é fundamental adotar um plano de ação estratégico. 1. Formulários de Inscrição Inovadores e Inclusivos O primeiro contato é crucial. O formulário de inscrição deve ir muito além da dicotomia binária, que se mostra profundamente excludente para pessoas transgênero, não-binárias e diversas outras identidades. Ao oferecer opções abrangentes para Nome Social, Pronomes, Identidade de Gênero e Orientação Sexual, os camarotes sinalizam um compromisso genuíno com a dignidade e o respeito. Essa abordagem permite coletar dados essenciais, com ética e confidencialidade, para verdadeiramente “conhecer as pessoas em sua essência” e personalizar a experiência de acolhimento. É o alicerce para uma hospitalidade que celebra a plenitude de quem cada

Empodere-se!

Empodere-se LGBT

Cursos Gratuitos do Governo Federal para a Comunidade LGBT+ Brilhar em 2026 O conhecimento é uma ferramenta poderosa de transformação, e a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) se estabelece como um farol de oportunidades para o empoderamento de profissionais, ativistas e aliados da comunidade LGBT+ em todo o Brasil. Com cursos gratuitos, acessíveis e certificação reconhecida nacionalmente, a EV.G é um recurso indispensável para quem busca aprimorar suas habilidades e impactar positivamente a sociedade. Em 2026, a plataforma expande sua oferta com formações que abordam temas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Desde direitos humanos e equidade racial até sustentabilidade e gestão pública moderna, os cursos oferecem conteúdo atualizado e alinhado às demandas reais do nosso país. Para a comunidade LGBTQI+, que enfrenta desafios diários em diversas frentes, esses conhecimentos são cruciais para a militância, a inserção profissional e a defesa de seus espaços. Entre as centenas de cursos disponíveis, alguns se destacam por sua relevância imediata, qualidade técnica e forte impacto social, dialogando diretamente com debates contemporâneos como o combate à discriminação, políticas de cuidado, proteção ambiental, inclusão e o fortalecimento de territórios periféricos. A credibilidade é garantida: muitos dos cursos são produzidos por ministérios, institutos federais e órgãos especializados. Para você, que busca qualificação para fazer a diferença, selecionamos três cursos essenciais da EV.G. Eles foram escolhidos considerando sua pertinência para as pautas LGBTQIAPN+, aplicabilidade prática no dia a dia e o potencial de formação crítica que oferecem. Prepare-se para decolar no conhecimento e fortalecer a sua voz e a da comunidade! Como Acessar? É Super Fácil! Não perca tempo! Acesse agora a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) em https://www.escolavirtual.gov.br/ . O cadastro é simples: basta informar seu e-mail e você terá acesso a um universo de conhecimento que pode transformar sua carreira, sua militância e sua vida. Com centenas de opções online e híbridas, a dúvida será qual escolher primeiro – então, que tal fazer vários? O futuro da comunidade LGBTQIAPN+ se constrói com informação e ação. Faça a sua parte! Os 3 Cursos Essenciais para Quem Luta por um Mundo Mais Diverso e Justo 1. Uso de Dados Raciais Aplicados às Políticas Públicas — Intermediário Carga horária: 20h Responsável: Ministério da Igualdade Racial Resumo: Para a comunidade LGBTQIAPN+, que é intrinsecamente diversa, este curso é vital. Entender como dados raciais são coletados e aplicados é fundamental para combater o racismo institucional e, por extensão, as múltiplas discriminações que afetam pessoas LGBTQIAPN+ negras, indígenas e de outras etnias. Ferramenta poderosa para ativistas e defensores da igualdade, permite construir políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 2. Direitos Humanos e Meio Ambiente Carga horária: 30h Responsável: Ministério dos Direitos Humanos Resumo: Os direitos humanos são a base de todas as lutas por igualdade, incluindo as da comunidade LGBTQIAPN+. Este curso explora como a crise climática e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, onde muitas pessoas LGBTQIAPN+ se encontram. É uma oportunidade de entender a intersecção entre justiça social, direitos e sustentabilidade, fortalecendo a pauta de proteção para todos e todas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 3. Desenvolvimento Urbano Integrado em Territórios Periféricos Carga horária: 30h Responsável: Instituto Pólis Resumo: A inclusão social e a segurança em espaços urbanos são desafios reais para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em regiões periféricas. Este curso oferece uma perspectiva crucial sobre como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta para criar cidades mais acolhedoras, seguras e acessíveis para todos, combatendo a marginalização e promovendo a diversidade em cada esquina. Aprenda a defender direitos urbanos e a construir comunidades mais justas! Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma).

257 mortes violentas: 237homicídios e 20 suicídios

DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios

RELEASE OBSERVATÓRIO DE MORTES VIOLENTAS DE LGBT+ NO BRASIL, 2025 O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização LGBT+ da América Latina, divulga seu relatório anual sobre mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Este levantamento, realizado há mais de 45 anos de forma independente e voluntária, baseia-se em notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao GGB. Os dados refletem a omissão e subnotificação crônica do Estado brasileiro, que ainda não implementa sistematicamente o registro de crimes de ódio motivados por LGBTfobia. Portanto, os números aqui apresentados representam apenas a ponta visível de um iceberg de violência estrutural de ódio e sangue. DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios Redução de 11,7% em relação a 2024 (291 casos) 1 morte a cada 34 horas Brasil mantém triste liderança mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, seguido do México com 40 homicídios e os Estados Unidos, 10. O Brasil permaneceu, em 2025, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ em todo o mundo. Foram registradas 257 mortes violentas, 34 casos a menos do que em 2024 – uma redução de 11,7% em relação ao ano anterior (291 mortes). Isso representa uma morte violenta de LGBT+ a cada 34 horas. Dentro desse total estão incluídos 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 casos de outras causas (atropelamentos, afogamentos etc.). Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento desde 1980 – há 45 anos. A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que, lastimavelmente, não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+ no Brasil, o que torna este levantamento independente essencial para visibilizar essas tragédias e fornecer subsídios para políticas públicas visando a erradicação dessa mortandade e construção da cidadania das minorias sexuais. Reconhecemos que os dados aqui apresentados são subnotificados devido à falta de sistematização estatal e de financiamento público para a pesquisa. As 257 mortes violentas documentadas são apenas a ponta visível de um iceberg de ódio e sangue.  Este trabalho, conduzido sem apoio financeiro governamental, é realizado pelos voluntários Professores Doutores Marcelo Oliveira e Luiz Mott, que reúnem informações em sites, blogs, redes sociais e veículos de comunicação.

IV Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador

Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador 2025 As inscrições para o IV Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia  16/02/2026. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das LGBTrans O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Inscrições AQUI. https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 28 Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador, formulário insc AQUI! https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7 https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7