Transexuais na corporação: Para Marcelo Cerqueira, PM baiana deve seguir exemplo de Pernambuco.

Militares fileiras

Salvador, Bahia, 20 de maio de 2016 – Do GGB. O Grupo Gay da Bahia considerou simbólica e exemplar a decisão do governo de Pernambuco, que decidiu rever o edital que previa a eliminação de candidato transexual do concurso da Polícia Militar, previsto para o próximo dia 29. A decisão foi anunciada na última segunda-feira (16), duas semanas após o Ministério Público Estadual abrir investigação para apurar a denúncia de discriminação apresentada pelo Centro de Combate à Homofobia de Pernambuco. Com o recuo, a PM pernambucana poderá admitir transexuais em seus quadros.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu a notícia com entusiasmo e expectativa que a Bahia possa adotar o mesmo procedimento nas admissões de pessoal para compor as Polícias. “Trata-se de uma decisão que tem imenso valor simbólico, pois representa um extraordinário avanço para reconhecimento do Estado de que não pode haver barreiras sociais ou políticas para as pessoas, especialmente por sua opção sexual. Parabenizo o Estado de Pernambuco, os conselheiros que participaram da Conferência LGBT e que pautaram o governo nesse sentido. O Ministério Público pernambucano, que também deu uma lição de cidadania. Agora, esperamos que o governo da Bahia mire-se no exemplo do governo de Pernambuco e assegure esse direito aos transexuais baianos também logo ocorra concurso”. Declarou Marcelo Cerqueira, presidente da entidade.

O edital original previa a inaptidão e a eliminação do candidato que apresente, no exame médico, desvios e transtornos sexuais conforme as patologias descritas na relação das doenças e problemas relacionados à saúde. O documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a “transexualidade” como transtorno de identidade sexual. Este item é atacado por entidades de defesa dos direitos humanos, que reclamam de discriminação contra travestis e transexuais. A transexual Ariane Senna, estudante de psicologia em Salvador, questiona” Somos capazes de ocupar de forma competente qualquer função, ou tarefa, nada nos desabilita em relação aos demais, exceto a falta de acesso ao conhecimento e as oportunidades profissionais, servir a nação é dever de todo cidadão brasileiro”, disse.

A Secretaria de Defesa Social (SDS), responsável pelo edital, aceitou os argumentos do promotor de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos da Capital, Maxwell Vignoli. Ele argumentou que a transexualidade não é impeditivo para o exercício das funções previstas para a PM. A mudança precisa ser publicada no Diário Oficial do Estado. O governo de Pernambucano aceitou outra sugestão do Ministério Público: estabelecer regras específicas na avaliação física de transexuais. Pelo acordo, os exercícios terão de ser feitos de acordo com as condições biológicas do candidato, e o gênero.  A eliminação compulsória de transexuais femininos e masculinos gerou uma nota de repúdio da III Conferência Estadual LGBT.

A tendência é que os exames físicos sigam o modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pelo qual o atleta deve ser avaliado, com laudo médico, segundo as características físicas mais aproximadas: se homem ou mulher. Ao todo, 121.807 pessoas se inscreveram para disputar as 1.500 vagas do concurso da PM de Pernambuco. Não há estimativa de quantos candidatos sejam transexuais, ou mesmo homossexual.

O Grupo Gay da Bahia vai encaminhar demanda as Secretarias de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS) , Secretaria municipal de desenvolvimento social (Sedes) e Centro Municipal de Referência LGBT com a finalidade de instituir grupo de trabalho para acompanhar os editais de recrutamento no Estado.

O GGB elegeu a transexualidade como tema da 15 Parada do Orgulho LGBT da Bahia que acontece em Salvador no dia 11 de setembro próximo. O tema escolhido foi “Uma vida sem violência é um direitos das travestis e mulheres trans. A mensagem indica que em casos de violência a pessoa ligue para o Disk 100. A população de homens trans também será contemplada, a mensagem de traz mensagem de respeito aos homens trans, uma população que existe e vive no anonimato, mas que a cada dia busca visibilidade social.

Nome social: uso por advogadas travestis e transexuais é uma grande vitória, afirma presidente do GGB

Marcelo Cerqueira GGB 2016 1

Salvador, Bahia, 19 de maio de 2016 – Do GGB – O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, comemorou a aprovação pelo Conselho Pleno OAB – instância máxima de decisão da entidade – da utilização do nome social por advogados e advogadas travestis e transexuais no registro da Ordem. A proposta aprovada no último 17 de maio internacional de combate a homofobia permite ainda a inclusão do nome social nas carteiras de identidade profissional.

O relatório elaborado pelo conselheiro federal Breno Dias de Paula, de Rondônia, determina que o período de carência para a adequação à novidade seja de seis meses. A proposição aprovada nesta terça-feira determina que o nome social seja incluído ao lado do nome de certidão na carteira profissional e nas identificações online no âmbito dos sistemas da OAB em todo o Brasil.

Na visão do militante LGBT, a decisão da OAB demonstra que a entidade vem envidando esforços reais para proteger a dignidade humana; neste caso específico, se seus próprios filiados. “O nome social tem fundamental valor subjetivo, tem profunda relação entre a pessoa e seu meio, e até consigo mesma. Foi realmente uma decisão que nos dá a certeza de que a luta por uma sociedade justa tem surtido efeitos”.

17 de maio, dia mundial contra a Homofobia

383Salvador, Bahia, 17 de maio de 2016 – Por LUIZ MOTT – Nos últimos tempos, alguns acadêmicos e militantes tem  defendido a hipótese que a homofobia – hoje  chamada de LGBTfobia, teria sido implantada no Brasil como “política de Estado” durante a ditadura militar. Ledo engano. Desde a Colônia, passando pelo Império, e sobretudo nos últimos anos, a discriminação aos LGBT sempre foi institucionalizada, percorrendo todos os estratos sociais. De norte a sul do país se ouve dizer “viado tem mais é que morrer!” ou, como repetiu o Deputado Bolsonaro, “prefiro meu filho morto do que gay!”

Apesar do Brasil ostentar um vibrante lado cor de rosa, com a maior parada gay do mundo, com um deputado gay assumido e célebres artistas assumidamente lésbicas, nosso país é marcado pelo vermelho sangue: a cada 27 horas um gay ou travesti é barbaramente assassinado, vítima de crime de ódio. Somos o campeão mundial homicídios homofóbicos,  reforçados  pela  impunidade dos criminosos. Em 2016 foram documentados 318 assassinatos de lgbt e como mostra o site “Quem a homotransfobia matou hoje” https://homofobiamata.wordpress.com/  só nesse ano já foram assassinados 113 lgbt, 12 na Bahia, depois de S.Paulo (19 vitimas), o estado mais homofóbico do país.

“Tal barbaridade tem solução, diz o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB: educação sexual científica em todos os níveis escolares, equiparação legal da homofobia ao crime de racismo e políticas públicas eficazes  em favor de mais de 10% dos brasileiros e brasileiras da tribo do arco íris, que já têm o direito de casar mais correm grave risco de vida de andar de mãos dadas pela rua”.

A  propósito, foi o Grupo Gay da Bahia quem introduziu em 1982  no Brasil o termo “homofobia”, assim como a celebração do Dia Mundial contra a Homotransfobia.

Caso Bruna Menezes: Audiência para apurar caso de transfobia acontece nessa sexta-feira na 4 Vara crime de Itapuã.

Caso Bruna Menezes: Audiência para apurar caso de transfobia acontece nessa sexta-feira na 4 Vara crime de Itapuã.

Salvador, 12 de maio de 2016. Por GGB.

Acontece amanhã, sexta-feira, 13, ás 15h  na 4ª Va dos Sistemas dos Juizados Especiais e Criminal de Itapuã de Bruna Menezes, transexual vitima de transfobia praticada por Francisco Santos da Silva, que responde por lesão corporal, praticada contra a mesma. Bruna prestou queixa crime na Delegacia do Bairro de Tancredo Neves, acompanhada de sua mãe, Marcelo Cerqueira e Millena Passos. O caso recebeu grande repercussão nos meios de comunicação, e muita indignação de populares.

Amanhã as partes buscará uma conciliação, isto é uma recompensa financeira proveniente da agressão, á vitima recebe algo em troca e arquiva-se o processo.  Outro desfeche do processo é a suspensão da condicional no processo determinando a reclusão do agressor.

O outro réu, Jailson dos Santos, responde por tentativa de homicídio qualificado, ainda sem data prevista para audiência de instrução. O advogado Rogério Mattos, criminalista acompanha o caso por intermediação do Grupo Gay da Bahia. “ É preciso que a Lei seja aplicada, para acabar com a impunidade” disse o magistrado.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) espera a condenação dos envolvidos, com base na sustentação de que os mesmos praticaram um crime premeditado e com requinte de brutalidade, atentando contra a vida da transexual e do seu parceiro, alvejado por um  disparo por arma de fogo na região pélvica, deixando-o em grave estado de saúde. “ Vamos botar esses bandidos um por um na cadeia” disse Marcelo Cerqueira presidente do GGB.

 

 

Como é namorar alguém que é assexual?

Image captionSophie achava que George era ‘homorrômantico’ até o beijo no cinema

CAMILA RUZ / DA BBC NEWS MAGAZINE –  Salvador, 8/05/2016 – Sophie e George são jovens, apaixonados e…assexuais. Mas um namoro sem sexo não significa um relacionamento simples e sem complicações.

Sophie Jorgensen-Rideout e George Norman se conheciam por cerca de cinco meses antes de se encontrar para um cinema – e assistir a Como Treinar o seu Dragão. Mas uma coisa levou a outra, e os dois acabaram se beijando.

“Eu entendo que quando dizemos ‘nós nos beijamos’, isso geralmente significa outra coisa para as pessoas”, diz George.

O estudante de 21 anos está entre a pequena parte da população britânica – 1% – que se declara assexual.

Mas apesar de George já saber de sua orientação há algum tempo, ele só começou a se identificar abertamente como assexual no primeiro ano da universidade.

“Outras pessoas assexuais acham isso engraçado, mas, no meu caso, na maior parte da minha infância e adolescência, eu meio que pensava que todos eram como eu. Eu simplesmente achava que eles estavam escondendo de uma forma melhor do que eu”, conta.

Ser assexual não é uma escolha, como o celibato. George nunca sentiu atração sexual por ninguém, mas, como tantas outras pessoas na comunidade assexual, ele está em um relacionamento amoroso.

O primeiro beijo veio como uma surpresa. “Eu achava que George era ‘homorromântico'”, conta Sophie. “Isso só mostra como o romantismo pode ser fluido.”

Uma pessoa “homorromântica” é a que sente atração romântica por pessoas do mesmo sexo. Esse é apenas um dos inúmeros termos usados para descrever as diferentes formas de atração amorosa entre as pessoas.

Image captionGeorge e Sophie estão entre a pequena parte da população britânica – 1% – que se declara assexual

“Eu não acho que haja qualquer relação entre sexo e amor. Isso só me confunde, essa ideia de que um não existe sem o outro”, relata Sophie.

“Acho que a sexualidade é relativa e variável, assim como o romantismo, então é pouco provável que você consiga encaixar tudo isso em um único padrão.”

A identidade sexual que Sophie gosta de usar para se definir é “assexual cinza”. Ela descobriu o termo ao compartilhar suas experiências nas inúmeras redes sociais e páginas de discussão sobre o tema na internet – incluindo a Asexual Visibility and Education Network (Rede de Educação e Visibilidade para Assexuais), a principal plataforma online em inglês para a comunidade assexual.

Não há uma definição exata sobre o termo assexual cinza, mas geralmente ele descreve pessoas que estão em um meio termo entre serem “sexuais” ou “completamente assexuais”.

Para Sophie, isso significa que ela sentiu, em rara ocasiões, atração sexual. “É algo que vem e vai. Às vezes está ali, mas eu posso simplesmente ignorar, apagar isso e continuar meu dia normalmente.”

A variedade enorme de tipos de assexuais muitas vezes é mal compreendida. Pessoas da comunidade muitas vezes ouvem comentários de que estariam “confusas” ou mesmo “rotulando sentimentos desnecessariamente”.

“Existem muitos estigmas e concepções erradas sobre o tema”, diz Evie Brill Paffard, que se identifica como “demissexual” e está em um relacionamento com outras três pessoas.

“Assexual significa simplesmente uma falta de atração sexual. Não significa nada além disso. Pode ser interpretado de diversas maneiras.”

O termo “demissexual” é utilizado geralmente para descrever pessoas que só sentem atração sexual por alguém depois de ter um vínculo emocional forte com essa pessoa. Não é o mesmo que optar pela abstinência. Evie não consegue sentir qualquer atração sexual até que haja um laço romântico muito forte ali.

Image captionEvie é ‘assexual’ mas faz sexo com as três pessoas com quem mantém um relacionamento – ela é demissexual e adepta do poliamor

“A ideia de que você pode olhar uma pessoa ou conhecê-la e logo se sentir atraído sexualmente por ela é algo que é normal para muita gente, mas comigo não acontece.”

Evie conheceu seu primeiro namorado em uma sociedade de estudantes do fetiche. “Pessoas assexuais podem parecer um pouco bizarras”, ela diz. Elas podem não estar interessadas no lado sexual da coisa, mas ainda podem curtir um tipo de “emoção hedonista”.

A jovem normalmente diz às pessoas que está em diversos relacionamentos – ela é adepta do “poliamor” – antes de dizer que é demissexual.

“Acho que com a comunidade do poliamor, existem várias concepções erradas. Porque normalmente as pessoas pensam que isso significa curtir um swing e transar com todo mundo. Mas para mim, não é assim. Eu simplesmente amo várias pessoas.”

Pesquisas sugerem que pessoas assexuais, em geral, são vistas de forma mais negativa do que pessoas com outras orientações sexuais. Entre todos os grupos estudados, elas são frequentemente vistas como “desumanizadas”, vistas por agirem, ao mesmo tempo, como máquinas ou como animais.

“Acho que essa é uma atitude comum que as pessoas têm em relação a pessoas e relações que, só por existirem, fazem com que elas acabem questionando suas próprias ações e premissas”, afirma Nick Blake, que não é assexual, mas está em um relacionamento com uma demissexual.

Ele conheceu Liz Williams dois anos atrás em uma festa de Ano Novo. “É como ter uma conversa sobre respirar. Faz com que você adquira uma super consciência sobre sua própria respiração e você vai acabar sentindo que é estranho e pouco confortável”, diz ele.

“Acho que é daí que vem um pouco da confusão e do desentendimento sobre o tema.”

Image captionLiz é assexual, mas namora Nick, que não é; ‘qualquer relacionamento envolve compromisso’, diz ela

Muitas pessoas não acreditam na ideia de que uma pessoa “sexual” pode conseguir ser feliz em um relacionamento com uma pessoa que faz parte do espectro dos assexuais. Liz, porém, argumenta que esse pensamento ignora o fato de que qualquer relacionamento envolve um pouco de compromisso.

Isso acontece mesmo nas relações assexuais por causa dos diversos tipos de atitude que as pessoas podem ter quando o assunto é sexo. Alguns assexuais repelem completamente a ideia, outros simplesmente não estão interessados, outros até fazem sexo, muitas vezes pelo bem do parceiro.

“Pessoas assexuais enfrentam os mesmos problemas de qualquer outro relacionamento amoroso, porque você nunca sabe o que uma pessoa quer ou não quer e você provavelmente deveria ter essa conversa antes de ir direto para o sexo”, diz Liz.

“Acho que esse é o caso em todos os relacionamentos; não vai funcionar se as partes envolvidas não se comunicarem.”

O fato de Liz ser assexual nunca foi um problema para Nick. “Eu sempre pensei que se o relacionamento fosse completo, não iria fazer diferença se houvesse sexo ou não. Dois anos depois, eu sinto que estava certo.”

“Quando você para de ver as coisas no velho padrão em que elas se apresentam, a vida fica muito mais interessante.”

PLANO DE EDUCAÇÃO: “Machismo, intolerância e fundamentalismo religioso alteraram texto”,…

 

“Por conta da desinformação, do machismo, da intolerância e do fundamentalismo religioso o plano foi modificado por 5 emendas que eu e mais dez deputados não aceitamos”

Salvador, Bahia, 7 de maio de 2016 – De Fabio Sena. Em discurso contundente de vinte minutos, a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) manifestou, no plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (4), sua profunda indignação com as emendas que, segundo ela, mutilaram o Plano Estadual de Educação ao vetar a inclusão de temas relacionados à diversidade sexual e às questões de gênero, suprimidos no relatório final. O texto que define as diretrizes para a Educação nos próximos dez anos foi aprovado por maioria em uma tumultuada sessão, inclusive com refregas entre os grupos feministas e LGBT e um grupo de evangélicos.

Ao defender sua tese de manutenção do texto original, Fabíola Mansuir – que é presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa – afirmou que o texto originário era fruto de amplos debates com a sociedade civil organizada, daí a razão de seu inconformismo.  Ela argumentou que o plano foi democraticamente debatido por mais de 50 instituições e uma gama de educadores, e que o texto aprovado contraria frontalmente um pensamento coletivamente construído. “Trata-se de uma visão distorcida do que seja educação sexual, do que seja discutir gênero na escola”.

Leia aqui o voto em separado apresentado pela deputada Fabíola Mansur: DECLARAÇÃO DE VOTO.

“Com 9 diretrizes e 20 metas, entre as quais se encontram a universalização da educação, erradicação do analfabetismo, ampliação de escolas em tempo integral, valorização dos professores, respeito as diversidades e combate a todas as formas de discriminação, o PEE que valerá para a próxima década, discutido e elaborado por quem trabalha e conhece a educação, foi preparado para a sociedade que quer promover a paz e respeito, que valoriza a educação não racista, não machista, não homofóbica, não sexista como principal ferramenta de formação de cidadãos solidários e fraternos. Por conta da desinformação, do machismo, da intolerância e do fundamentalismo religioso o plano foi modificado por 5 emendas que eu e mais dez deputados não aceitamos”, explicou.

O projeto foi aprovado por unanimidade em primeiro turno e por maioria em segundo turno, quando diversos parlamentares ocuparam a tribuna para fazer declaração de voto. Fabíola, presidente da Comissão da Mulher, foi a primeira a ocupar a tribuna para apresentar declaração escrita de voto, em que rejeitava todas as emendas. O documento foi subscrito por ela, pelas petistas Fátima Nunes, Neusa Cadore, Luiza Maia e Maria del Carmem; pela bancada do PC do B (Bobô, Zó e Fabrício Falcão), por Marcelino Galo, presidente da Comissão de Direitos Humanos, além de Marcell Moraes (PV) e Gika (PT).

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Mais uma desse deputado sujo Sargento Isidório: GGB vai denunciar o deputado ao Ministério Público.

Marcelo Cerqueira GGB 2016 1

 

Salvador, Bahia, sábado, 7 de maio de 2016 – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, afirma entregará nesta segunda-feira (9) um notícia-crime ao Ministério Público Estadual contra o deputado estadual Sargento Isidório (PDT). O motivo, segundo Cerqueira, são muitos, mas o fator determinante foi um vídeo divulgado em que o parlamentar aparece ao lado de uma idosa a quem chama de mãe e faz brincadeiras interpretadas pelo GGB como de mau gosto. O pedetista, no intuito de fazer uma homenagem pelo Dia das Mães de forma diferente, agradece-a por “não ser sapatona”, se não “eu não teria nascido”. “Isso é uma ignorância. Nenhuma mulher hoje precisa transar para ter filho, para isso existem meios de fertilização”, rebateu Marcelo Cerqueira em entrevista ao Bocão News. Em outro trecho, Isidório insinua que pega na parte íntima da mãe e leva ao nariz.

“Mais uma desse deputado sujo Sargento Isidório. Quer fazer humor lixo com o nosso povo, mas ele não é humorista, é deputado, por isso é necessário que se respeite e respeite os seus pares. Uma ofensa às mulheres, utilização de nome inadequado para se referir às mulheres lésbicas. Nada impede que as lésbicas deem luz a bebês, seja por relação sexual ou por outros meios de fertilização. Mas, sem dúvida ele se refere a essas mulheres como infértil de forma premeditada dando segmento a sua campanha caluniosa contra os LGBTs. Uma pessoa como esta é indigna de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia. Na segunda-feira, o GGB estará enviando ao Ministério Público a representação criminal”, avisou Cerqueira em publicação na rede social Facebook.

Segundo o presidente, uma nota técnica sobre o comportamento do deputado em relação à comunidade homossexual já vinha sendo feita desde antes, com vasto relatório sobre a mobilização que o parlamentar teve na discussão do Plano Estadual de Educação, contra o qual apresentou uma emenda pedindo a retirada dos termos gênero e diversidade sexual como temas de debate em salas de aula. “Não sabemos se isso é homofobia ou uma forma de promoção social, mas é preciso questionar esse tipo de tratamento do deputado a estas pessoas. Seria importante que outras entidades também se manifestassem. Esse homem tem que ter um freio. Ele acha que não tem limites”, avaliou Cerqueira.

 

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