CCR Metrô Salvador: Pegação em banheiros e a suposta pancadaria repressiva dos seguranças!

Por: Editoria do GGB.
Imagem meramente ilustrativa. 
Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de abril de 2018, ás 01h55min. O Grupo Gay da Bahia (GGB) tendo como base a matéria “Banheiros de estações do Metrô de Salvador viram ponto de encontro para a prática de sexo” publicada no site “Agora na Bahia” do jornalista Genildo Lavinski, publicada terça-feira, 24 de abril, vem a público considerar. Pegação em banheiros públicos não é uma exclusividade da CCR Metrô Salvador. Ocorre no mundo inteiro e em todos os lugares onde há circulação de pessoas, principalmente nas estações de metrô, shoppings, boates, terminais rodoviários…. enfim. A palavra “pegação” significa o que chamamos de “azaração”, “paquera”, “flerte”, namoro mesmo, nesse caso, nos banheiros públicos masculinos, portanto precisamos conhecer socialmente esse fenômeno, essa tara, desejo, fetiche para não criarmos preconceitos sobre esse assunto, tão comum ou presente nas sociedades seja ela ocidental como oriental.
A pegação masculina é assim: Os indivíduos entram nos banheiros públicos, segue até o vaso de para fazer xixi e ficam ali por algum tempo se estimulando. O desfecho ocorre nos box´s reservados dos banheiros, em espaços fechados e livres de olhares curiosos, portanto não é considerado crime de atentado ao pudor ou coisa do gênero como bem observou a delegada de Polícia Civil, Dra. Carmen Bittencourt.
Voltando nossos olhares para as ciências humanas, em uma perspectiva antropológica, essas práticas são bastantes comuns em territórios de circulação e de construção de identidades eróticas nas metrópoles brasileiras.
Qualquer estação de metrô mundo a fora, inclusive as estações do Metrô CCR daqui de Salvador se inserem nessa perspectiva como um circuito, inclusive de afirmação dessa identidade urbana. Esse fenômeno social, portanto, humano ocorre excepcionalmente por alguns aspectos que consideramos importantes que são as dificuldades de que gays masculinos e possuem em encontrar locais para namorar e para beijar livremente como fazem os heterossexuais nos centros urbanos.
Esses espaços se constituem como uma possibilidade de encontros e momentos para exercerem essa sexualidade entre iguais livres dos preconceitos e olhares lascivos e discriminatórios do resto social.
Outros aspectos importantes e que devemos considerar, refere-se a cultura heteronormativa, tradicionalista, judaico cristã e conservadora.
Essa espécie de cultura, mesmo que pese os avanços favoráveis aos LGBTs nos últimos anos, estabelece um conflito de moralidade e empurra LGBTs a viverem suas experiências sexuais de forma clandestina, expostos a subordinação, violências e práticas insalubres. Essa, em especial é uma prática que se relaciona com o desejo, a o medo, a homofobia interna, externa e praticas violentas dispensadas por entes autoritários a estes indivíduos que se expõem a essa atividade nos centros urbanos.
Salvador como capital da diversidade, das artes e música não pode conviver com esse tipo de censura, portanto é inadmissível que o Consórcio CCR na sua condição de prestadora de serviço público, um comedimento para exploração de um serviço voltado a população, devendo oferecer serviços de atendendo, respeitando sempre os critérios de urbanidade e humanidades em relação aos seus usuários, possa de uma forma ou outra agir com violência ou constranger, tratando esse assunto como caso de polícia. É caso de orientação e convencimento social.
Só para lembrar ao CCR Metrô Salvador, o Governo da Bahia reconhece por exemplo, a utilização do nome social por mulheres trans e travestis no serviço público, mesmo governo que criou o Conselho Estadual LGBT, Centro de Referência LGBT, inclusão de transexuais masculinos e femininos no Concurso da Polícia Militar da Bahia. Portanto querido, a criatura “CCR Metrô Salvador” não pode ser ou querer mais que o criador “o governo do Estado da Bahia”.
Lamentável que em pleno século XXI, uma empresa como está ande totalmente na contra mão da história e ignore as conquistas, se colocando indiferente ao Movimento LGBT baiano que muito contribuiu e contribuirá para essas e outras conquistas.
Que diante dessa situação apresentada relacionada a “pegação nos banheiros” entre seres humanos, optou para o uso de prática violentas e perseguição aos gays em seus circuitos de circulação e identidades ao invés do diálogo com os movimentos sociais LGBT com a finalidade de encontrar um caminho que não fosse a prática da violência.
Os relatos ouvidos são de aplicação das humilhações e diversas violências físicas, além de ofensas públicas, utilizando para isso o serviço de sonorização do Metrô. O Grupo Gay da Bahia (GGB), através do seu presidente Marcelo Cerqueira, desaprova esse comportamento utilizado pelos seguranças do Metrô em relação a essa situação.
O GGB não recomenda a prática, mas pede cautela ao tempo que compreende a especificidade desse local, mas reconhece que os banheiros são públicos frequentados por pessoas de diversas orientações sexuais e que o exercício de determinada pode causar constrangimento.  Esse tipo de prática similiar, “outdoor” não se restringe apenas a uma pequena parcela de gays, mas também aos heterossexuais que tendem “desrreprimir” fazendo praticas sexuais ao ar livre, inclusive esse tipo de prática é muito comum em sites de conteúdo adulto para heterossexuais.
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Site Homofobia Mata do GGB registra 126 mortes violentas em 2018.

 

Salvador, Bahia, 13 de abril de 2018. Por GGB -O site HOMOFOBIA MATA do Grupo Gay da Bahia (GGB), registrou de 1 de janeiro até 10 de abril um total de 126 crimes violentos praticados contra LGBTs no Brasil. Os dados da violência divulgados pelo site são reveladores de que o Brasil é um país culturalmente “insalubre” para viver a Diversidade LGBT. No Brasil de hoje não existe um clima social que instaure uma democracia sexual com foco na culturalidade que se instaura a partir do debate político em relação ao combate ao preconceito nas centrais de decisões políticas. 52% dos homicídios contra LGBT do mundo ocorrem no Brasil, campeão mundial desse genocídio.

Os dados da violência até 10 de abril revelam que a cada 19hs um LGBT é assassinado ou se suicida em nosso país. De acordo com o GGB esses dados têm cara, nome e sobrenome. São 47 gays, 26 lésbicas, 3 bissexuais, 31 travestis, 17 mulheres trans, 1 homem trans, 2 bissexuais todos vítimas do ódio que é a homofobia que mata indistintamente, como é o caso do registro  de 2 heterossexuais assassinados apenas por se parecer confundidos com homossexual.  “É absurdo que tio, pai, irmão não possam mais demonstrar afeto entre si, sem serem massacrados como se fossem gays”, alerta Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, em  tempo que destaca que um comportamento familiar natural, possa desestruturar a família por ser confundido com algo que é proibido.

Os dados do Grupo Gay da Bahia(GGB) são reveladores de que o combate a LGBTfobia não se refere apenas aos homossexuais e transexuais, mas a toda sociedade. Isso porque o movimento LGBT brasileiro não é uma movimento isolado, mas um braço de uma corrente humana composta por mulheres, sem teto, sem-terra,  pornô-stars, jovens, vadias, blogegger, trans, youtubers, movimento essencialmente marcado pela presença feminina.

Mesmo que o movimento se fortaleça por meio dessas perspectivas, o debate junto a população LGBT ainda não é equânime, talvez pela diversidade das tribos e guetos urbanos. E mesmo que se divulgue que a cada 19hs um LGBT é assassinado no Brasil, isso não é motivo suficiente para sensibilizar toda a categoria que é diferencialmente impactada pelo preconceito. O GGB acredita que para diminuir os estigmas, preconceitos e discriminações é fundamental e urgente que cada LGBT se reconheça enquanto tal, e mais ainda, reconheça que a proteção de cada um está na organização de todos. Em termos práticos, trata-se da relação com a vizinhança e a comunidade LGBT local, inclusive desenvolver  relacionamento amistoso e solidário com a vizinhança e  condôminos.

Soluções existem para erradicar tamanha mortandade: educação sexual nas escolas de todos os níveis; legislação punindo a homotransfobia com o mesmo rigor do crime racial; políticas públicas que garantam a segurança nos locais mais freqüentados pelos LBT, além de campanhas educativas de empoderamento do segmento.

Escritor retirolandense Enézio de Deus lança seu quinto livro.

Salvador, Bahia, 21 de março de 2018 Editado pelo GGB –

Será lançado no próximo dia 5 de abril, a partir das 18h30min, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro “Falas de que Família(s)? Análise dos Discursos da Constituinte de 1987/88 sobre Direitos e Relações Familiares”, do advogado retirolandense, doutor e mestre em Família na Sociedade Contemporânea, Enézio de Deus Silva Júnior.

Esse é o quinto livro de produção individual do escritor. No ano de 2005, com o (à época, polêmico) livro científico “A Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais”, atualmente na quinta edição, Dr. Enézio obteve repercussão nacional da tese defendida, porque confirmada nos tribunais superiores do país, poucos meses depois da publicação. Em 2007, homenageou a sua terra natal, lançando “Retirolândia: Memória e Vida”, seu segundo livro, cujos exemplares foram todos publicamente doados à APAE do município. Em 2012, seu terceiro livro foi publicado, fruto da dissertação do mestrado: “Assassinatos de Homossexuais e Travestis: Retratos da Violência Homo(trans)fóbica”. Em 2013, veio o quarto, Luzeiros de Amor, uma obra poética e, agora, mais uma produção autoral individual, que será lançada na capital baiana, dentro da sua linha de escrita mais característica: a científica.

Nossa equipe do Retiro Notícias entrou em contato com o escritor retirolandense questionando se, além desses cinco livros escritos individualmente, ele tinha obras publicadas em coautoria. Respondeu-nos: “sim. Além dessas cinco obras individuais, tive a alegria de escrever alguns livros em coautoria com maravilhosas/os colegas e pesquisadoras/es: o romance O Regresso em 2011; a obra que coordenei e coescrevi em 2012 sobre a histórica decisão do STF acerca das uniões homoafetivas no Brasil (“União Estável Entre Homossexuais: Comentários à Decisão do STF Face à ADI 4277/09 e à ADPF 132/08”) e mais quatro livros nos quais tenho capítulos publicados: “Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo” (em 2011, a convite da Drª. Maria Berenice Dias), “Minorias Sexuais: Direitos e Preconceitos” (em 2012, a convite da Drª. Tereza Vieira), “Enlaçando Sexualidades: Uma Tessitura Interdisciplinar no Reino das Sexualidades e das Relações de Gênero” (em 2016, a convite da Drª. Suely Messeder) e “Trabalho, Família e Direito” (em 2016, a convite do Dr. Edilton Meireles, por quem tive a honra de ser orientado no doutorado, que concluí também em 2016). Como não agradecer por tudo isso?” Concluiu, emocionado.

Dr. Enézio explicou à nossa equipe que o seu novo livro, “Falas de que Família(s)? Análise dos Discursos da Constituinte de 1987/88 sobre Direitos e Relações Familiares”, foi fruto da sua tese de doutorado, cujo eixo principal de abordagem alia o jurídico a questões sociais afetas a famílias, gênero, sexualidade e direitos humanos. No livro, ele analisa e dá voz aos discursos das(os) parlamentares no ambiente histórico da mais longa constituinte brasileira, a de 1987/88, revelando as lutas, tensões e enfrentamentos sobre como a família, com seus diversos aspectos e implicações, foi discutida para ser inserida no texto final da Constituição Federal de 1988.

De acordo com o autor, a discussão é muito oportuna, visto que a nossa Constituição completa 30 anos de promulgação este ano. Ele sinaliza que, embora conhecida como “Cidadã”, surpreende a visão patriarcal conservadora e os atravessamentos ideológicos preconceituosos, inclusive de matriz religiosa cristã, no processo discursivo sobre família e tudo que lhe é correlato (divórcio, aborto, liberdade/igualdade conjugal às mulheres, união homossexual, etc), tendo mudado pouco ou nada a depender do aspecto considerado.“Após analisar os dizeres e silêncios das/os constituintes sobre direitos e relações familiares por quatro anos, não faço coro com a ‘ala constitucionalista’ que perpetua exaustivos elogios à Constituinte de 1987/88 e à forma como a família foi delineada no texto constitucional em vigor. Embora não negue avanços, como a união estável, a família monoparental, a licença paternidade, a igualdade plena formal entre filhos e entre homens e mulheres na sociedade conjugal, continuarei dedicando minha investigação a todas e todos para as/os quais a Constituição não veio”, sinaliza o escritor. Entre esses, ele exemplifica com gays, lésbicas, pessoas trans, e arremata: “essas/es, ao contrário de tratados como cidadãs/os na ‘Constituinte Cidadã’, só apareciam nos debates quando a maioria conservadora os associava a prostituição, AIDS e depravações de toda sorte.”

A obra, que tem o selo editorial da Editora Appris (Curitiba) é a primeira a analisar tais discursos historicamente relevantes e, segundo Dr. Enézio, “uma grande contribuição do livro, para o presente e o futuro, é saber que podemos e devemos continuar analisando/fiscalizando o Congresso hoje, à luz de marcos como a Constituinte de 1987/88, e questionar o que o está sendo discutido e decidido em nosso nome, para exigirmos o melhor dentro de um Estado que necessita ser, de fato, laico”, reforçando que a obra amplia o olhar da sociedade brasileira para tudo que impacta no cotidiano das relações familiares.

Quem assina o prefácio é o Prof. Dr. Edilton Meireles (desembargador do TRT da 5ª Região, professor do mestrado/doutorado em Família da UCSAL e do mestrado/doutorado em Direito da UFBA), segundo o qual Dr. Enézio “se revelou, nesta obra, um grande pesquisador histórico-jurídico, analisando, com perfeição, os discursos dos constituintes de 1987/88 sobre os direitos relacionados à família, que vieram a ser consagrados no texto constitucional que reinaugurou a democracia em nosso país. Sua rica obra, sem dúvida, preenche uma lacuna em nossa bibliografia jurídica, resgatando, com ineditismo, os debates constituintes relacionados ao Direito de Família e nos provocando revermos os debates constituintes em derredor de outros temas, visto que o acervo é imenso. Neste seu belo trabalho, o autor relembra momentos marcantes da Constituinte e, criticamente, revela o que parecia/parece mais comum: que os nossos parlamentares não estavam (como ainda não estão) à altura do trabalho que lhes foi entregue pelo povo brasileiro. Após a ambientação histórica, tão necessária à compreensão e análise dos ditos e silêncios parlamentares, o professor Enézio, com toda a paixão social que o impulsiona, sem perder sua veia de pesquisador imparcial e cientificamente comprometido, parte para a análise dos discursos parlamentares, procurando revelar os interesses, negociatas, limitações e atravessamentos ideológicos determinantes das posturas assumidas, informando os nomes dos interlocutores, imortalizando suas vozes – em sua maioria, conservadoras – e mencionando os ricos arquivos de onde foram extraídas”.

Pioneiro em decisões progressistas sobre a matéria de família e outras de cunho social no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o desembargador e professor Dr. Rui Portanova emitiu a seguinte declaração sobre a obra: “este trabalho do Prof. Enézio tem a peculiaridade de trazer para o Direito a interpretação pela via da Análise do Discurso. A transdisciplinaridade já seria um ganho suficiente. Mas tem mais: trata-se de um estudo que resgata o debate dos constituintes em viva voz. A leitura, pouco e pouco, vai revelando a ideologia de cada fala; e, também, a revelação não é pequena”.

Quem elaborou o texto-síntese da contracapa do livro foi a professora do Bacharelado em Gênero e Diversidade da UFBA, doutora em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismos, Salete Maria da Silva, cujas palavras transcrevemos: “este novo livro do Prof. Enézio de Deus apresenta a forma como a família, com seus diversos aspectos e implicações, foi discutida na mais longa constituinte da nossa história, a de 1987/88. Os resultados, que trazem ricos detalhes acerca dos discursos dos/as constituintes sobre direitos e relações familiares, são bastante reveladores da visão conservadora da maioria dos parlamentares que redigiram a Constituição Federal em vigor, conhecida como Constituição Cidadã. Por se tratar de uma pesquisa bastante densa e sumamente importante para a compreensão das questões que envolvem o Direito das Famílias no País, o livro oferece valiosíssimos elementos para as reflexões e lutas em prol do reconhecimento e da proteção dos diversos arranjos familiares, como as famílias homoafetivas, cuja existência não era visibilizada nem respeitada pelas autoridades brasileiras. O autor se estriba numa vastidão de dados e variada literatura, trazendo uma abordagem crítico-interdisciplinar tão necessária à temática. Aliando Análise do Discurso francesa (AD) com perspectiva de gênero, Enézio nos brinda com mais um trabalho inovador, recheado de revelações sobre os debates e embates ocorridos no seio da Constituinte de 1987/88, tangenciando a família (aborto, união estável, filiação, desigualdade conjugal, maternidade/paternidade, dentre outros) pelos atravessamentos das ideologias patriarcal, religiosa, heteronormativa, casamentária e consanguínea. Esta obra, sem dúvida, abre caminho para novas investigações e ações político-jurídicas em favor da diversidade dos direitos e das relações familiares no Brasil, convidando-nos a (re)pensar e a lutar por um país onde todas e todos possam viver e amar.”

A também professora do Bacharelado em Gênero e Diversidade da UFBA Dra. Sônia Wright externou: “o que é falar de famílias em pleno contexto do processo constituinte de 1987/88? É silenciar sobre alguns direitos e relações familiares? Enézio, a partir da Análise do Discurso francesa, incorpora a crítica jurídica, bem como a crítica feminista.” O filósofo e pesquisador Prof. Dr. Alexnaldo Teixeira avalia a obra como “de uma temática atual, polêmica e pertinente politicamente, que desvela discursos e silenciamentos sobre a família na Constituinte de 1987/88, bem como interesses, lutas, negociações, efeitos de sentidos e garantias legais materializadas na Constituição. Ao invés de ‘fazer coro’ com estudiosos da sua área que celebram exaustivamente os avanços constitucionais de 1988, Enézio empreende questionar, desmistificar e desmascarar as funções ideológicas das estruturas multifacetadas de opressão e dominação expressas no processo gerativo da ‘Constituição Cidadã’.” Em sentido semelhante, a doutora em Letras, professora Maria Amélia Chagas Gaiarsa explica que, “ao decidir analisar as falas sobre família presentes na Constituinte de 1987/88, o autor enveredou pela teoria francesa da Análise do Discurso, do filósofo Michel Pêcheux; e, considerando essas falas na sua relação com o contexto sócio-histórico-ideológico em que foram produzidas, desenvolveu, com maestria e eficiência, considerações e críticas em relação aos dizeres e silêncios sobre os direitos e relações familiares”.

Para finalizar nossa matéria, perguntamos como Dr. Enézio se sente e qual mensagem deixaria aos seus conterrâneos nesta ocasião. “Gratidão; principalmente a vocês do Retiro Notícias por terem me procurado para essa honrosa matéria! Essa palavra, gratidão, resume o que transborda, em mim, a Deus e a Jesus em primeiro lugar; à minha mãe e ao meu pai e a tudo que me forma, a começar pela referência de onde sou e vim: nossa Retirolândia-BA. Por isso, se eu puder contar com as presenças de vocês e de mais conterrâneas/os retirolandenses na especial noite do próximo dia 5 de abril, saibam que ficarei ainda mais feliz e agradecido. Muito obrigado!”

O convite, portanto, está publicamente feito pelo escritor:

O que: Lançamento do livro “Falas de que Família(s)? Análise dos Discursos da Constituinte de 1987/88 sobre Direitos e Relações Familiares”.

Quando: 05 de abril de 2018, às 18h30min, na Livraria Cultura do Salvador Shopping.

Mais informações (site da Editora): http://www.editoraappris.com.br/produto/falas-de-que-familia-s

Sobre o autor – Enézio de Deus Silva Júnior é natural de Retirolândia-BA(1981) e autor do hino do município. Advogado, servidor público estadual (concursado da Secretaria da Administração do Estado da Bahia) atuando na Secretaria da Educação do Estado da Bahia, é doutor e mestre em Família na Sociedade Contemporânea (UCSAL), especialista em Direito Público (UNIFACS), bacharel em Direito (UESC) e professor da Especialização em Educação em Gênero e Direitos Humanos da UFBA/UAB.

Do site Retiro Notícias  http://retironoticias.com.br/

 

Nota de pêsames do Grupo Gay da Bahia pelo falecimento do procurador de Justiça aposentado Wanderlino Nogueira Neto.

Salvador, Bahia, domingo, 4 de março de 2018, às ás 12h30min. Do GGB. O Grupo Gay da Bahia (GGB), através do seu presidente professor Marcelo Ferreira de Cerqueira, torna pública a presente moção de pesar pelo falecimento do procurador de Justiça aposentado Wanderlino Nogueira Neto, 72 anos, ocorrido no último dia 25, em decorrência de complicações de saúde. Também expressa profunda solidariedade ao luto dos familiares, condolências especiais ao senhor Antônio Suleiman Kahwage Neto, viúvo do insigne procurador Wanderlino Nogueira Neto, por cerca de dezoito anos. Hoje, na missa de sétimo dia, lembramos da pessoa e também e relembramos o sofrimento de Jesus na Cruz, a dor física vivida por Wanderlino lutando para vencer  uma doença fez com que se aproximasse de Deus e do seu abraço, não temos dúvidas que ele se encontra livre no jardim celestial.

Com uma longa folha de serviços prestados à sociedade, Dr. Wanderlino foi defensor dos direitos de diversos grupos vulnerabilizados, inclusive LGBT. Foi consultor especial para os escritórios da Unicef no Brasil, Cabo Verde, Angola e Paraguai; consultor da Unesco no Brasil; membro do Comitê dos Direitos da Criança do Alto Comissariado para Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU); pesquisador do Instituto Nacional de Direitos Humanos da Infância e da Adolescência (INDHIA); coordenador de Projetos de Formação da Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores da Infância e Juventude (ABMP); e presidente do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan.

Em 2011, recebeu das mãos da presidenta Dilma Rousseff o maior reconhecimento do governo brasileiro sobre direitos humanos: o Prêmio Direitos Humanos, na categoria Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ainda possui diversos livros publicados na área dos direitos humanos, além de ser um excelente orador em suas palestras em eventos nacionais e internacionais. Neste momento, é importante respeitar a memória do procurador Wanderlino Nogueira Neto e o sentimento de Antônio Suleiman Kahwage Neto e demais familiares pela partida de um ente querido. Nossa mais profunda solidariedade! Nosso apoio! Nosso pesar!

Foto: Lino e Toni, cruzeiro em comemoração de 10 anos de união, 2009, Antártica, Princess Cruises/ arquivo pessoal. 

29 de fevereiro de 1980 nasceu em Salvador o Grupo Gay da Bahia. Entidade que já é patrimônio imaterial dos LGBT da Bahia e do Brasil, considerado “Orgulho da Bahia” por Caetano Veloso comemora os seus 38 anos bem assumidos!

Protestos Contra os Países Africanos, em Salvador, Reunião da Diáspora.

Salvador, Bahia, 28 de fevereiro de 2018, ás 23h27 por:  Marcelo Cerqueira. Amanhã, quinta-feira, dia 1 de março, vamos fazer como se fosse dia 29, porque esse fevereiro, não teve a data, qual  o destemido Grupo Gay da Bahia (GGB), amado por uns, odiado por muitos, justo por seu posicionamento intransigente na defesa do que acreditamos, com a idade ficamos mais tranquilos, a idade traz essa sensação, mas nunca nós calamos diante de opressões.

2ª Conferência LGBT
Na foto: Luis Mott, presidente do GGB
Fotos: Mateus Pereira/Secom

 

É com a sensação de termos feito a nossa parte no combate as intolerâncias, é que comemoramos 38 anos bem assumidos.

 

O GGB foi fundado pelo professor paulistano bandeirante Luiz Mott, recém-chegado à capital baiana. Naquela época Mott residia na Barra, e uma vez no Farol, andando de mãos dadas com Aroldo Assunção, foi alvo de um violento soco no rosto. Nesse mesmo mês, Mott publicou um anúncio no jornal “O Lampião da Esquina” com o endereço de sua casa “Bichas, vamos rodar a baiana”, o anúncio funcionou e apareceram algumas pessoas assustadíssimas nas primeiras reuniões que eram realizadas na sede do jornal Inimigo do Rei, editados por Ricardo Liper, Tony Pacheco e Alex Ferraz.

Nessa época ainda havia atuação do Sistema de Repressão, por ser o Figueiredo último General Presidente. O GGB nasceu com forte tendência anarquista, avesso a organização burocrata. De lá mudou-se para o Edifício Derby que funcionava na escadaria da igreja da Barroquinha, era uma kit net pequeníssima, e as pessoas se amontoavam para as reuniões que ocorriam as terças e sextas-feiras.

 

Cristiano Santos, vice presidente acompanhando casal de gay pernambucano.

Em 1982 Luiz Mott depois de muito debate decidiu registrar os Estatutos do Grupo em um Cartório de registro de Títulos e Documentos, recebendo a negativa fundamentada em que esse tipo de registro deveria ser autorizado pela Polícia Federal, e não registrou os documentos. Através de liminar o Juiz Gudesten Soares, do Município de Lauro de Freitas, que determinou o registro cartorial do Grupo Gay da Bahia como sociedade civil, nesse mesmo ano tivemos o Registro de Pessoa Jurídica pelo Ministério da Fazenda. O GGB, foi a primeira Ong do gênero que foi registrado em cartório e possuir CNPJ. Já o ex-vereador municipal de Salvador Raimundo Jorge autor da Lei Municipal n.3725/1987 conferiu pela primeira vez no país o status de Utilidade Pública Municipal ao Grupo Gay da Bahia.

 

Os anos de 1980 até 1989 foram os piores de todos em relação ao preconceito e discriminação, muita intolerância da sociedade, institucional, as pessoas eram presas por vadiagem apenas por circular na rua sem portar Carteira de Trabalho. Essas pessoas eram conduzidas, travestis, putas para a Delegacia de Jogos e Costumes, e lá ficavam presas, fazendo faxina nos banheiros, ou mesmo sendo torturadas por delegados que retiravam o esmalte das unhas com tampinha de garrafa. As bichas de rua para não serem presas se mutilavam, cortavam os braços, haviam algumas delas que exibiam cicatrizes enormes em toda extensão dos braços. Se a bicha se cortasse, eles não levavam.

 

Marcelo Cerqueira, presidente.

Luiz Mott, decano do Movimento LGBT Brasileiro, acompanhou e denunciou tudo isso, por meio do Boletim do GGB, que era feito por meio de um mimeografo com tinta azul e álcool. Mott as vezes era um Dom Quixote ou um Moises falando no deserto, havia muita insensibilidade das bichas classe média, e assim, o GGB sempre abrigou as bichas sem classe, sem nada, mas com vontade de viver em um mundo melhor. Luiz Mott, teve de enfrentar a ofensa diária do jornalista Berbet de Castro, que escrevia impunimente no A Tarde “Mantenha a cidade Limpa, Mate uma Bicha por dia”, ou ainda “Matar veados não é crime, é caçada”, Berbert, se referia aos homossexuais como “falsos ao corpo”, e os ataques eram diários e seguiram ultrapassando os anos noventa. No Jornal A Tarde, por determinação do editor Joaquim Alves Cruz Rios, descendente de família traficante de escravos da África para o Brasil, mantinha a orientação da proibição através de circular das palavras “Homossexual, Luiz Mott, Gay”, exceto em páginas policiais. Diante da intransigência de Berbert em manter-se calunioso e ofensivo, o GGB, bravamente organizou um ato frente a casa de uma das donas do jornal, Vera Simões de Benville, protesto discreto com a finalidade de sensibiliza-la para a causa, posto que dona Regina Simões, que morava no Rio de Janeiro, também não se importava, como supostamente ela sofria de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), não era muito chegada a contatos, diálogos e presença em multidão, era uma dama elegantíssima, mas nem ela nem dona Vera se metiam nas coisas da redação, o problema continuou. Já que o A Tarde não dava as notícias do GGB, a Tribuna da Bahia e o Correio que se posicionava no segundo lugar nesses anos.

 

 

Os releases eram entregues pessoalmente, não tinha Fax´s , Mott escrevia na Olivete TE315, e eu iria entregar muitas vezes, quando ele não ia com a sua motoca. Nossa história está toda registrada nas páginas do Jornal Correio da Bahia, nos primeiros anos pela saudosa Ana Lúcia Magalhães (1986), que como Luz Del Fuego, não tinha medo, ela também foi para o céu, mais cedo. E na Tribuna, Raimundo Santana e Mara Campos.

A braveza de Mott e do GGB, foi ter enfrentado a epidemia da Aids, sozinho. Ele, Dra Nanci, Carlos Brites, Badaró, e tantos outros que cuidaram do paciente zero na Bahia. Mott sabia que a camisinha era a barreira física eficaz contra a transmissão do HIV, inclusive teve de defender isso, porque alguns ativistas questionavam, e acusavam a medicalização da sexualidade.

Centro de Referência LGBT da Cidade do Salvador. Decreto do Prefeito ACM Neto.

 

Mott sabia disso, por ter recebido informações através da ILGA sobre a doença, e ainda, começaram a chegar em nossa caixa postal no Correio da Ruy Barbosa, caixas e caixas de preservativos, coloridos e com cheiro de frutas as bichas adoravam. O GGB se orgulha de ter disseminado o conceito de Safer Sex no Brasil “Sexo Seguro” fazendo uso do preservativo, a entidade foi reconhecida pelo Ministério da Saúde como Melhores Práticas de Prevenção.

 

Ativista (e) João Antonio Mascarenhas, Rio de Janeiro, RJ. 

Na segunda metade dos anos de 1990, a luta foi para inserir na “Assembleia Constituinte de 1988 a expressão orientação sexual” essa tarefa ficou com o ativista João Antônio Mascarenhas, que discursou, favorável, assim, como também fez a deputada baiana Lídice da Mata na defesa da inclusão, mas não passou é uma luta até hoje, diante desse Congresso corrompido.

Deputada Constituinte (1988), Lídice da Mata, hoje Senadora da República. 

 

Depois dessa derrota começamos trabalhas as Constituições Municipais, Salvador, e tantas outras, mais de noventa Leis Orgânicas colocaram no seu capitulo I a expressão “Orientação sexual” juntos as proibições. Paralelo a isso tudo Mott iniciou uma Campanha Nacional pela retirada do “homossexualismo” da categoria de doença do INPS.

Em 17 de maio de 1990 o código 302.0 (Homossexualismo) foi retirado da Classificação Internacional de Doenças (CID). Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrida nessa data em Viena na Áustria. Com esta providência a OMS reconheceu que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. O voto da Bahia, foi garantido pela médica forense Maria Tereza Pacheco, discípula de Estácio de Lima, por muitos anos Diretora do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues(IML), aqui em Salvador, na Curva Grande. Sinto-me feliz por ter sido eu um jovem ativista a ter acesso a essa insigne médica baiana, homenagiadíssima em todas as áreas. Fiz isso em um agradável papo com ela no seu apartamento na Avenida Princesa Isabel, na Barra.

Médica Forense, Diretora do IML, Dra Maria Tereza Pacheco foi o voto sim da Bahia para a retirada 302.0 na Conferência da OMS em Viena na Áustria, 17 de maio de 1990. 

 

O GGB se notabilizou na pesquisa através da coleta e sistematização dos crimes violentos praticados contra LGBT no Brasil, e a cada ano produzimos um relatório de vergonha, dor e sangue, o pior é que anda muda, as bichas não fazem um manejo dos seus estilos de vida, as autoridades olham de esgueira para as nossas estatísticas, alguns LGBTs tentam desqualificar o nosso trabalho, interpretação dessa realidade cruel, por algum tipo de insensibilidade deles, o que é deplorável l.

 

 

Hoje aos 38 anos, depois de fazer tudo, depois de Mott ter feito tudo e mais um pouco na ampliação dos direitos dessa categoria, ou dessas categorias, que segundo Mott, não entendem muitas vezes que esse não é um movimento só de uma pessoa, de uma bicha neoliberal, que acredita que ela sozinha resolve tudo, mas o movimento deve-se compreender, e o GGB tem esse entendimento, que é algo muito mais forte e poderoso que é um braço forte de um coisa maior, que envolve Mulher, homens, crianças, negros, tudo os oprimidos, todos aqueles que um dia não pode se representar, mas que agora já estão fortalecidos para fazer isso.

 

Nesses trinta e oito anos do GGB a mensagem principal do Professor Doutor Luiz Mott, 67 anos, Decano do Movimento Nacional LGBT, é que mesmo diante de tanta liberdade, inclusive das mídias sociais, é que não estamos seguros. “A proteção de cada um está na organização de todos, uns protegendo os outros”, Mott acredita ainda que o mundo pós-moderno, as influencias do neoliberalismo, as novas identidades de gêneros, que reivindicam espaço dentro e fora do movimento, são legitimas, mas, ainda é preciso encontrar agendas comuns a todos, o que seria um desafio grande de dar-se considerando que essa população é multifacetada, dividida em classes sociais distintas e subdivididas em cor, territórios de circulação e local de moradia nos grandes centros urbanos.

 

Premiação do Grupo Gay da Bahia, 17a Parada LGBT da Bahia. 

O GGB, sendo u m grupo misto composto por gays e trans, se solidariza com as lutas das mulheres no combate ao machismo, na promoção da igualdade de gênero, combate ao racismo e os feminicídios.

 

Moema Gramacho, agraciada pela criação do Departamento LGBT de Lauro de Freitas. 

Acompanhe ons nossos videos realizados a partir dos anos. A Propeg foi a agência quem mais produziu coisas para nós. 

 

 

 

 

 

 

 

CAMPANHAS REALIZADAS PELA PROPEG BAHIA PARA O GGB.

 

 

Glamour, paetés, plumas e protestos na 21º Edição do Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador.

 

Fotos:Felipe Martins

Confira as fotos completas no Facebook: https://www.facebook.com/marcelo.marceleza

Salvador, Bahia, terça-feira, 13 de fevereiro de 2018, ás 03h40min. Do GGB – O clima do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador, ocorrido na noite da segunda-feira, 12, de Carnaval na Praça Municipal, escadaria do Palácio Thomé de Sousa foi de muito brilho, glamour, mas a coloração do protesto e da denúncia foi expressão antes nunca visto, nas edições anteriores do evento. O ator All Zack idealizador da personagem feminina Gina de Mascar levou um grupo de atores e uma atriz fez discurso em defesa da autonomia das mulheres em relação ao seu corpo, contra o assédio sexual e moral.

No mesmo segmento de denúncia dos crimes contra as mulheres a transformista Ferah Sanchine, entrou no palco executando uma canção de Elza Soares “Maria da Vila Matilde”, na música orienta ligar 180 para denunciar violência contra o gênero feminino. Ao fim da música, ela convidou a trans Millena Passos que reforçou o discurso e ainda falou da violência contra as mulheres travestis e trans.

 

Foto de Felipe Martins / Alan Nery, “Mama Brasil”.

A coloração de denúncia continuou e foi a vez de Scarlet entrando no palco acompanhada de um grupo de bailarinos ao som de Jojo Todynho, com hit “Que tiro foi esse”, antes de terminar a performance os bailarinos entraram no palco portando cartazes com expressão “Homofobia deve ser crime”, e “Respeito” entre outros slogans, sua apresentação foi muito aplaudida. “Fiquei emocionada, arrepiada quando o povo começou a aplaudir na hora que os meninos entraram com os cartazes” disse Scarlet.

A noite do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador foi em memória de travesti Dandara dos Santos, 42, espancada, humilhada, teve seu corpo carregado em um carro de mão pelo bairro e descartado em terreno baldio onde foi alvejada com dois tiros no rosto, assassinada no dia 15 de fevereiro de 2017, no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza, Ceara, há exatos três dias para completar um ano desse crime brutal que chocou a população LGBT do Brasil.

Com a fantasia conceito “Pela vida, e respeito das pessoas trans” o baiano de Nazaré das Farinhas, Jean Marcos de Jesus Bonfim, 34 anos, contou essa história, a História da morte aviltante que foi um entretenimento popular dos criminosos e da população que assistia alheia sem se importar com tanta violência e brutalidade. Jean Marcos, com esse motivo levou o prêmio de primeiro lugar na categoria originalidade. “Minha ideia é não deixar que esse crime não caia no esquecimento”, disse o Marcos.

A memória de Dandara dos Santos na segunda parte do evento volta a ocupar o palco na performance de Kimberly Portinaly entrando na passarela empurrando um carro de mão com uma pessoa dentro do carro coberta com a bandeira do arco íris. A música é Brasil, na voz de Gal Costa. Kimberly, posiciona o carro no centro do palco e nele vários cartazes alusivos ao caso, ela começa a atuar e aos poucos vai se despindo primeiro tira peruca e em seguida as peças de roupa permanecendo apenas cum uma peça intima, no final ela se aproxima do carro de mão onde está Dandara e sacode a bandeira do arco íris.

Foto de Felipe Martins / Scarlet “Que tiro foi esse!?”.

Alan Cerqueira Nery, 30 anos, de Lauro de Freitas, com a fantasia “Mama Brasil” portando seios grandes e caixas de papelão cheia de dinheiro. O Laurofreitense entrou na passarela jogando dinheiro para cima, segundo ele a fantasia foi em alusão ao dinheiro encontrado recentemente em um apartamento em Salvador de suposta autoria de Gedel Vieira Lima. Layane Santos, 25 anos, do bairro de Periperi, ficou com o terceiro lugar com a fantasia Baobá, uma árvore sagrada do candomblé.

GGB pede mobilização nacional em memória de Dandara por um ano de sua morte.

Aos três dias de completar um ano do assassinato de Dandara Santos, GGB convoca ação Nacional em memória da travesti e contra a impunidade dos crimes contra travestis e mulheres trans no Brasil. Dandara foi executada no dia 15 de fevereiro em Fortaleza, Ceara. No dia 23 daquele ano a polícia identificou e prendeu três adolescentes, dois menores de 16 anos e um outro de 17 anos que aparecem espancando a vítima no vídeo gravado por um aparelho de celular.

As imagens são de grande desumanidade, mostra o grupo de homens espancando a travesti, chutando, batendo com uma sandália e com um pedaço de madeira. Depois eles obrigam ela subir em um carro de mão, ela tenta, mas não consegue, eles espancam mais ainda. O sadismo da tortura humilhante dá entender que é entretenimento popular, pois eles aparecem felizes cometendo a tortura. A Polícia Civil Cearense prendeu também Júlio Cesar Barauna Costa e Isaias Silva Camurça. O GGB orienta enviar mensagens ao Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado André Costa, cobrando celeridade na aplicação da Lei e explicação a sociedade em relação ao andamento do processo.

Dr. André Costa página Facebook: https://www.facebook.com/andrecostadelegado/
SSPDS http://www.sspds.ce.gov.br/index.do?tipoPortal=1#todospelaagua2

Confira o vídeo.

Matéria do G1
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/03/apos-agressao-dandara-foi-morta-com-tiro-diz-secretario-andre-costa.html

Sandra Farias pelo quinto ano consecutivo leva primeiro lugar em luxo.

Sandra Farias, primeiro lugar em luxo: foto Felipe Martins.

A carnavalesca trans Sandra Farias, 40 anos, de Itapissuma, Pernambuco, venceu o primeiro lugar na categoria luxo do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador com alegoria “Oh! Saudade”, a fantasia relembra os carnavais antigos, as marchinhas carnavalescas, ao som de “Mascará negra”. A fantasia que lhe rendeu 8 mil foi confeccionada com paetês, strass, broxes, 4 mil penas de pavão e 4 mil plumas de avestruz rosa e azul.


Jorge Barbosa Filho, 35 anos, de Itapissuma, Pernambuco, levou o segundo lugar com a fantasia “Montezuma o Imperador Asteca”.  Abaixo, Geraldo Pontes, 45 anos, natural de Juazeiro na Bahia, ficou em terceiro lugar com a fantasia “Encanto do Egito”, compõe a fantasia 2 mil penas de pavão e 2 mil penas de faisão lady e albino.

Foto de Genilson Coutinho. 

A comissão julgadora do evento constituiu-se pelos jurados Beth Dantas, Vinicius Jacob, Gesner Braga, Inês Silva, Cibele Carvalho, Valmick Brás entre outros. Os apresentadores foram Bagageryr Spilberg, Michelle Lorem e Jocimar Santos. O cantor Verciah da banda Muquirins realizaram o show de encerramento por volta das 22h30.

Foto de Felipe Martins.

De acordo com a organização o evento esse ano ganhou mais 5h e os shows passaram por uma qualificação utilizando elementos de dança moderna e corpo de balé fixo que acompanhou as apresentações. Esse evento foi dedicado aos 38 anos de fundação do GGB, próximo dia 28. O 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador é uma realização conjunto do Bloco Vamos Nessa, Grupo Gay da Bahia, Quimbanda Dudu e Centro Baiano Anti-Aids e recebeu patrocínio da Prefeitura Municipal da Cidade do Salvador, através da Saltur.

 

Shows.

 

GGB dá dicas práticas de segurança para LGBT no carnaval de Salvador: A lista curiosa e excêntrica orienta fazer “chuca” antes de sair e lógico usar camisinha, gel e pronto.

Foto meramente ilustrativa. 

Salvador, Bahia, sexta-feira, 00h30min, 9 de janeiro de 2018.  O carnaval de Salvador é a maior festa de rua do Brasil. A cultura, a música, a religiosidade, a mistura de raças, o molejo do homem baiano, tudo isso é singular. Salvador é diferente! Tipo assim, sei lá como, Salvador é uma cidade única e incomparável. Mas, convenhamos, isso não é novidade. Você já tem conhecimento disso tudo, não? Talvez, você também saiba que Salvador foi o berço da principal célula do ativismo gay no Brasil, o Grupo Gay da Bahia (GGB), criado em 1980. Ou que a cidade foi a primeira aprovar legislação de combate ao preconceito. Ou ainda que aqui viveu o primeiro governador geral denunciado à Inquisição Portuguesa por “sodomia”. Tudo isso é parte da história dessa cidade chamada Salvador.

Talvez o que você não saiba é que Salvador se tornou um destino de preferencia LGBT nacional e internacional; que, no Carnaval – uma das nossas principais festas populares – percebe-se a presença crescente e expressiva de gays, lésbicas, travestis e transgêneros de todas as partes do mundo. Essa presença massiva nas ruas, nos camarotes e em todos os espaços da folia é expressão da vida com a liberdade conquistada a duras penas e que não pode nem deve ser rechaçada pelo preconceito. Essa presença é um privilégio para a cidade, uma cor que se mistura com as tonalidades libertárias do carnaval de Salvador.

Pensando nessa população que chega a Salvador por ocasião do carnaval e para cerca de 10% dos habitantes da cidade que são LGBT, o Grupo Gay da Bahia (GGB), apresenta algumas dicas para orientar os foliões durante o Carnaval. “Já que o povo tá chamando o carnaval de gay, pensamos em dicas de segurança para nosso povo”, disse Marcelo Cerqueira, presidente da entidade. Confira as dicas:

 Se ligue, em tudo! 

  • Leve cópias autenticadas de seus documentos. Evite levar muitos documentos, mas tenha consigo o cartão do seu plano de saúde, caso haja necessidade.
  • Use pochetes dessas que se amarram na cintura. Nele, leve apenas o material citado acima e o dinheiro que vai precisar naquela noite, nada mais.
  • Evite demonstração em público com uso de celulares, maquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos eletrônicos. Se for preciso usar o celular, faça-o em um local discreto.
  • Se precisar ir ao banheiro, dê preferência a usar aqueles que fazem parte do circuito de carnaval. Não se distancie muito do circuito, pois isso pode representar algum grau de perigo.
  • O circuito Dodô e Osmar (Barra-Ondina) é praticamente à beira mar. Desse modo, evite locais com pouca iluminação que dão acesso a praia, pois eles podem possuir algum grau de risco de furto, por exemplo. Não fique de bobeira contemplando o som das ondas e nem as estrelas do céu.
  • No final do desfile do bloco, redobre a sua atenção. Geralmente, as pessoas chegam com muita adrenalina e algumas fizeram uso de álcool, o que é compreensível, mas nos obriga a ter cautela. Sugere-se que você pare, respire e concentre-se no que vai fazer daí em diante. Por exemplo, em Ondina, no fim dos blocos, a iluminação no local já se destoa daquela do resto do circuito, o que pode favorecer algum risco.
  • Só use transporte público, táxi ou moto-táxi que esteja devidamente licenciado pela Prefeitura Municipal do Salvador. Evite usar transporte clandestino!
  • Se optar por chamar algum aplicativo que oferece serviço de transporte pelo celular, vá em local discreto, faça o seu pedido e em seguida guarde o seu aparelho. Evite ficar portando o mesmo.
  • Pegação cuidadosa. Ao longo do circuito Barra/Ondina, existem cerca de três pontos de pegação. Se cair na tentação, tenha cautela, não vá para locais sem iluminação e com pouca circulação de pessoas, como as pedras das praias, por exemplo. Além de incorrer no risco de cair ao mar, ser acertado por uma onda, existem alguns meliantes que podem se fazer confundir com “pegador” e acabar lhe roubando. Isso implica alto grau de risco.
  • Procure não voltar no lixo, altas horas da madrugada. Saia da folia em um horário que você possa pegar algum transporte com comodidade, sem precisar andar muito.
  • Durante a folia, procure se alimentar consumindo alimentos que contenha grande quantidade de fibras, evite frituras, comidas a base de azeite de dendê que podem, para quem não tem costume, causar desconforto estomacal. Ninguém merece ficar assim, não é isso? Então, resista! Depois da folia, se jogue no acarajé.
  • Mesmo que você tenha acabado de conhecer o boy no bloco, camarote ou circuito, se desenrole por lá mesmo, evite levar o desconhecido para sua casa.
  • A proteção de cada LGBT está na organização de todos, então procure cuidar do seu semelhante. Percebendo que ele está entrando em uma cilada, interaja.
  • Na paquera, vá com calma. Se perceber o “bofe escândalo” se exibindo sem camisa, primeiro olhe para ele deixando-o perceber que você o observa. Olhe e disfarce. Se ele retribuir, conquiste-o passo a passo. Não vá com muita sede ao pote. Mas, claro, avalie os riscos. Se tiver tudo tranquilo e favorável, dê logo a cantada de putona, assim, ele percebe que você é de atitude.
  • Vai rolar sexo? Não passe vergonha. Faça a chuca, use camisinha e passe gel! Passar cheque é coisa muito feia. Ninguém merece ser checado.
  • Quer mesmo fazer sexo oral? Use camisinha, não quer? Antes de cair de boca na folia, olhe bem de perto o folião, cheire e aperte. Vermelhão, erupções e odor? Se saia! Diminua os riscos.
  • Sexo em lugar público com expressiva passagem de pessoas é atentado, com menor de idade é problema, é chave, evite!
  • Problemas com abordagens policiais, não esconda que é gay, viado ou como queira se identificar. Revele-se!
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