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Glamour, paetés, plumas e protestos na 21º Edição do Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador.

 

Fotos:Felipe Martins

Confira as fotos completas no Facebook: https://www.facebook.com/marcelo.marceleza

Salvador, Bahia, terça-feira, 13 de fevereiro de 2018, ás 03h40min. Do GGB – O clima do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador, ocorrido na noite da segunda-feira, 12, de Carnaval na Praça Municipal, escadaria do Palácio Thomé de Sousa foi de muito brilho, glamour, mas a coloração do protesto e da denúncia foi expressão antes nunca visto, nas edições anteriores do evento. O ator All Zack idealizador da personagem feminina Gina de Mascar levou um grupo de atores e uma atriz fez discurso em defesa da autonomia das mulheres em relação ao seu corpo, contra o assédio sexual e moral.

No mesmo segmento de denúncia dos crimes contra as mulheres a transformista Ferah Sanchine, entrou no palco executando uma canção de Elza Soares “Maria da Vila Matilde”, na música orienta ligar 180 para denunciar violência contra o gênero feminino. Ao fim da música, ela convidou a trans Millena Passos que reforçou o discurso e ainda falou da violência contra as mulheres travestis e trans.

 

Foto de Felipe Martins / Alan Nery, “Mama Brasil”.

A coloração de denúncia continuou e foi a vez de Scarlet entrando no palco acompanhada de um grupo de bailarinos ao som de Jojo Todynho, com hit “Que tiro foi esse”, antes de terminar a performance os bailarinos entraram no palco portando cartazes com expressão “Homofobia deve ser crime”, e “Respeito” entre outros slogans, sua apresentação foi muito aplaudida. “Fiquei emocionada, arrepiada quando o povo começou a aplaudir na hora que os meninos entraram com os cartazes” disse Scarlet.

A noite do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador foi em memória de travesti Dandara dos Santos, 42, espancada, humilhada, teve seu corpo carregado em um carro de mão pelo bairro e descartado em terreno baldio onde foi alvejada com dois tiros no rosto, assassinada no dia 15 de fevereiro de 2017, no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza, Ceara, há exatos três dias para completar um ano desse crime brutal que chocou a população LGBT do Brasil.

Com a fantasia conceito “Pela vida, e respeito das pessoas trans” o baiano de Nazaré das Farinhas, Jean Marcos de Jesus Bonfim, 34 anos, contou essa história, a História da morte aviltante que foi um entretenimento popular dos criminosos e da população que assistia alheia sem se importar com tanta violência e brutalidade. Jean Marcos, com esse motivo levou o prêmio de primeiro lugar na categoria originalidade. “Minha ideia é não deixar que esse crime não caia no esquecimento”, disse o Marcos.

A memória de Dandara dos Santos na segunda parte do evento volta a ocupar o palco na performance de Kimberly Portinaly entrando na passarela empurrando um carro de mão com uma pessoa dentro do carro coberta com a bandeira do arco íris. A música é Brasil, na voz de Gal Costa. Kimberly, posiciona o carro no centro do palco e nele vários cartazes alusivos ao caso, ela começa a atuar e aos poucos vai se despindo primeiro tira peruca e em seguida as peças de roupa permanecendo apenas cum uma peça intima, no final ela se aproxima do carro de mão onde está Dandara e sacode a bandeira do arco íris.

Foto de Felipe Martins / Scarlet “Que tiro foi esse!?”.

Alan Cerqueira Nery, 30 anos, de Lauro de Freitas, com a fantasia “Mama Brasil” portando seios grandes e caixas de papelão cheia de dinheiro. O Laurofreitense entrou na passarela jogando dinheiro para cima, segundo ele a fantasia foi em alusão ao dinheiro encontrado recentemente em um apartamento em Salvador de suposta autoria de Gedel Vieira Lima. Layane Santos, 25 anos, do bairro de Periperi, ficou com o terceiro lugar com a fantasia Baobá, uma árvore sagrada do candomblé.

GGB pede mobilização nacional em memória de Dandara por um ano de sua morte.

Aos três dias de completar um ano do assassinato de Dandara Santos, GGB convoca ação Nacional em memória da travesti e contra a impunidade dos crimes contra travestis e mulheres trans no Brasil. Dandara foi executada no dia 15 de fevereiro em Fortaleza, Ceara. No dia 23 daquele ano a polícia identificou e prendeu três adolescentes, dois menores de 16 anos e um outro de 17 anos que aparecem espancando a vítima no vídeo gravado por um aparelho de celular.

As imagens são de grande desumanidade, mostra o grupo de homens espancando a travesti, chutando, batendo com uma sandália e com um pedaço de madeira. Depois eles obrigam ela subir em um carro de mão, ela tenta, mas não consegue, eles espancam mais ainda. O sadismo da tortura humilhante dá entender que é entretenimento popular, pois eles aparecem felizes cometendo a tortura. A Polícia Civil Cearense prendeu também Júlio Cesar Barauna Costa e Isaias Silva Camurça. O GGB orienta enviar mensagens ao Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado André Costa, cobrando celeridade na aplicação da Lei e explicação a sociedade em relação ao andamento do processo.

Dr. André Costa página Facebook: https://www.facebook.com/andrecostadelegado/
SSPDS http://www.sspds.ce.gov.br/index.do?tipoPortal=1#todospelaagua2

Confira o vídeo.

Matéria do G1
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/03/apos-agressao-dandara-foi-morta-com-tiro-diz-secretario-andre-costa.html

Sandra Farias pelo quinto ano consecutivo leva primeiro lugar em luxo.

Sandra Farias, primeiro lugar em luxo: foto Felipe Martins.

A carnavalesca trans Sandra Farias, 40 anos, de Itapissuma, Pernambuco, venceu o primeiro lugar na categoria luxo do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador com alegoria “Oh! Saudade”, a fantasia relembra os carnavais antigos, as marchinhas carnavalescas, ao som de “Mascará negra”. A fantasia que lhe rendeu 8 mil foi confeccionada com paetês, strass, broxes, 4 mil penas de pavão e 4 mil plumas de avestruz rosa e azul.


Jorge Barbosa Filho, 35 anos, de Itapissuma, Pernambuco, levou o segundo lugar com a fantasia “Montezuma o Imperador Asteca”.  Abaixo, Geraldo Pontes, 45 anos, natural de Juazeiro na Bahia, ficou em terceiro lugar com a fantasia “Encanto do Egito”, compõe a fantasia 2 mil penas de pavão e 2 mil penas de faisão lady e albino.

Foto de Genilson Coutinho. 

A comissão julgadora do evento constituiu-se pelos jurados Beth Dantas, Vinicius Jacob, Gesner Braga, Inês Silva, Cibele Carvalho, Valmick Brás entre outros. Os apresentadores foram Bagageryr Spilberg, Michelle Lorem e Jocimar Santos. O cantor Verciah da banda Muquirins realizaram o show de encerramento por volta das 22h30.

Foto de Felipe Martins.

De acordo com a organização o evento esse ano ganhou mais 5h e os shows passaram por uma qualificação utilizando elementos de dança moderna e corpo de balé fixo que acompanhou as apresentações. Esse evento foi dedicado aos 38 anos de fundação do GGB, próximo dia 28. O 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador é uma realização conjunto do Bloco Vamos Nessa, Grupo Gay da Bahia, Quimbanda Dudu e Centro Baiano Anti-Aids e recebeu patrocínio da Prefeitura Municipal da Cidade do Salvador, através da Saltur.

 

Shows.

 

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GGB dá dicas práticas de segurança para LGBT no carnaval de Salvador: A lista curiosa e excêntrica orienta fazer “chuca” antes de sair e lógico usar camisinha, gel e pronto.

Foto meramente ilustrativa. 

Salvador, Bahia, sexta-feira, 00h30min, 9 de janeiro de 2018.  O carnaval de Salvador é a maior festa de rua do Brasil. A cultura, a música, a religiosidade, a mistura de raças, o molejo do homem baiano, tudo isso é singular. Salvador é diferente! Tipo assim, sei lá como, Salvador é uma cidade única e incomparável. Mas, convenhamos, isso não é novidade. Você já tem conhecimento disso tudo, não? Talvez, você também saiba que Salvador foi o berço da principal célula do ativismo gay no Brasil, o Grupo Gay da Bahia (GGB), criado em 1980. Ou que a cidade foi a primeira aprovar legislação de combate ao preconceito. Ou ainda que aqui viveu o primeiro governador geral denunciado à Inquisição Portuguesa por “sodomia”. Tudo isso é parte da história dessa cidade chamada Salvador.

Talvez o que você não saiba é que Salvador se tornou um destino de preferencia LGBT nacional e internacional; que, no Carnaval – uma das nossas principais festas populares – percebe-se a presença crescente e expressiva de gays, lésbicas, travestis e transgêneros de todas as partes do mundo. Essa presença massiva nas ruas, nos camarotes e em todos os espaços da folia é expressão da vida com a liberdade conquistada a duras penas e que não pode nem deve ser rechaçada pelo preconceito. Essa presença é um privilégio para a cidade, uma cor que se mistura com as tonalidades libertárias do carnaval de Salvador.

Pensando nessa população que chega a Salvador por ocasião do carnaval e para cerca de 10% dos habitantes da cidade que são LGBT, o Grupo Gay da Bahia (GGB), apresenta algumas dicas para orientar os foliões durante o Carnaval. “Já que o povo tá chamando o carnaval de gay, pensamos em dicas de segurança para nosso povo”, disse Marcelo Cerqueira, presidente da entidade. Confira as dicas:

 Se ligue, em tudo! 

  • Leve cópias autenticadas de seus documentos. Evite levar muitos documentos, mas tenha consigo o cartão do seu plano de saúde, caso haja necessidade.
  • Use pochetes dessas que se amarram na cintura. Nele, leve apenas o material citado acima e o dinheiro que vai precisar naquela noite, nada mais.
  • Evite demonstração em público com uso de celulares, maquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos eletrônicos. Se for preciso usar o celular, faça-o em um local discreto.
  • Se precisar ir ao banheiro, dê preferência a usar aqueles que fazem parte do circuito de carnaval. Não se distancie muito do circuito, pois isso pode representar algum grau de perigo.
  • O circuito Dodô e Osmar (Barra-Ondina) é praticamente à beira mar. Desse modo, evite locais com pouca iluminação que dão acesso a praia, pois eles podem possuir algum grau de risco de furto, por exemplo. Não fique de bobeira contemplando o som das ondas e nem as estrelas do céu.
  • No final do desfile do bloco, redobre a sua atenção. Geralmente, as pessoas chegam com muita adrenalina e algumas fizeram uso de álcool, o que é compreensível, mas nos obriga a ter cautela. Sugere-se que você pare, respire e concentre-se no que vai fazer daí em diante. Por exemplo, em Ondina, no fim dos blocos, a iluminação no local já se destoa daquela do resto do circuito, o que pode favorecer algum risco.
  • Só use transporte público, táxi ou moto-táxi que esteja devidamente licenciado pela Prefeitura Municipal do Salvador. Evite usar transporte clandestino!
  • Se optar por chamar algum aplicativo que oferece serviço de transporte pelo celular, vá em local discreto, faça o seu pedido e em seguida guarde o seu aparelho. Evite ficar portando o mesmo.
  • Pegação cuidadosa. Ao longo do circuito Barra/Ondina, existem cerca de três pontos de pegação. Se cair na tentação, tenha cautela, não vá para locais sem iluminação e com pouca circulação de pessoas, como as pedras das praias, por exemplo. Além de incorrer no risco de cair ao mar, ser acertado por uma onda, existem alguns meliantes que podem se fazer confundir com “pegador” e acabar lhe roubando. Isso implica alto grau de risco.
  • Procure não voltar no lixo, altas horas da madrugada. Saia da folia em um horário que você possa pegar algum transporte com comodidade, sem precisar andar muito.
  • Durante a folia, procure se alimentar consumindo alimentos que contenha grande quantidade de fibras, evite frituras, comidas a base de azeite de dendê que podem, para quem não tem costume, causar desconforto estomacal. Ninguém merece ficar assim, não é isso? Então, resista! Depois da folia, se jogue no acarajé.
  • Mesmo que você tenha acabado de conhecer o boy no bloco, camarote ou circuito, se desenrole por lá mesmo, evite levar o desconhecido para sua casa.
  • A proteção de cada LGBT está na organização de todos, então procure cuidar do seu semelhante. Percebendo que ele está entrando em uma cilada, interaja.
  • Na paquera, vá com calma. Se perceber o “bofe escândalo” se exibindo sem camisa, primeiro olhe para ele deixando-o perceber que você o observa. Olhe e disfarce. Se ele retribuir, conquiste-o passo a passo. Não vá com muita sede ao pote. Mas, claro, avalie os riscos. Se tiver tudo tranquilo e favorável, dê logo a cantada de putona, assim, ele percebe que você é de atitude.
  • Vai rolar sexo? Não passe vergonha. Faça a chuca, use camisinha e passe gel! Passar cheque é coisa muito feia. Ninguém merece ser checado.
  • Quer mesmo fazer sexo oral? Use camisinha, não quer? Antes de cair de boca na folia, olhe bem de perto o folião, cheire e aperte. Vermelhão, erupções e odor? Se saia! Diminua os riscos.
  • Sexo em lugar público com expressiva passagem de pessoas é atentado, com menor de idade é problema, é chave, evite!
  • Problemas com abordagens policiais, não esconda que é gay, viado ou como queira se identificar. Revele-se!

GGB divulga programação de Desfile de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador. Inscrições até domingo, dia 11, é de graça. 

 

 

Salvador, Bahia sexta-feira, 8 de fevereiro de 2016. Do GGB .O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou na tarde dessa sexta-feira, 9, a programação que integra as atividades do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador, que acontece na segunda-feira do carnaval nas escadarias do Palácio Thomé de Souza, Praça Municipal, no Centro Histórico da Capital. O desfile de fantasias já se consagrou como uma atração diferenciada do carnaval do Centro Histórico e um momento esperado pelos foliões de todas as idades que se encantam com a criatividade dos participantes que disputam uma gorda premiação nas categorias originalidade e luxo, com plumas, penas ricas, raras e muita purpurina.  Quem desejar participar do evento, pode se inscrever na sede da entidade, no Centro Histórico, até domingo, dia11, é de graça.

Nesse clima de Carnaval de Salvador, quanto mais purpurina melhor! O pipoco da programação acontece às 15h e segue até as 22h, ganhando mais cinco horas de alegria com apresentação de DJ e shows de coletivos de atores transformistas, encerrando com apresentação de banda musical. “Priorizamos apresentações de coletivos e grupos de atores, inclusão de balé e também favorecemos as apresentações ativistas”, disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB e produtor cultural. “Buscamos, por meio da arte e do trabalho dos artistas, denunciar os homicídios LGBTfóbicos e o feminicídio”, conclui Cerqueira. Para denunciar os crimes contra as mulheres, o ator Ferah Sunshine desenvolveu uma performance caracterizado a partir da música Maria da Vila Matilde, interpretada na voz de Elza Soares, a cantora do milênio. A canção estimula ligar para 180 em casos de violência contra mulher cisgênero.

A violência contra o gênero feminino é uma epidemia que deixa sequelas em vidas inteiras de todas as mulheres. Com a finalidade de denunciar os crimes contra mulheres trans, as atrizes kimberly Portinaly e Naomy Becker utilizaram a música Brasil, na voz de Gal Costa, para denunciar a brutalidade com que a travesti Dandara dos Santos foi executada em março do ano passado, no subúrbio de Fortaleza, no Ceará. Dando continuidade às denúncias, a transformista Scarlet utiliza a música “Que tiro foi esse”, de Jojo Todinho, para falar dos crimes contra gays. Essa é considerada a edição mais ativista do evento desde a sua primeira edição.  O Coletivo Bonecas Pretas utiliza a arte para denunciar o racismo homofóbico.

O cantor Verciah e a banda Muriquins faz o encerramento da noite a partir das 20h com muita música preta.  A banda leva ao palco muito reggae, ijexá, afrobeat, samba-reggae e muito groove. O 21º Concurso de Fantasia é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB), Quimbanda Dudu e Bloco Vamos Nessa, com patrocínio da Prefeitura Municipal do Salvador. Confira a programação.

Mais informações (71) 999894748

 

 

21ª Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador.

12 de fevereiro, segunda-feira, das 15h às 23h30

Praça Municipal s/n – Centro – Salvador, Bahia,

 

O cantor Verciah (Boné) junto com a banda Muriquins de música preta fazem o show de encerramento a partir das 22h0

Apresentação

Apresentador: Bagagerie Spilberg

Apresentador: Michelle Loren

Locução de Palco: Jocimar Ramos

 

PROGRAMAÇÃO COM ELENCO

15h00 – Atração eletrônica de abertura

DJ Chiquinho

Tribal house

15h00 – DJ (intervalos e gestão da programação musical) 02

Discotecagem/música eletrônica

DJ Heckel Júnior

Apoio de produção – Otávio Reis

 

16h20 – Performance Que tiro foi esse!  

Artista: Scarlet e balé

Interpretação na voz de Jojo Todynho, performance de Scarlet, personagem feminina criada pelo ator Edson Júnior.

Scarlet ao longo do show faz uma paródia dramática do nome da música com as mortes de LGBT no Brasil em 2017, usando os dados estatísticos do Grupo Gay da Bahia.  Ela quer denunciar os tiros errados que afetam as vidas dessa população no Brasil.

 

 

 

16h30 – Leandro Silva. Performance Pablo Vittar Cover.

Sua Cara.  Anitta, Pabllo Vittar.

No Chão. Pabllo Vittar

K.O. Pabllo Vittar

O artista, maquiador profissional, aproveita de sua semelhança física com a pop star Pablo Vittar, acrescenta a isso elementos do teatro, da dança, da estética, musicalidade, elementos da dublagem e apresenta um show com muita similaridade, ao que seria do pop star.  Os bailarinos do evento Wallace Lima e Felipe se apresentam no espetáculo.

16h40 – Uma viagem no Carnaval de Salvador

Turista de quatro estados, ao chegarem a Salvador, tem as malas extraviadas, e a dona da pousada onde se hospedam é uma drag queen. Na ausência de suas roupas, todos vão para a avenida  fantasiados, onde tudo de inusitado vai acontecer. Uma paródia que revela que o pior é ficar de fora do Carnaval de Salvador. Pot-pourri com as músicas Banho de Cheiro, Camelô, Mulamba Mulamba e Cafe Saved.

Elenco

Ginna D’mascar

Nágila Goldstar

Mell Blera

Orleth Ornelas

Milla Hunty

17h00 – Bonecas Fora da Caixa.

 

 

Coletivo Bonecas Pretas. 

Coletivo Bonecas Pretas. Performance que agrega a arte do transformismo à luta contra o racismo que ainda persiste na sociedade.

Elenco/performance:

Alehandra Dellavega

Dandara

Ferah Sunshine

Saphyra Luzz

Ludmilla Black

Sasha Heels

Suzzy D’costa

Yanna Stefens

17h30 – Desfile de Fantasia Categoria Originalidade

Passarela tapete vermelho

18h30 – Performances

 

Artista Gilvan Oliveira

Bambo do Bambu (Ney Matogrosso)

Tem de Rebolar (Ney Matogrosso)

Performance dos atores Everton Menezes (Suzzy D´Costa), interpretando Elza Soares, e Gilvan Oliveira, interpretando Ney Matogrosso.

Interpretações nas vozes de Elza Soares e Ney Matogrosso.

Marcação: Bambo de Bambu, introdução instrumental

– Performance do Balé

– Entrada de Gilvan Oliveira, interpretando o cantor Ney Matogrosso

– Gilvan e Balé no palco

– Gilvan Oliveira recebe Everton Menezes (Suzzy D´Costa) para performance de Elza Soares

– Maria da Vila Matilde – (Porque se a da Penha é brava, imagine a da Vila Matilde)

– Ferah Sunshine, performance e balé

Na voz de Elza Soares, performance de Ferah Sunshine.  Durante o show os bailarinos mostram cartazes de números de feminicídios – Campanha “Sou mulher, mereço respeito, denuncie 180”.

Ativismo social: denúncia à violência contra a mulher. Fala da Secretária Julieta Palmeira, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia. Secretária fala sobre feminicídio. Acompanha balé.

18h45 – Brasil, mostra a sua cara!

Na voz de Gal Costa

Elenco / performance:

kimberly Portinaly

Naomy Becker

Performance que denuncia a violência contra transexuais no Brasil. Para ilustrar o quadro dramático, as artistas utilizam o caso “Dandara”. A travesti Dandara dos Santos foi espancada, humilhada e assassinada a tiros por um grupo de homens, na cidade de Fortaleza, no Ceará, em março de 2017. Na performance,  Dandara ganha minutos de vida na interpretação de Naomy Becker.

19h00 – Desfile Categoria Luxo

Apresentação da categoria luxo

Premiação das categorias

20h30 – Vérciah e Banda Muriquins!

Banda de Música Preta Brasileira, formada pelo cantor e compositor trans, Vérciah, o guitarrista e compositor Gabriel Barros, o baterista, compositor e diretor musical Marcos Santos e o baixista Zé Livera. A banda traz um show dançante, com composições que pontuam questões ligadas à raça, gênero e classe. E ao carnaval, claro.

21 Concurso de Fantasia LGBT do carnaval de Salvador

GGB pede expulsão de policial que agrediu trans no carnaval de Juazeiro ao tempo que cobra do Deputado Soldado Prisco, aprovação de Lei que puna a LGBTfobia.

 

Salvador, Bahia, Sábado, 3 de janeiro de 2018. Do GGB. Gratuitamente, na madrugada do dia 28 de janeiro, no carnaval antecipado de Juazeiro, uma patrulha policial saiu distribuindo socos e pontapés aos foliões que participavam do carnaval antecipado de Juazeiro. O Grupo Gay da Bahia exige que a Corregedoria das Polícias abra processo administrativo para apurar a responsabilidade e punir policiais, psicopatas que utilizam da farda para agredir de forma violenta pessoas que estava na festa. A transexual Lorrana Sousa, foi alvejada com um soco no rosto fazendo com que a mesma ficasse inconsciente caída ao chão, sendo socorrida por pessoas que participavam do evento naquele momento.

Como pode-se ver no vídeo a agressão a Lorrana, foi absolutamente motivada pela transfobia, pois a vítima não se encontrava em situação de confronto a guarnição e nem a moralidade pública. “O soco, mortal foi dado por ela ser uma mulher trans, e ele ter percebido isso, a situação é reveladora de grande preconceito do policial” disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, após ter tomado conhecimento do ocorrido nessa última sexta-feira, 2, de fevereiro. “Na condição de filho de militar, eu sei que a função da Polícia não é abusar violentamente das pessoas, mas dar segurança e proteção” disse Cerqueira, informando ainda que diante de uma situação tão relevante como esta é necessário falar sobre direitos humanos, cidadania LGBT para essas patrulhas. “Um LGBT pode ser bandido, sim, mas o fato de ele ser LGBT não fez dessa pessoa um abandido, um criminoso” esclareceu Cerqueira. O impacto do soco desferido pelo PM é tão forte que deixa a vítima no chão, mesmo percebendo isso, a guarnição segue sem sequer prestar socorro a trans caída vitíma policial.

A brutalidade da guarnição foi motivação para que a população gravasse em vídeo celular atuação desastrosa de policias militares durante o carnaval de Juazeiro. O GGB encaminha a Corregedoria das Polícias para abertura de processo administrativo com vistas apurar ás responsabilidade e a possível expulsão do policial que agrediu a trans Lorrana Souza, por puro preconceito, no último dia 28 no Carnaval antecipado de Juazeiro.

Deputado Soldado Prisco, vota favorável “dia do orgulho heterossexual” e contra o dia 17 de maio de combate a LGBTfobia na Bahia. 

 

O GGB sempre esteve ao lado da Polícia Militar da Bahia desde a realização da nossa primeira Parada Gay, parceria essa que não se resume apenas em policiamento na Parada Gay, mas com ações que buscam coibir a violência homofóbica no nosso Estado. É preciso aprovar leis que coíbam essa terrível violência gratuita, qual somos reféns corriqueiramente e atinge a integridade física dos LGBT’s e lembramos ao Deputado Soldado Prisco(PPS), Vice Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia,  em entender a nossa luta e como representante do povo e da Polícia Militar da Bahia apoiar nosso projeto de criação do dia de combate à homofobia, o qual votou contra e se mostrou extremamente contraditório ao aprovar o “dia do orgulho heterossexual”, PL 21.081 de autoria do Deputado Sargento Isidório. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), o projeto foi recusado pela Comissão, entretanto, segui para votação no Plenário. “Foi algo esdruxulo” disse o deputado. O grupo Gay da Bahia (GGB), não se opõe a criação do Dia do Heterossexual, entretanto, acreditamos que uma coisa não pode restringir a outra, e essa restrição é reflexo da política de extrema direita que quer desqualificar a nossa luta por direitos civis, restringir as liberdades individuais, os direitos das mulheres, instituir uma educação sem as humanidades e as artes.

A postura do Deputado Soldado Prisco foi considerada inesperada, motivada, talvez por influência de um pensamento de extremista de direita, o que não dá muito para entender essa suposta mudança, considerando a sua trajetória de ativismo. Logo você soldado Prisco que foi eleito vereador com a nossa solidariedade diante das questões que envolvem trabalho e qualidade de vida de homens e mulheres policias dentro de uma filosofia e de uma politica de esquerda. Prisco foi eleito vereador com o voto de policiais e familiares, entretanto ele desconhece que existem LGBT na Polícia, que são dignos policiais no ofício de suas responsabilidades. Na Bahia o efetivo de Policiais Militares  chega a 35 mil homens e mulheres, já a os Civis são cerca de 8 mil em todo Estado. A soma das duas forças policiais dá 43 mil indivíduos.

Não possuímos dados concreto de quantos LGBT existem nas duas polícias, entretanto, utilizamos a metodologia do Relatório Kinsey (1948), um dos maiores estudos sobre sexualidade dos Estados Unidos.,(Sexual behavior in the human male), que constatou 10% da sociedade americana LGBT. Desse modo, aplicando essa metodologia estima-se existir nas duas forças cerca de 4 mil indivíduos que são de orientação homossexual, sendo gays e lésbicas, podendo ser maior ou menor número. Certamente, esses dados são sugestivos, utilizados por analogia para contribuir com esse debate nas Polícias.

Consideramos ainda ponto positivo  a grande quantidade de jovens que tem entrado para a Polícia Militar mediante concurso público. Deputado Soldado  Prisco, talvez, influenciado por essa extrema direita Bolsonarista, retrograda, excludente  não consegue perceber essas mudanças dentro da Polícia Militar da Bahia, que é considerável a presença LGBT na instituição, que inclusive, necessita de apoio para lidar com a maioria interna, ainda adversa a essa situação.

As criticas do Grupo Gay da Bahia (GGB) em relação atuação parlamentar do Deputado Soldado Prisco, a entidade vai acionar o deputado na Comissão de Ética do Partido Popular Socialista para que o mesmo cobre a responsabilidade do deputado ao cumprimento do Estatuto, qual ele se comprometeu a cumprir quando assinou a sua ficha de filiado. No documento disponível na internet consta a defesa da livre orientação sexual e condições de gênero, no seu capitulo II, seção dos Direitos e Deveres dos Filiados, Deputado Soldado Prisco, não deve ter lido esse documento.

Cortando em nossa carne, vendo esse vídeo desumano e degradante, esperamos que o Deputado Soldado Prisco entende que leis contra a homofobia e violência salva vidas e garantem paz à comunidade LGBT, mas apoio a leis esdrúxulas não condiz com um Deputado que representa uma categoria tão parceira do GGB, como é a Polícia Militar.

Se na capital as abordagens policiais aos LGBT tem sido feita com algum  respeito a situação das abordagens nas cidades do interior tem sido desastrosas. O vídeo gravado por populares que mostra a mulher Lorrana sendo alvejada inesperadamente ´é apenas a ponta do iceberg de uma situação que é muito mais profunda e que requer educação e mudança de comportamento do policial nesse manejo. O GGb denunciou a Corregedoria das Policias agressão sofrida por Carla Rafaela, 28 anos e seu primo  Isac Pereira, 22 na saída de uma bar em Riacho de Santana no dia 8 de janeiro de 2017.  Carla Rafaela, recebeu socos pontapés, desferido por dois policiais, quando o primo Isac, foi pedir que os PM pareassem debater, ele começou a ser espancado pela dupla.  “Eles batiam e me chamavam de sapatão, vagabunda, desgraça e outros nomes horríveis”, disse Carla Rafaela ao GGB. Uma amiga dos dois primos que filmava por meio de um celular á abordagem teria sido chamada de vagabunda, e conduzida até o Batalhão de Bom Jesus da Lapa, ainda teve o seu aparelho quebrado pelos policiais.

Diante dessa situação o Grupo Gay da Bahia (GGB), comunica ao Comando da Polícia Militar da Bahia, que possui um conteúdo educativo construído com contribuições de policias LGBT que sugere procedimentos a serem adotados nas abordagens junto aos LGBT na capital e no interior da Bahia. O GGB se coloca a disposição da Polícia Militar para discutir esse conteúdo e inclusive a possível produção do mesmo em parceria com as polícias.  “Não queremos dizer como é que a polícia deve fazer o seu trabalho, porque eles sabem, mas se podermos contribuir para melhorar a imagem da corporação será muito bom”, conclui Marcelo Cerqueira  informando ainda que o conteúdo pode ser socializado, inclusive com a Defensoria Pública e o Ministério Público.

Confira o vídeo aqui!https://www.facebook.com/marcelo.cerqueira.351/videos/10155510076847979/

RELATÓRIO GGB – 2017

BRASIL, CAMPEÃO MUNDIAL DE CRIMES LGBT-FÓBICOS

Em 2017, aproximadamente a cada 20 horas, um LGBT morre de forma  violenta por motivação homotransfóbica no Brasil. Fruto também de um levante conservador que contamina a população com discursos impregnados de ódio, e que a todo custo quer nos aniquilar e calar nossa voz. Os números são contabilizados pelo site:

Quem a Homotransfobia Matou Hoje?

GGB recebe inscrições de candidatos para o 21ª Concurso de Fantasias Carnaval de Salvador.

ficha de inscrição carnaval 2018

Carnaval LGBT de Salvador:

Salvador, sábado, 13 de janeiro 2018 –  O Grupo Gay da Bahia (GGB) começa a partir desse sábado até o dia 11 de fevereiro receber inscrições de candidatos interessados em participar da 21ª edição do Concurso de Fantasia Gay da Bahia que acontece na segunda-feira de Carnaval de Salvador, a partir das 18h na Praça Municipal, Centro Histórico de Salvador.

Os candidatos interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site ou sede na sede da entidade localizada a Ladeira de São Miguel, 24 no Centro Histórico. Os candidatos na hora da inscrição devem indicar a categoria luxo ou originalidade, as inscrições são de graça, entretanto menos de 18 anos, só poderão participar com autorização dos responsáveis.

O evento acontece na Praça Municipal, no dia 12, segunda-feira de Carnaval, consta de uma programação que tem início ás 15h00 e segue até ás 22h00 composta de shows de transformistas e bandas musicais.  Serão premiadas as três primeiras fantasias nas categoria de luxo e originalidade. Quem vencer na categoria luxo em primeiro lugar leva o cheque de 8 mil reais, já em originalidade o primeiro leva 6 mil.

A premiação é um incentivo à produção cultural e artística individual, uma fantasia de luxo é avaliada em média de 30 mil reais. “ Já é uma tradição, as pessoas esperam esse momento gloriosos no Carnaval de Salvador” afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, informando ainda que o evento tem como finalidade contribuir para o fortalecimento do Carnaval do Centro Histórico de Salvador.

O critério de eleição das melhores fantasias será por julgamento que levará em conta a beleza, elegância, simpatia, desenvoltura na passarela, pedraria, penas, postura, andar e por fim o valor gasto pelo candidato na produção da roupa, especialmente na categoria luxo, a mais esperada do evento.

Na originalidade os critérios são a semelhança com a ideia original, entretanto, nessa categoria é proibido a utilização de materiais preciosos, pedrarias caras, penas haras, lantejoulas entre outros assessórios que possam dá conotação de luxo.

A 21ª Edição do Concurso de Fantasia LGBT do carnaval de Salvador tem patrocínio da Prefeitura Municipal do Salvador, através da Saltur, é um realização do Grupo Gay da Bahia, Quimbanda Dudu e Centro Baiano Anti-Aids.

Ficha de inscrição no site: www.grupogaydabahia.com.br  – ggbbahia@gmail.com

Mais informações Fone (71) 3322 2552

 

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