Luciana Gimenez e C&A estão entre ‘vencedores’ do Oscar Gay 2017

‘Inimigos’ dos LGBT receberam o Troféu Pau de Sebo do Grupo Gay da Bahia

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RIO – O Grupo Gay da Bahia (GGB), em uma tradição que já dura 26 anos, escolheu para 2017 os vencedores do Oscar Gay. Entre as mais de 20 personalidades, instituições e organizações que foram premiadas pelo Troféu Triângulo Rosa — uma referência ao símbolo que marcava os homossexuais durante o regime nazista —, estão a apresentadora Luciana Gimenez, que pediu respeito aos transsexuais; a lutadora de MMA Amanda Nunes, que se declarou lésbica publicamente; e o ambulante Luiz Carlos Ruas, espancado e morto no metrô de São Paulo após defender travestis.

 Leia mais sobre esse assunto em oglobo

Tia Má com a Língua Solta. Espetáculo de Stand Up satiriza situações cotidianas e aborda o racismo, o machismo e relações amorosas utilizando o humor como ferramenta para reflexão.

GGB faz sorteio de 10 ingressos para ver Tia Má. Com a língua solta!

 

Tia Má com a Língua Solta será o primeiro stand up brasileiro apresentado por uma mulher negra. Tia Má foi convidada pelo Grupo Gay da Bahia para ser madrinha da 16 Parada LGBT da Bahia que ocorre em Salvador no dia 10 de setembro. A entidade recebeu da produção 10 convites para o espetáculo e vai doar para os fãs. As 10 primeiras mensagens que chegarem por ordem no celular 71 999894748 receberão o ingresso gratuitamente. 
Salvador, Bahia, sexta-feira, 17 de março de 2017, ás 21h50. Por GGB.

Considerada um fenômeno na internet, a jornalista Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, resolveu se aventurar pelos palcos e apresentar um espetáculo de stand up em Salvador. Com direção de Elísio Lopes Júnior (Ivete Sangalo ao vivo em Trancoso, Sete Conto, Programa Espelho) e co – direção de Ricardo Fagundes (professor da Escola de Teatro da Universidade Federal do Oeste da Bahia, A Bofetada ), o show, que terá apresentação única no Teatro Jorge Amado, no dia 25 de março, às 20h, busca levar o público a refletir sobre as diversas formas de preconceito.
“A nossa proposta é utilizar o humor como ferramenta de reflexão. As pessoas podem sim dar risada e ao mesmo tempo reavaliarem suas posturas. Chega de fazer piada com quem é historicamente oprimido, vamos rir do absurdo que ainda é discriminar e de como existem soluções simples para coisas que acreditamos que são complicadas”, explica Maíra Azevedo, que também é integrante do time de parceiros do programa Encontro com Fátima Bernardes na rede Globo.

Para o diretor do espetáculo, Elísio Lopes Jr, será também a chance de fazer e uma leitura sobre as transformações da mulher na sociedade. Das ditas ‘Amélias’ as tias Más de hoje em dia, que se viram nos trinta para dar conta de todas exigências. “Tia Má é uma persona familiar. Parece com minha mãe, minhas tias. Tem o humor, a franqueza e a força de mulheres que lideram suas famílias. Levar esse trabalho ao palco é rir de quem somos, com respeito e amor”, explica Elísio.

Sobre Maíra Azevedo e Tia Má

Maíra é jornalista, formada e diplomada há 12 anos. Em 2014, recebeu o prêmio de jornalismo Abdias do Nascimento, pelo caderno Especial da Consciência Negra. Em 2015, foi eleita uma das 25 negras mais influentes da internet. Em vídeos curtos, de dois a três minutos em média, ela trata de assuntos do cotidiano, como relacionamentos, trabalho,sexo, auto estima, empoderamento feminino e mecanismos de defesa contra todas as formas de discrminação. De dentro do seu carro e com um humor incomparável, Tia Má aconselha seus “sobrinhos” (apelido dado ao público) a, por exemplo, não mexer no celular do parceiro, pagar suas dívidas, parar de querer educar o filho dos outros e aceitar a diversidade.
A personalidade tem ganhado grande repercussão nas redes sociais. Sua página no facebook tem mais de 165 mil seguidores, mas alguns vídeos tem mais de dois milhões de visualizações. O canal no youtube tem 52 mil inscritos, mas os acessos ultrapassam 3 milhões de pessoas. A conta do instagram tem 50 mil seguidores. Mas muitos vídeos se tornaram virais e são distribuídos pelo aplicativo de mensagem whats up e dessa forma não é mais possível ser quantificado.
Atualmente, Maíra Azevedo, a tia Má, faz parte do time de parceiros do programa Encontro com Fátima Bernardes, na rede globo. É a única baiana a fazer parte da equipe. E esse ano já fechou com dois outros programas na Tv Cabo. No Multishow participa da nova temporada do Caminhos da Felicidade, onde comenta sobre o comportamento humano. Já no LifeTime fará participações no Império da Beleza, dando dicas sobre auto estima, feminismo e mecanismos de combate ao racismo e ao machismo.


Serviço:
TIA MÁ COM A LÍNGUA SOLTA!
(Turnê 2017)
Crônicas, histórias e muito humor!
Com a jornalista Maíra Azevedo
Sessão única em Salvador!
Quando: 25 de março, sábado, às 20h
Onde: Teatro Jorge Amado
Ingresso:R$50,meia: R$25,
Direção: Elisio Lopes Jr
Co-direção:Ricardo Fagundes
Produção: Carambola Produções
Ingressos a venda no site: http://www.compreingressos.com ou na bilheteria do Teatro

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Maíra disse estar muito feliz com o convite

GGB escolhe Jornalista Maíra Azevedo, criadora da Tia Má madrinha da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia e da VI Semana da Diversidade.

Salvador, Bahia, 15 de março de 2017. Do GGB

O Grupo Gay da Bahia (GGB) escolheu a jornalista Maíra Azevedo, criadora da personagem Tia Má como madrinha da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, que acontece na capital baiana no dia 10 de setembro próximo.  Maira foi reconhecida pelo site blogueiras negras na lista das vinte e cinco mulheres negras mais influentes da internet sucesso graças a sua personagem Tia Má, criada após a jornalista ter recebido uma “catada horrível”, e ter decido criar um vídeo ensinando um homem a se dirigir de forma educada a uma mulher.

O vídeo recebeu tantos visitantes que a jornalista decidiu criar um canal no Youtube para falar de sexo, machismo, LGBTfobia de forma bem-humorada, uma resposta individual, que cada pessoa pode criar para educar e denunciar a opressão do gênero.

De acordo com o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, a escolha da jornalista para ostentar a faixa de madrinha se deu por ela reunir em si a síntese da mulher negra vitoriosa na vida e no trabalho, por possuir pensamento crítico sobre os temas da atualidade envolvendo sexualidade, cultura, comportamentos sociais e artes, ser formadora de opinião junto e fora da comunidade negra e de gênero, por meio de suas inserções inteligentes e articuladas em meios nacionais de comunicação de massa.

A jornalista respondeu ao convite do GGB nessa terça-feira, feliz pelo reconhecimento de sua atuação ativista reconhecida pela entidade.  “Me sinto honrada em ter recebido esse convite! Aprendi em casa que o combate a homofobia, a lesbofobia e a transfobia não é uma luta restrita a população LGBT e sim de todas as pessoas que estão comprometidas em desenvolver um país mais justo” declarou Maira Azevedo, Tia Má.

O GGB reconhece ainda que no trabalho jornalístico, postura cotidiana, gestual e modo de comunicar-se com a sociedade em geral aspectos reveladores de que entre mulheres, gays, lésbicas, travestis e transexuais existem mais semelhanças que desigualdades, por reconhecer que esses grupos sofrem vítimas do machismo e do sexismo, mas que graças as novas tecnologias de comunicação social estão virando esse jogo. Essa virada de mesa inclui também o resgate da vítima e do agressor.

A jornalista receberá faixa de madrinha em cima do trio oficial da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, ao tempo que fará discurso de abertura do cortejo de trios que saem por volta das 15h do Campo Grande Centro de Salvador e percorre o mesmo circuito do carnaval do centro de Salvador.

No período de 4 a 10 de setembro a cidade recebe a VI Semana da Diversidade que reúne atividades culturais artísticas, seminários e mostra de filmes todos os eventos aberto a participação gratuita do público. O Destaque da programação vai para a ‘Mostra Anos Setenta” que vai reunir filmes, música e artes dos anos de setenta e discutir como isso influenciou os novos movimentos LGBT nas artes.

Preta Gil, primeira dama Fátima Mendonça, Edson Cordeiro, cantor Geronimo, Ivete Sangalo e Daniela Mercury consta na relação de agraciados com o titilo de padrinho ou madrinha pelo GGB. O evento é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB) com apoio da Prefeitura do Salvador, Governo da Bahia, Laboratório Sabin, Shopping da Bahia e Embaixada do Canadá.

Mais informações (71) 999894748

O MARTÍRIO DE DANDARA

Brasil é país que mais mata travestis e transexuais

Matança da população LGBT foi recorde em 2016, com 347 mortes. Subnotificação mascara a violência

O assassinato da travesti Dandara Kataryne, de 42 anos, em Fortaleza, é a ponta de um iceberg de uma população que vem sendo dizimada pelo ódio e pelo preconceito. Monitoramento da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (Rede Trans Brasil) aponta que, apenas neste ano, 25 travestis e transexuais foram assassinados no país. Assim como Francisca Vasconcelos, mãe de Dandara, Erivanda Jorge Moreira, de 43, sabe o tamanho dessa dor. Em 2013, Poly, com 20 anos, partiu. “Ela saiu para a ‘esquina’ e a acharam morta. Era um homem que perseguia viado. Abusou dela e depois matou com um gargalo de garrafa”, conta Erivanda, com camisa estampada com a foto da filha, em protesto por causa de Dandara. “Ele não foi preso”, diz, ao lado de dona Francisca.

Segundo outro levantamento, do Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, aponta que 2016 foi o ano com o maior número de assassinatos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) desde o início da pesquisa, há 37 anos. Foram 347 mortes. Minas Gerais ocupa o quinto lugar nesse ranking, com 21 mortes. São Paulo lidera a lista, registrando 49 assassinatos. Mas o próprio GGB ressalta que os números são subnotificados, já que faltam estatísticas oficiais. (mais…..)

 

MULHER DE VERDADE!

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Não existe apenas uma forma de ser mulher. Travestis, transexuais, lésbicas e bissexuais são mulheres de verdade.

Por Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB).
Neste dia 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher, o Grupo Gay da Bahia (GGB) joga luzes no debate de gênero a partir do pressuposto de que no mundo contemporâneo não existe apenas uma forma de ser mulher, ou pertencer ao gênero feminino. Mulheres transexuais, travestis e lésbicas existem e reivindicam seu espaço de participação, política e social, dentro e fora do ativismo de gênero no Brasil e no mundo.

Quando falamos em “pessoas Trans” nos referimos a todos aqueles que questionam os limites impostos pelo sexo, sejam homens e mulheres transexuais, travestis, drag queens, drag kings, butchers, etc, sendo que aqui nos centraremos na luta das mulheres transexuais e travestis pela conquista de seu lugar de fala e espaço político, de direitos, reconhecimento de sua condição de cidadão e de um tratamento igualitário em relação às mulheres cisgênero.
Vivemos um momento de fluidez de gênero e de proliferação de identidades sexuais, razão porque é cada vez mais importante lutar pelo reconhecimento da diversidade e pelo direito de cada pessoa ser e exercer sua sexualidade de maneira plena.

O gênero fluido se apresenta como uma alteração e subversão dos papéis tradicionalmente assegurados ao “homem” e a “mulher”, existindo, hoje, múltiplas formas de masculinidade, feminilidade e de reformular o próprio corpo, devendo todas ser aceitadas e respeitadas por igual, porque o indivíduo pode e deve ser o que quiser, onde quiser e a sua maneira.

O GGB parte do ponto de vista de que ser mulher é uma condição social e que isso não depende, exclusivamente, do sexo biológico, sendo a nossa proposta dar visibilidade a estas outras feminilidades, incentivando-as a serem as senhoras de seus próprios destinos.

Conviver com essas mudanças, no entanto, requer um exercício de entender o outro nas suas necessidades. Mulheres Transexuais e Travestis, assim como todas as pessoas trans, são vítimas cotidianamente de violência física e psicológica por sua condição de gênero, o que se denomina como transfobia, mas também, algumas vezes, sofrem preconceito dentro dos próprios coletivos feministas cisgênero que não reconhecem às mulheres trans a sua própria condição de mulher, confundindo o sexo biológico com o gênero, entendendo-se cisgênero como aquele que se identifica com o gênero que lhe foi designado no nascimento, ou seja, as pessoas não-transgênero.

Assim, na atualidade, as mulheres trans são um dos coletivos mais invisibilizados e oprimidos, tanto por sua condição feminina como por sua transexualidade, sendo necessário, para seu fortalecimento o diálogo e apoio, tanto dos grupos feministas como dos demais coletivos LGBTT, já que todos somos vítimas de opressão e discriminação social.
O GGB acredita na luta pela diversidade sexual e de gênero e repudia todas as formas de opressão do indivíduo. É dever, não só do Estado e dos órgãos públicos, como também dos organismos não-governamentais e da sociedade civil, combater todas as formas de preconceito com base na orientação sexual, gênero ou sexo – homofobia, lesbofobia e transfobia -, uma vez que é condição fundamental de uma sociedade justa e democrática a erradicação de todas as condutas que violentam e oprimem indivíduos ou determinados grupos sociais. Por esta razão, o GGB aproveita este dia emblemático para lançar esse manifesto, reivindicando posturas, tanto do poder público como dos coletivos e da sociedade civil, orientadas a fortalecer a luta das mulheres trans, como coletivo especialmente vulnerável:

Objetivos e Metas:

1) Fomentar a realização de campanhas patrocinadas pelos órgãos públicos, entidades feministas e entidades da sociedade civil em geral, de conscientização social sobre a diversidade de gênero e identidade sexual, com ênfase em temas como violência de gênero, homofobia e transfobia.

2) Incluir no discurso feminista as Travestis e mulheres Transexuais, exigindo uma proteção efetiva do Estado em questões como segurança, educação sexual, determinação do sexo biopsicossocial, tratamento hormonal, alteração do nome civil entre outras medidas, ressaltando que a cirurgia de redesignação sexual deve ser entendida como complementária dentro deste pacote de medidas e não como reivindicação fundamental;

3) Radicalizar no discurso político a ideia da diversidade de gênero no sentido de que existem várias maneiras de ser mulher e homem, de diversas orientações – heterossexual, homossexual, bissexual, pansexual, assexual, etc – e diversas identidades – gay, lésbica, homem trans, mulher trans, travestis, drags, butchers e outra infinidade de identidades que não abordaremos neste momento, mas que também têm direito a reivindicar seu espaço – devendo todos ter a liberdade de viver, ser feliz e se expressar como sujeito.

4) Exigência de cotas de participação política para as mulheres trans, que devem também ocupar assentos em Conselhos dos Direitos das Mulheres, Secretarias de Políticas para as Mulheres, Centros de Referência da Mulher, com o objetivo de garantir a inserção de suas demandas nas agendas destes órgãos e a adoção de ações continuadas, com destinação de recursos financeiros a projetos voltados a atender as necessidades deste coletivo específico dentro do gênero feminino;

5) Exigir a inserção nos regimentos internos dos órgãos públicos estaduais e municipais, Secretaria de Políticas para as Mulheres e as Comissões de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados e de Vereadores da expressão “mulher transgênera”.

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Cisgênero significado – Em estudos de gênero, cissexual ou cisgênero são termos utilizados para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento. Isto é, configura uma concordância entre a identidade de gênero e o sexo biológico de um indivíduo e o seu comportamento ou papel considerado socialmente aceito para esse sexo.
Em algumas situações, cisgênero começa a ser usado para identificar uma identidade de gênero concordante com um dos géneros binários, independentemente de haver ou não concordância com o sexo biológico. Nesta perspectiva, cisgênero é o contraste de transgênero no espectro do identidades de gênero.
De acordo com Jaqueline Gomes de Jesus (2012), cisgênero é “um conceito que abarca as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi determinado quando de seu nascimento, ou seja, as pessoas não-transgênero”.
A origem da palavra vem do Latim, onde o prefixo cis- significa “ao lado de” ou “no mesmo lado de”, fazendo alusão à identificação, à concordância da identidade de gênero da pessoa com sua configuração genital e hormonal.

Marcelo Cerqueira.

“A Vaidade” leva primeiro lugar no 20° Concurso de Fantasia do GGB na segunda de carnaval.

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Salvador, Bahia, 28 de fevereiro de 2017 – Do GGB, imagens de Rose Batista. A Vaidade, fantasia da desfilante Sandra Farias, natural de Pernambuco, arrebatou os suspiros e mais de 90% dos votos da Comissão de Jurados, que deu mais uma vitória à carnavalesca trans, vencedora consecutivamente das últimas edições, se tornando tetra campeã do concurso.  Questionada em relação às penas por um jurado, considerando ele que as aves foram abatidas, a carnavalesca respondeu. “ No Brasil, não sacrificamos animais para fazer as nossas roupas, as penas de faisão vêm da China, porque naquele país esse animal é parte da dieta alimentar dos chineses”, disse. Esclarecendo ainda que plumas de Avestruz vêm da África e da Austrália, já as de Pavão são brasileiras e que esses animais renovam a plumagem e descartam por eles mesmos as penas. “ Carne de pavão não faz parte da dieta alimentar do Brasil, por ser uma carne muito dura de comer, as pessoas criam justamente por sua beleza, ou para vender as penas, mas não sacrificam os animais”. Conclui.

O primeiro lugar em originalidade foi arrebatado por Nicolle Wellen, que levou a arte do mestre Vitalino para a passarela e emocionou os jurados.  Na mesma categoria, Roberto dos Santos levou o segundo lugar com “Tributo à Kirimure: a origem da Baia de Todos os Santos”.

Foram ao todo cerca de 16 fantasias que se apresentaram no evento, que teve início as 16h30 com a apresentação da banda de raiz Fuscão e Samba, terminando por volta das 21h. Os shows previstos para acontecer durante o evento acabaram não ocorrendo devido a uma lamentável falha técnica da empresa que montou todo o sistema de som.

Apenas a transformista Scarlet consegui fazer parte do seu espetáculo, acompanhada de um grupo de dança. A transformista apresentou música da cantora carioca Ludmilah “ A danada sou eu”. Scarlet, que antes se apresentava como cover da cantora Ivete Sangalo, anunciou nos bastidores do evento que a partir desse ano vai retirar o nome da cantora baiana do seu nome artístico e vai se chamar apenas “Scarlet”, sem Sangalo. Ela afirma que vai fazer algo mais original, mas comenta-se que teria sido magoada pela cantora ter esquecido de lhe convidar para fazer parte do desfile da Escola de Samba Grande Rio, que homenageou a cantora baiana nesse carnaval.

O 20º Concurso de Fantasia Gay tem por finalidade contribuir para o fortalecimento do carnaval do centro de Salvador, levando espetáculo de arte, beleza e glamour de graça aos foliões baianos e turistas. Mostrar essas produções feitas por LGBT e ajudar a construir uma imagem positiva dessa população junto à sociedade brasileira. O evento celebrou os 37 anos de fundação do Grupo Gay da Bahia, fundado em 28 de fevereiro de 1980 pelo antropólogo Luiz Mott.  “ Uma honra poder fazer esse evento, contribuir com o carnaval de Salvador”,  disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, informando ainda ser insuficiente esta atividade em apenas um dia.

A entidade anuncia para o carnaval de Salvador 2018 que vai articular com a Prefeitura Municipal uma ocupação durante toda a semana da Praça castro Alves, revivendo uma cultura do carnaval democrático que volta como tendência nos próximos anos. A ocupação consiste em levar os bares LGBT da cidade para a Praça, oferecer música, shows, gastronomia, conforto e segurança para os foliões da cidade baixa e do subúrbio ferroviário. “Os gays classe média, preferem blocos, camarotes, mas os populares, não possuem esses recursos, não tem acesso democrático a festa”, disse Cerqueira.

O evento é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB), Quimbanda Dudu e Centro Baiano Anti-Aids (CBAA), contou com o apoio da Embaixada do Canadá e patrocínio da Prefeitura Municipal de Salvador.  O evento distribuiu durante o carnaval cerca de 45 mil preservativos, graças aos apoios das Coordenações de DST/Aids do Estado e do Município, cerca de vinte voluntários participaram da ação educativa Folia e Prevenção.

Confira galeria dos jurados do 20 Concurso de Fantasia 

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Confira relação de premiados

CATEGORIA LUXO

1-Sandra Farias, 40 anos, Recife, Pernambuco. Primeiro lugar categoria luxo, se tornando tetra campeã com a fantasia “ A vaidade”, o destaque da roupa são 8 mil penas de pavão, faisão e plumas de avestruz.

2- Geraldo Pontes, 49 anos, fantasia “Anjo Azul”, penas de pavão e cerca de 800 penas de faisão, Juazeiro, Bahia.

3- Jorge Barbosa, 37 anos, carnavalesco, “ Tritão o príncipe dos sete mares”, Juazeiro, Bahia.

Confira ás imagens.

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CATEGORIA ORIGINALIDADE

1-Nicole Wellen, 18 anos. Da massa do massapé – Vitalino traz para você, Bonecos de barro do alto do Moura, Caruaru, PE.

2-Roberto dos Santos, 21 anos, Salvador, Bahia. Segundo lugar com a fantasia “Tributo a Kirimurê -a origem da Bahia de Todos os Santos”

3-Severino Queroga, 36 anos,  Caboclo Lanceiro. Terceiro lugar, fantasia confeccionada com garrafas de refrigerantes policromadas pelo artista.

Confira ás imagens:

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GGB distribui 50 mil preservativos junto a gays e HSH na folia do centro de Salvador

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Salvador, Bahia, sábado, 25 de fevereiro de 2017. O Grupo Gay da Bahia (GGB) inicia nesse sábado as atividades do projeto Folia e Prevenção, ação educativa que tem como finalidade contribuir para o aumento do uso do preservativo masculino junto aos jovens gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) e pessoas sexualmente ativas por ocasião dos festejos do carnaval de Salvador que segue até quarta-feira, 27, com a realização do 20º Concurso de Fantasias a partir das 17h30 na Praça Municipal.
Para incrementar a prevenção a entidade reservou 50 mil preservativos masculino de borracha látex, com lubrificação na extremidade do reservatório, anatômico, largura nominal de 52mn, 3 mil sachês de gel lubrificante. Consta ainda 5 mil preservativos femininos, óculos com mensagem de prevenção e ventarolas contendo mensagens de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Com a realização desse trabalho durante o carnaval a entidade estima cobrir cerca de 90% das relações sexuais com uso do preservativo. Além dos foliões a entidade vai estender a ação aos bares, boates e saunas que se encontram na poligonal do circuito do centro a partir desse sábado, 25.
A ação educativa nas ruas da cidade conta com trinta monitores que percorrerão o Centro Histórico, Castro Alves e Rua Carlos Gomes, locais de grande circulação de pessoas nesse período. Cada pessoa receberá duas unidades de preservativo como uma forma de estimular o hábito de se proteger nas relações sexuais. Está comprovado que se usado de forma correta o preservativo evita que durante o ato sexual ocorra a troca de fluidos sexuais de uma pessoa para outra, sendo uma barreira física eficaz contra a transmissão do HIV, Hepatites virais e outras doenças transmitidas durante o ato sexual. A distribuição de preservativos ocorre normalmente na sede da Ong na Ladeira de São Miguel, 24, Centro Histórico.
De acordo com a instituição o trabalho nesse momento é intensificado porque o carnaval é considerado um período propicio que pode aumentar o risco de ocorrer novas infecções por essas doenças, levando em conta o apelo sensual, uso de álcool e outras drogas pelos foliões, isso tudo pode deixar algumas pessoas mais vulneráveis às formas comuns de transmissão, como sexo sem proteção. A medicina já encontrou cura para a maioria das doenças sexualmente transmissíveis, exceto para Aids que segue sendo doença cada dia mais tratável fazendo uso cotidiano de medicamentos que combatem a proliferação do vírus no organismo. Só testes feitos em laboratórios podem indicar se a pessoa possui o vírus ou não, para fazer o teste é bem simples, não precisa de preparação nem jejum.
O infectologista Roberto Badaró da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia estimula que as pessoas façam o teste para o HIV: de acordo com o médico quanto antes a pessoa iniciar o tratamento, mais chances têm de viver melhor e com saúde.
O GGB fundado pelo antropólogo Luiz Mott em 1980 comemora já ter distribuído 2,5 milhões de preservativos em trinta e sete anos de existência. “Esta é a uma das nossas respostas ao impacto do HIV junto aos gays e população em geral” diz Marcelo Cerqueira, presidente da entidade que desde o início da doença no Brasil, há cerca três décadas, toda informação era valiosa, com tão poucas existentes, Luiz Mott manteve-se ao lado da ciência, combatendo a epidemia dentro do movimento que defendia a ideia de que o preservativo era um tipo de medicalização da homossexualidade. De acordo com Luiz Mott o GGB, a partir de 1990 foi o principal propagador da expressão “Sexo Seguro” com uso do preservativo.
Folia e Prevenção é uma realização do Grupo Gay da Bahia, Grupo Quimbanda Dudu, Centro Baiano Anti-aids, recebeu apoio da Secretaria de Saúde do Estado através da Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais e Agravos, Prefeitura de Salvador através da Saltur e Coordenação de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde e Embaixada do Canadá em Brasília.
Para maiores informações, Fones: 32661147 – 999894748 – 33283782

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TV GGB

Campanha “Nós, por exemplo”

Roteiro LGBT completo de Salvador

Guia Gay Salvador

Guia do Ócio Salvador

Capa guia do ocio final  

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