Acordo sela parceria para promover destinos gay-friendly no Brasil

Por Ludmilla Souza São Paulo (Agência Brasil) – em 21/05/2018

No mês em que se comemora o Dia Internacional contra a Homofobia (17 de maio), foi firmado nesta segunda-feira (21), em São Paulo, entre o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e a Câmara de Comércio e Turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) do Brasil. O objetivo é preparar o país como destino LGBT.

O acordo destina-se a promover e apoiar a comercialização do Brasil como destino gay-friendly  no mercado nacional e internacional, além de sensibilizar prestadores de serviços turísticos para evitar o preconceito no atendimento a esse público. Gay-friendly é o termo usado para se referir a lugares, políticas, pessoas ou instituições que procuram ativamente a criação de um ambiente confortável para as pessoas LGBTI.

Brasília – O novo presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vinícius Lummertz, toma posse, com a presença do o ministro interino do Turismo, Alberto Alves (José Cruz/Agência Brasil)

Segundo o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, para avançar na relação LGBT com o comércio e os negócios do setor, é preciso primeiro aprimorar as ideias que constroem o país.

“O Brasil é uma nação muito conservadora, ainda que diversa, mas o turismo faz muitas coisas acontecerem. Ele aproxima, cria canais, faz as pessoas viajarem, se comunicarem, se entenderem, apesar dos idiomas distintos. O turismo é uma forma de ‘respirar’, de ‘oxigenar’ o Brasil”. Além de tudo, gera muitos empregos e, portanto, é um avanço junto com outros países”, ressaltou.

Lummertz assinou o acordo junto com a presidente da Embratur, Teté Bezerra, e o presidente da Câmara LGBT, Ricardo Gomes.

Para ele, o acordo é resultado de um “diálogo de alto nível, que dá sinais sobre o respeito à diferença e diz muito sobre o acolhimento brasileiro, que é a vocação e o talento do nosso país”.

O ministro lembrou que, de cada 10 turistas no mundo, um é do segmento LGBT e cerca de 15% da movimentação financeira turística mundial é gerada por este público, conforme dados da Organização Mundial do Turismo (OMT).

A presidente da Embratur, Teté Bezerra, destacou que a perspectiva de igualdade vai além de uma decisão estratégica do setor. “É um público importante, que viaja muito e impacta positivamente a cadeia do turismo. A sociedade, a iniciativa privada e os governos valorizam a diversidade e defendem a igualdade.”

Para o presidente da Câmara LGBT do Brasil, Ricardo Gomes, o convênio é “a parceria que faltava” para avançar nos trabalhos da entidade. Gomes disse que o acordo vai “ampliar, fomentar o trabalho e dar divulgação às atrações deste que é um país completo em turismo”. Com os projetos previstos, “pensamos e buscamos uma sociedade onde todos sejam respeitados e incluídos”, afirmou.

De acordo com a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Eloisa Arruda, a capital paulista “acolhe essa iniciativa de braços abertos, por entender a importância desse público para a cidade”. “Medidas como o casamento homoafetivo, a adoção do nome social e tantas outras conquistas mostram a luta da sociedade para derrubar tabus”, enfatizou Eloísa.

Plano de trabalho

A execução do plano de trabalho integrado será supervisionada, monitorada e avaliada por um comitê gestor a ser formado em até 30 dias. Entre as ações previstas no acordo estão o desenvolvimento de estudos e pesquisas de diagnóstico do segmento para conhecer o perfil e os hábitos de consumo do público; ações de qualificação profissional para agentes do setor e medidas de promoção e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos ligados ao segmento LGBT nos mercados nacional e internacional.

A iniciativa contempla metas previstas no Plano Nacional do Turismo 2018-2022 para oferecer acesso democrático à atividade turística.

O Ministério do Turismo tem assento no Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT e, em 2016, elaborou, em conjunto com este colegiado, o guia Dicas para Atender Bem Turistas LGBT. A cartilga tem o objetivo de orientar os prestadores de serviço turísticos sobre o atendimento ao público LGBT, oferecendo dicas que garantam acolhimento e respeito a esse público em destinos e equipamentos turísticos.

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SKOL – SENDO OU NÃO LGBT, REDONDO É SER ALIADO

SKOL – DIA DO ORGULHO LGBT
Mãos Vamos dar as mãos e mostrar pro mundo todo que o respeito é uma causa de todos nós. É uma causa de quem é aliado. Sendo ou não LGBT, redondo é ser aliado. Skol. Redondo é ser aliado. 28/06 – Dia do Orgulho LGBT

HOMOFOBIA CUSTA US$ 405 BILHÕES AO BRASIL

Murilo Gitel /   O POVO    /  Via Rede Nordeste

Preconceito, despreparo e violência atinge um publico que movimenta mais de US$ 150 bilhões por ano

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(Foto: arquivo correio)

“Vocês têm certeza que é uma cama de casal? Não seriam duas de solteiro? ”. Estas perguntas, feitas por uma recepcionista de um hotel em Salvador, no último final de semana, ao casal de namorados Ederson Vargas, de 29 anos, e Fábio Gusmão, 32, refletem bem alguns tipos de constrangimentos que lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros costumam enfrentar ao buscar uma hospedagem na Bahia.

“Respondi que era óbvio que eu sabia, levando-se em conta que estava alugando, justamente, um quarto com cama de casal. Mas percebi que ela não falou por maldade. Foi despreparo mesmo”, relata Ederson, gerente de tecnologia da informação e morador de Itapuã. “Infelizmente conheço muitos amigos que passam pelo mesmo tipo de situação”, acrescenta.

Além do constrangimento em si e dos impactos sociais, fatores como o despreparo, a intolerância e a discriminação têm uma perspectiva econômica negativa: a homofobia custa pelo menos US$ 405 bilhões à economia brasileira segundo dados do Relatório Brasil LGBT 2030, da empresa de consultoria OutNow Global. Esta cifra se refere a fatores como perda de produtividade, processos judiciais e turnover (rotatividade) em postos de trabalho.

“Os entrevistados [para a pesquisa, todos LGBT] exibem altos níveis de despesas e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços”, destaca o CEO da OutNow, Ian Johnson. Trata-se do conceito “pink money” (dinheiro rosa), ou poder de compra dos LGBTs. Esse público já movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano, de acordo com levantamento da InSearch Tendências e Estudos de Mercado. Casais homoafetivos chegam a possuir renda duas vezes maior do que os casais heterossexuais e consomem, em média, 30% a mais.
Abrangência
O estudo da OutNow sobre o mercado brasileiro LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) é o primeiro de uma série chamada LGBT 2030, considerada a maior pesquisa global do mundo sobre o tema e que abrangerá 20 países. A amostragem foi realizada entre junho e julho de 2017.
De acordo com o levantamento, um em cada três entrevistados (33%) considera eventos culturais LGBT um fator importante ao escolher um destino para uma viagem de lazer. E é ressaltado que as pessoas ouvidas no estudo exibem níveis de despesas altos e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços.
As despesas dos 5,7 milhões de adultos LGBT no Brasil, segundo a pesquisa, incluem R$ 9,5 bilhões com vestuário, R$ 5,5 bilhões com calçados e R$ 3,5 bilhões com entradas para concertos, cinema e teatro. O estudo também revela que apenas um pouco mais de um terço dos entrevistados (36%) assumem sua orientação sexual para os todos os colegas no trabalho. Outro dado alarmante é que quase três em cada quatro (73%) entrevistados testemunharam atos de homofobia no ambiente profissional durante o último ano.

A Lapa é nossa: escadaria ganha as cores da bandeira LGBT

Salvador, 24/05/18

escada

Por Laura Fernandes ( para o Me Salte) 

Bastou parar na frente da escadaria da estação da Lapa para perceber os olhares curiosos e as caras de interrogação. “Desculpa perguntar, mas foram vocês que fizeram esse memorial?”, questionou um rapaz à equipe do CORREIO, apontando para a escada recém-pintada com as cores do arco-íris e para os arranjos de flores perto do primeiro degrau.

Ao descobrir que se tratava de uma ação do Grupo Gay da Bahia (GGB) para marcar o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, o atendente Edson Souza, 25 anos, questionou: “E é hoje? Não é comemorado dia 17, menina?”. Exatamente: os 30 degraus coloridos celebram o dia 17 de maio e a ação chamada Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar segue até o dia 21 de junho, em homenagem às cores-símbolo da luta LGBT por igualdade, respeito à diversidade e cidadania.

Foto: Almiro Lopes/CORREIO

Foto: Almiro Lopes/CORREIO

Logo depois, uma jovem que não quis se identificar perguntou: “Isso é o que eu tô pensando que é?”. Diante da resposta positiva, ela acrescentou animada: “Logo vi! Tem gente que vai se impactar, gente que vai achar absurdo, mas achei massa!”, aprovou a garota que todo dia sai do Garcia até a estação da Lapa para cuidar dos oito cachorros e 45 gatos que moram com a mãe no Pau Miúdo. “Lá no apartamento não tem espaço e meu marido não gosta”, justificou rindo.

Então, logo entregou que muitas amigas suas vão gostar da novidade na estação da Lapa, principalmente uma que era evangélica e decidiu sair da Igreja porque não estava feliz em esconder sua preferência por mulheres.

“Ela não quis mais se esconder, mas ainda tem muita gente infeliz que fica se reprimindo. São todos seres humanos e temos que ter respeito”, defendeu.

Curiosa com o novo cenário, a professora aposentada Valdete Aguiar, 73, chegou de mansinho para entender o que estava acontecendo. “Estava aqui curiando e fiquei intrigada. O que é isso?”, perguntou, afinal passa na estação da Lapa cinco vezes na semana e era a primeira vez que via o subsolo tão colorido. “Achei ótimo! Sou contra o preconceito contra gays, idosos, pobres, negros… Tem que haver respeito às diferenças. Se todo mundo gostasse só do rosa, o que seria do azul e do amarelo?”, sorriu Valdete.

Esse foi justamente o mote da ação que aconteceu na tarde desta segunda-feira (21) e contou com presença de ativistas políticos e entidades governamentais. “Importante lembrar que as cores do arco-íris representam a diversidade de pessoas. A bandeira é muito mais do que LGBT”, destacou Millena Passos, que é coordenadora do GGB, diretora da União Nacional LGBT e assessora técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

“A gente vive numa sociedade machista, sexista, lgbtfóbica e temos que começar a compreender a diversidade”, reforçou Millena.

Jorge Gauthier
Jorge Gauthier
Jornalista, adora Beyoncé e não abre mão de uma boa fechação! mesalte@redebahahia.com.br

Estação Nova Lapa recebe as cores do arco íris LGBT do Dia Mundial contra a Homofobia

Salvador, Bahia, sexta-feira, 18 de maio de 2018 – Do GGB.

Os usuários do transporte municipal de Salvador que desembarcarem no Terminal Nova Lapa, no Centro da cidade a partir de segunda-feira, (21) irão perceber que a tradicional Estação vai estar muito mais bonita e colorida com as cores reluzentes da bandeira do arco íris. Seis cores que representam o símbolo da caminhada LGBT por igualdade, respeito a diversidade e cidadania no Brasil e no mundo inteiro.

A iniciativa colorida comemora o Dia Mundial de Combate a LGBTfobia (17 de maio) e recebeu como título “Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar”. O local escolhido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) foi a escadaria fixa que faz o acesso do subsolo da Estação para o primeiro andar: 30 degraus receberão uma composição harmoniosa das cores que reproduzem a bandeira do movimento LGBT em sua forma original.

O presidente do GGB Marcelo Cerqueira comemora a iniciativa: “Essa arte-instalação se relaciona com o simbólico individual de muitos LGBTs suburbanos ou da periferia que puderam fortalecer a sua identidade fazendo uso cotidiano desse circuito que se insere em um território indenitário urbano que é a cidade”. Cerqueira pretende que essa ação estimule ainda mais os LGBTs fazerem uso dos espaços urbanos nas metrópoles de forma cívica e respeitosa, não somente com a cidade, mas com os demais indivíduos que transitam no mesmo território. Assim sendo, o GGB estimula as demonstrações de afeto em público, sem excessos, “no mesmo ritmo dos casais heterossexuais: direitos iguais, nem menos, nem mais!”.

A campanha ainda possui outras mensagens de apoio. “Discriminar pessoas por elas serem o que são, é ilegal, imoral e só faz mal. Gays, lésbicas, travestis e pessoas trans são cidadãos de respeito”. Tais mensagens constarão em placas fixadas nas laterais do acesso da escadaria da Lapa para que as pessoas possam saber mais sobre o ideário da proposta.

Essa iniciativa conta com o apoio da Estação Nova Lapa, Ministério Público e Uranus2. É uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB). Fica de segunda-feira, 21 de maio até o dia 21 de junho. Na abertura oficial, espera-se reunir, artistas, políticos e ativistas da causa. A Estação da Lapa foi escolhida por ser o maior e mais importante terminal de Salvador por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente.

Já confirmaram presença para subir as escadarias coloridas Fatima Mendonça, Ex-primeira Dama da Bahia, as procuradoras Livia Santana e Santana Vaz, Marcia Teixeira do Ministério Público do Estado da Bahia, Moema Gramacho Prefeita Municipal de Lauro de Freitas, Cibele Carvalho Secretária de Relações Institucionais do Governo do Estado da Bahia, Julieta Palmeira Secretária de Politicas para as Mulheres do Estado da Bahia e Senhor Zilney Campello Diretor Presidente da Concessionária Nova Lapa.

Abertura, corte de faixa e coletiva de imprensa: 21 de maio, 2ª feira, 14h00

Local: Subsolo da Estação Nova Lapa, Salvador, Centro.

Contato: Marcelo Cerqueira (71) 999894748

17 de maio, Dia de combate a LGBTfobia: Uma história baiana.

 

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. Salvador, Bahia, 16 de Maio de 2018.

Todas as categorias sociais e profissionais possuem o seu dia de luta e transformação. Os jornalistas, os radialistas, os enfermeiros, os médicos e os músicos. A comunidade negra comemora o dia 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra essa é a data da morte de Zumbi dos Palmares.

Algumas datas são instituídas oficialmente como foi o 13 de Maio. Em uma iluminada tarde de 13 de Maio de 1888 a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga assinou a Lei Aurea, como essa seria uma data chapa braça, o povo negro optou por outra.

O povo LGBT optou pelo dia 17 de Maio. O Dia foi instituído desde 1990 quando médicos do mundo inteiro reunidos na segunda Assembleia Mundial da Saúde das Nações Unidas, decidiram tornar sem efeito o código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças (CID), no seu capítulo V que considerava o homossexualismo como “transtorno sexual”. A partir dessa data o que era uma suposta doença se transformou em uma orientação sexual, normal, natural e saudável. A Bahia sente-se honrada em ter contribuído a esta vitória graças ao voto favorável da médica Legista Maria Tereza Pacheco, por muitos anos Diretora do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues.

Ela votou para que se tornasse sem efeito o código 302.0, sensibilizada pela ação do professor Luiz Mott, por suas convicções próprias, seu trabalho científico de médica legista no IML junto com o mestre Estácio de Lima.

A médica Maria Tereza Pacheco se formou na Escola Médica do professor Nina Rodrigues que formou o Mestre Estácio, seu mestre. O incrível disso é a mudança! Em 1934 o sexólogo Estácio publicou a “Inversão dos Sexos” pela Editora Guanabara. Trata-se de um estudo sobre homossexualidade na Bahia nos anos trinta. Influenciado pelas teorias médicas vindas da Europa, mestre Estácio procurava identificar sinais clínicos que pudessem revelar o “homossexualismo” do indivíduo. Usando a Medicina Forense, Mestre Estácio fazia a descrição dos corpos de gays e de lésbicas para desenvolver sua suposta cura. Mestre Estácio além de descrever os fenótipos dos “invertidos”,  associa as transformações destes corpos, fazendo contraponto  com a questão da marginalidade. Fotos realistas ilustram sua obra, raríssima de se encontrar nas bibliotecas.

Quando ele descreve um casal de lésbicas que causou furor em Salvador à sua época, mestre Estácio relaciona suas formas corporais, hábitos e sinais psicológicos à sua condição de  mulheres sáficas. Mestre Estácio, pleiteava retirar o “homossexualismo” das mãos violentas da polícia:         queria poder tratar, cuidar, para evitar a marginalidade a que estavam condenados os “pederastas”. Ele não gostava que prendesse, queria tratar. Muitas famílias tradicionais baianas se desenvolveram acreditando até hoje que ser homossexual é doença. Se não for doença, é no mínimo a vergonha da família.

Ter um filho ou filha LGBT era um desabono a moral das famílias baianas, então, criou-se a instituição do exílio desses membros indigestos. O exílio era para quanto mais longe melhor. As famílias ricas mandavam os filhos indesejados para a França Rio de Janeiro e por lá ficavam. Estácio de Lima, não era o médico mostro. O seu trabalho científico não implicava em maus-tratos, ele queria cuidar, queria entender, embora seguindo a cartilha médica da época que considerava o “amor que não ousava dizer o nome”  uma anormalidade e disfunção glandular.

 

Confira os dados do nosso site Homofobia Mata.

CCR Metrô Salvador: Pegação em banheiros e a suposta pancadaria repressiva dos seguranças!

Por: Editoria do GGB.
Imagem meramente ilustrativa. 
Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de abril de 2018, ás 01h55min. O Grupo Gay da Bahia (GGB) tendo como base a matéria “Banheiros de estações do Metrô de Salvador viram ponto de encontro para a prática de sexo” publicada no site “Agora na Bahia” do jornalista Genildo Lavinski, publicada terça-feira, 24 de abril, vem a público considerar. Pegação em banheiros públicos não é uma exclusividade da CCR Metrô Salvador. Ocorre no mundo inteiro e em todos os lugares onde há circulação de pessoas, principalmente nas estações de metrô, shoppings, boates, terminais rodoviários…. enfim. A palavra “pegação” significa o que chamamos de “azaração”, “paquera”, “flerte”, namoro mesmo, nesse caso, nos banheiros públicos masculinos, portanto precisamos conhecer socialmente esse fenômeno, essa tara, desejo, fetiche para não criarmos preconceitos sobre esse assunto, tão comum ou presente nas sociedades seja ela ocidental como oriental.
A pegação masculina é assim: Os indivíduos entram nos banheiros públicos, segue até o vaso de para fazer xixi e ficam ali por algum tempo se estimulando. O desfecho ocorre nos box´s reservados dos banheiros, em espaços fechados e livres de olhares curiosos, portanto não é considerado crime de atentado ao pudor ou coisa do gênero como bem observou a delegada de Polícia Civil, Dra. Carmen Bittencourt.
Voltando nossos olhares para as ciências humanas, em uma perspectiva antropológica, essas práticas são bastantes comuns em territórios de circulação e de construção de identidades eróticas nas metrópoles brasileiras.
Qualquer estação de metrô mundo a fora, inclusive as estações do Metrô CCR daqui de Salvador se inserem nessa perspectiva como um circuito, inclusive de afirmação dessa identidade urbana. Esse fenômeno social, portanto, humano ocorre excepcionalmente por alguns aspectos que consideramos importantes que são as dificuldades de que gays masculinos e possuem em encontrar locais para namorar e para beijar livremente como fazem os heterossexuais nos centros urbanos.
Esses espaços se constituem como uma possibilidade de encontros e momentos para exercerem essa sexualidade entre iguais livres dos preconceitos e olhares lascivos e discriminatórios do resto social.
Outros aspectos importantes e que devemos considerar, refere-se a cultura heteronormativa, tradicionalista, judaico cristã e conservadora.
Essa espécie de cultura, mesmo que pese os avanços favoráveis aos LGBTs nos últimos anos, estabelece um conflito de moralidade e empurra LGBTs a viverem suas experiências sexuais de forma clandestina, expostos a subordinação, violências e práticas insalubres. Essa, em especial é uma prática que se relaciona com o desejo, a o medo, a homofobia interna, externa e praticas violentas dispensadas por entes autoritários a estes indivíduos que se expõem a essa atividade nos centros urbanos.
Salvador como capital da diversidade, das artes e música não pode conviver com esse tipo de censura, portanto é inadmissível que o Consórcio CCR na sua condição de prestadora de serviço público, um comedimento para exploração de um serviço voltado a população, devendo oferecer serviços de atendendo, respeitando sempre os critérios de urbanidade e humanidades em relação aos seus usuários, possa de uma forma ou outra agir com violência ou constranger, tratando esse assunto como caso de polícia. É caso de orientação e convencimento social.
Só para lembrar ao CCR Metrô Salvador, o Governo da Bahia reconhece por exemplo, a utilização do nome social por mulheres trans e travestis no serviço público, mesmo governo que criou o Conselho Estadual LGBT, Centro de Referência LGBT, inclusão de transexuais masculinos e femininos no Concurso da Polícia Militar da Bahia. Portanto querido, a criatura “CCR Metrô Salvador” não pode ser ou querer mais que o criador “o governo do Estado da Bahia”.
Lamentável que em pleno século XXI, uma empresa como está ande totalmente na contra mão da história e ignore as conquistas, se colocando indiferente ao Movimento LGBT baiano que muito contribuiu e contribuirá para essas e outras conquistas.
Que diante dessa situação apresentada relacionada a “pegação nos banheiros” entre seres humanos, optou para o uso de prática violentas e perseguição aos gays em seus circuitos de circulação e identidades ao invés do diálogo com os movimentos sociais LGBT com a finalidade de encontrar um caminho que não fosse a prática da violência.
Os relatos ouvidos são de aplicação das humilhações e diversas violências físicas, além de ofensas públicas, utilizando para isso o serviço de sonorização do Metrô. O Grupo Gay da Bahia (GGB), através do seu presidente Marcelo Cerqueira, desaprova esse comportamento utilizado pelos seguranças do Metrô em relação a essa situação.
O GGB não recomenda a prática, mas pede cautela ao tempo que compreende a especificidade desse local, mas reconhece que os banheiros são públicos frequentados por pessoas de diversas orientações sexuais e que o exercício de determinada pode causar constrangimento.  Esse tipo de prática similiar, “outdoor” não se restringe apenas a uma pequena parcela de gays, mas também aos heterossexuais que tendem “desrreprimir” fazendo praticas sexuais ao ar livre, inclusive esse tipo de prática é muito comum em sites de conteúdo adulto para heterossexuais.
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