Não queremos homossexualizar Salvador”: LGBT’s querem participação ativa no mundo da política.

urna confirma

Salvador, 10 de de agosto de 2016 – Do GGB. Participação ativa no competitivo mundo da política é o que querem gays, lésbicas, travestis e transexuais que concorrem ao cargo de vereador nas próximas eleições municipais com a determinação de ocupar uma ou várias das cadeiras da Câmara Municipal de Salvador, a mais antiga do Brasil. Os pré-candidatos já homologados pelos seus respectivos partidos são Marcelo Cerqueira (PSB) , Paullete Fucação (PSB), Dion Santiago (Solidariedade), Léo Kret do Brasil ( DEM), Larissa Moraes (PMDB) e Rafaela Garcez (PTC), que já estão com suas propostas na rua para convencer o eleitorado na importância de votar no segmento para que todos possam se beneficiar dos poucos direitos adquiridos e ampliar novas conquistas, especialmente aquelas relacionadas à aprovação das centrais de decisões políticas que são as Casas Legislativas.

O ativista Marcelo Cerqueira chama atenção dos eleitores mais ortodoxos que não tenham medo de dar o seu voto a esses candidatos, porque eles terão sem dúvida mais sensibilidade para o social que os políticos tradicionais. “Não queremos homossexualizar Salvador, mas faremos da cidade um lugar bom de viver, trabalhar e ser feliz, porque a felicidade geral e alegria do povo é o que realmente importa”, declarou o ativista. Se essa participação depende exclusivamente do voto do eleitor LGBT isso não seria o problema, considerando que Salvador deve existir cerca de 300 mil LGBTs, dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) tendo como amostra 10% da população de 3 milhões de habitantes, sem considerar os indivíduos que residem na Região Metropolitana, mas que votam na capital baiana. Os LGBT a cada dia têm demonstrado mais interesse pela política nacional.

O interesse parte da percepção de que a política interfere diretamente em nossas vidas, e ainda, o que não deveria ser tema da política, mas da vida privada, a sexualidade tem se tornado bandeira de políticos conservadores que tentam barrar o avanço das conquistas nas Casas Legislativas. Além de estarem preparados para esse debate os eleitores LGBT acreditam que essa participação deve ser muito bem qualificada. Valmick Brás, empresário do segmento aposta nessa qualificação dos candidatos.

“Eu acho que a participação do LGBT na política deve contemplar além da militância na causa e nas questões relacionadas a este segmento, deve também participar e se posicionar em relação a outros temas que fazem parte da nossa Cidade como PDDU, mobilidade urbana, transporte coletivo, segurança” declarou o comerciante alertando ainda que isso iria desmistificar preconceitos em relação a comunidade. O advogado e professor universitário Efson Lima, 32 anos, considera positiva a participação de LGBT na política e ressalta a importância da inserção da agenda do segmento na pauta das Casas Legislativas.

“O primeiro fato a ser considerado é a inserção da temática no contexto político. Segundo ponto é ver a afirmação dessa comunidade, através de suas lideranças, em espaços públicos, como o eleitoral. É salutar!” disse o professor. Conheça que são os pré-candidatos LGBT da cidade. Rafaela Garcez (PTC) Paullete Fucação (PSB), Dion Santiago (Solidariedade) Larissa Moraes (PMDB) Léo Kret do Brasil ( DEM) Marcelo Cerqueira (PSB) e Luck Santana (PTC).

 

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Rafeela Garcês (PTC) , Luck Santana (PTN) e Dion Santiago (Solidariedade).

 

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Larissa Moraes (PMDB)  –  Léo Kret do Brasil (DEM)  – Paulette Furaçao (PSB) e Marcelo Cerqueira (PSB), respectivamente.

 

Ativismo do GGB marca Dia do Orgulho Gay.

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Salvador, Bahia, 28 de junho de 2016. Do GGB. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), professor Marcelo Cerqueira, cumpriu agenda intensa de atividades para marcar na cidade Dia Mundial do Orgulho LGBT, celebrado no 28 de Junho. Logo pela manhã escreveu artigo com exclusividade para o jornal Correio da Bahia em alusão às conquistas e avanços do movimento LGBT, considerando passados trinta e seis anos de fundação da entidade que na opinião de Caetano Veloso “Orgulho da Bahia” e do presidente ” Um patrimônio imaterial dos LGBT da Bahia e do Brasil”  disse informando ainda que garantir a sobrevivência da entidade deve ser  considerado como preservação da memória LGBT da Bahia.

O foço da ação de hoje com as mídias foi a criminalização da homofobia como um crime de ódio, Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados sem indicativo de ser levado a votação e aprovado pelos deputados. Cerqueira acredita que essa aprovação é importante para a vida dos LGBTs e considera que não é fazer propaganda da orientação homossexual, mas os deputados devem considerar que se trata de algo que vai promover e garantir os direitos coletivos de difusos da população em geral. Os dados estatísticos dos crimes LGBTfobicos foram utilizados como iniciativa de sensibilizar a opinião pública e os parlamentares para aprovação da Lei no cenário nacional. Na Bahia, de janeiro até junho foram mortos 19 LGBT em situações que consideramos de evidente conotação homofóbica.

Assim, torna-se necessária apuração e celeridade nos processos judiciais, desde a investigação, apresentação do processo ao Ministério Público e distribuição ao Judiciário para aplicação da Justiça. A delegacia investigando, juntando as provas, o Ministério Público distribuindo e Poder Judiciário atuando com celeridade. O delegado, o promotor e o juiz precisam trabalhar juntos e entenderem que crimes de ódio devem ter prerrogativas para que sejam julgados com celeridade, inclusive para dar resposta à sociedade para que não estimulem outros crimes sob a crença da impunidade. Para isso, é preciso aplicação da lei e se necessário adotar penas alternativas para que os autores, com julgamento justo, possam desde o instante da prisão iniciar o pagamento pelo crime. Isso também inclui a diminuição de recursos processuais evitando o pagamento em liberdade.

O presidente do GGB atendeu aos jornais O Dia do Rio de Janeiro, site Congresso em Foco do Distrito Federal, Bocão News, Varela Notícias e concedeu entrevista ao programa Festa e Folia da Rádio Transamerica FM com os jornalistas Erica Saraiva e Pio medrado. Ainda durante a tarde de hoje esteve presente no Farol da Barra, onde o GGB estendeu a bandeira de 60mt para pontuar o Dia do Orgulho junto à comunidade local, que interagia com a iniciativa fotografando e parabenizando a entidade pela ação. Em companhia da ativista trans Millena Passos participou no Instituto Brasil Alemanha no Corredor da Vitória do 1º Seminário Dois Terços de Prosa, realizado pelo site Dois Terços dentro da campanha lançada pelo veículo, em maio deste ano, e traz como tema “Transfobia: não há espaço para o silêncio”. 28 de Junho é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência.

Desde 1987 o GGB comemora a data na Bahia, inicialmente com eventos de rua, debates, seguido da Parada LGBT da Bahia desde 2001. A partir de 2004 a entidade transferiu o evento para setembro, considerando que a data na Bahia é inverno chuvoso.

28 festa e folia homem trans

 

28 de junho lgbt 2016 icba

Políticos baianos divulgam mensagens contra LGBTfobia.

Fabiola Mansur

Salvador, Bahia, 28 de junho de 2016. Do GGB. Nesta terça-feira (28), dia 28 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT. Na Bahia personalidades do mundo da política fizeram questão de mostrar-se solidários com a causa divulgando mensagens nas suas redes sociais.

A deputada estadual Fabiola Mansur presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia logo cedo divulgou mensagem em louvor do amor, considerando na opinião dela que o amor vence o ódio e o preconceito. Já deputado Federal João Bacelar divulgou imagem da bandeira do arco íris com a expressão “Somos o que somos, com Orgulho”, o deputado foi um dos membros da Comissão que analisou o Estatuto das Famílias, votando pela inclusão das famílias homoafetivas no texto final.  Marcelino Galo enfatizou a luta transexual por direito ao nome na carteira de identidade, Luiz Maia divulgou mensagem convocando para falar de diversidade e liberdade.

O deputado Bruno Reis divulgou a seguinte mensagem “Todos somos a favor do amor e da liberdade” em suas redes sociais, Alice Portugal divulgou mensagem que consta a sua deputada federal puxando a bandeira LGBT. Rosemma Maluff madrinha da 15ª Parada LGBT da Bahia, em 11 de setembro marcou o dia em suas redes sociais. “Mais AMOR, menos PRECONCEITO”, escreveu ilustrando com a bandeira.

28 de junho é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência.

O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano.

Passados dez (10) anos no dia 28 de fevereiro de 1980 surge na Bahia, por iniciativa do ativista Luiz Mott o Grupo Gay da Bahia uma das principais entidades de emancipação LGBT do Brasil, hoje com 36 anos de ativismo, presidido pelo ativista baiano Marcelo Cerqueira, atual presidente.

Confira as postagens. ás 23h37min.
Marcelino GaloJoao carlso Bacelar Luiz Maia  Alice portugal Rosemma Maluf

Trans assassinada na Avenida Contorno

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Salvador, Bahia, domingo, 26 de junho de 2016 – Do GGB. A transexual Sheila Santos, 36 anos, moradora na rua Nova do Calabar, bairro do Calabar, nesta cidade foi alvejada por um disparo de arma de fogo na região da cabeça, por volta das 1h30 na madrugada de sábado para domingo na Avenida Contorno, imediações da Gamboa. O corpo encontra-se no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues aguardando a liberação para o sepultamento que deve acontecer no Cemitério do Campo Santo, sem horário previsto.

Uma amiga da vítima que se identificou com o prenome de Alana considera que o crime teve motivação transfobica, segundo ela no momento do tiroteio havia outras pessoas no local que também foram alvejadas e não morreram. “ Porque só ela tomou o tiro na testa e os outros três baleados, estão no Hospital Geral do Estado” perguntou.

Até o momento não se tem maiores informações sobre os acontecimentos que matou Sheila e deixou três feridos a bala. Com mais esse crime sobe para dezenove (19) o número de LGBTs assassinados na Bahia de janeiro até junho. Até quando iremos pagar com a nossa vida o preço de sermos o que somos, lamentou Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia que está acompanhando os amigos e familiares nesse momento de tristeza.

 

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Atualização, ás 13h30min de 26/06/2016 – por Marcelo Cerqueira.

Logo após a publicação da notícia da morte de Sheila, um internauta,conforma a motivação transfobica.  O homem que pediu para não ser identificado disse que o codinome de Shela era Nenem e que era pessoa muito astral, e Ogan de um terreiro de candomblé. E dá mais detalhes sobre a sua afirmação de transfobia. ” Mas pela caracterização do crime não tem relação com o uso de drogas!

 Soube que ela foi abordada por um homem num carro branco. Que disparou contra ela e mais duas! Foi transfobia mesmo!” escreveu.
Te avisei por conta da contabilização anual!!! Essa triste tarefa que o GGB tem!!!

GGB vai fazer visita técnica em Santaluz

 

No mesmo dia em que o atirador matou cinquenta pessoas na boate Pulse em Orlando, nos Estados Unidos, aqui na Bahia no município de Santaluz dois homossexuais professores Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira foram mortos carbonizados, reconhecidos pela arcada dentaria. O crime chocou a cidade onde a população inteira foi às ruas pedir justiça e celeridade na apuração do caso encontrando os autores desse duplo homicídio.

O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, estará visitando a cidade de Santaluz no dia 29 de junho, logo após o dia 28 Internacional do Orgulho. O motivo da vista é conversar com o delegado responsável pelo acompanhamento da ocorrência e pedir celeridade nas investigações que encontre logo os autores desse crime bárbaro. ” È preciso dar uma resposta a população e os LGBT, para que essas pessoas não pensem que a impunidade é a regra geral”, declarou Marcelo Cerqueira.  Confira abaixo matéria da Folha de São Paulo.

 

 

Docentes gays carbonizados em carro levam cidade do sertão baiano às ruas

Uoston Pereira/Notícias de Santaluz
Passeata por justiça em caso de professores homossexuais mortos mobilizou população de Santaluz
Passeata por justiça em caso de professores homossexuais mortos mobilizou população de Santaluz

THIAGO GUIMARÃES
DA BBC BRASIL, EM LONDRES

15/06/2016 11h45

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No mesmo final de semana em que um ataque a uma casa noturna gay nos EUA chocou o mundo, uma pequena cidade do sertão da Bahia se mobilizou, de forma inédita, em repúdio ao assassinato de dois professores homossexuais.

Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira deixaram a escola estadual em que trabalhavam em Santaluz (a cerca de 260 km de Salvador), por volta das 22h da última sexta-feira (10). Menos de uma hora depois, dois corpos foram localizados no porta-malas no carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120. O veículo e os corpos estavam carbonizados.

Edivaldo, que era conhecido como Nino, foi identificado pela arcada dentária. Sob chuva, o corpo do professor foi enterrado nesta terça-feira (14), após um cortejo de duas horas que reuniu centenas de moradores. O outro corpo ainda passará por exames de DNA para identificação, mas familiares acreditam ser de Jeovan, já que ele está desaparecido desde sexta.

O delegado João Farias, que apura o caso, disse à BBC Brasil que a homofobia é uma das possíveis motivações do crime. A casa de Edivaldo foi encontrada revirada após o crime, mas objetos de valor, como computador, não foram levados. “Eles eram muito amigos e muito queridos na cidade. Também não teriam inimigos. Já ouvimos várias pessoas e por enquanto não descartamos nenhuma hipótese”, disse o delegado.

Divulgação
Corpo de Edivaldo Silva de Oliveira (à dir.) foi identificado; Jeovan Bandeira foi visto pela última vez com Oliveira
Corpo de Edivaldo de Oliveira (à dir.) foi identificado; Jeovan foi visto pela última vez com Oliveira

Para o Grupo Gay da Bahia, que faz levantamento nacional de assassinatos de homossexuais, trata-se de mais um caso motivado por homofobia. “A cidade inteira acredita nessa motivação”, disse à BBC Brasil Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

De janeiro a junho deste ano, segundo a ONG, foram 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na Bahia e 123 no Brasil. No ano passado, o GGB registrou 319 mortes por homofobia – ou um crime de ódio a cada 27 horas. Desse total, 33 (10,3%) foram na Bahia, que ficou atras apenas de São Paulo, com 55 (17%).

Em termos relativos, segundo o GGB, Mato Grosso do Sul registrou o maior índice de casos, com 6,49 homicídios por 1 milhão de pessoas, seguido pelo Amazonas, com 6,45.

PASSEATA

Na segunda-feira (13), centenas de moradores da cidade baiana de 32 mil habitantes saíram as ruas em protesto por justiça no caso dos professores. Com faixas contra a violência, o grupo promoveu paradas em frente ao fórum, à delegacia e à Câmara Municipal.

Segundo o jornalista Uoston Pereira, do site local Notícias de Santaluz, foi uma das maiores manifestações que a cidade já viu. “A cidade tinha um grande carinho por eles.”

Uoston Pereira/Notícias de Santaluz
Escola em que professores lecionavam preparou homenageou vítimas; polícia trabalha com hipótese de homofobia
Escola em que docentes lecionavam preparou homenageou vítimas

Em todo o ano de 2015, Santaluz registrou seis homicídios, segundo a Secretaria da Segurança da Bahia. “São casos esporádicos, mas quase sempre relacionados ao tráfico de drogas”, disse Uoston Pereira.

“Longe dos parques temáticos, do turismo cosmopolita e sem gozar do mesmo prestígio internacional de Orlando, Santaluz encurtou a distância geográfica da metrópole americana”, escreveu o jornalista baiano André Uzêda, do portal Aratu Online, em artigo de opinião sobre o episódio.

Uoston Pereira/Notícias de Santaluz
Grupo Gay da Bahia diz que de janeiro a junho deste ano houve 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na Bahia e 123 no Brasil
Grupo Gay da Bahia diz houve 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na BA até junho deste ano

Presidente do GGB defende retaliação “bateu levou” no programa Casos de Família

Casos de Familia 2016 Marcelo Cerqueira GGB

Salvador, Bahia, 23 de junho de 2016 – Redação – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) Marcelo Cerqueira foi o convidado do programa Casos de Família da apresentadora Cristina Rocha, que foi ao ar ontem, quarta-feira 22/06, ás 14h pela TV Aratu, emissora filiada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e defendeu que se algum LGBT for vítima de violência, preconceito, discriminação e injuria, revide na medida do possível e utilizando a legislação. A lógica é “Bateu, levou, olho por olho dente por dente”. Disse o presidente estimulando que a categoria não aceite a opressão.

O tema do badalado programa “Casos de Família” foi violência contra os LGBT, e teve como ponto de partida o recente e trágico atentado contra a boate “Pulse” em Orlando na Florida, EUA, que matou 49 LGBTs, deixando mais 50 feridos. O apimentado programa girou em torno da relação conturbada entre dois irmãos na qual a irmã não aceita a homossexualidade do mano. O tema foi tão picante e quente que em um dado momento ela declarou que se visse o irmão apanhando na rua, passava batida, isto é, não daria socorro.

Marcelo Cerqueira acredita que a LGBTfobia tem em um dos seus sustentáculos a cultura arcaica e conservadora brasileira, tradição essa que considera os homossexuais como indivíduos de segunda categoria, portanto passiveis de sofrer qualquer tipo de discriminação. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, a situação da violência é alarmante e esse impacto requer especialmente da classe uma contraofensiva organizada e mobilizadora, quando toda a sociedade, isto é, os que sofrem diretamente as ações, familiares, amigos, simpatizantes se mobilizem para dá um basta as diversas violências sofridas.

Dados sobre crimes de ódio catalogados pela instituição revelaram que 319 LGBT foram assassinados no país, sendo que na Bahia, terra da diversidade étnica, foram registrados de janeiro a dezembro daquele ano (faltou colocar o ano) 33 crimes de ódio contra gays. Este ano de 2016 a mesma pesquisa de janeiro a junho já contabilizou 136 crimes no Brasil e 18 deles aconteceram na Bahia.

Cerqueira acredita que a população LGBT deve encontrar meios para dar respostas positivas ao impacto dessa doença social chamada de homofobia. As pessoas devem ser mais firmes e intolerantes a qualquer tipo de discriminação. Não se expor as agressividades e reagir utilizando as Leis. Nosso principal instrumento de luta e a Constituição Brasileira!

Bastante lembrar que a legitima defesa é um direito humano de preservação da vida e dependendo das circunstâncias podemos nos valer dela. O que não podemos é morrer passivamente! Um outro grande instrumento de luta e denúncia são as redes sociais, tão eficaz como são o Ministério Público, justiça e Polícia Judiciária. Portanto, praticar o “olho por olho e dente por dente” em casos de discriminação por orientação sexual faz parte de nossa luta por uma sociedade mais humana e justa.

“Quando o assunto é combater a homofobia, acredito que o diálogo será sempre importante e preferencial, porem se isso não for o bastante, é preciso pensar em outras formas de luta e reação, e isso inclui a represália e retaliação. Diversos são os mecanismos que podemos utilizar para a luta por direitos, e isso perpassa por mantermos posturas proativas como por exemplo a investigação de possíveis comportamentos LGBTfobicos que possam desencadear ódios e discriminação, denunciando de forma escancarada aos órgãos do estado e começar a intimidar essas pessoas para elas não acharem que podemos ser alvo toda e qualquer discriminação” declarou.

Perguntado se essa atitude de incentivar a retaliação não estaria incentivando outras atitudes radicais. “Muito pelo contrário, pois em uma guerra ao qual estamos sendo vítimas cotidianamente e com violências vindas de todos os lados, nós LGBTs temos que usar as armas disponíveis e fazer uma luta inteligente. Cultura não se muda com leis, mas com cultura e educação. Vamos criar a cultura da retaliação até que LGBTfobicos não nos humilhe, difame, não nos mate em boates, nas ruas, esquinas, casas. Quando esses doentes sociais compreenderam que o mundo é como é e as pessoas tem todo o direito de serem quem desejar ser, então terão de nós o que exalamos naturalmente, amor”. Queremos e exigimos tratamento com dignidade de ambas as partes, mas se vier com pancada, a regra é revidar com pancada, pois o que não dá e a gente ser sempre vítima.

 Confira o vídeo do programa. 

 

 

Onde denunciar a LGBTFOBIA  em Salvador

Grupo Gay da Bahia (GGB)

Endereço: Ladeira de São Miguel, 24 – Pelourinho. Salvador, BA.

Fone (71) 33222552 – ggb@ggb.org.br  – www.grupogaydabahia.com.br

 

Centro de Referência LGBT de Salvador

Endereço: Avenida Oceânica, nº 3.731, Rio Vermelho. Salvador, BA.

Telefone(71) 3202-2750

Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado

Endereço: Avenida Ulisses Guimarães, n.3.386, Edifício Multcab Empresarial, 3 andar, Sussuarana. Salvador, BA.

Telefone (71) 3117-9186

Ministério Público da Bahia/ MPBA: GEDEM/LGBT

Endereço:  Rua Arquimedes Gonçalves, no. 142. Jardim Baiano. Salvador, BA.

Telefone (71) 33211949

Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social

Núcleo LGBT

3ª Avenida, Plataforma 4, nº 390, 1º andar, CAB, Salvador, BA.

(71) 3117-6597

GGB Convida para ato quinta- feira (16) pelos mortos em boate LGBT dos Estados Unidos.

Salvador, Bahia, quarta-feira, 15 de junho 2016 – Do GGB

Velas acessas orlando

Acontecerá na próxima quinta-feira (16), em Salvador, ato público, promovido pelo  Grupo Gay da Bahia (GGB), em memória das 49 pessoas mortas no ataque terrorista homofóbico ocorrido no último domingo na boate LGBT Pulse em Orlando, na Flórida. Além das pessoas que estavam na boaete, o atirador foi assassinado pela polícia, totalizando 50 mortes. O ato acontecerá às 18h nas escadarias da Catedral Basílica de Salvador localizada no Terreiro de Jesus, Centro Histórico. O GGB convida todas as pessoas solidarias e pede para que levem flores e velas de sete dias  para serem acessas em memória das vítimas. as pessoas também poderão rezar, pedir a Deus que essas pessoas sigam o caminho da luz da vida eterna.

Segundo divulgou o GGB, o ato consistirá em acender velas em memória das pessoas que foram mortas. “Essa chacina premedita aconteceu no mês de junho que se comemora em todo mundo civilizado, o Dia Internacional do Orgulho Gay, dia em que a comunidade LGBT de Nova Iorque reagiu e estancou a violência policial contra os LGBT. Esse ataque nos apavora ao tempo que revela pois, a partir de agora, sem precedentes no mundo, paira uma ameaça constante contra toda a população LGBT do mundo, especialmente no ocidente”, disse o presidente do GGB, em nota.

“A nossa comunidade não pode viver ameaçada pelo medo causado por ataques motivados pela homofobia, lesbofobia e transfobia, independentemente de região geográfica que vive, religiosidade ou sistema politico vigente”, ressaltou Cerqueira.Dados do grupo indicam que no Brasil esse ano foram registrados 132 LGBTs. Desses, 17 foram na Bahia entre janeiro e junho desse ano.

Quinta-feira,16, ás 18h

Frente da Basílica da Sé de Salvador

Terreiro de Jesus S/N – Centro Histórico.

 

25 de maio – Dia Nacional da Adoção.

Toni david

David, Felipe, Jéssica, Toni e Alyson: filhos foram adotados já com a idade avançada. Poucos aceitam aquelas com mais de sete anos (foto: Valquir Aureliano)

Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de maio de 2016 – Por Marcelo Cerqueira .- Dia 25 de maio é comemorado em todo o Brasil como o Dia da Adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Para além de um ato de amor, a adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”. Algumas pessoas não podem ter filhos, alguns filhos foram abandonados por seus por seus pais e recolhidos por orfanatos e instituições do movimento social que realizam trabalhos de proteção à primeira infância.

Qualquer pessoa habilitada pode adotar uma criança hoje no Brasil, inclusive casais LGBT que dispõem de duas formas de ação. Adoção homoparental é aquela que o casal LGBT pode adotar de forma conjunta. Já a coadoção é quando um dos parceiros já possui filhos biológicos ou mesmo adotados, ou seja, é a adoção pelo outro parceiro. Adoção de crianças por LGBTs ainda é algo proibido na maioria dos países do mundo. No Brasil não seria diferente se não fosse uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu as relações entre pessoas do mesmo sexo como núcleos familiares, conferindo a elas o status de família. Essa decisão facilitou a vida dos casais que já se encontravam na fila de adoção dos orfanatos do Brasil.

A decisão veio em boa hora para o casal curitibano Toni Reis e David Harrad que tiveram de esperar cerca de sete anos para adotar Alysson, enquanto os casais heterossexuais no máximo esperavam um ano. Passados trinta e seis anos da fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), pelo professor Luiz Mott, muita coisa mudou nesse sentido, avanços e retrocessos são muitos. Uma pessoa LGBT que declare a sua orientação sexual pode adotar, talvez isso leve um certo tempo, considerando que a maioria das instituições e órgãos estão impregnados de LGBTfobia institucional, o casal  LGBT pode aumentar a sua família por meio da adoção, pra isso é preciso ser casados de fato e direito. É preciso que o casal apresente entre outros documentos a Certidão de Casamento emitida pelo Cartório Civil. O STF reconheceu adoção por casal LGBT e o Brasil avançou mais nos direitos dessa população. Entretanto, no Congresso Nacional, deputados rechaçam os diferentes núcleos familiares, não reconhecem essa união que precisa ser aprovada pelos deputados para ser um direito. Enquanto esse dia não chega a decisão do Conselho Nacional de Justiça continua valendo, mesmo porque o Congresso Nacional não tem poder para revogar uma decisão do Supremo Tribunal Federal, ao contrário.

Nos últimos meses, vimos pela televisão que alguns deputados federais não possuem nenhuma moral para emitir opiniões sobre esses temas modernos que se referem aos direitos civis como essas matérias. Esses deputados inventam calunias para atingir os LGBTs na sua dignidade. Eles se negam a reconhecer a diversidade de família e reconhecem apenas uma forma, o que é um erro premeditado, especialmente porque eles se beneficiam de algum modo junto aos seus eleitores ou mesmo dos líderes do seu segmento, inventam diferenças entre casais e núcleos familiares, o que não existe.

Não existe diferença entre um casal heteronormativo e homoafetivo. As pessoas possuem as mesmas capacidades de educar, prover e amar. A homossexualidade não é transmitida de pai para filho, senão todos seriam heterossexuais. Uma criança criada por um casal LGBT pode vir a ser homossexual, sim, ou não. Isso não depende da criação! O importante é reconhecer a capacidade de adotar e de amar e receber o amor desse ser que se insere na família em dose dupla, o amor do ato e o retorno dele nos gestos do cotidiano como a pronúncia da palavra pai ou mãe no caso da adoção por casal de mulheres. É importante conhecer os ciclos de um casal LGBT o que é muito similar aos heteronormativos. Quando um casal toma a decisão de adotar uma criança, esse casal de forma espontânea e inconsciente já se encontra vivendo em estágio pleno da relação homoafetiva, e adoção é apenas a finalização dessa instituição familiar. O processo de adoção é fácil; basta procurar um orfanato e ficar na espera da criança. Depois, fazer os procedimentos legais da adoção.

Talvez a criança seja alvo de preconceito, mas no geral entre adolescentes existe disputa de territórios. Os magros, gordos, negros passam por isso e apenas se tornam mais fortes. Por outro lado, veja que avanço: as escolas cada vez se adaptam para fazer reuniões de famílias e nãos de pais e mestres.  O mundo mudou; só quem se beneficia com a difamação, calunia e opressão aos LGBTs é que não mudam. Mas, podemos mudar com o nosso voto.

Atualizado em 25 de maio de 2016 ás 15h35min.

Marcelo Cerqueira,

Presidente do Grupo Gay da Bahia.

Ativista socialista pelos Direitos do KGBT da Bahia

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