Entidades em defesa dos direitos LGBTI divulgam Carta da Cidadania.

Documento traz plataforma em prol da aprovação de leis que garantam a plena cidadania das pessoas LGBTI

Brasília, DF, 04.10.2017 – 18:31

A Aliança de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Pessoas Intersexuais (LGBTI) – formada por representantes das Nações Unidas, do Governo Federal, do Senado e da Câmara Federal, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, de 15 partidos políticos e de ativistas de entidades de defesa de direitos de LGBTI  – entregou nesta terça-feira (29), ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a Carta da Diversidade, uma agenda em prol da aprovação de leis que garantam a plena cidadania das pessoas LGBTI.

A Carta traz uma  ‘Plataforma Nacional dos Direitos Humanos e de Cidadania das Pessoas LGBTI+ na Agenda Legislativa e de Litigância Estratégica’ que elenca alguns projetos de lei prioritários para aprovação pelo Congresso Nacional, entre eles: Projeto de Lei do Senado (PLS) 658/2011, que reconhece os direitos à identidade de gênero e à troca de nome e sexo nos documentos de identidade de transexuais; o PLS 612/2011, que reconhece como entidade familiar a união estável entre duas pessoas e prevê que a união estável poderá converter-se em casamento; além do PLS 470/2013, que dispõe sobre o Estatuto das Famílias.

A plataforma traz também alguns processos judiciais considerados prioritários pela Aliança LGBTI e que atualmente estão tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para: a criminalização da LGBTIfobia; o reconhecimento dos direitos de pessoas transexuais e travestis à mudança de nome e sexo, independentemente de cirurgia; e o uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero.

Vale destacar, que aprovação de leis que garantam a plena cidadania das pessoas LGBTI está alinhada com as diretrizes da Prevenção Combinada do HIV. Estratégia que preconiza, entre outras ações, a atuação em questões estruturais e/ou marcos legais como resposta a epidemia do HIV/aids. Atuação que contribui para o acesso das pessoas em situação de maior vulnerabilidade a infecção – como a gays, homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais – partir do enfrentamento de barreiras de acesso às políticas públicas, como o racismo a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, o respeito ao nome social de travestis e transexuais.

Acesse aqui a Carta da Diversidade

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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E qual a diferença entre ideologia de gênero e estudos de gênero?

Salvador, Bahia, 4 de outubro de 2017 – por Márcia Rocha / São Paulo.

Primeiro, entender que todos nós seres humanos possuímos um sexo e um gênero. Enquanto o “sexo” é o conjunto dos nossos atributos biológicos, anatômicos, físicos e corporais que nos definem menino/homem ou menina/mulher, o gênero é tudo aquilo que a sociedade e a cultura esperam e projetam, em matéria de comportamento, oportunidades, capacidades etc. para o menino e para a menina. O conceito gênero só surgiu porque se tornou necessário mostrar que muitas das desigualdades às quais as mulheres eram e são submetidas, na vida social, são decorrentes da crença de que nossa biologia nos faz pessoas inferiores, incapazes e merecedoras de menos direitos.

O conceito gênero buscou não negar o fato de que possuímos uma biologia, mas afirmar que ela não deve definir nosso destino social. Originalmente, as reflexões acerca da influência da sociedade e da cultura, no conjunto das definições que nos dizem o que é “ser homem” e o que é “ser mulher”, se iniciaram nas ciências sociais e humanas, como sociologia, história, filosofia e antropologia, mas, hoje, os estudos de gênero se constituem num campo multidisciplinar, composto por várias abordagens e presentes em todas as ciências – nas naturais, nas exatas, nas jurídicas, nas da saúde, nas da comunicação, do esporte etc.

Hoje os estudos de gênero se aproximam também das discussões com outras identidades, como raça-etnia, classe social, religião, nacionalidade, condição física, orientação sexual etc., sendo, por isso, chamados de estudos de interseccionalidade. O conceito gênero permite, ainda, explicar os sujeitos LGBT, especialmente os sujeito trans, na medida em que discutem, por exemplo, a identidade de gênero e o uso do nome social. Portanto, a perspectiva de gênero está na base dos novos direitos humanos e na justificativa das políticas de amparo às mulheres que repercute nas discussões acerca do conceito de vida e das leis sobre direitos sexuais e reprodutivos, e aborto e à população LGBT.

Sem dúvida, se considerarmos que o conceito gênero permite as discussões acerca da posição da mulher na sociedade, da aceitação dos novos arranjos familiares, das novas conjugalidades nos relacionamentos afetivos, ampliação da forma de ver os sujeitos da pós-modernidade e no reconhecimento da chamada diversidade sexual e de gênero, então, não há campo do conhecimento contemporâneo mais impactante e perturbador para as instituições conservadoras e tradicionais que os efeitos reflexivos dos estudos de gênero. Isso nos faz entender porque o empenho tão enfático, persistente e até, em algumas situações, antiético das instituições que criaram e divulgaram essa narrativa denominada “ideologia de gênero”. Na minha opinião, há usos distintos da chamada “ideologia de gênero”.

Parece que, no âmbito da cúpula da Igreja Católica, trata-se de uma questão dogmática e relacionada aos valores da ideologia judaico-cristã, que, segundo seus representantes, estariam sendo ameaçados pelo conceito gênero por causa das mudanças no comportamento das mulheres e nas leis sobre aborto, por exemplo, da aceitação das várias famílias e do reconhecimento dos direitos da população LGBT. Outro uso vem de representantes evangélicos: embora existam aqueles católicos que se aproveitam eleitoralmente dessa narrativa, usar a “ideologia de gênero” e sua suposta “ameaça” às crianças e à família tem sido mais presente em candidatos evangélicos – vide a chamada bancada cristã, que não apenas no Congresso Nacional, mas em todos os legislativos do país, deve aumentar, nas próximas eleições, à custa de campanhas cujo foco de “convencimento” deverá ser combater a ideologia de gênero

16 Parada LGBT da Bahia Premiação de Honra ao Mérito da Diversidade Cultural.

Salvador, Bahia, 10 de setembro de 2017.

Agraciados com a Premiação de Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT.

   

Coletiva de Imprensa 16a Parada LGBT da Bahia

Salvador, Bahia, 11 de setembro de 2017.

Bancada. Autoridades , Deputado Angelo Coronel  presidente da Assembléia Legislativa da Bahia (Alba), (PSD) e Deputado Bacelar (Podemos-BA), Federal.

 

    

 

 

Seminário debate LGBTI e trabalho na UNIFACS.

Bandeira LGBT com branco da paz!

Foto de capa para Face!

Por Genilson Coutinho para o Site Dois Terços (8/9/2017)

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Com expectativa de receber cerca de 900 mil pessoas, neste domingo, (10), Salvador recebe a 16ª Parada Gay da Bahia, que neste ano tem como tema “A comunidade LGBTI da Bahia pede paz”. O evento integra a programação da VI Semana da Diversidade LGBT, que acontece na cidade desde o último domingo (3), composta por eventos envolvendo seminários, palestras, música, dança, mostra de filmes, premiação, mostra de artes plásticas e desfile de trios elétricos.

Karol Conka, Lorena Simpson e Valesca Popozuda são atrações da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia

O evento tem início a partir das 11h, no Campo Grande, com show das estrelas do  transformistas de Salvador .

Ainda no Campo Grande, no Foyer do Teatro Castro Alves, também às 11h, será realizada a coletiva de imprensa da 16ª Parada Gay da Bahia, onde será feito um balanço da VI Semana da Diversidade LGBT com a presença de autoridades, artistas, madrinhas  da 16ª Parada Gay da Bahia.

Instituição irá distribuir mais de 10 mil camisinhas na 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia

Na mesma ocasião será realizada a entrega do troféu do GGB: “Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT”, a Skol, UBER dentre outros agraciados nesta edição .

CORTEJO DE TRIOS

A abertura oficial do cortejo dos trios começa às 15h30, com a execução do hino nacional pela cantora Marcia Short , coroação das madrinhas , discurso de autoridades .

Em seguida, o cortejo segue com 7 trios levando muita música eletrônica e shows.  Os trios seguirão o seguinte trajeto: Campo Grande, Av. Sete de Setembro, Mercês, Piedade, São Pedro e Praça Castro Alves com retorno pela Rua Carlos Gomes, Senador Costa Pinto, Aflitos, até o Campo Grande, com termino às 20h.

TRIO OFICIAL

Trio Oficial Porradão: Institucional Grupo Gay da Bahia / Grupo Quimbanda Dudu. Atração musical eletrônica, com bateria, DJ Oliver, Mary Jane Back e Spadina Banks.

Respectivamente, as madrinhas Tia Má e a Produtora Cultural, Flora Gil recebem faixa de madrinha, fazem discurso para a multidão. A madrinha Tia Má, após sua fala pede posição de respeito para execução do Hino Nacional. Na sequência, Flora Gil declara aberta a 16ª Parada do Orgulho LGBTI da Bahia.

Discursos oficiais da abertura. TRIO OFICIAL.

Dra. Anhamona de Britto, Secretária Municipal (Semur) Ivete Sacramento, Sua Excelência Deputado Ângelo Coronel Presidente da ALBA, Professor Dr.Luiz Mott fundador do GGB.

Camarote Maluf Eventos terá Lounge exclusivo do Burlesque Bar

TRIO II – Arco-Íris Trans: inclusão social, trabalho, renda e moradia.

Coordenação ativista Millena Passos.

Produção Eliizabeth Dantas

Produção Marcelo Cerqueira

Locução de Ângela Guimaraes

Atração musical: DJ Juba Moreno e Drags

TRIO III – Freedom /Liberdade!

Produção de Marcos Mello

Atrações: DJ´s da Boate Tropical.

Artistas: Marcela Nascimento (SP), Andrea Gasparelli (RJ) e Luiz Gasparelli (RJ).

TRIO IV – UBER Festa Chá da Alice

Cantoras convidadas – Karol Conka, Valesca Popozuda e Lorena Simpson

TRIO V – Coletivo Diadorim

Bahia sem homofobia e com mais inclusão

Atrações DJs e Drags

TRIO VI – CUT Viver nossa cultura, música e entretenimento cultural da diversidade

Atrações DJs e Drags

TRIO VII Dion Santiago 

Palco da Diversidade

Bonecas pretas

Projeto montado por artistas negros agregando a linguagem da dança, teatro e performance com a finalidade de discutir questões raciais, gênero e sexualidade. Os termos “boneca” recebe um novo significado diferente do usado pejorativamente para ofender, o “pretas” introduz a perspectiva racial. Elenco: ALEHANDRA DELLAVEGA, BRENDAH BARBIERIE, DANDARA BYONCE, FERAH SUNSHINE, SUZY D’COSTA, SASHA HEELS E YANNA STEFENS.

Coletivo HAUS OF GLOOM

A Haus dedica-se à produção e à promoção da arte Drag. Composto pelas Drags Aimée Lumiére, Aleera Cox, Amanda Moreno, Mary Jane Beck, Petra Perón, Spadina Banks e Gotham Waldorf.

As Monxtras

Com um discurso de resistência e diversidade, o coletivo liderado pela transformista Malaika SN declara: “Nos declaramos desta forma pois temos uma estética não convencional de drag e temos um discurso político-social muito associado ao que fazemos. Nos recriamos para transformar esse local de fala que a sociedade nos colocou – de pobres, pretos e periféricas – em arte”, explica Malaika SN.

 Suzzi D´Costa

Festa da Rainha Negra. Apresenta-se acompanhada de três bailarinos. Música de empoderamento negro, figurinos de época.

Duelo Bate Cabelo

Nathalya Stryker, Ludmilla Stryker, Eyshilla Borboleta Fabiane Galvão

Scarleth Sangalo

Acompanhada de balé. Artista abandona o universo cover para expandir novos horizontes em sua carreira. Na sua apresentação consta repertório que trabalha a representação e valorização do empoderamento LGBTQ+, através de uma construção artística em total consonância com o ideal de luta contra a homofobia e a violência. Para isso ela procurou agregar ao seu novo trabalho mais elementos e símbolos associados a essas identidades culturais e de gênero.

Grupo Move Femme

A proposta é levar ao públicos vertentes de danças urbanas voltadas para o gay, como vogue, stiletto, gay style, wacking. Formado pelos dancarinos. Yuri Ferreira , Marcos Silva, Deko Alves, Ramsés Zaid, Lucas dancer e Lucas Vasconcelos

Shows

15h – Cida Martinez

17h – Gerônimo e Banda Montserrat

19h – Cortejo Afro

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TV GGB

Campanha “Nós, por exemplo”

Roteiro LGBT completo de Salvador

Guia Gay Salvador

Guia do Ócio Salvador

Capa guia do ocio final  

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