Breve história do banco de dados virtual da Homofobia e Transfobia no Brasil

Publicado por WALTER SILVA em Symposium

 

O BOLETIM DO GGB

Falar em homofobia e transfobia neste país é falar também sobre a cumplicidade das instituições brasileiras com tais crimes, seja por omissão deliberada ou por atuação e engajamento em ativismo antigay e transfóbico. É apontar o tradicional descaso do Ministério Público, da OAB, dos juízes, dos delegados de polícia, do legislativo, do executivo, das igrejas e organizações humanitárias.
Com efeito, a iniciativa da laboriosa e dolorosa tarefa de coletar dados quantitativos e informações qualitativas a respeito dos números da violência homofóbica e transfóbica coube à própria comunidade sexo desviante, mormente levada a cabo por homens gays; um esforço corajoso e monumental obstruído constantemente pela natureza clandestina das violações de direitos humanos de pessoas LGBT e por forças reacionárias hegemônicas.
Essa pesquisa começou em agosto de 1981, mais de três décadas passadas; um ano e meio após a fundação do Grupo Gay da Bahia. Uma das ações mais significativas dos pioneiros do GGB foi justamente a edição de um periódico voltado para a conscientização política; o ”Boletim”. Através desse veículo de comunicação e integração social das minorias sexuais surge a divulgação sistemática da compilação dos assassinatos de gays, lésbicas, bissexuais e travestis no Brasil.
O levantamento das vítimas retoma o ano de 1969 e vai até 1981; o Padre Antonio Carneiro van der Linden é o primeiro nome da lista, cuja cabeça foi esmagada a pauladas. São ao todo vinte pessoas; uma farândola de espancamentos, pauladas, facadas, castração, enxadadas, estrangulamentos, degolas, tiros, garfadas, sevícias, esmagamentos, machadadas e pasme, até uma injeção de psicotrópicos dada em uma clínica psiquiátrica. Foi apenas em 2011, três décadas depois do GGB, que o governo federal, através da secretaria de direitos humanos da presidência da República, trouxe a público pela primeira vez dados sistematizados da violência que atinge pessoas LGBT, produzindo três relatórios consecutivos, atividade que cessou no ano de 2013.

O BLOG

A ideia de criar um banco de dados na internet para o desenvolvimento e maior visibilidade do trabalho de compilação primitivo surgiu em uma lista de discussão virtual. O ativista gay Benjamin Bee, um membro da lista, relembrou esse momento:

”Eu frequentava uma lista, se não me falha a memória, no YahooGroups. Acho que até posso confirmar se era lá mesmo. Nela estavam todos os líderes do movimento. Acho que o grupo se chama Gaylawyers na segunda etapa. Na primeira, o grupo era propriedade do Luiz Eduardo Piza, advogado que chegou a presidir a GADVs antes do Paulo Iotti. Depois passou a ser administrado pelo Roberto Warken. Mott (Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia) e Miriam Martinho (ativista lésbica histórica do grupo SOMOS) participavam do grupo. Desde sempre eu insistia com o Mott para criar uma página que catalogasse os crimes contra LGBT na qual se juntariam todas as pesquisas feitas por ele anteriormente. Ele não dava trela pra essa ideia até que, segundo ele, Miriam Martinho sugeriu a construção da página. Mott então jogou na rede um pedido para que alguém fizesse esse trabalho. Na mesma hora, ato contínuo, imediatamente abri o domínio ”homofobiamata.wordpress”. Avisei o Mott que em seguida me pediu que encontrasse alguém que levasse o projeto adiante. Foi quando contatei o Dudu (Eduardo Michels, o administrador, investigador, redator, criador e pesquisador do site) que prontamente aceitou.”
O blog ”Quem a Homofobia matou hoje?” (depois ”Quem a Homotransfobia matou hoje?”) nasceu então entre 2011 e 2012. tornando-se o herdeiro dos antigos BOLETINS do GGB e o único banco de dados da homofobia e transfobia do Brasil (com exceção dos dados levantados pelo governo federal entre 2011 e 2013), recebendo uma média de 300 a 600 visitas por dia.
O criador do Blog, graduado em Ciências Sociais e Jurídicas pela UFRJ, Eduardo Michels, revelou as dificuldades iniciais resultantes da natureza peculiar do ofício e a posterior modificação cultural de setores da sociedade em função da sua pesquisa:

”No início do Blog todo mundo criticava; ‘que coisa horrível, só se vê sangue, sensacionalismo, jornal pasquim’, diziam.Depois quando o blog foi crescendo, aumentando a importância, toda semana eu recebia ameaça de advogado dizendo que ia me processar, que ia processar o blog, ameaças das famílias das vítimas que queriam manter a orientação sexual ou identidade de gênero dos parentes na clandestinidade. As famílias ficavam revoltadas por se tirar do armário as vítimas; agora depois do blog, todos esses anos, não. Pelo contrário, a família vem até me agradecer, porque nós colocamos que foi crime de homofobia, embora não seja tipificada penalmente, mas a família aprova e até procura por justiça”.
Eduardo é uma espécie de ”faz tudo”; administra o blog, investiga os crimes, monitora as mortes, compila os casos, extrai informações,banca o detetive, produz resumos. Além dele há um colaborador que prefere se manter anônimo e é o responsável por transformar os dados em planilhas e gráficos; Michels também é auxiliado por vários colaboradores eventuais, militantes famosos (Letícia Lantz, Deco Ribeiro) ou anônimos. No final do ano, tradicionalmente, o fundador do Grupo Gay da Bahia, o antropólogo e professor aposentado Luiz Mott, que coordena e propõe alterações no blog oferece então um realease para a imprensa dos dados obtidos ao longo dos meses.

Continua…

A cada 25 horas, 1 homossexual é assassinado no Brasil, diz pesquisa do GGB

Sayonara Moreno, da Agência Brasil

Em 2017, até o início deste mês, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) foram assassinadas no Brasil devido à discriminação à orientação sexual.

A informação é do Grupo Gay da Bahia (GGB), que participa de programação sobre o tema durante toda esta quarta-feira (17), Dia Internacional Contra a Homofobia.

O militante LGBT e membro honorário do GGB, Genilson Coutinho, informa que o dia será marcado por debates em diversos pontos de Salvador, como centros de apoio, para que a violência contra LGBT’s não seja esquecida e se torne alvo de medidas legislativas e políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal.

Violência institucionalizada

Para Genilson Coutinho, a crescente violência contra pessoas LGBT, pode ser atribuída a diversos fatores, sobretudo à impunidade, porque não há nenhuma lei que torne crime esse tipo de violência.

Não há uma lei que criminalize a homofobia no país, que faça com que as pessoas abram os olhos e desaprovem isso. A impunidade fortalece a violência diária. O criminoso mata hoje e com um habeas corpus é liberado. Isso institui a banalização, porque a cada 25 horas um homossexual é assassinado no Brasil, a cada dia uma família é dilacerada pela morte de filhos LGBT.

Além disso, ele cita, como forma de sustentar a homofobia, a ausência de políticas públicas e a falta de atendimento apropriado a essas pessoas, em locais de denúncias e apoio, o que institucionaliza esse tipo de violência.

Coutinho lembra conta que muitos casos deixam de ser registrados em delegacias, por exemplo, porque as vítimas passam por constrangimentos, o que acaba sendo uma segunda violência. “Elas acabam sendo culpabilizadas e responsabilizadas pela violência que sofreram”.

Leia mais: huffpostbrasil.com

HOMOFOBIA MATA DIARIAMENTE

Mapa de direitos LGBT e dados sobre violência mostram divisões e contradições no Mundo.

Dados sobre legislação e violência relacionada à comunidade LGBT mostram que o Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado na quarta-feira, 17 de maio, ainda tem muito contra o que lutar. No mundo, pelo menos 72 países, estados independentes ou regiões criminalizam a homossexualidade.

Segundo o levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia, 347 LGBTs foram mortos por causas violentas no Brasil em 2016. A pesquisa foi feita de forma hemerográfica, ou seja, com base em notícias publicadas em veículos de imprensa. Os dados da entidade já foram usados como referência para elaboração do Relatório de Violência Homofóbica no Brasil, da Secretaria de Direitos Humanos, em 2013 e trazem informações como a idade das vítimas. No gráfico abaixo é possível observar que o maior número de mortes ocorre na faixa dos 21 a 30 anos.

http://blogs.oglobo.globo.com/na-base-dos-dados/post/mapa-de-direitos-lgbt-e-dados-sobre-violencia-mostram-divisoes-e-contradicoes.html?loginPiano=true

GGB ganha Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal

Salvador, Bahia, sexta-feira, 28 de abril de 2017 – Do GGB – O Grupo Gay da Bahia (GGB) é um dos finalistas na categoria Responsabilidade Social da V Edição do Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal, instituído há quatro anos pela Associação Nacional dos Procuradores da República no Distrito Federal. A relação dos finalistas foi divulgada na última quarta-feira, 25 em Brasília. A iniciativa institucional premiada foi o site HOMOFOBIA MATA https://homofobiamata.wordpress.com/ que representa único banco de dados de crimes letais  com motivação na orientação sexual ou identidade de gênero da vítima.

O site existe desde 2009, servindo de fonte para alimentar órgãos governamentais, a imprensa nacional e internacional com dados estatísticos e tabelas, cobrindo todos os estados brasileiros, com especificação demográfica das vítimas e as causas mortis. Nesse último  dia 26, o programa Profissão Repórter  da Rede Globo de Televisão, utilizou esses dados para chegar à conclusão de que o Brasil é o pais que mais mata LGBT no mundo: 40% dos assassinatos ocorrem em nosso país, um “homotranscídio” por dia. O programa mostrou o calvário da travesti Dandara no ceará. No inicio do mês de março, Dandara aparece recebendo diversos tapas e chutes, cacetadas por um grupo de homens naquele Estado, depois eles carregam Dandara em um carro de mão, jogam em um terreno baldio e disparam tiros de pistola contra ela que morre. Este caso pela brutalidade chocou toda a sociedade Cearense, e Brasileira.

O site atualmente é hospedado gratuitamente na plataforma do WordPress e monitorado por três voluntários. O GGB comemora o resultado da seleção :“ Não é toda hora que se ganha prêmio, ainda mais de uma entidade tão séria como a Associação Nacional dos Procuradores da República” comemora Marcelo Cerqueira, presidente da entidade, informando também que decidiu escrever a iniciativa para especialmente iniciar um debate com o Sistema de Justiça Brasileiro. Cerqueira pretende ampliar a questão do debate sobre a criminalização da homofobia e iniciar uma cultura da importância do entendimento do Delegado de Polícia, o Promotor Público e Juiz que crimes contra LGBT são crimes motivados pelo ódio e aplicação da Lei deve ser urgente, mesmo que para isso seja necessário aplicação de penas alternativas. ” A sociedade não pode conviver com a sensação de impunidade, em relação aplicação justa da Lei, nesses caso”, defende Cerqueira.

A entrega do Prêmio acontece na primeira quinzena de maio, em Belo Horizonte, reunindo todos os demais premiados. O site HOMOFOBIA MATA é coordenado pelo antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB em 1980, e pelo criador e pesquisador do site, Eduardo Michels, do Rio de Janeiro. Como valor do prêmio, 5 mil reais, O GGB pretende investir para melhorar a plataforma web e dar mais capilaridade a iniciativa nacionalmente.

Regsitrou mais de  1.386.807.00 visualizações de todo o mundo, 121 países,: os Estados Unidos aparece em primeiro lugar, seguido de Portugal, Reino Unido, Itália e Alemanha. Ucrania, Lituânia, Kwait, Tailândia, predominando visitantes brasileiros.

A nova versão do site vai receber conteúdos informativos com endereços, telefones, e-mail de  dirigentes dos órgãos públicos nacionais que compõem o Sistema de Justiça, extensivo ao movimento social de direitos humanos nas principais capitais.

https://homofobiamata.wordpress.com/

Casal de idosos denuncia agressão homofóbica Flavio Micelli e Eduardo Michels relataram ter sido agredidos verbal e fisicamente por vizinhos ao sair de casa, na Tijuca

Salvador, Bahia, 27 de abril de 2017 – Do Dia, Rio de Janeiro.

Rio – Dois homens idosos foram vítimas de agressão homofóbica na tarde do feriado de Tiradentes, na última sexta-feira. Flavio Micelli, 60, e Eduardo Michels, 62, foram atacados por vizinhos ao sair de casa, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Segundo as
vítimas, as agressões foram praticadas por cerca de 20 homens, que estavam em uma festa organizada por vizinhos na vila onde Eduardo morava. Flavio relatou ter sido jogado no chão e golpeado repetidamente com chutes na cabeça e na genitália, enquanto os homens gritavam frases como “vai dar o c… em outro lugar”, “toma esse chute no saco, porque você não vai mais usar” e “aqui não é lugar de viado”, além de ameaças de morte. Um outro vizinho teria segurado Eduardo pelo pescoço e pelo braço contra a parede.

O casal contou ter ouvido ameaças poucas horas antes das agressões. Ao colocar um som alto para a festa, um dos vizinhos teria gritado “não tem problema, já estou com o pau aqui, hoje eu pego eles”. Flavio e Eduardo já vinham sendo hostilizados por pessoas da vizinhança, que jogavam urina, cigarros e lixo nas proximidades da residência. “Saímos de lá por medo de sofrer uma violência, mas eles vieram imediatamente para cima da gente. Só não morremos porque um grupo de mulheres conseguiram separar a briga e levar a gente de volta para casa, de onde chamamos a polícia”, disse Eduardo. “De pesquisador, virei estatística”, completou ele, que há 37 anos produz relatórios acerca de mortes na comunidade LGBT para a ONG Grupo Gay da Bahia.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) divulgou o caso em suas mídias sociais e criticou a atuação da polícia no caso. Segundo ele, a denúncia só foi prontamente atendida quando os suspeitos acionaram os policiais e disseram ter sido atacados
por Eduardo e Flavio: “(As vítimas) viram-se de frente mais uma vez com pouco caso, desdém, hesitação em registrar a queixa… Mais homofobia”, escreveu o deputado, que ofereceu apoio jurídico ao casal. Ao DIA, ele disse ainda que quer chamar a atenção para a homofobia institucional: “Essa discriminação impede que as vítimas denunciem, já que serão mal-tratadas, e encorajam futuros agressores a prosseguirem com os crimes”.

As vítimas concordaram com a avaliação do deputado: “Os policiais cumprimentaram os agressores e nem olharam na nossa cara”, declarou Eduardo. Ainda segundo ele, os problemas continuaram ao fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal: “Mal nos avaliaram. Flavio está com o corpo todo machucado, mas não deixaram nem ele tirar a camisa para mostrar”, contou. O caso foi registrado na 20ª DP (Vila Isabel).

Eduardo e Flavio tentaram entrar em casa na última segunda-feira para buscar seus pertences e alimentar os peixes do aquário, mas foram impedidos pelo zelador: “Entrei em contato com a imobiliária e eles se recusaram a resolver. Consegui entrar rapidamente na casa para buscar meus documentos, mas haviam trocado a fechadura do portão e para conseguir sair precisei acionar mais uma vez a polícia, que arrombou o portão”, disse Eduardo. Ao tentar resolver o problema com a imobiliária, ele disse ter sido ameaçado de ser despejado: “A imobiliária foi omissa. Como vão me despejar? O aluguel está em dia, quem vai cancelar o contrato sou eu. Meu companheiro chorou ao ouvir isso”.

Agora o casal está requisitando uma medida cautelar para entrar no imóvel com escolta policial e retirar seus pertences. Por causa do feriado, o pedido só deverá ser deferido na semana que vem, quando a imobiliária será notificada. Procurada, a Imobiliária Zirtaeb não foi encontrada para comentar o assunto até o fechamento desta reportagem.

Eduardo e Flavio, que estão juntos há 20 anos, disseram estar traumatizados com o ocorrido: “Desde que me mudei os vizinhos torceram o nariz para nós porque somos gays e idosos. Mas isso foi o estopim do ódio, uma tentativa de homicídio. Pessoas normais não se juntam para tentar matar um vizinho”, lamentaram.

Jean Wyllys

há 4 horas

Nós fomos agredidos outra vez! Fizeram mais uma vítima de violência motivada por homofobia!

Na última sexta-feira, feriado de Tiradentes, Eduardo Michels e o seu companheiro Flavio Micelli foram linchados pelos vizinhos sob os gritos de “aqui não é lugar de veado”, “tome esse chute aqui no saco, porque você não vai usar ele”.

Dois senhores de 62 e 60 anos, respectivamente.

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Polícia carioca liberta gay de cárcere privado na Tijuca, Rio de Janeiro.

Salvador, Bahia, 25 de abril 2017 – Do GGB .

O carioca aposentado Eduardo Michels, 6o anos, viveu dias de medo e nas ultimas 72h passou por momentos de pânico, tortura psicológica sozinho no apartamento, alugado há mais de três anos na Barão de Mesquita, 732, apartamento 101, bairro da Tijuca no Rio de Janeiro. Ele só conseguiu reverter a situação graças a utilização de um aparelho de celular que fez contato com o Grupo Gay da Bahia (GGB) por volta das 15h de ontem, 24, pedindo ajuda e preocupado com seu companheiro,  Flavio Micelli, 60 anos, morador no mesmo  bairro, conduzido a força por vizinhos de Eduardo, até a 20ª Delegacia de Polícia da Tijuca, obrigando-o assinar Boletim de Ocorrência, responsabilizando-se por ter supostamente agredido um morador, fato que ambos negam, situação improvável considerando o tipo físico do casal de gays ambos da terceira idade. Era por volta das 18h quando Eduardo enviou outra mensagem ao celular do presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, demonstrando-se muito aflito e dizia que estava preso dentro de casa, sem condições de sair. “SE eu não sair, eu sinto que eu vou morrer esta noite, me ajude”, disse por mensagem de áudio.

O GGB fez contato com o ativista Carlos Tufvesson participando a situação e pedindo ajuda. Carlos, participou o caso as autoridades policiais cariocas solicitando que enviassem uma viatura ao local para averiguar a situação. O presidente do GGB ainda fez contato com a 20ª DP da Tijuca, na tentativa de falar com a delegada titular de Barbara, sem sucesso, sendo atendido apenas por telefone com o Inspetor de prenome Júnior, por volta das 17h. O mesmo orientou ligar para o 6ª Batalhão, que a Delegacia não podia fazer nada.

Diante do tempo que passava o presidente do GGB resolveu lançar um dramático pedido de ajuda através de sua página no Facebook, e uma corrente de solidariedade começou a ser desenhada. “Eu estava exausto, mas quando eu vi as pessoas se mobilizando, fazendo contatos com outras, oferecendo ajuda, fiquei emocionado demais e percebi que tudo iria dar certo,” disse Cerqueira, que acordou por volta das 0:54hs e graças a uma ação em cadeia de solidariedade tudo já estava resolvido.

Um recado muito animador veio da ativista Denise Taynah Leite servidora da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, que atende na Superintendência de Direitos, individuais, coletivos e difusos. “Tentei falar com o seu Eduardo, por várias vezes, sem sucesso, mas na segunda mensagem ela revelou que já havia falado com ele e estava tudo sob controle” disse ao tempo que informou ter uma viatura da Polícia Militar carioca se dirigindo ao local.

De acordo com Denise Taynah a vítima havia sido resgatada por volta das 0h20min de segunda para terça-feira, 25, por uma viatura da PM a sub-tenente que não teve o nome revelado, quebrou todos os lacres que os agressores haviam colocado na porta pelo lado de fora e tirou a vítima do local levando consigo poucos pertences pessoais e documentação básica.  Denise revela que os vizinhos agressores quebraram o interfone do apartamento e colocaram um aviso informando que estava com defeito, desligaram a luz do apartamento da vítima para que ele não se comunicasse com ninguém denunciando as ameaças, ainda trocaram a fechadura de um portão de acesso principal para que ele não saísse. Uma viatura de polícia vai garantir a segurança da vítima durante a mudança.

A situação teve origem devido ao mesmo ter constantemente reclamado de som mecânico de alguns vizinhos muito alto em horários inoportunos, isso teria gerado a ira dos moradores contra o gay. Os culpados deverão responder por cárcere privado e danos morais.

A convite o casal de gays estiveram na manhã dessa terça-feira, 25, ás 10h na sede da SUPERDir, onde relataram para o Coordenador Fabiano Abreu, todo o ocorrido. Foram, hoje mesmo, encaminhados através de ofício para o NUDIVESIS – Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual, órgão da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, com a qual a SUPERDir mantém um Termo de Cooperação Técnica, para as devidas providências cabíveis. O deputado Jean Wyllys também está acompanhado o caso de perto dando suporte a vitima de homofobia praticada pelos vizinhos. O caso tomou grande proporção nas mídias sociais. “Qualquer um de nós está sujeito a passar por momentos como este” disse o ativista Ricardo Rocha Aguieras de São Paulo, que manifestou-se por meio de sua página no Facebook no dia de hoje. “Eu liguei, e o caso já estava se resolvendo, felizmente” disse.

GGB vai disponibilizar redes de acolhimento em todo o Brasil

Disponibilizar informações contendo endereços, telefones, e-mails de órgãos públicos e entidades da sociedade civil, fóruns conselhos e pessoas de contato em todo o Brasil para serem comunicadas exclusivamente em situações como esta que ocorreu com o desing gráfico Eduardo Micaels,62 anos, é a meta do Grupo Gay da Bahia para esse ano.

Todo o conteúdo de informações que as pessoas poderão ter acesso em situações de violência será disponível na plataforma “Homofobia Mata” site mantido pelo Grupo Gay da Bahia, que divulga as estatísticas de crimes envolvendo LGBT em todo o Brasil. “A distância onde o fato estava acontecendo, a sensação de revolta, a necessidade de fazer algo real, foi um grande drama vivido por nós também, mas graças a redes sociais, tivemos existo” declarou Marcelo Cerqueira informando ainda a necessidade de criar uma rede online com todos esses endereços para que a pessoa em uma situação similar possa pedir ajuda.

O site “Quem a homofobia matou hoje, ou homofobia mata” é uma publicação do Grupo Gay da Bahia, atualizado pelo desing gráfico Eduardo Micaels diariamente. O site foi uma ideia criada por ele e pelo presidente de honra do GGB, professor Luiz Mott. O site é a principal referencia em estatísticas de crimes LGBT no Brasil. As redes de apoio e promoção dos Sistema Justiça e Assistência Social devem contemplar as capitais brasileiras. Considerando o tamanho da pesquisa, a entidade solicita voluntários para fazer a pesquisa junto aos órgãos públicos e sociedade civil em todo o Brasil. Até o fechamento dessa matéria o GGB não conseguiu fazer contato com a outra parte, mas o canal de comunicação estará aberto para a defesa.

Para enviar a relação completa dos órgãos de justiça e assistência social da sua cidade para publicação online poderá ser utilizado o e-mail ggbbahia@gmail.com

site: https://homofobiamata.wordpress.com/

Luciana Gimenez e C&A estão entre ‘vencedores’ do Oscar Gay 2017

‘Inimigos’ dos LGBT receberam o Troféu Pau de Sebo do Grupo Gay da Bahia

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RIO – O Grupo Gay da Bahia (GGB), em uma tradição que já dura 26 anos, escolheu para 2017 os vencedores do Oscar Gay. Entre as mais de 20 personalidades, instituições e organizações que foram premiadas pelo Troféu Triângulo Rosa — uma referência ao símbolo que marcava os homossexuais durante o regime nazista —, estão a apresentadora Luciana Gimenez, que pediu respeito aos transsexuais; a lutadora de MMA Amanda Nunes, que se declarou lésbica publicamente; e o ambulante Luiz Carlos Ruas, espancado e morto no metrô de São Paulo após defender travestis.

 Leia mais sobre esse assunto em oglobo

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