A Conquista da Sala do Peão “Nudismo”

Foi muita coragemOseas Santana, Luiz Mott, Claudio Almeida e Otávio Reis / Foto: Marcelo Cerqueira – Praia de Massarandupió – Entre Rios, Bahia A Conquista da Sala do Peão: O Dia em que o GGB Derrubou as Fronteiras do Preconceito em Massarandupió Por Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial O ano era 2004. O cenário, as dunas e o mar de Massarandupió, no município de Entre Rios. O que deveria ser um santuário de liberdade e retorno à natureza, a famosa praia de naturismo, havia se transformado em um território de exclusão biopolítica. Sob o manto conservador da “defesa da família e dos casais”, associações locais barravam a entrada de homossexuais e grupos de amigos gays na área conhecida como Sala do Peão. Mas a força estratégica do Grupo Gay da Bahia (GGB) não permitiria que o paraíso fosse interditado pelo preconceito. O Conflito: O Naturismo como Disfarce para a Exclusão A denúncia chegou ao GGB com o peso da indignação: gays estavam sendo impedidos de acessar a praia sob a alegação de que o espaço era restrito a “famílias”. Era a utilização da heteronormatividade como filtro de acesso ao logradouro público. A resposta de Luiz Mott e do GGB foi imediata e institucional. Não se tratava apenas de um dia de sol, mas do direito constitucional de ir e vir, da isonomia garantida pelo Artigo 5º da nossa Carta Magna. Fomos à luta. O protesto não foi apenas um grito na areia; foi uma articulação de inteligência que levou os presidentes das associações de naturismo (AMANAT e ABANAT) à mesa de negociação da Defensoria Pública do Estado da Bahia. O Marco Histórico: 09 de março de 2004 Naquela tarde, às 16h30, o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública tornou-se o tribunal da diversidade. Sob a mediação dos defensores Edinaldo César Santos Júnior e Firmiane Venâncio, o GGB confrontou a lógica segregacionista. O resultado foi um Termo de Acordo histórico que mudou a geografia do respeito no litoral baiano. O documento, fundamentado no princípio da igualdade, foi implacável: Fim do Veto: Ficou terminantemente proibida qualquer restrição de entrada baseada na orientação sexual. Derrubada das Placas: As associações tiveram o prazo recorde de 48 horas para retirar ou retificar as placas de sinalização que restringiam o ingresso apenas a “casais e famílias”. Multa Pesada: O descumprimento do acordo implicaria em uma multa de 10 salários mínimos, revertida para a comunidade local, além de medidas judiciais imediatas. O Legado: A Liberdade sem Filtros A vitória em Massarandupió foi pedagógica. Ela ensinou aos gestores de espaços privados e públicos que o corpo dissidente não aceita cercas. A Sala do Peão, antes símbolo da interdição, tornou-se o marco da resistência. Hoje, ao olharmos para trás, percebemos que aquela ação foi mais que um protesto; foi uma aula de advocacia em direitos humanos. O GGB não apenas garantiu o acesso à praia; ele garantiu que o naturismo baiano fosse, de fato, fiel ao seu código de ética: a aceitação amigável e respeitosa de quem quer que seja. Vinte e dois anos depois, a história de Massarandupió permanece viva como um lembrete de que, onde houver uma placa de exclusão, haverá a inteligência do GGB para derrubá-la. https://www1.folha.uol.com.br/paywall/login.shtml?https://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u91338.shtml http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_041/midia.html
17 de Maio de 1990: a data que a OMS não escreveu sozinha

Marcelo Cerqueira O Brasil foi o primeiro país do mundo a despatologizar a homossexualidade. Esta não é uma metáfora, é um fato histórico documentado, e ele começa na Bahia. Em 1983, durante a 35ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus de Ondina, em Salvador, entre os dias 8 e 15 de julho, o Grupo Gay da Bahia (GGB) marcou presença de forma criativa e ousada. A reunião foi precedida por uma ameaça anônima de bomba contra a participação dos gays, mas o grupo não se intimidou. Instalou uma barraca com agulhas e carretéis de linha para furar a orelha dos homens, a sensação do evento. Na Assembleia Geral, o antropólogo Luiz Mott, já apelidado de “Capitão Mottinha, Xerife Gay do Brasil”, subiu à tribuna e apresentou uma moção histórica: a anulação do CID 302, código da Classificação Internacional de Doenças que classificava a homossexualidade como transtorno mental. A moção foi aprovada por unanimidade pelos cientistas presentes e enviada ao Ministério da Saúde. O GGB não parou por aí. Iniciou uma campanha nacional de coleta de assinaturas que percorreu o Brasil de norte a sul. Foram 17.170 assinaturas, entre elas as de personalidades como Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, ambos senadores à época. O Boletim do GGB (1981-2005) detalha toda a campanha “Mais Cuidado com os Gays”, com cartas enviadas e abordagens diretas ao Ministro Jair Soares, do INAMPS, que perguntado sobre sua opinião acerca dos gays, declarou que “não tinha opinião formada”. As assinaturas foram protocoladas no Ministério da Saúde, que consultou o Conselho Federal de Medicina. Em 9 de fevereiro de 1985, em sua Seção Plenária, o CFM deliberou: “homossexualidade não é doença, é orientação sexual”. O parecer afirmava que “a presente consulta teve origem em solicitação do chamado ‘Grupo Gay da Bahia’, de que fosse considerado sem efeito, em território brasileiro, o diagnóstico 302.0, da Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial de Saúde, que qualifica a homossexualidade de ‘Desvio e Transtorno Sexual’”. Com essa decisão, o Brasil antecipou em cinco anos a Organização Mundial da Saúde, que só retirou a homossexualidade do CID em 17 de maio de 1990, a data que hoje celebramos como o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia. A Bahia também esteve presente em Genebra. A médica legista baiana Doutora Maria Teresa Pacheco participou da Conferência da OMS e votou decisivamente pela despatologização. Em seu apartamento na Graça fez o relato ao presidente do GGB, ela afirmou que agiu assim porque sabia ser a vontade de seu grande mentor, o médico Estácio de Lima, figura seminal da medicina legal brasileira, tropicalista e professor da Faculdade de Medicina da Bahia. Uma corrente de saberes e afetos que liga a ciência baiana à decisão da OMS. Portanto, caro leitor do nosso Bnews, quando celebramos o 17 de maio, não estamos apenas marcando uma data no calendário. Estamos celebrando a coragem de cientistas, ativistas e médicos que ousaram dizer que amar não é doença. Estamos honrando a memória de uma luta que começou numa barraca de madeira na terra vermelha da UFBA, percorreu os Estados Brasileiros, corredores do Ministério da Saúde, chegou ao Conselho Federal de Medicina e atravessou o Atlântico até Genebra. Essa história tem nome, tem rosto e tem endereço: Luiz Mott, Salvador, Bahia, Brasil, Grupo Gay da Bahia. Luiz Mott, o Sismológo da Alma Gay; 80 anos de Memória e Insurgência. Marcelo Cerqueira, Gestor Público, Escritor Ativista da Diversidade
Mãos, Mitos e Mapas

O que a Ciência e a História revelam sobre o “Pacote” Nordestino Por: Redação Insurgente No imaginário popular brasileiro, a anatomia masculina nunca foi apenas uma questão de urologia; é um território de disputa simbólica, curiosidade e, acima de tudo, identidade. Quando falamos do homem nordestino, as lendas urbanas ganham contornos de soberania. Mas o que há por trás do mito? Do índice dos dedos às invasões holandesas, fomos buscar a resposta para a pergunta que não quer calar: o que define, afinal, o vigor do homem da nossa terra? Se você acha que a relação entre mãos e dotação é apenas conversa de bar, a academia discorda. Existe um campo de estudo sério sobre a Razão Digital (2D:4D). Estudos publicados no Asian Journal of Andrology sugerem que a proporção entre o dedo indicador (2º dedo) e o dedo anelar (4º dedo) é um marcador biológico. A regra matemática sugere: quanto menor o indicador em relação ao anelar, maior tende a ser o comprimento peniano. Isso ocorre devido à exposição à testosterona ainda no útero materno. Ou seja: mãos com anelares proeminentes são o “cartão de visitas” de um desenvolvimento hormonal robusto. A Mística Baiana: Genética e Resistência Quando entramos no terreno baiano, o mito encontra a realidade da diáspora. Os homens pretos da Bahia entram nesse mercado com o que a sabedoria popular chama de “ponto a mais”. Mas, para além do fetiche, existe a biopolítica. A Bahia, como epicentro da resistência africana no Brasil, preservou biotipos de linhagens guerreiras que estatisticamente apresentam maior densidade muscular e estruturas ósseas largas. A “fama” baiana é, na verdade, o reflexo de uma genética que não foi apagada, mas potencializada pela ginga e pela soberania de corpos que sempre se recusaram à submissão. A rivalidade com Pernambuco ganha agora um capítulo histórico fascinante. Se a Bahia ostenta o vigor da matriz africana pura e altiva, Pernambuco carrega a fama da miscigenação singular. Diz a tradição que o porte do homem pernambucano foi moldado pelo encontro genético com os holandeses. Expulsos da Bahia pela bravura local, um espírito de independência que culminou no glorioso 2 de Julho, data máxima da soberania baiana, que prenuncia o 7 de setembro, os batavos fixaram-se no Recife. Essa herança europeia, misturada ao vigor dos povos nativos e pretos do Recife, criou um biotipo pernambucano que alia estatura e resistência, alimentando a lenda de que o estado é um dos “celeiros” de homens bem dotados do Brasil. Sobre o polegar, o mito persiste: muitos acreditam que a curvatura do dedão indicaria a direção ou o ângulo do pênis. Embora a ciência não confirme essa correlação direta, o formato das mãos é um indicativo de harmonia estética. Homens com mãos grandes e dedos bem estruturados geralmente possuem uma anatomia proporcional. Na Bahia e no Pernambuco, essa “harmonia” parece ser a regra, e não a exceção. Como estrategistas da diversidade, reafirmamos: a verdadeira “dotação” do homem nordestino, seja ele baiano ou pernambucano, está na sua autoestima política. O tamanho pode ser um detalhe anatômico, mas o vigor é fruto de uma história de lutas, de uma alimentação rica em nutrientes da terra e de uma cultura que celebra a corporalidade e o prazer. Seja pela testosterona uterina revelada nos dedos, pela herança holandesa de Pernambuco ou pela ancestralidade preta e inabalável da Bahia do 2 de Julho, o fato é um só: o Nordeste continua ditando o padrão de potência do homem brasileiro.
10 Anos do Centro de Referência LGBT+ Vida Bruno

No ato de assinatura do Decreto Municipal, realizado em 16 de maio de 2016, no Gabinete do Prefeito, estiveram presentes a Professora Ivete Sacramento, Secretária da Reparação; a Vice-Prefeita Célia Sacramento; a Vereadora Fabíola Mansur, autora do projeto; o Prefeito ACM Neto; Marcelo Cerqueira, assessor da vereadora; Milena Passos, representante do movimento social; o Deputado Federal Antônio Imbassahy; e Léo Kret, Ouvidora Salvador Celebra Aniversário do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno: Uma Década de Acolhimento, Luta e Transformação por Direitos Humanos e Diversidade Salvador, 17/03/2026 – A capital baiana celebra mais um aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, equipamento público que se consolidou como símbolo de acolhimento, proteção, cidadania e promoção dos direitos humanos para a população LGBTQIA+ em Salvador. O equipamento é muito mais do que uma estrutura de atendimento, o Centro representa uma conquista histórica dos movimentos sociais, da luta institucional e da construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da LGBTfobia, à valorização da diversidade sexual e de gênero e à garantia de direitos. Ao longo de sua trajetória, o Centro tornou-se uma referência no atendimento especializado, na escuta qualificada e na articulação de ações intersetoriais voltadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas queer, intersexo, assexuais e demais identidades da diversidade. Sua atuação reafirma o compromisso de Salvador com uma cidade mais justa, inclusiva e preparada para acolher a pluralidade de sua população com respeito, dignidade e humanidade. A Diretora da Reparação, Léo Kret do Brasil comemora “Celebrar o aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno é reconhecer uma história construída com coragem, articulação política, escuta social e compromisso com a vida. É também reafirmar que o enfrentamento à LGBTfobia, a promoção da cidadania e a defesa da dignidade humana seguem como tarefas permanentes” Disse Léo Kret do Brasil Diretora Geral do Departamento de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ ao tempo que afirma “Em Salvador, o Centro Vida Bruno permanece como espaço de esperança, proteção e transformação, demonstrando que políticas públicas efetivas podem mudar realidades, salvar vidas e fortalecer a democracia” conclui a Diretora. A criação do Centro nasceu de uma demanda histórica do movimento social, em especial do Grupo Gay da Bahia (GGB), que identificou a urgência de um equipamento público capaz de receber demandas cruciais da população LGBT+, sobretudo nas áreas de assistência jurídica, atendimento psicológico e assistência social, com atenção especial ao enfrentamento das violências. Essa escuta social encontrou eco no Legislativo municipal e deu origem a uma agenda concreta de transformação institucional. Discurso do Prefeito Municipal de Savador, ACM Neto – Imagem Genilson Coutinho – 16/05/2014 | 16h05 A então vereadora Fabíola Mansur, em seu primeiro mandato, acolheu a proposta e a transformou em projeto de lei, sensibilizada pelo clamor da população LGBT+ diante dos casos de discriminação á época e da necessidade de uma porta de entrada específica para o acesso a serviços públicos. O processo de aprovação exigiu articulação, persistência e forte mobilização política, até resultar na aprovação do Projeto de Lei nº 177/13, posteriormente sancionado, abrindo caminho para a implantação do equipamento. Um dos marcos fundamentais dessa trajetória foi o Decreto nº 24.981, de maio de 2014, que criou o Núcleo de Políticas Públicas de Cidadania e Direitos de LGBT na Cidade do Salvador, no âmbito da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR). A partir desse decreto, passaram a ser coordenadas ações de formulação de políticas públicas, elaboração de plano municipal, organização do Comitê LGBT e planejamento da instalação do Centro de Referência. Em seguida, o Decreto nº 26.181, de junho de 2015, ampliou a composição do Comitê Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, fortalecendo a participação de secretarias e da sociedade civil. O prefeito Municipal ACM Neto, secretária da Reparação Ivete Sacramente em 16 de maio de 2016, no gabinete prefeito, ainda com o movimento social, autoridades municipais assinou o Decreto e o Centro iniciou oficialmente suas atividades, tornando-se um espaço permanente de acolhimento a casos de discriminação, violência e exclusão, além de promoção de cidadania e orientação. A iniciativa consolidou Salvador como uma das cidades brasileiras com política pública estruturada de atendimento especializado à população LGBTQIA+, articulando escuta, encaminhamento e defesa de direitos. Outro passo decisivo ocorreu em 2018, com a formalização do Programa de Combate à LGBTfobia Institucional (PC/LGBTfobia), por meio do Decreto nº 29.574, que definiu sua estrutura e funcionamento. O programa passou a atuar diretamente na eliminação de normas e práticas discriminatórias dentro da administração pública municipal, promovendo uma cultura institucional de respeito, inclusão e reconhecimento da diversidade. Em junho de 2021, o Decreto do prefeito Bruno Reis nº 34.084 conferiu ao equipamento a denominação de Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, em homenagem póstuma a um dos mais importantes nomes da luta pelos direitos humanos e pela cidadania LGBT+ em Salvador. Vida Bruno, homem trans, historiador e militante, foi o primeiro coordenador de Políticas e Promoção de Cidadania LGBT e desempenhou papel central na implementação do programa municipal de combate à LGBTfobia. Seu legado permanece vivo na formação de servidores, na defesa da dignidade humana e na construção de políticas públicas que tratam a diversidade como valor democrático. A relevância do Centro também se expressa em seus serviços e resultados. O atendimento psicológico é historicamente um dos mais procurados, revelando o impacto das violências, da exclusão social, da discriminação e da ausência de oportunidades sobre a saúde mental da população LGBTQIA+. O equipamento também oferece assistência jurídica e social especializada, especialmente em processos de retificação de nome e gênero, etapa essencial para o reconhecimento da identidade de pessoas trans e travestis. Em 2025, foram realizadas gratuitamente 81 retificações de nome e gênero para pessoas trans, travestis e não-binárias que receberam gratuidade das taxas públicas de fiscalização e registro civil. No campo institucional, os avanços também são expressivos. Até junho de 2025, foram acumulados 7.954 servidores(as) capacitados(as) em ações de sensibilização e formação voltadas à promoção do respeito à diversidade. Até dezembro de 2024, 24 secretarias já
Quando a coragem ocupa a cadeira

Editorial Marcelo Cerqueira Quando a coragem ocupa a cadeira: Erika Hilton e o sentido político da Comissão da Mulher A condução da Comissão da Mulher do Congresso Nacional pela deputada Erika Hilton abre um debate importante sobre representação, responsabilidade e compromisso político real. Mais do que uma disputa simbólica, trata-se de observar quem, de fato, está disposto a dar o seu sangue, assumir uma função que exige a dedicação de muito tempo, desgaste, firmeza pública e capacidade de enfrentamento. Presidir uma comissão não é apenas vestir uma roupa bonita e ocupar a cadeira; é carregar o peso das pautas, arbitrar conflitos, ouvir setores diversos e sustentar uma agenda espinhosa que nem sempre rende aplausos. Nesse cenário, é preciso reconhecer publicamente uma realidade pouco dita com franqueza. Muita gente não quer presidir a Comissão! Não quer pela carga de trabalho, pela responsabilidade política, pela pressão institucional e pelo custo público que esse lugar impõe. A Comissão da Mulher, em especial, exige muita dedicação, refinamento intelectual para lidar constantemente com os temas sensíveis, muitas vezes atravessados por conflitos ideológicos, disputas partidárias e tensões culturais estruturais. Não é um espaço de conforto, é uma arena de enfrentamento, combate e defesa. Também é visível que setores da direita feminina, em grande parte, não demonstram interesse efetivo em conduzir esse debate. Muitas mulheres na política acabam reproduzindo práticas tradicionais de poder, historicamente associadas a uma lógica masculina de atuação. Suas prioridades políticas costumam estar voltadas para outras agendas, e muitas vezes a discussão estrutural sobre direitos das mulheres, desigualdade, violência, autonomia e representação não ocupa o centro de sua atuação. Isso não significa negar a presença de mulheres de direita na política, mas reconhecer que, em geral, a presidência dessa comissão não aparece como prioridade de seu campo. No centro político, a situação não é muito diferente. Muitas parlamentares estão mobilizadas por agendas administrativas, eleitorais ou temáticas que julgam mais estratégicas para seus projetos. O debate da Comissão da Mulher, por exigir posicionamento e acúmulo político específico, frequentemente acaba ficando em segundo plano. Já entre as mulheres da esquerda, existe maior proximidade histórica com essas pautas, mas ainda assim o número das que querem se dedicar intensamente a essa pauta é reduzida. Em geral, demonstram mais interesse aquelas que vieram do movimento social, da militância feminista, dos direitos humanos e das lutas populares. E esse grupo, embora muito qualificado, também é pequeníssimo. Foi diante desse quadro que o partido fez uma escolha politicamente inteligente e historicamente reparadora e marcante ao indicar Erika Hilton. Sua indicação não surge do acaso, mas da combinação entre disposição, trajetória, preparo intelectual público e compromisso com pautas de dignidade humana. Erika não chega a esse debate como uma pomba suja e decorativa, mas como uma mulher travesti, alguém moldada por experiências dramáticas e concretas de exclusão, resistência e formulação política. A representação da deputada não é pelo sexo, mas pela capacidade de formular. Algumas críticas insistem em negar sua legitimidade com o argumento de que ela “não é mulher”. Esse raciocínio, porém, além de desrespeitoso, revela a dificuldade de parte da sociedade em compreender a pluralidade das experiências femininas brasileiras. Erika Hilton é uma mulher travesti, e é justamente essa vivência que amplia a potência de sua presença. Sua atuação pode enriquecer a Comissão com escuta, sensibilidade social e coragem política para agir. Defender sua participação, acredito, não é apagar diferenças, mas afirmar valores positivos como disposição, competência, conhecimento, compromisso, representação, dignidade e abertura democrática. Quando quase ninguém quer assumir uma tarefa difícil, ganha legitimidade quem aceita fazê-lo com seriedade. E, nesse sentido, a presença de Erika Hilton pode representar a vanguarda para o Brasil pelo fato inovador e do avanço político maduro: o de compreender que a defesa das mulheres também pode se fortalecer quando incorpora trajetórias historicamente marginalizadas, sem medo, sem caricatura e com responsabilidade pública. Relatorio de cipagem
Você Pode Doar Até 6% do IR

Transforme seu Imposto de Renda em um Legado de Orgulho e Inclusão em Salvador! Salvador, cidade de todas as cores e de um axé inconfundível, prepara-se para sediar um evento que transcende a celebração para se tornar um verdadeiro manifesto de liberdade e direitos humanos. A 23ª Celebração do Orgulho LGBT+BAHIA e a IX Semana Cultural da Diversidade de Salvador estão prontas para vibrar com uma energia sem precedentes! De 1 a 6 de setembro, nossa capital se encherá de arte, cultura e a mais potente representatividade, culminando em uma grande festa que ecoará por toda a Bahia e, inspiradoramente, para o mundo. O tema deste ano, “Do coração de Salvador ao mundo”, é um convite irrecusável a reconhecer e projetar a Bahia como um farol global de inclusão e respeito. Um Ato de Cidadania e Amor: Destine Seu Imposto de Renda! Você, empresa ou pessoa física, detém um poder transformador ao seu alcance, sem custo adicional! Ao destinar parte do seu Imposto de Renda, você não apenas cumpre uma obrigação fiscal, mas investe diretamente na construção de um futuro mais justo, respeitoso e vibrante para a comunidade LGBT+. Sua contribuição se converte em apoio vital para iniciativas que promovem visibilidade, acolhimento, educação e a rica diversidade de nossas culturas. É uma atitude consciente e solidária, um gesto de amor e cidadania que se materializa em projetos que ressignificam a existência e ampliam os horizontes da inclusão. Mergulhe na Vanguarda da Arte e Tecnologia Inclusiva! A Celebração do Orgulho e a Semana Cultural da Diversidade de Salvador não são apenas eventos; são experiências imersivas que desafiam preconceitos e celebram a pluralidade. Nossas instalações artísticas e tecnológicas, um verdadeiro espetáculo à parte, estarão em exibição, irradiando arte e conhecimento até 30 de setembro! Prepare-se para vivenciar: Holografias Interativas: Participe de diálogos simulados com figuras históricas de coragem e resistência, como a lendária Xica Manicongo, a primeira pessoa trans a ter seu gênero feminino e nome social reconhecidos oficialmente no Brasil ainda no século XVI. Uma jornada no tempo que nos conecta a trajetórias de luta e resiliência. Estação de Realidade Virtual Imersiva: Viaje por narrativas de superação, celebre triunfos e explore os caminhos da resistência LGBTQIAAPN+, construindo empatia e novas perspectivas sobre a experiência humana. Fascinante Linha do Tempo Digital “80 anos de Memória e Insurgência de Mott”: Descubra a história monumental da luta pelos direitos LGBTQIAAPN+ no Brasil através do legado inestimável de Luiz Mott, pioneiro da historiografia e do ativismo no país, cujas contribuições moldaram a trajetória da comunidade. O Jardim do Éter: Geometrias Sagradas da Diversidade Humana Entre as cerca de 10 grandes e inéditas instalações, destacamos, pela sua urgência, profundidade e sensibilidade, “O Jardim do Éter: Geometrias da Diversidade Humana”. Esta instalação artística transcendental e imersiva nos convida a uma reflexão profunda e provocadora: a intersexualidade não é uma condição a ser corrigida, patologizada ou invisibilizada, mas sim uma das mais sublimes e intrínsecas geometrias naturais da existência humana. “O Jardim do Éter” despatologiza o corpo intersexo, elevando-o à sua legítima posição de manifestação da diversidade inata da vida. É uma obra que resgata a sacralidade da variação biológica, promovendo o entendimento e a aceitação radical de todas as formas de ser e existir. Seu Apoio: Um Investimento no Futuro da Diversidade! Cada destinação do seu Imposto de Renda é um investimento direto na realização de projetos como estes, que não apenas educam e sensibilizam, mas também promovem visibilidade, acolhimento e fortalecem a riqueza da nossa cultura diversa. Sua participação é fundamental para continuarmos construindo pontes, desconstruindo preconceitos e edificando uma sociedade onde cada indivíduo possa florescer em sua plenitude, com orgulho e segurança. Não perca a oportunidade de usar seu IR para edificar um futuro mais justo, inclusivo e vibrante para Salvador e para o mundo! Quer fazer parte dessa história de orgulho e transformação? É simples! 📲 Entre em contato agora mesmo: (71) 99989-4748 📧 Ou envie um e-mail para: ggbbahia@gmail.com
Efeito Arco-Íris na Folia de Salvador

O “Efeito Arco-Íris” Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o “Molho” do Carnaval de Salvador Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador em 2026 não foi apenas uma festa; foi um divisor de águas, um manifesto vibrante que sacramentou a cidade como a primeira e inquestionável opção dos gays do Brasil e do mundo. Longe de ser um mero adjetivo, este reconhecimento é a materialização de um processo histórico de luta, resistência e uma demanda incessante por reconhecimento e aceitação, culminando na consagração de Salvador como a capital global da folia LGBTQIA+. Os dados falam por si, e a experiência da rua confirma: a presença da comunidade gay está redefinindo a essência do nosso Carnaval de uma forma simplesmente maravilhosa. Observamos um impacto gigante de uma presença indispensável para a economia da cidade. Dados oficiais revelam que, em 2026, Salvador pulsou com 3,8 milhões de turistas e uma movimentação econômica astronômica de R$ 8,1 bilhões. A rede hoteleira operou com ocupação máxima, e os circuitos carnavalescos receberam um público rotativo de 12 milhões de foliões. Dentro desse universo grandioso, a comunidade LGBTQIA+ emerge com uma força inegável. Estimativas apontam que 10% desse público total é LGBTQIA+, o que se traduz em números impactantes: 380 mil turistas LGBTQIA+ desfrutaram da energia única da cidade; um impressionante impacto econômico de R$ 810 milhões foi gerado diretamente por este segmento; e 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ estiveram presentes nos trios, blocos e camarotes, vivenciando a festa em sua plenitude. Esses dados não são apenas estatísticas; são a prova viva de que a diversidade é um motor econômico e cultural, capaz de impulsionar o turismo e a economia criativa, reafirmando Salvador como um santuário seguro e acolhedor onde a liberdade de expressão e a autenticidade são não apenas permitidas, mas vigorosamente incentivadas. Salvador, consolidando-se como a primeira escolha global, cumpre seu destino. A cidade, com sua intrínseca vocação para a liberdade e a mistura de culturas, elevou-se ao patamar de metrópole da diversidade do Atlântico Sul. Esse fenômeno é o resultado de uma jornada coletiva, forjada na existência das nossas políticas públicas, no ativismo resiliente por direitos igualitários. A presença cada vez mais expressiva de homens gays cis, em particular, consolidou a cidade como a primeira opção de destino para este público, que tem na capital da Bahia um lugar onde pode celebrar a existência sem temores ou constrangimentos, interagindo com a nossa gente e a nossa cultura de forma autêntica e imersiva. Não foi um mero acaso que o maior site de relacionamentos do mundo enviou um representante para conhecer a festa e validá-la. Políticas públicas inclusivas, um arcabouço legal robusto contra a discriminação e o compromisso inabalável da administração municipal em oferecer ambientes livres de hostilidade são a base dessa transformação. O Carnaval de hoje é a prova viva do poder transformador dessas políticas que respeitam e representam os direitos humanos. No Estado e, especialmente na capital. A nova dinâmica do Carnaval está redefinindo o “molho” e os papéis sociais na folia. Essa ascensão do protagonismo gay no Carnaval de Salvador gerou debates interessantes e, por vezes, um certo estranhamento. Mensagens humorísticas que circularam, como o famoso “Tá faltando homem” ou “Só tem gay”, refletem uma percepção de mudança por parte de algumas mulheres heterossexuais. No entanto, é fundamental que elas tenham calma e compreendam que essa nova dinâmica não é uma “ausência”, mas uma redefinição de papéis e expectativas que traz consigo ganhos inesperados para todos. Como bem apontado nos debates, o incômodo de uma mulher ao entrar em um ambiente majoritariamente gay “não é sobre a falta de homem. É sobre perder protagonismo. É sobre o fato de, de repente, você não ser mais o centro das atenções, não ser a mais desejada, não ser a prioridade daquele espaço.” Esse cenário convida as mulheres a redefinirem seu papel, a entenderem que o “molho” da paquera agora se insere em uma disputa mais plural, onde o foco da atenção masculina heterossexual não é mais o único ou exclusivo. Curiosamente, a maior presença gay trouxe um benefício incontestável para as mulheres cis heterossexuais: mais segurança e menos assédio. Experiências passadas, marcadas por “beijos forçados” e “rodinhas de assédio”, deram lugar a um ambiente mais respeitoso. Como uma advogada observou: “Desde que o público de Salvador passou a ser mais gay, pra mim, o Carnaval tem sido muito melhor. Porque, há vinte anos atrás, quando a gente saía, não podia, por exemplo, ficar longe do marido ou namorado por cinco minutinhos pra comprar uma cerveja que já vinha algum assédio […] Agora, não. Você fica tranquila, não tem assédio.” A energia contagiante da comunidade gay, frequentemente pautada pela celebração desinibida, alegria sincera e solidariedade, contribuiu para uma atmosfera de maior pacificação e coesão. Em contraste com a “treta” associada a alguns homens heterossexuais, os homens gays vão “para beijar na boca, para curtir, para se divertir!”, criando um ambiente mais seguro e prazeroso para todos. Esse protagonismo também transforma o fluxo e a estética do Carnaval de Salvador, contribuindo com beleza plástica singular. Os gays não estão apenas presentes com suas narrativas; eles estão ativamente mudando e redefinindo a concepção sensorial, reduzindo algumas resistências mentais e o medo do novo. Símbolos como o onipresente leque de plástico, que transcende sua função utilitária para se tornar um distintivo de força coletiva e identidade, são prova disso. O som rítmico do leque, a elegância das fantasias que remetem à tradição e a alegria autêntica infundem uma nova camada de autenticidade e expressão à festa. Artistas icônicas como Daniela Mercury, Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Anitta, verdadeiras porta-vozes da causa LGBTQIA+, consolidaram seus blocos como espaços de acolhimento seguro, amplificando a mensagem de inclusão e transformando seus palcos em poderosas plataformas de visibilidade e aceitação. Salvador está orgulhosamente cumprindo seu destino de cidade LGBTQIA+ do Brasil e do Atlântico Sul. Essa transformação paradigmática no Carnaval de Salvador é o reflexo de um caminho percorrido pela cidade, que hoje está cumprindo sua
GGB comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026

Foto/ Crédito: Arisson Marinho/CORREIO Grupo Gay da Bahia comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026 Sexta-feira, 20 de fevereiro, 2026, 22h O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das mais tradicionais organizações de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil, celebrou os números expressivos e a crescente participação da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador 2026. Dados divulgados oficialmente mostram que 10% de todo o público da festa pertence à comunidade LGBTQIA+, consolidando a diversidade como um dos pilares da maior celebração popular do planeta. Com a presença estimada de 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ nos circuitos e 380 mil turistas LGBTQIA+, o evento também movimentou impressionantes R$ 810 milhões na economia estadual, comprovando que a diversidade não apenas enriquece culturalmente o Carnaval, mas também é uma força econômica significativa para a Bahia. Estes dados são a partir dos dados oficiais divulgados “Em 2026, o Carnaval de Salvador atraiu 3,8 milhões de turistas e movimentou R$ 8,1 bilhões na economia estadual. A rede hoteleira operou com ocupação próxima dos 100%, garantindo um público rotativo de 12 milhões de foliões nos circuitos” são os dados. O impacto que a presença gay cis provocou nos dias da folia e nas redes sociais, seria um valor maior, preferimos usar a base do IBGE com o compromisso da veracidade. “O Carnaval é a nossa festa da liberdade”, diz presidente do GGB. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, os números são fruto de anos de luta por visibilidade, respeito e inclusão. “O Carnaval de Salvador sempre teve um papel especial na afirmação da diversidade sexual e de gênero, mas esses dados comprovam que a nossa presença na festa é essencial, não só para o brilho e a alegria do evento, mas também para o impacto econômico e cultural que geramos. O Carnaval é, sem dúvida, a nossa festa da liberdade”, afirmou. Blocos LGBTQIA+ como símbolos de resistência e protagonismo. O GGB destacou ainda o papel fundamental dos blocos inclusivos, que estão mudando a dinâmica e a estéticas do Carnaval está ficando mais bonita os uniformes completos e com acessórios, tipo leque, mascara no conjunto formam uma beleza plástica deslumbrante no circuito. Hoje, esses blocos são referências culturais e espaços de celebração e afirmação pelos direitos da comunidade. Além disso, o crescimento da visibilidade LGBTQIA+ ajudou a fortalecer a luta por respeito e igualdade no evento, unindo arte e militância em favor de uma sociedade mais inclusiva. “A construção de um evento inclusivo e diverso, que respeita e valoriza as contribuições das comunidades LGBTQIA+, é um exemplo para o mundo. Salvador já é reconhecida globalmente como um símbolo de resistência cultural; agora, com esses dados, reforça seu lugar como capital da inclusão e do respeito. Estamos alinhados com os valores dos ODS e servindo de inspiração para que outras cidades sigam esse caminho”, celebrou o presidente do GGB. Futuro e compromisso com a diversidade “O que vemos é um Carnaval que celebra a nossa história, mas ainda temos muito a conquistar. Queremos ampliar a nossa presença, ocupar mais espaços de liderança nos blocos, camarotes e circuitos, e mostrar ao mundo que diversidade é sinônimo de potência cultural, social e econômica. O Carnaval é o começo, mas a luta pelos nossos direitos vai além”, concluiu Cerqueira. A presença visível e vibrante da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma conquista a ser celebrada, mas, para o GGB, também é um lembrete da força da luta por um mundo mais inclusivo. Afinal, cada trio, cada bloco e cada folião que dança e se expressa em liberdade faz parte de um movimento que transforma a Bahia em um retrato vivo da diversidade e da resistência.
Evolução no Concurso Rainha do Carnaval de Salvador

GGB Anuncia Evolução Histórica no Concurso Rainha do Carnaval de Salvador: Foco Exclusivo em Pessoas Trans e Travestis e Busca por Oficialização
Salvador celebra a diversidade na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay e o 5º Rainha LGBTrans

Dêvisson Saratiele (Salvador) foi 1 Lugar em Originalidade com o Tema “Natureza Morta” Levou 7k Salvador, 17 de fevereiro de 2026 – A diversidade e a criatividade foram protagonistas na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay de Salvador e no 5º Rainha LGBTrans, realizados na última segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 15h, na icônica Praça Municipal de Salvador. O evento, promovido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e realização do Grupo Quimbanda Dudu, contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) e destacou-se como uma importante ação afirmativa para a promoção da cultura LGBT na cidade. “É uma ação afirmativa da Prefeitura de Salvador para promover a cultura LGBT+,” destacou Léo Kret, diretora LGBT da Secretaria Municipal de Reparação (SEMUR). O concurso deste ano honrou talentos e ideias que reafirmaram a criatividade e consciência das culturas marginalizadas, mas fundamentais, no imaginário artístico nacional. Confira abaixo os vencedores e suas contribuições: Categoria Originalidade: “Natureza Morta” Título da fantasia: Natureza Morta Desfile: Devisson Esquivel Confecção: Maurício Martins Produção: Roni Figueiredo Premiação: R$ 7.000,00A obra Natureza Morta uniu arte, sustentabilidade e militância ambiental. Produzida por Maurício Martins, com materiais como folhas, flores descartadas pela natureza, fibra de coco e materiais recicláveis secos, a fantasia trouxe uma forte mensagem ambiental sobre queimadas, desmatamentos e os maltratos sofridos pela natureza. A produção destacou a urgência da proteção ambiental e chamou a atenção para um tema crítico nos dias atuais. Categoria Luxo: “Uma Batalha Estrelar” Vencedora: Sandra Farias, Recife (PE) Premiação: R$ 9.000,00Sandra Farias trouxe a magia de um universo futurista à passarela em sua fantasia intitulada Uma Batalha Estrelar. A produção foi um espetáculo de cores, brilho e sofisticação, representando um elaborado trabalho artístico e reafirmando a força criativa da cultura LGBT quando se trata de produção de alto impacto. Rainha do Carnaval LGBTrans 2026 Vencedor: Wendell Veiga (Suzy BabyDoll) Premiação: R$ 3.000,00A coroa de Rainha do Carnaval LGBTrans deste ano foi para Wendell Veiga, conhecido como Suzy BabyDoll. Seu talento e beleza representaram o empoderamento da comunidade LGBTrans e reforçaram a bandeira da inclusão e visibilidade das pessoas trans no cenário cultural. A importância do evento para a cultura LGBT. O Concurso Nacional de Fantasia Gay e o Rainha LGBTrans desempenham um papel crucial na valorização e celebração da diversidade sexual e de gênero no Brasil. Mais do que um show de espetáculo e brilho, o evento também é um ato político e cultural que integra a luta pelos direitos sociais da comunidade LGBT, além de estimular o talento artístico em suas múltiplas formas. Com a realização deste evento ano após ano, Salvador reafirma o seu compromisso com a diversidade, destacando-se como um dos principais polos promotores da cultura LGBT no Brasil. O Grupo Gay da Bahia e o Grupo Quimbanda Dudu agradecem a participação de todos e reforçam que eventos como esse são uma alavanca para promover igualdade e orgulho em ser quem somos. Agradecimento especial a Prefeitura de Salvador, Prefeito Bruno Reis, através da SALTUR pelo patrocínio. Fotos/ GGB Imagem/ Sérgio Figueiredo/ 2026