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GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

Madrinhas: Ângela e Léo Àquilla GGB Anuncia Ângela Guimarães e Léo Áquila  Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia Salvador, Bahia – 28 de agosto de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), com grande honra e emoção, tem o prazer de anunciar os nomes que brilharão como Madrinha e Padrinhos da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia. O evento, que se consolidou como um dos maiores marcos da celebração e reivindicação de direitos da comunidade LGBT+ no país, está agendado para 14 de setembro de 2025, com concentração a partir das 15h no icônico Farol da Barra, em Salvador. Este ano, a escolha recaiu sobre três personalidades cujas vidas e atuações ressoam profundamente com os ideais de luta, inclusão e visibilidade: Léo Áquilla, Marcos Melo e Ângela Guimarães. Cada um, a seu modo, dedicou sua trajetória à construção de um futuro mais justo e equitativo, tornando-se faróis de inspiração para toda a comunidade. Em, Salvador, direto do Farol da Barra, ela vai executar o Hino Nacional a capela, cantora lírica e umas das habilidade dela. Madrinha Léo Áquilla: A Voz Incansável da Luta Trans e da Empregabilidade Léo Áquilla, mulher multifacetada e notável no cenário brasileiro, transcende a imagem de artista para consolidar-se como uma força política e social forte. Após uma carreira artística brilhante, que a projetou em inúmeros programas de televisão e a tornou sua imagem reconhecida nacionalmente, Léo decidiu, a partir de 2020, redirecionar seu talento e visibilidade para a arena política. Sua convicção era clara: para efetivamente auxiliar a comunidade LGBT+, era preciso ir além da visibilidade e tornar-se uma agente ativa na promoção de mudanças estruturais e sociais que garantam direitos, equidade e inclusão. Dotada de uma formação acadêmica robusta, com graduação em Jornalismo e Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e pós-graduação em Jornalismo Político pela prestigiada PUC-SP, atriz, cantora e pintora. Léo Áquilla demonstrou a capacidade de articular estratégias políticas com profundidade e eficácia. Seu conhecimento multidisciplinar confere autoridade e propriedade ao seu discurso. O ano de 2023 marcou um divisor de águas em sua atuação. Léo foi nomeada Coordenadora Municipal de Políticas para LGBTI+ na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, fazendo história ao se tornar a primeira mulher trans a ocupar este cargo. Com uma atuação incansável e enérgica, Léo Áquilla firmou-se como uma das vozes mais combativas e influentes na luta contra a LGBTfobia no Brasil. Ela não só acolhe denúncias, mas assume a linha de frente em cada caso, utilizando sua plataforma para promover a conscientização, a articulação e o combate às injustiças. Sua influência transcende o ambiente político, alcançando empresas e instituições para desmistificar tabus e promover uma visão ampliada sobre gênero e sexualidade. Entre seus feitos mais notáveis, destaca-se a criação de postos de trabalho exclusivos para a comunidade LGBT+, com um foco primordial em pessoas trans e travestis – grupos historicamente marginalizados no mercado formal. Por essa dedicação, Léo é carinhosamente reconhecida como a “gestora da empregabilidade”, um título que reflete seu empenho em transformar vidas, garantir dignidade e fomentar a autonomia. Sua presença como madrinha da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia é um testemunho de sua resiliência e um convite para que as novas gerações sigam seu exemplo, ocupando seus lugares com conhecimento e determinação. Madrinha Ângela Guimarães: A Força da Interseccionalidade e dos Direitos Humanos Ângela Guimarães, figura de proa na defesa dos direitos humanos e na promoção da igualdade racial e social, assume o papel de madrinha da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, simbolizando a união de lutas e a força da interseccionalidade. Sua marcante atuação como Secretária da SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia), entre 2015 e 2018, e seu compromisso inabalável com a justiça social justificam plenamente esta escolha. Em sua gestão na SEPROMI, Ângela ampliou a visão da secretaria, reconhecendo a intrínseca conexão entre diferentes formas de discriminação. Sua liderança foi crucial para integrar o combate ao racismo com a luta contra o sexismo e a LGBTfobia, promovendo políticas públicas que visavam a construção de um ambiente mais justo e igualitário para todas as populações socialmente vulneráveis, incluindo a comunidade LGBT+ da Bahia. Ângela Guimarães é reconhecida, como uma oradora incrível e por sua excepcional capacidade de diálogo e articulação com diversos movimentos sociais. Mesmo com o foco principal da SEPROMI no combate ao racismo, ela demonstrou sensibilidade notável e abriu canais de colaboração com lideranças LGBT+. Sob sua direção, foram realizados seminários, linhas de crédito financeiros, encontros e campanhas que abordaram a complexa interseccionalidade das discriminações, destacando como o racismo, a homofobia e a transfobia afetam de forma particular indivíduos negros LGBT+. Seu trabalho ativo contra o racismo institucional e a intolerância foi um marco, rompendo estruturas arraigadas e estendendo a luta para incluir a homofobia e a transfobia em serviços públicos e práticas institucionais. Sua dedicação à pluralidade de vozes foi fundamental para trazer as pautas LGBT+ para o centro da agenda de diversos setores da gestão pública estadual. Ângela também é uma defensora incansável das políticas transversais de direitos humanos, articulando ações que reconheciam a interseção entre raça, gênero e sexualidade. Essa abordagem integrada, parte de sua história como ativista, resultou em colaborações valiosas entre secretarias e órgãos, visando atender de forma holística a grupos historicamente negligenciados. A SEPROMI, sob sua liderança, promoveu campanhas de conscientização que impactaram positivamente as questões LGBT+, alinhando pautas como a visibilidade trans, o respeito à diversidade sexual e as urgências das juventudes marginalizadas, ampliando o protagonismo de minorias LGBTrans em espaços públicos e institucionais. Sua defesa da diversidade cultural e religiosa, em especial a valorização das religiões de matriz africana, ecoa diretamente na luta da comunidade LGBT+, especialmente para pessoas trans vinculadas a essas tradições, que frequentemente enfrentam dupla discriminação. Mesmo fora de cargos diretamente ligados à pauta LGBT+, Ângela sempre esteve disposta a amplificar vozes marginalizadas, promovendo espaços de visibilidade, escuta e atuação para diferentes comunidades, conectando diversas lutas com um objetivo comum: o combate

Exposição de Fotos LGBT 60+Lindes

Exposição Fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e com Orgulho” – Celebrando o Orgulho e a Diversidade LGBT+

Foto meramente ilustrativa Exposição Fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e Com Orgulho” – Celebrando o Orgulho e a Diversidade LGBT+ Da Redação O Grupo Gay da Bahia (GGB) têm o prazer de anunciar a exposição fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e Com Orgulho”, uma iniciativa vibrante e histórica que integrará a programação oficial da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia e da 9ª Semana da Diversidade Cultural de Salvador. A exposição acontecerá de 8 a 30 de setembro de 2025, no Espaço Xisto Bahia, localizado na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador. “Vamos, juntos, construir a história da resistência e celebrar o orgulho LGBT+! Na cidade” disse Marcelo Cerqueira, coordenador Executivo da Parada. Essa celebração única visa promover a visibilidade, memória e orgulho da comunidade LGBT+, por meio de fotografias que contam histórias individuais e coletivas, em um cenário rico de diversidade e resistência. No dia 8 de setembro, será inaugurada a exposição, ao passo que a tradicional Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia acontecerá no dia 14 de setembro, a partir das 14h, fortalecendo ainda mais a união e a luta por direitos. Convite à Participação Convidamos toda a comunidade LGBT+ 60+ a integrarem esta exposição enviando suas fotografias e compartilhando uma parte de suas vivências! Para participar, basta enviar uma fotografia em alta resolução, preferencialmente na posição vertical, em uma pose à sua escolha – seja individualmente ou acompanhado(a). As imagens selecionadas serão ampliadas nas dimensões de 60×80 cm, contando com uma reprodução profissional de alta qualidade e assinatura artística, fazendo parte dessa impactante exposição. Informações para Envio Os participantes devem enviar seus materiais para o e-mail: inf.grupogaydabahia@gmail.com, até o dia 15 de agosto de 2025. No corpo do e-mail, é essencial incluir as seguintes informações: Memória Afetiva Ao término da exposição, no dia 30 de setembro de 2025, cada participante poderá retirar sua fotografia impressa como uma valiosa memória afetiva de sua identidade e orgulho. Esta é uma oportunidade incrível para celebrar a diversidade de Salvador, preservar memórias da comunidade e reafirmar nosso compromisso com inclusão, respeito e visibilidade. Junte-se a nós e compartilhe sua história! Exposição “Envelhecer Sem Vergonha e com Orgulho”De 8 a 30 de setembro de 2025Espaço Xisto Bahia – Biblioteca Central dos Barris Telefone/WhatsApp de contato é: (71) 98843-0100

Pré-Campanha da 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ Bahia

Pré-Campanha da 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ Bahia é lançada com o tema “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!” A 22ª edição da Celebração do Orgulho LGBT+ da Bahia já começou a tomar forma e emocionar! Com o tema “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!”, a pré-campanha da maior manifestação de diversidade e cidadania do estado está oficialmente lançada. Este ano, o foco recai sobre as vivências e resistências das velhices LGBT+, reforçando o direito à dignidade, ao afeto, à visibilidade e ao orgulho em todas as fases da vida. A celebração principal acontece no domingo, 14 de setembro de 2025, às 15h, no Farol da Barra, em Salvador. A concentração tem início às 12h, com shows no tradicional Palco da Diversidade armado no Largo do Farol entre os monumentos Edifício Oceania e o Farol, o percurso tradicional do Carnaval entre a Barra e Ondina, um espaço da cidade simbólico que há anos acolhe corpos, histórias e bandeiras diversas. As peças da pré-campanha retratam casais LGBT+ idosos em momentos de carinho, liberdade e plenitude, desafiando estigmas e apagamentos históricos que ainda cercam as velhices da nossa comunidade. As imagens circulam nas redes sociais e veículos de imprensa como um convite ao debate, à participação e ao reconhecimento da longevidade LGBT+ com respeito e visibilidade. A campanha oficial do evento está em fase de finalização pela agência baiana Propeg, com previsão de lançamento em agosto. A parceria entre a Propeg e o Grupo Gay da Bahia (GGB) é uma história de sucesso, já premiada nacionalmente. Em 2024, a agência venceu a categoria “Valor Social” da 46ª edição do Prêmio Profissionais do Ano, da TV Globo, com a marcante campanha “Demissão”, da 20ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia. O filme aborda a necessidade de ambientes inclusivos nas empresas. Neste ano, seguimos fortalecendo o protagonismo das populações LGBT+ mais velhas e celebrando a pluralidade das nossas trajetórias. O lema é claro: ninguém solta a mão de ninguém – nem aos 60, 70 ou 80 anos. Envelhecer com orgulho é um ato político! SERVIÇO Evento: 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ da Bahia Tema: “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!” Data: 14 de setembro de 2025 (domingo) Concentração: A partir das 12h Local da Concentração: Palco da Diversidade – Barra/Ondina Horário da Caminhada: 15h Ponto de Encontro e Largada: Farol da Barra https://www.instagram.com/reel/DL_c0MdNWrN/?igsh=a3o5NXg1N2I4cGx3

Orgulho, acrobacia e resistência

Foto: Genilson Coutinho Orgulho, acrobacia e resistência: balizas gays e trans conquistam espaço no 2 de Julho, a data mais popular da Bahia Marcelo Cerqueira, @marcelocerqueira.oficial Por muito tempo, a imagem da baliza acrobática, aquela artista que se apresenta à frente da fanfarra ou banda marcial com giros, passos de dança e acrobacias, foi associada exclusivamente ao padrão feminino cisgênero. Mas esta tradição, profundamente arraigada nas apresentações do 2 de Julho, a data cívica mais importante para a história da Bahia, está sendo ressignificada. Cada vez mais jovens LGBT+, especialmente pessoas trans e travestis, encontram na figura da baliza um palco para brilhar, protestar e resistir, em perfeita sintonia com o espírito popular da festa. O 2 de Julho comemora a Independência da Bahia, que simboliza a vitória do povo baiano sobre o domínio colonial português após o levante popular iniciado em 1822. O movimento, liderado pelo povo simples, expulsou as tropas portuguesas, definitivamente em 2 de julho de 1823 consolidou a autonomia baiense. É um feriado carregado de sentimento de pertencimento e luta, por isso atrai multidões para as ruas, numa celebração marcada por cores, batuques, protestos, políticos, cabe tudo em nosso desfile com muita emoção. As balizas, tradicionalmente, são as estrelas dos desfiles, principalmente quando passam em frente à Igreja do Rosário, momento em que o público se agita e vibra com a beleza dos saltos, das poses e da elegância dos trajes. No entanto, nem sempre esse protagonismo foi garantido a pessoas gays, trans e travestis. Durante décadas, houve exclusão explícita de participantes LGBT+ sob argumentos de que adereços e movimentos femininos não combinariam com corpos masculinos. Eu só descobri esse mundo quando recebi a denúncia de um jovem homossexual, do interior da Bahia, que ensaiou toda a coreografia, mas foi impedido de desfilar porque era gay, logo o Grupo Gay da Bahia (GGB) entrou em ação. A partir de casos como esse, o movimento se mobilizou para garantir igualdade de participação em concursos, apresentações e campeonatos de bandas marciais e fanfarras. Hoje, após assembleias e mudanças de regulamentos, não há mais qualquer impedimento legal para que travestis e pessoas trans ocupem o posto de baliza acrobática. Foi uma conquista grande. Antes se perdia ponto por causa de acessórios considerados femininos, como leques ou decotes, usados por de sexo masculino atribuído ao nascer. Isso já caiu por terra, e hoje qualquer um pode ser avaliado pela técnica, independente do gênero. Na prática, as balizas gays e trans contribuem para revitalizar a tradição do 2 de Julho, trazendo novas coreografias, mais ousadia e uma presença que enriquece ainda mais a festa. Muitos profissionais do meio destacam que essas pessoas costumam ter desenvoltura, flexibilidade e criatividade impressionantes, atributos valorizados nos quesitos de avaliação de campeonatos de fanfarras. A baliza tem a função de encantar o público e ornamentar a apresentação, enquanto o balizador, figura geralmente masculina, atua como guia, comandando o passo, organizando o ritmo e a disciplina do grupo. Ambos são essenciais para a grandiosidade do cortejo, mas é a baliza que costuma roubar todos os olhares e aplausos do povão. Essa mudança de mentalidade também reflete um avanço civilizatório. O 2 de Julho, em essência, representa a resistência popular e a liberdade, valores que dialogam muito com a nossa luta por visibilidade, respeito e igualdade. Ver jovens gays e trans dançando, saltando e exibindo o seu talento no espaço público, local que antes eram excluídos, mostra que a Bahia, particularmente Salvador está dando saltos no compasso contra a discriminação e a favor da diversidade e inclusão. É de uma beleza plástica fascinante ver as balizas passarem desfilando vestindo trajes coloridos, com bastões adornados protagonizando performances incríveis que fazem o público vibrar como nunca. Esse fato demostra que a tradição ganhou novas expressões e personagens, conectando a ancestralidade da nossa independência do elemento português com os dias atuais de um Brasil que avança, ainda que lento na inclusão e no combate ao preconceito. Para as pessoas trans, assumir a baliza acrobática é mais do que desfilar. É protagonizar com a beleza de feminino e a alegria do povo, afirmando-se cada uma no espaço público e de poder. É, um grito equalizado de resistência, é a demonstração da força dos heróis da Independência da Bahia. No fim de tudo, a baliza acrobática, seja menina cis, gay, trans ou travesti, estão cumprindo o seu papel cívico de celebrar com arte a liberdade. E não existe palco mais maravilhoso para brilhar que 2 de Julho, cuidadosamente organizado pela Fundação Gregório de Matos da Prefeitura de Salvador.

28 de Junho: Dia Para Sair do Armário

Por Marcelo Cerqueira O Dia Internacional do Orgulho LGBT+, celebrado mundialmente em 28 de junho, não é apenas uma data festiva — é uma convocação. Um chamado à coragem, à autenticidade e à ação coletiva. É o momento de sacudir a poeira da vergonha e superar as dificuldades com glitter, dignidade e, sobretudo, verdade. Se você é uma pessoa gay, lésbica, bissexual, travesti, trans, não binária ou queer, e ainda está encolhida no armário da culpa, da autopunição ou do medo, escute com atenção. Talvez 28 seja o melhor dia da sua vida para se assumir. Abrir a porta, sair com a bolsa na mão, levantar a cabeça e dizer: “eu sou”. Assumir-se não é só libertar-se, é contribuir com um mundo mais justo, mais honesto e mais humano. Sabemos que o processo não é igual para todos. Há contextos de violência, exclusão familiar, discriminação religiosa, riscos reais. Mas há também aqueles que, mesmo cercados de liberdade, continuam se escondendo. Preferem negar sua identidade, vivem de forma cínica, fazem sexo escondido, mas se dizem “discretos”. Alguns até se sentem no direito de atacar quem está na linha de frente da luta, chamando ativistas de exagerados — como se a liberdade deles tivesse caído do céu e não fosse fruto da resistência de muitas que tombaram antes. Essas pessoas talvez não tenham um problema de sexualidade. Talvez tenham um problema de caráter. Em 2025, vivemos um tempo em que as plataformas de streaming discutem livremente sexo, afeto e identidade. Nunca se falou tanto sobre orientação sexual, performance de gênero, visibilidade trans, inclusão, amor. Estamos no tempo do casamento igualitário, das novelas com protagonistas LGBT+, de uma legislação que reconhece o nome social, e de empresas que criam comitês de diversidade. Não perceber que o mundo mudou é se recusar a fazer parte da história. O armário, hoje, não protege. Ele aprisiona. E viver uma mentira para se ajustar à expectativa alheia é uma forma dolorosa de suicídio social. Ninguém merece viver a vida como uma personagem mal escrita, encenando uma heteronormatividade que não lhe cabe. É preciso parar de sublimar o desejo, o afeto, a alegria de amar livremente. Viver com orgulho é dizer sim ao amor, sim à liberdade, sim a você. E não há nada mais político do que isso. E se alguém disser que “não precisa se assumir”, questione. Quem pode viver plenamente sem se afirmar? Os tolos! A neutralidade nunca foi opção para quem é constantemente silenciado. Assumir-se é também um ato de solidariedade com quem ainda não pode. É mostrar que existir, amar e brilhar em liberdade é possível, e necessário. Cada saída do armário ilumina o caminho para mais alguém. Neste 28 de junho, celebre quem você é. Assuma-se com toda a potência que há em viver sem vergonha. Junte-se aos milhões que constroem, com brilho e coragem, um mundo mais plural. Porque orgulho não é só uma palavra bonita: é resistência em movimento.

Conferências LGBT+: a nossa voz!

Léo Kret Diretora do Departamento Geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+, SALVADOR LGBTQIAPN+: A NOSSA VOZ DECIDE O FUTURO! PARTICIPE DAS PRÉ-CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS Salvador, quinta-feira, 12h05min, 08 de maio de 2025. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), do Conselho Municipal LGBT+ e do Departamento Geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+, convoca toda a população LGBTQIAPN+ e seus aliados para participar das Pré-Conferências Municipais de Políticas e Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+, que acontecerão em maio em todas as regiões da cidade. As pré-conferências são etapas fundamentais da 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+, onde serão definidas diretrizes, prioridades e caminhos para as políticas públicas LGBTQIAPN+ em Salvador. É nesses encontros que a base comunitária pode falar diretamente, propor mudanças, relatar demandas e garantir que a cidade avance com justiça e inclusão. “Agora é a hora da comunidade LGBT+ de Salvador apresentar suas propostas para a gente viver em uma sociedade cada vez melhor”, disse a diretora Léo Kret do Brasil, que continua, “Esse é o momento de ocuparmos os espaços de decisão e mostrarmos que as políticas públicas precisam ter nossa cara, nossas vozes e nossas histórias.” Léo completa:“Eu convoco cada liderança, cada militante, cada pessoa LGBT+ dessa cidade para participar, porque quem não ocupa espaço político acaba sendo deixado de lado. Vamos fazer valer nossos direitos, porque Salvador é de todes!” 1. O que são as pré-conferências? As pré-conferências são encontros territoriais preparatórios, realizados nos bairros, organizados por Prefeitura-Bairro. Qualquer pessoa LGBTQIAPN+, ativistas, coletivos, lideranças comunitárias e simpatizantes podem participar.Esses espaços existem para reunir as vozes locais, debater problemas reais enfrentados por quem vive nos bairros e construir propostas que serão levadas para debate e deliberação na conferência municipal principal. 2. Para que servem? As pré-conferências servem para:a) Coletar as principais demandas da população LGBTQIAPN+ de cada região de Salvador;b) Discutir temas como saúde, educação, cultura, segurança pública, trabalho, direitos humanos e cidadania;c) Eleger delegados e delegadas que representarão os territórios na 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+;d) Elaborar propostas e encaminhamentos que serão sistematizados pela Comissão Organizadora e apresentados para debate, priorização e decisão na plenária final da conferência municipal. 3. Para onde vão as propostas? Todas as propostas levantadas nas pré-conferências serão consolidadas em relatórios específicos por território e enviadas à Comissão Organizadora da 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+. Na conferência principal, que reunirá todas as regiões de Salvador, essas propostas serão discutidas, priorizadas e transformadas em diretrizes para o plano municipal de políticas públicas LGBTQIAPN+ pelos próximos anos.Ou seja, sua ideia apresentada no bairro pode virar política pública oficial na cidade! 4. Programação das Pré-Conferências por Prefeitura-Bairro: 5. Por que participar? Porque é a partir da sua participação que Salvador constrói políticas públicas de verdade, que atendem as necessidades reais das pessoas LGBTQIAPN+ nos bairros. É o momento de dizer o que falta, o que precisa melhorar, como os serviços devem ser oferecidos e quem deve ser cobrado.Mais do que apenas estar presente, é a hora de decidir como queremos viver em Salvador, com dignidade, respeito e igualdade.

Doe Parte do Imposto de Renda

Transforme seu Imposto de Renda em um Legado de Orgulho e Inclusão em Salvador!

O Grupo Gay da Bahia (GGB) lança uma campanha especial para incentivar a doação de parte do seu Imposto de Renda para fortalecer projetos sociais voltados à população LGBTQIAPN+.Você sabia que pode destinar parte do seu Imposto de Renda para iniciativas que fazem a diferença sem nenhum custo adicional? Essa é uma oportunidade de transformar vidas e apoiar a luta por direitos e cidadania da comunidade LGBTQIAPN+.Sobre o GGB e suas lutas O GGB foi fundado em 1980 pelo professor Luiz Mott, em Salvador, Bahia, tornando-se o primeiro grupo LGBTQIAPN+ do Brasil. Desde então, tem sido protagonista em diversas conquistas históricas para a comunidade. ServiçoGrupo Gay da BahiaCNPJ 13.225.876/0001-95Ladeira de São Miguel, 24 – Centro Histórico, 4030.026 – Salvador/BANossos canais de comunicaçõesTelephones cel/ 71 99989-4748/98843-0100E-mails inf.grupogaydabahia@gmail.com – ggbbahia@gmail.comPortal: www.grupogaydabahia.com.brInstagram: @grupogaydabahia.com – @paradalgbtbaYoutube: @grupogaydabahia1474

Conheça os Jurados

A jurada segurança trans Layla Pereira, Shopping Barra. Jurados garantem credibilidade e excelência nos concursos Rainha LGBT Trans e Fantasia Gay do Carnaval de Salvador A presença de um corpo de jurados qualificado foi essencial para a realização do III Rainha LGBT Trans e do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay, garantindo que as avaliações fossem conduzidas com transparência, imparcialidade e profissionalismo. Com experiência em diversas áreas, os jurados desempenharam um papel fundamental na credibilidade dos concursos, analisando critérios como originalidade, luxo, criatividade e impacto visual das candidatas e dos concorrentes. A diversidade dos jurados, que atuam em setores como cultura, segurança pública, marketing, sustentabilidade e movimentos sociais, reforça o compromisso dos eventos com a inclusão e o reconhecimento da arte e da representatividade LGBT+. Entre os avaliadores estavam profissionais de instituições públicas e privadas, ativistas e lideranças comunitárias, agregando múltiplas perspectivas à escolha dos vencedores. Jurados do III Rainha LGBT Trans e do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay O papel dos jurados na valorização da arte e diversidade Os jurados foram responsáveis por avaliar os participantes com critérios técnicos e sensibilidade artística, garantindo que a escolha dos vencedores refletisse não apenas a qualidade das apresentações, mas também o impacto cultural e a importância da arte no Carnaval de Salvador. A pluralidade de especialistas fortaleceu a integridade dos concursos, assegurando que cada detalhe das performances e fantasias fosse criteriosamente analisado. O compromisso dos jurados com a diversidade e a equidade reforça a relevância dos eventos, tornando-os ainda mais respeitados dentro e fora da comunidade LGBT+. A organização dos concursos agradece imensamente a participação de cada jurado, cujo envolvimento contribuiu para o sucesso desta edição, reafirmando o Carnaval de Salvador como um espaço de celebração, respeito e valorização da cultura LGBT+.

27º Concurso de Fantasia Gay

Na última segunda-feira (3), o 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay tomou conta da Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador, celebrando a arte, a diversidade e a exuberância do Carnaval baiano. O evento aconteceu no Palco Tomé de Souza, na escadaria do Palácio Municipal, reunindo talentosos artistas transformistas e amantes da fantasia em uma noite de espetáculo e inovação. As vencedoras foram eleitas por um corpo de jurados qualificados, que avaliaram critérios como originalidade, luxo, criatividade e impacto visual. O valor total da premiação foi distribuído entre os primeiros colocados de cada categoria. Vencedores do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay Categoria Originalidade 1º lugar: Severino Gueiroga (Recife) – R$ 7.000,002º lugar: Amora Savash (Salvador) – R$ 6.000,003º lugar: Antonio Matos (Petrolina) – R$ 5.000,00 Categoria Luxo 1º lugar: Rafa West – R$ 9.000,002º lugar: Lilian Ariela – R$ 8.000,003º lugar: Mel Domingues – R$ 7.000,00 Realização e apoios O 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay foi realizado pela Quimbanda Dudu, em parceria com o Grupo Gay da Bahia (GGB), e contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Municipal de Turismo (Saltur). Uma tradição que fortalece a cultura LGBT+ Mais do que uma competição, o concurso reafirma a importância da arte transformista e da cultura LGBT+ dentro do Carnaval de Salvador. Ao longo de suas 27 edições, o evento se consolidou como um dos momentos mais esperados da folia, oferecendo uma plataforma de visibilidade para artistas que expressam sua criatividade por meio das fantasias e performances. Com brilho, talento e inovação, a edição deste ano reforçou o compromisso de Salvador em manter viva essa tradição, garantindo que o Carnaval continue sendo um espaço de celebração da diversidade e do respeito.

III Rainha LGBTrans Empoderamento

Foto/ Clara Pessoa/ A Tarde. Beca Baroni, Eleita Rainha A terceira edição do Rainha LGBT Trans no Carnaval de Salvador aconteceu no última segunda-feira (3), na Praça Municipal, no Centro Histórico da capital baiana, trazendo visibilidade e reconhecimento para mulheres trans e travestis dentro da maior festa popular do país. O evento, que antecedeu o tradicional Concurso Nacional de Fantasia Gay, destacou-se como um momento de celebração, empoderamento e resistência. Este ano, 18 candidatas se inscreveram para disputar a coroa, mas apenas sete compareceram ao palco para competir pelo título. A vencedora foi Beca Baroni, que conquistou o primeiro lugar com 713,3 pontos, seguida por Pérola, que ficou em segundo com 665 pontos, e Tieta, que garantiu a terceira colocação com 656,5 pontos. Realização e apoios O evento foi realizado pela Quimbanda Dudu, em parceria com o Grupo Gay da Bahia (GGB), e contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Municipal de Turismo (Saltur). Além disso, a iniciativa teve suporte de diversas entidades e ativistas que trabalham pela valorização e fortalecimento da comunidade LGBT+. Mais do que um título, um ato de resistência O Rainha LGBT Trans não se trata apenas de um concurso de beleza. A competição representa a luta diária das mulheres trans e travestis por espaço e respeito na sociedade, especialmente no universo do Carnaval, onde a presença da comunidade LGBT+ sempre foi marcante, mas nem sempre valorizada. A vitória de Beca Baroni simboliza o talento e a força das participantes, que usaram o palco para mostrar muito mais do que elegância e carisma: demonstraram resiliência e orgulho de suas trajetórias. A premiação também reconhece a diversidade de expressões de gênero e reafirma Salvador como um polo de diversidade e inclusão, onde a arte transformista e a cultura LGBT+ seguem ganhando cada vez mais visibilidade. Com a terceira edição consolidada como um sucesso, o Rainha LGBT Trans promete crescer ainda mais nos próximos anos, garantindo que o Carnaval de Salvador continue sendo um espaço de celebração, respeito e afirmação da identidade trans.