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Grupo Gay da Bahia promove exposição para celebrar o Dia da Afirmação Gay.

Exposição

O dia 28 de Fevereiro foi instituído como o Dia da Afirmação Gay por se tratar da data de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), a primeira ONG de defesa dos direitos dos homossexuais do Brasil e da América Latina a divulgar o termo GAY, e a entidade de Direitos Humanos que mais lutou e continua lutando pela cidadania dessa comunidade.

Para celebrar o Dia da Afirmação Gay, comemorado em 28 de fevereiro, o Grupo Gay da Bahia (GGB) promove, de 28 de fevereiro a 7 de março, a exposição  Franceses Escritores – Influências na Afirmação Gay no Brasil.

A abertura da exposição será no dia 28 de fevereiro, às 14h, na Alameda Luis Gama, do
Shopping da Bahia, e as visitas podem ser realizadas das 9h às 21h, gratuitamente.

Para compor a exposição, de acordo com o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, “foram selecionados cinco escritores franceses, reconhecidamente homossexuais, que, ao longo do Século XX, tiveram importância fundamental no surgimento da consciência e afirmação LGBT no Brasil, com inúmeras obras literárias traduzidas para o português, além de terem contribuído para a inclusão da homossexualidade como tema acadêmico e artístico, também em nosso país”.


Os autores selecionados e que compõem a exposição são André Gide (Paris, 1869-1951), Marcel Proust (1871-1922), Jean Cocteau (1889-1963), Jean Genet (1910-1986), Michel Foucault (1926-1984).

Ainda segundo Marcelo, “esses entre outros autores colaboraram significativamente para elevar a homossexualidade à condição de tema acadêmico, abrindo caminho para que escritores e artistas brasileiros abordassem um dos maiores tabus na nossa sociedade: ‘o amor que não ousava dizer o nome’.”

A exposição apresenta também importantes nomes de cientistas brasileiros que contribuíram para a causa LGBT no Brasil. São eles:

Estácio Luiz de Valente Lima, médico forense e professor baiano (1897 -1984), que em 1934 publicou o livro “A Inversão dos Sexos”, com diversos estudos de casos sobre pessoas transgêneras.

Maria Theresa de Medeiros Pacheco, médica baiana que participou da 43ª Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990, e declarou seu voto favorável à exclusão da homossexualidade 
da lista de doenças ou transtornos mentais, suprimindo-a do Código Internacional de Doenças (CID-10).

Luiz Roberto de Barros Mott,
Professor titular de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, doutor pela Unicamp, mestre em Etnologia pela Sorbonne e Licenciado em Ciências Sociais pela USP.

Fez pesquisas e descobertas notáveis nos arquivos de Lisboa, como a carta de denúncia ao Santo Oficio da Inquisição, de um escravo que se travestia com vestes femininas, na Rua da Ajuda, no Centro de Salvador, em 1591.

Tratava-se de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti do Brasil.
Mott também encontrou em suas pesquisas, o primeiro índio, “Tibira do Maranhão”, executado pelo crime de sodomia. Encontrou também Felipa de Souza, que após ser sentenciada como lésbica, foi açoitada pelas ruas centrais da velha Salvador, enquanto era lido em alta voz seu crime: “namorar outras mulheres.”

O professor Edvaldo Souza Couto, que
sistematizou dados de uma longa pesquisa realizada pela equipe do Grupo Gay da Bahia, e o trabalho resultou na publicação do livro “Transexualidade: o corpo em mutação”, publicado pela editora do GGB. Foi o primeiro livro publicado sobre o tema no Brasil.

A exposição conta com a parceria do Grupo Quimbanda Dudu, Embaixada da França no Brasil e do Consulado Geral em Recife, Shopping da Bahia, e integra uma série de atividades promovidas pelo GGB, para celebrar o aniversário da entidade.

Serviço:
Exposição Franceses Escritores – Influências na Afirmação Gay no Brasil

Abertura: 28 de fevereiro, às 14h

Período de exposição: 28 de fevereiro a 7 de março

Local: Alameda Luis Gama, Shopping da Bahia, Camininho das Árvores.

Acesso gratuito

Responsável: Grupo Gay da Bahia

Informações: Marcelo Cerqueira (71 99989-4748)

Uma resposta

  1. Parabéns pelo maravilhoso trabalho do GGB, que foi criado pelo corajoso Luiz Mott, naquela época em que ser gay era motivo de chacota/agressividade social e vergonha familiar.
    Texto irrepreensível do Marcelo.
    Continuem seriamente com esse projeto que ajuda na aceitação dos
    gays por uma sociedade ignorante e agressiva

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