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Para atrair viajantes LGBTs, Bahia terá trio elétrico na Parada de São Paulo: Pelo segundo ano, governo e ONGs baianas se unem para mostrar Estado ao segmento que representa 15% do dinheiro no turismo mundial

Transformista Michelle Lorem se apresentando no palco da 13 Parada Gay da Bahia em 2014. Salvador, Bahia, domingo 31 de maio de 2015 Da Assessoria do GGB A 19ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, marcada para domingo 7 de junho, terá a energia e as cores da Bahia. Por meio de diversas ações, tais como trio elétrico e distribuição de 15 mil fitinhas do Senhor do Bonfim e 80 mil panfletos, o Estado deseja fortalecer sua imagem junto ao segmento LGBT, um dos mais importantes do turismo no mundo. A ação promocional é realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e pela ONG Quimbanda Dudu com patrocínio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia – Bahiatursa. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, explica a importância da iniciativa, já feita em 2013. “Há muito tempo as paradas deixaram de ser apenas um momento de visibilidade massiva dos LGBTs. Ao longo dos anos, o evento tornou-se oportunidade de negócio para agências de viagens, bares, restaurantes, teatros e prestadores de serviços. Bahia e Salvador querem se mostrar para esse segmento porque desejamos uma economia forte, geração de empregos e uma sociedade mais livre e respeitosa. Estamos falando de economia com cidadania.” De acordo com a Organização Mundial do Turismo, homossexuais representam 10% dos viajantes e 15% do dinheiro movimentado no setor no planeta. No mais, viajantes gays estrangeiros no Brasil gastam 30% a mais do que os turistas médios, dado do Ministério do Turismo. A escolha da parada de São Paulo para receber esta ação, cujo slogan é Bahia não combina com homofobia, foi baseada no gigantismo da marcha, reconhecida pelo Livro dos Recordes como a maior do gênero no mundo. “É uma megavitrine LGBT. Estivemos em 2013 com Daniela Mercury no evento e agora voltamos com mais novidades e presenças ilustres das artes, cultura e política”, diz Cerqueira.O trabalho de promoção começa na quinta-feira 4, por meio de stand na 15ª Feira Cultural LGBT, no Vale do Anhangabaú, que integra a programação da parada paulistana. De uma parada a outra O principal foco da divulgação será a 14ª Parada Gay da Bahia e a IV Semana da Diversidade, que serão promovidas de 6 a 13 de setembro deste ano na capital baiana. A Semana é composta por série de eventos culturais interligados, tais como debates, shows, apresentações artísticas e festas, com encerramento feito pela marcha, no domingo 13, com saída da Praça do Campo Grande percorrendo e colorindo com as cores do arco-íris os casarões cinza do centro da cidade. O GGB realizou pesquisa sobre o que, em duas palavras, querem os LGBTs, as primeiras que viessem à mente. As que mais se repetiram foram “Direitos e Respeito”, escolhidas para compor o tema da parada: “Respeito por Direito”. Nesse aspecto, além da fundação do GGB, há 35 anos, a Bahia e sua capital têm muito que mostrar. Em 2014, foi instituído o Conselho Estadual de Políticas LGBT junto à Secretaria de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social e composto por conselheiros governamentais e da sociedade civil. Já a cidade de Salvador ganhou, em maio deste ano, o Núcleo de Cidadania LGBT com a finalidade de criar o Centro de Referência Municipal, que atuará na promoção da cidadania, trabalho e direitos arco-íris. Foi o próprio GGB que indicou o projeto do Centro, apresentado à casa legislativa da capital pela então vereadora Fabíola Mansur (PSB) e sancionado pelo prefeito municipal ACM Neto (DEM). A ideia é fazer um espaço em que os LGBTs tenham prazer em frequentar, que realmente seja uma casa de proteção, formação, apoio e centro dinâmico de arte e cultura. Do ponto de vista turístico, Salvador hoje esta mais bonita, recebeu uma nova orla, iluminação especial e com a chegada do metrô ficou muito mais. Possuiu vida noturna  diversificada com bares, boates e restaurantes que oferece gastronomia regional, internacional e exótica. A cidade conta com guia turístico gay impresso em inglês e português, o Estado já promoveu a marcha no II Salão Baiano do Turismo da Bahia e quer, agora, disputar o título de segunda maior parada do Brasil. “Competição saudável com a cidade do Rio de Janeiro”, brinca Cerqueira. Mais informações: Marcelo Cerqueira – presidente do GGB: (71) 9989-4748

LGBTs querem direitos e respeito.

Salvador, 21 de maio de 2015 –  por Marcelo Cerqueira editoria do site do GGB – 01h55 min O que querem os LGBTs: Responda o que vem na mente em duas palavras. São tantas respostas, magnificas, queremos tantas foram tantos anos de carências que o mundo não seria suficiente para guarda-las. Mais os LGBTs não querem tanta coisa, assim, não, querem apenas duas imprescindíveis. Das cinquenta e uma respostas coletadas nessa quinta-feira 21 de maio pelo Face, perguntados o que querem as palavras que vieram á mente foram, as mais repetidas, mesmo em contextos diferentes, são sem demais milongas: Respeito e direito, ou respeito e direito. A palavra cidadania não apareceu muitas vezes, já segurança aparece inúmeras vezes. As palavras amor, felicidade e liberdade também aparecem na enquete. O clamor é por respeito, sem dúvida. Portanto, torna-se preciso analise cuidadosa da expressão. O que seria respeito e como ele deve ser aplicado em nosso cotidiano no relacionamento com a comunidade. Mais o que seria o respeito na prática? Dois homens fazendo demonstração de afeto e carinho na Praça de Alimentação de um movimentado Shopping pode ser considerado por alguns como falta de respeito “desses gays”. Mas isso para nós não é desrespeito, é algo parte de nossa cultura afetiva. O que seria para LGBTs a expressão “ se darem ao respeito” para serem respeitados. Essa expressão é comumente usada pelos outros em relação a nós. Falo de respeito em relação a si e aos outros, a forma escolhida para lidar com as pessoas. Respeito é uma vida, sem dúvida, de mão dupla, há de vir das duas partes. O que esperar dos outros como um tratamento respeitoso? A resposta de número 15 é bem reveladora disso, e ainda dá sugestão para os dois lados. A expressão direito aparece com dos significados. O primeiro relaciona-se as normas jurídicas, jurisdição definindo o comportamento de cada pessoa. Isso tem a finalidade de diminuir ou erradicar os conflitos entre as pessoas no ambiente social. Legislação, normas, condutas que o Estado define para aperfeiçoar as relações. Nessa relação os LGBTs situa-se como desfavorecidos na relação com o Estado que atua de forma ainda muito tímida na proteção dessa comunidade, mesmo que pese ainda essa população cumprir com os deveres como pagar impostos, o Estado ainda nega-lhes direitos que são elementares para a vida e felicidade da pessoa humana. RESPEITO, por favor. DIREITOS, por obrigação. Esse vai ser o tema de nossa próxima campanha de massa. Veja as expressões sugeridas pelos colaboradores, nossa gratidão. Respeito e aceitação Respeito e direitos Segurança e igualdade Direitos e respeito Cidadania e respeito Respeito e Fraternidade Amor saúde Respeito as mulheres trans Ser normal Respeito integral Respeito fechação Respeito e segurança Respeito e igualdade Felicidade sem limites Que me deixem viver minha vida em paz, tranquilamente. Que cada um cuide da sua própria vida.; Punição para homofobia Respeito e amor Respeito e segurança Respeito e carinho Respeito, dignidade amor Paz e respeito; Dignidade, de gays com gays primeiro para em seguida solicitarmos dos não gays. Igualdade, respeito (Direitos absolutamente iguais) Respeito e liberdade Liberdade e Direitos Respeito e tolerância Segurança e respeito; Respeito direitos iguais nem menos ne mmais; Dever (ja exerćo) e direito(conquistaaaaaando) Cidadania e fim da homofobia Respeito e amor Ser respeitado Respeito e dignidade Mais amor por favor Respeito e amor Sexo e amor Amar sexo Liberdade amor Respeito e segurança Liberdade e segurança Respeito igualdade Respeito e dignidade Respeito e compreensão Direitos diminuir homofobia, transfobia e lesbofobia. Respeito e inclusão social Respeito e sabedoria Respeito e igualdade Mais respeito Reconhecimento e respeito Que os próprios LGBts se respeitem e parem de serem eles mesmos preconceituosos uns com outros. Rapaz são tantas coisas, que precisei substituir por diversas vezes… Ai percebi a necessidade de refletir sobre o que seria mais pertinente antes de expor… …( atençao – rigor da justiça )

17 de maio internacional de combate a homofobia

Salvador, Bahia, terça-feira 19 de maio de 2015 – ás 19h00 por: Fabíola Mansur, médica, deputada estadual na Assembléia Legislativa da Bahia (PSB) & Marcelo Cerqueira, professor Licenciado e Bacharel em História, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). (foto). Todos os oprimidos tem um dia de luta, mulheres, negros, índios, pessoa com deficiência e tantos outros. Não é dia de festa, mas  de reflexão para contar os avanços, pensar no futuro  e prevenir para que não haja retrocessos nas conquistas. Essas datas não devem ser vistas como privilégios porque não são.  São na verdade conquistas de espaços sociais e de palavras que fortalecem a luta dos oprimidos por direitos iguais. Nessa perspectiva se insere o dia  17 de  maio  Internacional de combate a homofobia Homofobia. A data foi escolhida para celebrar a exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992. A partir daí a homossexualidade recebe o status de orientação sexual. Antes se acreditava que poderia curar pessoas com essas características e muita energia foi desencadeada em pesquisas ao exemplo do livro “A Inversão dos Sexos” 1934  de autoria do médico baiano Estácio de Lima. Percebe-se pela descrição dos casos relatados no livro a iniciativa de curar essas pessoas. Por outro lado Estácio e seu colega Afrânio Peixoto, tirava a homossexualidade de caso de polícia e trazia para a clinica médica. A partir dai que surge o interesse o entendimento da medicina, influenciada pelas teorias médicas e de sexualidades que chegaram ao Brasil nesse período, a homossexualidade recebeu uma classificação primeiro pelo que chamávamos de INPS ( Instituto Nacional da Previdência Social). Desde a sua fundação o Grupo Gay da Bahia (GGB) começou campanha nacional pela derrubada do Código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças sob alegação de que  “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.  A entidade começou um abaixo assinado no qual consta assinaturas de ilustres como Fernando e Ruth Cardoso, Ivete Vargas e tantos outros artistas e políticos nacionais.  Foram anos difíceis que tivemos de enfrentar a epidemia da Aids e suas incertezas em relação a prevenção e tratamento. Muita luta por respeito, muitos companheiros tombaram no bom combate.  Mas, tivemos conquistas, avanços, sem dúvida. A luta faz com que a gente avance mais contra as injustiças. Uma conquista sem dúvida em 1980 quando Luiz Mott funda o GGB, depois a régua e o compasso quando cai por terra o código 302.0 que proíbe tratar homossexuais como doença. Essa ação foi reforçada pelas Associações de Medicina e Psicologia dos Estados Unidos, proibindo qualquer tipo de tratamento por não ser doença, mas uma variável saudável da sexualidade humana. A luta contra a homofobia recebeu um importante aliado que foi o movimento social em saúde a partir de 1994 atuando na resposta á epidemia da Aids no Brasil. Isso também graças uma visão aberta do Ministério da Saúde naquele momento.  A participação do movimento social pode expandir o debate sobre temas que antes não eram possíveis de serem abordados, tais como gênero, orientação sexual, homossexualidade, apoio  e controle social das politicas de Saúde, fóruns, encontros e participação dos ativistas. Foi um discurso prático e operacional tão generoso que fez da politica brasileira de prevenção uma experiência inesquecível por que viveu e ajudou a construir, como nós, por exemplo. Nesse dia 17 de combate a homofobia, olhando para trás percebemos o deserto que atravessamos como diz o poeta, “estranho e só” e chegamos vivos. Muitos avanços, e não é possível falar disse em o movimento social brasileiro, dedicação luta e empenho, suor, alegria e muitas lagrimas. Cada lagrima por um amigo que morreu vitima de um crime homofobico, por aqueles que vivem presos de consciência sem poder ser o que gostaria de ser, pelos jovens que se suicidaram por não encontrar apoio para viver com essa situação adversa. Lagrimas pela dor dos homens e mulheres trans que não podem ainda serem o que são de verdade, expressando-se, amando e vivendo como ser humano. Entretanto, é preciso educar as gerações, nenhuma mudança acontece se não for por meio da educação. É preciso apropria-se da escola e fazer desse espaço de construção do conhecimento, um espaço democrático de oportunidades, respeito a diversidade . Consideramos que atuação das escolas no fortalecimento do debate sobre homofobia é questão de direitos humanos e deve ser debatido com toda a comunidade escolar. Os parâmetros curriculares Nacionais já determinam que temas tais como discriminação sejam tratados em sala de aula  pelos educadores. Entretanto, falta capacitação de professores para atuar diante de uma situação de intolerância entre os alunos. A cada episódio de bullying, toda a comunidade escolar deveria se mobilizar no sentido de mudar essa triste realidade que incentiva o abandono escolar.  A escola deixa de cumprir a sua função que é formar cidadãos. Publicado no dia 17 de maio de 2015 no Correio da Bahia.

17 de maio, Dia Mundial contra a Homofobia

16 de Maio de 2015 – 13:59 | por Luiz Mott e Marcelo Cerqueira Marcelo Cerqueira, Fátima Mendonça e deputada Fabíola Mansur O termo homofobia – ódio à homossexualidade – foi cunhado em 1972 nos Estados Unidos, introduzido no Brasil pelo Grupo Gay da Bahia em 1984. O Dia Mundial contra a Homofobia, 17 de maio, foi estabelecido em 2005, pelo ativista Tin, e divulgado no Brasil por Luiz Mott em 2006, oficializado em 2010 por decreto do Presidente Lula como Dia Nacional contra a Homofobia. O Brasil destaca-se vergonhosamente no cenário mundial como país campeão de assassinatos homofóbicos: 50% dos crimes contra LGBT são cometidos em nosso país, 326 homicidios em 2014, uma média de uma morte violenta a cada 27 horas, dos quais  53% gays, 43% travestis e 4% lésbicas. Crimes de ódio, com requintes de crueldade: dezenas de facadas e tiros, múltiplos instrumentos de tortura, empalamento e castração das vítimas. Em 2015 já foram documentados 122 assassinatos. São Paulo é em termos absolutos a metrópole onde ocorreram mais assassinatos no ano passado: 16, seguido do Rio de Janeiro e Bahia. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vitimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Enquanto no Brasil como um todo, os LGBT assassinados representam 1,6 de cada um milhão de habitantes, na Paraíba esse risco sobe para 4,5 e 4,1 para o Piauí. Durante décadas, o Nordeste foi à região de maior incidência de crimes homofóbicos: pela primeira vez em 2014, o Centro-Oeste emerge como a região geográfica mais intolerante, com 2,9 de “homocídios” para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul – a região menos violenta, com 0,7 mortes. Segundo o fundador do Grupo Gay da Bahia, responsável pelo site Quem a homotransfobia matou hoje,  “Lastimavelmente, a violência anti-homossexual cresce incontrolavelmente no Brasil. Nos 8 anos do governo FHC, foram documentados 1023 crimes homofóbicos, uma média de 127 por ano; no Governo Lula, subiram para 1306, com média de 163 assassinatos por ano; nos quatro anos do Governo Dilma, tais crimes já atingiram a cifra de 1569 mortes,  com média de 392 assassinados anuais – mais que o dobro dos governos anteriores”. Para Eduardo Michels,  responsável do banco de dados sobre crimes contra LGBT, “falta vontade política da Presidenta em cumprir sua repetida promessa eleitoral de criminalizar a homofobia. Além de crescentes, esses crimes se tornam cada vez mais cruéis e bárbaros”. Como o gay Helmiton Figueiredo, 30 anos, assassinado com 60 facadas em Cabo de Santo Agostinho (PE); a travesti Agata Renata, 18 anos, de Campo Grande (MS), estuprada, morta por espancamento e jogada dentro de um rio; os gays Jonhy Lima, 19 anos e Saulo Tavares, 24, esfaqueados em Vila Velha (ES); o jovem de 14 anos, Peterson Ricardo Oliveira, de Itaquaquecetuba (SP), espancado na escola por ser adotado por pais gays. Homofobia não combina com democracia. Entretanto, é preciso que toda a sociedade se desnude do preconceito e seja capaz de entender que combater a homofobia não é fazer propaganda de uma orientação sexual em especial, ao contrario. A homofobia é uma verdadeira praga que destrói vidas e famílias. Combate-la é criar climas favoráveis para o fortalecimento da democracia  e dos direitos humanos coletivos de difusos de todos os cidadãos. Homofobia é também uma doença a pessoa homofobica padece de uma doença social curável basta que ela queira ficar boa. Para curar-se só precisa de conhecimentos, educação para entender que pessoas homossexuais são tão normais quanto outra qualquer, inclusive, podem até cometer erros e reconhece-los porque isso faz parte da condição de ser humano. Publicado em 16 de maio de 2015, ás 15h no site www.bocaonews.com.br *Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) *Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia

Justiça para Andrezza Lamarck

Compartilhe viral em sua rede social. Isso é importante, porque proteger esses casos não devem ficar impune. Salvador, BA, domingo, 10/05/15 .

Amigos choram morte de transformista Andrezza Lamarck

Salvador, Bahia, 08h30, sábado, 9 de maio de 2015. Do GGB Atualizada em 9/05/15 ás 15h28min – Familiares informaram que o sepultamento acontece amanhã, domingo 10, ás 11h00 no Cemitério Municipal de Itaapuã. Em menos de 2h00 após morte do ator transformista, Fernando Bergen Monteiro,46 anos, conhecido no meio artístico como Andreza, ontem à noite por volta das 22h, amigos e admiradores do ator expressavam tristeza e revolta pelas mídias sociais. O crime chocou a comunidade local e pelo conteúdo das postagens na internet percebe-se que Andreza, era uma pessoa muito querida e amada pelos colegas e admiradores que chamavam de “diva”, por personificar a personagem Clara Nunes em seus shows. Após ter se apresentado em uma casa de shows da área, Fernando, seguia pela invasão que liga o Tororo a Estação da Lapa, quando logo no inicio da via, nas imediações do bar de um homem conhecido como Nego, foi surpreendido por um homem que saiu de dentro de carro Fiesta preto modelo Hatch, e realizou cerca de quatro disparos de revolver. Segundo moradores que presenciaram o crime e pessoas que estavam sentadas nas mesas e cadeiras espalhadas pela rua, o homem desceu com calma, e com o rosto descoberto, cobrindo a face após retornar ao carro que arrastou e fugiu pela rua José Duarte sentido a Avenida Joana Angélica. Um morador que não quis se identificar disse que viu o instante que o homem realizou os disparos e o corpo agonizado ao chão até morrer. “ O individuo era um homem negro, parrudo e media cerca de 1,70 de altura” declarou informando ainda que parecia haver mais pessoas dentro do carro além do motorista. A fuga foi registrada por uma câmara de alta resolução da Secretaria de Segurança Pública da Bahia instalada na entrada da rua José Duarte  com Joana Angélica. A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal Nina Rodrigues para poder fazer o sepultamento, que ainda não tem hora a ser realizado. Fernando que também era maquiador se apresentava nas casas noturnas de Salvador inclusive com dias fixos em algumas elas. Andrezza Lamarck gozava da consideração do Grupo Gay da Bahia (GGB) que sempre escalava a personagem para se apresentar na Parada Gay e demais eventos realizados pela entidade. Mesmo que pese a vulnerabilidade dos LGBTs e a entidade defender que os casos envolvendo mortes e violências contra a comunidade são motivados pela homofobia, este crime não revela teor homofobico explícito, para isso considera-se ainda que não existem informações no meio de que ela realizasse algum tipo de comércio  ilícito. O modo de execução nos leva a supor que seria um crime encomendado, porque não foi assalto, o atirador não levou nenhum dos pertences da vitima sendo os mesmos recolhidos pela Polícia Técnica, o atirador não expressou nenhuma palavra associada à orientação sexual da vitima. Texto no face revela que ela fazia planos para o futuro, confira. Andreza, publica no face “Não durmo mais com a garrafa..” em mensagem positiva de vida. No dia 3 de maio, ás 17h30 ela publicou a seguinte mensagem.  Texto indica que ela estava buscando melhorar a sua qualidade de vida e para isso estava adotando novos hábitos.  “Tenho o maior respeito a arte do transformismo foi bom poder ter professoras e professores maravilhosos nesses 26 anos de palco atualmente e essa arte que vem me sustentando…..uma profissão que me aproxima de pessoas boas e tambem más so e olhar para traz e ver que o longo da minha estrada so ficou as minhas pegadas pois quem teve que ficar na escuridão ficou a um tempo atras estava num momento de grandes duvidas mais so os meus amigos tiveram a coragem de me contar o que alguns amigos de show estariam dizendo ao meu respeito mais meus amores quando fui a escola foi pra estudar entende eu nao ia a escola eu ia estudar sabem a diferença do que eu estou falando …..é isso hoje nao permito mais morar com ninguem,nao durmo mais com a garrafa de conhaque ao lado da minha cama,na minha casa nao tem entra e sai ….so vai quem eu convido e alem disso nao quero homem nenhum dentro dela a minha vida agora e assim se eu passar a vida toda falando que te amo eu amo mais se vc me dizer so uma ingratidão te excluo do meu face nao precisa nem me perguntar ha……quando eu tiver em qualquer camarim e eu for a responsavel por favor….se afaste tenha pelo ao menos a decencia se se orgulhar como ser humano outra coisa viva seuja feliz nas minhas orações eu torço pela vitoria dos meus inimigos pois sei que vou elevar a minha vitoria perante aos meu Orixas eu sou de OXALUFAM”.

 UM CAFÉ, UM SEGREDO E UM BORRADO: Atividades artísticas promovem discussão sobre identidade e gênero no mês em que se comemora o Dia Internacional de Combate à Homofobia  

UM CAFÉ, UM SEGREDO E UM BORRADO Atividades artísticas promovem discussão sobre identidade e gênero no mês em que se comemora o Dia Internacional de Combate à Homofobia. ( foto divulgação). Salvador, Bahia, sexta-feira, 8 de maio de 2015 – Da assessoria No intuito de promover discussões em torno do universo LGBTTT, os artistas Luiz Antônio Sena Jr. e Anderson Danttas, realizam uma série de atividades artísticas no projeto “Um café, um segredo e um borrado”, durante o mês de maio, quando celebra-se o Dia Internacional de Combate à Homofobia (17/05).  De acordo com dados estatísticos recentes, 44% dos casos letais de homofobia foram registrados no Brasil no último ano; o Nordeste é a região que mais mata; e, a Bahia é o quarto estado em número de casos, ao lado do Rio de Janeiro, estando na capital a maior quantidade de registros. Nesse contexto, os dois artistas que integram A Outra Companhia de Teatro realizarão em 04 praças de Salvador (Piedade, Campo Grande, Cruzeiro de São Francisco e Porto da Barra), a intervenção urbana CAFÉ [um gole ou um brinde], onde convidarão pessoas para tomar um café. Neste ato, dialogarão sobre seus afetos, suas escolhas, até revelarem-se gays e darem a seu interlocutor duas opções: tilintar as xícaras num brinde a diversidade ou tomar seu gole solitário. Ainda, nesta ação de interação com o espaço urbano, somando-se às intervenções, acontecerá a exposição De quando conheci você (?), do fotógrafo potiguar Paulo Fuga, que caracteriza-se pelo silêncio, fluidez e itinerância, ao expor imagens de pessoas e casais LGBTTT em sua intimidade atravessadas por recortes da capital baiana em porta-retratos dispostos em bancos, calçadas, paredes e árvores. A proposta é convocar o público a revisitar o espaço/corpo do outro através da fotografia, numa tentativa de assumir a rua como casa para refletir sobre o lugar sócio-político-urbano em que estão inseridos. Também, apresentarão o espetáculo BORRADO [de como o tempo te revela], em 06 sessões, no esquema Pague Quanto Quiser (ao final o espectador paga o valor que pode e acredita ser condizente a obra que assistiu), em locais alternativos da capital baiana: Residência Universitária (R1 / UFBA) – Vitória, Casa d’A Outra – Politeama, e, Casa Preta – Dois de Julho. Em cena, os dois atores, através de relatos biográficos e realidades ficcionadas, expõem seu processo de descoberta/aceitação gay, construindo uma trama pautada no teatro documentário, onde o público participa ativamente da encenação, sendo coadjuvante da ação. Por fim, acontecerá, ainda na Casa d’A Outra, a oficina gratuita SEGREDO [sobre como dizer, sem pedir], voltada para atores e não-artistas, maiores de 16 anos, interessados em participar de uma vivência que pretende expor as estratégias de criação do espetáculo, convocando os participantes a revisitarem sua história para entenderem-se como personagem de um contexto, e assim estabelecer outro ambiente de discussão sobre gênero e sexualidades. “Mais do que falar sobre o gay, queremos dizer: todos somos iguais para além das identidades sexuais! Temos fome, sede e sono, como todos. Ficamos doentes, sangramos e moremos, como todos.Consumimos, pagamos impostos e votamos, como todos. Precisamos ser reconhecidos e assistidos pelos direitos que cabem aos cidadãos brasileiros, como todos!”, justifica Luiz Antônio Sena Jr., idealizador do projeto que acontecerá entre os dias 16 de maio e 05 de junho. “A ideia é convocar as pessoas a refletir sem os superlativos que vitimizam/agridem os homossexuais”, completa Anderson Danttas. O projeto “Um café, um segredo e um borrado” é uma realização d’A Outra Companhia de Teatro e foi contemplado pelo edital Arte em Toda Parte – Ano II, lançado pela Fundação Gregório de Mattos, órgão da Prefeitura de Salvador.   SERVIÇO: Intervenção Urbana: CAFÉ [um gole ou um brinde] Exposição Fotográfica: De quando conheci você (?) Onde: Cruzeiro de São Francisco – Pelourinho, Praça da Piedade – Centro, Largo do Porto – Barra, Praça Dois de Julho – Campo Grande – respectivamente Quando: 19 (a partir de 19h), 23 (a partir de 13h), 24 (a partir de 16h) e 31 (a partir de 16h) de maio de 2015 – respectivamente Quanto: gratuito Espetáculo: BORRADO [de como o tempo te revela] Onde: Residência Universitária – R1 / UFBA (Av. Sete de Setembro, 2982 – Vitória), Casa Preta (Rua Areal de Cima, 40 – Dois de Julho), Casa d’A Outra (Rua Politeama de Cima, 114, Ed. Centro Comercial Politeama, 1º andar – Politeama) Quando: 29 de maio e 05 de junho (Casa d’A Outra – às 20h), 17 e 31 de maio (Casa Preta – às 19h), 30 de maio e 06 de junho (Residência Universitária – às 20h) Quanto: Pague Quanto Quiser (ao final da apresentação o expectador paga, se quiser, o valor correspondente a obra que assistiu) – ingressos distribuídos 01h antes Oficina Artística: SEGREDO [sobre dizer, sem pedir] Onde: Casa d’A Outra (Rua Politeama de Cima, 114, Ed. Centro Comercial Politeama, 1º andar – Politeama) Quando: de 20 a 28 de maio, quartas e quintas, das 19h às 22h Quanto: gratuito, om inscrições através do e-mail aoutra@gmail.com Mais informações: Luiz Antônio Sena Jr. – 71 9252-5491 / luizantoniosenajr@gmail.com Roquildes Junior – 71 9222-6521 / rjuniorator@gmail.com