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Parada Gay da Bahia pede fim á violência contra mulheres transexuais: e convoca LGTS para caminhada, quarta-feira, 23, ás 14h em Pernambués contra a transfobia.

  Salvador, 21/03/16 – Por MARCELO CERQUEIRA . Viver sem violência é um direito das mulheres transexuais e de todo gênero feminino. Este é o tema da 15ª Parada LGBT da Bahia que acontece no dia 11 de setembro a partir das 15h no centro de Salvador. O novo tema substitui  o “ Cyber cidadania” que tinha como objetivos debater o papel da internet e dos ativistas digitais na comunicação em rede, a imprensa tradicional e o contraponto dos ativistas digitais na produção de conteúdo voltado as identidades. A mudança do tema deu-se pelos últimos acontecimentos violentos que ocorreram na capital baiana envolvendo mulheres transexuais, ao exemplo do que ocorreu com a trans Bruna Menezes, 25 anos, cabelereira, no dia 13 de março no bairro de Pernambués. Bruna sai de sua casa acompanhada de sua mãe e companheiro com destino a uma pizzaria no mesmo bairro, quando no caminho os três foram abordados por dois homens um vulgo “chaparral” que portava arma de fogo e o outro um porrete da madeira. Bruna foi alvejada por diversas cacetadas nos braços e nas pernas, sendo que o motivo era acertar na cabeça, que ela defendia com o braço. No ato da violência segundo Bruna, eles diziam, “Bate pra matar, bate pra matar”, do nada “Chaparrau” saca uma arma de fogo e despara dois tiros, um deles alveja o marido da trans, que até a data de hoje permanece internado recebendo cuidados médicos sem data de ser liberado. A bala atravessou a virilha e se alojou na coxa do rapaz. Bruna Menezes merece viver e amar como qualquer mulher. Mas, ela por ser trans não é seguro circular com o seu marido, assim, como qualquer casal.  Existe muita má vontade da população em relação aceitar a diversidade de orientações sexuais. É preciso que todos atuem pela eliminação da violência contra as mulheres transexuais. Entretanto, o individuo deve permitir-se aprender sobre esse universo feminino fabuloso. O GGB parte do ponto de vista que mulher é uma condição social e isso não depende, excepcionalmente, do sexo biológico. A nossa proposta como tema central é jogar luzes sobre essas feminilidades existentes, incentivando-as para serem as senhoras de seus próprios destinos. Mulheres Transexuais, e Travestis, ainda sofrem do preconceito com base no gênero, o que chamamos de transfobia. Mulheres Transexuais e Travestis são confundidas com gays, homossexuais e etc. Entretanto, não são em tese, mas pode ser que algumas dessas pessoas tenham orientações heterossexual, bissexual ou homossexual. Mulheres trans não geram filhos, mas muitas mulheres cisgênero também não, entretanto ambas podem e devem exercer a maternidade por outros meios. As mulheres trans são exploradas e subordinadas aos papéis de gênero femininos por seus companheiros, sofrem violência física e mental. Em qualquer lugar que um individuo do gênero feminino sofra algum tipo de opressão, é preciso ajudar superar essas opressões. Para isso é preciso dialogar com as outras mulheres para superar esses obstáculos causados por um gênero que oprime o masculino, a outro que sucumbe, o feminino. Os papéis de gênero não são hoje tão rígidos como antigamente o mundo contemporâneo, individualista permitiu a liberdade de existir várias maneiras de ser mulher. Antes era cristal hoje é fumaça, e, tudo flutua e existem muitas maneiras de feminino e de reformular o corpo, hoje o gênero fluido se apresenta como uma revolução aos papéis, porque o individuo pode ser o que quiser, onde quiser e de sua maneira, exclusiva. Conviver com essas mudanças requer um exercício de entender o outro nas suas necessidades, estas que, são pilares de sua cidadania, reforço para lidar com uma sociedade ainda com resquícios de conservadorismo. É dever do estado, dos órgãos e, da sociedade civil combater todas as formas de preconceitos, homofobia, lesbofobia e transfobia, isso significa criação de climas favoráveis para o fortalecimento da democracia.  Propomos! Mas é preciso que você entenda.   No mundo de hoje não tem mais sentido o individuo possuir uma identidade predominantemente essencialista, não é possível considerar apenas um real e os demais como ilusão, ou imitação de algo que supostamente seria real. Vivemos em um mundo de culturalidade, tudo é cultura transformação e jogo de poder politico, variando para cada momento histórico. Em certos momentos da história da humanidade esses aspectos foram mais interessantes, usados para manter um sistema politico, mas hoje em dia esse ser, é, aquele que era real, ”essenciais”, cederam lugar para o que chamamos na pós-modernidade de gêneros flutuantes.   Os órgãos públicos, as entidades feministas, entidades da sociedade civil, pessoas em geral, os órgãos de comunicação, educação e as famílias devem entender que não existe um padrão único de feminilidade ou de masculinidade e isso é uma característica desse mundo contemporâneo liquido fluido e também efêmero. No mundo moderno, nas metrópoles, especialmente as pessoas podem ser o que quiserem dispor de seus corpos como entender e isso não tem nada a ver com o corpo biológico.   Na modernidade é preciso falar das formas de ser mulher e que o sexo biológico não é fator predominante para ser coisa alguma, considera-se tudo é cultura e no sentido da individualidade a pessoa pode ser o que ela quiser, como quiser , onde quiser, excetuando, comportamentos considerados violentos e agressivos ao corpo e espaço social do outro.   Incluir no discurso feminista as Travestis, mulheres Transexuais e homens Trans na proteção efetiva do Estado de Direito, saúde, tratamento hormonal, defender a alteração do nome civil para essa população sem que necessariamente nesse aspecto considere a cirurgia de redesignação sexual como critério primordial, há de observar o sexo biopsicossocial como critérios fundamentais.   Radicalizar no discurso politico a ideia da diversidade de gênero no sentido de que existem varias maneiras de serem mulher e homem, de diversas orientações: heterossexual, homossexual, bissexual; de diversas identidades: gay, lésbica, homem trans, mulher transexual e  travestis e que são formas de viver, ser feliz e se expressar como sujeitos. Para além dessas existem uma infinidade de identidades dentro de um conceito mais amplo o chamado “Transgênero” que não

Farol da Barra recebe projeto Divas aos domingos

  Salvador, Bahia, segunda-feira, 21 de março de 2016 – Do GGB – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira compareceu na tarde de ontem, domingo, em mais uma edição do projeto Divas ao pôr do Sol que acontece todos os domingos a partir das 18h no calçadão do Porto da Barra considerada a praia urbana com maior frequência do público LGBT na capital baiana. O projeto cultural, criado  pelo ator e arquiteto Valter Santiago, idealizador da personagem Dion, conhecida na noite baiana por seu talento e versatilidade, ainda muito conhecida pela interpretação da canção “mudança” na voz da cantora Vanusa. O transformismo é uma arte milenar surgida na Grécia em um período que as mulheres não podiam subir ao palco, por ser um motivo de desonra. Desse modo, os homens se travestiam  e todos os papeis femininos eram desempenhados por eles. Dion utiliza esses elementos do transformismo clássico e acrescenta arte pop ao seu evento, que consegue aglutinar centenas de pessoas que observam atentamente os gestos dos atores que se apresentam no calçadão. Nesse domingo, além da Diva Dion,  os transformistas Luana Lins, dublando com gestos e bocas a cantora Daniela Mercury,  Waluar Alcione entre outros do elenco e anônimos que usaram do espaço para expor seus trabalhos. O GGB distribuiu preservativos e folhetos convidando  jovens para as reuniões do projeto Se Ligue que acontece na sede da entidade no Centro Histórico. A iniciativa sugere as pessoas levarem doações que são destinadas ao Instituto Conceição Macedo que atende crianças que convivem com o vírus HIV. O padre Alfredo,  representando a ONg se fazia presente no local, recebendo os donativos. No uso da palavra o presidente do GGB destacou a importância da ação que estimula a  utilização dos territórios urbanos com intervenções artísticas em suas linguagens  que promovem a cultura LGBT na cidade. “ Isso é muito bacana e o melhor que é de graça”, conclui Cerqueira.