SKOL – SENDO OU NÃO LGBT, REDONDO É SER ALIADO
https://www.facebook.com/DuMichels/videos/1769501436468003/ SKOL – DIA DO ORGULHO LGBT Mãos Vamos dar as mãos e mostrar pro mundo todo que o respeito é uma causa de todos nós. É uma causa de quem é aliado. Sendo ou não LGBT, redondo é ser aliado. Skol. Redondo é ser aliado. 28/06 – Dia do Orgulho LGBT
HOMOFOBIA CUSTA US$ 405 BILHÕES AO BRASIL
Murilo Gitel / O POVO / Via Rede Nordeste Preconceito, despreparo e violência atinge um publico que movimenta mais de US$ 150 bilhões por ano “Vocês têm certeza que é uma cama de casal? Não seriam duas de solteiro? ”. Estas perguntas, feitas por uma recepcionista de um hotel em Salvador, no último final de semana, ao casal de namorados Ederson Vargas, de 29 anos, e Fábio Gusmão, 32, refletem bem alguns tipos de constrangimentos que lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros costumam enfrentar ao buscar uma hospedagem na Bahia. “Respondi que era óbvio que eu sabia, levando-se em conta que estava alugando, justamente, um quarto com cama de casal. Mas percebi que ela não falou por maldade. Foi despreparo mesmo”, relata Ederson, gerente de tecnologia da informação e morador de Itapuã. “Infelizmente conheço muitos amigos que passam pelo mesmo tipo de situação”, acrescenta. Além do constrangimento em si e dos impactos sociais, fatores como o despreparo, a intolerância e a discriminação têm uma perspectiva econômica negativa: a homofobia custa pelo menos US$ 405 bilhões à economia brasileira segundo dados do Relatório Brasil LGBT 2030, da empresa de consultoria OutNow Global. Esta cifra se refere a fatores como perda de produtividade, processos judiciais e turnover (rotatividade) em postos de trabalho. “Os entrevistados [para a pesquisa, todos LGBT] exibem altos níveis de despesas e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços”, destaca o CEO da OutNow, Ian Johnson. Trata-se do conceito “pink money” (dinheiro rosa), ou poder de compra dos LGBTs. Esse público já movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano, de acordo com levantamento da InSearch Tendências e Estudos de Mercado. Casais homoafetivos chegam a possuir renda duas vezes maior do que os casais heterossexuais e consomem, em média, 30% a mais. Abrangência O estudo da OutNow sobre o mercado brasileiro LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) é o primeiro de uma série chamada LGBT 2030, considerada a maior pesquisa global do mundo sobre o tema e que abrangerá 20 países. A amostragem foi realizada entre junho e julho de 2017. De acordo com o levantamento, um em cada três entrevistados (33%) considera eventos culturais LGBT um fator importante ao escolher um destino para uma viagem de lazer. E é ressaltado que as pessoas ouvidas no estudo exibem níveis de despesas altos e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços. As despesas dos 5,7 milhões de adultos LGBT no Brasil, segundo a pesquisa, incluem R$ 9,5 bilhões com vestuário, R$ 5,5 bilhões com calçados e R$ 3,5 bilhões com entradas para concertos, cinema e teatro. O estudo também revela que apenas um pouco mais de um terço dos entrevistados (36%) assumem sua orientação sexual para os todos os colegas no trabalho. Outro dado alarmante é que quase três em cada quatro (73%) entrevistados testemunharam atos de homofobia no ambiente profissional durante o último ano. Continua aqui …
A Lapa é nossa: escadaria ganha as cores da bandeira LGBT
Salvador, 24/05/18 Por Laura Fernandes ( para o Me Salte) Bastou parar na frente da escadaria da estação da Lapa para perceber os olhares curiosos e as caras de interrogação. “Desculpa perguntar, mas foram vocês que fizeram esse memorial?”, questionou um rapaz à equipe do CORREIO, apontando para a escada recém-pintada com as cores do arco-íris e para os arranjos de flores perto do primeiro degrau. Ao descobrir que se tratava de uma ação do Grupo Gay da Bahia (GGB) para marcar o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, o atendente Edson Souza, 25 anos, questionou: “E é hoje? Não é comemorado dia 17, menina?”. Exatamente: os 30 degraus coloridos celebram o dia 17 de maio e a ação chamada Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar segue até o dia 21 de junho, em homenagem às cores-símbolo da luta LGBT por igualdade, respeito à diversidade e cidadania. Com o semblante surpreso, Edson aprovou a ação na estação por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente. “Amei! Aqui é o lugar por onde passa toda a Salvador e o preconceito é o que a gente mais vive hoje. Por que eu aprovo? Porque sou isso, né gata?”, gargalhou o atendente com a mão na cintura. “O preconceito tem que acabar. Já sofri muito, mas hoje nem ligo. Pago minhas contas, né? Oxe, me deixe”, finalizou, orgulhoso. Foto: Almiro Lopes/CORREIO Logo depois, uma jovem que não quis se identificar perguntou: “Isso é o que eu tô pensando que é?”. Diante da resposta positiva, ela acrescentou animada: “Logo vi! Tem gente que vai se impactar, gente que vai achar absurdo, mas achei massa!”, aprovou a garota que todo dia sai do Garcia até a estação da Lapa para cuidar dos oito cachorros e 45 gatos que moram com a mãe no Pau Miúdo. “Lá no apartamento não tem espaço e meu marido não gosta”, justificou rindo. Então, logo entregou que muitas amigas suas vão gostar da novidade na estação da Lapa, principalmente uma que era evangélica e decidiu sair da Igreja porque não estava feliz em esconder sua preferência por mulheres. “Ela não quis mais se esconder, mas ainda tem muita gente infeliz que fica se reprimindo. São todos seres humanos e temos que ter respeito”, defendeu. Curiosa com o novo cenário, a professora aposentada Valdete Aguiar, 73, chegou de mansinho para entender o que estava acontecendo. “Estava aqui curiando e fiquei intrigada. O que é isso?”, perguntou, afinal passa na estação da Lapa cinco vezes na semana e era a primeira vez que via o subsolo tão colorido. “Achei ótimo! Sou contra o preconceito contra gays, idosos, pobres, negros… Tem que haver respeito às diferenças. Se todo mundo gostasse só do rosa, o que seria do azul e do amarelo?”, sorriu Valdete. Esse foi justamente o mote da ação que aconteceu na tarde desta segunda-feira (21) e contou com presença de ativistas políticos e entidades governamentais. “Importante lembrar que as cores do arco-íris representam a diversidade de pessoas. A bandeira é muito mais do que LGBT”, destacou Millena Passos, que é coordenadora do GGB, diretora da União Nacional LGBT e assessora técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). “A gente vive numa sociedade machista, sexista, lgbtfóbica e temos que começar a compreender a diversidade”, reforçou Millena. Jorge Gauthier Jornalista, adora Beyoncé e não abre mão de uma boa fechação! mesalte@redebahahia.com.br
Estação Nova Lapa recebe as cores do arco íris LGBT do Dia Mundial contra a Homofobia
Salvador, Bahia, sexta-feira, 18 de maio de 2018 – Do GGB. Os usuários do transporte municipal de Salvador que desembarcarem no Terminal Nova Lapa, no Centro da cidade a partir de segunda-feira, (21) irão perceber que a tradicional Estação vai estar muito mais bonita e colorida com as cores reluzentes da bandeira do arco íris. Seis cores que representam o símbolo da caminhada LGBT por igualdade, respeito a diversidade e cidadania no Brasil e no mundo inteiro. A iniciativa colorida comemora o Dia Mundial de Combate a LGBTfobia (17 de maio) e recebeu como título “Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar”. O local escolhido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) foi a escadaria fixa que faz o acesso do subsolo da Estação para o primeiro andar: 30 degraus receberão uma composição harmoniosa das cores que reproduzem a bandeira do movimento LGBT em sua forma original. O presidente do GGB Marcelo Cerqueira comemora a iniciativa: “Essa arte-instalação se relaciona com o simbólico individual de muitos LGBTs suburbanos ou da periferia que puderam fortalecer a sua identidade fazendo uso cotidiano desse circuito que se insere em um território indenitário urbano que é a cidade”. Cerqueira pretende que essa ação estimule ainda mais os LGBTs fazerem uso dos espaços urbanos nas metrópoles de forma cívica e respeitosa, não somente com a cidade, mas com os demais indivíduos que transitam no mesmo território. Assim sendo, o GGB estimula as demonstrações de afeto em público, sem excessos, “no mesmo ritmo dos casais heterossexuais: direitos iguais, nem menos, nem mais!”. A campanha ainda possui outras mensagens de apoio. “Discriminar pessoas por elas serem o que são, é ilegal, imoral e só faz mal. Gays, lésbicas, travestis e pessoas trans são cidadãos de respeito”. Tais mensagens constarão em placas fixadas nas laterais do acesso da escadaria da Lapa para que as pessoas possam saber mais sobre o ideário da proposta. Essa iniciativa conta com o apoio da Estação Nova Lapa, Ministério Público e Uranus2. É uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB). Fica de segunda-feira, 21 de maio até o dia 21 de junho. Na abertura oficial, espera-se reunir, artistas, políticos e ativistas da causa. A Estação da Lapa foi escolhida por ser o maior e mais importante terminal de Salvador por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente. Já confirmaram presença para subir as escadarias coloridas Fatima Mendonça, Ex-primeira Dama da Bahia, as procuradoras Livia Santana e Santana Vaz, Marcia Teixeira do Ministério Público do Estado da Bahia, Moema Gramacho Prefeita Municipal de Lauro de Freitas, Cibele Carvalho Secretária de Relações Institucionais do Governo do Estado da Bahia, Julieta Palmeira Secretária de Politicas para as Mulheres do Estado da Bahia e Senhor Zilney Campello Diretor Presidente da Concessionária Nova Lapa. Abertura, corte de faixa e coletiva de imprensa: 21 de maio, 2ª feira, 14h00 Local: Subsolo da Estação Nova Lapa, Salvador, Centro. Contato: Marcelo Cerqueira (71) 999894748
17 de maio, Dia de combate a LGBTfobia: Uma história baiana.
Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. Salvador, Bahia, 16 de Maio de 2018. Todas as categorias sociais e profissionais possuem o seu dia de luta e transformação. Os jornalistas, os radialistas, os enfermeiros, os médicos e os músicos. A comunidade negra comemora o dia 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra essa é a data da morte de Zumbi dos Palmares. Algumas datas são instituídas oficialmente como foi o 13 de Maio. Em uma iluminada tarde de 13 de Maio de 1888 a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga assinou a Lei Aurea, como essa seria uma data chapa braça, o povo negro optou por outra. O povo LGBT optou pelo dia 17 de Maio. O Dia foi instituído desde 1990 quando médicos do mundo inteiro reunidos na segunda Assembleia Mundial da Saúde das Nações Unidas, decidiram tornar sem efeito o código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças (CID), no seu capítulo V que considerava o homossexualismo como “transtorno sexual”. A partir dessa data o que era uma suposta doença se transformou em uma orientação sexual, normal, natural e saudável. A Bahia sente-se honrada em ter contribuído a esta vitória graças ao voto favorável da médica Legista Maria Tereza Pacheco, por muitos anos Diretora do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Ela votou para que se tornasse sem efeito o código 302.0, sensibilizada pela ação do professor Luiz Mott, por suas convicções próprias, seu trabalho científico de médica legista no IML junto com o mestre Estácio de Lima. A médica Maria Tereza Pacheco se formou na Escola Médica do professor Nina Rodrigues que formou o Mestre Estácio, seu mestre. O incrível disso é a mudança! Em 1934 o sexólogo Estácio publicou a “Inversão dos Sexos” pela Editora Guanabara. Trata-se de um estudo sobre homossexualidade na Bahia nos anos trinta. Influenciado pelas teorias médicas vindas da Europa, mestre Estácio procurava identificar sinais clínicos que pudessem revelar o “homossexualismo” do indivíduo. Usando a Medicina Forense, Mestre Estácio fazia a descrição dos corpos de gays e de lésbicas para desenvolver sua suposta cura. Mestre Estácio além de descrever os fenótipos dos “invertidos”, associa as transformações destes corpos, fazendo contraponto com a questão da marginalidade. Fotos realistas ilustram sua obra, raríssima de se encontrar nas bibliotecas. Quando ele descreve um casal de lésbicas que causou furor em Salvador à sua época, mestre Estácio relaciona suas formas corporais, hábitos e sinais psicológicos à sua condição de mulheres sáficas. Mestre Estácio, pleiteava retirar o “homossexualismo” das mãos violentas da polícia: queria poder tratar, cuidar, para evitar a marginalidade a que estavam condenados os “pederastas”. Ele não gostava que prendesse, queria tratar. Muitas famílias tradicionais baianas se desenvolveram acreditando até hoje que ser homossexual é doença. Se não for doença, é no mínimo a vergonha da família. Ter um filho ou filha LGBT era um desabono a moral das famílias baianas, então, criou-se a instituição do exílio desses membros indigestos. O exílio era para quanto mais longe melhor. As famílias ricas mandavam os filhos indesejados para a França Rio de Janeiro e por lá ficavam. Estácio de Lima, não era o médico mostro. O seu trabalho científico não implicava em maus-tratos, ele queria cuidar, queria entender, embora seguindo a cartilha médica da época que considerava o “amor que não ousava dizer o nome” uma anormalidade e disfunção glandular. Confira os dados do nosso site Homofobia Mata.