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Salvador, 11 de agosto 2021. Luana Muniz – Filha da Lua estreia nos cinemas dia 12 de agosto O premiado documentário de Rian Córdova e Leonardo Menezes desvenda o mundo da travesti Luana Muniz, a “Rainha da Lapa” Estréia Salvador 12/08 ás 18h Glauber Rocha. Material imprensa: https://tinyurl.com/luanamuniz-filhadalua Facebook: https://www.facebook.com/LuanaMunizFilhaDaLua/ TRAILER: https://youtu.be/QbdlqtRI2IA “Travesti não é bagunça!” O grito ouvido em uma das esquinas da Lapa, quando uma travesti bate num possível cliente, ecoou em milhões de televisores pelo programa “Profissão Repórter” em 2010. A frase virou bordão, letra de funk e agora será ouvida em som “surround” nos cinemas. O documentário Luana Muniz – Filha da Lua revela os bastidores deste episódio e outras polêmicas na vida da Rainha da Lapa, como era conhecida. Luana saiu de casa na adolescência para se prostituir, modificou seu corpo durante a ditadura e trabalhou em diversos países da Europa. Ela não tem papas na língua, quando o assunto é drogas, sexo, violência e mercado de prostituição. Administrava um Casarão na Lapa que hospedava travestis, onde cuidava de comportamento, prevenção e documentação. Sobretudo, se colocava como um exemplo para as outras. E conseguiu impor respeito, num momento em que travestis continuam sendo brutalmente agredidas no país. Não é à toa que era Presidente da Associação de Travestis do Rio de Janeiro. A última temporada da peça “Gisberta”, com Luis Lobianco, prestou homenagem à Luana Muniz. A autora Gloria Perez a citou na novela “A Força do Querer”. E Padre Fabio de Melo fez um famoso sermão inspirado nela. São muitas as histórias curiosas. Desde a aproximação com a cantora Alcione, por conta do trabalho social e do espiritismo, até fofocas engraçadas passadas nos bastidores dos shows, que envolvem atrizes como Luma de Oliveira e Elke Maravilha.   A direção fica por conta da dupla Rian Córdova e Leonardo Menezes. Ambos  saíram da TV para montar filmes mapeando a cena LGBTQIA+. O primeiro foi sobre a transformista Lorna Washington no filme “Sobrevivendo a Supostas Perdas” em 2016. “Luana é uma daquelas personagens que vivem uma saga de heroína e a gente torce para que ela vire o jogo e vença no final”, destaca Leonardo. “Ela é uma das pessoas mais humanas e contundentes que conheci. Espero que a fome de viver dela inspire as pessoas”, declara Rian. Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões. Ela se dividia entre as performances em cabarés e os programas com clientes. Agora é hora de conhecer sua vida mais de perto. Entre os entrevistados estão a cantora Alcione, o ator Luis Lobianco, o padre Fabio de Melo, o repórter Felipe Suhre, a transformista Lorna Washington e muitos outros. “Luana Muniz – Filha da Lua” conquistou o Prêmio de Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema, Prêmio Escolha do Público no MixBrasil, Prêmio de Melhor Longa para Documentário no DIGO -Festival de Diversidade Sexual e Gênero de Goiás e Prêmio de Reconhecimento do Impact Docs Awards, da Califórnia. O filme estreia nos cinemas dia 12 de agosto. LUANA MUNIZ – FILHA DA LUA   Brasil, 78 min, cor, 14 anos Direção: Rian Córdova e Leonardo Menezes Produção Executiva: Rian Córdova e Leonardo Menezes Montagem: Luisa Breda   Roteiro: Rian Córdova Direção de Fotografia: Leonardo Menezes Produção: Denilson Vieira e Conceição Gomes Uma Produção: Guaraná Conteúdo Distribuição: Lira Filmes O documentário revela a intimidade de Luana Muniz, autora do bordão “Travesti não é bagunça”. Ela se divide entre a prostituição, o ativismo LGBT e os shows em cabarés.  A Rainha da Lapa é conhecida em todo o Brasil pela participação no programa “Profissão Repórter” e sua aproximação inesperada com o Padre Fabio de Melo e Alcione. Diretores:  Leonardo Menezes é Diretor de Conhecimento e Criação do Museu do Amanhã e já desenvolveu conteúdo de programas para canais como TV Globo, Canal OFF e Canal Futura. Rian Córdova criou campanhas de eventos como Réveillon de Copacabana, Cerimônias Olímpicas Rio 2016, Copa 2014, além de campanhas para canais como Universal, Discovery e Curta. TROMBONE COMUNICA carol@trombonecomunica.com.br margo@trombonecomunica.com.br

Dia dos pais. Paternidade homoafetiva.

8 DE AGOSTO 2021 Toni Reis* Neste domingo, dia 8 de agosto de 2021, eu e meu marido David vamos comemorar mais uma vez o sonho realizado de sermos pais. Este sonho começou há muito tempo. Lá na minha cidade no interior do Paraná, por uma estratégia para me livrar de ter que casar com uma mulher, decidi ser padre. Graças a Deus, fui convidado a sair da escola dominical! Ainda adolescente, me mudei para Curitiba. Consegui estudar Letras na Universidade Federal do Paraná, inclusive com uma base de vários idiomas modernos. Assim que me formei, fui morar na Europa, primeiro na Espanha, depois na Itália, uma passagem pela França e dois anos na Inglaterra, onde encontrei meu amor com quem vivo há 31 anos. Quando encontrei David na estação de metrô Highgate Station em Londres em 1990, Falei de supetão, “You’ll be my husband forever” (você será meu marido para sempre). Flertamos, namoramos e casamos (pelo menos dez vezes!), até que conseguimos “sujar os papéis”, como dizia minha mãe, com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. Ainda por cima, em 2018 casamos no civil e no religioso na Catedral Anglicana em Curitiba, desta vez acompanhados dos nossos três filhos. Sempre no meu inconsciente queria ser pai, desde a minha adolescência/juventude. No mercado eu amava ver casais passando vergonha com crianças birrentas. Eu pensava comigo mesmo “quero isso para mim”. David também sempre teve vontade de ser pai. Anos depois, em 2000, tomamos a decisão de adotar, e em 2005 demos entrada nos papéis. Foram anos de luta judicial até que o STF nos deu ganho de causa. Mas conseguimos adotar em conjunto dois filhos (Alyson e Filipe) e uma filha (Jéssica), hoje com 20, 16 e 18 anos, respectivamente. Ser pai foi mais que um desejo atávico, um sonho de ambos, uma experiência inarrável numa lauda de papel. Foi a realização de um sonho, de um projeto. Um processo lindo de aprendizagem e de desapego. Ser pai é realmente padecer no paraíso, ver seus filhos e suas filhas aprendendo e desaprendendo sobre amor, autonomia, felicidade e a vida. Neste domingo também, vamos lançar o livro que conta toda essa história, desde nossa infância até formar nossa própria família, e também as impressões de Jéssica, Filipe e Alyson sobre terem sido adotados e a convivência com dois pais gays: “Família Harrad Reis: uma família todas as cores e de todos os amores”. Como diz a música de Almir Sater, parafraseando, cada um tem o dom de construir a sua própria história e ser feliz. Para algumas pessoas, ser feliz é ser famoso, bonito e rico. Para mim, é ser eu mesmo. *Toni Reis é doutor em Educação e presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Famílias Senador Fabiano Contrato e  Rodrigo Grobério, seus filhos.