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Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

17ª Parada do Orgulho LGBT DA Bahia convida o povo Abraçar a Diversidade. No dia do evento o passeio do Campo Grande vai se transformar em um “abracódomo”, aproveite e doe o seu abraço. “,

  Salvador, Bahia, 2 de julho de 2018 – Do GGB, com informações de Fábio Sena.   Abraçar é gesto singular, insubstituível e universal. O abraço é um convite ao reencontro com a amizade, com a alegria da felicidade e do perdão que começa por um abraço pela força do amor. O Abraço tem o poder mágico de transmitir uma energia indescritível de um corpo para o outro, abrace!   A 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia vem celebrar o poder do abraço e a capacidade de restaurar sentimentos, vidas, amizades e corações partidos. Muitas famílias possuem filhos, irmãos, primos, tios que são LGBTs, muitas vezes vivendo solitários e sofrendo por ser o que é, e ainda: não ter escolhido ser assim. A ausência do abraço pode desenvolver problemas, inclusive de personalidade e caráter, graças à dolorosa rejeição. Por isso, a casa familiar deve ser o ambiente de encorajamento, de autoestima, de diálogo, de amor sem fronteiras.   Um abraço pode tornar uma pessoa melhor, um filho melhor, um cidadão melhor. Abraçar um parente ou amigo LGBT produz felicidade, fortalece laços, inspira humanidade. Abra os seus braços para abraçar a diversidade e compartilhe abraços maravilhosos.   Abraçar uns aos outros é celebrar a vida e restaurar o amor nos corações, rachado por algum sentimento doloroso, ou mesmo triste de um em relação ao outro. Abraçar é bem-querer, zelar, cuidar. Abraçar é dar o melhor de si: o afeto incondicional. Quem nunca precisou de um abraço para aplacar uma aflição, para celebrar uma vitória, ou simplesmente aquecer-se, sentir-se amado?   Abraçar a diversidade é permitir-se adentrar um universo que é perfeitamente igual a qualquer outro, repleto de dores e angústias, mas também de amores, sonhos, frustrações e conquistas. Abraçar a diversidade é saber o quão somos múltiplos em nossa singularidade e singulares em nossa multiplicidade. Abraçar a diversidade é dar-se a chance de proteger, dar proteção e de amar quem só quer o direito de amar quem quiser. Abraçar a diversidade é dar afeto aos LGBTs, às novas identidades de gênero que surgem e que reivindicam espaço de poder e de palavra. Abraçar a diversidade é cultivar um mundo solidário com menos choros provocados pela ação da violência e das dores provocadas por esse mal do século. Os LGBTs se inserem nesse cultivo de um mundo melhor por serem lutadores, e muitos sobreviventes dessa violência LGBTfobica, que nos assustam e dilaceram nossas vidas, causando feridas incuráveis. Nosso convite para Abraçar a Diversidade com todo gás insere a luta contra o racismo, a proteção da vida das mulheres trans e cisgêneros, as lésbicas, reverenciar memória das mulheres vítimas do feminicidio na Bahia, Brasil e no mundo, inclusive denunciando esse machismo violento que mata. Ao associar esses dois temas à 17ª Parada LGBT da Bahia, queremos declarar que o nosso movimento não é só nosso, mas é um braço abraçado a um movimento maior, internacional, liderando pela força feminina, pelo poder que emana da luta das mulheres na transformação do mundo em um lugar bom de viver, namorar, constituir famílias, criar filhos, namorar e abraçar livremente em espaços públicos de circulação de pessoas. A 17ª Parada do orgulho LGBT da Bahia convida todas aquelas pessoas que desejem doar o seu abraço no dia do evento. O convite se estende a toda população, homens, mulheres, gays, lésbicas, homens trans, mulheres trans, ativistas do movimento negro, artistas, donas de casa, pessoas de religiões africanas, católicos, evangélicos, todos oferecendo o seu abraço ao próximo. “A ideia é fazer do Calçadão da Praça do Campo Grande um formidável abraçódomo”, diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB e coordenador do evento. A 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, acontece no dia 9 de setembro no Centro da capital baiana. Entre as atividades contam a Premiação de Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT, Palco Abrace a Diversidade com todo Gás e desfile de trios elétricos a partir das 15h no centro de Salvador, concluindo as suas atividades às 20h. Já o Palco Abrace a Diversidade com Todo Gás começa às 11h e termina ás 21h30. O GGB não quis revelar, mas promete muitas novidades esse ano.   Mais informações (71) 999894748 – 3322 2552  – ggbbahia@gmail.com

Primeiro casamento coletivo LGBTQI+ em Salvador é marcado por emoção e declarações; veja as fotos

O dia do orgulho LGBTQI+ em Salvador foi celebrado em grande estilo, regado a emoção e olhares apaixonados. O motivo: nove casais que protagonizaram o primeiro casamento coletivo LGBT da capital baiana. Os personagens foram 8 casais de mulheres lésbicas e um casal de homens gays que, depois de longos anos de convivências, resolveram romper a barreira do preconceito em nome do amor. O casório foi realizado pelo projeto “Sim ao Amor”, do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e População LGBTQI+ (Gedem), do Ministério Público da Bahi Com a presença de familiares, ativistas e imprensa, os casais emocionaram a todos que presenciaram as declarações de amor e as lágrimas incontidas, típicas de um momento único na vida de cada um. O casório ainda teve direito a bolo, salão de festa e padrinhos, entre eles Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, e a jornalista Maira Azedo, que ressaltaram a “Estamos em 2018 e os casais não podiam ser filmados porque ainda vivem na opressão”, destacou Mott. Tia Má não segurou a emoção e foi às lágrimas, falando com a voz trêmula. “Eu vim com um discurso todo pronto, mas eu caí. Caí com a troca de olhares de vocês, de carinho”, disse. Ela fez questão de destacar que chorava não só com a beleza do momento, mas também pelo significado daquele momento diante das dificuldades que a populaç como deve ser viver num mundo onde viver o seu amor pode ser o motivo da sua morte. Você não pode dizer eu te amo publicamente, sem ser motivo de chacota. vocês não estão apenas se casando, estão fazendo a  revolução”, disse. A promotora de Justiça Lívia Vaz, gerente do projeto e coordenadora do Gedem, enfatizou a “coragem” de todos os casais presentes, expressou seu “orgulho” por e tipo ser realizado pelo MP. “Vivemos um momento do país de muito ódio e manifestação de preconceito. O projeto ‘Sim ao Amor’ tem o objetivo de promover o re da população LGBT. O Sistema de Justiça faz parte dessa sociedade e muitas vezes acaba reproduzindo essas formas de discriminação. Por isso a importância do Justiça Cristina Seixas Graça, representando a procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado, ressaltou que o MP baiano, e também o brasileiro, precisa cada vez mais produzir ações que enfrentem as questões de discriminação sexual, abrindo mais espaços que acolham quem luta para celebrar o “amor entre, de e para pessoas”. Participaram da mesa da cerimônia a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos (Caodh) em exercício, a promotora de Justiça Cristina Seixas; a secretária de Política para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira; o presidente da Comissão da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Bira Coroa; a presidente da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Nágila Maria Sales Brito; a coordenadora do Gedem, promotora de Justiça Lívia Vaz; a defensora pública Lívia Silva de Almeida, representando o defensor público-geral, Clériston Cavalcante de Macedo; o superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Emiliano José; a madrinha do casamento coletivo, a jornalista Maíra Azevedo e o padrinho, o presidente de Honra do GGB, Luís Mott. Galeria de Foto: Após a cerimônia, os casados receberam os convidados no salão de festa preparados para o momento. por Genilson Coutinho . Site doisterços

Salve 28 de junho internacional do Orgulho LGBT

Salvador, Bahia, 27 de junho de 2018 – Por Marcelo Cerqueira Passados trinta e sete anos de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), em Salvador, pelo antropólogo Professor Luiz Mott, ativista combativo e intransigente na defesa dos direitos civis dos LGBTs, hoje já temos alguns direitos, mas indivíduos LGBTfobicos fortalecidos pelo golpe de 2016 se mostraram com maior força e colocaram nossos direitos na contra pauta das agendas conservadoras dos movimentos de extrema direita. Eles usam da mentira e dissimulação, manipulando palavras e projetos com a finalidade de confundir a opinião pública, e lá no Congresso Nacional, marcado em sua maioria pela corrupção e pelo ataque aos direitos sociais, as nossas agendas tem sido moeda de troca no jogo do que é a provado ou não. Se o preconceito institucional faz com que dentro das Comissões no Congresso nossas pautas não andem, aqui fora, torna-se necessário muita coragem para vencer a violência. Nas comunidades para ser gay, lésbica ou travesti é extremamente arrisca e perigoso, e isso atinge a todos os LGBT, nas diversas classes sociais, porque mesmo que o individuo seja uma pessoa honesta e profissional, a LGBTfobia cultural torna-lhe um indivíduo de segunda categoria, sujeita a discriminações. Vivemos em um período de exacerbação dos crimes de ódio a diversas populações, sendo que a comunidade LGBT tem sido largamente vítimas, nós pessoas LGBT encabeçamos as listas de violência letal, principalmente com requintes de brutalidade. Uma pesquisa do site homofobia mata do Grupo Gay da Bahia, constatou 445 crimes letais contra LGBT no Brasil inteiro por motivação LGBTfóbica, e ainda 58 suicídios no ano de 2017. Um aumento de 30% em relação a 2016, quando registraram-se 343 mortes. Este é um lado sangrento da notícia, pois o relatório é feito a partir de jornais do Brasil. Por outro lado, não contamos com proteção social e as representações políticas institucionais têm adotado pouca ou quase nenhuma medida que vise reverter esse cenário de violência, tortura, preconceito e morte, sendo que muitos agentes públicos e políticos difundem o discurso de ódio e incitam a violência e a morte. O dia de hoje precisa servir como momento para potencializar as reflexões relacionadas às causas geradoras das variadas formas de violências contra nossa população, que apesar de ter havido avanços, ainda é vulnerável e para defender a inserção de políticas públicas e de garantias de diretos com dignidade à população LGBT. É importante nesse contexto que os poderes públicos constituídos, Governo Federal, Governo da Bahia, Prefeitura do Salvador, Empresas Privadas, se manifestem sobre as medidas potenciais e efetivas para garantir não somente a visibilidade em mídia, mas efetiva Gestão da Diversidade, principalmente a efetividade de direitos, resistência e existência de nossa população que sofre cotidianamente vítima da LGBTfobia. Isso inclui também apoio aos eventos culturais da comunidade LGBT, como Paradas entre outros. E importe que a população LGBT não se acomode, não retroceda, não volte para os armários mesmo com esse contexto de ódio, violências e crimes letais. Não podemos negar quem somos, precisamos cada vez mais nos reafirmar em nossa identidade, colocar a nossa cara no Sol, garantir a nossa presença fortalecida na cena pública e nos territórios de identidades de forma organizada e combativa para mudar as leis e as políticas públicas. Fortalecer é beijar, ser feliz e amar. Somente com a nossa presença, com os nossos rostos é que garantiremos uma existência digna, protegida, feliz e com amor.

Com campanha para o Grupo Gay da Bahia, agência baiana Propeg ganha prêmio em Cannes.

campanha ggb Salvador, Bahia, 23/03/18 Ediçaõ de Marcelo Cerqueira. Pela primeira vez na história a agência Propeg ganhou a maior premiação da publicidade do mundo: o Cannes Lions. A história de César Sant’anna, um homem trans que gerou seu filho antes de fazer a transição, foi a inspiração do Grupo Gay da Bahia (GGB) para a campanha 2017 pelo dia dos pais. O vídeo “O primeiro Dia dos Pais de César” conquistou nesta sexta-feira (22) a premiação que aconteceu na França. “Essa é a primeira vez que conquistamos essa premiação que é a mais importante do mundo da propaganda. A campanha traz uma veracidade de uma história real. Acho que o tema vai ser cada vez mais atual. Todos os grandes anunciantes hoje estão dialogando com essa temática e atingimos esse reconhecimento”, afirma Michele Estevez, diretora de atendimento da Propeg. A campanha, que tem 2 minutos, foi criada pela agência Propeg. No filme, a cumplicidade entre pai e filho é narrada do ponto de vista da criança. Ao final, surge a revelação de que o pai, César Sant’anna, deu à luz em 2005, antes de fazer a transição. Somente depois da gestação que César enfrentou o processo de transição de gênero. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, comemorou a conquista como uma ferramenta de visibilizar a causa das pessoas trans. “É um reconhecimento internacional do GGB e da Propeg. Isso coloca a questão das pessoas trans em atenção e com uma visibilidade tão necessária nesses momentos difíceis que vivemos. “É muito incrível para uma ONG com a nossa que é tão discriminada ter um reconhecimento mundial. É bom que as pessoas vejam que fazemos coisas com qualidade”, afirmou Marcelo. As agências brasileiras emplacaram seis finalistas no shortlist de Film no Cannes Lions deste ano. A F/Nazca teve duas indicações este ano com “The Race” para Sadia e “Anthrophagy” para Pinacoteca de São Paulo. A Y&R também teve dois trabalhos no shortlist: “Help – Cliff” para Athosgls e “Astronauts 45” para Cepia. A Propeg classificou “True Colors” para Grupo Gay da Bahia e a AlmapBBDO com “Endless Stories” para Getty Images. O que são pessoas transgêneras? Pessoas transgênero são aquelas que não se identificam com o gênero com o qual nasceram. A partir do momento em que decidem passar pela fase de transição, enfrentam uma verdadeira luta para terem sua identidade admitida e respeitada. Além do risco da violência, elas sofrem a exclusão do mercado de trabalho, além de, em muitos casos, serem incompreendidas e rejeitadas por familiares e amigos. Assista o filme e se emocione e compartilhe! Ficha Técnica Campanha: True Colors Agência: Propeg Cliente: GGB – Grupo Gay da Bahia CCO: Emerson Braga Diretor de Criação Executivo: Fabiano Ribeiro Direção de Criação: Bertone Balduino, Vítor Barros Head of Art: Luiz Celestino Criação: Emerson Braga, Rafael Damy, Vítor Barros, Bertone Balduino, Vinicius Oliveira, Thiago Machado. VP Atendimento e Gestão: Vitor Barros Atendimento: Michele Estevez Diretora Nacional de Mídia: Fatima Rendeiro Mídia: Malu Melo Produção RTV: Juliana Leonelli, Taís Carvalho Planejamento: Melina Romariz Produtora filme: Vapt Filmes Direção de cena: Rafael Damy Assistente de direção: Bárbara Aranega Direção de Fotografia: Bruno Tiezzi e Thiago Cauduro Produção Executiva: Edgard Soares Atendimento: Paula Librandi e Felipe Costa Assistente Atendimento: Carla Zulu Montador: Alan Porciuncula Produtora de Áudio: Lira Musica Coordenação de Produção: Ana Paula Domingues Direção de produção: Janaína Mesquita Assistentes de produção: Marco Fiore e Sabrina Lippi Direção de arte: Luiz Henrique Pinto e Kelly Hayd Produção de objetos: Patricia Di Giorgio Figurinista: Fernanda Gunutzman Maquiagem: Miriam Kanno Produção de Casting: Vivi Simões e Rodrigo Correia Aprovação Cliente: Marcelo Ferreira de Cerqueira⁠⁠⁠⁠ Jorge Gauthier Para o Me Salte/ Correio da Bahia Jornalista, adora Beyoncé e não abre mão de uma boa fechação! mesalte@redebahahia.com.br

Acordo sela parceria para promover destinos gay-friendly no Brasil

Por Ludmilla Souza São Paulo (Agência Brasil) – em 21/05/2018 No mês em que se comemora o Dia Internacional contra a Homofobia (17 de maio), foi firmado nesta segunda-feira (21), em São Paulo, entre o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e a Câmara de Comércio e Turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) do Brasil. O objetivo é preparar o país como destino LGBT. O acordo destina-se a promover e apoiar a comercialização do Brasil como destino gay-friendly  no mercado nacional e internacional, além de sensibilizar prestadores de serviços turísticos para evitar o preconceito no atendimento a esse público. Gay-friendly é o termo usado para se referir a lugares, políticas, pessoas ou instituições que procuram ativamente a criação de um ambiente confortável para as pessoas LGBTI. Segundo o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, para avançar na relação LGBT com o comércio e os negócios do setor, é preciso primeiro aprimorar as ideias que constroem o país. “O Brasil é uma nação muito conservadora, ainda que diversa, mas o turismo faz muitas coisas acontecerem. Ele aproxima, cria canais, faz as pessoas viajarem, se comunicarem, se entenderem, apesar dos idiomas distintos. O turismo é uma forma de ‘respirar’, de ‘oxigenar’ o Brasil”. Além de tudo, gera muitos empregos e, portanto, é um avanço junto com outros países”, ressaltou. Lummertz assinou o acordo junto com a presidente da Embratur, Teté Bezerra, e o presidente da Câmara LGBT, Ricardo Gomes. Para ele, o acordo é resultado de um “diálogo de alto nível, que dá sinais sobre o respeito à diferença e diz muito sobre o acolhimento brasileiro, que é a vocação e o talento do nosso país”. O ministro lembrou que, de cada 10 turistas no mundo, um é do segmento LGBT e cerca de 15% da movimentação financeira turística mundial é gerada por este público, conforme dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). A presidente da Embratur, Teté Bezerra, destacou que a perspectiva de igualdade vai além de uma decisão estratégica do setor. “É um público importante, que viaja muito e impacta positivamente a cadeia do turismo. A sociedade, a iniciativa privada e os governos valorizam a diversidade e defendem a igualdade.” Para o presidente da Câmara LGBT do Brasil, Ricardo Gomes, o convênio é “a parceria que faltava” para avançar nos trabalhos da entidade. Gomes disse que o acordo vai “ampliar, fomentar o trabalho e dar divulgação às atrações deste que é um país completo em turismo”. Com os projetos previstos, “pensamos e buscamos uma sociedade onde todos sejam respeitados e incluídos”, afirmou. De acordo com a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Eloisa Arruda, a capital paulista “acolhe essa iniciativa de braços abertos, por entender a importância desse público para a cidade”. “Medidas como o casamento homoafetivo, a adoção do nome social e tantas outras conquistas mostram a luta da sociedade para derrubar tabus”, enfatizou Eloísa. Plano de trabalho A execução do plano de trabalho integrado será supervisionada, monitorada e avaliada por um comitê gestor a ser formado em até 30 dias. Entre as ações previstas no acordo estão o desenvolvimento de estudos e pesquisas de diagnóstico do segmento para conhecer o perfil e os hábitos de consumo do público; ações de qualificação profissional para agentes do setor e medidas de promoção e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos ligados ao segmento LGBT nos mercados nacional e internacional. A iniciativa contempla metas previstas no Plano Nacional do Turismo 2018-2022 para oferecer acesso democrático à atividade turística. O Ministério do Turismo tem assento no Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT e, em 2016, elaborou, em conjunto com este colegiado, o guia Dicas para Atender Bem Turistas LGBT. A cartilga tem o objetivo de orientar os prestadores de serviço turísticos sobre o atendimento ao público LGBT, oferecendo dicas que garantam acolhimento e respeito a esse público em destinos e equipamentos turísticos.

SKOL – SENDO OU NÃO LGBT, REDONDO É SER ALIADO

https://www.facebook.com/DuMichels/videos/1769501436468003/ SKOL – DIA DO ORGULHO LGBT Mãos Vamos dar as mãos e mostrar pro mundo todo que o respeito é uma causa de todos nós. É uma causa de quem é aliado. Sendo ou não LGBT, redondo é ser aliado. Skol. Redondo é ser aliado. 28/06 – Dia do Orgulho LGBT

HOMOFOBIA CUSTA US$ 405 BILHÕES AO BRASIL

Murilo Gitel /   O POVO    /  Via Rede Nordeste Preconceito, despreparo e violência atinge um publico que movimenta mais de US$ 150 bilhões por ano “Vocês têm certeza que é uma cama de casal? Não seriam duas de solteiro? ”. Estas perguntas, feitas por uma recepcionista de um hotel em Salvador, no último final de semana, ao casal de namorados Ederson Vargas, de 29 anos, e Fábio Gusmão, 32, refletem bem alguns tipos de constrangimentos que lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros costumam enfrentar ao buscar uma hospedagem na Bahia. “Respondi que era óbvio que eu sabia, levando-se em conta que estava alugando, justamente, um quarto com cama de casal. Mas percebi que ela não falou por maldade. Foi despreparo mesmo”, relata Ederson, gerente de tecnologia da informação e morador de Itapuã. “Infelizmente conheço muitos amigos que passam pelo mesmo tipo de situação”, acrescenta. Além do constrangimento em si e dos impactos sociais, fatores como o despreparo, a intolerância e a discriminação têm uma perspectiva econômica negativa: a homofobia custa pelo menos US$ 405 bilhões à economia brasileira segundo dados do Relatório Brasil LGBT 2030, da empresa de consultoria OutNow Global. Esta cifra se refere a fatores como perda de produtividade, processos judiciais e turnover (rotatividade) em postos de trabalho. “Os entrevistados [para a pesquisa, todos LGBT] exibem altos níveis de despesas e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços”, destaca o CEO da OutNow, Ian Johnson. Trata-se do conceito “pink money” (dinheiro rosa), ou poder de compra dos LGBTs. Esse público já movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano, de acordo com levantamento da InSearch Tendências e Estudos de Mercado. Casais homoafetivos chegam a possuir renda duas vezes maior do que os casais heterossexuais e consomem, em média, 30% a mais. Abrangência O estudo da OutNow sobre o mercado brasileiro LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) é o primeiro de uma série chamada LGBT 2030, considerada a maior pesquisa global do mundo sobre o tema e que abrangerá 20 países. A amostragem foi realizada entre junho e julho de 2017. De acordo com o levantamento, um em cada três entrevistados (33%) considera eventos culturais LGBT um fator importante ao escolher um destino para uma viagem de lazer. E é ressaltado que as pessoas ouvidas no estudo exibem níveis de despesas altos e intenções de compra em uma ampla gama de categorias de produtos e serviços. As despesas dos 5,7 milhões de adultos LGBT no Brasil, segundo a pesquisa, incluem R$ 9,5 bilhões com vestuário, R$ 5,5 bilhões com calçados e R$ 3,5 bilhões com entradas para concertos, cinema e teatro. O estudo também revela que apenas um pouco mais de um terço dos entrevistados (36%) assumem sua orientação sexual para os todos os colegas no trabalho. Outro dado alarmante é que quase três em cada quatro (73%) entrevistados testemunharam atos de homofobia no ambiente profissional durante o último ano. Continua aqui …

A Lapa é nossa: escadaria ganha as cores da bandeira LGBT

Salvador, 24/05/18 Por Laura Fernandes ( para o Me Salte)  Bastou parar na frente da escadaria da estação da Lapa para perceber os olhares curiosos e as caras de interrogação. “Desculpa perguntar, mas foram vocês que fizeram esse memorial?”, questionou um rapaz à equipe do CORREIO, apontando para a escada recém-pintada com as cores do arco-íris e para os arranjos de flores perto do primeiro degrau. Ao descobrir que se tratava de uma ação do Grupo Gay da Bahia (GGB) para marcar o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, o atendente Edson Souza, 25 anos, questionou: “E é hoje? Não é comemorado dia 17, menina?”. Exatamente: os 30 degraus coloridos celebram o dia 17 de maio e a ação chamada Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar segue até o dia 21 de junho, em homenagem às cores-símbolo da luta LGBT por igualdade, respeito à diversidade e cidadania. Com o semblante surpreso, Edson aprovou a ação na estação por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente. “Amei! Aqui é o lugar por onde passa toda a Salvador e o preconceito é o que a gente mais vive hoje. Por que eu aprovo? Porque sou isso, né gata?”, gargalhou o atendente com a mão na cintura. “O preconceito tem que acabar. Já sofri muito, mas hoje nem ligo. Pago minhas contas, né? Oxe, me deixe”, finalizou, orgulhoso. Foto: Almiro Lopes/CORREIO Logo depois, uma jovem que não quis se identificar perguntou: “Isso é o que eu tô pensando que é?”. Diante da resposta positiva, ela acrescentou animada: “Logo vi! Tem gente que vai se impactar, gente que vai achar absurdo, mas achei massa!”, aprovou a garota que todo dia sai do Garcia até a estação da Lapa para cuidar dos oito cachorros e 45 gatos que moram com a mãe no Pau Miúdo. “Lá no apartamento não tem espaço e meu marido não gosta”, justificou rindo. Então, logo entregou que muitas amigas suas vão gostar da novidade na estação da Lapa, principalmente uma que era evangélica e decidiu sair da Igreja porque não estava feliz em esconder sua preferência por mulheres. “Ela não quis mais se esconder, mas ainda tem muita gente infeliz que fica se reprimindo. São todos seres humanos e temos que ter respeito”, defendeu. Curiosa com o novo cenário, a professora aposentada Valdete Aguiar, 73, chegou de mansinho para entender o que estava acontecendo. “Estava aqui curiando e fiquei intrigada. O que é isso?”, perguntou, afinal passa na estação da Lapa cinco vezes na semana e era a primeira vez que via o subsolo tão colorido. “Achei ótimo! Sou contra o preconceito contra gays, idosos, pobres, negros… Tem que haver respeito às diferenças. Se todo mundo gostasse só do rosa, o que seria do azul e do amarelo?”, sorriu Valdete. Esse foi justamente o mote da ação que aconteceu na tarde desta segunda-feira (21) e contou com presença de ativistas políticos e entidades governamentais. “Importante lembrar que as cores do arco-íris representam a diversidade de pessoas. A bandeira é muito mais do que LGBT”, destacou Millena Passos, que é coordenadora do GGB, diretora da União Nacional LGBT e assessora técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). “A gente vive numa sociedade machista, sexista, lgbtfóbica e temos que começar a compreender a diversidade”, reforçou Millena. Jorge Gauthier Jornalista, adora Beyoncé e não abre mão de uma boa fechação! mesalte@redebahahia.com.br

Estação Nova Lapa recebe as cores do arco íris LGBT do Dia Mundial contra a Homofobia

Salvador, Bahia, sexta-feira, 18 de maio de 2018 – Do GGB. Os usuários do transporte municipal de Salvador que desembarcarem no Terminal Nova Lapa, no Centro da cidade a partir de segunda-feira, (21) irão perceber que a tradicional Estação vai estar muito mais bonita e colorida com as cores reluzentes da bandeira do arco íris. Seis cores que representam o símbolo da caminhada LGBT por igualdade, respeito a diversidade e cidadania no Brasil e no mundo inteiro. A iniciativa colorida comemora o Dia Mundial de Combate a LGBTfobia (17 de maio) e recebeu como título “Tire o Preconceito do Caminho que Vamos Passar”. O local escolhido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) foi a escadaria fixa que faz o acesso do subsolo da Estação para o primeiro andar: 30 degraus receberão uma composição harmoniosa das cores que reproduzem a bandeira do movimento LGBT em sua forma original. O presidente do GGB Marcelo Cerqueira comemora a iniciativa: “Essa arte-instalação se relaciona com o simbólico individual de muitos LGBTs suburbanos ou da periferia que puderam fortalecer a sua identidade fazendo uso cotidiano desse circuito que se insere em um território indenitário urbano que é a cidade”. Cerqueira pretende que essa ação estimule ainda mais os LGBTs fazerem uso dos espaços urbanos nas metrópoles de forma cívica e respeitosa, não somente com a cidade, mas com os demais indivíduos que transitam no mesmo território. Assim sendo, o GGB estimula as demonstrações de afeto em público, sem excessos, “no mesmo ritmo dos casais heterossexuais: direitos iguais, nem menos, nem mais!”. A campanha ainda possui outras mensagens de apoio. “Discriminar pessoas por elas serem o que são, é ilegal, imoral e só faz mal. Gays, lésbicas, travestis e pessoas trans são cidadãos de respeito”. Tais mensagens constarão em placas fixadas nas laterais do acesso da escadaria da Lapa para que as pessoas possam saber mais sobre o ideário da proposta. Essa iniciativa conta com o apoio da Estação Nova Lapa, Ministério Público e Uranus2. É uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB). Fica de segunda-feira, 21 de maio até o dia 21 de junho. Na abertura oficial, espera-se reunir, artistas, políticos e ativistas da causa. A Estação da Lapa foi escolhida por ser o maior e mais importante terminal de Salvador por onde transitam cerca de 800 mil pessoas diariamente. Já confirmaram presença para subir as escadarias coloridas Fatima Mendonça, Ex-primeira Dama da Bahia, as procuradoras Livia Santana e Santana Vaz, Marcia Teixeira do Ministério Público do Estado da Bahia, Moema Gramacho Prefeita Municipal de Lauro de Freitas, Cibele Carvalho Secretária de Relações Institucionais do Governo do Estado da Bahia, Julieta Palmeira Secretária de Politicas para as Mulheres do Estado da Bahia e Senhor Zilney Campello Diretor Presidente da Concessionária Nova Lapa. Abertura, corte de faixa e coletiva de imprensa: 21 de maio, 2ª feira, 14h00 Local: Subsolo da Estação Nova Lapa, Salvador, Centro. Contato: Marcelo Cerqueira (71) 999894748

17 de maio, Dia de combate a LGBTfobia: Uma história baiana.

  Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. Salvador, Bahia, 16 de Maio de 2018. Todas as categorias sociais e profissionais possuem o seu dia de luta e transformação. Os jornalistas, os radialistas, os enfermeiros, os médicos e os músicos. A comunidade negra comemora o dia 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra essa é a data da morte de Zumbi dos Palmares. Algumas datas são instituídas oficialmente como foi o 13 de Maio. Em uma iluminada tarde de 13 de Maio de 1888 a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga assinou a Lei Aurea, como essa seria uma data chapa braça, o povo negro optou por outra. O povo LGBT optou pelo dia 17 de Maio. O Dia foi instituído desde 1990 quando médicos do mundo inteiro reunidos na segunda Assembleia Mundial da Saúde das Nações Unidas, decidiram tornar sem efeito o código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças (CID), no seu capítulo V que considerava o homossexualismo como “transtorno sexual”. A partir dessa data o que era uma suposta doença se transformou em uma orientação sexual, normal, natural e saudável. A Bahia sente-se honrada em ter contribuído a esta vitória graças ao voto favorável da médica Legista Maria Tereza Pacheco, por muitos anos Diretora do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Ela votou para que se tornasse sem efeito o código 302.0, sensibilizada pela ação do professor Luiz Mott, por suas convicções próprias, seu trabalho científico de médica legista no IML junto com o mestre Estácio de Lima. A médica Maria Tereza Pacheco se formou na Escola Médica do professor Nina Rodrigues que formou o Mestre Estácio, seu mestre. O incrível disso é a mudança! Em 1934 o sexólogo Estácio publicou a “Inversão dos Sexos” pela Editora Guanabara. Trata-se de um estudo sobre homossexualidade na Bahia nos anos trinta. Influenciado pelas teorias médicas vindas da Europa, mestre Estácio procurava identificar sinais clínicos que pudessem revelar o “homossexualismo” do indivíduo. Usando a Medicina Forense, Mestre Estácio fazia a descrição dos corpos de gays e de lésbicas para desenvolver sua suposta cura. Mestre Estácio além de descrever os fenótipos dos “invertidos”,  associa as transformações destes corpos, fazendo contraponto  com a questão da marginalidade. Fotos realistas ilustram sua obra, raríssima de se encontrar nas bibliotecas. Quando ele descreve um casal de lésbicas que causou furor em Salvador à sua época, mestre Estácio relaciona suas formas corporais, hábitos e sinais psicológicos à sua condição de  mulheres sáficas. Mestre Estácio, pleiteava retirar o “homossexualismo” das mãos violentas da polícia:         queria poder tratar, cuidar, para evitar a marginalidade a que estavam condenados os “pederastas”. Ele não gostava que prendesse, queria tratar. Muitas famílias tradicionais baianas se desenvolveram acreditando até hoje que ser homossexual é doença. Se não for doença, é no mínimo a vergonha da família. Ter um filho ou filha LGBT era um desabono a moral das famílias baianas, então, criou-se a instituição do exílio desses membros indigestos. O exílio era para quanto mais longe melhor. As famílias ricas mandavam os filhos indesejados para a França Rio de Janeiro e por lá ficavam. Estácio de Lima, não era o médico mostro. O seu trabalho científico não implicava em maus-tratos, ele queria cuidar, queria entender, embora seguindo a cartilha médica da época que considerava o “amor que não ousava dizer o nome”  uma anormalidade e disfunção glandular.   Confira os dados do nosso site Homofobia Mata.