GGB distribui 50 mil preservativos junto a gays e HSH na folia do centro de Salvador
Salvador, Bahia, sábado, 25 de fevereiro de 2017. O Grupo Gay da Bahia (GGB) inicia nesse sábado as atividades do projeto Folia e Prevenção, ação educativa que tem como finalidade contribuir para o aumento do uso do preservativo masculino junto aos jovens gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) e pessoas sexualmente ativas por ocasião dos festejos do carnaval de Salvador que segue até quarta-feira, 27, com a realização do 20º Concurso de Fantasias a partir das 17h30 na Praça Municipal. Para incrementar a prevenção a entidade reservou 50 mil preservativos masculino de borracha látex, com lubrificação na extremidade do reservatório, anatômico, largura nominal de 52mn, 3 mil sachês de gel lubrificante. Consta ainda 5 mil preservativos femininos, óculos com mensagem de prevenção e ventarolas contendo mensagens de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Com a realização desse trabalho durante o carnaval a entidade estima cobrir cerca de 90% das relações sexuais com uso do preservativo. Além dos foliões a entidade vai estender a ação aos bares, boates e saunas que se encontram na poligonal do circuito do centro a partir desse sábado, 25. A ação educativa nas ruas da cidade conta com trinta monitores que percorrerão o Centro Histórico, Castro Alves e Rua Carlos Gomes, locais de grande circulação de pessoas nesse período. Cada pessoa receberá duas unidades de preservativo como uma forma de estimular o hábito de se proteger nas relações sexuais. Está comprovado que se usado de forma correta o preservativo evita que durante o ato sexual ocorra a troca de fluidos sexuais de uma pessoa para outra, sendo uma barreira física eficaz contra a transmissão do HIV, Hepatites virais e outras doenças transmitidas durante o ato sexual. A distribuição de preservativos ocorre normalmente na sede da Ong na Ladeira de São Miguel, 24, Centro Histórico. De acordo com a instituição o trabalho nesse momento é intensificado porque o carnaval é considerado um período propicio que pode aumentar o risco de ocorrer novas infecções por essas doenças, levando em conta o apelo sensual, uso de álcool e outras drogas pelos foliões, isso tudo pode deixar algumas pessoas mais vulneráveis às formas comuns de transmissão, como sexo sem proteção. A medicina já encontrou cura para a maioria das doenças sexualmente transmissíveis, exceto para Aids que segue sendo doença cada dia mais tratável fazendo uso cotidiano de medicamentos que combatem a proliferação do vírus no organismo. Só testes feitos em laboratórios podem indicar se a pessoa possui o vírus ou não, para fazer o teste é bem simples, não precisa de preparação nem jejum. O infectologista Roberto Badaró da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia estimula que as pessoas façam o teste para o HIV: de acordo com o médico quanto antes a pessoa iniciar o tratamento, mais chances têm de viver melhor e com saúde. O GGB fundado pelo antropólogo Luiz Mott em 1980 comemora já ter distribuído 2,5 milhões de preservativos em trinta e sete anos de existência. “Esta é a uma das nossas respostas ao impacto do HIV junto aos gays e população em geral” diz Marcelo Cerqueira, presidente da entidade que desde o início da doença no Brasil, há cerca três décadas, toda informação era valiosa, com tão poucas existentes, Luiz Mott manteve-se ao lado da ciência, combatendo a epidemia dentro do movimento que defendia a ideia de que o preservativo era um tipo de medicalização da homossexualidade. De acordo com Luiz Mott o GGB, a partir de 1990 foi o principal propagador da expressão “Sexo Seguro” com uso do preservativo. Folia e Prevenção é uma realização do Grupo Gay da Bahia, Grupo Quimbanda Dudu, Centro Baiano Anti-aids, recebeu apoio da Secretaria de Saúde do Estado através da Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais e Agravos, Prefeitura de Salvador através da Saltur e Coordenação de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde e Embaixada do Canadá em Brasília. Para maiores informações, Fones: 32661147 – 999894748 – 33283782
Concurso de fantasias promove arte do transformismo no carnaval de Salvador
Giselle Diamante, atração trans no 20 Concurso. Salvador, Bahia, 24 de fevereiro de 2017 – Do GGB- Uma arte bonita de ser vista e muito difícil de ser feita afirma o ator transformista André Luis Silva, que interpreta nos palcos das casas noturnas de Salvador a personagem feminina BagageryrSpilberg. O transformismo remonta a uma época das artes que a mulher era proibida de contracenar, por ser essa atividade marginal e masculina, desse modo os homens se travestiam de mulheres para interpretarem figuras femininas no teatro grego. BagageryrSpilberg é quem comanda o palco do 20º Concurso de Fantasia do Carnaval de Salvador que acontece na segunda-feira, 27, a partir das 17h30 na Praça Municipal, Centro de Salvador. Com Bagageryr a elegante Michele Loren, personagem do ator Anthony Welton, ambas anunciarão a relação de estrelas que se revezarão no palco disputando nas categorias de luxo e originalidade. 29 mil reais em prêmios serão divididos entre os três primeiros vencedores. Participam da programação as transformistas Bia Mathieu Semanovischi, Suzi de Costa, Priscila Dior, dueto entre EyshillaButerflay& Nathalia Stayker, humor escrachado de Ginna de Mascar; Scarlet Sangalo cover da cantora Ivete Sangalo promete levar ao palco além e show para tirar o folego um figurino surpreendente com adereços assinados pelo desing baiano Jácio Araujo. Outra promessa da noite é a apresentação da trans Giselle Diamante que vai garantir um número ultra sensual acompanhada de piano. “ Vou fazer freedom, uma canção de Beyonce, que ela fez em Paris 2016, vai ser lindo” disse a trans Giselle. O 20º Concurso de Fantasia do Carnaval de Salvador é uma realização do Grupo Gay da Bahia, Quimbanda Dudu, Centro Baiano Anti-Aids com patrocínio da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio cultural da Embaixada do Canadá e Clube Planetário 11. Relação de jurados do 20º Concurso de Fantasias do Carnaval de Salvador. Segunda-feira de Carnaval, 27 de fevereiro. 1- VINÍCIUS JACOB. Homem cisgênero, professor universitário, historiador, editor do blog Baú Histórico da Bahia, colunista da Rádio Metropole. 2- INÊS SILVA. Mãe de gay, lésbica, esposa, mulher cisgênero, servidora pública, e ativista Coordenadora Nacional do Grupo Famílias pela Diversidade, Salvador, Bahia. 3- BETH DANTAS. Mãe, mulher cisgênero, professora, comunicóloga, produtora cultural e ativista LGBT, colaboradora do GGB e do Famílias pela Diversidade. 4- FERNANDO GUERREIRO, diretor de teatro, ativista cultural e LGBT, presidente da Fundação Gregório de Matos. 5- EDY NEGRO DIAMANTE, esteticista afro. 6- RODOLFO CARVALHO, artista plástico e desing gráfico. 7- MARIA APARECIDA RODRIGUES, Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Estado ( SESAB). 8- JULIENNE AVILA, advogada, mulher cisgênero, mãe, esposa, feminista, ativista social e LGBT, idealizadora da 1ª Parada LGBT de Camaçari, Ba. 9- VALMICK BRÁS, empresário da Termas Planetário 11, na Rua José Duarte, entrada do Tororó. 10- IVETE SACRAMENTO, professora, ex-reitora da Uneb, ativista introduziu as cotas na universidade pública, madrinha da 7ª Parada LGBT da Bahia, secretária Municipal da Reparação. 11- ZACA OLIVEIRA, artista plástico, primeiro grafiteiro assumidamente gay de Salvador.
Ausência de rede social de apoio aos casais LGBT favorece separação diante da crise conjugal.
Salvador, Bahia, domingo, 12 de fevereiro de 2017. Do GGB. Gays, lésbicas, travestis, familiares e casais LGBT se reuniram nas dependências do Hotel Sol Victoria Marina, centro de Salvador, nos dias de sexta-feira e sábado por ocasião do Encontro de Casais LGBT da Bahia que teve como tema “Viva o seu amor, superando as crises e vivendo o amor destemidamente”, tema sugerido pelo ativista Enézio de Deus, advogado, professor e autor do livro “União Estável Entre Homossexuais. De acordo com o professor, é necessário que os casais vivam a união e não tenham receio de mostrar esse afeto em público de forma natural e saudável. Atitudes como estas fortalecem essa cultura junto a uma parcela da sociedade que não vê problema na demonstração pública de afeto entre casais LGBTs. A iniciativa do GGB indica os sinais dos tempos por ser o primeiro realizado no Brasil. “É preciso desenvolver essa cultura e fortalecer os casais para conviver com uma sociedade ainda adversa a esse tipo de união, ” afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Passados trinta e seis anos de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB) pelo ativista, Luiz Mott, decano do Movimento LGBT do Brasil, ainda convivemos com muita perseguição e a LGBTfobia empurra muitos casais a viverem suas relações de modo clandestino, não assumindo o parceiro como tal, apresentando-o como um parente ou amigo. Sinara Dantas, psicoterapeuta sistêmica e doutora em família, lamenta que esse tipo de postura continue existindo na atualidade. A psicoterapeuta acredita que os casais LGBTs devem assumir publicamente que são casados, para que a sociedade possa ver, entender e inclusive solidarizar-se nos momentos de crises, mesmo que enfrentem preconceitos. “Os casais homoafetivos são formados por pessoas que, na maioria dos casos, passaram por dificuldades em assumirem sua orientação sexual diante de si mesmo, da própria família e da sociedade, e é perceptível os reflexos disso na relação conjugal. Por isso as relações amorosas LGBTs se formam de modo silencioso, já que não podem contar com uma rede de solidariedade para apoio em momentos de crises.” disse a psicoterapeuta, revelando ainda que em outras uniões, quando o casal se desentende, as famílias de origem dos cônjuges entram em cena para reconciliação, acrescidos dos amigos, vizinhos, etc, e nas relações homoafetivas isso não é uma constância. Impactos dessa ausência de rede de apoio são sentidos na durabilidade desses relacionamentos, que são alvo de muitos preconceitos. As pessoas acabam saindo desestruturadas psicoemocionalmente das relações por falta de apoio de amigos ou receio em procurar ajuda de um profissional. “Alguns LGBTs tendem a punir-se pelo fim do relacionamento, e isso pode gerar alguns problemas mais adiante em relação a comportamento social, saúde, e busca de outro parceiro. Por isso, esses preconceitos sociais precisam ser superados para que as redes de solidariedade surjam e os casais LGBTs possam seguir de maneira livre e com apoios”, conclui Sinara Dantas. O evento contou ainda com a exposição da advogada, especialista em família, professora Maria Aparecida Diniz abordando o tema da família LGBT na contemporaneidade e o casamento igualitário como ícone da universalidade das garantias constitucionais. A professora foi mediada pela Dra Márcia Teixeira, Promotora de Justiça, do Centro de Apoio de Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia. O professor Vilson Caetano, mediado pelo jornalista François Strata, trataram das relações familiares dentro das religiões de matriz africanas no Brasil. A mesa de abertura no dia 10, sábado, além da palestra do médium José Medrado, contou com a presença do professor Penildon Silva Filho, Pró-Reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vavá “Valdemar Oliveira, representando a Senadora Lídice da Mata, Vida Bruno do Centro de Referência LGBT de Salvador,representando a secretária Muniicipal da Reparação (Semur) professora Ivete Sacramento Claudia Rosa e Jonathan Ruta, representantes da Embaixada do Canadá em Brasília. A união homoafetiva é realidade no Brasil desde 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) elevou a união homossexual à heterossexual. Passados dois anos, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da resolução 175, autorizou os cartórios brasileiros realizarem o casamento e converterem a união estável homoafetiva em casamento, gratuitamente. De 213 até os dias atuais já foram celebrados no Brasil cerca de cem mil uniões em todo o pais.O evento foi uma realização do Grupo Gay da Bahia, Grupo Quimbanda Dudu e contou com o apoio da Embaixada do Canadá no Brasil, em Brasília. Marcaram presença Gesner Braga do Coletivo Famílias pela Diversidade , Millena Passos e Dion Santyago.
Parabéns a prefeitura de salvador! Prefeitura de Salvador lança vídeo educativo sobre gênero e diversidade para celebrar o dia 29 de janeiro de visibilidade das pessoas transexuais. [vimeo 201470154 w=640 h=358]
Relatório 2016 ASSASSINATO DE LGBT NO BRASIL A cada 25 horas um lgbt é assassinado no Brasil. Não seja a próxima vítima! Compartilhe!