Empreendedorismo LGBT+

8 Oportunidades com Baixo Investimento para 2026 (Com Foco em Formalização e Sucesso!) De consultorias e cursos a serviços especializados, explore caminhos para empreender e construir uma carreira sólida na comunidade. Para a comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil, o empreendedorismo não é apenas uma alternativa de renda, mas um poderoso caminho para autonomia, inovação e a construção de um futuro financeiramente estável. Em um cenário de constante evolução, como o que vislumbramos para 2026, notamos uma crescente busca por atividades formais. Estas, além das já consagradas áreas criativas e de serviços, prometem mais estabilidade, modelos de negócio estruturados e a chance de construir uma carreira de longo prazo com orgulho e propósito. Preparamos uma lista com 8 caminhos promissores, focando especialmente nas áreas 7 e 8, que se destacam pela formalização e profissionalização. 1. Beleza e Estética Inclusiva A demanda por serviços de beleza personalizados e com atendimento acolhedor nunca para de crescer. Profissionais LGBTQIAPN+ se destacam ao oferecer maquiagem, design de sobrancelhas, barbearia inclusiva e cuidados de pele sem a necessidade de equipamentos caros, criando espaços seguros e de celebração da diversidade. Por onde começar: Monte um kit básico, atenda a domicílio, divulgue o antes/depois dos seus clientes e ofereça pacotes promocionais para os primeiros. 2. Gestão de Redes Sociais e Produção de Conteúdo Pequenos negócios sempre precisarão de apoio para manter uma presença digital relevante. Isso abre um vasto espaço para quem domina vídeos curtos, posts criativos, fotografia com celular e administração de redes, ajudando marcas a se conectarem de forma autêntica com seu público. Por onde começar: Crie pacotes semanais, use aplicativos gratuitos de edição, produza reels simples e entregue relatórios básicos de desempenho. 3. Moda Alternativa e Customização Roupas personalizadas e peças autorais seguem em alta entre consumidores que buscam uma identidade visual única e expressiva. Brechós independentes, serviços de ajuste e customização são opções com baixo custo inicial, celebrando a individualidade e a sustentabilidade. Por onde começar: Ofereça serviços de customização, monte um brechó online, participe de feiras de artesanato ou moda e trabalhe por encomenda. 4. Gastronomia de Pequena Escala Doces, bolos caseiros, salgados e marmitas: produtos de consumo diário que podem ser preparados de casa, com baixo custo operacional. Uma ótima forma de levar sabor e afeto para a mesa das pessoas. Por onde começar: Crie um cardápio enxuto, venda por entrega local, atenda escritórios da região e invista em fotos reais e apetitosas dos seus pratos. 5. Eventos e Entretenimento A vibrante cena LGBTQIAPN+ movimenta festas, shows, concursos, performances e datas comemorativas. Há uma demanda constante por DJs iniciantes, fotógrafos, decoradores e produtores que entendam e celebrem a cultura da comunidade. Por onde começar: Atue em eventos comunitários, ofereça seus serviços por demanda e forme parcerias com casas culturais e bares amigáveis à comunidade. 6. Artes Digitais e Produtos Criativos Com a expansão das plataformas online, artes digitais, flyers, convites e stickers personalizados ganharam um mercado amplo. A grande vantagem? Dispensa estoque físico, permitindo a expressão criativa sem grandes investimentos iniciais. Por onde começar: Monte um catálogo online, ofereça arquivos personalizáveis, divulgue pacotes acessíveis e aceite encomendas específicas para eventos ou marcas. DESTAQUE: OPORTUNIDADES FORMALIZADAS PARA O SUCESSO EM 2026 7. Consultoria e Serviços Profissionais Consultorias em diversas áreas, administrativa, financeira, RH inclusivo, suporte contábil para MEIs, treinamentos corporativos, despontam como um dos segmentos de maior crescimento para profissionais LGBTQIAPN+. Por que é uma aposta certa? Demanda crescente por expertise especializada e soluções personalizadas. Valorização da linguagem e processos inclusivos no ambiente corporativo e para pequenos negócios. Modelo de negócio formal e escalável, com potencial para contratos recorrentes e crescimento. Seu primeiro passo: Crie um portfólio conciso de suas habilidades e experiências, mostrando seu valor. Ofereça pacotes de diagnóstico ou consultoria inicial para atrair clientes.Formalize-se (MEI, PJ), conforme a atividade e o faturamento, para profissionalizar seu negócio. Busque parcerias com pequenos negócios e organizações comunitárias para ampliar sua rede. 8. Educação, Cursos Livres e Mentorias Especializadas A educação e o compartilhamento de conhecimento se consolidam como pilares do empreendedorismo formal e acessível em 2026. Cursos livres, oficinas e mentorias especializadas abrem portas para profissionais LGBTQIAPN+ compartilharem suas habilidades e experiências, transformando paixões em negócios lucrativos e impactantes. Por que investir nessa área? Alta procura por capacitação rápida, focada e adaptada às necessidades do mercado. Baixo investimento inicial na criação do conteúdo, com foco na sua expertise. Escalabilidade com materiais digitais e aulas online, alcançando um público maior. Formalização facilitada e emissão de certificados, agregando valor e credibilidade ao seu trabalho. Seu plano de ação: Identifique seu nicho de conhecimento (ex.: maquiagem, escrita, finanças, artesanato, tecnologia, gestão de projetos) que você domina e ama. Desenvolva um material didático de qualidade (apostilas, roteiros de aula ou módulos). Explore formatos online e presenciais, conforme sua disponibilidade e preferência do público. Considere a venda de materiais complementares ou sessões de mentoria individualizada para maximizar seus ganhos. Como escolher o melhor caminho para você? Para tomar a melhor decisão e impulsionar seu sucesso, corra do que todo mundo faz, considere: Suas competências e paixões já desenvolvidas. Seu tempo e dedicação disponíveis para o projeto. A demanda local/regional pelo serviço ou produto. O potencial de retorno financeiro (imediato vs. recorrência). Primeiros passos para começar em poucos dias: Defina uma oferta inicial clara e simples. Prepare uma apresentação concisa do seu serviço/produto/ escreva coloque primeiro no papel Comece a divulgar em redes sociais e grupos relevantes da comunidade. Atraia os primeiros clientes com uma oferta especial. Peça depoimentos para construir sua credibilidade e fortalecer sua marca. 15 Ideias de Empreendimento para Jovens LGBTQIAPN+, Trans e Universitários Consultoria em Diversidade e Inclusão (D&I) para Pequenas Empresas: Descrição: Ofereça treinamentos, workshops e planos de ação para empresas locais que desejam criar ambientes de trabalho mais inclusivos e equitativos para a comunidade LGBTQIAPN+, utilizando seu conhecimento e vivência como consultor. Criação de Conteúdo Digital e Gestão de Mídias Sociais para Causas: Descrição: Desenvolva estratégias de conteúdo, gerencie perfis e produza posts (textos, imagens, vídeos) para ONGs, coletivos, ativistas ou marcas que apoiam
Empodere-se!

Cursos Gratuitos do Governo Federal para a Comunidade LGBT+ Brilhar em 2026 O conhecimento é uma ferramenta poderosa de transformação, e a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) se estabelece como um farol de oportunidades para o empoderamento de profissionais, ativistas e aliados da comunidade LGBT+ em todo o Brasil. Com cursos gratuitos, acessíveis e certificação reconhecida nacionalmente, a EV.G é um recurso indispensável para quem busca aprimorar suas habilidades e impactar positivamente a sociedade. Em 2026, a plataforma expande sua oferta com formações que abordam temas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Desde direitos humanos e equidade racial até sustentabilidade e gestão pública moderna, os cursos oferecem conteúdo atualizado e alinhado às demandas reais do nosso país. Para a comunidade LGBTQI+, que enfrenta desafios diários em diversas frentes, esses conhecimentos são cruciais para a militância, a inserção profissional e a defesa de seus espaços. Entre as centenas de cursos disponíveis, alguns se destacam por sua relevância imediata, qualidade técnica e forte impacto social, dialogando diretamente com debates contemporâneos como o combate à discriminação, políticas de cuidado, proteção ambiental, inclusão e o fortalecimento de territórios periféricos. A credibilidade é garantida: muitos dos cursos são produzidos por ministérios, institutos federais e órgãos especializados. Para você, que busca qualificação para fazer a diferença, selecionamos três cursos essenciais da EV.G. Eles foram escolhidos considerando sua pertinência para as pautas LGBTQIAPN+, aplicabilidade prática no dia a dia e o potencial de formação crítica que oferecem. Prepare-se para decolar no conhecimento e fortalecer a sua voz e a da comunidade! Como Acessar? É Super Fácil! Não perca tempo! Acesse agora a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) em https://www.escolavirtual.gov.br/ . O cadastro é simples: basta informar seu e-mail e você terá acesso a um universo de conhecimento que pode transformar sua carreira, sua militância e sua vida. Com centenas de opções online e híbridas, a dúvida será qual escolher primeiro – então, que tal fazer vários? O futuro da comunidade LGBTQIAPN+ se constrói com informação e ação. Faça a sua parte! Os 3 Cursos Essenciais para Quem Luta por um Mundo Mais Diverso e Justo 1. Uso de Dados Raciais Aplicados às Políticas Públicas — Intermediário Carga horária: 20h Responsável: Ministério da Igualdade Racial Resumo: Para a comunidade LGBTQIAPN+, que é intrinsecamente diversa, este curso é vital. Entender como dados raciais são coletados e aplicados é fundamental para combater o racismo institucional e, por extensão, as múltiplas discriminações que afetam pessoas LGBTQIAPN+ negras, indígenas e de outras etnias. Ferramenta poderosa para ativistas e defensores da igualdade, permite construir políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma) 2. Direitos Humanos e Meio Ambiente Carga horária: 30h Responsável: Ministério dos Direitos Humanos Resumo: Os direitos humanos são a base de todas as lutas por igualdade, incluindo as da comunidade LGBTQIAPN+. Este curso explora como a crise climática e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, onde muitas pessoas LGBTQIAPN+ se encontram. É uma oportunidade de entender a intersecção entre justiça social, direitos e sustentabilidade, fortalecendo a pauta de proteção para todos e todas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma) 3. Desenvolvimento Urbano Integrado em Territórios Periféricos Carga horária: 30h Responsável: Instituto Pólis Resumo: A inclusão social e a segurança em espaços urbanos são desafios reais para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em regiões periféricas. Este curso oferece uma perspectiva crucial sobre como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta para criar cidades mais acolhedoras, seguras e acessíveis para todos, combatendo a marginalização e promovendo a diversidade em cada esquina. Aprenda a defender direitos urbanos e a construir comunidades mais justas! Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma).
São Sebastião Santo Mártir Patrono dos Gays

Foto/ Pierre et Gilles, França São Sebastião: Do Mártir Romano ao Ícone de Resiliência e Diversidade Salvador, BA – Em meio à efervescência de celebrações e ao reconhecimento de uma das figuras mais enigmáticas da hagiologia cristã, surge a pergunta: quem foi São Sebastião, e como este santo, padroeiro do Rio de Janeiro, tornou-se também um inesperado ícone para a comunidade LGBTQIA+? Sua história, marcada pelo martírio e por uma iconografia singular, transcende o tempo, oferecendo múltiplas camadas de interpretação que vão além do dogma. Dia 20 de janeiro é uma data dedicada ao santo. Um Soldado na Corte de Diocleciano: A Origem e o Martírio Nascido em Narbonne (atual França) por volta do século III, Sebastião era um oficial da Guarda Pretoriana Romana, um cargo de prestígio que o colocava próximo ao imperador Diocleciano. Secretamente cristão, ele usava sua posição para converter soldados, consolar prisioneiros e ajudar os menos afortunados, numa época de intensa perseguição aos seguidores de Cristo. Sua fé foi descoberta, e Diocleciano, sentindo-se traído, ordenou sua execução. Sebastião foi amarrado a um poste e flechado por arqueiros até ser dado como morto. No entanto, uma piedosa mulher chamada Irene o resgatou, cuidou de seus ferimentos, e ele milagrosamente se recuperou. Determinado, Sebastião confrontou Diocleciano novamente, denunciando sua crueldade. Furioso, o imperador ordenou uma segunda execução, ainda mais brutal: Sebastião foi açoitado até a morte e seu corpo, jogado nos esgotos de Roma para que não recebesse sepultura cristã. Seu corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas, onde hoje se encontra a Basílica de São Sebastião Extramuros. Padroeiro de Cidades e Protetor Contra Pragas A devoção a São Sebastião espalhou-se rapidamente. Na Idade Média, ele era invocado principalmente como protetor contra a peste. A imagem de flechas atravessando seu corpo era associada aos “dardos” da doença, e sua intercessão era vista como um escudo. No Brasil, ele se tornou padroeiro de cidades importantes como o Rio de Janeiro (São Sebastião do Rio de Janeiro), fundado em 1565 no dia do santo. Sua proteção era invocada contra invasores e doenças, consolidando seu papel de guardião. O Ícone Gay: Da Iconografia à Ressignificação A conexão de São Sebastião com a comunidade LGBTQIA+ é um fenômeno mais recente e, curiosamente, não decorre de um milagre explícito ou de uma biografia que sugira tal aliança. Sua origem está profundamente ligada à sua iconografia, particularmente a forma como foi retratado por artistas da Renascença em diante. A imagem clássica de São Sebastião o mostra jovem, belo, seminu, amarrado a um tronco e perfurado por flechas, mas com uma expressão que não é de dor excruciante, e sim de serena aceitação, êxtase ou até mesmo desejo. Artistas como Guido Reni e Sandro Botticelli o representaram com uma estética que ressoa intensamente com a sensibilidade homoerótica. O corpo esculpido, a nudez parcial, a vulnerabilidade e a beleza em meio ao sofrimento criaram uma figura poderosa. Para muitos artistas e indivíduos gays, essa representação de um corpo martirizado, mas esteticamente reverenciado, tornou-se um símbolo de identificação. O sofrimento de Sebastião, que em contextos religiosos é visto como uma prova de fé, em uma leitura queer pode ser ressignificado como a dor e a resiliência enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ – uma dor muitas vezes infligida pela sociedade, mas suportada com dignidade e uma beleza intrínseca. Ele não se tornou padroeiro dos gays por ter sido gay ou por ter realizado um milagre específico para essa comunidade. Sua elevação a esse status advém de uma ressignificação cultural e estética de sua imagem, onde o corpo vulnerável e ao mesmo tempo forte, a beleza em meio ao infortúnio e a aparente serenidade diante da morte, foram lidos como metáforas visuais da experiência queer. Em um mundo onde a sexualidade não heteronormativa foi historicamente estigmatizada e perseguida, o mártir que suporta a dor com beleza e dignidade tornou-se um poderoso símbolo de resistência e identidade, abraçado por aqueles que veem em sua figura um reflexo de suas próprias lutas e sua própria beleza. Assim, São Sebastião, o soldado romano que desafiou um imperador, hoje representa não apenas a fé e a proteção contra males, mas também a persistência e a celebração da diversidade em um mundo que, ainda hoje, busca compreender e acolher todas as formas de existência. A Festa de Olivença: Um Encontro de Culturas em Ilhéus Localizada no distrito de Olivença, em Ilhéus, sul da Bahia, a festa celebra Nossa Senhora da Ajuda, padroeira dos pescadores e da comunidade local. Mais do que uma simples festa religiosa, ela é um complexo cultural que integra elementos do catolicismo popular com a ancestralidade e rituais do povo indígena Pataxó, que habita a região há séculos. A festa acontece anualmente em agosto, atraindo moradores, turistas e devotos, que se unem em procissões, missas, shows de forró, culinária típica e, claro, as suas celebrações mais emblemáticas. O ponto alto da festa, e o que realmente a distingue, é a Puxada do Mastro de Batição. A Puxada do Mastro de Batição: Força, Fé e União A Puxada do Mastro é um ritual que antecede o dia da procissão de Nossa Senhora da Ajuda e simboliza a união entre os elementos da natureza e a devoção. É um evento de grande vigor físico e espiritual, que se desenrola em etapas: A Batição (Corte do Mastro). A jornada começa no interior da mata atlântica, em um local previamente escolhido pelos líderes da comunidade e pelos indígenas Pataxó. Um grupo de homens, munidos de machados e motosserras, adentra a floresta para selecionar e derrubar um tronco de árvore específico – o futuro mastro. Essa “batição” não é apenas um corte, mas um ato que reverencia a natureza, pedindo licença e agradecendo pela árvore. Há cantos e rituais indígenas que marcam esse momento, garantindo que a retirada seja feita com respeito e propósito. O Preparo e o Carregamento. Após a derrubada, o tronco é limpo e preparado para ser transportado. Este é um momento de grande comunhão e esforço físico. Os homens (e por vezes,
23ª Orgulho LGBT+ Bahia de 2026: Do Coração de Salvador para o Mundo

22 Orgulho LGBT+Bahia , Farol da Barra, 2025 Grupo Gay da Bahia (GGB) Anuncia 23ª Parada LGBT+ Bahia em data Estratégica: 06 de setembro de 2026, do Coração de Salvador para o Mundo SALVADOR, BA – 05/10/26 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) tem o prazer de anunciar a data oficial da 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia para o dia 06 de setembro de 2026, um domingo, com concentração e percurso confirmados no emblemático Farol da Barra, um dos maiores símbolos da capital baiana. A escolha estratégica da data promete impulsionar a celebração, o turismo e a visibilidade da causa LGBT+ em um dos mais importantes eventos de orgulho do país. A decisão de realizar a Parada na véspera do feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, cria uma oportunidade única para o público. Com a segunda-feira sendo feriado, participantes de todo o país – e até de outras partes do mundo – terão a liberdade de vivenciar intensamente quatro dias de celebração, luta e cultura em Salvador, sem a preocupação de retornar correndo para suas rotinas de trabalho. Essa programação estendida não só garante uma experiência mais completa e alegre para todos, como também maximiza o impacto econômico e turístico na cidade. “Esta data não foi escolhida ao acaso; ela é um manifesto”, afirma Marcelo Cerqueira, CEO do Grupo Gay da Bahia. “Ao marcharmos no dia 06 de setembro, na véspera da Independência, reafirmamos que a luta pelos direitos LGBT+ é intrínseca à própria ideia de liberdade e igualdade que a Independência representa. É um grito de que não há independência plena sem a liberdade de amar e ser quem somos. Queremos que as pessoas venham, celebrem conosco e desfrutem da energia única de Salvador, sabendo que terão um feriadão inteiro para se dedicar ao orgulho e à diversidade. É a nossa maneira de dizer: segunda é feriado, bebê, e a gente vai para o after com a cabeça tranquila e o coração cheio de alegria!” O Farol da Barra, ponto de partida e chegada da Parada, representa o “coração de Salvador para o mundo”, um local que irradia a rica história, a diversidade cultural e a beleza da “cidade mais preta fora da África”. A expectativa é atrair um público ainda maior, consolidando o evento como um dos principais atrativos do calendário turístico de Salvador. A última edição da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, em 14 de setembro, já demonstrou o potencial internacional do evento, recebendo um grupo de jornalistas e personalidades internacionais para um press trip exclusivo em Salvador, marcando a visibilidade global da causa na Bahia, iniciativa em parceria com SETUR. Em 2026, a expectativa é reforçar ainda mais esse posicionamento, projetando a Bahia como um destino acolhedor e vibrante para a comunidade LGBT+. O Grupo Gay da Bahia convida a todos – ativistas, aliados, turistas e moradores – a se prepararem para esta celebração histórica. A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia será um marco de festa, luta e reafirmação da nossa existência e resiliência. #docoracaoDeSalvadorParaOmundo #salvadorcapitaldoorgulho Sobre o Grupo Gay da Bahia (GGB). Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é a mais antiga e atuante organização de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil. Com sede em Salvador, o GGB tem sido uma voz pioneira na luta contra a discriminação e pela promoção da cidadania plena da comunidade LGBT+, atuando em diversas frentes como educação, saúde, cultura e combate à violência. A vitória mais emblemática foi a derrubada da CID-302 que enquadrava homossexualidade como doença menta, em 1984, graças ao ativismo do fundador e decano LGBT+ Luiz Mott, que em maio de 2026, completa 80 anos.
1 de Outubro da Pessoa Idosa

Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil/ Agência Brasil “Yone Lindgren” Rio de Janeiro, 69 anos, ativista Editorial Marcelo Cerqueira 1º de outubro: Dia Internacional da Pessoa Idosa – Celebrando a Sabedoria, a Resistência e a Diversidade de Nossos Pioneiros LGBT+ Hoje, 1º de outubro, o mundo se une para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, uma data de profunda importância que nos convida a honrar a trajetória, a sabedoria e a contribuição inestimável de todas as pessoas que alcançam essa bela e rica fase da vida. É um momento de reflexão sobre os desafios e as alegrias do envelhecimento, e de reafirmar nosso compromisso com a promoção da dignidade, do respeito e dos direitos de cada indivíduo sênior. Neste dia tão significativo, dedicamos um olhar especialmente atento e carregado de gratidão às pessoas idosas que fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+. Elas são portadoras de histórias singulares, marcadas por uma resiliência que desafia o tempo e o preconceito. Muitas delas viveram e amaram em épocas onde a sua identidade ou orientação sexual era criminalizada, patologizada ou simplesmente invisível, enfrentando discriminação, marginalização e, por vezes, violência sistemática. Nossos idosos LGBTQIAPN+ são verdadeiros pioneiros e arquitetos sociais. Com bravura, eles desbravaram territórios desconhecidos, lutaram – muitas vezes em silêncio, outras vezes em protestos ruidosos – por reconhecimento e por um lugar no mundo. Foram eles que, em um cenário de exclusão familiar ou social, reinventaram o conceito de “família”, construindo lares e redes de apoio com base no afeto, na solidariedade e na escolha. A sabedoria que emana de suas vivências é um tesouro inestimável, um legado de aprendizado sobre autenticidade, perseverança, amor e a capacidade humana de florescer mesmo nas adversidades mais difíceis. No entanto, não podemos ignorar que o envelhecimento para a pessoa LGBTQIAPN+ pode vir acompanhado de desafios específicos e complexos. O medo da solidão e do abandono, a preocupação com a aceitação e o tratamento digno em ambientes de cuidados de longa duração, a falta de reconhecimento em políticas públicas, e a persistência de estigmas sociais são realidades que demandam nossa atenção e ação. É nossa responsabilidade coletiva garantir que o direito a um envelhecimento digno, com saúde, bem-estar, autonomia e liberdade de ser, seja uma realidade para todos, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero ou características sexuais. Que este Dia Internacional da Pessoa Idosa seja mais do que uma celebração; que seja um forte chamado à ação. Que possamos ouvir as vozes dessas gerações, aprender com a profundidade de suas histórias, e lutar incansavelmente por ambientes mais acolhedores, inclusivos e respeitosos. Que possamos assegurar que todas as pessoas idosas, em especial as da comunidade LGBTQIAPN+, possam viver seus anos dourados com a plenitude, o amor, o reconhecimento e a dignidade que merecem. Abrace a sabedoria que o tempo traz e celebre a beleza da diversidade em todas as suas fases da vida! A história deles é parte fundamental da nossa história. A luta deles pavimentou o caminho para o nosso presente. O futuro digno deles é a nossa responsabilidade mais profunda.
Oslo Pride é homenageado por impacto global de sua campanha cinematográfica

XVII Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia homenageia Oslo Pride pelo impacto global de sua campanha cinematográfica Salvador, 04 de setembro de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), referência na luta pela cidadania e direitos da comunidade LGBTIAPN+ na América Latina, tem a honra de premiar, na 17ª edição do Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia, o festival Oslo Pride. A homenagem acontece amanhã, 5 de setembro de 2025, às 16h30, no Arquivo Público Municipal de Salvador, e reconhece a significativa contribuição do festival norueguês ao promover a inclusão e o orgulho LGBTQIA+ por meio de uma inovadora campanha cinematográfica que viralizou globalmente. A campanha, gerada a partir de um curta-metragem, destacou a bandeira do arco-íris como um símbolo universal de acolhimento, visibilidade e respeito. De forma simples e profundamente tocante, o filme trouxe à tona histórias humanas conectadas pela luta por dignidade e igualdade. A mensagem tocou milhões de pessoas ao redor do mundo, reafirmando a relevância da arte como um veículo poderoso de transformação social e celebração da diversidade. “A escolha de homenagear o Oslo Pride foi unânime e estratégica. Este festival não apenas inspira a luta pelos direitos LGBTQIA+ globalmente, mas também desafia barreiras culturais ao utilizar o cinema como ferramenta para espalhar uma mensagem de amor, respeito e inclusão. O filme, que viralizou, já é um marco cultural e solidário,” destacou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Além de representantes locais, estarão presentes autoridades internacionais, publicitarios e ativistas ligados ao Oslo Pride para receber a honraria e compartilhar suas perspectivas sobre o impacto da campanha. A cerimônia se une à vibração da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ de Salvador, transformando o mês de setembro em um marco para a celebração da diversidade e dos direitos humanos. O tema desta edição do prêmio, “Envelhecer Sem Vergonha. Com Orgulho!”, reflete o comprometimento do GGB em valorizar toda a trajetória de vida da população LGBTI+, especialmente dos idosos, que protagonizam importantes capítulos de resistência Sobre o GGB:Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia é a organização LGBTQIA+ mais antiga da América Latina, dedicada à promoção dos direitos humanos, inclusão, igualdade de gênero e combate à discriminação. Serviço: O quê: XVII Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia Quando: Sexta-feira, 5 de setembro de 2025, às 16h30 Onde: Arquivo Público Municipal (Rua Portugal, s/n – Comércio, Salvador/BA) Entrada: Aberta ao público 17th Cultural Merit Order Award for LGBT+ Diversity Bahia honors Oslo Pride for the global impact of its film campaign Salvador, September 4, 2025 – The Grupo Gay da Bahia (GGB), a key organization advocating for the rights and citizenship of the LGBTIAPN+ community in Latin America, is proud to honor the Oslo Pride festival during the 17th edition of the Cultural Merit Order for LGBT+ Diversity Bahia Award. The ceremony will take place tomorrow, September 5, 2025, at 4:30 PM at the Arquivo Público Municipal de Salvador, recognizing the Norwegian festival’s significant contribution to promoting LGBTQIA+ inclusion and pride through an innovative film campaign that achieved global virality. The campaign, centered around a short film, highlighted the rainbow flag as a universal symbol of welcome, visibility, and respect. In a simple yet profoundly moving manner, the film brought to light human stories united by the struggle for dignity and equality. Its message resonated with millions worldwide, reaffirming the importance of art as a powerful vehicle for social transformation and the celebration of diversity. “The decision to honor Oslo Pride was both unanimous and strategic. This festival not only inspires the global fight for LGBTQIA+ rights but also challenges cultural barriers by utilizing cinema as a tool to spread a message of love, respect, and inclusion. The film, which went viral, is already a cultural and solidarity landmark,” highlighted Marcelo Cerqueira, president of GGB. In addition to local representatives, international authorities, filmmakers, and activists affiliated with Oslo Pride will be present to receive the honor and share their perspectives on the campaign’s impact. The ceremony aligns with the energy of the 22nd Salvador LGBT+ Pride Parade, making September a significant milestone for celebrating diversity and human rights. This year’s award theme, “Aging Without Shame. With Pride!”, reflects GGB’s dedication to valuing the entire life journey of the LGBTI+ population, particularly the elderly, who have played key roles in resistance movements. About GGB:Founded in 1980, the Grupo Gay da Bahia is the oldest LGBTQIA+ organization in Latin America, committed to promoting human rights, inclusion, gender equality, and combating discrimination. Event Details: What: 17th Cultural Merit Order for LGBT+ Diversity Bahia Award When: Friday, September 5, 2025, at 4:30 PM Where: Arquivo Público Municipal (Rua Portugal, s/n – Comércio, Salvador/BA) Admission: Open to the public
GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

Madrinhas: Ângela e Léo Àquilla GGB Anuncia Ângela Guimarães e Léo Áquila Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia Salvador, Bahia – 28 de agosto de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), com grande honra e emoção, tem o prazer de anunciar os nomes que brilharão como Madrinha e Padrinhos da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia. O evento, que se consolidou como um dos maiores marcos da celebração e reivindicação de direitos da comunidade LGBT+ no país, está agendado para 14 de setembro de 2025, com concentração a partir das 15h no icônico Farol da Barra, em Salvador. Este ano, a escolha recaiu sobre três personalidades cujas vidas e atuações ressoam profundamente com os ideais de luta, inclusão e visibilidade: Léo Áquilla, Marcos Melo e Ângela Guimarães. Cada um, a seu modo, dedicou sua trajetória à construção de um futuro mais justo e equitativo, tornando-se faróis de inspiração para toda a comunidade. Em, Salvador, direto do Farol da Barra, ela vai executar o Hino Nacional a capela, cantora lírica e umas das habilidade dela. Madrinha Léo Áquilla: A Voz Incansável da Luta Trans e da Empregabilidade Léo Áquilla, mulher multifacetada e notável no cenário brasileiro, transcende a imagem de artista para consolidar-se como uma força política e social forte. Após uma carreira artística brilhante, que a projetou em inúmeros programas de televisão e a tornou sua imagem reconhecida nacionalmente, Léo decidiu, a partir de 2020, redirecionar seu talento e visibilidade para a arena política. Sua convicção era clara: para efetivamente auxiliar a comunidade LGBT+, era preciso ir além da visibilidade e tornar-se uma agente ativa na promoção de mudanças estruturais e sociais que garantam direitos, equidade e inclusão. Dotada de uma formação acadêmica robusta, com graduação em Jornalismo e Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e pós-graduação em Jornalismo Político pela prestigiada PUC-SP, atriz, cantora e pintora. Léo Áquilla demonstrou a capacidade de articular estratégias políticas com profundidade e eficácia. Seu conhecimento multidisciplinar confere autoridade e propriedade ao seu discurso. O ano de 2023 marcou um divisor de águas em sua atuação. Léo foi nomeada Coordenadora Municipal de Políticas para LGBTI+ na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, fazendo história ao se tornar a primeira mulher trans a ocupar este cargo. Com uma atuação incansável e enérgica, Léo Áquilla firmou-se como uma das vozes mais combativas e influentes na luta contra a LGBTfobia no Brasil. Ela não só acolhe denúncias, mas assume a linha de frente em cada caso, utilizando sua plataforma para promover a conscientização, a articulação e o combate às injustiças. Sua influência transcende o ambiente político, alcançando empresas e instituições para desmistificar tabus e promover uma visão ampliada sobre gênero e sexualidade. Entre seus feitos mais notáveis, destaca-se a criação de postos de trabalho exclusivos para a comunidade LGBT+, com um foco primordial em pessoas trans e travestis – grupos historicamente marginalizados no mercado formal. Por essa dedicação, Léo é carinhosamente reconhecida como a “gestora da empregabilidade”, um título que reflete seu empenho em transformar vidas, garantir dignidade e fomentar a autonomia. Sua presença como madrinha da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia é um testemunho de sua resiliência e um convite para que as novas gerações sigam seu exemplo, ocupando seus lugares com conhecimento e determinação. Madrinha Ângela Guimarães: A Força da Interseccionalidade e dos Direitos Humanos Ângela Guimarães, figura de proa na defesa dos direitos humanos e na promoção da igualdade racial e social, assume o papel de madrinha da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, simbolizando a união de lutas e a força da interseccionalidade. Sua marcante atuação como Secretária da SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia), entre 2015 e 2018, e seu compromisso inabalável com a justiça social justificam plenamente esta escolha. Em sua gestão na SEPROMI, Ângela ampliou a visão da secretaria, reconhecendo a intrínseca conexão entre diferentes formas de discriminação. Sua liderança foi crucial para integrar o combate ao racismo com a luta contra o sexismo e a LGBTfobia, promovendo políticas públicas que visavam a construção de um ambiente mais justo e igualitário para todas as populações socialmente vulneráveis, incluindo a comunidade LGBT+ da Bahia. Ângela Guimarães é reconhecida, como uma oradora incrível e por sua excepcional capacidade de diálogo e articulação com diversos movimentos sociais. Mesmo com o foco principal da SEPROMI no combate ao racismo, ela demonstrou sensibilidade notável e abriu canais de colaboração com lideranças LGBT+. Sob sua direção, foram realizados seminários, linhas de crédito financeiros, encontros e campanhas que abordaram a complexa interseccionalidade das discriminações, destacando como o racismo, a homofobia e a transfobia afetam de forma particular indivíduos negros LGBT+. Seu trabalho ativo contra o racismo institucional e a intolerância foi um marco, rompendo estruturas arraigadas e estendendo a luta para incluir a homofobia e a transfobia em serviços públicos e práticas institucionais. Sua dedicação à pluralidade de vozes foi fundamental para trazer as pautas LGBT+ para o centro da agenda de diversos setores da gestão pública estadual. Ângela também é uma defensora incansável das políticas transversais de direitos humanos, articulando ações que reconheciam a interseção entre raça, gênero e sexualidade. Essa abordagem integrada, parte de sua história como ativista, resultou em colaborações valiosas entre secretarias e órgãos, visando atender de forma holística a grupos historicamente negligenciados. A SEPROMI, sob sua liderança, promoveu campanhas de conscientização que impactaram positivamente as questões LGBT+, alinhando pautas como a visibilidade trans, o respeito à diversidade sexual e as urgências das juventudes marginalizadas, ampliando o protagonismo de minorias LGBTrans em espaços públicos e institucionais. Sua defesa da diversidade cultural e religiosa, em especial a valorização das religiões de matriz africana, ecoa diretamente na luta da comunidade LGBT+, especialmente para pessoas trans vinculadas a essas tradições, que frequentemente enfrentam dupla discriminação. Mesmo fora de cargos diretamente ligados à pauta LGBT+, Ângela sempre esteve disposta a amplificar vozes marginalizadas, promovendo espaços de visibilidade, escuta e atuação para diferentes comunidades, conectando diversas lutas com um objetivo comum: o combate
Homagem ao Tibira do Maranhão no Recife

O Projeto de Lei Ordinária 257/2023 do antes vereador e atual pré-candidato ao governo estadual Ivan Moraes (PSOL) foi aprovado na última segunda-feira (1). O parlamentar protocolou o documento na Câmara Municipal do Recife antes de cumprir a própria promessa de não permanecer no mesmo cargo após dois mandatos. Do Folha de Pernambuco O projeto visa instituir no Calendário Oficial do município o Dia em homenagem a Tibira Tupinambá que passará a ser comemorado no dia 17 de maio. A homenagem é direcionada para uma pessoa indígena da etnia Tupinambá, conhecida como Tibira do Maranhão. Em 1614, a Igreja Católica permitiu o assassinato desta figura histórica durante uma missão no Brasil devido a sua sexualidade e identidade de gênero. Os povos indígenas utilizam o termo Tibira para designar pessoas com manifestações de gênero ou sexualidades distintas. O caso é o primeiro registro de morte por LGBTfobia no país. Resgate Ativistas e pesquisadores que estão resgatando a memória de Tibira do Maranhão defendem o reconhecimento desta personalidade como mártir da população LGBTQIA+ .O professor da Universidade Federal da Bahia e fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, impulsionou o resgate desta história com a publicação do livreto “São Tibira do Maranhão — Índio Gay Mártir” em 2018. A obra narra o caso de Tibira com base em documentos e relatos históricos sobre a execução efetuada pelas forças coloniais portuguesas. Além disso, o livreto contextualiza o caso no atual cenário da repressão à diversidade sexual no Brasil. O professor junto a diversos coletivos LGBTQIA+ promovem campanhas pela valorização de Tibira e por sua canonização simbólica como forma de denunciar a violência histórica e preservar a memória dessa figura emblemática na luta por direitos e reconhecimento. Tramitação O projeto de lei já foi aprovado pelos vereadores e agora aguarda sanção do prefeito João Campos para que a proposição seja oficializada. Caso a lei seja sancionada, o dia 17 de maio será comemorado anualmente como o dia de Tibira Tupinambá. Segundo o documento da proposta, a escolha deste dia ocorreu pela data coincidir com o “Dia Internacional Contra a Homofobia”.
GGB reafirma protagonismo com presença na mídia brasileira

Foto: Luiz Mott, fundador e presidente Marcelo Cerqueira O Grupo Gay da Bahia (GGB), primeira organização LGBT+ formal do Brasil e América Latina, fundada em Salvador, pelo professor Luiz Mott no processo da gradual de redemocratização do país, reafirmou em junho de 2025 seu protagonismo e legitimidade, ao aparecer em mais de 60 menções monitoradas pela ferramenta Alerta Google em veículos nacionais, regionais e locais. As matérias citadas alcançaram diretamente 12 estados, representando cerca de 44% da federação, e potencialmente chegaram aos 27 estados brasileiros por meio de grandes portais de abrangência nacional como G1, Metrópoles, Carta Capital, entre outros. Em termos de capilaridade, o GGB teve visibilidade em dezenas de cidades e regiões metropolitanas, atingindo milhões de pessoas no período analisado. Para Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, o resultado comprova a força de mais de quatro décadas de luta: “Quando a imprensa nos reconhece como fonte de informação segura e qualificada, sentimos a responsabilidade de continuar defendendo a dignidade e a cidadania da população LGBTQIAPN+. Essa visibilidade não é vaidade, é compromisso histórico.” Afirma. O relatório de junho aponta que, apesar do contexto de retrocessos e ataques a direitos, a imprensa brasileira reconhece no GGB uma organização comprometida, capaz de pautar transformações e inspirar outras lideranças sociais. Essa ampla repercussão demonstra que o GGB segue sendo reconhecido como fonte histórica, técnica e política, valorizada por jornalistas que buscam dados confiáveis sobre monitoramento de homicídios, violência LGBTfóbica, cidadania e direitos humanos. Para os meios de comunicação, contar com o GGB como referência qualificada representa maior segurança na apuração, profundidade editorial e conexão com a sociedade civil organizada, valores essenciais para um jornalismo democrático e plural. Já para o GGB, esse destaque comprova a força de mais de 44 anos de luta, reafirmando sua credibilidade e capacidade de mobilizar narrativas positivas em defesa da vida, do respeito e da dignidade das pessoas LGBT+. Além disso, fortalece seu papel como articulador de políticas públicas e inspiração para novas lideranças comunitárias, sobretudo no contexto simbólico do Mês do Orgulho, celebrado mundialmente em junho. O Grupo Gay da Bahia segue atento à sua missão histórica de denunciar violações, sensibilizar a sociedade e promover avanços concretos em prol da equidade, contando cada vez mais com a parceria da imprensa para ecoar suas bandeiras e projetos. O presente item reúne matérias monitoradas em junho de 2025 que dialogam diretamente com a visibilidade do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, citando dados, relatórios ou a trajetória do Grupo Gay da Bahia (GGB). Estes conteúdos reforçam a relevância da organização como referência técnica, histórica e social, ao mesmo tempo em que pautam temas estruturantes do movimento LGBTQIAPN+, como violência, cidadania, mercado de trabalho e educação. A seguir, alguns exemplos de matérias de destaque no período:
GGB divulga dados inéditos sobre o envelhecimento

Marcelo Domingos (SE) e Marcelo Cerqueira (BA) GGB divulga dados inéditos sobre o envelhecimento da população LGBT+ em Salvador Solidão, discriminação e invisibilidade marcam a velhice de quem resistiu Envelhecer já é desafiador numa sociedade que cultua a juventude e marginaliza a velhice. Para quem é LGBT+, esse processo é ainda mais doloroso. Ele vem carregado de estigmas, da sensação de não pertencimento, do medo de voltar ao armário em instituições como asilos, hospitais, abrigos. Muitas pessoas idosas LGBT+ escondem quem são para evitar novas violências em ambientes onde deveriam ser acolhidas. E o mais alarmante: essa invisibilidade também acontece dentro da própria comunidade LGBT+. Há um culto à estética jovem, à performatividade do desejo, à festa que exclui corpos velhos. A velhice LGBT+ raramente é representada em campanhas, mídias ou espaços culturais. Para marcar o dia 28 de Junho – Dia Internacional do Orgulho Gay -, o Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de divulgar os resultados preliminares da pesquisa “Viver LGBT+ Além (60+): Diagnóstico do Envelhecimento da População LGBT+ de Salvador”, um estudo inédito que lança luz sobre as experiências, desafios e invisibilidades enfrentadas por pessoas LGBT+ acima de 60 anos na capital baiana. Com um total de 32 pessoas entrevistadas, o levantamento revela um cenário alarmante de solidão, discriminação persistente, fragilidade socioeconômica e abandono institucional. A iniciativa faz parte do esforço do GGB para compreender as especificidades do envelhecimento da população LGBT+ e fortalecer a luta por políticas públicas inclusivas. Conclusão e recomendações Precisamos abrir essa conversa. Torná-la pública, urgente, coletiva.É preciso garantir direitos concretos e dignidade para quem envelhece fora dos padrões heteronormativos. A pesquisa realizada pelo GGB evidencia que o envelhecimento da população LGBT+ exige respostas urgentes do Estado, das instituições e da própria comunidade. O Brasil envelhece, e os corpos dissidentes também. Mas ainda faltam políticas públicas de acolhimento, saúde integral, moradia, convivência e combate à solidão e à discriminação.