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27º Concurso de Fantasia Gay

Na última segunda-feira (3), o 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay tomou conta da Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador, celebrando a arte, a diversidade e a exuberância do Carnaval baiano. O evento aconteceu no Palco Tomé de Souza, na escadaria do Palácio Municipal, reunindo talentosos artistas transformistas e amantes da fantasia em uma noite de espetáculo e inovação. As vencedoras foram eleitas por um corpo de jurados qualificados, que avaliaram critérios como originalidade, luxo, criatividade e impacto visual. O valor total da premiação foi distribuído entre os primeiros colocados de cada categoria. Vencedores do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay Categoria Originalidade 1º lugar: Severino Gueiroga (Recife) – R$ 7.000,002º lugar: Amora Savash (Salvador) – R$ 6.000,003º lugar: Antonio Matos (Petrolina) – R$ 5.000,00 Categoria Luxo 1º lugar: Rafa West – R$ 9.000,002º lugar: Lilian Ariela – R$ 8.000,003º lugar: Mel Domingues – R$ 7.000,00 Realização e apoios O 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay foi realizado pela Quimbanda Dudu, em parceria com o Grupo Gay da Bahia (GGB), e contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Municipal de Turismo (Saltur). Uma tradição que fortalece a cultura LGBT+ Mais do que uma competição, o concurso reafirma a importância da arte transformista e da cultura LGBT+ dentro do Carnaval de Salvador. Ao longo de suas 27 edições, o evento se consolidou como um dos momentos mais esperados da folia, oferecendo uma plataforma de visibilidade para artistas que expressam sua criatividade por meio das fantasias e performances. Com brilho, talento e inovação, a edição deste ano reforçou o compromisso de Salvador em manter viva essa tradição, garantindo que o Carnaval continue sendo um espaço de celebração da diversidade e do respeito.

Cultura e Resistência: II Rainha LGBTrans

Foto GGB Imagem O III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador continua recebendo inscrições de candidatas interessadas em disputar o título de Rainha LGBTrans e as duas posições de Princesas da folia baiana. O concurso não é baseado exclusivamente na beleza, mas sim na presença de palco, criatividade e expressão artística. Qualquer pessoa LGBTrans pode participar dessa iniciativa, que distribuirá R$ 7.000 em prêmios entre as três vencedoras, eleitas por um júri composto por membros da comunidade. Cada candidata terá 5 minutos para se apresentar no palco, realizando uma performance de sua escolha. As notas serão atribuídas com base nos seguintes critérios (de 1 a 10 pontos para cada): Presença de Palco – Confiança, postura e utilização do espaço cênico.Criatividade e Originalidade – Inovação na performance, figurino e conceito.Sincronia e Ritmo – Harmonia entre a performance e a música escolhida.Figurino e Estética – Impacto visual e adequação ao tema da apresentação.Expressão Artística e Carisma – Capacidade de envolver e emocionar o público.Desempenho Geral – Coerência entre todos os elementos da performance. As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que acontecerá no dia 3 de março de 2025. As inscrições são feitas online, através do link: https://forms.gle/nJJgYDBHAH4KMUzT9  Muito mais que um concurso, uma celebração! O III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval vai além de um desfile de glamour e talento. É um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. O evento proporciona um espaço para que as participantes encantem o público com performances inesquecíveis, exibindo força, carisma e histórias de superação. Premiação  1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 2º lugar: R$ 2.300 3º lugar: R$ 1.800 Realizado pelo Quimbanda Dudu e Grupo Gay da Bahia (GGB) com patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Saltur, o concurso reafirma Salvador como referência nacional na luta por igualdade e respeito à diversidade.

III Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador

As inscrições para o III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia 3 de março de 2025. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das mulheres trans em um dos maiores palcos culturais do mundo. O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 Além de um espetáculo de glamour e talento, o concurso traz reflexões importantes sobre inclusão e enfrentamento à transfobia, reafirmando Salvador como referência nacional na luta por igualdade e respeito à diversidade. Inscreva-se e participe dessa celebração que une arte, cultura e ativismo. inscreva-se AQUI Regulamento

III Rainha LGBTrans do Carnaval

As inscrições para o III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia 3 de março de 2025. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das mulheres trans em um dos maiores palcos culturais do mundo. O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 Além de um espetáculo de glamour e talento, o concurso traz reflexões importantes sobre inclusão e enfrentamento à transfobia, reafirmando Salvador como referência nacional na luta por igualdade e respeito à diversidade. Inscreva-se e participe dessa celebração que une arte, cultura e ativismo. inscreva-se AQUI

Chá de Reparação

Chá de Reparação

Campanha celebra a trajetória de Anne e ressignifica histórias no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Uma campanha cheia de significado convida o público a refletir sobre aceitação, identidade e amor familiar. O filme publicitário Chá de Reparação, criado pela agência Propeg para o Grupo Gay da Bahia (GGB), conta a história de Andrógine Paganotto Zago (Anne), uma mulher trans de 27 anos que enfrentou desafios desde a infância, incluindo a rejeição dos pais durante seu processo de transição. Com coragem, diálogo e tempo, Anne conseguiu ressignificar essa relação. Nascida na zona rural, Anne enfrentou desde cedo o peso das expectativas sociais de gênero. Durante sua infância e adolescência, viveu momentos de conflito interno e externo em um ambiente que pouco conhecia ou compreendia a existência de pessoas trans. Apesar disso, construiu uma trajetória marcante. Formada em cinema, artista visual, modelo e dançarina, Anne também liderou ações importantes pela visibilidade LGBT+. O filme celebra sua jornada ao refazer simbolicamente um momento que marcou sua infância: um chá de revelação. Após 27 anos, sua família e amigos surpreendem Anne com o Chá de Reparação, recriando o evento para corrigir a narrativa inicial e declarar ao mundo que ela não nasceu um menino, mas sim uma menina. Durante o filme, Anne compartilha seu relato de vida, destacando os desafios enfrentados, as conquistas alcançadas e a importância do respeito e da aceitação. “Famílias felizes reconhecem e respeitam os limites de cada membro, acolhem conversas difíceis e aprendem com seus erros em vez de justificá-los”, declara Emerson Braga, CCO da Propeg. Segundo Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, Chá de Reparação é mais do que um filme; é um manifesto especialmente relevante no momento em que vivemos, em que as identidades de gênero estão sendo questionadas. “Agora, mais do que nunca, é o momento de combater a intolerância e o preconceito. Trabalhos como este transformam rejeição em aceitação e reforçam o poder da família e da comunidade na construção de um futuro mais inclusivo.” Dirigido por Thiago Artmonte e produzido pela ELLAH Filmes, o filme será veiculado na TV e em mídias sociais. Além disso, a campanha convida os pais de filhos transgêneros a recriarem seus próprios chás de reparação e a compartilharem o momento por meio da hashtag #ChaDeReparacao. Ficha Técnica Campanha: Chá de Reparação Agência: PropegCliente: GGB – Grupo Gay da Bahia CEO: Vitor Barros CCO: Emerson Braga CSO: Melina Romariz Diretor de Criação Assista ao vídeo AQUI

Viado: Entre a Histórica LGBTfobia Estrutural e a Ressignificação Cultural

Foto Marcelo Cerqueira Marcelo Cerqueira Coordenador das Políticas de Promoção da Cidadania da População LGBTQIAPN+ da Secretaria da Reparação/SEMUR/PMS. Presidente do GGBA palavra “viado” tem uma história complexa e multifacetada no Brasil, carregada de significados que evoluíram ao longo das décadas. Seu uso, muitas vezes polêmico, reflete camadas profundas de relações sociais, culturais e estruturais que atravessam o país. Embora não exista uma data ou período específico que marque o início do uso do termo para se referir a homossexuais no Brasil, há indícios de que isso tenha ocorrido no início do século XX.O professor doutor Luiz Mott, em um artigo publicado na revista Lado A há aproximadamente dez anos, apresentou nove hipóteses sobre a origem do uso da palavra “viado”. Ele sugere que o termo emergiu em diferentes contextos sociais e culturais, ganhando novas conotações ao longo do tempo. O uso popular da palavra “viado” no Brasil, hoje, é tão disseminado que ela é empregada como gíria em diversos cenários, desde conversas informais entre amigos até letras de música e shows.Entre os homens gays, “viado” é frequentemente usado como uma forma de camaradagem, uma reconstrução simbólica que subverte o caráter pejorativo do termo. Nesse contexto, a palavra carrega uma certa cumplicidade, sendo empregada entre iguais. No entanto, quando utilizada por homens heterossexuais cisgêneros, mesmo em tom de brincadeira ou camaradagem, muitas vezes carrega consigo nuances de machismo e LGBTfobia estrutural. Há uma diminuição implícita da masculinidade do outro, refletindo estruturas de opressão que permanecem profundamente enraizadas na sociedade.O cantor Alessandro Aragão, vocalista da banda A Chapa, traz um exemplo interessante dessa dinâmica ao iniciar shows com a frase: “Chegou a Chapa, viado! Esse paredão vai ficar um inferno, viado”. Embora a expressão seja empregada em um contexto de entusiasmo e energia, pode ser interpretada como uma apropriação cultural de uma gíria que não faz parte de seu universo. Nesse uso, a palavra é ressignificada como um ponto de exaltação e inclusão, ainda que carregue marcas de uma LGBTfobia estrutural subjacente.Historicamente, o termo “viado” também está associado a representações culturais e comerciais. Algumas teorias apontam para referências a marcas de cigarro dos anos 1920 que estampavam a figura de um veado em suas embalagens, enquanto outras sugerem influências de personagens como Bambi, da Disney. Essas associações ajudaram a construir a simbologia em torno da palavra, que variava de elegante e bonito a pintoso e afeminado.No dia a dia, o uso da palavra continua gerando debates. Muitos homens heterossexuais cis a utilizam para se referir a amigos, considerando-a uma gíria ou um termo de carinho. Entretanto, para os ouvidos de muitos gays, a palavra, quando dita por alguém fora do circuito de amizades, soa como um insulto, mesmo que em tom de brincadeira. Isso demonstra o quanto o significado de “viado” é permeado por relações de poder e identidade.É preciso considerar que o limite entre o carinhoso e o ofensivo está frequentemente associado ao contexto e ao grau de intimidade entre as partes envolvidas. Como relatou um depoimento, “Acho que tem a ver com o grau de amizade. Às vezes se excede e acaba sendo algo homofóbico. O limite da brincadeira acaba cedendo.” Isso evidencia como o uso do termo ainda carrega ambiguidades e reflete aspectos da LGBTfobia estrutural, mesmo quando ocorre em contextos aparentemente inofensivos. Por fim, vivemos em uma época de transformações, em que discursos e práticas culturais passam por ressignificações. Mesmo que a palavra “viado” traga à tona as marcas de uma história de preconceito, seu uso também pode representar resistência e afirmação. Ao falá-la, cada indivíduo contribui para a construção de novos significados, evidenciando que a linguagem, como as próprias relações humanas, está em constante processo de transformação.

Nota Pública do GGB sobre o Incidente com dois Jovens  no Metrô de Salvador

Nota Pública do Grupo Gay da Bahia sobre o Incidente com dois Jovens  no Metrô de Salvador O Grupo Gay da Bahia (GGB), a organização de defesa dos direitos LGBT+ mais antiga em atuação no Brasil, vem a público se manifestar sobre o incidente ocorrido na CCR Metrô de Salvador, Estação Bairro da Paz, na quinta-feira (26), por volta das 13h. Conforme as informações divulgadas, os jovens estavam envolvidos em um ato no banheiro da estação quando a pia cedeu, resultando em ferimentos graves em um deles, que estava apoiando-se na louça. O caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais e na mídia, levanta considerações importantes sobre a segurança das instalações públicas, o comportamento em espaços coletivos e as abordagens institucionais em situações delicadas. Este incidente não é um caso isolado, mas é a primeira vez que temos notícias de algo envolvendo lesões corporais dessa magnitude. Historicamente, espaços públicos têm sido utilizados por pessoas da comunidade LGBT+ para encontros, o que pode ser explicado por diversos fatores, como a falta de espaços seguros e privados, sobretudo para os jovens, estigmatização e repressão social, além das narrativas individuais de exclusão que ainda marcam a experiência dessas pessoas. O comportamento de pessoas gays ou de outros grupos ao praticar atos sexuais em espaços públicos pode ser influenciado por uma combinação de fatores psicossociais, mas, sobretudo, culturais. A forma como esse tema é conduzido, muitas vezes, sugere erroneamente que se trata de uma exclusividade dos homens gays. No entanto, esse comportamento não é exclusivo de nenhum subgrupo e ocorre em diferentes realidades. O Grupo Gay da Bahia chama a atenção para o fato de que esses e outros acontecimentos similares são motivados pela força persistente da LGBTfobia estrutural, causando: 🏳️‍🌈 Estigmatização e Repressão: Muitas pessoas LGBT+ enfrentam severa rejeição familiar, social e econômica, o que limita o acesso a espaços privados seguros para a vivência plena de sua sexualidade.🏳️‍🌈 Falta de Espaços Seguros: A repressão e discriminação podem conduzir a experiências comportamentais que desafiam normas sociais ou buscam afirmação em locais alternativos.🏳️‍🌈 Educação Sexual Deficitária: A ausência de uma educação sexual inclusiva e informativa dificulta a compreensão sobre comportamentos saudáveis e responsáveis em relação à sexualidade. Análise dos Fatores Envolvidos no Caso da CCR Metrô e Homens Gays, segundo o Grupo Gay da Bahia 🏳️‍🌈 1. Segurança das Instalações: É de senso comum que os utensílios de sanitários públicos são projetados para usos convencionais. O uso inadequado, como apoiar-se em pias ou subir em vasos sanitários, pode causar danos corporais e estruturais. É imprescindível que as instalações passem por inspeções regulares de segurança e que os usuários façam uso adequado dos equipamentos. 🏳️‍🌈 2. Campanha Sobre Comportamento em Espaços Públicos: Atos de cunho sensual em locais públicos infringem normas legais e podem colocar as pessoas em risco físico, como agressões por terceiros que se sintam incomodados. Uma campanha de conscientização, abordando o uso adequado desses espaços, é essencial para prevenir incidentes e tornar os sanitários ambientes seguros para todos. 🏳️‍🌈 3. Atuação das Equipes de Segurança: Relatos indicam que, em situações semelhantes, as abordagens de segurança foram severas. É necessário incluir pessoas LGBT+ nas equipes de segurança e oferecer treinamentos sobre orientação sexual para garantir uma abordagem eficaz e respeitosa. Protocolos que priorizem o diálogo e a orientação devem ser seguidos, evitando constrangimentos desnecessários e garantindo o cumprimento das normas. Minuta de Protocolo Proposto para Abordagem de Situações Delicadas em Espaços Públicos: 🏳️‍🌈 1. Identificação e Avaliação: Monitorar os espaços públicos de forma silenciosa, identificando comportamentos inadequados que comprometam a segurança e a integridade das instalações e dos usuários. Além de câmeras, é recomendada a presença de segurança à paisana, com apoio de campanhas educativas no sistema de som. 🏳️‍🌈 2. Abordagem Respeitosa:Intervenções devem ser feitas com educação e discrição, utilizando linguagem neutra:“Boa tarde, somos da equipe de segurança. Notamos uma situação que pode colocar a segurança de todos em risco. Gostaríamos de orientá-los a utilizar o espaço de maneira adequada.” 🏳️‍🌈 3. Mediação de Conflitos e Orientação:Explicar as normas locais, enfatizando os impactos das atitudes na coletividade e no uso dos espaços públicos, sem emitir juízos de valor. 🏳️‍🌈 4. Encaminhamentos e Registro:Em caso de resistência, orientar os envolvidos a deixarem o local e registrar o ocorrido de forma neutra. Acionar reforço ou órgãos competentes somente em casos extremos. 🏳️‍🌈 5. Educação e Prevenção: Realizar campanhas educativas sobre o uso adequado de espaços públicos e direitos e deveres dos cidadãos. Implementar treinamentos para equipes de segurança, incluindo comunicação não violenta e sensibilização sobre diversidade. O Grupo Gay da Bahia lamenta profundamente o ocorrido e reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade e dos direitos da comunidade LGBT+. Incidentes como este servem como alerta para a necessidade urgente de promovermos uma sociedade mais inclusiva, com espaços seguros e educativos para todas as pessoas. Reiteramos que o diálogo é essencial para construir soluções efetivas, tanto para a preservação do patrimônio público quanto para a garantia de direitos humanos. Marcelo CerqueiraPresidenteGrupo Gay da Bahia Salvador, BA, 28 de dezembro de 2024

Outorga do Selo LGBT+ da Prefs de Salvador

A Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), realizou nesta quarta-feira (11), a partir das 9h, no Hotel Mercure, no Rio Vermelho, a III Cerimônia Anual de Outorga do Selo da Diversidade LGBT+. O evento reconheceu 135 empresas privadas, instituições públicas e organizações da sociedade civil que implementaram políticas afirmativas voltadas à diversidade e ao combate à LGBTfobia em seus ambientes institucionais. “Cuidar das pessoas LGBTQIAPN+ é uma prioridade da nossa secretaria”, afirmou Ivete Sacramento, Secretária Municipal da Reparação durante a cerimônia. Segundo Marcelo Cerqueira, coordenador de Diversidade LGBT+, “O Selo da Diversidade é uma conquista que aponta para o compromisso com um futuro mais igualitário em relação a gênero e orientação sexual. Ele reconhece empresas que promovem inclusão e respeito, ao tempo em que estimula ações que fortalecem os direitos e as oportunidades da população LGBT+. Essa iniciativa é um marco na construção de uma sociedade onde a diversidade é celebrada como valor essencial.” O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, vereador Augusto Vasconcelos: compromisso O Selo da Diversidade LGBT+ é mais do que uma certificação: é uma política pública consolidada pelo Decreto Municipal nº 35.071/2022, destinada a reconhecer empresas que promovem equidade e enfrentam práticas discriminatórias. A partir dessa edição as empresas certificadas integram uma rede de intercâmbio de boas práticas, compartilhando experiências e fortalecendo suas políticas institucionais. Apesar dos avanços, há desafios significativos para a implementação de políticas de diversidade nas empresas. A promoção de uma cultura organizacional inclusiva exige investimentos contínuos em educação, sensibilização e monitoramento das práticas institucionais. A certificação pelo Selo da Diversidade LGBT+ não deve ser vista como um ponto de chegada, mas como um compromisso permanente com a transformação social.. O Atakarejo apresentou o Programa Inklusão. A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas se juntem ao programa, ampliando o impacto social e reforçando o compromisso coletivo com a diversidade e os direitos humanos. Em 2024, pelo segundo ano consecutivo, o jornal Correio recebeu a outorga. O Selo da Diversidade LGBT+ é destinado a diferentes tipos de organizações que se enquadram nas três categorias principais, conforme descrito no manual e regimento interno: A Dow Química um Caso de Sucesso. A Cerimônia Anual do Selo da Diversidade LGBT+ representa um marco na luta por uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. Com o reconhecimento das empresas e instituições públicas e privadas comprometidas com a diversidade, Salvador se consolida como uma referência nacional na promoção da cidadania LGBT+ e na construção de um ambiente corporativo mais humano e respeitoso A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas se juntem ao programa, ampliando o impacto social e reforçando o compromisso coletivo com a diversidade e os direitos humanos. O Selo da Diversidade LGBT+ é destinado a diferentes tipos de organizações que se enquadram nas três categorias principais, conforme descrito no manual e regimento interno: 1. Categoria Compromisso Empresas públicas, privadas e organizações da sociedade civil da cidade de Salvador que se comprometem a assinar o Pacto de Valorização da Diversidade LGBT+ com a Prefeitura. Devem apresentar um Diagnóstico Censitário e um Plano de Trabalho alinhado às diretrizes do programa. Foco em empresas que iniciam ações para inclusão LGBT+. 2. Categoria Reconhecimento Micro e pequenas empresas, geralmente familiares, cujo proprietário ou administrador seja LGBT+. Organizações sem fins lucrativos que promovam a diversidade LGBT+. Exigem que pelo menos a maioria dos funcionários sejam LGBT+. 3. Categoria Excelência Empresas que já participam do programa há, no mínimo, três anos, demonstrando avanços contínuos. Foco em organizações que se destacam com práticas exemplares e inovadoras de inclusão e respeito à diversidade LGBT+. São avaliadas com base em altos níveis de conformidade e impacto das ações propostas.. Conheça as empresas que receberam o Selo em 2024: Programa Empresa Inclusiva Relação das instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil de Salvador, Bahia, homologadas pelo Comitê Gestor do Selo da Diversidade LGBT+ em 2 de dezembro de 2024. Chancela Compromisso: Chancela Reconhecimento: Chancela Excelência: Total 135

Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida Bruno

Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoA Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), realizará uma ação especial do CadÚnico Itinerante voltada para a população LGBT+. O atendimento ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de novembro, das 8h às 15h, no Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, localizado na Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho.O objetivo da iniciativa é facilitar o acesso de pessoas LGBT+ de baixa renda aos programas sociais oferecidos pelo governo, por meio da inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico). Para ser atendido, é necessário apresentar documentos pessoais originais e um comprovante de residência. Caso o comprovante não esteja em nome do solicitante, recomenda-se procurar uma Prefeitura-Bairro para obter a declaração necessária.Os interessados podem agendar o atendimento pelo telefone (71) 3202-2750 ou comparecer diretamente ao local nos dias e horários indicados. A ação reforça o compromisso da gestão municipal em promover a inclusão e garantir o acesso igualitário aos benefícios sociais para toda a população que necessita do benefício em Salvador, cidade inclusiva.Em junho deste ano Salvador foi eleita a melhor em mapeamento nacional de políticas LGBT+ desenvolvido pelo Grupo Arco Iris do Rio de Janeiro destacando os esforços em combater a LGBTfobia institucional na administração pública e estrutural junto a sociedade soteropolitana.A prefeitura recebeu o reconhecimento e ganhou a outorga de 2º lugar na categoria geral em políticas, ultrapassando 24 capitais, 1º lugar na categoria Justiça e Cidadania (JC) e a excelência de ganhar o 3º lugar na categoria Plano/Programa Municipal (PP), reconhecendo o empenho contínuo em desenvolver políticas públicas inclusivas e eficazes. Serviço:O que é: CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoDias: 11, 12 e 13 de novembroHorário: 8h às 15hLocal: Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida BrunoEndereço: Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho, Salvador – BAAgendamento: (71) 3202-2750

Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB

Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Ativista do GGB e Coordenador Municipal das Politicas LGBT+ Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza.

Da Redação / Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza. Nessa iniciativa, o governo federal ouve relatos sobre violações de direitos humanos contra a comunidade LGBT+ a partir dos anos 1980 em diferentes regiões do Brasil.Durante minha apresentação, destaquei o crescimento de Salvador, cuja população passou de 655.735 em 1960 para 1.513.243 em 1980, sob o governo de Antônio Carlos Magalhães (ACM), que ocupou cargos de prefeito e governador. A cidade ganhou novas obras e intervenções, como o Jardim dos Namorados, criado em uma área antes ocupada de forma desordenada. O espaço tornou-se um ponto popular para encontros de interações sociais, sobretudo “para namorar” como disse o então prefeito. Hoje, o jardim reordenado pela prefeitura, carece de segurança, com relatos de violência que poderiam ser reduzidos com rondas policiais mais frequentes.Um marco histórico que ilustra o controle moral sobre a sociedade baiana foi a criação da Delegacia de Costumes em 1938, durante o governo de Getúlio Vargas, destinada a fiscalizar e reprimir comportamentos considerados “imorais”. Essa delegacia foi extinta na Bahia em 1976 pelo governador Roberto Santos e, no plano nacional, banida por Geisel em 1977. No entanto, o impacto da repressão nos corpos LGBT foi duradouro: os arquivos do Grupo Gay da Bahia (GGB) contêm imagens que evidenciam os abusos cometidos contra pessoas LGBT+ na década de 1970. Homens eram presos por “violação dos bons costumes” considerados fora dos padrões de gênero eram detidos, enfrentando discriminação e abuso policial. Travestis eram presas forçadas a limpar o chão da delegacia e submetidas a humilhações diversas. Essa repressão institucional reforça a importância da memória e da luta por justiça para as pessoas LGBT+, garantindo que o sofrimento e a violência sofridos não sejam esquecidos.Fundado na redemocratização do Brasil, o GGB surgiu sob a liderança de Luiz Mott, que desde então impulsionou a luta por direitos, como a revogação do CID 302.0, que rotulava a homossexualidade como um transtorno sexual. Essa conquista representou um avanço, eliminando o estigma nos serviços de saúde e promovendo políticas de saúde. A decisão abriu base legal para futuras legislações antidiscriminatórias e influenciou também a educação em saúde, orientando currículos e preparando profissionais para atender a comunidade LGBT+ com respeito e conhecimento.Em 1983, uma decisão histórica do Tribunal de Justiça da Bahia, proferida pelo juiz Gudsten Soares, autorizou o registro legal do GGB, permitindo que a organização atuasse com legitimidade. Essa sentença pioneira criou um precedente jurídico que permitiu a constituição de outras associações LGBT+ no Brasil, promovendo visibilidade e segurança para a comunidade. Com isso o GGB representou as demandas da comunidade com mais força e influenciou debates, novos ativistas e políticas públicas. A decisão do juiz reafirmou que a homossexualidade não é crime, contribuindo para o combate a LGBtranfobia institucional.A década de 1970 posicionou Salvador como um polo de efervescência cultural e de resistência LGBT+, simbolizada pela icônica boate Tropical, inaugurada em 1974. Seguidos décadas de 1980 e 1990 Salvador oferecia espaços públicos vibrantes, como o Beco dos Artistas e a Rua Carlos Gomes, que se tornaram pontos de encontro para a comunidade. A movimentação era tamanha que o GGB solicitava a prefeitura iluminação extra para a segurança desses locais. Em 2000, o GGB lançou um Guia Gay de 67 páginas, destacando a vasta quantidade de bares, saunas e boates que acolhiam o público LGBT+. Nessa época o grupo publicava o jornal Homo Sapiens, influenciado pela Folha de São Pulo, Erica Palomino, reproduzindo palavras e atitudes.A reparação e o reconhecimento do passado estão em curso em Salvador por uma gestão humanizada que a passos largos caminha para a completa inclusão. A cidade aprovou e colocou em funcionamento o Plano Municipal de Políticas e Direitos Humanos para a comunidade LGBT+, com ações transversais para todos órgãos, instituiu um equipamento de acolhimento que é Centro de Referência Vida Bruno, Programa de Combate a LGBTransfibia, Empresa Inclusa e Ambulatório Especializado em Saúde LGBT ênfase em pessoas trans, hormonioterapia.Esse avanço é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham o direito de viver com dignidade.