Concurso de Fantasia Gay acontece segunda-feira de Carnaval na Praça da Sé
Salvador, Bahia, terça-feira, 27 de janeiro de 2015 – Da Assessoria do GGB. Quem quiser pode até o dia 11 de fevereiro fazer a sua inscrição para o XVIII Concurso Nacional de Fantasias do Grupo Gay da Bahia (GGB) que vai acontecer na segunda-feira de Carnaval (16/02). A inscrição é gratuita e as fichas estão disponíveis na sede da entidade, no Centro Histórico. As categorias são luxo e originalidade. Os candidatos devem ser maiores de 18 anos ou ter presença de responsável para autorizar participação. Cada categoria terá quatro fantasias premiadas. O primeiro lugar na categoria luxo recebe prêmio de R$ 5 mil e em originalidade R$ 4 mil. No total, as duas categorias pagam R$ 24 mil em prêmios. Além do desfile de fantasias que por si só já é espetáculo de beleza singular, cerca de doze shows de transformistas faz parte da programação que começa ás 18h e segue até por volta das 21h00. A XVIII edição acontecerá na Praça da Sé. Uma passarela será montada nas imediações da fonte luminosa, ainda consta camarim para artistas e local para montagem das fantasias. Diferente do ano passado que houve a Vila da Diversidade esse ano as atividades de Carnaval no desfile e na realização do I Casamento Homoafetivo e Heterossexual, que acontecerá no dia 12 de fevereiro – o local ainda é mantido em sigilo, mas poderá ser realizado no Palácio da Aclamação, Campo Grande. A ação tem apoio da Prefeitura de Salvador. ( Marcelo Cerqueira DRT 2135-BA) Serviço Telefone (71) 3322 2552 – 8719 6905 e-mail: ggbbahia@gmail.com Rua Frei Vicente, 25 – Pelourinho – Salvador, BA
GGB abre inscrição para casamento coletivo que acontecerá na quinta de Carnaval 20 primeiros terão a taxa paga pela entidade.
Salvador, Bahia, terça-feira, 27 de janeiro de 2015 – Da Assessoria do GGB. Os casais interessados podem se inscreverem para o I casamento coletivo que será realizado durante o Carnaval deste ano. Voltada para casais gays, mas também aberto para os heterossexuais interessados, a cerimônia acontecerá na manhã da quinta-feira de Carnaval. A entidade mantém em segredo o local, que será ao ar livre. Os interessados devem preencher um formulário virtual ou na própria sede da entidade, no Centro Histórico, até 25 de janeiro. Também é preciso fornecer os documentos necessários para a efetivação do casamento. O GGB diz que a cerimônia busca promover a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2013, que determina que cartórios de todo o país devem celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. Para Marcelo Cerqueira, a decisão ainda é desconhecida de muitos casais e precisa ser celebrada. “Lutamos há mais de doze anos para que esse momento pudesse acontecer. É uma realidade graças a sensibilidade do Judiciário Brasileiro, que entendeu o sofrimento de muitos casais no Brasil”, diz Marcelo Cerqueira. Para se inscrever, o casal interessado deve ter mais de 18 anos e apresentar individualmente os originais da Certidão de Nascimento, Cédula de Identidade (RG) e Comprovante de Endereço. Os que já foram casados devem apresentar certidão de casamento com a averbação de divórcio. Podem se casar casais de todo o Brasil e estrangeiros. A cerimônia acontecerá em dois momentos, com entrega da Certidão de Casamento expedida oficialmente pelo Cartório, que montará um serviço exclusivo para o dia do evento. Depois acontecerá um ato religioso que será regido pelos babalorixás Vagner Pereira e Anthony Uelton, que abençoarão os casais interessados. O arroz será substituído por banho de pipoca e ervas perfumadas. O GGB convida pessoas interessadas em contribuir com a realização do evento coletivo com a doação de R$ 200,00 para custas do cartório e operacionalização da cerimônia no dia. Os apoiadores receberão uma certidão de padrinho expedida pela entidade. Os primeiros 20 casais inscritos regularmente terão a taxa paga pela entidade. Os casais terão direito a bolo, marcha nupcial e receptivo de convidados. Se você quer casar, aproveite esse momento e corra com os documentos, o cartório precisa receber com antecedência. Mais informações: Contatos : ggbbahia@gmailcom – ggb@ggb.org.br Telefones (71) 3322 2552 – 99894748 Marcelo Cerqueira – DRT-BA 2135
MAIS AMOR POR FAVOR
Mais amor por favor. Música resultado de uma campanha realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) em resposta ao Baylão do Robyssão, autor da música “Quem banca é o viado”. O GGB repudia esse tipo de movimento que trás a intolerância tatuada. A resposta nossa é essa canção que convoca as pessoas para amar. Letra de Salete Maria, interpretação de Mr. Gabliza. Salvador, Bahia, 23 de janeiro de 2015. Produção Grupo Gay da Bahia ©. Mais Amor Por Favor Agora vamos falar de amor Por que amar nunca foi pecado Minha voz proclama o Amor por que amar nunca foi errado Meu desejo é q o mundo se encante de amor, carinho e paixão Meu desejo é que a gente levante todo amor caído no chão Que Ninguem seja mais ofendido por amar diferente de mim Que ninguém seja mais agredido chega mais da um abraço aqui.. Eu aceito a diversidade Respeito toda forma de amor Eu espalho por toda cidade a bandeira repleta de cor…. Mais amor..Mais amor por favor..bis Se não faz mal a ninguém é aí oque é que tem?? Bis.. Composição: Salete / Mr.Galiza
ASSASSINATO DE LGBT NO BRASIL: RELATÓRIO 2014
Foto – Na manhã da última quarta-feira 17/09/14 o corpo de Wanderson Silva, de 17 anos, foi encontrado jogado em um matagal, próximo a Ponte do Baralho, em Bayeux (Paraíba), com um tiro na cabeça e marcas de espancamento. Salvador, Ba, terça-feira, 13 de janeiro de 2015 – Editoria do GGB – O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulga mais um Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil relativo a 2014. Foram documentados 326 mortes de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo 9 suicídios. Um assassinato a cada 27 horas. Um aumento de 4,1 % em relação ao ano anterior (313). O Brasil continua sendo o campeão mundial de crimes motivados pela homo/transfobia: segundo agências internacionais, 50% dos assassinatos de transexuais no ano passado foram cometidos em nosso país. Dos 326 mortos, 163 eram gays, 134 travestis, 14 lésbicas, 3 bissexuais e 7 amantes de travestis (T-lovers). Foram igualmente assassinados 7 heterossexuais, por terem sido confundidos com gays ou por estarem em circunstâncias ou espaços homoeróticos. Em números absolutos, os estados onde mais LGBT foram assassinados foram São Paulo (50) e Minas Gerais (30), porém em termos relativos, Paraíba e Piauí e suas respectivas capitais, são os locais que oferecem maior risco aos LGBT de serem violentamente mortos: enquanto no Brasil como um todo, os LGBT assassinados representam 1,6 de cada um milhão de habitantes, na Paraíba esse risco sobe para 4,5 e 4,1 para o Piauí. Durante décadas, o Nordeste foi à região de maior incidência de crimes homofóbicos: pela primeira vez em 2014, o Centro-Oeste emerge como a região geográfica mais intolerante, com 2,9 de “homocídios” para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul – a região menos violenta, com 0,7 mortes. São Paulo e Goiás foram os estados que revelaram o maior aumento destes crimes, respectivamente de 29 para 50 e de 10 para 21, enquanto Pernambuco e Rio Grande do Sul diminuíram. No Centro Oeste, o Mato Grosso do Sul foi o estado mais violento, (3,8 por milhão de habitantes) e o Distrito Federal, o que registrou proporcionalmente menor número de sinistros (1,0). Sudeste e Norte estão abaixo da média nacional em número de mortes. No Nordeste a Paraíba é estado mais perigoso, seguido do Piauí e Sergipe, sendo o Ceará e a Bahia os que registraram menor numero de homicídios. Na região Norte, Acre é o mais violento, em oposição ao Pará, menos perigoso. Nos quatro estados do sudeste observa-se pouca variação nessa incidência, de 1,8 a 1,1, sendo o Espírito Santo o mais perigoso e São Paulo o que oferece menor risco. No Sul, em todos estados o risco é inferior a 1 por 1 milhão, sendo o Rio Grande do Sul o mais tranqüilo, 0,4, com 5 mortes para uma população de mais de 11 milhões de habitantes, enquanto o Paraná, com a mesma população, teve o dobro de assassinatos (11). Quanto às capitais, São Paulo é em termos absolutos a metrópole onde ocorreram mais assassinatos: 16, não sendo registrado nenhum crime em Macapá e apenas um em Porto Alegre, Aracaju, Curitiba e Boa vista. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vitimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Inexplicavelmente o município de Nova Iguaçu (PR) com 4 assassinatos para 800 mil habitantes, superou o total de doze capitais mais populosas que registraram uma morte. Segundo o prof.Luiz Mott, fundador do GGB e coordenador dessa pesquisa há mais de três décadas, “os crimes contra LGBT desafiam a imaginação sociológica devido a sua imprevisibilidade: há estados que num ano matam-se mais gays, no outro, mais travestis; em janeiro de 2014 foram assassinados 45 lgbt, caindo para 17 em fevereiro, perfazendo uma média de 27 mortes mensalmente, sem possibilidade de interpretar-se cientificamente tal oscilação; enquanto nos anos anteriores sempre prevaleceu o uso de armas brancas na execução dos homicídios, nesse ano dominaram as armas de fogo. Ninguém consegue explicar tais oscilações anuais. ” Para o coordenador do banco de dados desta pesquisa, o analista de sistemas Eduardo Michels, do Rio de Janeiro, “a subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, já que nosso banco de dados é construído a partir de notícias de jornal e internet. Infelizmente são raríssimas as informações enviadas pelas mais de trezentas Ongs LGBT brasileiras. A realidade deve certamente ultrapassar em muito tais estimativas, sobretudo nos últimos anos, quando policiais e delegados cada vez mais, sem provas e sem base teórica, descartam preconceituosamente a presença de homofobia em muitos desses “homocídios”. Mott completa: “Lastimavelmente, a violência anti-homossexual cresce incontrolavelmente no Brasil. Nos 8 anos do governo FHC, foram documentados 1023 crimes homofóbicos, uma média de 127 por ano; no Governo Lula, subiram para 1306, com média de 163 assassinatos por ano; em apenas 4 anos, no Governo Dilma, tais crimes já atingiram a cifra de 1243, com média de 310 assassinados anuais – quase o dobro dos governos anteriores. Daí a urgência da Presidenta cumprir sua promessa de campanha de criminalizar a homofobia!” Perfil das vítimas: Dos 326 mortos, 163 eram gays (50%), 134 travestis (41%), 14 lésbicas (4%), 3 bissexuais (0,9%) e 7 (2%) amantes de travestis (T-lovers).Quanto a idade, 28% dos LGBT tinham menos de 18 anos ao serem assassinados e 68% das vítimas ao serem executadas estavam na flor da idade entre 20-60 anos. Quanto à composição racial, apesar de faltar informação sobre 30% das vítimas, 54% eram brancos, 41% pardos e 5% pretos. Os lgbt assassinados exerciam 20 diferentes profissões, confirmando a presença do “amor que não ousava dizer o nome” em todas as ocupações e estratos sociais. Predominaram as travestis profissionais do sexo, 37 das vítimas (12%), seguidas de 13 professores, 8 estudantes, 6 cabeleireiras, incluindo funcionários públicos, comerciantes, aposentados, um padre e um pai de santo. Quanto à causa mortis, altera-se levemente pela primeira vez a tendência observada em décadas anteriores, quando predominavam as armas brancas: 107