Luciana Gimenez e C&A estão entre ‘vencedores’ do Oscar Gay 2017
‘Inimigos’ dos LGBT receberam o Troféu Pau de Sebo do Grupo Gay da Bahia RIO – O Grupo Gay da Bahia (GGB), em uma tradição que já dura 26 anos, escolheu para 2017 os vencedores do Oscar Gay. Entre as mais de 20 personalidades, instituições e organizações que foram premiadas pelo Troféu Triângulo Rosa — uma referência ao símbolo que marcava os homossexuais durante o regime nazista —, estão a apresentadora Luciana Gimenez, que pediu respeito aos transsexuais; a lutadora de MMA Amanda Nunes, que se declarou lésbica publicamente; e o ambulante Luiz Carlos Ruas, espancado e morto no metrô de São Paulo após defender travestis. Leia mais sobre esse assunto em oglobo
Tia Má com a Língua Solta. Espetáculo de Stand Up satiriza situações cotidianas e aborda o racismo, o machismo e relações amorosas utilizando o humor como ferramenta para reflexão.
Tia Má com a Língua Solta será o primeiro stand up brasileiro apresentado por uma mulher negra. Tia Má foi convidada pelo Grupo Gay da Bahia para ser madrinha da 16 Parada LGBT da Bahia que ocorre em Salvador no dia 10 de setembro. A entidade recebeu da produção 10 convites para o espetáculo e vai doar para os fãs. As 10 primeiras mensagens que chegarem por ordem no celular 71 999894748 receberão o ingresso gratuitamente. Salvador, Bahia, sexta-feira, 17 de março de 2017, ás 21h50. Por GGB. Considerada um fenômeno na internet, a jornalista Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, resolveu se aventurar pelos palcos e apresentar um espetáculo de stand up em Salvador. Com direção de Elísio Lopes Júnior (Ivete Sangalo ao vivo em Trancoso, Sete Conto, Programa Espelho) e co – direção de Ricardo Fagundes (professor da Escola de Teatro da Universidade Federal do Oeste da Bahia, A Bofetada ), o show, que terá apresentação única no Teatro Jorge Amado, no dia 25 de março, às 20h, busca levar o público a refletir sobre as diversas formas de preconceito. “A nossa proposta é utilizar o humor como ferramenta de reflexão. As pessoas podem sim dar risada e ao mesmo tempo reavaliarem suas posturas. Chega de fazer piada com quem é historicamente oprimido, vamos rir do absurdo que ainda é discriminar e de como existem soluções simples para coisas que acreditamos que são complicadas”, explica Maíra Azevedo, que também é integrante do time de parceiros do programa Encontro com Fátima Bernardes na rede Globo. Para o diretor do espetáculo, Elísio Lopes Jr, será também a chance de fazer e uma leitura sobre as transformações da mulher na sociedade. Das ditas ‘Amélias’ as tias Más de hoje em dia, que se viram nos trinta para dar conta de todas exigências. “Tia Má é uma persona familiar. Parece com minha mãe, minhas tias. Tem o humor, a franqueza e a força de mulheres que lideram suas famílias. Levar esse trabalho ao palco é rir de quem somos, com respeito e amor”, explica Elísio. Sobre Maíra Azevedo e Tia Má Maíra é jornalista, formada e diplomada há 12 anos. Em 2014, recebeu o prêmio de jornalismo Abdias do Nascimento, pelo caderno Especial da Consciência Negra. Em 2015, foi eleita uma das 25 negras mais influentes da internet. Em vídeos curtos, de dois a três minutos em média, ela trata de assuntos do cotidiano, como relacionamentos, trabalho,sexo, auto estima, empoderamento feminino e mecanismos de defesa contra todas as formas de discrminação. De dentro do seu carro e com um humor incomparável, Tia Má aconselha seus “sobrinhos” (apelido dado ao público) a, por exemplo, não mexer no celular do parceiro, pagar suas dívidas, parar de querer educar o filho dos outros e aceitar a diversidade. A personalidade tem ganhado grande repercussão nas redes sociais. Sua página no facebook tem mais de 165 mil seguidores, mas alguns vídeos tem mais de dois milhões de visualizações. O canal no youtube tem 52 mil inscritos, mas os acessos ultrapassam 3 milhões de pessoas. A conta do instagram tem 50 mil seguidores. Mas muitos vídeos se tornaram virais e são distribuídos pelo aplicativo de mensagem whats up e dessa forma não é mais possível ser quantificado. Atualmente, Maíra Azevedo, a tia Má, faz parte do time de parceiros do programa Encontro com Fátima Bernardes, na rede globo. É a única baiana a fazer parte da equipe. E esse ano já fechou com dois outros programas na Tv Cabo. No Multishow participa da nova temporada do Caminhos da Felicidade, onde comenta sobre o comportamento humano. Já no LifeTime fará participações no Império da Beleza, dando dicas sobre auto estima, feminismo e mecanismos de combate ao racismo e ao machismo. Serviço: TIA MÁ COM A LÍNGUA SOLTA! (Turnê 2017) Crônicas, histórias e muito humor! Com a jornalista Maíra Azevedo Sessão única em Salvador! Quando: 25 de março, sábado, às 20h Onde: Teatro Jorge Amado Ingresso:R$50,meia: R$25, Direção: Elisio Lopes Jr Co-direção:Ricardo Fagundes Produção: Carambola Produções Ingressos a venda no site: www.compreingressos.com ou na bilheteria do Teatro
GGB escolhe Jornalista Maíra Azevedo, criadora da Tia Má madrinha da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia e da VI Semana da Diversidade. Salvador, Bahia, 15 de março de 2017. Do GGB O Grupo Gay da Bahia (GGB) escolheu a jornalista Maíra Azevedo, criadora da personagem Tia Má como madrinha da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, que acontece na capital baiana no dia 10 de setembro próximo. Maira foi reconhecida pelo site blogueiras negras na lista das vinte e cinco mulheres negras mais influentes da internet sucesso graças a sua personagem Tia Má, criada após a jornalista ter recebido uma “catada horrível”, e ter decido criar um vídeo ensinando um homem a se dirigir de forma educada a uma mulher. O vídeo recebeu tantos visitantes que a jornalista decidiu criar um canal no Youtube para falar de sexo, machismo, LGBTfobia de forma bem-humorada, uma resposta individual, que cada pessoa pode criar para educar e denunciar a opressão do gênero. De acordo com o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, a escolha da jornalista para ostentar a faixa de madrinha se deu por ela reunir em si a síntese da mulher negra vitoriosa na vida e no trabalho, por possuir pensamento crítico sobre os temas da atualidade envolvendo sexualidade, cultura, comportamentos sociais e artes, ser formadora de opinião junto e fora da comunidade negra e de gênero, por meio de suas inserções inteligentes e articuladas em meios nacionais de comunicação de massa. A jornalista respondeu ao convite do GGB nessa terça-feira, feliz pelo reconhecimento de sua atuação ativista reconhecida pela entidade. “Me sinto honrada em ter recebido esse convite! Aprendi em casa que o combate a homofobia, a lesbofobia e a transfobia não é uma luta restrita a população LGBT e sim de todas as pessoas que estão comprometidas em desenvolver um país mais justo” declarou Maira Azevedo, Tia Má. O GGB reconhece ainda que no trabalho jornalístico, postura cotidiana, gestual e modo de comunicar-se com a sociedade em geral aspectos reveladores de que entre mulheres, gays, lésbicas, travestis e transexuais existem mais semelhanças que desigualdades, por reconhecer que esses grupos sofrem vítimas do machismo e do sexismo, mas que graças as novas tecnologias de comunicação social estão virando esse jogo. Essa virada de mesa inclui também o resgate da vítima e do agressor. A jornalista receberá faixa de madrinha em cima do trio oficial da 16ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, ao tempo que fará discurso de abertura do cortejo de trios que saem por volta das 15h do Campo Grande Centro de Salvador e percorre o mesmo circuito do carnaval do centro de Salvador. No período de 4 a 10 de setembro a cidade recebe a VI Semana da Diversidade que reúne atividades culturais artísticas, seminários e mostra de filmes todos os eventos aberto a participação gratuita do público. O Destaque da programação vai para a ‘Mostra Anos Setenta” que vai reunir filmes, música e artes dos anos de setenta e discutir como isso influenciou os novos movimentos LGBT nas artes. Preta Gil, primeira dama Fátima Mendonça, Edson Cordeiro, cantor Geronimo, Ivete Sangalo e Daniela Mercury consta na relação de agraciados com o titilo de padrinho ou madrinha pelo GGB. O evento é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB) com apoio da Prefeitura do Salvador, Governo da Bahia, Laboratório Sabin, Shopping da Bahia e Embaixada do Canadá. Mais informações (71) 999894748
O MARTÍRIO DE DANDARA
Brasil é país que mais mata travestis e transexuais Matança da população LGBT foi recorde em 2016, com 347 mortes. Subnotificação mascara a violência O assassinato da travesti Dandara Kataryne, de 42 anos, em Fortaleza, é a ponta de um iceberg de uma população que vem sendo dizimada pelo ódio e pelo preconceito. Monitoramento da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (Rede Trans Brasil) aponta que, apenas neste ano, 25 travestis e transexuais foram assassinados no país. Assim como Francisca Vasconcelos, mãe de Dandara, Erivanda Jorge Moreira, de 43, sabe o tamanho dessa dor. Em 2013, Poly, com 20 anos, partiu. “Ela saiu para a ‘esquina’ e a acharam morta. Era um homem que perseguia viado. Abusou dela e depois matou com um gargalo de garrafa”, conta Erivanda, com camisa estampada com a foto da filha, em protesto por causa de Dandara. “Ele não foi preso”, diz, ao lado de dona Francisca. Segundo outro levantamento, do Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, aponta que 2016 foi o ano com o maior número de assassinatos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) desde o início da pesquisa, há 37 anos. Foram 347 mortes. Minas Gerais ocupa o quinto lugar nesse ranking, com 21 mortes. São Paulo lidera a lista, registrando 49 assassinatos. Mas o próprio GGB ressalta que os números são subnotificados, já que faltam estatísticas oficiais. (mais…..)
MULHER DE VERDADE!
Não existe apenas uma forma de ser mulher. Travestis, transexuais, lésbicas e bissexuais são mulheres de verdade. Por Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). Neste dia 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher, o Grupo Gay da Bahia (GGB) joga luzes no debate de gênero a partir do pressuposto de que no mundo contemporâneo não existe apenas uma forma de ser mulher, ou pertencer ao gênero feminino. Mulheres transexuais, travestis e lésbicas existem e reivindicam seu espaço de participação, política e social, dentro e fora do ativismo de gênero no Brasil e no mundo. Quando falamos em “pessoas Trans” nos referimos a todos aqueles que questionam os limites impostos pelo sexo, sejam homens e mulheres transexuais, travestis, drag queens, drag kings, butchers, etc, sendo que aqui nos centraremos na luta das mulheres transexuais e travestis pela conquista de seu lugar de fala e espaço político, de direitos, reconhecimento de sua condição de cidadão e de um tratamento igualitário em relação às mulheres cisgênero. Vivemos um momento de fluidez de gênero e de proliferação de identidades sexuais, razão porque é cada vez mais importante lutar pelo reconhecimento da diversidade e pelo direito de cada pessoa ser e exercer sua sexualidade de maneira plena. O gênero fluido se apresenta como uma alteração e subversão dos papéis tradicionalmente assegurados ao “homem” e a “mulher”, existindo, hoje, múltiplas formas de masculinidade, feminilidade e de reformular o próprio corpo, devendo todas ser aceitadas e respeitadas por igual, porque o indivíduo pode e deve ser o que quiser, onde quiser e a sua maneira. O GGB parte do ponto de vista de que ser mulher é uma condição social e que isso não depende, exclusivamente, do sexo biológico, sendo a nossa proposta dar visibilidade a estas outras feminilidades, incentivando-as a serem as senhoras de seus próprios destinos. Conviver com essas mudanças, no entanto, requer um exercício de entender o outro nas suas necessidades. Mulheres Transexuais e Travestis, assim como todas as pessoas trans, são vítimas cotidianamente de violência física e psicológica por sua condição de gênero, o que se denomina como transfobia, mas também, algumas vezes, sofrem preconceito dentro dos próprios coletivos feministas cisgênero que não reconhecem às mulheres trans a sua própria condição de mulher, confundindo o sexo biológico com o gênero, entendendo-se cisgênero como aquele que se identifica com o gênero que lhe foi designado no nascimento, ou seja, as pessoas não-transgênero. Assim, na atualidade, as mulheres trans são um dos coletivos mais invisibilizados e oprimidos, tanto por sua condição feminina como por sua transexualidade, sendo necessário, para seu fortalecimento o diálogo e apoio, tanto dos grupos feministas como dos demais coletivos LGBTT, já que todos somos vítimas de opressão e discriminação social. O GGB acredita na luta pela diversidade sexual e de gênero e repudia todas as formas de opressão do indivíduo. É dever, não só do Estado e dos órgãos públicos, como também dos organismos não-governamentais e da sociedade civil, combater todas as formas de preconceito com base na orientação sexual, gênero ou sexo – homofobia, lesbofobia e transfobia -, uma vez que é condição fundamental de uma sociedade justa e democrática a erradicação de todas as condutas que violentam e oprimem indivíduos ou determinados grupos sociais. Por esta razão, o GGB aproveita este dia emblemático para lançar esse manifesto, reivindicando posturas, tanto do poder público como dos coletivos e da sociedade civil, orientadas a fortalecer a luta das mulheres trans, como coletivo especialmente vulnerável: Objetivos e Metas: 1) Fomentar a realização de campanhas patrocinadas pelos órgãos públicos, entidades feministas e entidades da sociedade civil em geral, de conscientização social sobre a diversidade de gênero e identidade sexual, com ênfase em temas como violência de gênero, homofobia e transfobia. 2) Incluir no discurso feminista as Travestis e mulheres Transexuais, exigindo uma proteção efetiva do Estado em questões como segurança, educação sexual, determinação do sexo biopsicossocial, tratamento hormonal, alteração do nome civil entre outras medidas, ressaltando que a cirurgia de redesignação sexual deve ser entendida como complementária dentro deste pacote de medidas e não como reivindicação fundamental; 3) Radicalizar no discurso político a ideia da diversidade de gênero no sentido de que existem várias maneiras de ser mulher e homem, de diversas orientações – heterossexual, homossexual, bissexual, pansexual, assexual, etc – e diversas identidades – gay, lésbica, homem trans, mulher trans, travestis, drags, butchers e outra infinidade de identidades que não abordaremos neste momento, mas que também têm direito a reivindicar seu espaço – devendo todos ter a liberdade de viver, ser feliz e se expressar como sujeito. 4) Exigência de cotas de participação política para as mulheres trans, que devem também ocupar assentos em Conselhos dos Direitos das Mulheres, Secretarias de Políticas para as Mulheres, Centros de Referência da Mulher, com o objetivo de garantir a inserção de suas demandas nas agendas destes órgãos e a adoção de ações continuadas, com destinação de recursos financeiros a projetos voltados a atender as necessidades deste coletivo específico dentro do gênero feminino; 5) Exigir a inserção nos regimentos internos dos órgãos públicos estaduais e municipais, Secretaria de Políticas para as Mulheres e as Comissões de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados e de Vereadores da expressão “mulher transgênera”. ————————————————————————— Cisgênero significado – Em estudos de gênero, cissexual ou cisgênero são termos utilizados para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento. Isto é, configura uma concordância entre a identidade de gênero e o sexo biológico de um indivíduo e o seu comportamento ou papel considerado socialmente aceito para esse sexo. Em algumas situações, cisgênero começa a ser usado para identificar uma identidade de gênero concordante com um dos géneros binários, independentemente de haver ou não concordância com o sexo biológico. Nesta perspectiva, cisgênero é o contraste de transgênero no espectro do identidades de gênero. De acordo com Jaqueline Gomes de Jesus (2012), cisgênero é “um conceito que abarca as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi