Diversidade empresarial como necessidade e diferencial.
Fortalecimento de marca, relações e reputação. Por Pedro Boggione Costa. Pedro Boggione Costa é gerente regional da Câmara Americana de Comércio de Belo Horizonte 14/03/21 – Salvador, Ba. A sociedade já entendeu a importância de ter um time de líderes diversos nas organizações, apesar de ainda existir um longo caminho para percorrer. Porém, algumas empresas ainda não identificaram os benefícios e as vantagens competitivas que uma equipe diversificada pode gerar. De acordo com dados divulgados pela empresa de consultoria e gestão McKinsey & Company, as organizações que investem na diversidade de gênero possuem 21% de chance de ter melhores resultados que aquelas que possuem um quadro de funcionários restrito. O mesmo padrão é observado ao se falar de diversidade étnica e cultural. A pesquisa mostra que as empresas que contratam funcionários diferentes entre si possuem um crescimento 35% maior em relação a outras empresas. Isso acontece porque a diversidade em ambiente de trabalho fortalece a marca e a relação interna e externa da empresa. Os consumidores são cada vez mais diversos e, com isso, se identificam mais com organizações que promovem ações que se comunicam com diferentes públicos. Além disso, a diversidade empresarial promove o “employer branding” que, em tradução livre, significa a reputação do empregador ou marca. É um conjunto de técnicas que geram uma percepção positiva do mercado a respeito da empresa como local de trabalho. Uma vez que o ambiente de trabalho favorece a troca de experiências e convívio com pessoas diferentes, isso torna o ambiente mais propício para a inovação e resolução de problemas. No entanto, a diversidade empresarial vai além da contratação de funcionários com perfis diferentes. Para que ela ocorra de forma eficaz, é necessário entender o valor da diversidade e da inclusão, preparar as lideranças e incentivar o respeito dentro e fora do ambiente empresarial. A Nubank, por exemplo, tem o cargo de head of diversity, que é um profissional responsável por trabalhar com iniciativas de diversidade e inclusão que impactam toda a empresa. Dessa forma, mais do que mudar os processos seletivos, a organização visa modificar a cultura da empresa e buscar por resultados de longo prazo. É importante enxergar a diversidade como uma oportunidade de crescimento para todos e, nesse ponto, os comitês de afinidade para cada categoria minoritária nas empresas podem ser uma estratégia eficaz. A Rock Content, startup mineira de marketing, possui grupos como “Women Rock” e “Afro Rock”, que promovem debates entre os funcionários para promover uma melhor convivência entre todos. Cada companhia tem a sua cultura, por isso nem todos acreditam que o investimento na diversidade deve ser uma prioridade. Porém, essa ação pode ser um divisor de águas para a organização, que com times de funcionários diversos consegue atender melhor seus clientes, buscar soluções inovadoras e ter menos conflitos internos, se colocando um passo à frente dos concorrentes. — Em tempos de desinformação e pandemia, o jornal O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo mineiro, profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Continue nos apoiando. Assine O TEMPO.
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