Últimas Notícias

60+

Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Empreendedorismo LGBT+

Empreender LGBT

8 Oportunidades com Baixo Investimento para 2026 (Com Foco em Formalização e Sucesso!) De consultorias e cursos a serviços especializados, explore caminhos para empreender e construir uma carreira sólida na comunidade. Para a comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil, o empreendedorismo não é apenas uma alternativa de renda, mas um poderoso caminho para autonomia, inovação e a construção de um futuro financeiramente estável. Em um cenário de constante evolução, como o que vislumbramos para 2026, notamos uma crescente busca por atividades formais. Estas, além das já consagradas áreas criativas e de serviços, prometem mais estabilidade, modelos de negócio estruturados e a chance de construir uma carreira de longo prazo com orgulho e propósito. Preparamos uma lista com 8 caminhos promissores, focando especialmente nas áreas 7 e 8, que se destacam pela formalização e profissionalização. 1. Beleza e Estética Inclusiva A demanda por serviços de beleza personalizados e com atendimento acolhedor nunca para de crescer. Profissionais LGBTQIAPN+ se destacam ao oferecer maquiagem, design de sobrancelhas, barbearia inclusiva e cuidados de pele sem a necessidade de equipamentos caros, criando espaços seguros e de celebração da diversidade. Por onde começar: Monte um kit básico, atenda a domicílio, divulgue o antes/depois dos seus clientes e ofereça pacotes promocionais para os primeiros. 2. Gestão de Redes Sociais e Produção de Conteúdo Pequenos negócios sempre precisarão de apoio para manter uma presença digital relevante. Isso abre um vasto espaço para quem domina vídeos curtos, posts criativos, fotografia com celular e administração de redes, ajudando marcas a se conectarem de forma autêntica com seu público. Por onde começar: Crie pacotes semanais, use aplicativos gratuitos de edição, produza reels simples e entregue relatórios básicos de desempenho. 3. Moda Alternativa e Customização Roupas personalizadas e peças autorais seguem em alta entre consumidores que buscam uma identidade visual única e expressiva. Brechós independentes, serviços de ajuste e customização são opções com baixo custo inicial, celebrando a individualidade e a sustentabilidade. Por onde começar: Ofereça serviços de customização, monte um brechó online, participe de feiras de artesanato ou moda e trabalhe por encomenda. 4. Gastronomia de Pequena Escala Doces, bolos caseiros, salgados e marmitas: produtos de consumo diário que podem ser preparados de casa, com baixo custo operacional. Uma ótima forma de levar sabor e afeto para a mesa das pessoas. Por onde começar: Crie um cardápio enxuto, venda por entrega local, atenda escritórios da região e invista em fotos reais e apetitosas dos seus pratos. 5. Eventos e Entretenimento A vibrante cena LGBTQIAPN+ movimenta festas, shows, concursos, performances e datas comemorativas. Há uma demanda constante por DJs iniciantes, fotógrafos, decoradores e produtores que entendam e celebrem a cultura da comunidade. Por onde começar: Atue em eventos comunitários, ofereça seus serviços por demanda e forme parcerias com casas culturais e bares amigáveis à comunidade. 6. Artes Digitais e Produtos Criativos Com a expansão das plataformas online, artes digitais, flyers, convites e stickers personalizados ganharam um mercado amplo. A grande vantagem? Dispensa estoque físico, permitindo a expressão criativa sem grandes investimentos iniciais. Por onde começar: Monte um catálogo online, ofereça arquivos personalizáveis, divulgue pacotes acessíveis e aceite encomendas específicas para eventos ou marcas. DESTAQUE: OPORTUNIDADES FORMALIZADAS PARA O SUCESSO EM 2026 7. Consultoria e Serviços Profissionais Consultorias em diversas áreas, administrativa, financeira, RH inclusivo, suporte contábil para MEIs, treinamentos corporativos, despontam como um dos segmentos de maior crescimento para profissionais LGBTQIAPN+. Por que é uma aposta certa? Demanda crescente por expertise especializada e soluções personalizadas. Valorização da linguagem e processos inclusivos no ambiente corporativo e para pequenos negócios. Modelo de negócio formal e escalável, com potencial para contratos recorrentes e crescimento. Seu primeiro passo: Crie um portfólio conciso de suas habilidades e experiências, mostrando seu valor. Ofereça pacotes de diagnóstico ou consultoria inicial para atrair clientes.Formalize-se (MEI, PJ), conforme a atividade e o faturamento, para profissionalizar seu negócio. Busque parcerias com pequenos negócios e organizações comunitárias para ampliar sua rede. 8. Educação, Cursos Livres e Mentorias Especializadas A educação e o compartilhamento de conhecimento se consolidam como pilares do empreendedorismo formal e acessível em 2026. Cursos livres, oficinas e mentorias especializadas abrem portas para profissionais LGBTQIAPN+ compartilharem suas habilidades e experiências, transformando paixões em negócios lucrativos e impactantes. Por que investir nessa área? Alta procura por capacitação rápida, focada e adaptada às necessidades do mercado. Baixo investimento inicial na criação do conteúdo, com foco na sua expertise. Escalabilidade com materiais digitais e aulas online, alcançando um público maior. Formalização facilitada e emissão de certificados, agregando valor e credibilidade ao seu trabalho. Seu plano de ação: Identifique seu nicho de conhecimento (ex.: maquiagem, escrita, finanças, artesanato, tecnologia, gestão de projetos) que você domina e ama. Desenvolva um material didático de qualidade (apostilas, roteiros de aula ou módulos). Explore formatos online e presenciais, conforme sua disponibilidade e preferência do público. Considere a venda de materiais complementares ou sessões de mentoria individualizada para maximizar seus ganhos. Como escolher o melhor caminho para você? Para tomar a melhor decisão e impulsionar seu sucesso, corra do que todo mundo faz, considere: Suas competências e paixões já desenvolvidas. Seu tempo e dedicação disponíveis para o projeto. A demanda local/regional pelo serviço ou produto. O potencial de retorno financeiro (imediato vs. recorrência). Primeiros passos para começar em poucos dias: Defina uma oferta inicial clara e simples. Prepare uma apresentação concisa do seu serviço/produto/ escreva coloque primeiro no papel Comece a divulgar em redes sociais e grupos relevantes da comunidade. Atraia os primeiros clientes com uma oferta especial. Peça depoimentos para construir sua credibilidade e fortalecer sua marca. 15 Ideias de Empreendimento para Jovens LGBTQIAPN+, Trans e Universitários Consultoria em Diversidade e Inclusão (D&I) para Pequenas Empresas: Descrição: Ofereça treinamentos, workshops e planos de ação para empresas locais que desejam criar ambientes de trabalho mais inclusivos e equitativos para a comunidade LGBTQIAPN+, utilizando seu conhecimento e vivência como consultor. Criação de Conteúdo Digital e Gestão de Mídias Sociais para Causas: Descrição: Desenvolva estratégias de conteúdo, gerencie perfis e produza posts (textos, imagens, vídeos) para ONGs, coletivos, ativistas ou marcas que apoiam

Empodere-se!

Empodere-se LGBT

Cursos Gratuitos do Governo Federal para a Comunidade LGBT+ Brilhar em 2026 O conhecimento é uma ferramenta poderosa de transformação, e a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) se estabelece como um farol de oportunidades para o empoderamento de profissionais, ativistas e aliados da comunidade LGBT+ em todo o Brasil. Com cursos gratuitos, acessíveis e certificação reconhecida nacionalmente, a EV.G é um recurso indispensável para quem busca aprimorar suas habilidades e impactar positivamente a sociedade. Em 2026, a plataforma expande sua oferta com formações que abordam temas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Desde direitos humanos e equidade racial até sustentabilidade e gestão pública moderna, os cursos oferecem conteúdo atualizado e alinhado às demandas reais do nosso país. Para a comunidade LGBTQI+, que enfrenta desafios diários em diversas frentes, esses conhecimentos são cruciais para a militância, a inserção profissional e a defesa de seus espaços. Entre as centenas de cursos disponíveis, alguns se destacam por sua relevância imediata, qualidade técnica e forte impacto social, dialogando diretamente com debates contemporâneos como o combate à discriminação, políticas de cuidado, proteção ambiental, inclusão e o fortalecimento de territórios periféricos. A credibilidade é garantida: muitos dos cursos são produzidos por ministérios, institutos federais e órgãos especializados. Para você, que busca qualificação para fazer a diferença, selecionamos três cursos essenciais da EV.G. Eles foram escolhidos considerando sua pertinência para as pautas LGBTQIAPN+, aplicabilidade prática no dia a dia e o potencial de formação crítica que oferecem. Prepare-se para decolar no conhecimento e fortalecer a sua voz e a da comunidade! Como Acessar? É Super Fácil! Não perca tempo! Acesse agora a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) em https://www.escolavirtual.gov.br/ . O cadastro é simples: basta informar seu e-mail e você terá acesso a um universo de conhecimento que pode transformar sua carreira, sua militância e sua vida. Com centenas de opções online e híbridas, a dúvida será qual escolher primeiro – então, que tal fazer vários? O futuro da comunidade LGBTQIAPN+ se constrói com informação e ação. Faça a sua parte! Os 3 Cursos Essenciais para Quem Luta por um Mundo Mais Diverso e Justo 1. Uso de Dados Raciais Aplicados às Políticas Públicas — Intermediário Carga horária: 20h Responsável: Ministério da Igualdade Racial Resumo: Para a comunidade LGBTQIAPN+, que é intrinsecamente diversa, este curso é vital. Entender como dados raciais são coletados e aplicados é fundamental para combater o racismo institucional e, por extensão, as múltiplas discriminações que afetam pessoas LGBTQIAPN+ negras, indígenas e de outras etnias. Ferramenta poderosa para ativistas e defensores da igualdade, permite construir políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 2. Direitos Humanos e Meio Ambiente Carga horária: 30h Responsável: Ministério dos Direitos Humanos Resumo: Os direitos humanos são a base de todas as lutas por igualdade, incluindo as da comunidade LGBTQIAPN+. Este curso explora como a crise climática e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, onde muitas pessoas LGBTQIAPN+ se encontram. É uma oportunidade de entender a intersecção entre justiça social, direitos e sustentabilidade, fortalecendo a pauta de proteção para todos e todas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 3. Desenvolvimento Urbano Integrado em Territórios Periféricos Carga horária: 30h Responsável: Instituto Pólis Resumo: A inclusão social e a segurança em espaços urbanos são desafios reais para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em regiões periféricas. Este curso oferece uma perspectiva crucial sobre como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta para criar cidades mais acolhedoras, seguras e acessíveis para todos, combatendo a marginalização e promovendo a diversidade em cada esquina. Aprenda a defender direitos urbanos e a construir comunidades mais justas! Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma).

São Sebastião Santo Mártir Patrono dos Gays

Foto/ Pierre et Gilles, França São Sebastião: Do Mártir Romano ao Ícone de Resiliência e Diversidade Salvador, BA – Em meio à efervescência de celebrações e ao reconhecimento de uma das figuras mais enigmáticas da hagiologia cristã, surge a pergunta: quem foi São Sebastião, e como este santo, padroeiro do Rio de Janeiro, tornou-se também um inesperado ícone para a comunidade LGBTQIA+? Sua história, marcada pelo martírio e por uma iconografia singular, transcende o tempo, oferecendo múltiplas camadas de interpretação que vão além do dogma. Dia 20 de janeiro é uma data dedicada ao santo. Um Soldado na Corte de Diocleciano: A Origem e o Martírio Nascido em Narbonne (atual França) por volta do século III, Sebastião era um oficial da Guarda Pretoriana Romana, um cargo de prestígio que o colocava próximo ao imperador Diocleciano. Secretamente cristão, ele usava sua posição para converter soldados, consolar prisioneiros e ajudar os menos afortunados, numa época de intensa perseguição aos seguidores de Cristo. Sua fé foi descoberta, e Diocleciano, sentindo-se traído, ordenou sua execução. Sebastião foi amarrado a um poste e flechado por arqueiros até ser dado como morto. No entanto, uma piedosa mulher chamada Irene o resgatou, cuidou de seus ferimentos, e ele milagrosamente se recuperou. Determinado, Sebastião confrontou Diocleciano novamente, denunciando sua crueldade. Furioso, o imperador ordenou uma segunda execução, ainda mais brutal: Sebastião foi açoitado até a morte e seu corpo, jogado nos esgotos de Roma para que não recebesse sepultura cristã. Seu corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas, onde hoje se encontra a Basílica de São Sebastião Extramuros. Padroeiro de Cidades e Protetor Contra Pragas A devoção a São Sebastião espalhou-se rapidamente. Na Idade Média, ele era invocado principalmente como protetor contra a peste. A imagem de flechas atravessando seu corpo era associada aos “dardos” da doença, e sua intercessão era vista como um escudo. No Brasil, ele se tornou padroeiro de cidades importantes como o Rio de Janeiro (São Sebastião do Rio de Janeiro), fundado em 1565 no dia do santo. Sua proteção era invocada contra invasores e doenças, consolidando seu papel de guardião. O Ícone Gay: Da Iconografia à Ressignificação A conexão de São Sebastião com a comunidade LGBTQIA+ é um fenômeno mais recente e, curiosamente, não decorre de um milagre explícito ou de uma biografia que sugira tal aliança. Sua origem está profundamente ligada à sua iconografia, particularmente a forma como foi retratado por artistas da Renascença em diante. A imagem clássica de São Sebastião o mostra jovem, belo, seminu, amarrado a um tronco e perfurado por flechas, mas com uma expressão que não é de dor excruciante, e sim de serena aceitação, êxtase ou até mesmo desejo. Artistas como Guido Reni e Sandro Botticelli o representaram com uma estética que ressoa intensamente com a sensibilidade homoerótica. O corpo esculpido, a nudez parcial, a vulnerabilidade e a beleza em meio ao sofrimento criaram uma figura poderosa. Para muitos artistas e indivíduos gays, essa representação de um corpo martirizado, mas esteticamente reverenciado, tornou-se um símbolo de identificação. O sofrimento de Sebastião, que em contextos religiosos é visto como uma prova de fé, em uma leitura queer pode ser ressignificado como a dor e a resiliência enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ – uma dor muitas vezes infligida pela sociedade, mas suportada com dignidade e uma beleza intrínseca. Ele não se tornou padroeiro dos gays por ter sido gay ou por ter realizado um milagre específico para essa comunidade. Sua elevação a esse status advém de uma ressignificação cultural e estética de sua imagem, onde o corpo vulnerável e ao mesmo tempo forte, a beleza em meio ao infortúnio e a aparente serenidade diante da morte, foram lidos como metáforas visuais da experiência queer. Em um mundo onde a sexualidade não heteronormativa foi historicamente estigmatizada e perseguida, o mártir que suporta a dor com beleza e dignidade tornou-se um poderoso símbolo de resistência e identidade, abraçado por aqueles que veem em sua figura um reflexo de suas próprias lutas e sua própria beleza. Assim, São Sebastião, o soldado romano que desafiou um imperador, hoje representa não apenas a fé e a proteção contra males, mas também a persistência e a celebração da diversidade em um mundo que, ainda hoje, busca compreender e acolher todas as formas de existência. A Festa de Olivença: Um Encontro de Culturas em Ilhéus Localizada no distrito de Olivença, em Ilhéus, sul da Bahia, a festa celebra Nossa Senhora da Ajuda, padroeira dos pescadores e da comunidade local. Mais do que uma simples festa religiosa, ela é um complexo cultural que integra elementos do catolicismo popular com a ancestralidade e rituais do povo indígena Pataxó, que habita a região há séculos. A festa acontece anualmente em agosto, atraindo moradores, turistas e devotos, que se unem em procissões, missas, shows de forró, culinária típica e, claro, as suas celebrações mais emblemáticas. O ponto alto da festa, e o que realmente a distingue, é a Puxada do Mastro de Batição. A Puxada do Mastro de Batição: Força, Fé e União A Puxada do Mastro é um ritual que antecede o dia da procissão de Nossa Senhora da Ajuda e simboliza a união entre os elementos da natureza e a devoção. É um evento de grande vigor físico e espiritual, que se desenrola em etapas: A Batição (Corte do Mastro). A jornada começa no interior da mata atlântica, em um local previamente escolhido pelos líderes da comunidade e pelos indígenas Pataxó. Um grupo de homens, munidos de machados e motosserras, adentra a floresta para selecionar e derrubar um tronco de árvore específico – o futuro mastro. Essa “batição” não é apenas um corte, mas um ato que reverencia a natureza, pedindo licença e agradecendo pela árvore. Há cantos e rituais indígenas que marcam esse momento, garantindo que a retirada seja feita com respeito e propósito. O Preparo e o Carregamento. Após a derrubada, o tronco é limpo e preparado para ser transportado. Este é um momento de grande comunhão e esforço físico. Os homens (e por vezes,

257 mortes violentas: 237homicídios e 20 suicídios

DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios

RELEASE OBSERVATÓRIO DE MORTES VIOLENTAS DE LGBT+ NO BRASIL, 2025 O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização LGBT+ da América Latina, divulga seu relatório anual sobre mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Este levantamento, realizado há mais de 45 anos de forma independente e voluntária, baseia-se em notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao GGB. Os dados refletem a omissão e subnotificação crônica do Estado brasileiro, que ainda não implementa sistematicamente o registro de crimes de ódio motivados por LGBTfobia. Portanto, os números aqui apresentados representam apenas a ponta visível de um iceberg de violência estrutural de ódio e sangue. DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios Redução de 11,7% em relação a 2024 (291 casos) 1 morte a cada 34 horas Brasil mantém triste liderança mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, seguido do México com 40 homicídios e os Estados Unidos, 10. O Brasil permaneceu, em 2025, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ em todo o mundo. Foram registradas 257 mortes violentas, 34 casos a menos do que em 2024 – uma redução de 11,7% em relação ao ano anterior (291 mortes). Isso representa uma morte violenta de LGBT+ a cada 34 horas. Dentro desse total estão incluídos 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 casos de outras causas (atropelamentos, afogamentos etc.). Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento desde 1980 – há 45 anos. A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que, lastimavelmente, não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+ no Brasil, o que torna este levantamento independente essencial para visibilizar essas tragédias e fornecer subsídios para políticas públicas visando a erradicação dessa mortandade e construção da cidadania das minorias sexuais. Reconhecemos que os dados aqui apresentados são subnotificados devido à falta de sistematização estatal e de financiamento público para a pesquisa. As 257 mortes violentas documentadas são apenas a ponta visível de um iceberg de ódio e sangue.  Este trabalho, conduzido sem apoio financeiro governamental, é realizado pelos voluntários Professores Doutores Marcelo Oliveira e Luiz Mott, que reúnem informações em sites, blogs, redes sociais e veículos de comunicação.

28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval Salvador 2026:Inscriçoes Inscrições Abertas  

Sandra Faria, desfilante de Pernambuco 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval Salvador 2026:Inscriçoes Inscrições Abertas   Salvador, Bahia, 15/01/2026 – O Grupo Quimbanda Dudu, em parceria com o Grupo Gay da Bahia (GGB) e o apoio da Prefeitura de Salvador, tem o prazer de anunciar a realização do 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador 2026. O evento, que se tornou um marco na cultura carnavalesca da cidade, acontecerá na Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, às 18h, na histórica Praça Municipal, prometendo um espetáculo vibrante de criatividade e expressão. Inscrições abertas até as vésperas do Carnaval! Os interessados podem se inscrever preenchendo formulário online para as prestigiadas categorias Luxo e Originalidade, convidando artistas e foliões a explorarem suas identidades e talentos. O 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador 2026 tem como objetivo principal fortalecer a cultura artística e a cidadania cultural da população LGBT+ de Salvador, por meio da realização de ações que celebrem a diversidade e a liberdade criativa. O evento pretende transformar a segunda-feira de Carnaval em um espetáculo de expressão artística, com a exibição de fantasias nas categorias de Luxo e Originalidade, além de performances musicais e coreografias que destacam o talento da comunidade. Premiações: Para incentivar ainda mais a participação e a excelência artística, o concurso oferecerá as seguintes premiações em dinheiro: Categoria Luxo: 1º Lugar: R$ 9.000 2º Lugar: R$ 8.000 3º Lugar: R$ 7.000 Categoria Originalidade: 1º Lugar: R$ 7.000 2º Lugar: R$ 6.000 3º Lugar: R$ 5.000 Justificativa do Projeto: Ao longo de suas 27 edições consecutivas, o Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador consagrou-se como uma referência cultural, não apenas para a comunidade LGBT+, mas para o Carnaval como um todo. Mais do que um desfile, é um símbolo de resistência, inclusão e celebração da diversidade. Em um contexto onde o Carnaval é reconhecido globalmente por sua alegria, o evento cria uma plataforma onde as vozes da comunidade LGBT+ podem ser ouvidas e valorizadas, fortalecendo o diálogo sobre igualdade e respeito. O concurso também preserva a tradição histórica do uso da fantasia como forma de expressão no Carnaval de Salvador. Além de valorizar a criatividade e originalidade dos participantes, o evento incentiva artistas e foliões a explorarem suas identidades por meio da arte — algo especialmente necessário numa sociedade que busca ampliar os espaços de inclusão para todas as formas de expressão de gênero e sexualidade. O impacto social vai além da celebração, promovendo, ao mesmo tempo, saúde, bem-estar e acesso à cultura. O 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay promete inspirar emoções, destacar talentos e reafirmar a importância da representatividade no Carnaval, o maior espetáculo cultural do Brasil! https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccvyZu5OSuPNDAfsRGqpm-xxhJZff6TSMvW0nWFrZIKMy-Mw/viewform Realização: Quimbanda Dudu, Grupo Gay da Bahia (GGB – 44 Anos Bem Assumidos), Apoio; Prefeitura de Salvador.

IV Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador

Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador 2025 As inscrições para o IV Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia  16/02/2026. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das LGBTrans O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Inscrições AQUI. https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 28 Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador, formulário insc AQUI! https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7 https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7

Luiz Mott Cidadão Sergipano

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou sessão solene, na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro 2025, para a entrega do Título de Cidadania Sergipana ao senhor Luiz Roberto de Barros Mott.

Reconhecimento homenageia décadas de contribuição ao movimento LGBT e à história de Sergipe Marcelo Cerqueira / Com contribuições da Alese A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou, na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro, uma sessão solene para conceder o Título de Cidadania Sergipana ao antropólogo, historiador e ativista Luiz Roberto de Barros Mott, um dos mais proeminentes nomes do movimento LGBT no Brasil. A honraria reconhece a relevante contribuição de Mott à pesquisa histórica e aos direitos humanos no estado de Sergipe. Proposta pela ex-deputada Tânia Soares, a homenagem foi presidida pelo deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), que destacou a importância do legado de Luiz Mott. “Trata-se de uma justa homenagem do povo sergipano a alguém que possui um legado incisivo na defesa das pessoas LGBT no Brasil. É uma honra presidir esta entrega”, afirmou. Quarto título de cidadania Ao receber o reconhecimento, Luiz Mott compartilhou sua alegria, lembrando que este é o quarto título de cidadania que recebe, somando-se aos de Salvador, Bahia e Piauí. Ele destacou que a homenagem se justifica pelos anos de colaboração ao movimento de direitos humanos LGBT em Sergipe, especialmente junto ao grupo Dialogay. A trajetória de Mott com Sergipe começou há cinco décadas, quando realizou extensas pesquisas no Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES). Esse trabalho resultou na produção de uma tese de mestrado na Sorbonne, em Paris, e no doutorado em Antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Esse título celebra uma relação de 50 anos de dedicação à pesquisa sobre a história de Sergipe”, destacou. Em 2026, Luiz Mott completará 80 anos, coroando uma vida dedicada à luta pelos direitos humanos e ao resgate da história e da diversidade cultural no Brasil. Reconhecimento do movimento LGBT O evento contou com a presença de importantes figuras do movimento LGBT, como o delegado Mário Leony, coordenador da Renosp LGBT+ (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+). Ele ressaltou o papel fundamental de Mott no fortalecimento do ativismo no Brasil nos períodos da ditadura militar, da redemocratização e da crise da AIDS. “Luiz Mott é decano do movimento LGBTQIAPN+ no país. Sua atuação foi essencial para que hoje possamos desfrutar de um movimento LGBT robusto. Este título não é apenas um gesto de reconhecimento, mas também um resgate histórico para grupos vulnerabilizados, como negros e pessoas LGBT+”, declarou Leony. Homenagem familiar A filha do homenageado, Tami Mott, também celebrou emocionada o reconhecimento. “É uma conquista justa, fruto de décadas de dedicação do meu pai à pesquisa histórica e ao ativismo. Estar aqui para compartilhar este momento é motivo de grande alegria”, afirmou. A homenagem reflete a importância do diálogo entre história, diversidade e direitos humanos, reiterando o papel fundamental de Luiz Mott como pioneiro na luta por igualdade e justiça social no Brasil.

Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação

Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação

Por Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação As Irmãs Wachowski, Lana (nascida em 21 de junho de 1965) e Lilly (29 de dezembro de 1967), são duas das mentes mais inovadoras e impactantes do cinema contemporâneo, conhecidas principalmente por sua célebre trilogia Matrix. Mais do que cineastas, as Wachowski são narradoras visionárias que exploram temas profundos e complexos, desde filosofia e identidade até o conceito de realidade e a busca por liberdade. Filhas de Chicago, nos Estados Unidos, as Wachowski começaram suas trajetórias no cinema como roteiristas e, posteriormente, assumiram as funções de diretoras e produtoras nos projetos que marcaram suas carreiras. Com trabalhos que desafiam a lógica tradicional de narrativas e enredos, elas são um marco tanto no gênero de ficção científica quanto na representatividade LGBTQIA+. A Revolução de Matrix há 22 anos O maior salto na carreira das irmãs aconteceu em 1999, com o lançamento de Matrix. O filme, protagonizado por Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss e Laurence Fishburne, não foi apenas um sucesso comercial e de crítica; ele redefiniu padrões visuais e narrativos no cinema. A obra misturou filosofia existencial, questões tecnológicas e cenas de ação revolucionárias, como o icônico “bullet time”, que virou referência para toda uma geração de cineastas. Os elementos de Matrix vão muito além da ação. Trata-se de um mergulho nos conceitos de realidade simulada e manipulação de sistemas, questionando quem realmente tem controle sobre nossas vidas. Neo, o protagonista, inicia como uma figura comum, mas é convidado pela enigmática Morpheus e a destemida Trinity a “despertar” para a verdadeira realidade e a liderar a resistência humana contra as máquinas dominadoras. Após o sucesso esmagador do primeiro filme, as Wachowski expandiram o universo com Matrix Reloaded e Matrix Revolutions (ambos lançados em 2003). A trilogia, apesar de divisiva em seus capítulos finais, consolidou o status das cineastas como mentes ousadas e ambiciosas, capazes de criar um cenário de ficção científica rico em detalhes e com questionamentos filosóficos que ainda inspiram debates em várias disciplinas, como sociologia e tecnologia. Em 2021, Lana Wachowski dirigiu sozinha Matrix Resurrections, revisitando o universo da franquia e adicionando novas camadas temáticas, refletindo sobre nostalgia, escolhas e os limites do amor como força motriz. Outros Trabalhos Memoráveis Apesar do grande sucesso de Matrix, as Wachowski têm outras obras significativas em suas trajetórias. Em todos os seus projetos, os temas centrais de liberdade, identidade e luta por autonomia emocional ou política continuam presentes. V de Vingança (2005): Embora não tivessem dirigido o filme, as Wachowski foram roteiristas e produtoras dessa adaptação da graphic novel de Alan Moore. O filme, ambientado em um futuro distópico, inspirou movimentos sociais pelo mundo com seu enredo de resistência contra regimes autoritários. Speed Racer (2008): Uma ousada adaptação em live-action do famoso anime japonês, que, apesar de não ter sido um sucesso comercial, tornou-se um cult com o passar dos anos, especialmente por sua estética vibrante e histórias com foco em laços familiares. A Viagem (2012) (Cloud Atlas): Codirigido com Tom Tykwer, este épico multidimensional explora como a humanidade está interconectada ao longo do tempo e do espaço. É uma das obras mais ambiciosas das Wachowski, trazendo temáticas de reencarnação e transcorrendo durante vários períodos históricos, com um elenco internacional versátil. O Destino de Júpiter (2015) (Jupiter Ascending): Um longa que mistura ficção científica e fantasia em uma trama sobre a descoberta do poder pessoal em um universo dominado por dinastias cósmicas. Sense8 (2015–2018): Série de sucesso da Netflix, Sense8 se destacou por narrativas inclusivas e diversidade de personagens. A série conectava emocionalmente oito pessoas ao redor do mundo com uma sensibilidade única e explorava temas como sexualidade, identidade e conexão global. A Jornada Pessoal e a Visibilidade LGBTQIA+ A história de vida das Wachowski está intrinsecamente ligada à representatividade e inclusão. Lana Wachowski assumiu publicamente sua transição de gênero em 2012, tornando-se a primeira diretora trans conhecida em Hollywood. Quatro anos depois, Lilly anunciou sua própria transição, reafirmando o papel das Wachowski como ícones da visibilidade trans e da luta por direitos e reconhecimento para a comunidade LGBTQIA+. Sua identidade de gênero também tem reflexos em seus trabalhos. Muitos fãs interpretam a narrativa de Neo em Matrix como uma alegoria para a transição de gênero, um tema que ganhou ainda mais atenção com as declarações das irmãs anos após o lançamento do filme. Elas explicaram que o conceito de “escolher a pílula vermelha” (escolha entre conhecer a verdade ou permanecer na ilusão) reflete diretamente as lutas de identidade em suas próprias vidas antes e durante suas transições. Impacto e Legado Além de sua contribuição técnica e narrativa para o cinema, as Wachowski inspiram gerações de fãs e artistas. Suas obras desafiam normas tradicionais e apresentam protagonistas que lutam por liberdade, autonomia e um lugar autêntico no mundo. Não apenas reinventaram o gênero de ficção científica, mas também trouxeram debates essenciais para as telas e os bastidores de Hollywood, seja sobre tecnologia e humanidade, seja sobre identidade e inclusão. Lana e Lilly Wachowski continuam sendo referências quando o assunto é criatividade sem fronteiras, comprometimento com temas relevantes e coragem de desafiar convenções sociais e culturais. Mais do que criadoras da franquia Matrix, elas são arquitetas de universos que nos convidam a questionar o status quo e a imaginar novas possibilidades para o futuro. Frase icônica das Wachowski: “A verdade liberta, e nossa arte sempre será sobre a busca da verdade.” Confira,

Luiz Mott entre os 500 da história da humanidade!

Luiz Mott entre os 500 gays da história da humanidade!

Por Marcelo Cerqueira Luiz Mott entre os 500 gays da história da humanidade! A Revista Wink e sua edição internacional, Mate, apresenta um brilhante e corajosa iniciativa de lançar a lista dos 500 gays mais influentes da história da humanidade. Esta publicação transcende o simples propósito de informar; ela reconhece o impacto transformador da comunidade LGBTQIA+ na sociedade global, quebrando preconceitos e celebrando trajetórias que marcaram a história mundial. A lista é muito mais do que um ranking: é também um poderoso documento que destaca a relevância histórica de pessoas LGBTQIA+ em diversos campos, como ciências, arte, literatura, política, educação e cultura em geral. Além disso, promove um importante resgate cultural ao tornar visíveis figuras que, em muitas épocas e lugares, enfrentaram preconceitos e desafios esmagadores para gerar mudanças duradouras e concretas. Quatro brasileiros estão presentes nesta lista histórica são personalidades notáveis, cada um deles é um símbolo de resistência, luta e transformação para a comunidade LGBTQIA+, tanto em nosso país quanto no mundo. Luiz Mott: Um Farol para Gerações Entre esses grandes nomes, destaca-se Professor Doutor Luiz Mott, que ocupa a posição 379. Mott, que em maio de 2026, celebra 80 anos, natural de São Paulo, é uma lenda viva do ativismo LGBTQIA+ no Brasil e uma figura central na luta pelos direitos humanos nas últimas décadas. Aos 80 anos, ele segue absolutamente lúcido, engajado e coerente em suas inciativas, sempre apaixonado por promover igualdade e cidadania para a comunidade LGBTQIA+. Fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott é também um antropólogo renomado, cujo trabalho acadêmico pioneiro foi crucial para desmistificar questões de sexualidade e resgatar histórias de vidas LGBTQIA+, muitas vezes marginalizadas pela sociedade. Além disso, sua atuação incansável ajudou a criar um caminho para as gerações futuras, inspirando milhares de ativistas no Brasil e fora dele. Luiz Mott é, sem dúvidas, um verdadeiro farol que ilumina gerações com seu exemplo e militância.   Outros Brasileiros de Destaque Além de Luiz Mott, celebramos também outros três nomes brasileiros de enorme impacto, cada um deles marcando presença em áreas culturais e sociais distintas: José Celso Martinez Corrêa, um dos maiores ícones do teatro nacional, cuja obra transcende tabus e impulsiona a reflexão sobre questões de gênero e sexualidade, enquanto promove a liberdade de expressão artística; João Silvério Trevisan, escritor, cineasta e ativista cujas obras literárias foram pioneiras na abordagem direta e corajosa das questões LGBTQIA+ no Brasil; André Fischer, criador de projetos culturais marcantes que deram visibilidade à luta LGBTQIA+, além de idealizador de importantes festivais e plataformas de mídia. Cada um dos brasileiros listados demonstra como arte, educação, ativismo e cultura são ferramentas poderosas para transformar realidades, desconstruir preconceitos e promover justiça social. Aspectos Relevantes da Lista e da Pesquisa A lista dos 500 gays mais influentes da história, elaborada pela Revista Wink e sua edição internacional Mate, traz aspectos que merecem destaque: Ampla diversidade geográfica e temporal. A seleção inclui nomes reconhecidos ao longo de séculos e de todos os continentes, mostrando como as pessoas LGBTQIA+ deixaram suas marcas em diferentes cenários históricos, culturais e sociais. Contribuições em múltiplos campos. A lista não se limita a uma área específica, exibindo uma grande variedade de atuações, ciência, política, militância, arte, filosofia e cultura, entre outras. Uma Inspiração para o Futuro Essa lista, e a presença de brasileiros como Luiz Mott, não só nos enche de orgulho, mas também nos inspira a continuar lutando por mais respeito, inclusão e justiça. Que suas trajetórias sejam exemplos a seguir por novas gerações e que iniciativas como esta continuem a mostrar ao mundo o quão grandiosas e transformadoras são as contribuições LGBT

Campanha Envelhecer Sem Vergonha

22º Orgulho LGBT da Bahia: Respeito ao Envelhecimento – Para Todas as Idades e Todas as Pessoas A 22ª edição do Orgulho LGBT da Bahia em 14 de setembro teve como tema central o respeito às experiências e aos desafios do envelhecimento de forma inclusiva, englobando tanto a população idosa LGBTQIA+ quanto os idosos em geral, um grupo frequentemente esquecido em diversos âmbitos da sociedade. O evento foi uma celebração da diversidade, mas também um espaço de reflexão e valorização das memórias, resistências e vivências que marcaram diferentes gerações. Envelhecer com Orgulho: Um Desafio Coletivo O tema surgiu da necessidade de dar visibilidade e voz a um grupo muitas vezes silenciado pelo preconceito e pela falta de reconhecimento. O envelhecimento, em si, já traz desafios, mas para muitos idosos LGBTQIA+, essa jornada é agravada pela discriminação, isolamento e abandono. A mensagem central da parada foi clara: todas as pessoas merecem envelhecer com dignidade, seja qual for sua identidade de gênero, orientação sexual ou contexto de vida. O evento promoveu o diálogo entre gerações, destacando que o respeito ao idoso é um valor universal, ultrapassando barreiras de identidade. O Respeito Inspirado na Diversidade Os discursos e materiais distribuídos no evento tocaram em vários pontos fundamentais que fortalecem a luta pelos direitos humanos e sociais, tanto para idosos LGBTQIA+ quanto para a população mais ampla: Histórias de Resistência:A parada celebrou a trajetória de luta de pessoas LGBTQIA+ idosas, ressaltando suas contribuições nos avanços de direitos que hoje beneficiam as novas gerações. Essas histórias são um lembrete de que o movimento LGBT é, acima de tudo, intergeracional. Combate ao Etarismo e à LGBTfobia: Uma sociedade que discrimina seus idosos ou os marginaliza também desrespeita sua própria história e memória coletiva. Durante o evento, ressaltou-se a importância de combater o preconceito não apenas contra LGBTQIA+, mas também contra aqueles que estão na terceira idade, cujas vivências são frequentemente ignoradas. Igualdade e Inclusão: Um Compromisso Permanente O Orgulho LGBT da Bahia demonstrou, mais uma vez, que igualdade e inclusão precisam englobar todas as faixas etárias. Além de celebrar a diversidade, o evento aponta caminhos importantes para o futuro, lembrando que o respeito às pessoas começa pelo reconhecimento de sua dignidade em todas as fases da vida. Como sociedade, é essencial trabalharmos juntos para garantir que os idosos LGBTQIA+, e todos os idosos, possam viver com orgulho, segurança e apoio necessário para suas jornadas. Afinal, eles são parte indispensável da história da luta pela igualdade.