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Quando a coragem ocupa a cadeira

Quando a coragem ocupa a cadeira: Erika Hilton e o sentido político da Comissão da Mulher

Editorial Marcelo Cerqueira Quando a coragem ocupa a cadeira: Erika Hilton e o sentido político da Comissão da Mulher A condução da Comissão da Mulher do Congresso Nacional pela deputada Erika Hilton abre um debate importante sobre representação, responsabilidade e compromisso político real. Mais do que uma disputa simbólica, trata-se de observar quem, de fato, está disposto a dar o seu sangue, assumir uma função que exige a dedicação de muito tempo, desgaste, firmeza pública e capacidade de enfrentamento. Presidir uma comissão não é apenas vestir uma roupa bonita e ocupar a cadeira; é carregar o peso das pautas, arbitrar conflitos, ouvir setores diversos e sustentar uma agenda espinhosa que nem sempre rende aplausos. Nesse cenário, é preciso reconhecer publicamente uma realidade pouco dita com franqueza. Muita gente não quer presidir a Comissão! Não quer pela carga de trabalho, pela responsabilidade política, pela pressão institucional e pelo custo público que esse lugar impõe. A Comissão da Mulher, em especial, exige muita dedicação, refinamento intelectual para lidar constantemente com os temas sensíveis, muitas vezes atravessados por conflitos ideológicos, disputas partidárias e tensões culturais estruturais. Não é um espaço de conforto, é uma arena de enfrentamento, combate e defesa. Também é visível que setores da direita feminina, em grande parte, não demonstram interesse efetivo em conduzir esse debate. Muitas mulheres na política acabam reproduzindo práticas tradicionais de poder, historicamente associadas a uma lógica masculina de atuação. Suas prioridades políticas costumam estar voltadas para outras agendas, e muitas vezes a discussão estrutural sobre direitos das mulheres, desigualdade, violência, autonomia e representação não ocupa o centro de sua atuação. Isso não significa negar a presença de mulheres de direita na política, mas reconhecer que, em geral, a presidência dessa comissão não aparece como prioridade de seu campo. No centro político, a situação não é muito diferente. Muitas parlamentares estão mobilizadas por agendas administrativas, eleitorais ou temáticas que julgam mais estratégicas para seus projetos. O debate da Comissão da Mulher, por exigir posicionamento e acúmulo político específico, frequentemente acaba ficando em segundo plano. Já entre as mulheres da esquerda, existe maior proximidade histórica com essas pautas, mas ainda assim o número das que querem se dedicar intensamente a essa pauta é reduzida. Em geral, demonstram mais interesse aquelas que vieram do movimento social, da militância feminista, dos direitos humanos e das lutas populares. E esse grupo, embora muito qualificado, também é pequeníssimo. Foi diante desse quadro que o partido fez uma escolha politicamente inteligente e historicamente reparadora e marcante ao indicar Erika Hilton. Sua indicação não surge do acaso, mas da combinação entre disposição, trajetória, preparo intelectual público e compromisso com pautas de dignidade humana. Erika não chega a esse debate como uma pomba suja e decorativa, mas como uma mulher travesti, alguém moldada por experiências dramáticas e concretas de exclusão, resistência e formulação política. A representação da deputada não é pelo sexo, mas pela capacidade de formular. Algumas críticas insistem em negar sua legitimidade com o argumento de que ela “não é mulher”. Esse raciocínio, porém, além de desrespeitoso, revela a dificuldade de parte da sociedade em compreender a pluralidade das experiências femininas brasileiras. Erika Hilton é uma mulher travesti, e é justamente essa vivência que amplia a potência de sua presença. Sua atuação pode enriquecer a Comissão com escuta, sensibilidade social e coragem política para agir. Defender sua participação, acredito, não é apagar diferenças, mas afirmar valores positivos como disposição, competência, conhecimento, compromisso, representação, dignidade e abertura democrática. Quando quase ninguém quer assumir uma tarefa difícil, ganha legitimidade quem aceita fazê-lo com seriedade. E, nesse sentido, a presença de Erika Hilton pode representar a vanguarda para o Brasil pelo fato inovador e do avanço político maduro: o de compreender que a defesa das mulheres também pode se fortalecer quando incorpora trajetórias historicamente marginalizadas, sem medo, sem caricatura e com responsabilidade pública.

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Transforme seu Imposto de Renda em um Legado de Orgulho e Inclusão em Salvador!

Transforme seu Imposto de Renda em um Legado de Orgulho e Inclusão em Salvador! Salvador, cidade de todas as cores e de um axé inconfundível, prepara-se para sediar um evento que transcende a celebração para se tornar um verdadeiro manifesto de liberdade e direitos humanos. A 23ª Celebração do Orgulho LGBT+BAHIA e a IX Semana Cultural da Diversidade de Salvador estão prontas para vibrar com uma energia sem precedentes! De 1 a 6 de setembro, nossa capital se encherá de arte, cultura e a mais potente representatividade, culminando em uma grande festa que ecoará por toda a Bahia e, inspiradoramente, para o mundo. O tema deste ano, “Do coração de Salvador ao mundo”, é um convite irrecusável a reconhecer e projetar a Bahia como um farol global de inclusão e respeito. Um Ato de Cidadania e Amor: Destine Seu Imposto de Renda! Você, empresa ou pessoa física, detém um poder transformador ao seu alcance, sem custo adicional! Ao destinar parte do seu Imposto de Renda, você não apenas cumpre uma obrigação fiscal, mas investe diretamente na construção de um futuro mais justo, respeitoso e vibrante para a comunidade LGBT+. Sua contribuição se converte em apoio vital para iniciativas que promovem visibilidade, acolhimento, educação e a rica diversidade de nossas culturas. É uma atitude consciente e solidária, um gesto de amor e cidadania que se materializa em projetos que ressignificam a existência e ampliam os horizontes da inclusão. Mergulhe na Vanguarda da Arte e Tecnologia Inclusiva! A Celebração do Orgulho e a Semana Cultural da Diversidade de Salvador não são apenas eventos; são experiências imersivas que desafiam preconceitos e celebram a pluralidade. Nossas instalações artísticas e tecnológicas, um verdadeiro espetáculo à parte, estarão em exibição, irradiando arte e conhecimento até 30 de setembro! Prepare-se para vivenciar: Holografias Interativas: Participe de diálogos simulados com figuras históricas de coragem e resistência, como a lendária Xica Manicongo, a primeira pessoa trans a ter seu gênero feminino e nome social reconhecidos oficialmente no Brasil ainda no século XVI. Uma jornada no tempo que nos conecta a trajetórias de luta e resiliência. Estação de Realidade Virtual Imersiva: Viaje por narrativas de superação, celebre triunfos e explore os caminhos da resistência LGBTQIAAPN+, construindo empatia e novas perspectivas sobre a experiência humana. Fascinante Linha do Tempo Digital “80 anos de Memória e Insurgência de Mott”: Descubra a história monumental da luta pelos direitos LGBTQIAAPN+ no Brasil através do legado inestimável de Luiz Mott, pioneiro da historiografia e do ativismo no país, cujas contribuições moldaram a trajetória da comunidade. O Jardim do Éter: Geometrias Sagradas da Diversidade Humana Entre as cerca de 10 grandes e inéditas instalações, destacamos, pela sua urgência, profundidade e sensibilidade, “O Jardim do Éter: Geometrias da Diversidade Humana”. Esta instalação artística transcendental e imersiva nos convida a uma reflexão profunda e provocadora: a intersexualidade não é uma condição a ser corrigida, patologizada ou invisibilizada, mas sim uma das mais sublimes e intrínsecas geometrias naturais da existência humana. “O Jardim do Éter” despatologiza o corpo intersexo, elevando-o à sua legítima posição de manifestação da diversidade inata da vida. É uma obra que resgata a sacralidade da variação biológica, promovendo o entendimento e a aceitação radical de todas as formas de ser e existir. Seu Apoio: Um Investimento no Futuro da Diversidade! Cada destinação do seu Imposto de Renda é um investimento direto na realização de projetos como estes, que não apenas educam e sensibilizam, mas também promovem visibilidade, acolhimento e fortalecem a riqueza da nossa cultura diversa. Sua participação é fundamental para continuarmos construindo pontes, desconstruindo preconceitos e edificando uma sociedade onde cada indivíduo possa florescer em sua plenitude, com orgulho e segurança. Não perca a oportunidade de usar seu IR para edificar um futuro mais justo, inclusivo e vibrante para Salvador e para o mundo! Quer fazer parte dessa história de orgulho e transformação? É simples! 📲 Entre em contato agora mesmo: (71) 99989-4748 📧 Ou envie um e-mail para: ggbbahia@gmail.com

Efeito Arco-Íris na Folia de Salvador

O "Efeito Arco-Íris" Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o "Molho" do Carnaval de Salvador

O “Efeito Arco-Íris” Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o “Molho” do Carnaval de Salvador Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador em 2026 não foi apenas uma festa; foi um divisor de águas, um manifesto vibrante que sacramentou a cidade como a primeira e inquestionável opção dos gays do Brasil e do mundo. Longe de ser um mero adjetivo, este reconhecimento é a materialização de um processo histórico de luta, resistência e uma demanda incessante por reconhecimento e aceitação, culminando na consagração de Salvador como a capital global da folia LGBTQIA+. Os dados falam por si, e a experiência da rua confirma: a presença da comunidade gay está redefinindo a essência do nosso Carnaval de uma forma simplesmente maravilhosa. Observamos um impacto gigante de uma presença indispensável para a economia da cidade. Dados oficiais revelam que, em 2026, Salvador pulsou com 3,8 milhões de turistas e uma movimentação econômica astronômica de R$ 8,1 bilhões. A rede hoteleira operou com ocupação máxima, e os circuitos carnavalescos receberam um público rotativo de 12 milhões de foliões. Dentro desse universo grandioso, a comunidade LGBTQIA+ emerge com uma força inegável. Estimativas apontam que 10% desse público total é LGBTQIA+, o que se traduz em números impactantes: 380 mil turistas LGBTQIA+ desfrutaram da energia única da cidade; um impressionante impacto econômico de R$ 810 milhões foi gerado diretamente por este segmento; e 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ estiveram presentes nos trios, blocos e camarotes, vivenciando a festa em sua plenitude. Esses dados não são apenas estatísticas; são a prova viva de que a diversidade é um motor econômico e cultural, capaz de impulsionar o turismo e a economia criativa, reafirmando Salvador como um santuário seguro e acolhedor onde a liberdade de expressão e a autenticidade são não apenas permitidas, mas vigorosamente incentivadas. Salvador, consolidando-se como a primeira escolha global, cumpre seu destino. A cidade, com sua intrínseca vocação para a liberdade e a mistura de culturas, elevou-se ao patamar de metrópole da diversidade do Atlântico Sul. Esse fenômeno é o resultado de uma jornada coletiva, forjada na existência das nossas políticas públicas, no ativismo resiliente por direitos igualitários. A presença cada vez mais expressiva de homens gays cis, em particular, consolidou a cidade como a primeira opção de destino para este público, que tem na capital da Bahia um lugar onde pode celebrar a existência sem temores ou constrangimentos, interagindo com a nossa gente e a nossa cultura de forma autêntica e imersiva. Não foi um mero acaso que o maior site de relacionamentos do mundo enviou um representante para conhecer a festa e validá-la. Políticas públicas inclusivas, um arcabouço legal robusto contra a discriminação e o compromisso inabalável da administração municipal em oferecer ambientes livres de hostilidade são a base dessa transformação. O Carnaval de hoje é a prova viva do poder transformador dessas políticas que respeitam e representam os direitos humanos. No Estado e, especialmente na capital. A nova dinâmica do Carnaval está redefinindo o “molho” e os papéis sociais na folia. Essa ascensão do protagonismo gay no Carnaval de Salvador gerou debates interessantes e, por vezes, um certo estranhamento. Mensagens humorísticas que circularam, como o famoso “Tá faltando homem” ou “Só tem gay”, refletem uma percepção de mudança por parte de algumas mulheres heterossexuais. No entanto, é fundamental que elas tenham calma e compreendam que essa nova dinâmica não é uma “ausência”, mas uma redefinição de papéis e expectativas que traz consigo ganhos inesperados para todos. Como bem apontado nos debates, o incômodo de uma mulher ao entrar em um ambiente majoritariamente gay “não é sobre a falta de homem. É sobre perder protagonismo. É sobre o fato de, de repente, você não ser mais o centro das atenções, não ser a mais desejada, não ser a prioridade daquele espaço.” Esse cenário convida as mulheres a redefinirem seu papel, a entenderem que o “molho” da paquera agora se insere em uma disputa mais plural, onde o foco da atenção masculina heterossexual não é mais o único ou exclusivo. Curiosamente, a maior presença gay trouxe um benefício incontestável para as mulheres cis heterossexuais: mais segurança e menos assédio. Experiências passadas, marcadas por “beijos forçados” e “rodinhas de assédio”, deram lugar a um ambiente mais respeitoso. Como uma advogada observou: “Desde que o público de Salvador passou a ser mais gay, pra mim, o Carnaval tem sido muito melhor. Porque, há vinte anos atrás, quando a gente saía, não podia, por exemplo, ficar longe do marido ou namorado por cinco minutinhos pra comprar uma cerveja que já vinha algum assédio […] Agora, não. Você fica tranquila, não tem assédio.” A energia contagiante da comunidade gay, frequentemente pautada pela celebração desinibida, alegria sincera e solidariedade, contribuiu para uma atmosfera de maior pacificação e coesão. Em contraste com a “treta” associada a alguns homens heterossexuais, os homens gays vão “para beijar na boca, para curtir, para se divertir!”, criando um ambiente mais seguro e prazeroso para todos. Esse protagonismo também transforma o fluxo e a estética do Carnaval de Salvador, contribuindo com beleza plástica singular. Os gays não estão apenas presentes com suas narrativas; eles estão ativamente mudando e redefinindo a concepção sensorial, reduzindo algumas resistências mentais e o medo do novo. Símbolos como o onipresente leque de plástico, que transcende sua função utilitária para se tornar um distintivo de força coletiva e identidade, são prova disso. O som rítmico do leque, a elegância das fantasias que remetem à tradição e a alegria autêntica infundem uma nova camada de autenticidade e expressão à festa. Artistas icônicas como Daniela Mercury, Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Anitta, verdadeiras porta-vozes da causa LGBTQIA+, consolidaram seus blocos como espaços de acolhimento seguro, amplificando a mensagem de inclusão e transformando seus palcos em poderosas plataformas de visibilidade e aceitação. Salvador está orgulhosamente cumprindo seu destino de cidade LGBTQIA+ do Brasil e do Atlântico Sul. Essa transformação paradigmática no Carnaval de Salvador é o reflexo de um caminho percorrido pela cidade, que hoje está cumprindo sua

GGB comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026

O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das mais tradicionais organizações de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil, celebrou os números expressivos e a crescente participação da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador 2026

Foto/ Crédito: Arisson Marinho/CORREIO Grupo Gay da Bahia comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026 Sexta-feira, 20 de fevereiro, 2026, 22h O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das mais tradicionais organizações de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil, celebrou os números expressivos e a crescente participação da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador 2026. Dados divulgados oficialmente mostram que 10% de todo o público da festa pertence à comunidade LGBTQIA+, consolidando a diversidade como um dos pilares da maior celebração popular do planeta. Com a presença estimada de 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ nos circuitos e 380 mil turistas LGBTQIA+, o evento também movimentou impressionantes R$ 810 milhões na economia estadual, comprovando que a diversidade não apenas enriquece culturalmente o Carnaval, mas também é uma força econômica significativa para a Bahia. Estes dados são a partir dos dados oficiais divulgados “Em 2026, o Carnaval de Salvador atraiu 3,8 milhões de turistas e movimentou R$ 8,1 bilhões na economia estadual. A rede hoteleira operou com ocupação próxima dos 100%, garantindo um público rotativo de 12 milhões de foliões nos circuitos” são os dados. O impacto que a presença gay cis provocou nos dias da folia e nas redes sociais, seria um valor maior, preferimos usar a base do IBGE com o compromisso da veracidade. “O Carnaval é a nossa festa da liberdade”, diz presidente do GGB. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, os números são fruto de anos de luta por visibilidade, respeito e inclusão. “O Carnaval de Salvador sempre teve um papel especial na afirmação da diversidade sexual e de gênero, mas esses dados comprovam que a nossa presença na festa é essencial, não só para o brilho e a alegria do evento, mas também para o impacto econômico e cultural que geramos. O Carnaval é, sem dúvida, a nossa festa da liberdade”, afirmou. Blocos LGBTQIA+ como símbolos de resistência e protagonismo. O GGB destacou ainda o papel fundamental dos blocos inclusivos, que estão mudando a dinâmica e a estéticas do Carnaval está ficando mais bonita os uniformes completos e com acessórios, tipo leque, mascara no conjunto formam uma beleza plástica deslumbrante no circuito. Hoje, esses blocos são referências culturais e espaços de celebração e afirmação pelos direitos da comunidade. Além disso, o crescimento da visibilidade LGBTQIA+ ajudou a fortalecer a luta por respeito e igualdade no evento, unindo arte e militância em favor de uma sociedade mais inclusiva. “A construção de um evento inclusivo e diverso, que respeita e valoriza as contribuições das comunidades LGBTQIA+, é um exemplo para o mundo. Salvador já é reconhecida globalmente como um símbolo de resistência cultural; agora, com esses dados, reforça seu lugar como capital da inclusão e do respeito. Estamos alinhados com os valores dos ODS e servindo de inspiração para que outras cidades sigam esse caminho”, celebrou o presidente do GGB. Futuro e compromisso com a diversidade “O que vemos é um Carnaval que celebra a nossa história, mas ainda temos muito a conquistar. Queremos ampliar a nossa presença, ocupar mais espaços de liderança nos blocos, camarotes e circuitos, e mostrar ao mundo que diversidade é sinônimo de potência cultural, social e econômica. O Carnaval é o começo, mas a luta pelos nossos direitos vai além”, concluiu Cerqueira. A presença visível e vibrante da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma conquista a ser celebrada, mas, para o GGB, também é um lembrete da força da luta por um mundo mais inclusivo. Afinal, cada trio, cada bloco e cada folião que dança e se expressa em liberdade faz parte de um movimento que transforma a Bahia em um retrato vivo da diversidade e da resistência.

Salvador celebra a diversidade na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay e o 5º Rainha LGBTrans

Carnaval lgbt Salvador 2026

Dêvisson Saratiele (Salvador) foi 1 Lugar em Originalidade com o Tema “Natureza Morta” Levou 7k Salvador, 17 de fevereiro de 2026 – A diversidade e a criatividade foram protagonistas na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay de Salvador e no 5º Rainha LGBTrans, realizados na última segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 15h, na icônica Praça Municipal de Salvador. O evento, promovido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e realização do Grupo Quimbanda Dudu, contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) e destacou-se como uma importante ação afirmativa para a promoção da cultura LGBT na cidade. “É uma ação afirmativa da Prefeitura de Salvador para promover a cultura LGBT+,” destacou Léo Kret, diretora LGBT da Secretaria Municipal de Reparação (SEMUR). O concurso deste ano honrou talentos e ideias que reafirmaram a criatividade e consciência das culturas marginalizadas, mas fundamentais, no imaginário artístico nacional. Confira abaixo os vencedores e suas contribuições: Categoria Originalidade: “Natureza Morta” Título da fantasia: Natureza Morta Desfile: Devisson Esquivel Confecção: Maurício Martins Produção: Roni Figueiredo Premiação: R$ 7.000,00A obra Natureza Morta uniu arte, sustentabilidade e militância ambiental. Produzida por Maurício Martins, com materiais como folhas, flores descartadas pela natureza, fibra de coco e materiais recicláveis secos, a fantasia trouxe uma forte mensagem ambiental sobre queimadas, desmatamentos e os maltratos sofridos pela natureza. A produção destacou a urgência da proteção ambiental e chamou a atenção para um tema crítico nos dias atuais. Categoria Luxo: “Uma Batalha Estrelar” Vencedora: Sandra Farias, Recife (PE) Premiação: R$ 9.000,00Sandra Farias trouxe a magia de um universo futurista à passarela em sua fantasia intitulada Uma Batalha Estrelar. A produção foi um espetáculo de cores, brilho e sofisticação, representando um elaborado trabalho artístico e reafirmando a força criativa da cultura LGBT quando se trata de produção de alto impacto. Rainha do Carnaval LGBTrans 2026 Vencedor: Wendell Veiga (Suzy BabyDoll) Premiação: R$ 3.000,00A coroa de Rainha do Carnaval LGBTrans deste ano foi para Wendell Veiga, conhecido como Suzy BabyDoll. Seu talento e beleza representaram o empoderamento da comunidade LGBTrans e reforçaram a bandeira da inclusão e visibilidade das pessoas trans no cenário cultural. A importância do evento para a cultura LGBT. O Concurso Nacional de Fantasia Gay e o Rainha LGBTrans desempenham um papel crucial na valorização e celebração da diversidade sexual e de gênero no Brasil. Mais do que um show de espetáculo e brilho, o evento também é um ato político e cultural que integra a luta pelos direitos sociais da comunidade LGBT, além de estimular o talento artístico em suas múltiplas formas. Com a realização deste evento ano após ano, Salvador reafirma o seu compromisso com a diversidade, destacando-se como um dos principais polos promotores da cultura LGBT no Brasil. O Grupo Gay da Bahia e o Grupo Quimbanda Dudu agradecem a participação de todos e reforçam que eventos como esse são uma alavanca para promover igualdade e orgulho em ser quem somos. Agradecimento especial a Prefeitura de Salvador, Prefeito Bruno Reis, através da SALTUR pelo patrocínio. Fotos/ GGB Imagem/ Sérgio Figueiredo/ 2026

Já é Carnaval, essência da hospitalidade

O Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma das maiores e mais democráticas festas populares do planeta. É um caldeirão cultural onde a alegria e a diversidade se encontram nas ruas, nos blocos e nos trios elétricos

A Hospitalidade em Sua Essência: Como os Camarotes do Carnaval de Salvador 2026 Podem Celebrar a Diversidade LGBTQIA+ no Luxo Por Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma das maiores e mais democráticas festas populares do planeta. É um caldeirão cultural onde a alegria e a diversidade se encontram nas ruas, nos blocos e nos trios elétricos. Contudo, em meio à efervescência popular, surge um universo à parte: os camarotes. Esses espaços, sinônimo de luxo, conforto e exclusividade, prometem uma experiência diferenciada, com serviços all inclusive, shows de grandes artistas e uma vista privilegiada da folia no circuito Barra-Ondina. A questão que se impõe, e que sua perspicácia, nos impele a explorar, é: como a população LGBTQIA+, historicamente parte integrante e vibrante dessa festa, se encaixa nesses espaços de luxo? E, mais importante, como os camarotes podem aprimorar sua hospitalidade para ir além da mera tolerância, atingindo a celebração autêntica da essência de cada indivíduo? A População LGBT+: Uma História Vibrante e Desafios Velados nos Camarotes A presença da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é tão antiga e inerente quanto a própria festa. Desde as manifestações mais espontâneas nas ruas até a organização de blocos independentes, a comunidade sempre encontrou no Carnaval um palco de liberdade, afirmação e visibilidade para expressar suas identidades, afetos e existências. No entanto, quando olhamos para os camarotes, um paradoxo se revela. Em tese, os camarotes, com sua infraestrutura controlada e segurança reforçada, poderiam oferecer um refúgio para membros da comunidade LGBTQIA+ que buscam um ambiente mais seguro ou menos vulnerável à intensidade das ruas. No entanto, a segurança não se resume só à integridade física; ela abrange, crucialmente, a segurança psicológica e emocional. Um espaço pode ser fisicamente seguro e luxuoso, mas se não for culturalmente acolhedor, pode gerar invisibilidade, microagressões ou a sensação de não pertencimento. E, pertencer é o motivo do Carnaval de Salvador. Para a população LGBT+, a busca por esse pertencimento é amplificada pela história de marginalização e preconceito enfrentada em muitos outros espaços sociais. No Carnaval, onde a expressão da identidade é central, a ausência de um acolhimento autêntico nos camarotes de luxo pode ser percebida como uma extensão dessas exclusões, contrastando fortemente com o espírito de liberdade da festa. Não basta que esses locais sejam fisicamente abertos; eles precisam ser ativamente seguros e afirmativos, criando um ambiente onde a diversidade não seja apenas tolerada, mas celebrada em todas as suas nuances. A hospitalidade, então, se torna um ato político e cultural, um convite para que cada indivíduo possa ser plenamente quem é. É essa profundidade de acolhimento que transformará um camarote de luxo em um verdadeiro bastião da inclusão no Carnaval. É preciso considerar os seguintes pontos. Heteronormatividade Implícita Muitos camarotes são construídos sobre uma base heteronormativa, mesmo que não intencionalmente. Isso se manifesta na comunicação visual, na seleção de artistas e até mesmo na forma como a equipe é treinada, resultando em um ambiente que não reflete a pluralidade de identidades. Falta de Representatividade A ausência de artistas LGBTQIA+ na programação, de materiais visuais que celebrem a diversidade de gênero e sexualidade, ou de iniciativas de inclusão pode levar os membros da comunidade a se sentirem “tolerados” em vez de “celebrados”. Incompreensão de Identidades de Gênero e Expressão Este é um ponto sensível. A falta de conhecimento sobre identidades trans, não-binárias e outras formas de expressão de gênero pode levar a situações constrangedoras, desde o uso incorreto de pronomes até a inadequação de banheiros. Percepção de Segurança A verdadeira sensação de segurança para a população LGBTQIA+ em um camarote depende da percepção de um ambiente livre de julgamento e preconceito, onde suas relações e expressões são naturalmente aceitas e valorizadas. “Conhecer as Pessoas em Sua Essência”: O Novo Paradigma da Hospitalidade no Luxo Conhecer as pessoas em sua essência”, é um chamado eloquente para uma hospitalidade que transcende o mero serviço padronizado. Para a população LGBTQIA+, isso é vital. Não se trata apenas de oferecer um bom coquetel ou um show de alta qualidade, mas de criar um ambiente onde cada pessoa se sinta vista, valorizada e verdadeiramente bem-vinda em sua totalidade. O que significa, então, “em sua essência” para a hospitalidade inclusiva? Reconhecimento da Individualidade  É entender que cada convidado traz consigo uma história única, um conjunto de experiências, preferências e sensibilidades. Para a comunidade LGBTQIA+, isso frequentemente inclui vivências de marginalização ou preconceito, tornando o acolhimento genuíno ainda mais significativo. Sensibilidade e Empatia Significa que a equipe deve ser treinada para desenvolver uma empatia profunda pelas nuances da diversidade. Isso envolve desde saber identificar e intervir em situações de desrespeito a pessoas trans até garantir que casais do mesmo sexo se sintam completamente aceitos. Segurança Psicológica A essência da hospitalidade perfeita é criar um espaço onde o cliente não precise se preocupar em ser julgado, ter sua identidade questionada ou sofrer preconceito. É a liberdade de ser quem se é, plenamente, e celebrar isso sem reservas. Personalização Autêntica: Com informações coletadas de forma inclusiva (e com consentimento) e a observação atenta da equipe, a hospitalidade pode se tornar verdadeiramente personalizada, não superficial. Um camarote que compreende a “essência” de seus hóspedes pode oferecer experiências que ressoam profundamente com eles. Guia para a Excelência Inclusiva: Recomendações Práticas para os Camarotes Para que os camarotes do Carnaval de Salvador de 2026 atinjam essa excelência inclusiva, é fundamental adotar um plano de ação estratégico. 1. Formulários de Inscrição Inovadores e Inclusivos O primeiro contato é crucial. O formulário de inscrição deve ir muito além da dicotomia binária, que se mostra profundamente excludente para pessoas transgênero, não-binárias e diversas outras identidades. Ao oferecer opções abrangentes para Nome Social, Pronomes, Identidade de Gênero e Orientação Sexual, os camarotes sinalizam um compromisso genuíno com a dignidade e o respeito. Essa abordagem permite coletar dados essenciais, com ética e confidencialidade, para verdadeiramente “conhecer as pessoas em sua essência” e personalizar a experiência de acolhimento. É o alicerce para uma hospitalidade que celebra a plenitude de quem cada

Empreendedorismo LGBT+

Empreender LGBT

8 Oportunidades com Baixo Investimento para 2026 (Com Foco em Formalização e Sucesso!) De consultorias e cursos a serviços especializados, explore caminhos para empreender e construir uma carreira sólida na comunidade. Para a comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil, o empreendedorismo não é apenas uma alternativa de renda, mas um poderoso caminho para autonomia, inovação e a construção de um futuro financeiramente estável. Em um cenário de constante evolução, como o que vislumbramos para 2026, notamos uma crescente busca por atividades formais. Estas, além das já consagradas áreas criativas e de serviços, prometem mais estabilidade, modelos de negócio estruturados e a chance de construir uma carreira de longo prazo com orgulho e propósito. Preparamos uma lista com 8 caminhos promissores, focando especialmente nas áreas 7 e 8, que se destacam pela formalização e profissionalização. 1. Beleza e Estética Inclusiva A demanda por serviços de beleza personalizados e com atendimento acolhedor nunca para de crescer. Profissionais LGBTQIAPN+ se destacam ao oferecer maquiagem, design de sobrancelhas, barbearia inclusiva e cuidados de pele sem a necessidade de equipamentos caros, criando espaços seguros e de celebração da diversidade. Por onde começar: Monte um kit básico, atenda a domicílio, divulgue o antes/depois dos seus clientes e ofereça pacotes promocionais para os primeiros. 2. Gestão de Redes Sociais e Produção de Conteúdo Pequenos negócios sempre precisarão de apoio para manter uma presença digital relevante. Isso abre um vasto espaço para quem domina vídeos curtos, posts criativos, fotografia com celular e administração de redes, ajudando marcas a se conectarem de forma autêntica com seu público. Por onde começar: Crie pacotes semanais, use aplicativos gratuitos de edição, produza reels simples e entregue relatórios básicos de desempenho. 3. Moda Alternativa e Customização Roupas personalizadas e peças autorais seguem em alta entre consumidores que buscam uma identidade visual única e expressiva. Brechós independentes, serviços de ajuste e customização são opções com baixo custo inicial, celebrando a individualidade e a sustentabilidade. Por onde começar: Ofereça serviços de customização, monte um brechó online, participe de feiras de artesanato ou moda e trabalhe por encomenda. 4. Gastronomia de Pequena Escala Doces, bolos caseiros, salgados e marmitas: produtos de consumo diário que podem ser preparados de casa, com baixo custo operacional. Uma ótima forma de levar sabor e afeto para a mesa das pessoas. Por onde começar: Crie um cardápio enxuto, venda por entrega local, atenda escritórios da região e invista em fotos reais e apetitosas dos seus pratos. 5. Eventos e Entretenimento A vibrante cena LGBTQIAPN+ movimenta festas, shows, concursos, performances e datas comemorativas. Há uma demanda constante por DJs iniciantes, fotógrafos, decoradores e produtores que entendam e celebrem a cultura da comunidade. Por onde começar: Atue em eventos comunitários, ofereça seus serviços por demanda e forme parcerias com casas culturais e bares amigáveis à comunidade. 6. Artes Digitais e Produtos Criativos Com a expansão das plataformas online, artes digitais, flyers, convites e stickers personalizados ganharam um mercado amplo. A grande vantagem? Dispensa estoque físico, permitindo a expressão criativa sem grandes investimentos iniciais. Por onde começar: Monte um catálogo online, ofereça arquivos personalizáveis, divulgue pacotes acessíveis e aceite encomendas específicas para eventos ou marcas. DESTAQUE: OPORTUNIDADES FORMALIZADAS PARA O SUCESSO EM 2026 7. Consultoria e Serviços Profissionais Consultorias em diversas áreas, administrativa, financeira, RH inclusivo, suporte contábil para MEIs, treinamentos corporativos, despontam como um dos segmentos de maior crescimento para profissionais LGBTQIAPN+. Por que é uma aposta certa? Demanda crescente por expertise especializada e soluções personalizadas. Valorização da linguagem e processos inclusivos no ambiente corporativo e para pequenos negócios. Modelo de negócio formal e escalável, com potencial para contratos recorrentes e crescimento. Seu primeiro passo: Crie um portfólio conciso de suas habilidades e experiências, mostrando seu valor. Ofereça pacotes de diagnóstico ou consultoria inicial para atrair clientes.Formalize-se (MEI, PJ), conforme a atividade e o faturamento, para profissionalizar seu negócio. Busque parcerias com pequenos negócios e organizações comunitárias para ampliar sua rede. 8. Educação, Cursos Livres e Mentorias Especializadas A educação e o compartilhamento de conhecimento se consolidam como pilares do empreendedorismo formal e acessível em 2026. Cursos livres, oficinas e mentorias especializadas abrem portas para profissionais LGBTQIAPN+ compartilharem suas habilidades e experiências, transformando paixões em negócios lucrativos e impactantes. Por que investir nessa área? Alta procura por capacitação rápida, focada e adaptada às necessidades do mercado. Baixo investimento inicial na criação do conteúdo, com foco na sua expertise. Escalabilidade com materiais digitais e aulas online, alcançando um público maior. Formalização facilitada e emissão de certificados, agregando valor e credibilidade ao seu trabalho. Seu plano de ação: Identifique seu nicho de conhecimento (ex.: maquiagem, escrita, finanças, artesanato, tecnologia, gestão de projetos) que você domina e ama. Desenvolva um material didático de qualidade (apostilas, roteiros de aula ou módulos). Explore formatos online e presenciais, conforme sua disponibilidade e preferência do público. Considere a venda de materiais complementares ou sessões de mentoria individualizada para maximizar seus ganhos. Como escolher o melhor caminho para você? Para tomar a melhor decisão e impulsionar seu sucesso, corra do que todo mundo faz, considere: Suas competências e paixões já desenvolvidas. Seu tempo e dedicação disponíveis para o projeto. A demanda local/regional pelo serviço ou produto. O potencial de retorno financeiro (imediato vs. recorrência). Primeiros passos para começar em poucos dias: Defina uma oferta inicial clara e simples. Prepare uma apresentação concisa do seu serviço/produto/ escreva coloque primeiro no papel Comece a divulgar em redes sociais e grupos relevantes da comunidade. Atraia os primeiros clientes com uma oferta especial. Peça depoimentos para construir sua credibilidade e fortalecer sua marca. 15 Ideias de Empreendimento para Jovens LGBTQIAPN+, Trans e Universitários Consultoria em Diversidade e Inclusão (D&I) para Pequenas Empresas: Descrição: Ofereça treinamentos, workshops e planos de ação para empresas locais que desejam criar ambientes de trabalho mais inclusivos e equitativos para a comunidade LGBTQIAPN+, utilizando seu conhecimento e vivência como consultor. Criação de Conteúdo Digital e Gestão de Mídias Sociais para Causas: Descrição: Desenvolva estratégias de conteúdo, gerencie perfis e produza posts (textos, imagens, vídeos) para ONGs, coletivos, ativistas ou marcas que apoiam

Empodere-se!

Empodere-se LGBT

Cursos Gratuitos do Governo Federal para a Comunidade LGBT+ Brilhar em 2026 O conhecimento é uma ferramenta poderosa de transformação, e a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) se estabelece como um farol de oportunidades para o empoderamento de profissionais, ativistas e aliados da comunidade LGBT+ em todo o Brasil. Com cursos gratuitos, acessíveis e certificação reconhecida nacionalmente, a EV.G é um recurso indispensável para quem busca aprimorar suas habilidades e impactar positivamente a sociedade. Em 2026, a plataforma expande sua oferta com formações que abordam temas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Desde direitos humanos e equidade racial até sustentabilidade e gestão pública moderna, os cursos oferecem conteúdo atualizado e alinhado às demandas reais do nosso país. Para a comunidade LGBTQI+, que enfrenta desafios diários em diversas frentes, esses conhecimentos são cruciais para a militância, a inserção profissional e a defesa de seus espaços. Entre as centenas de cursos disponíveis, alguns se destacam por sua relevância imediata, qualidade técnica e forte impacto social, dialogando diretamente com debates contemporâneos como o combate à discriminação, políticas de cuidado, proteção ambiental, inclusão e o fortalecimento de territórios periféricos. A credibilidade é garantida: muitos dos cursos são produzidos por ministérios, institutos federais e órgãos especializados. Para você, que busca qualificação para fazer a diferença, selecionamos três cursos essenciais da EV.G. Eles foram escolhidos considerando sua pertinência para as pautas LGBTQIAPN+, aplicabilidade prática no dia a dia e o potencial de formação crítica que oferecem. Prepare-se para decolar no conhecimento e fortalecer a sua voz e a da comunidade! Como Acessar? É Super Fácil! Não perca tempo! Acesse agora a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) em https://www.escolavirtual.gov.br/ . O cadastro é simples: basta informar seu e-mail e você terá acesso a um universo de conhecimento que pode transformar sua carreira, sua militância e sua vida. Com centenas de opções online e híbridas, a dúvida será qual escolher primeiro – então, que tal fazer vários? O futuro da comunidade LGBTQIAPN+ se constrói com informação e ação. Faça a sua parte! Os 3 Cursos Essenciais para Quem Luta por um Mundo Mais Diverso e Justo 1. Uso de Dados Raciais Aplicados às Políticas Públicas — Intermediário Carga horária: 20h Responsável: Ministério da Igualdade Racial Resumo: Para a comunidade LGBTQIAPN+, que é intrinsecamente diversa, este curso é vital. Entender como dados raciais são coletados e aplicados é fundamental para combater o racismo institucional e, por extensão, as múltiplas discriminações que afetam pessoas LGBTQIAPN+ negras, indígenas e de outras etnias. Ferramenta poderosa para ativistas e defensores da igualdade, permite construir políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 2. Direitos Humanos e Meio Ambiente Carga horária: 30h Responsável: Ministério dos Direitos Humanos Resumo: Os direitos humanos são a base de todas as lutas por igualdade, incluindo as da comunidade LGBTQIAPN+. Este curso explora como a crise climática e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, onde muitas pessoas LGBTQIAPN+ se encontram. É uma oportunidade de entender a intersecção entre justiça social, direitos e sustentabilidade, fortalecendo a pauta de proteção para todos e todas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma) 3. Desenvolvimento Urbano Integrado em Territórios Periféricos Carga horária: 30h Responsável: Instituto Pólis Resumo: A inclusão social e a segurança em espaços urbanos são desafios reais para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em regiões periféricas. Este curso oferece uma perspectiva crucial sobre como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta para criar cidades mais acolhedoras, seguras e acessíveis para todos, combatendo a marginalização e promovendo a diversidade em cada esquina. Aprenda a defender direitos urbanos e a construir comunidades mais justas! Link: https://www.escolavirtual.gov.br/  (Procure pelo título do curso na plataforma).

São Sebastião Santo Mártir Patrono dos Gays

Foto/ Pierre et Gilles, França São Sebastião: Do Mártir Romano ao Ícone de Resiliência e Diversidade Salvador, BA – Em meio à efervescência de celebrações e ao reconhecimento de uma das figuras mais enigmáticas da hagiologia cristã, surge a pergunta: quem foi São Sebastião, e como este santo, padroeiro do Rio de Janeiro, tornou-se também um inesperado ícone para a comunidade LGBTQIA+? Sua história, marcada pelo martírio e por uma iconografia singular, transcende o tempo, oferecendo múltiplas camadas de interpretação que vão além do dogma. Dia 20 de janeiro é uma data dedicada ao santo. Um Soldado na Corte de Diocleciano: A Origem e o Martírio Nascido em Narbonne (atual França) por volta do século III, Sebastião era um oficial da Guarda Pretoriana Romana, um cargo de prestígio que o colocava próximo ao imperador Diocleciano. Secretamente cristão, ele usava sua posição para converter soldados, consolar prisioneiros e ajudar os menos afortunados, numa época de intensa perseguição aos seguidores de Cristo. Sua fé foi descoberta, e Diocleciano, sentindo-se traído, ordenou sua execução. Sebastião foi amarrado a um poste e flechado por arqueiros até ser dado como morto. No entanto, uma piedosa mulher chamada Irene o resgatou, cuidou de seus ferimentos, e ele milagrosamente se recuperou. Determinado, Sebastião confrontou Diocleciano novamente, denunciando sua crueldade. Furioso, o imperador ordenou uma segunda execução, ainda mais brutal: Sebastião foi açoitado até a morte e seu corpo, jogado nos esgotos de Roma para que não recebesse sepultura cristã. Seu corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas, onde hoje se encontra a Basílica de São Sebastião Extramuros. Padroeiro de Cidades e Protetor Contra Pragas A devoção a São Sebastião espalhou-se rapidamente. Na Idade Média, ele era invocado principalmente como protetor contra a peste. A imagem de flechas atravessando seu corpo era associada aos “dardos” da doença, e sua intercessão era vista como um escudo. No Brasil, ele se tornou padroeiro de cidades importantes como o Rio de Janeiro (São Sebastião do Rio de Janeiro), fundado em 1565 no dia do santo. Sua proteção era invocada contra invasores e doenças, consolidando seu papel de guardião. O Ícone Gay: Da Iconografia à Ressignificação A conexão de São Sebastião com a comunidade LGBTQIA+ é um fenômeno mais recente e, curiosamente, não decorre de um milagre explícito ou de uma biografia que sugira tal aliança. Sua origem está profundamente ligada à sua iconografia, particularmente a forma como foi retratado por artistas da Renascença em diante. A imagem clássica de São Sebastião o mostra jovem, belo, seminu, amarrado a um tronco e perfurado por flechas, mas com uma expressão que não é de dor excruciante, e sim de serena aceitação, êxtase ou até mesmo desejo. Artistas como Guido Reni e Sandro Botticelli o representaram com uma estética que ressoa intensamente com a sensibilidade homoerótica. O corpo esculpido, a nudez parcial, a vulnerabilidade e a beleza em meio ao sofrimento criaram uma figura poderosa. Para muitos artistas e indivíduos gays, essa representação de um corpo martirizado, mas esteticamente reverenciado, tornou-se um símbolo de identificação. O sofrimento de Sebastião, que em contextos religiosos é visto como uma prova de fé, em uma leitura queer pode ser ressignificado como a dor e a resiliência enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ – uma dor muitas vezes infligida pela sociedade, mas suportada com dignidade e uma beleza intrínseca. Ele não se tornou padroeiro dos gays por ter sido gay ou por ter realizado um milagre específico para essa comunidade. Sua elevação a esse status advém de uma ressignificação cultural e estética de sua imagem, onde o corpo vulnerável e ao mesmo tempo forte, a beleza em meio ao infortúnio e a aparente serenidade diante da morte, foram lidos como metáforas visuais da experiência queer. Em um mundo onde a sexualidade não heteronormativa foi historicamente estigmatizada e perseguida, o mártir que suporta a dor com beleza e dignidade tornou-se um poderoso símbolo de resistência e identidade, abraçado por aqueles que veem em sua figura um reflexo de suas próprias lutas e sua própria beleza. Assim, São Sebastião, o soldado romano que desafiou um imperador, hoje representa não apenas a fé e a proteção contra males, mas também a persistência e a celebração da diversidade em um mundo que, ainda hoje, busca compreender e acolher todas as formas de existência. A Festa de Olivença: Um Encontro de Culturas em Ilhéus Localizada no distrito de Olivença, em Ilhéus, sul da Bahia, a festa celebra Nossa Senhora da Ajuda, padroeira dos pescadores e da comunidade local. Mais do que uma simples festa religiosa, ela é um complexo cultural que integra elementos do catolicismo popular com a ancestralidade e rituais do povo indígena Pataxó, que habita a região há séculos. A festa acontece anualmente em agosto, atraindo moradores, turistas e devotos, que se unem em procissões, missas, shows de forró, culinária típica e, claro, as suas celebrações mais emblemáticas. O ponto alto da festa, e o que realmente a distingue, é a Puxada do Mastro de Batição. A Puxada do Mastro de Batição: Força, Fé e União A Puxada do Mastro é um ritual que antecede o dia da procissão de Nossa Senhora da Ajuda e simboliza a união entre os elementos da natureza e a devoção. É um evento de grande vigor físico e espiritual, que se desenrola em etapas: A Batição (Corte do Mastro). A jornada começa no interior da mata atlântica, em um local previamente escolhido pelos líderes da comunidade e pelos indígenas Pataxó. Um grupo de homens, munidos de machados e motosserras, adentra a floresta para selecionar e derrubar um tronco de árvore específico – o futuro mastro. Essa “batição” não é apenas um corte, mas um ato que reverencia a natureza, pedindo licença e agradecendo pela árvore. Há cantos e rituais indígenas que marcam esse momento, garantindo que a retirada seja feita com respeito e propósito. O Preparo e o Carregamento. Após a derrubada, o tronco é limpo e preparado para ser transportado. Este é um momento de grande comunhão e esforço físico. Os homens (e por vezes,