Workshop: Lantejoulas – Contos, Adereços

Nome da Ação: Workshop “Lantejoulas – Contos, Adereços e Carnaval”Facilitador: Fábio SandeData: 4 e 6 de Setembro de 2024 (Quarta e Sexta-feira)Horário: Das 14h30 às 17h00Carga Horária: 5 horasLocal: Casa da Mulher Brasileira, Av Tancredo – em frente ao Hospital SarahPúblico Alvo: Lgbtrans, estilistas, artesãos e carnavalescosRecursos: Sala climatizada com lousa, telão para exibição de fotos e vídeos, e cadeiras escolaresDescrição:O workshop “Lantejoulas – Contos, Adereços e Carnaval” será conduzido por Fábio Sande, artista e carnavalesco. Neste encontro, Fábio compartilhará suas vivências no universo do carnaval, abordando suas inspirações profissionais, referências e técnicas de forma acessível. O workshop inclui uma experiência prática com demonstração na construção de adereços, proporcionando aos participantes uma imersão completa no processo criativo carnavalesco Formulário de inscrições
Salvador Capital do Orgulho

Pintar as cores do arco-íris LGBT+ em espaços públicos vai além de uma simples escolha estética; trata-se de um poderoso símbolo de visibilidade, inclusão e respeito à diversidade. Essas cores, reconhecidas mundialmente como representativas da comunidade LGBT+, carregam consigo uma mensagem de acolhimento e apoio, transformando o espaço público em um ambiente onde todos são bem-vindos e valorizados, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Ao permitir pintar a escadaria, a Prefeitura de Salvador revela publicamente seu compromisso com a inclusão, a diversidade e o respeito aos direitos humanos. Essa iniciativa é um posicionamento claro em favor da visibilidade LGBT+, transformando o espaço público em um símbolo de acolhimento e igualdade para todos os cidadãos. Além disso, a prefeitura reafirma seu papel na construção de uma sociedade mais justa, onde a diversidade é celebrada e o preconceito é desafiado. A presença das cores do arco-íris em locais públicos também serve como um lembrete constante da luta pelos direitos e pela igualdade. Elas desafiam preconceitos e estigmas, promovendo a aceitação e a celebração das diferenças. “Essas cores podem inspirar e encorajar pessoas que ainda enfrentam discriminação, mostrando que a sociedade está, aos poucos, se ficando mais inclusiva”. disse Marcelo Cerqueira, gestor e ativista convidando a todos para fazer asse ato coletivamente. Educação é o objetivo da arte instalação. Ao verem essas cores nos espaços públicos, pessoas de todas as idades, especialmente jovens, são convidados a refletir sobre a diversidade e a importância de um mundo onde todos possam ser quem realmente são. Isso contribui para a construção de uma cultura de respeito e igualdade, essencial para o desenvolvimento de uma sociedade mais inclusiva. Pintar as cores do arco-íris LGBT+ em espaços públicos é um ato de afirmação e resistência, que transforma a paisagem urbana em um reflexo de uma sociedade que valoriza a inclusão, a diversidade e os direitos humanos.
Festa Literária

Luiz Mott e Muricy mostram a tela com imagem do Mártir Tibira do Maranhão: 1º Mártir da Homofobia no Brasil, 1613 Prof. Dr. Luiz Mott, Titular de Antropologia da Ufba – Prof. Sérgio Muricy, Mestre em História, Ufba Seguindo a mesma sanha expansionista de Portugal e da Espanha, também a França tentou criar colônias próprias no Novo Mundo, primeiro a França Antártica, no Rio de Janeiro, nos meados do século XVI, em seguida no Maranhão, aí estabelecendo entre 1612-1615, a França Equinocial. Os franceses fundaram São Luís e firmaram tratado com os nativos Tupinambá, que se comprometeram em ser batizados, a seguir os ensinamentos dos missionários capuchinhos, a abandonarem a nudez e o canibalismo, tornando-se vassalos da realeza francesa. Dois importantes livros foram publicados então, de autoria de Frei Claude d’Abéville e Yves d’Évreux, ambos disponíveis na Biblioteca do Senado, descrevendo minuciosamente a nova conquista: a travessia do Oceano Atlantico, a natureza paradisíaca dos trópicos, seus rios e mares cheios de peixes, suas exuberantes florestas repletas de caça, plantas alimentícias, as diferentes tribos de nativos, seus costumes e cultura material. Os nativos eram chamados de selvagens e canibais. Foi logo nos primeiros contatos com as aldeias do interior que os missionários tiveram notícia da presença de um indígena “sodomita”, chamado de Tibira em língua tupi. Na visão teológica de então, a homossexualidade era considerada “o mais torpe, sujo e desonesto pecado, provocando a ira divina, que envia à terra terremotos, pestes, inundações e todo tipo de desgraças.” E para limpar a nova conquista desse abominável pecado, prenderam com correntes o infeliz Tibira, realizando um arremedo de julgamento em que os caciques das principais aldeias condenaram à morte o infeliz pecador. “Misericordiosos”, os frades ofereceram ao desafortunado sodomita a possibilidade de se tornar cristão minutos antes de sua execução. Logo em seguida, foi amarrado de pé na boca de um canhão, sendo estraçalhado com o estourar de um petardo. Como o bom ladrão crucificado ao lado de Cristo, diz o capuchinho que alma do Tibira foi conduzida diretamente para o Céu, já que o batismo lavou todos seus pecados. O livro Tibira do Maranhão: 1º Mártir da Homofobia no Brasil, 1613 resgata e reconstrói essa dramática história do índio Tibira do Maranhão: na primeira parte situamos a fundação da França Equinocial no panorama das grandes navegações e quais foram as motivações e interesses do Rei, dos empresários e aventureiros na conquista do Novo Mundo. Em seguida levamos o leitor ao conhecimento da Ilha do Maranhão, transcrevendo deliciosas passagens dos livros dos citados capuchinhos, onde descrevem a natureza, a flora, fauna, os costumes tribais e o cotidiano na nova colônia. A terceira parte é dedicada à minuciosa descrição do julgamento e execução do Índio Tibira, discorrendo sobre os motivos que levaram os religiosos franceses a essa cruel execução. Tal livro fruto é de rigorosa pesquisa histórica, baseado em sólida bibliografia nacional e internacional, porém escrito em linguagem acessível já que seu objetivo é ir além dos muros acadêmicos e ser lido também por público pré-universitário, pela população em geral e militantes dos direitos humanos, indígenas e comunidade LGBT. Completamente desconhecido até dez anos passados, quando graças a nossa pioneira iniciativa, o Governo do Maranhão edificou um monumento comemorativo no exato local onde Tibira foi executado, na orla de São Luís. Em dezembro de 2023 esse primeiro mártir da homofobia no Brasil foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, iniciativa das deputadas federais Célia Xakriabá e Erika Hilton. Razão mais que suficiente para que sua biografia seja publicada e seu heroísmo festejado.
Apenas Um Passo

Apenas Um Passo
21º Orgulho LGBT+ Bahia Celebra a Juventude

21º Orgulho LGBT+ Bahia Celebra a Juventude
Bastidores da Campanha Oficial do 21º Orgulho LGBT+ Bahia

Uelington Jorge, presidente da Ueesbahia e membro do Conselho Estadual da Juventude Neste sábado, dia 10 de agosto, o fotógrafo Sérgio Figueiredo abriu as portas de seu estúdio no Acupe de Brotas para um dia especial de fotografias. O estúdio foi transformado em um ambiente vibrante, onde a música animava todos os presentes. Sérgio, equipado com sua poderosa câmera R6 Mark II, capturou dezenas de cliques, enquanto pedia para as meninas e meninos se movimentarem ao ritmo da música. O objetivo era criar as imagens oficiais da campanha do 21º Orgulho LGBT+ da Bahia, que acontecerá no dia 8 de setembro, às 15 horas, no tradicional circuito Ondina/Barra, em Salvador. Sérgio Figueiredo, foto O Orgulho deste ano vai ser especial, com um percurso de 2,3km que desafia o fluxo habitual, sendo mais confortável culminando no encontro com a multidão no Farol da Barra, um dos pontos turísticos mais icônicos erguido no coração da cidade. O evento será uma celebração vibrante da juventude LGBT+, destacando a importância da aceitação, respeito e a criação de memórias afetivas duradouras. “Queremos jovens protagonizando no palco, nos trios na rua, em todo lugar” destacou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Entre os participantes da sessão de fotos, estavam Habinoan de Matos, Laila Pereira, Beatriz e Uelington Jorge, presidente da Ueesbahia e membro do Conselho Estadual da Juventude, na tarde de hoje estava liderando um encontro de estudantes na UNEB, Cabula, entrou em um carro por App, chegou e voltou em um instante. A presença deles reflete o foco da campanha deste ano: a juventude, suas cores e a luta por um futuro de mais inclusão e diversidade. A campanha oficial, que começará a circular na próxima semana, está sendo criada pela renomada agência baiana Propeg. A agência tem em seu portfólio o prestigiado Urso de Prata, o maior prêmio de publicidade do mundo, conquistado no Festival de Cannes, França, em 2018, com uma campanha também desenvolvida para o GGB. Ueligton Jorge, presidente da União Estadual dos/das Estudantes da Bahia, comentou sobre suas expectativas: “Sou um homem gay e estou muito entusiasmado em construir a parada da Bahia. Este é um momento importante para reafirmar nossas cores, nossa luta e aquilo em que acreditamos. Espero encontrar muita diversidade e pessoas unidas, celebrando juntos o que nos torna fortes.” O 21º Orgulho LGBT+ Bahia está chegando, e com ele, a promessa de uma celebração inesquecível que reforça o orgulho e a resistência da comunidade LGBT+ na Bahia. Fique atento para o lançamento da campanha oficial na próxima semana e junte-se a essa festa de cores, aceitação e respeito! Serviço: Evento: 21º Orgulho LGBT+ Bahia Data: 8 de setembro Horário: 15 horas Circuito: Barra/Ondina Mais informações: 71 999894748 inf.grupogaydabahia@gmail.com
Exposição “Revele Seu Amor” em Salvador

Teté e Eva Carreira/ Foto Sérgio Figueiredo 2024 Ainda há vagas, se inscreva Salvador se prepara para receber a exposição fotográfica “Revele Seu Amor”, que celebra a diversidade e a visibilidade da comunidade LGBT+. A mostra, com inauguração prevista para 2 setembro trará ao público histórias de amor, resistência e celebração, capturadas em imagens que destacam a essência de casais LGBT+ de diferentes idades, orientações sexuais, identidades de gênero, profissões e contextos sociais. Teté e Eva Carreira: Um Amor à Primeira Vista Teté e Eva Carreira são um casal de lésbicas que vivem uma história de amor digna de romance. Elas se conheceram em 2019 e, desde o primeiro encontro, sentiram uma conexão imediata. Foi amor à primeira vista, e em apenas 15 dias, decidiram que queriam passar o resto de suas vidas juntas. Teté, com um sorriso que iluminava a sala, lembra que foi Eva quem a agarrou primeiro, mas foi ela quem tomou a iniciativa de pedir Eva em casamento. “Eu estava louca de saudade dela, queria casar logo”, disse Teté. E assim, com essa determinação e amor avassalador, elas foram ao cartório da Penha e se casaram. O casamento, realizado na Ribeira, foi um evento íntimo e único. Não havia convidados, e o fotógrafo acabou sendo a testemunha da união. “Foi lindo porque não tinha ninguém, só nós duas e o fotógrafo”, conta Eva, rindo ao relembrar o momento. Elas consideram essa experiência como parte da “sapatão revolução”, um gesto de amor e resistência. Teté e Eva mostram que quando o amor é verdadeiro, não há regras ou convenções que possam segurá-lo. Elas são a prova viva de que o amor pode ser encontrado e celebrado em qualquer lugar, em qualquer momento, e sempre vale a pena lutar por ele. O casal sempre ostentando alegria virtuosa foi clicado pelo talentoso fotógrafo Sérgio Figueiredo em seu estúdio no Acupe de Brotas, para a mostra. A cada inscrição apresenta rica diversidade, com casais que variam de jovens a pessoas de meia-idade, demonstrando que o amor LGBT+ floresce em todas as fases da vida. A mostra inclui participantes de variadas orientações sexuais e identidades de gênero, como gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, transgêneros e não-binários. Esta pluralidade reflete a multiplicidade de experiências e formas de amar e viver dentro da comunidade LGBT+. Cada fotografia foi planejada para capturar não apenas a beleza dos casais, mas também para contar suas histórias únicas. A exposição vai além das imagens. Ela convida os visitantes a refletirem sobre as histórias e jornadas dos casais retratados, muitos dos quais têm relacionamentos que variam de poucos meses a várias décadas. Essa diversidade temporal desafia estereótipos e celebra a resiliência do amor LGBT+. Em uma sociedade onde a LGBTfobia e o preconceito ainda são presentes, a exposição “Revele Seu Amor” surge como um ato poderoso de visibilidade e resistência. Além das questões de amor e relacionamento, a exposição também aborda a diversidade profissional e educacional dos participantes. Os casais incluem desde trabalhadores da educação até profissionais de saúde e artistas, ilustrando que a comunidade LGBT+ está presente e contribui em todos os setores da sociedade. Que somos milhões e estamos em todos lugares. O formulário de inscrições nos mostrou outro aspecto é a abordagem da espiritualidade e da religião. Com participantes de diversas crenças, como cristianismo, candomblé e ateísmo, “Revele Seu Amor” explora como a fé e a identidade LGBT+ podem coexistir. A mostra oferece uma narrativa rica sobre a complexidade das experiências espirituais dentro da comunidade LGBT+, abordando como os indivíduos conciliam sua espiritualidade com sua identidade de gênero e orientação sexual. “Revele Seu Amor” não é apenas uma exposição fotográfica; é uma celebração da diversidade, um tributo à resiliência e um convite à reflexão. Ao visitar a mostra, o público terá a oportunidade de testemunhar não apenas belas imagens, mas também de se desafiar a reconsiderar suas próprias percepções sobre o amor, a identidade e a aceitação. Serviço: Exposição: Revele Seu Amor Data: Abertura 2 de setembro Local: Galeria Solar do Ferrão, Centro Histórico Entrada: Livre Mais informações: (71) 99989-4748 OBS: Algumas vagas estão disponíveis para casais de fora do estado; interessados devem preencher o formulário.
Salvador é Destaque em Mapeamento Nacional de Políticas LGBT+

Da Editoria Marcelo Cerqueira Hoje, dia 08 de agosto, a partir das 14h30, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania na capital federal recebe o Seminário para Lançamento do Mapeamento das Políticas para a Cidadania LGBTI+ nas Capitais Brasileiras. Este encontro é promovido pela instituição Aliança Nacional LGBTI+ em conjunto com a associação Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, com atuação no Rio de Janeiro. O evento, além de contar com a participação de ativistas do segmento, terá a presença de especialistas em políticas públicas e gestores das políticas nas cidades que terão acesso direto aos dados exclusivos sobre o que está sendo realizado em relação aos cuidados com a população LGBTI nas 26 capitais pesquisadas. A Prefeitura de Salvador passou pela pesquisa, e o resultado reforçou ainda mais o protagonismo e posicionamento da gestão em combater a LGBTfobia institucional na administração pública e estrutural na sociedade soteropolitana. Receber o reconhecimento e ganhar a outorga de 2º lugar na categoria geral, ultrapassando e deixando para trás 24 capitais, é a certificação externa de que a cidade promove a cidadania e os direitos LGBTI+. É muito bom. Ainda há mais premiações e reconhecimento pelos esforços municipais, sendo ótimo Salvador obter o 1º lugar na categoria Justiça e Cidadania (JC) e a excelência de ganhar o 3º lugar na categoria Plano/Programa Municipal (PP), reconhecendo o empenho contínuo em desenvolver políticas públicas inclusivas e eficazes. O Programa Atena é responsável por este mapeamento, sendo uma iniciativa da Aliança Nacional LGBTI+ e do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, em parceria com o Fórum Nacional de Gestores e Gestoras das Políticas Públicas LGBTI+ – do qual a Prefeitura de Salvador é signatária – e a Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. O programa tem como objetivo mapear e avaliar as políticas públicas voltadas para a comunidade LGBTI+, incentivando a implementação de ações que promovam a inclusão, a igualdade e a cidadania. O seminário também foi oportuno para os organizadores revelarem as próximas fases do Programa Atena, que irá mapear as políticas públicas LGBTI+ implementadas nos Ministérios do Governo Federal durante 2023 e 2024, com lançamento previsto para maio de 2025. A premiação tripla recebida pela Prefeitura de Salvador é reveladora do cuidado especial da gestão com esse tema ainda muito sensível de tratar, e também de profundo significado por ser o reconhecimento nacional da cidade comprometida com a inclusão. É uma validação dos esforços governamentais que estimula o fortalecimento da comunidade LGBTI+ e torna-se uma inspiração para outras cidades
Free City Tour LGBT

Palácio do Rio Branco morada do Governador da Bahia, Diogo Botelho 1591 Formulário Inscrição Bem-vindo ao Coração Vibrante da Diversidade! Salvador, a primeira capital do Brasil, é uma cidade onde a história se encontra com a diversidade, e onde cada esquina conta uma história de amor, liberdade e orgulho. Durante esta Semana da Diversidade, convidamos você a explorar os tesouros ocultos e os destinos mais emblemáticos desta cidade repleta de vida, calor humano e aceitação. Prepare-se para uma jornada inesquecível. Semana da Diversidade Para celebrar os 473 anos de Salvador, organizamos uma edição especial de aniversário com um ‘Free City Tour LGBT’. A visita guiada levará você a locais históricos e contemporâneos marcados pela presença de personagens da comunidade LGBT, incluindo residências, palácios, igrejas, conventos, praças públicas, bares, boates e restaurantes que a história registra como significativos para a comunidade LGBT+, especialmente durante a era colonial de Salvador. Uma oportunidade para conhecer esse lado da cidade com o privilégio de ser guiado por Luiz Mott. Detalhes do Tour: Data: 7 de setembro de 2024 Itinerário do Tour 1. Palácio do Rio Branco 2. Igreja de São Francisco 3. Convento do Carmo 4. Praça da Sé 5. Bares e Boates Históricos 6. Residências Notáveis 7. Restaurantes e Cafés Personagens Históricos da Comunidade LGBT+ de Salvador 1. Xica Manicongo História: Xica Manicongo é uma figura histórica emblemática do período colonial brasileiro, conhecida por ser uma das primeiras pessoas documentadas a enfrentar a repressão de gênero no Brasil. Xica era uma escravizada de origem africana que, ao chegar ao Brasil, foi identificada vivendo como mulher, apesar de ter sido designada homem ao nascer. Em 1591, Xica foi denunciada à Inquisição portuguesa por práticas consideradas heréticas e foi condenada por “sodomia” e por se vestir com roupas femininas. Legado: Xica Manicongo representa a luta histórica das pessoas trans e de gênero não conformista contra a opressão e a violência. Sua história destaca a presença e a resistência de pessoas LGBT+ desde os primórdios do Brasil colonial. 2. Diogo Botelho História: Diogo Botelho foi governador-geral do Brasil entre 1602 e 1608. Nascido em uma família nobre em Portugal, Botelho foi conhecido por sua administração rigorosa e suas reformas administrativas. Embora as referências explícitas à sua orientação sexual sejam raras nos registros históricos, Diogo Botelho é frequentemente lembrado na tradição oral e na cultura popular de Salvador. Legado: Diogo Botelho é lembrado por seu papel na administração colonial e por seu suposto relacionamento com um homem, que desafia as normas sexuais da época. Ele simboliza a presença de figuras LGBT+ em posições de poder e influência na história do Brasil. 3. Felipa de Souza História: Felipa de Souza foi uma mulher portuguesa que viveu na Bahia durante o século XVI. Ela é famosa por ter sido uma das primeiras mulheres a serem condenadas pela Inquisição por práticas homossexuais. Em 1591, Felipa foi denunciada por envolvimento em relações amorosas com outras mulheres. Após um julgamento, ela foi condenada e punida publicamente, um destino compartilhado por muitos que desafiaram as normas sexuais da época. Legado: Felipa de Souza é um símbolo da resistência lésbica e da perseguição que muitas mulheres enfrentaram por causa de sua orientação sexual. Seu nome foi adotado pelo Prêmio Felipa de Souza, concedido pela organização OutRight Action International para ativistas LGBT+ em todo o mundo.
Legítima Defesa Pessoal para LGBT+

Formulário de Inscrição Ação: O curso de Legítima Defesa Pessoal para LGBT+ tem como objetivo capacitar a comunidade LGBT+ para se defender contra situações de violência, promovendo segurança e autoconfiança. Facilitado pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, o curso oferece técnicas práticas e eficazes de defesa pessoal. Local: Centro Municipal de Referência LGBT Vida Bruno, Rio Vermelho Datas: De 2 a 6 de setembro de 2024 Horário: Das 14h às 16h Vagas: Serão oferecidas 20 vagas Inscrições: Para se inscrever, é necessário apresentar o RG. Parceiro: Guarda Civil Municipal de Salvador Detalhes do Curso: Objetivos: Como Participar: Mensagem de Encerramento O curso de Legítima Defesa Pessoal para LGBT+ é uma iniciativa crucial para empoderar a comunidade e promover um ambiente mais seguro e acolhedor para todos. Participe e fortaleça sua capacidade de defesa pessoal contra a violência.