Perdas Levam à Tragédia Pessoal

Maiane Barbosa Na noite de quinta-feira, 11, às 20h20, no bairro do Vale das Pedrinhas, Maiane Barbosa, uma mulher preta e lésbica de 32 anos, compartilhou um vídeo doloroso gravado em seu quarto. Visivelmente abalada, Maiane revelou em suas palavras finais a luta intensa contra depressão e ansiedade, agravada por uma série de eventos devastadores em sua vida pessoal, incluindo a perda de seu irmão, desemprego e o fim de um relacionamento amoroso significativo. Pouco após a gravação do vídeo, Maiane tirou sua própria vida, consumindo uma quantidade letal de raticida, substância cujo uso é proibido. O sepultamento ocorreu na manhã de sábado, 13, no Cemitério Quintas dos Lázaros, deixando a comunidade em luto e destacando a urgência de abordar questões de saúde mental nas comunidades. Este triste caso de Maiane Barbosa destaca a necessidade urgente de reforçar os suportes de saúde mental e criar redes comunitárias de segurança formada por gente da comunidade mais constantes, particularmente para pessoas pretas com fim de ajudar prevenindo tragédia como está em comunidades vulneráveis e sensíveis. As pessoas dessas comunidades, especialmente jovens, se deparam com desafios muitas vezes únicos, exacerbados pela dupla discriminação baseadas em raça, orientação sexual e situação socioeconômico. Expansão de Alternativas de Apoio: Suporte Comunitário e Redes de Apoio:
Falares LGBT+

MARCELO CERQUEIRA, Instagram @marcelocerqueira.oficialhttps://www.instagram.com/p/C9GGqYdpDVl/?igsh=Y2c4dTg3eG1rOXpq https://www.instagram.com/marcelocerqueira.oficial A subcultura LGBT+ se destaca na atualidade pela diversidade de expressões singulares, refletindo a vivacidade e resistência das suas comunidades. Essas expressões são símbolos de identidade, resistência e pertencimento, evoluindo rapidamente e incorporando novas nuances regionais. A linguagem, além de ser um instrumento poderoso de identidade e comunicação, cria laços internos de proteção e solidariedade mecânica aos perigos e hostilidades externas. O que se chama de gírias LGBT+ são modos de falar que, na prática, são códigos de afirmação e resistência para poder existir em uma sociedade adversa. Quem argumenta que a subcultura LGBT+ não é cultura certamente não entende a profundidade dessas expressões, que são criadas conscientemente para transformar uma realidade de regiões diversas. Alguns exemplos de expressões regionais: em Pernambuco, temos “abafa o bofe” e “abafa o caso”. A primeira elogia um pernambucano lindo, enquanto a segunda pede para encerrar uma conversa desagradável. Em São Paulo, “dudum” é uma metáfora para se referir aos boys pretos. A palavra “abalar” expressa a realização com excelência de algum objetivo, significando algo muito bom que a pessoa fez. “Abduzida” descreve alguém vivendo uma paixão cega. Na Bahia, “equê” significa mentir, enquanto as gírias “aqué” significa dinheiro, “aquendar” significa ir fazer algo específico, e “elza” alerta para alguém que rouba, possivelmente derivada do famoso caso de amor entre Elza Soares e Garrincha, em que a cantora teria “roubado” o jogador de outra mulher. Exemplos de apropriação cultural são as palavras “adé”, “ocó”, e “ocania”, que derivam de línguas africanas do tronco bantu, significando, respectivamente, homossexual, homem hetero e membro sexual masculino. A palavra “alô” é usada para indicar as lésbicas nos terreiros de candomblé da Bahia. Em 1980, o cantor Moraes Moreira fez sucesso com a canção “Pessoal do Alô”, brincando com os significados da palavra e fazendo alusão a um famoso candomblé de Salvador. Na letra da música, ele canta: “Alô, alô pessoal do alô/ Vai ter auê, badauê, ebó/ Quem é do roçado/ Ralando coco se dá melhor.” Essa música, hoje, talvez não fosse aceita, pois revela algo secreto de uma cultura de forma excludente. Derivadas da linguagem existente nos terreiros de nação bantu, esses falares tinham a função de ser uma língua secreta, usada inicialmente pelas travestis e depois disseminada pelo universo LGBT+. Termos como “alibã” (policial), “mona” (gays), “amapô” (mulheres), “ajeum” (comida), “otim” (bebida), “edi” (ânus) e “ekê” (mentir) são contribuições valiosas para a composição linguística comunitária LGBT+ e foram além. Bafão, bofe, babado, fechação, bonita e mara caíram no gosto popular e são utilizados por milhares de pessoas, homens e mulheres, livremente. Isso é muito bom, pois a linguagem é um fator de inclusão, reconhecendo as identidades dentro dessa tapeçaria que é a comunidade LGBT+. Cada vez que alguém fala ou escreve esses termos, perpetua a forma vibrante como os LGBT+ se comunicam. As mídias sociais têm papel fundamental na disseminação de novas expressões, criando um senso global de identidade. Os falares LGBT+ cada vez mais revelam criatividade, resiliência, irreverência e humor, apresentando uma força cultural constante para a inclusão. A linguagem é uma ferramenta eficaz de afirmação e celebração das identidades.
Salve 2 de julho

Professor Luiz Mott na Festa do 2 de Julho: Uma Celebração de Orgulho e História Na manhã de terça-feira, 2 de julho, durante as comemorações cívicas da Independência do Brasil na Bahia, o renomado professor Luiz Mott foi visto dando uma volta pelo centro histórico, carregando orgulhosamente sua bandeira, vestindo camisa azul simbolizando com impresão de um flecha. Esta data especial marca a festa do povo baiano, celebrando a luta e a vitória sobre o exército português. O 2 de julho é um dia de grande importância, pois foi quando o povo baiano se uniu para combater as tropas portuguesas e, com coragem e determinação, conseguiu expulsá-las, consolidando a independência da Bahia. A famosa frase “o barril foi aqui” destaca o papel crucial da Bahia no processo de independência do Brasil, um evento que culminou com a proclamação de Dom Pedro I em 7 de setembro. Professor Luiz Mott, uma figura proeminente na luta pelos direitos humanos e pela inclusão social, especialmente da comunidade LGBTrans, participou ativamente das festividades, demonstrando seu compromisso contínuo com a causa e a importância da resistência e da luta pela liberdade e justiça. Sua presença é um lembrete poderoso do valor da diversidade e da importância de celebrar nossas vitórias coletivas. É uma festa organizada pela FGM prefeitura de Salvador.
Posse do Conselho Municipal LGBT+

Membros do CMLGBT e o prefeito Bruno Reis no Espaço Cultural da Barroquinha Do Redator ggbbahia@gmail.com Hoje, sexta-feira, 28, o prefeito Municipal Bruno Reis deu posse aos 26 membros do Conselho Municipal LGBT para o biênio 2025/2025. A cerimônia ocorreu na parte da manhã no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha, com a presença da Secretária da Reparação Ivete Sacramento, além de militantes como Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Leo Kret do Brasil, Osvaldo Fernandez, Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos, o Secretário da Secult Pedro Tourinho, Walter Junio, subsecretário e presidente do CMLGBT, Zú Mota, membro da Comissão Eleitoral, e Marcelo Cerqueira, Coordenador da Política Municipal LGBT e presidente do GGB. Durante o evento, o prefeito Bruno Reis fez uma referência cordial a Luiz Mott, chamando-o de “meu professor”, e agradeceu a Marcelo Cerqueira com as palavras “Obrigado, Marcelo, por estar somando”. Ele também destacou as qualidades da professora Ivete Sacramento, lembrando sua trajetória como Reitora da UNEB. Embora estivesse previsto realizar a posse do presidente do Conselho no mesmo evento, a comissão eleitoral decidiu realizar essa eleição em outro momento. A representação do GGB no Conselho Municipal LGBT é composta por Petra Perón e Adenilton Gomes, titular e suplente, respectivamente. Finalidades do Conselho Municipal LGBT: A cerimônia foi um marco importante para a comunidade LGBT de Salvador, reafirmando o compromisso da administração municipal com a inclusão e os direitos humanos. Walter Jr presidente do CMLGBT, prefeito Bruno Reis e Secretária Ivete Sacramento -SEMUR
Gay is Good, Gays is Proud

Homenagem aos Pioneiros de Stonewall: “Gay is Good, Gays is Proud” Por MARCELO CERQUEIRA Inst https://www.instagram.com/p/C8vcFB_Jt8z/?igsh=MWlocWwwZjU2a2R2cQ== Há 55 anos, uma série de eventos que ocorreram no Stonewall Inn, em Nova York, mudou para sempre a história da luta pelos direitos LGBTQIA+. Na madrugada de 28 de junho de 1969, quando a polícia invadiu este pequeno bar frequentado por gays, lésbicas, drag queens e outras minorias sexuais, algo diferente aconteceu. O Grupo Gay da Bahia , neste dia 28 de junho celenra a memôria desses pioneiros de nossa história que cansados de anos de discriminação, violência e opressão, os frequentadores do Stonewall decidiram resistir. Este ato de coragem e resistência espontânea marcou o início de um movimento que ecoa até os dias de hoje. As revoltas de Stonewall inspiraram a fundação de inúmeras organizações LGBTQIA+ ao redor do mundo e deram origem às Paradas do Orgulho que celebramos anualmente, unindo milhões de pessoas em uma luta contínua por igualdade e respeito. Lembramos e celebramos figuras icônicas como Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, duas transgêneras que desempenharam papéis fundamentais nos tumultos de Stonewall e no ativismo subsequente. Marsha e Sylvia dedicaram suas vidas à defesa dos direitos das pessoas trans e marginalizadas, tornando-se símbolos de resistência e resiliência. “Gay is Good, Gays is Proud” – este mantra ecoa a essência do orgulho e da força da comunidade LGBTQIA+. Hoje, honramos não apenas aqueles que estavam presentes no Stonewall Inn naquela noite histórica, mas todos os pioneiros e ativistas que, com coragem e determinação, abriram caminho para as conquistas que temos hoje. Embora tenhamos avançado significativamente, sabemos que a luta pela igualdade plena está longe de terminar. A discriminação, a violência e a opressão ainda são realidades para muitos em nossa comunidade. Por isso, ao celebrarmos os pioneiros de Stonewall, renovamos nosso compromisso com a justiça, a inclusão e os direitos humanos para todas as pessoas LGBTQIA+. Aqueles que se levantaram no Stonewall nos ensinaram que a resistência é poderosa e que a mudança é possível. Continuemos a marchar com orgulho e a lutar por um mundo onde todos possam viver livres e autênticos, sabendo que “Gay is Good” e que “Gays is Proud”.
Dia Internacional do Orgulho LGBT+

Dia Internacional do Orgulho LGBT+
GGB Reforma Estatuto e Divulga Setença de Juiz Baiano

GGB Reforma Estatuto e Divulga Setença de Juiz Baiano
Junho, 28 de Stonewall

28 de junho
Junho Violeta

Educação sexual na terceira idade promove saúde, bem-estar e qualidade de vida para os idosos
Victor-Victória é patrimônio imaterial de Juazeiro

Victor-Vitório patrimônio imaterial de Juazeiro