Mott critica decreto do Peru que classifica transgeneridade como doença mental

Mott/ Medida assinada pela presidente Dina Boluarte às vésperas do Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia causa indignação entre ativistas e especialistas. Elen Genuncio/ Pimenta Rosa No dia 17 de maio, data que marca o Dia Internacional contra a Homofobia, a Bifobia e a Transfobia, a presidente do Peru, Dina Boluarte, assinou o Decreto Supremo N° 009-2024-SA. O decreto, que trata homens e mulheres trans como ‘portadores de doenças mentais’, foi publicado pelo Ministério da Saúde peruano (Minsa) com a justificativa de facilitar o acesso de pessoas trans ao tratamento psicológico gratuito. O documento classifica ‘transexualidade, travestismo de duplo papel, transtorno de identidade de gênero infantil, transtornos de identidade de gênero, travestismo fetichista e orientação sexual egodistônica’ como problemas de saúde mental. Esta decisão contraria a Organização Mundial da Saúde (OMS), que excluiu a homossexualidade da lista de Classificação Internacional de Enfermidades (CIE) em 1990. Luiz Roberto de Barros Mott, antropólogo, historiador, pesquisador e um dos mais reconhecidos ativistas brasileiros pelos direitos civis LGBT, criticou duramente o decreto: ‘É uma decisão absurda do presidente do Peru, considerando que a transexualidade, assim como a homossexualidade até 1990, não é um desvio ou transtorno sexual. Classificar o travestismo e a transexualidade como patologias é um retrocesso inaceitável, pois já está cientificamente comprovado que não há patologia inerente à transexualidade’, afirmou Mott. Ele destacou que a medida é um passo atrás comparado às conquistas dos direitos das pessoas trans em outros países, como o direito ao registro civil, a mudança de documentos, e o acesso a operações de redesignação sexual e tratamentos hormonais. Mott acredita que a mobilização das associações LGBT no Peru e internacionalmente será capaz de reverter essa decisão. “A pressão dos movimentos LGBT internacionais será decisiva para impedir que essa medida se mantenha”, acrescentou. A justificativa do Minsa de que o decreto ajudaria as pessoas trans a obterem benefícios governamentais não convence os ativistas. Para Mott, tratar a transgeneridade como doença para facilitar acesso a benefícios é uma abordagem equivocada e prejudicial. Enquanto o Peru enfrenta a controvérsia, Mott aponta que, apesar de desafios recentes, países como o Brasil têm avançado nos direitos LGBT. Mesmo durante o governo de Jair Bolsonaro, conhecido por suas declarações homofóbicas, os direitos das pessoas LGBT continuaram a ser defendidos, e o número de assassinatos de pessoas LGBT diminuiu, em parte devido à maior cautela da comunidade e, principalmente à pandemia. Luiz Mott reafirma sua crença de que o decreto peruano é um retrocesso temporário. ‘Não há lugar para retrocessos no mundo contemporâneo. A resistência e a mobilização internacional vão garantir que essa medida seja revogada e que os direitos das pessoas trans sejam respeitados e protegidos’. A situação no Peru continua a evoluir, com organizações e ativistas locais e internacionais monitorando de perto os desdobramentos e trabalhando para assegurar que os direitos das pessoas trans sejam reconhecidos e defendidos.
GGB anuncia mudanças na Parada LGBT+ para atrair visitantes e jovens

Orgulho LGBT da Bahia / arquivo GGB O Grupo Gay da Bahia (GGB) anunciou importantes mudanças para o 21º Orgulho LGBT+ Bahia, visando atrair mais visitantes e jovens para o evento. As alterações incluem a mudança do nome do evento, a alteração do circuito e a modificação do ritual de entrega das honrarias. Mudança de Nome: O evento, anteriormente conhecido como Parada LGBT+ Bahia, agora se chama Orgulho LGBT+ Bahia. Esta mudança tem o objetivo de reforçar a valorização e o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero, destacando o orgulho das identidades LGBT+. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, destacou que a adoção da palavra “Orgulho” (equivalente a “Pride” em inglês) busca enfatizar o aspecto positivo e afirmativo da luta por direitos e visibilidade da comunidade LGBT, além de alinhar o evento com uma terminologia reconhecida globalmente. Novo Circuito: O circuito do evento será transferido do Centro da Cidade para a Orla da Barra de Salvador. Esta alteração visa atrair mais jovens e inserir o evento de forma mais significativa no calendário turístico de Salvador, promovendo a cidade como um destino inclusivo e acolhedor. A mudança também proporciona uma estrutura mais adequada, garantindo maior visibilidade, acessibilidade e segurança para os participantes. Em complemento, o GGB está desenvolvendo um roteiro turístico de cinco dias chamado “Vem Viver Salvador LGBT”, destacando as atrações de sol e mar, vida noturna, gastronomia e pontos turísticos da cidade. Entrega de Honrarias: Uma novidade é a alteração no ritual de entrega das honrarias às madrinhas e padrinhos do evento. A madrinha do ano anterior passará a faixa para a nova madrinha durante o evento, simbolizando a continuidade e a renovação do compromisso com a causa LGBT. Esta tradição reforça o espírito de união e celebração, valorizando as contribuições daqueles que apoiam a comunidade LGBT. O 21º Orgulho LGBT+ da Bahia está programado para ocorrer em 8 de setembro, precedido pela VIII Semana da Diversidade Cultural de Salvador, que começa no início do mês. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 71 99989 4748.
17 de maio: dia da cidadania LGBT+

Marcelo Cerqueira, artigo . @marcelocerqueira.oficial A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em de 17 de maio de 1990 de remover a homossexualidade da lista de transtornos mentais foi uma ação extremamente significativa na vida dos LGBT+ ocidentais, representando o reconhecimento fundamental da orientação sexual como uma variante natural da sexualidade humana, em vez de uma condição patológica. Esse fato por sua magnitude estendeu a cidadania homossexual no mundo inteiro, mesmo nos países mais conservadores, levando o movimento LGBT+ a marcar essa data, 17 de maio, em todo o globo como Dia Internacional de Combate a Lgbtfobia, celebração instituída no Brasil pelo Presidente Lula em 2011.O Grupo Gay da Bahia (GGB) desempenhou um papel crucial na luta pelos direitos LGBT+ e na promoção da aceitação e inclusão da comunidade gay na sociedade baiana e brasileira como um todo. Cinco anos antes desse reconhecimento da normalidade da homossexualidade por parte da Organização Mundial da Saúde, o GGB desempenhou um papel decisivo na batalha pela despatologização da homossexualidade, extinguindo no Brasil o Código Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde, que através do parágrafo 302.0 rotulava o “homossexualismo como desvio e transtorno sexual”. Através de significativas iniciativas, como a aprovação de Moção na 33ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que ocorreu em Salvador de 8 a 15 de julho de 1981, no campus da Universidade Federal da Bahia. Nessa época muitos setores da sociedade baiana eram extremamente conservadores e repudiavam a ousadia dos gays se organizarem para reivindicar seus direitos, o que contribuiu para ampliar a conscientização e a aceitação da diversidade sexual no Brasil. Nessa reunião de cientistas e estudantes, o GGB armou uma barraca gay, o ponto mais badalado e concorrido de toda a reunião, onde mais de 60 estudantes furaram a orelha e colocaram brinco, aderindo a nova moda introduzida pelos homossexuais, ainda uma grande novidade e tabu no Brasil, nossa estratégia anarquista de questionar a rigidez da divisão sexual da estética corporal. Em poucos meses essa campanha contra o Parágrafo 302.0 já havia conseguido mais 16 mil assinaturas, o que levou ao Conselho Federal de Medicina a revogar em todo território nacional o tratamento médico da homossexualidade como desvio e transtorno sexual.Ainda havia então muito trabalho a ser feito para combater a discriminação e promover a igualdade de direitos para pessoas LGBT+, mas é inspirador ver como iniciativas pioneiras como essas, em uma época analógica, ajudaram significativamente a mudar a mentalidade e combater a homotransfobia no Brasil.
Na sede do GGB

Hoje para celebrar do 17 de maio internacional da combate a Lgbtfobia reunimos os integratis do grupo e alguns amigos para uma confreternização.
17 de maio e o pioneirismo da Bahia no enfrentamento da LGBTfobia

Barraca Fure Orelha do GGB 1981 por ocasião da 33 Reunião Anual da SBPC / UFBA O inicio da luta EDITORIAL Marcelo Cerqueira, presidente Esse é um relato muito importante sobre a luta pelos direitos LGBT+ no Brasil e no mundo. A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em de 17 de maio de 1990 removeu a homossexualidade da lista de transtornos mentais foi uma ação muito significativa na vida dos LGBT+, ocidentais representando o reconhecimento fundamental da orientação sexual como uma variante natural da sexualidade humana, em vez de uma condição patológica. Esse fato por sua magnitude estendeu a cidadania homossexual no mundo inteiro, mesmo nos países conservadores, o movimento entendeu em marcar em todo o globo essa data como Dia Internacional de Combate a Lgbtfobia.Para marcar o dia de forma significativa todos podem realizar ou participar de algumas atividades que promovam o respeito, cuidado e que seja uma conexão com a comunidade LGBT+. Deve-se ter em mente que combater a homofobia é um esforço diário e necessário.Reflita: reserve um tempo para ler sobre o movimento LGBT+ e os desafios enfrentados pela comunidade; sobre o que é orientação sexual e identidade de gênero; o que é Lgbtfofobia estrutural; assista a documentários, séries ou filmes que abordam questões relacionadas à homotransfobia.Engaje-se nas redes sociais: Use seu perfil nas redes para divulgar sobre a enfrentamento às diversas formas de LGBTfobia, use #lgbt #17demaiocombatehomofobia #homofobiaecrime;Doe para a causa: considere fazer uma doação para uma instituição que atue em defesa dos direitos LGBT+;Crie uma arte: use a sua imaginação para criar arte, pintura, colagem, poesia, música e conteúdo para internet;Envolva-se: participe de eventos, paradas, ou junte todos amigos LGBT e vá dar um rolezinho no Shopping, sem tumulto, só chamando atenção para o dia.Abaixo-assinado nacional do GGB retirou os lgbt+ da condição de “desviados e transtornados sexuais” com a extinção da Classificação Internacional de Doenças seguido pelo Ministério da Saúde e INAMPSO Brasil, especialmente no contexto pós-golpe militar de 1964 e durante os anos 1970 e 1980 passava por mudanças políticas significativas em direção à democracia, levando à progressiva abertura política que permitiu o surgimento de uma multiplicidade de movimentos sociais em todo o país, cada um buscando promover mudanças e avanços em diferentes áreas da sociedade. Nesse contexto, em Salvador, vários grupos e organizações surgiram para enfrentar desafios específicos de suas pautas e lutar por direitos e justiça.O Olodum, fundado em 1979, é um exemplo icônico de um movimento social que emergiu nesse período, focado na valorização da cultura afro-brasileira e na luta contra o racismo e a discriminação racial. O GRUMAP, Grupo de Mulheres do Alto das Pombas, criado em 1982, foi outra iniciativa importante que visava promover os direitos das mulheres e combater a desigualdade de gênero.O Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 pelo antropólogo Luiz Mott desempenhou um papel crucial na luta pelos direitos LGBT+ e na promoção da aceitação e inclusão da comunidade gay na sociedade baiana e brasileira como um todo. 33 Reunião Anual SBPC / UFBA SALVADORO Grupo Gay da Bahia (GGB) desempenhou um papel decisivo na batalha pela despatologização da homossexualidade, extinguindo no Brasil o Código Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde, que através do parágrafo 302.0 rotulava o “homossexualismo” como desvio e transtorno sexual. Através de significativas iniciativas, como apresentação de Moção na 33ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que ocorreu em Salvador de 8 a 15 de julho nde 1981, no campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Nessa época muitos setores da sociedade baiana eram conservadores e repudiavam a ousadia de os gays se organizarem para reivindicar direitos, que contribuiu para ampliar a conscientização e a aceitação da diversidade sexual no Brasil. Em agosta de 1981 no Boletim do GGB n.1 Mott descreve a instalação na SBPC da “barraca gay, o ponto mais badalado e concorrido de toda a reunião, onde furamos mais de 60 orelhas de homens que aderiram a nova moda introduzida pelos homossexuais , ainda uma grande novidade e tabu no Brasil, nossa estratégia anarquista de questionar a rigidez da divisão sexual da estética corporal. Os organizadores da Reunião disseram que haviam recebido diversas cartas anônimas ameaçando que ‘muito sangue iria correr’ caso permitissem a realização de atos públicos em defesa dos direitos dos homossexuais.” Até setembro do mesmo ano essa campanha contra o Parágrafo 303.0 já havia conseguido mais 4 mil assinaturas, chegando a 16 mil.Ainda havia então muito trabalho a ser feito para combater a discriminação e promover a igualdade de direitos para pessoas LGBT+, mas é inspirador ver como iniciativas como essas em uma época analógica ajudaram a mudar a mentalidade e combater o preconceito no Brasil.Essa histórica mobilização do GGB, incluindo a organização de um abaixo-assinado nacional e a entrega de três cartas sem resposta ao Ministro Jair Soares é reveladora do compromisso com a comunidade LGBT+ em combater a discriminação e promover a igualdade de direitos. A falta de resposta governamental imediata e a declaração do então Ministro à imprensa que não tinha uma opinião formada sobre o assunto, destacam os desafios vigentes que desafiavam a luta pelos direitos LGBT+ e a necessidade contínua de pressionar as autoridades para promover mudanças significativas na legislação e nas políticas públicas. Esses relatos históricos são importantes para lembrar o progresso alcançado na luta pelos direitos LGBT+ e também para inspirar novas gerações a continuarem lutando por justiça e igualdade para todos.A persistência e determinação do Grupo Gay da Bahia nessa campanha pela despatologização da homossexualidade são impressionantes, conseguindo o apoio não apenas indivíduos comuns, mas também figuras proeminentes da sociedade, destacando a importância crescente e o reconhecimento da causa LGBT. Quando finalmente o ministro respondeu à nossa quarta carta com resposta vazia “acusamos o recebimento e encaminhamos para o setor competente”, essa campanha já tinha recebido mais de 15 mil assinaturas, entre famosos como Raymundo Faoro (ex-presidente da OAB); os deputados João Baptista Breda e Geraldo A. Siqueira (PT/SP); os psicólogos Martha Suplicy e Theodoro
Dominação, subversão e prazer: entenda o que torna anal o “queridinho”

É MAIS GOSTOSO?- 11/05/2024, 07:30- PAOLA PEDRO Em conversa exclusiva com o Jormal Massa!, a sexóloga Cris Arcuri tirou todas as dúvidas sobre a prática Você sabia que o anal é a prática sexual preferida dos brasileiros? Apesar da preferência, uma pesquisa do VivaLocal revelou que “dar o bumbum” não ocupa o primeiro lugar do ranking de posições sexuais preferidas no Brasil. Para tentar entender melhor essa realidade, o Portal Massa! conversou com a sexóloga e educadora sexual Cris Arcuri, que revelou os perigos de uma prática sexual regada de preconceitos e desinformação, além de dar dicas para todos fazerem um anal gostoso e saudável. Cris Arcuri explicou que a contradição do resultado da pesquisa está no fato de o sexo anal ser um tabu: “O sexo anal é e continua sendo um tabu por ser uma prática sexual diferente. [O tabu se dá] Por conta da nossa cultura machista e por conta de religião, mas não é algo que as pessoas não possam ter prazer.” “Eu costumo dizer que o ânus não tem gênero, é um lugar onde existem terminações nervosas e se [o sexo anal] executado de uma forma correta, as pessoas podem ter prazer, sim. Mulheres, homens… enfim, qualquer gênero”, continuou. A sexóloga também argumentou que, muitas vezes, as pessoas ficam ‘travadas’ por um medo causado pela desinformação. Cris defendeu que é necessário ter mais conhecimento sobre si para sermos capazes de desbravar prazeres ainda desconhecidos, como o gerado durante o sexo anal. “Quando você fala sobre sexo, intimidade e relação sexual, as pessoas precisam se permitir vivenciar momentos que saiam um pouco da normalidade com o foco no prazer. A partir do momento que você tem respeito pelo seu corpo, conhece seu corpo e como ele pode te dar prazer, você começa a não sentir tanto medo de experimentar coisas novas, prazeres novos relacionados ao sexo”, esclareceu. “É preciso entender o porquê se tem medo. Será que é porque foi inserido num núcleo familiar rígido, de uma familia mais religiosa, aonde o sexo nunca foi muito bem visto? É preciso tentar identificar o motivo de tanto medo com relação ao sexo, porque sexo é algo bom e que, a partir do momento que se tem a permissão do outro, respeito e uma boa troca de energia, isso vai ser muito interessante”, acrescentou. O sexo anal é uma das práticas preferidas de Marina*, de 26 anos. Ela explicou ao Portal Massa! os motivos que tornam essa posição uma das mais prazerosas na ‘hora H’. “Primeiro que as terminações nervosas da região causam umas sensações muito ambíguas, você sente dor e prazer ao mesmo tempo, e é mais prazeroso do que doloroso, principalmente quando você relaxa totalmente e curte a penetração. Mas acredito que o fator predominante pra sentir prazer de fato é a mente. A relação da submissão é até mesmo subversão do convencional, o tesão no que em tese é proibido e não costuma ser a preferência feminina traz um ‘quê’ de satisfação. Tipo ‘p*rra, eu sou f*da!’”, contou. Dicas para fazer um bom sexo analÉ fato que uma boa experiência de sexo anal se constrói com a prática. Mas, e quem nunca fez? A educadora sexual Cris Arcuri fez questão de listar ótimas dicas para os leitores do Portal Massa! que têm aquela curiosidade. “Em primeiro lugar, você precisa querer praticar o sexo anal. O que eu sempre recomendo é que as pessoas usem muito lubrificante à base de água ou siliconado, que aderem por mais tempo à pele e não resseca tanto. O ânus é uma região que não tem lubrificação própria, diferente do canal vaginal, aonde existe uma lubrificação própria pra te ajudar a ter a relação íntima”, direcionou. “Outro ponto que é muito importante é sempre usar preservativo. É uma região que tem muitos vasos sanguíneos, então a proliferação de qualquer tipo de doença pode ser muito maior. É importante que você faça de forma protegida”, recomendou. A sexóloga aproveitou para desmistificar o famoso “sem camisinha é mais gostoso”: “[O uso do preservativo] não vai tirar o seu prazer, jamais tira o prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” Sou obrigado(a) a fazer a ‘chuca’ antes do anal?Outro fator
Maio da diversidade com reflexão e ações de conexão com a comunidade LGBT+

Maio da diversidade com reflexão e ações de conexão com a comunidade LGBT+
Ótimo Setembro em Salvador

Plácio Rio Branco / foto e arte Correio da Bahia Todas as épocas do ano têm alguma característica especial que as torna propícias para você arrumar sua mala e sair para desbravar novas cidades, estados e, quem sabe, até mesmo países! No entanto, se sua meta é economizar com passagens e hospedagem, considerar meses como o de setembro é uma ótima ideia, já que esse mês costuma marcar um período de baixa temporada em diversos lugares. Por que viajar em setembro? Além de ser um período no qual as passagens e hospedagens costumam estar mais baratas, é possível aproveitar os dias de folga na semana com o feriado da Independência do Brasil, dia 7 de setembro, ou também aguardar a data passar para curtir os passeios com mais calma e menos aglomeração. No Brasil, essa época também marca o fim do inverno e o começo da primavera – razão pela qual destinos ensolarados voltam a ficar mais atraentes. Ao mesmo tempo, as temperaturas não são tão elevadas quanto no verão e transformam grande parte do território brasileiro em excelentes locais para visita. Destinos históricos OK, época do ano definida. A outra grande pergunta que aparece agora é: para onde viajar em setembro? São diversas opções disponíveis e, no mês da independência brasileira, a primeira grande dica de viagem é procurar destinos históricos que tenham relação direta com a nossa cultura e de onde viemos. Vamos conhecer Salvador. Salvador (Bahia) Vice Prefeita Ana Paula Matos, Margareth Menezes madrinhas da Parada 2023 Fundada em 1549 por Tomé de Souza, Salvador foi a primeira capital do Brasil e, sem dúvida, é uma cidade histórica que todo brasileiro precisa conhecer. Seus principais destaques são: Para quem viaja até Salvador, o hotel Mercure Salvador Rio Vermelho é a hospedagem perfeita: piscina de borda infinita com vista para o mar, quartos amplos, fitness center com grande variedade de aparelhos, pool bar e restaurante especializado em culinária internacional são alguns dos confortos que você encontrará por lá. Praia do Porto
Orgulho LGBT+ da Bahia em uma Análise Socioeconômica

Foto/ Marina Silva, Correio da Bahia Por Mardel E. M. Melo – Graduado em Ciências Econômica pela Universidade Federal da Bahia No mês de setembro o calendário de festas da Bahia e da cidade de Salvador tem uma data fixa desde o início dos anos 2000, a Parada do Orgulho Gay da Bahia. A Parada atingiu uma maturidade na última década e nesta busca a consolidação do seu papel de vetor de desenvolvimento do turismo gay friendly em nosso estado e em toda a região metropolitana de Salvador. Nesses anos a Parada foi pioneira no povoamento do centro da cidade de Salvador, levando para as avenidas 7 de Setembro e Carlos Gomes uma massa para celebrar o orgulho e a diversidade, apenas a Parada Gay da Bahia e os festejos de carnaval conseguiram povoar aquela região de forma massiva e com segurança tanto para a população quanto para os trabalhadores que se deslocam a Parada para vender bebidas, comidas e pequenos souvenirs. As últimas duas pesquisas realizadas nos anos de 2013 e 2018 trouxeram luz ao importante impacto econômico que a Parada tem na nossa região. O primeiro fator a contribuir com bons resultados é a data do evento, que funciona como uma porta para os eventos da primavera da cidade de Salvador, sendo a porta de entrada para as populares festas públicas e privadas que já fazem parte do calendário do nosso estado. Os primeiros dez dias de setembro é o termômetro para o trabalhador ambulante de quando o dinheiro começa a circular pra valer na nossa cidade e o quanto turistas estarão aptos a gastarem. As pesquisam não se prenderam apenas a dados econômicos, mas buscaram traçar um perfil do público da parada, ver de onde vem os turistas e como estes gastam durante os dias que antecedem a Parada. Segundo a pesquisa realizada em 2018 a Parada LGBT da Bahia promove o aumento significativo na cena cultural de Salvador, festas, raves, boates e casas de espetáculo noturno de Salvador são destino certo para 38,4% dos turistas, promovendo um importante aumento de público no fim de semana em que o evento é realizado, e dando uma importante injeção financeira ao evento. Além da cena cultural, bares e restaurantes são bastante procurados, sendo destino de 26,9% dos turistas que se deslocam para a Parada LGBT da Bahia. A infraestrutura turística dita a ocupação do turista e isso é deixado claro quando 91,2% dos turistas se concentram na região central de Salvador, que engloba os bairros do Centro Histórico, Graça, Barra e Ondina, refletindo na ocupação da rede hoteleira dessa região, uma vez que a ocupação na semana da Parada LGBT da Bahia fica entre 3 e 7 pernoites. A movimentação de moradores de demais bairros de Salvador e demais cidades da Região Metropolitana também têm um importante impacto na economia de nossa cidade, o gasto médio diário dos participantes da Parada LGBT da Bahia no dia de evento é de cerca de R$ 172,22 (2018), número que deverá ser atualizado devido a política de valorização do salário mínimo dos últimos dois anos. Esse ticket médio gera um importante impacto na economia de nossa cidade e até mesmo de demais cidades da Região, uma vez que ambulantes que comercializam no evento são oriundos de outras cidades. Já o gasto médio de um turista que vem para a Parada LGBT da Bahia é de em média R$ 940,56 mostrando a importância que o turismo LGBT tem no setor e em gerar renda em nossa cidade. No campo social a Parada está mais plural, mais diversa e atraindo cada vez mais turistas. Entre 2013 e 2018 o número de turistas saltou de 4,40% para 15,60% e o gasto médio desses saltou de R$ 577,77 para R$ 940,56, mostrando que ganhamos quando a Parada é valorizada e há publicidade em outros estados do nosso país. O percentual de homens gays reduziu e aumentaram o número de bissexuais, mulheres lésbicas e pessoas trans, evidenciando que com o passar dos anos a Parada tem atraído mais diversidade e englobando mais participantes da comunidade LGBTQIAPN+. Esses dados evidenciam o papel econômico que a Parada LGBT da Bahia gera em nosso estado, uma história que começou a mais de duas décadas e se mantém atual e representativo, atravessando gerações e atingindo novas lutas e visando conquistar novos objetivos. Do ponto de vista social ver a comunidade LGBTQIAPN+ se manifestar e lutar por seus direitos já é um ganho para a cidade, pois esta se nutre de proposições da comunidade e pode responder com um leque de políticas públicas. No campo de vista econômico a Parada funciona como um teste da cidade para a entrada do verão, servindo de termômetro para o que virá e sendo o primeiro grande evento cultural a céu aberto da cidade, gerando renda para toda a cadeia que depende do turismo, desde a rede hoteleira até o trabalhador informal.
Carga Viral Indetectável

Atingir a carga viral indetectável para o HIV significa que a pessoa não transmite mais o vírus por via sexual. Entenda o que muda. Se a pessoa que vive com HIV atinge a carga viral indetectável, ela para de transmitir o vírus por via sexual. Entenda. por Beatriz Zolin, blog do Drauzio Varela Se a pessoa que vive com HIV atinge a carga viral indetectável, ela para de transmitir o vírus por via sexual. Entenda. Quando o assunto é a infecção pelo HIV, uma das metas do tratamento é alcançar a carga viral indetectável. Ou seja, possuir uma quantidade tão baixa de vírus no corpo a ponto de impedir a transmissão por via sexual aos seus parceiros e parceiras. Dessa forma, dizer que a carga está indetectável é o mesmo que dizer que o vírus está intransmissível. Essa relação foi descoberta através de três grandes estudos mundiais: o PARTNER1, o PARTNER2 e o Opposites Attract. Analisando ao todo 1.856 casais sorodiferentes (em que uma pessoa vive com HIV e a outra não), constatou-se que não existe a possibilidade de transmissão do vírus através de relações sexuais (nada afirma sobre amamentação e transmissão por sangue) quando a carga viral é menor ou igual a 200 cópias/mL no sangue. No Brasil, o padrão adotado para dizer que um paciente está indetectável é de até 40 cópias/mL. Como alcançar a carga viral indetectável? Para atingir esse status, é preciso aderir corretamente à Terapia Antirretroviral (TARV). “A pessoa que toma os remédios certinhos, no horário, sem esquecer e sem fazer uso de outras medicações por conta própria está no caminho certo para atingir o estágio indetectável”, destaca a dra. Leticia Marques Brandão, infectologista e especialista em sexologia. Segundo a especialista, o que varia é o tempo: algumas pessoas conseguem atingir com apenas 15 dias de tratamento, enquanto outras demoram de 3 a 4 meses. Por outro lado, ao negligenciar ou abandonar o tratamento, o paciente corre o risco de criar uma resistência ao remédio, assim como acontece com os antibióticos. Dessa forma, o medicamento não consegue agir em 100% de sua eficácia, permitindo que o vírus volte a circular no organismo. Veja também: Em que pé estamos no combate à aids? Como saber se eu estou com a carga viral indetectável? Para descobrir se já alcançou o estágio indetectável, o paciente que vive com HIV deve fazer um exame de sangue chamado PCR quantitativo. Ele é oferecido gratuitamente pelo SUS e também está presente na rede privada por valores que variam entre R$ 800 e R$ 1.000. Os resultados demoram em torno de 10 dias para ficarem prontos. Alcancei a carga viral indetectável. E agora? Se esse exame mostrar que a carga viral está realmente indetectável, o paciente deverá refazê-lo em um período de 6 meses. “Mantendo o estágio de indetectabilidade, ele pode optar por abandonar o uso de preservativos sem risco de infecção, mantendo a adesão ao tratamento”, pontua a infectologista. Como ainda não é possível falar em cura para o HIV, o tratamento deve continuar pelo resto da vida a fim de manter controlada a quantidade do vírus no organismo. Isso impede que ele seja transmitido por via sexual a outras pessoas e também que a infecção se transforme em aids. “Se o paciente manteve o estágio indetectável por seis meses e tem uma boa adesão ao tratamento, a gente pede exames de check-up semestralmente para verificar se está tudo bem. Entre esses exames, está o da carga viral. É tudo muito individualizado, mas ele é solicitado, no mínimo, uma vez ao ano”, detalha a dra. Leticia. Veja também: Qual a melhor maneira de prevenir ISTs? O que pode atrapalhar o tratamento? Por conta do estigma que ainda persiste em relação ao HIV, alguns fatores podem afastar o paciente do tratamento adequado e, consequentemente, do alcance do estágio indetectável. Falta de informação “A gente não costuma falar sobre o HIV. Muitas pessoas não têm a mínima noção do que é. Acham que não existe mais, que é uma realidade muito distante. Mas hoje existe juiz, delegado, prefeito, deputado, profissionais da saúde e várias outras pessoas que convivem com o vírus e têm uma vida normal”, lembra a infectologista. Medo de se testar Também pela falta de informação, muitas pessoas acham que não precisam se testar para o HIV ou para outras infecções sexualmente transmissíveis. “Normalmente, a pessoa desconfia, mas fica naquela de esperar até o último momento”, exemplifica a dra. Leticia. O desconhecimento se estende ao tratamento, que é comumente associado a um coquetel de medicações e a vários efeitos colaterais, o que já não é mais uma realidade. “As pessoas acham que não vão poder beber, que não vão poder tomar outros remédios, que vão ter que mudar as suas vidas. Elas têm medo do início do tratamento, mas não é assim”, afirma. Receio de dar o diagnóstico O medo de descobrir que está com HIV também é alimentado pelo outro lado. “Diversos profissionais de saúde que estão na linha de frente têm receio de pedir o teste, porque, mesmo sendo médicos, não têm a noção de como é feito o tratamento ou de como confortar o paciente”, afirma a especialista. Dificuldade de acesso à rede de saúde Há ainda aquelas pessoas que moram em locais muito isolados ou vivem em condições de vulnerabilidade social, como profissionais do sexo e moradores de rua. Isso faz com que seja mais difícil se consultar com um especialista e manter o tratamento da forma adequada. Outras doenças Por fim, existem algumas condições que podem adiar o início do tratamento para o HIV devido às possíveis interações medicamentosas. É o caso de certas doenças do coração, do rim ou até mesmo um câncer. “É algo que pode ser adaptado, pois existem várias classes de remédio. Hoje, é muito difícil a gente ver uma interação que impeça o tratamento, mas, dependendo da forma como o paciente descobre, às vezes é preciso tratar primeiro a doença e só depois entrar com antirretroviral”, explica a infectologista. Enquanto eu não atingir a carga viral indetectável,