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Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Luiz Mott Carta Capital

PARA ONDE CAMINHA A COMUNIDADE LGBT? | Entrevista com LUIZ MOTT, do Grupo Gay da Bahia. CartaCapital 609 visualizações Transmitido ao vivo em 16 de abr. de 2024 Os direitos LGBT serão um eterno campo de disputa no Brasil? Da abolição da lei de sodomia, em 1830, à garantia da união estável entre casais do mesmo sexo em 2011, as conquistas da população LGBTQIA+ tem sido frequentemente ameaçadas por tentativas de retrocesso, principalmente por grupos de extrema-direita. Para discutir os atuais desafios e futuros dos direitos LGBT no Brasil, CartaCapital recebe o antropólogo, historiador e ativista Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia.

A Arte da Capa do Orgulho da Bahia

CARTAZ 20 ORGULHO DA BAHIA A cada Parada do Orgulho da Bahia a organização sempre apresenta um tema para ser repercutido junto com a comunidade e sociedade em geral, reproduzido nas diversas mídias, folders, placas, outdoor, camisetas e as lonas de envelopamento dos trios. Na 20ª Edição escolhemos o tema diversidade e inclusão no mundo corporativo. A pandemia de Covid-19 impactou a vida dos LGBT que perderam seus empregos, passaram muito sufoco, inclusive nas relações familiares. E a importância de a empresa possuir um Recursos Humanos capaz de olhar para o candidato sem a interferências vieses inconscientes nas contratações deve ser prioridade nas empresas. A 21ª Parada do Orgulho da Bahia em 8 de setembro já escolheu o tema. Orgulho Juvenil afirmação Jovem que celebra a juventude LGBTQI da nossa comunidade, diversidade e empoderamento  e criar memórias duradouras  de amor, aceitação e alegria! Conheça peças gráficas dos anos anteriores.

Mareatas II : Não foi fácil, mas foi verdade atravessar a década de 1980 vestido de branco

Essa fase que em Salvador os gays eram afrontados pelas difamações, pela polícia que tratava sem nenhum respeito, faziam batidas na boate Tropical, rua do Pau da Bandeira, chegava hostilizado ” viados de um lado e caçador do outro” mandava acender a luzes branca, as pessoas ficarem de cara com as paredes, aterrorizadas esperando um golpe, depois da exibição de força, escolhiam uns, sem motivo aparente jogavam no camburão seguiam para delegacia. As travestis do Centro usavam o “ habeas corpus” da gilete para cortar os braços, não apanhar da polícia e não serem presas. Quando o “aliban” se aproximava, elas mostravam o sangue. Eu vi tantas várias com cicatrizes medonhas nos braços, uma tristeza. As delegacias mais pareciam com um estabulo, era como fosse natural os policiais pegarem bichas na rua e mandar lavar banheiros. Ainda nos hostilizavam na rua como “ditos culpados e apontados como os principais transmissores do HIV”. Enfrentávamos uma constante guerra de nervos. Bastante humilhação nas ruas e exacerbação do preconceito, muitas vezes com agressão física. Os turistas estrangeiros que andavam na rua eram “chamados de peste gay” a ignorância era o normal. Certos setores da mídia na Bahia nos tinham aversão, indiferença ou desprezo e a nossa saída, a grande investida do GGB naqueles difíceis anos foi manter-se coerente, politicamente correto e aprofundar-se nos postulados científicos que garantiram o conhecimento e as armas de defesa contra os reacionários, homofóbicos e ignorantes de plantão e pela mudança do código de classificação de doenças do Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, extinto), que descrevia a homossexualidade como “desvio ou transtorno sexual”. Produzimos muita originalidade e traduzimos muito material que recebíamos dos Estados Unidos, especialmente sobre o vírus HIV. Defendemos o uso do preservativo como barreira física eficiente, enquanto uns diziam que o preservativo eram os médicos controlando a sexualidade. Em 28 de junho de 1997, São Paulo, fez a primeira Parada do Orgulho com 2,5 participantes desfilando, inclusive eu, na Avenida Paulista, sempre no mês de junho em referência ao dia 28 do Orgulho. Esse ano a data é 2 de junho sendo considerada a maior do mundo. Nós gays barbudos do GGB não gostávamos da ideia da festa, uma reunião que ocorreu no Trapiche Adelaide em 1999 com uns gays paulistas, Lícia Fábio, Marcelo Cerqueira e Luiz Mott nos encorajou começar essa trajetória de lá para cá não paramos. A 1ª edição Parada Gay da Bahia, seguindo a lógica foi em 16 de junho, Campo Grande, às 15h, embaixo de muita chuva. Não foi um passo para as ruas! Era tudo muito novo, tivemos que aprender com quem sabe, a Saltur, órgão da Prefeitura de Salvador. Merina Aragão, gerente do Carnaval, generosa deu toda orientação de como fazer, as licenças públicas necessárias e no dia da Parada estava o Campo Grande ordenado o espaçamento para as saídas dos trios, foi continua sendo comprometida.   O prefeito Imbassahy na época foi grande parceiro, abriu as portas da Prefeitura de Salvador para os gays entrarem, em uma reunião no Palácio disse “ A cidade é vocês, podem ocupar. Estou aqui para segurar”. O jornal Folha de São Paulo uma estimativa de 20 mil participantes, um palco na Castro Alves onde o padrinho Edson Cordeiro fez um show especial. A primeira mudança que ocorreu na logística do evento foi a mudança certa de junho para setembro na III Parada do Orgulho Gay dia 8 teve como Madrinha Ivete Sangalo. Seguimos a orientação Imbassahy que ficamos 20 anos colorindo com as cores de arco íris o Centro da velha São Salvador, esse ano vamos unir as nossas cores com o colorismo sofisticado da Barra no 21a Parada do Orgulho da Bahia, dia 8 de setembro 2024.

GGB faz pré agendamento Prep com recorte racial

Descubra como a PrEP, uma ferramenta crucial na prevenção do HIV, está se expandindo no Brasil. Com um aumento significativo em sua adesão e a inclusão em serviços de saúde trans, o Ministério da Saúde visa ampliar a prescrição em 300% até 2027. Saiba mais sobre esta estratégia vital que prepara o organismo para evitar a infecção pelo HIV e as iniciativas para torná-la mais acessível a todos. Leia a matéria completa para entender o impacto e a importância da PrEP e da PEP na luta contra o HIV. O GGB quer chamar atenção da população preta para esse alerto do Ministério da Saude. Abaixo o formulário para um pré agendameto, não não fazemos atendimento médico, encaminhamos. https://forms.gle/1KVRuZK3EeuSLFxz5

No Início Eram as Mareatas Parte I

Enquanto San Francisco, Chicago e Nova Iorque, já nos meados dos anos 1980 a Gay Parade pipocava nos estados americanos, aqui o GGB recebia as notícias, graças a um correspondente que enviava pelos Correios caixas com jornais e revista Nova Iorque, era revigorante. Luiz Mott, dono de uma mente brilhante, precisava pautar a imprensa e sociedade para a causa, ele descobriu nas suas pesquisas nos arquivos da Torre do Tombo, Lisboa, Portugal, que Diogo Botelho (1618) Governador Geral da Bahia, foi denunciado por um escravo ao Tribunal do Santo Ofício pela prática da sodomia com marinheiros estrangeiros no Palácio Rio Branco. Foi ele quem mandou construir o Forte de São Marcelo, que tinha a função de proteger a cidade contra os invasores. Com objetivo saudar a memória do governador criar o fato político Mott inventou “ As Mareatas” em Salvador no ano 1984, os gays faziam a concentração no Mercado Modelo, seguiam até ao embarcando em canoas levando flores para jogar no entorno, enquanto faziam a volta e desembarcar no forte monumental com sua enorme porta feita de madeira monocromada, despachavam as mais flores e em seguida embarcavam felizes e cantando rumo ao cais do Mercado Modelo. Era todo um ritual bem estudado e planejado – até licença ao Iphan – para se dar a volta ao vetusto monumento era preciso. Era uma época de muito preconceito e discriminação em Salvador o principal jornal da cidade jornalista José Augusto para a sua coluna de cinema “ matar veados não é crime, é cassada” e “ mantenha Salvador limpa, mate uma bicha por dia”, ainda hostilizava os LGBTs que trabalhavam na redação. Fazia tudo isso impunemente sob o olhar complacente do jornalista e diretor de Redação Joaquim Alves Cruz Rios, que vem de linhagem do traficante, possuía o mesmo nome do diretor, uma possível homenagem. Ele traficou 514 (1850/51) escravos da Costa da África, duas viagens: a primeira com 168 almas e a segunda com 346 vidas, duração da viagem, duração 35 e 24 dias respectivamente. (Luiz Henrique Dias Tavares). A família tem as mãos sujas com o sangue negro. Em Salvador, a classe média da época que recebeu as influências que “homossexualismo” era doença e vergonha para a família levam os filhos para serem torturados por médicos forense. Professor da Faculdade de Medicina, Estácio Lima formou gerações de médicos nessa perspectiva. Muitos gays foram exilados por seus familiares para o Rio de Janeiro e Paris.

Coleção Super Heróis Contra o Preconceito

Super homem Vale a Pena Ler de Novo! SALVADOR, 30/03/2009 – Uma série de quadrinhos no mínimo curiosa. Trata-se da campanha Super Heróis contra o preconceito, feita por encomenda do Grupo Gay da Bahia (GGB) ao premiado Hector Sallas, jovem cartunista vencedor de diversos prêmios desing na Bahia. A campanha tem a finalidade em forma de paródia evocar os poderes dos super heróis no combate diário ao preconceito em nossa sociedade. No total são cinco desenhos que fazem alusão aos heróis conhecidos em todo o mundo. Uma adorável paródia ao super homem, mulher maravilha, incrível homem verde, homem morcego e capitão América. Quem nunca sonhou ser salvo pelo super homem, aparecendo lindo, forte e voando. Nessa paródia ele aparece, com fenótipo negroide, com roupa rosa, de brinco na orelha e o clássico cavanhaque ao gosto dos gays. Também recebe em seu peito a letra G maiúscula sobre a lycra rosa e quando ele aparece rasgando o céu, eis que surge um lindo arco íris. O famoso casal que não se sabe se é amor ou amizade, ou é ambos os sentimentos, o homem morcego e seu companheiro. Mulher maravilha, personagem imortalizado nas Paradas Gays por drag queens de todo o mundo. Ela também recebeu uma cara de negona da Liberdade, olhos amarelos, mais músculos e um discreto volume na região pélvica, na versão do GGB, mulher maravilha é um sapatão rebentão de maré, maldade nenhuma escapa do seu laço mágico certeiro. Quando não está combatendo o mal, está na roça de candomblé do babalorixá Bel de Oxum, em Paripe, fazendo obrigações do seu orixá.   O homem verde, não perdeu a sua índole de bom moço, ganhou mais uma sutileza que atrás daqueles músculos de pedras, músculos também bate um coração, na versão também entrega flores. Um outro super meio é o Flecha tá  capitão América que atravessa o mundo na rapidez da luz, utiliza os seus poderes superiores para acabar com o preconceito contra jovens homossexuais, porque ele é jovem e muito serelepe. Esse material foi lançado em cartazes distribuídos em Salvador em 2001 e agora ele vai ser disponibilizado na internet para quem quiser divulgar os heróis contra o preconceito. Só poderes mágicos para acabar com o preconceito ainda muito presente em nossa sociedade. Além da campanha de cartazes foram produzidos postais com as figuras que traziam a mensagem “preconceito contra homossexuais é crime contra a humanidade”. Estamos de olho” insinuava que os heróis estão de olho na homofobia. (Marcelo Cerqueira, DRT-BA 2135)

Transição

Como funciona a hormonioterapia para mulheres trans (e travestis) A terapia com hormônios para transição de gênero deve ser feita sempre com acompanhamento profissional.  por Maiara Ribeiro https://drauziovarella.uol.com.br/ A hormonioterapia é um dos recursos disponíveis para a transição de gênero de mulheres trans, cujo sexo designado no nascimento foi o masculino, mas que se identificam e se expressam no feminino. O objetivo da terapia hormonal feminizante é promover mudanças corporais que fazem com que a aparência física da pessoa esteja de acordo com sua identidade de gênero, proporcionando maior bem-estar físico, mental e emocional.  É muito importante que a hormonioterapia seja feita sob orientação médica, depois de realizada a avaliação e os exames necessários para tal. Os hormônios não devem ser usados por conta própria.  Em 2020, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reduziu de 18 para 16 anos a idade mínima para a terapia hormonal. No entanto, a portaria do Ministério da Saúde sobre o processo transexualizador no SUS mantém 18 anos como idade mínima.  Início do processo de hormonioterapia A pessoa que deseja dar início à terapia hormonal pode buscar atendimento na atenção primária, normalmente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de sua residência. “Caso não seja possível seguir na UBS, a unidade irá encaminhar para um centro especializado. Além disso, profissionais da endocrinologia, ginecologia, urologia e medicina da família e comunidade podem assistir essas pessoas”, explica o dr. Magnus Dias da Silva, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP). Existem serviços de saúde com atendimento voltado às pessoas trans, ligados às secretarias municipais ou estaduais de saúde. Nessas unidades, normalmente uma equipe composta por médico e um profissional de saúde faz uma avaliação, junto a pessoa, de alguns pontos importantes a respeito da terapia hormonal. Segundo Ricardo Barbosa Martins, psicólogo e diretor do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Tratamento DST/Aids, em São Paulo, a ideia dessa primeira avaliação é entender se o que ela espera de um processo de hormonização é de fato o que a hormonização pode dar. “Às vezes, a pessoa tem uma expectativa muito grande e que o processo pode não atender. Às vezes, ela não sabe que algumas características podem não acontecer e outras podem acontecer e não serem reversíveis ou serem parcialmente reversíveis. Então, é importante a gente ajustar junto com a pessoa as expectativas dentro da necessidade que ela expressa”, explica. Além disso, é preciso saber como a pessoa recebe as alterações corporais, se tem maturidade para o enfrentamento das questões envolvidas no processo e se tem uma retaguarda social de apoio para essas mudanças, pois elas vão além do aspecto físico. “A mudança corporal produz impacto no meio social. É preciso que a pessoa tenha minimamente considerado essas condições. Não é apenas fazer a mudança corporal, porque ela também demanda da pessoa uma certa adaptação a esses processos”, completa Ricardo.  Para dar início à hormonioterapia, é necessária ainda a realização de uma série de exames para saber se a pessoa pode fazer uso dos hormônios, se não há nenhum impedimento clínico. Analisados os resultados, e depois também da avaliação inicial e o alinhamento das expectativas, o processo de hormonização pode seguir normalmente.  Veja também: Como funciona o SUS para pessoas transexuais Hormônios utilizados No caso da terapia hormonal feminizante, são utilizados hormônios estrógenos que, nas doses adequadas, bloqueiam a produção endógena de testosterona. Se houver dificuldade no bloqueio, também podem ser usados os chamados antiandrógenos. “Eles agem modificando várias partes do nosso corpo que são sensíveis a estes hormônios, ou seja, com uso contínuo a mulher trans desenvolve os caracteres sexuais secundários típicos da puberdade, como o aumento de mamas, a redistribuição de gordura e a redução de pelos”, explica o dr. Magnus.  Para os casos de dificuldade no bloqueio da testosterona, existe também o recurso da orquiectomia, que consiste na remoção cirúrgica dos testículos. Nesses casos, geralmente recomenda-se a redução da dosagem hormonal e a terapia passa a ser de reposição hormonal habitual. “Antes da remoção dos testículos, aconselha-se colher esperma e reservar em banco para ser disponível para fertilização in vitro. Com esse procedimento, asseguram-se os direitos reprodutivos da pessoa trans”, afirma o endocrinologista. Os estrógenos podem ser administrados por via oral, transdérmica (aplicação na pele) ou podem ser injetados, enquanto os antiandrógenos podem ser orais ou injetáveis. As alterações físicas normalmente começam a surgir após dois ou três meses de tratamento, e as mudanças no corpo esperadas podem ocorrer em cerca de dois anos. Normalmente, o uso de hormônios é feito por um período prolongado. “No entanto, medidas não hormonais depois dos 55 anos na mulher trans são mais seguras e hoje são mais recomendadas”, diz o médico. Cada caso deve ser avaliado de maneira individualizada, levando-se em conta os riscos e histórico de saúde da pessoa. Veja também: Cuidados ginecológicos para pessoas LGBTQIA + Acompanhamento médico Os hormônios podem oferecer riscos à saúde quando usados de maneira irregular, em doses muito altas ou sem o acompanhamento clínico, que é essencial.  Segundo o médico, com o acompanhamento, os efeitos colaterais geralmente são administráveis e pode ser recomendada troca de hormônio, mudança na dose, no intervalo de uso ou via de administração. “Esses efeitos adversos são preveníveis e, com ajuda de endocrinologistas, outros esquemas podem ser propostos com mais segurança”, afirma.  Sem a assistência e a orientação médica necessária, a pessoa pode não atingir as modificações físicas esperadas, não ter o controle de eventuais efeitos colaterais, e ter risco aumentado para surgimento de problemas como acidentes cardiovasculares e tromboembolismo (condição que inclui quadros de trombose e embolia pulmonar) devido ao uso de determinadas formulações hormonais. O acompanhamento ambulatorial deve ser feito de forma individualizada, mas, em geral, os retornos acontecem a cada 4 ou 6 meses, se tudo estiver correndo dentro do esperado. “Pode ocorrer antes, por razões clínicas específicas, como para seguir eventual descontrole da gordura no sangue (dislipidemia), da concentração de hemoglobina (eritrocitose), ou devido a alteração da pressão arterial, labilidade de humor, ansiedade e quadros depressivos, por exemplo”,

Gay Pride Nova Iorque em Junho

 Junho- 30 de junho de 2024 Fotos Gay Pride Nova Iorque Desfile: Junho 30, 2024 @ 12:00 pm Início: 25th Street & 5th AveFim: 16th Street & 7th Ave Gay Pride Nova Iorque começa em 78 dias! Explore um mundo mais acolhedo Sobre Gay Pride Nova Iorque O Orgulho de Nova Iorque está entre os maiores e melhores eventos de orgulho gay do mundo, como aliás não poderia deixar de ser pois estamos a falar da Grande Maçã.  O primeiro Encontro de Orgulho de Nova Iorque ocorreu um mês após os Confrontos de Stonewall em junho de 1969, que deu origem ao moderno Movimento dos Direitos Gays. Cerca de 500 pessoas juntaram-se demonstração do “Poder Gay” em Washington Square Park, seguida de uma vigília à luz das velas em Sheridan Square. O Orgulho de Nova Iorque tem honrado esta tradição organizando o evento em várias localizações pela cidade. A Marcha passa pelo local da Stonewall Inn em Christopher Street, localização dos distúrbios de Stonewall de junho de 1969. Atualmente, o Orgulho de Nova Iorque rivaliza com o Desfile de Orgulho Gay de São Paulo e com o Orgulho de Madrid pelo título de maior desfile de orgulho do mundo, atraindo todos os anos em junho milhares de participantes e milhões de espetadores. Todos os anos têm lugar uma série de festas e celebrações por toda a cidade que preparam o terreno para o grande Desfile de Orgulho, que acontece no final de junho. Apesar do desfile principal ocorrer no coração de Manhattan, os eventos de orgulho muitas vezes distribuem-se por outras zonas da cidade, como Brooklyn e Staten Island.  Programa de Gay Pride Nova Iorque Para obteres todos os detalhes sobre o NYC Pride 2024, não te esqueças de consultar o programa oficial do evento. Feliz Orgulho! Fotos de Gay Pride Nova Iorque

MuSex: coleção particular mostra fenômenos da vida sexual no mundo

Pela primeira vez no Brasil é aberto um MUSEU DA SEXUALIDADE – que pretende mostrar um conjunto de fenômenos da vida sexual e da sexualidade no mundo.  Situado provisoriamente na Sede do Grupo Gay da Bahia, inaugurado dia 2 de setembro de l998, constando de rico acervo de peças provenientes de diversas culturas e de material incluindo cerâmica, porcelana, mármore, vidro, fibra, acrílico, madeira, tecido, incluindo esculturas, desenhos, objetos utilitários. Trata-se de uma iniciativa do bacharel  em História, Marcelo Cerqueira, curador do Museu, com assessoria do Professor Luiz Mott, mestre em etnografia pela Sorbone de Paris e Titular do Departamento de Antropologia da UFBa. A idéia inicial do museu surgiu a partir da coleta de cerâmicas  artesanais realizada nas feiras nordestinas, representando cenas de erotismo ou representações de nudez. A partir desta coleta inicial, foram adquiridas novas peças em outros estados e diferentes países. Existem museus do gênero notadamente na Europa – sendo os mais famosos World Museum of Erotic Art de Amsterdam, Erotic Art Museum de Hamburg,  Museum Erotica de Stockolm, Museu da Sexualidade de Copenhagen, além dos museus eróticos  de Barcelona, Paris, Berlim, etc. Um dos mais célebres e antigos é o  Gabinete Secreto de Nápolis, parte do Museu Arqueológico local, que reúne fantástica  coleção arqueológica de arte erótica proveniente de Herculano e Pompéia. Inspiração e linha teórica do acervo O acervo do Museu da Sexualidade da Bahia consta atualmente com mais de  500 peças, parte delas já catalogadas por especialista na área. A linha filosófica do Museu busca a sua inspiração no Erótico, ou melhor nos temas relativos ao amor. Inspirado pelo amor; que tem o caráter de lirismo amoroso, inspirado ou provocado pelo erotismo, delírio erótico, sensual ou mesmo lascivo.  A maior parte destas peças são vendidas em feiras populares ou lojas  do gênero, material portanto destinado ao grande público, e que apesar do caráter explícito e às vezes exagerado das representações sexuais, nem por isto tem sua exposição  e  venda proibidas ou censuradas pelos órgãos de segurança – razão pela qual o Museu da Sexualidade não tem porque temer qualquer tipo de repressão policialesca. Acresce-se ainda o fato que o Museu da Sexualidade tem finalidade pedagógica, estimulando a discussão aberta sobre a sexualidade humana e a cultura sexual popular, com vistas a tornar mais eficaz a prevenção da Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis através da realização de oficinas de sexo seguro (safer sex) e palestras sobre educação sexual. Tais são, portanto os objetivos do Museu da Sexualidade. Segundo especialistas em cerâmica popular, muitas das peças artesanais hoje catalogadas como “eróticas”, eram simplesmente representações de cenas da vida cotidiana ou, no caso das esculturas de pênis e cenas de cópula, algumas vezes continham significação ritual ou propiciatória, uma espécie de “ex-votos” visando a fertilidade dos seres humanos ou agradecendo a proteção divina às funções genitais. É o caso dos Exus da Bahia, representados com enormes pênis. O Museu da Sexualidade pretende intercambiar peças com outros museus congêneres internacionais – coletando para tanto peças diretamente nos locais de origem onde são confeccionadas ou em feiras regionais. Confira algumas peças!

PrEP: quem mais acessa são homens gays, brancos com maior grau de escolaridade

A PrEP é a profilaxia pré-exposição ao HIV, que prepara seu corpo para evitar a infecção por esse vírus. Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da PrEP, a Profilaxia Pré-Exposição. Com o objetivo de aumentar a adesão a essa prevenção, o Ministério da Saúde prevê ampliar a prescrição em até 300% até 2027. A meta da atual gestão é expandir a oferta em uma escala inédita. Em 2022, até o mês de junho, 70,3 mil pessoas usaram a PrEP. Neste ano, somente no primeiro semestre, com a retomada das ações de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), esse número saltou para 88,6 mil, representando um aumento de 20,6%.  A Profilaxia Pré-Exposição consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. A pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. Entre os avanços conquistados no primeiro semestre de 2023 está a disponibilização da profilaxia nos ambulatórios que acompanham a saúde de pessoas trans. Em todos os estados há postos ofertando a PrEP. São 770 no total.  De acordo com o diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira, esse é apenas o começo. “Da mesma forma que temos preservativos nas unidades básicas de saúde, queremos que a profilaxia também esteja disponível para quem quiser”, explica, ressaltando a importância da prevenção. “Para algumas doenças ou você tem vacinas ou você tem medicamentos. No caso do HIV, quando a elevação da carga viral fica indetectável, a pessoa não transmite algo que não tem na corrente sanguínea. Então a PrEP tornou-se absoluta prioridade em termos de prevenção”, complementa o diretor.  Como medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV, também existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir a infecção. A PEP deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional.  Com o intuito de apresentar análises sobre a PrEP e o perfil das pessoas que utilizam a PEP no Brasil, o Ministério da Saúde divulgou o Relatório de Monitoramento de PrEP e PEP ao HIV . A publicação é fundamental para apoiar gestores na ampliação do acesso às profilaxias e contribuir, efetivamente, para a resposta brasileira ao HIV.  A proximidade com estados e municípios para ampliação dessas ações é extremamente necessária, segundo a médica responsável pelas ações de HIV da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Maria Clara Gianna. “Discutir a PrEP de uma maneira horizontal ajuda a diminuir a desigualdade. Hoje temos a profilaxia mais colocada nas regiões Sul e Sudeste, mas vamos levar essa discussão de forma equivalente para todo o país”, defende.  De acordo com os estudos, atualmente, quem mais acessa a PrEP são homens brancos, que fazem sexo com homens, e que atingem maior grau de escolaridade. Nesse contexto, o Ministério da Saúde vem realizando um trabalho de reaproximação dos movimentos sociais, como explica Gianna. “São a nossa razão de existir [quem vive com HIV ou aids]. Essas pessoas precisam estar envolvidas na formação das políticas públicas. É uma forma de levar informação sobre a PrEP para as populações em situação de vulnerabilidade social. É necessário incluir a população negra, periférica e, cada vez mais, estabelecer medidas de inclusão”, sustenta a médica.  A PrEP e a PEP também podem ser prescritas por farmacêuticos e enfermeiros. “Estamos ampliando muito o acesso. Queremos que os medicamentos, que já estão disponíveis no SUS, cheguem a quem necessita. Queremos que todos tenham informação, afinal, o fornecimento não é uma dificuldade. Eles já estão aí. A disponibilidade nada mais é do que uma estratégia de prevenção”, conclui Gianna.  O Ministério da Saúde reforça que a PrEP só é indicada após testagem da pessoa para o HIV, uma vez que é contraindicada para usuários infectados pelo vírus. Nesses casos, a profilaxia pode causar resistência ao tratamento. Por essa razão, as pessoas que já vivem com o vírus não serão submetidas à profilaxia, mas encaminhadas para tratamento imediato.  Além disso, a PrEP deve ser considerada uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV. A prevenção combinada inclui testagem regular, PEP, teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus, redução de danos para uso de drogas, testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais, uso de preservativo externo e interno, além de tratamento para todas as pessoas.  O diagnóstico da infecção pelo HIV pode ser feito por meio da testagem rápida. O SUS disponibiliza exames laboratoriais e testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. O tratamento também é acessível e fundamental para garantir a qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/aids. “Para algumas doenças ou você tem vacinas ou você tem medicamentos. No caso do HIV, quando a elevação da carga viral fica indetectável, a pessoa não transmite algo que não tem na corrente sanguínea. Então a PrEP tornou-se absoluta prioridade em termos de prevenção” Como medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV, também existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir a infecção. A PEP deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional