impressionante da história do movimento pelos direitos das pessoas LGBT+

Genilson Coutinho – Dois Terços. O livro LGBT+ na Luta – Avanços e Retrocessos, de Laura A. Belmonte, lançado pela Editora Contexto, traz um panorama impressionante da história do movimento pelos direitos das pessoas LGBT+, além de identificar que, mesmo diante de conquistas e avanços, há ainda muitas barreiras a serem rompidas. Na apresentação, Luiz Mott, professor titular de Antropologia aposentado na Universidade Federal da Bahia, fundador e presidente do Grupo Gay da Bahia, destaca que o livro foi baseado em pesquisas aprofundadas em bibliotecas e arquivos dos Estados Unidos e da Europa, incluindo os acervos de importantes instituições LGBT+. O professor ainda aponta que os principais momentos, as tendências e os atores que contribuíram significativamente para a construção dos direitos humanos das pessoas LGBT+ são apresentados de forma clara e objetiva no livro. Ao longo da obra, a autora responde importantes perguntas: Quais foram e estão sendo os principais desafios dessa população? Como os avanços aconteceram, quais estratégias de luta foram adotadas e quais foram bem-sucedidas? Em que países houve maior avanço – institucional e na prática – e como? Trata-se de uma obra fundamental sobre os direitos humanos da população LGBT+ e que, como reforça Mott: “Irá ajudar na construção de um novo mundo a que todos aspiramos, conferindo aos milhões de LGBT+ também do Brasil a tão desejada igualdade cidadã: ‘Direitos iguais, nem menos nem mais!’”.Repercussão internacional “A abrangente narrativa de Belmonte sobre o movimento internacional pelos direitos LGBT nos força a fazer novas e importantes perguntas e desloca nossa atenção para processos e tendências globais que não conhecem limites nacionais.” – Julio Capó, Jr., Diretor Adjunto do Laboratório de Humanidades Públicas Wolfsonian da Universidade Internacional da Flórida, EUA. “Belmonte leva seus leitores a uma jornada eletrizante de amor, perda, dor e alegria.” – Resenha do London School of Economics Review of Books. “A narrativa clara e envolvente de Belmonte sobre campanhas transnacionais pelos direitos LGBTQ desde meados do século XIX até hoje é uma maravilhosa introdução ao alcance crescente do movimento e um lembrete essencial das fragilidades de seus sucessos nestes tempos de crescente homonacionalismo e populismo autoritário ao redor do mundo.” – Mark Philip Bradley Bernadotte E. Schmitt, Professor de História da Universidade de Chicago, EUA. “Em LGBT+ na Luta – Avanços e Retrocessos, Laura A. Belmonte oferece o relato mais autorizado até o momento da luta queer pelos direitos humanos em uma perspectiva transnacional. De vitórias eletrizantes a revezes desoladores, a análise de Belmonte sobre os apelos à igualdade por indivíduos corajosos, comunidades exigentes e organizações comprometidas ao redor do mundo é ao mesmo tempo comovente e inspiradora. Esta história cativante lembra que, ao avançarmos, precisamos redobrar dois imperativos. Devemos continuar a advogar pelos direitos LGBTQ+ em todo o mundo. Ao mesmo tempo, devemos garantir a plena inclusão e equidade de todos as pessoas queer em nossas comunidades, enquanto trabalhamos para evitar que os direitos queer sejam usados como estratégia para oprimir outros povos marginalizados.” – Bryant Ragan, Diretor Executivo da Sociedade de Estudos Históricos Franceses do Colorado College, EUA.
Coletivo de Torcidas lança curso de letramento LGBTQ+ para inclusão no esporte

O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, conhecido por sua atuação em prol da inclusão e diversidade no contexto esportivo, lançou o primeiro curso de uma série voltada para capacitar e fortalecer a comunidade LGBTQ+ no mundo do esporte. O curso inaugural, com o tema Letramento LGBTQ+, já está com inscrições abertas e promete oferecer uma abordagem educativa e inclusiva para todos os participantes.. O objetivo principal do curso de Letramento LGBTQ+ é promover uma compreensão aprofundada das questões de gênero, sexualidade e diversidade no contexto do futebol. A iniciativa visa não apenas oferecer conhecimento teórico, mas também proporcionar habilidades práticas essenciais para a criação de um ambiente esportivo verdadeiramente acolhedor e inclusivo para todos. As aulas do curso de Letramento LGBTQ+ serão realizadas de 25 a 29 de março, das 19h às 21h, de forma online e gratuita. No entanto, as vagas são limitadas, portanto, os interessados devem se apressar para garantir sua participação. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ em canarinhoslgbtq.com.br/letramento ou também pelo canal do Planeta FODA no Instagram. Uma jornada rumo à inclusão e diversidade https://www.instagram.com/p/C4ixTc1LHFI/?utm_source=ig_web_copy_linkCom este curso, o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ reafirma seu compromisso com a promoção da inclusão, diversidade e respeito no universo esportivo. A proposta é não apenas capacitar os participantes, mas também criar agentes de transformação que contribuam para um ambiente esportivo mais igualitário e acolhedor para todos os amantes do futebol. Além do curso de Letramento LGBTQ+, a série de cursos promovida pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ também inclui outras temáticas relevantes, como Empreendedorismo LGBTQ+ no Futebol e Como Fundar uma Torcida LGBTQ+. Essas iniciativas visam ampliar ainda mais o alcance da inclusão e diversidade no cenário esportivo brasileiro, capacitando e inspirando indivíduos a fazerem a diferença em suas comunidades e clubes. Não perca essa oportunidade de fazer parte dessa jornada de conhecimento, inclusão e transformação no esporte. Junte-se ao Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ nessa missão de construir um mundo esportivo mais inclusivo, diversificado e capacitado para todos!
4ª Conferência Nacional LGBT altera calendário de etapas considerando as Eleições Municipais 2024

LGBT 2008 A proposta de alteração do processo conferencial, considerando o decreto no 11.848 de 26 dezembro de 2023 que “convoca a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Intersexos, Assexuais será realizada em 2025, considerando a realização das eleições municipais no ano de 2024. Além das eleições outro motivo foi o curto prazo para os municípios realizarem as etapas municipais,a necessidade de municípios e estados fazerem a organização orçamentária para a realização da conferência. A comissão nacional intergestores e intergestoras da política LGBTQIA+ apresentou na tarde de ontem, quinta-feira (21) para o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ a proposta para alteração dos prazos conferenciais para o ano de 2025, a partir do novo calendário. Etapa municipal: entre 01 de novembro de 2024 até 31 de maio de 2025. Etapa estadual: entre 01 de junho de 2025 até 31 de agosto de 2025. Etapa nacional: no mês de outubro de 2025. A minuta do texto foi escrita pela Comissão de Intergestores e Intergestoras LGBTQIA+, reunida de 19 a 21 em Brasília, que se compromete em colaborar com a mobilização em todos os territórios para a realização das conferências, assim como, a reativação dos conselhos municipais e estaduais, a fim de fortalecer a participação social nas políticas públicas para pessoas LGBTQIA+ e viabilizar as condições necessárias para a realização das Conferências. Este calendário proposto não prejudicará nenhuma agenda já estabelecida por Estados e Municípios. Por fim, registramos que tal proposta prevê que os estados devem convocar a etapa estadual com orientações aos municípios até o dia 31/05/2024, e os municípios devem publicar decreto convocando a etapa municipal para o ano de 2025 até o dia 30/06/2024.
Pesquisa realizada pelo PoderData em 2024, 70% dos brasileiros acreditam que existe homofobia no país

21 de março 2024 O Brasil continua tristemente em primeiro lugar entre os países com o maior número de mortes de pessoas LGBTQIAPN+ devido à transfobia, como demonstra um estudo do Grupo Gay da Bahia (GGB). Em 2023, 257 mortes violentas foram registradas, indicando uma estatística alarmante de uma vida da comunidade perdida de forma violenta no país a cada 34 horas. Além disso, de acordo com a pesquisa realizada pelo PoderData em 2024, cerca de setenta por cento dos brasileiros reconhecem a existência da homofobia, um aumento de sete pontos percentuais em comparação com 2022. A pesquisa mostra que promover a diversidade, a equidade e a inclusão é fundamental para uma sociedade que seja verdadeiramente justa e acessível para todos. Por 15 anos consecutivos, o Brasil continua sendo o país com maior número de mortes de pessoas trans e travestis em todo o mundo, embora a transfobia tenha sido considerada um crime no país desde 2019. O número de assassinatos de mulheres trans e travestis é o maior desde 2008. No Brasil, existem várias organizações do terceiro setor que lutam contra a homofobia. Uma delas é a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), uma rede nacional que conecta 127 instituições em todo o país que trabalham para promover a cidadania de travestis e transexuais. A associação acredita que em todos os setores, como saúde, educação, segurança pública e direitos humanos, deve haver colaboração. O Dossiê sobre Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasil em 2023 foi divulgado pela Antra no início deste ano. Ele compila dados sobre assassinatos de pessoas trans utilizando informações de órgãos de segurança pública, processos judiciais e relatos publicados na mídia jornalística, além de fontes governamentais como o Disque 100 e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. Além da Antra, a ONG TODXS é uma startup sem fins lucrativos com o objetivo de melhorar a segurança e a inclusão da comunidade LGBTI+ no Brasil. A organização possui vários projetos de inclusão e conscientização para o público LGBTQIA+, como uma cartilha que busca a inclusão e a visibilidade das causas LGBTQIA+ dentro das escolas; além disso, a organização realiza atividades de advocacia e advocacia O Grupo Gay da Bahia é uma organização de defesa dos direitos humanos dos LGBT no Brasil. É a mais antiga ONG LGBT da América Latina. Fundada em 1980, foi registrada como sociedade civil sem fins lucrativos através de um mandado judicial em 1983 e foi declarada de utilidade pública municipal em 1987. O objetivo da associação é fornecer informações precisas sobre a orientação homossexual, desconstruir preconceitos para construir um discurso imparcial e combater comportamentos, atitudes e práticas que impedem que gays, lésbicas, travestis e transexuais conquistem a cidadania plena no Brasil. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas (ODS 5 e 10), que incluem a igualdade de gênero e a redução da desigualdade, podem ser alcançados por meio de ações. Com Informações Observatório 3Setor
Discriminação e preconceito no ambiente de trabalho podem impactar na saúde mental dos profissionais afetados

A discriminação e o preconceito no ambiente de trabalho podem ter um impacto significativo na saúde mental dos profissionais afetados. Quando o preconceito ultrapassa a linha do pensamento e se transforma em atitudes de caráter mais prático acontece a discriminação. Para apresentar essas questões na Roda de Conversa da Comissão Interna de Saúde do Servidor Público – Cissp, a Fundacentro convidou a auditora-fiscal do Trabalho e coordenadora nacional do Projeto de Combate à Discriminação e Promoção da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, da Secretaria da Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Marina Cunha Sampaio. “A discriminação é o reflexo das estruturas de poder na sociedade, dentre elas as decorrentes das relações de trabalho”, informou Marina. Completou que em outros países e no Brasil, a discriminação alcança certos grupos de pessoas com base em características como raça, etnia, gênero, religião, orientação sexual, idade e deficiência – as quais são protegidas pela lei. O preconceito pode ser expresso de várias maneiras, como tratamento injusto, exclusão social, estereótipos negativos, piadas ofensivas, assédio e hostilidade interpessoal. Discriminação do trabalho A experiência de ser alvo de discriminação ou preconceito no local de trabalho pode levar o trabalhador ou a trabalhadora a uma série de consequências graves à saúde que afetam o bem-estar emocional e psicológico. A auditora-fiscal salientou que muitas vezes, as mulheres não alcançam o cargo de liderança apenas por ser mulher – mesmo tendo boa qualificação. Já os negros, em sua maioria, ocupam cargos inferiores e de baixa remuneração. “Mesmo nós que somos concursados, quando avaliamos a divisão de renda, percebemos que há diferença salarial entre homens e mulheres, e pessoas brancas e negras. Além disso, quando analisamos o salário efetivamente, ele é diferente para determinados grupos populacionais. Isso acontece porque os cargos-chave e de direção – comissionados – são ocupados na maioria das vezes por homens brancos”, informou Marina. Gênero “A discriminação de gênero ocorre em alguns lugares. A maternidade, por exemplo, é utilizada porque existe o imaginário popular de que as mulheres ficarão menos acessíveis ao trabalho por conta de terem que tomar conta dos filhos. Por esse e outros motivos, o fenômeno teto de vidro faz com que as mulheres não ascendam na carreira”, ressaltou. Salientou ainda que essa barreira invisível aos olhos de todos influência nas oportunidades de ascensão na carreira das profissionais. A discriminação, segundo Sampaio, é uma violação dos direitos humanos. A prática é considerada ilegal em muitos países, sendo combatida por leis e regulamentações que protegem os indivíduos contra essa forma de tratamento injusto. Segundo especialistas, a prática de discriminação leva o trabalhador ao estresse, ansiedade, depressão, baixo autoestima e redução da satisfação no trabalho e do desempenho. Obstáculos para as mulheres negras Marina apontou que, segundo levantamento do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), em 2021, 41,5% das mulheres negras estavam subutilizadas no mercado de trabalho. Em comparação, a subutilização entre os homens brancos era de cerca de 18% no mesmo período. Em 2022, os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), a taxa geral de desemprego ficou em 9,3%. Mulheres negras a taxa foi de 13,9%; entre as mulheres brancas, 8,9%; homens brancos, 6,1%, a menor taxa entre os grupos. Racismo e Capacitismo “Racismo e capacitismo fazem parte de como as relações se estruturam e suas relações estigmatizadas baseadas na raça, cor da pele, origem ética ou nacionalidade. A visão holística procura ampliar um mundo mais igualitário. Combate à discriminação precisa ser discutido, sobretudo no mundo do trabalho”, enfatizou. O racismo pode se manifestar de diversas maneiras, tais como discriminação institucional, preconceito e estereótipos, violência racial, disparidades socioeconômicas e racismo estrutural. A auditora-fiscal ressaltou que o capacitismo é a discriminação, preconceito ou estigmatização contra pessoas com deficiência. O capacitismo pode se manifestar de várias maneiras, Marina explicou que pode ser tanto intencional quanto resultar de atitudes e práticas que negam oportunidades de trabalho. A lei de inclusão e os direitos das pessoas com deficiência devem ser resguardados. Assim como a lei de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, prevista na Lei de Cotas nª 8.219/91. “É importante promover a conscientização, a empatia e a aceitação das diferenças para construir uma sociedade mais inclusiva e justa para todas as pessoas”, salientou. LGBTFobia e Gordofobia Sampaio comentou que é importante promover a igualdade, a inclusão e o respeito para todas as pessoas, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Conforme apontado pela auditora-fiscal, embora seja proibido por lei, a prática discriminatória ainda é muito comum e algumas exigências causam polêmicas. O ambiente corporativo julga, em muitos casos, características como cabelo, pele, tipo físico e personalidade. A gordofobia é a discriminação, o preconceito e o estigma direcionado às pessoas com excesso de peso ou obesidade. Segundo a especialista, as empresas e instituições precisam promover ações para promoção da diversidade e medidas visando à redução de desigualdades existentes na sociedade ou na demografia interna da organização. Lei que proíbe a discriminação Marina informou que a Lei nº 9.029 de 1995 dispõe sobre a proibição da adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho e dá outras providências. Citou também que essa lei está alinhada com a Convenção da OIT nª 111 – Discriminação em Matéria de Emprego e Ocupação. Para ela, é necessária a adoção de políticas claras de não discriminação, treinamentos de sensibilização, canais de denúncia, protocolo para lidar com esses casos, programas e suporte que visam a proteção da saúde mental dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Brasil se destaca pela maior cobertura de PreP na região das Américas

Foto/ Agência AIDS Na última semana, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/MS) esteve no Panamá para participar da reunião anual do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para Alívio da Aids (Pepfar) para a região das Américas. Na ocasião, Draurio Barreira recebeu, junto às representantes brasileiras do Escritório Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos no Brasil (CDC Brasil), homenagem pelo pioneirismo e a maior cobertura de profilaxia pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) na região. A PrEP consiste na tomada de antirretrovirais antes da relação sexual com o objetivo de preparar o organismo para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente existem cerca de mil serviços de saúde que ofertam PrEP em todo o país. Nos últimos 12 meses, cerca de 120 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dispensa da profilaxia, sendo 91% com origem do atendimento em serviços públicos de saúde. A meta do Dathi é ampliar o número de usuários de PrEP em 140% em todo o Brasil até 2027. Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em AgenciaAids.com.br ou na aba “NOTÍCIAS” no link da bio. #PrEP #HIV #aids #SUS #prevencao #PrevencaoCombinada #SaudePublica #AgenciaAidsNa última semana, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/MS) esteve no Panamá para participar da reunião anual do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para Alívio da Aids (Pepfar) para a região das Américas. Na ocasião, Draurio Barreira recebeu, junto às representantes brasileiras do Escritório Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos no Brasil (CDC Brasil), homenagem pelo pioneirismo e a maior cobertura de profilaxia pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) na região. A PrEP consiste na tomada de antirretrovirais antes da relação sexual com o objetivo de preparar o organismo para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente existem cerca de mil serviços de saúde que ofertam PrEP em todo o país. Nos últimos 12 meses, cerca de 120 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dispensa da profilaxia, sendo 91% com origem do atendimento em serviços públicos de saúde. A meta do Dathi é ampliar o número de usuários de PrEP em 140% em todo o Brasil até 2027. Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em AgenciaAids.com.br Onde fazer em Salvador
GGB pede atenção da SSP aos ataques violentos no Jardim dos Namorados a Gays

Jardim dos Namorados O Grupo Gay da Bahia vem denunciar violência sofrida por um grupo de 30 (trinta) gays, na última segunda-feira (11) na região conhecida como “paredão” Jardim dos Namorados, nesta capital. Destacamos que a área em questão é um local livre, tradicionalmente conhecido como espaço de paquera, encontros tanto que o nome já é revelador Jardim dos Namorados. As pessoas que ali estão mesmo que cometendo alguns movimentos mais quentes, não configuram atentado ao pudor, por estar localizado em uma região afastada dos olhares e circulação de mais pessoas, não configurando assim nenhum tipo de constrangimento aos transeuntes. Talvez, especialmente por esse isolamento, torne-os vulneráveis à ação dos bandidos. Dois vagabundos sádicos, dizendo ser policiais militares, sem farda vêm agindo violentamente na região inclusive, portando arma de fogo, agredindo as pessoas com tapas no rosto e praticando todo tipo de violência conforme depoimento relatando uma situação que aconteceu com um grupo de em média 30 pessoas conforme relato dramático de uma pessoa que presenciou o fatídico acontecimento. É direito do cidadão usufruir com segurança das áreas de lazer e circulação da cidade, usar livre sem por isso, ou por sua condição, orientação sexual, sofrerem constrangimento ou violência física praticadas por terceiros. Entretanto, essa situação em pauta, que sempre envolve violência e traumas, que não podemos conviver com isso, deve ser objeto de uma análise e de resposta da Superintendência de Proteção à Violência (SPREV). Segue relato! “Segunda-feira, dia 11/03/2024, por volta das 19:00h, dois indivíduos que se identificaram como policiais e os quais não estavam uniformizados, portanto, arma de fogo e com lâmpadas, invadiram o espaço LGBTQIA+, conhecido como praia do paredão do Jardim de Alah, xingando e agredindo as pessoas que ali estavam. Chegaram xingando e gritando para ninguém correr ou então morriam. Ali estava eu, estavam jovens, idosos e até deficientes físicos a fim de fazermos amizades, conhecermos possíveis parceiros e mesmo namorarmos. Apavorados muitos de nós corremos para sobrevivermos, pois vimos os dois indivíduos agredirem um idoso brutalmente e outros não conseguiram fugir, pois como disse havia idosos, obesos e deficientes físicos. Muitos que conseguiram escapar com medo se machucar nos espinhos e pedras. Os que ficaram foram humilhados e agredidos. Consegui escapar com vida, estou muito traumatizado. A cena que vivemos foi terrivelmente homofóbica. Não sei se alguém que não conseguiu escapar na tentativa de sobreviver àqueles terríveis ataques homofóbicos foram relatados, pois já distante do ambiente ouvi relatos de disparos de arma de fogo. Os que ficaram para trás certamente foram agredidos sem piedade, pois os indivíduos estavam muito raivosos. Creio que ninguém faria um B.O. já que todos nós preservamos nossa identidade e não queremos nos expormos para uma sociedade que ainda sofremos estigmas e preconceito, onde querem nos matar pelo simples fato de existirmos. Choro muito com tudo o que aconteceu. Penso nas pessoas que nos conseguiram escapar, sofro com o sofrimento deles. Peço por tudo que é sagrado que me mantenha anônimo, não quero me identificar, preciso preservar minha identidade. Mas, foi muito triste o que aconteceu. Ninguém ali é criminoso para tratarem assim a gente. Choro muito! Estou traumatizado. Tenho medo, medo de tudo. O local não é ataque ao pudor. Ninguém alí faz nada de errado. Decidi fazer essa denúncia anônima pois sei que ninguém teria coragem e desejo que se faça justiça, nos respeite e respeite o nosso espaço e nossa população LGBT. Ali estavam perto de nós umas trinta pessoas (jovens, idosos, pessoas especiais usando muletas, entre outros), ninguém enfrentaria dois homofóbicos armados. Foi terrível. Estou traumatizado. Pelo amor de Deus, investiguem se houve óbito. Eram muito violentos. Tomem as devidas providências. Queremos viver em paz. Imploro justiça. E.S. S, professor, 39 anos.”
Gays querem direito de frequentar praia de naturismo na Bahia

Salvador ,5 de janeiro 2004 – Vale a pena ler de novo Foto/Marcelo Cerqueira Um grupo de gays invadiram na manhã de 5 de janeiro de 2004 a reserva naturalista da Vila de Massarandupió, no município de Entre Rios, na Bahia. A caravana composta por militantes homossexuais ligados ao Grupo Gay da Bahia (GGB) reivindicou o direito que os demais praticantes do naturismo têm de ficarem nus na reserva, também uma repórter e um fotógrafo do jornal A Tarde. Esta decisão foi tomada por parte dos militantes a partir de uma série de denúncias feitas por gays ao GGB relatando que foram impedidos de permanecer na praia por parte do Sr. Miguel Gama, presidente da Associação Baiana de Naturismo e segundo os mesmos a negativa tinha como base a sua orientação sexual. O protesto começou por volta das 10hs da manhã e se estendeu até às 14hs, concentrando-se em frente à barraca de Miguel Gama, que não quer a presença de homossexuais no local e é categórico em afirmar que não aceita homossexuais e sim, casais e famílias. “Os gays que frequentaram a praia faziam coisas imorais na área”, declamou alertando que tinha fotos impublicáveis de gays em cenas de sexo. Começando o bate-boca. “Isso é apelação baixa, a praia é um espaço público e se existe normas éticas, elas devem ser aplicadas a todos, independentemente de orientação sexual, disse”. Marcelo Cerqueira presidente do Grupo Gay da Bahia e Secretário de Comunicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT). O protesto pegou de surpresa os banhistas que estavam na praia. Alguns levantaram discretamente e foram para outros lugares, inclusive com receio dos fotógrafos que acompanhavam o grupo. Já os nudistas que ficaram, alguns ignoraram o ato e outros vieram falar com os militantes solidarizando-se e afirmando que os gays têm os mesmos direitos de frequentar a praia como as demais pessoas. O Grupo Gay da Bahia entregara na tarde no início da semana carta-denúncia ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado da Bahia a qual deverá avaliar os fatos e encaminhar ao Ministério Público para as devidas e cabíveis providências. A Vila de Massarandupió fica localizada a 150 km partindo de Salvador, depois da Praia do Forte e antes de Costa do Sauípe. A Vila tem menos de 1 mil habitantes que vivem em condições humildes. Dona Vivaldina Gonçalves, 71 anos, artesã que ganha o sustento de sua família vendendo bolsas e chapéus para os poucos turistas ocasionais não tem nada contra a praia de nudista e nem a presença de gays na região. Perguntada sobre a questão, ela afirmou que “para quem gosta de se refrescar, está ótimo”. Já a sua neta Alessandra Gonçalves, disse “para quem não tem dinheiro para comprar biquíni, está ótimo”. Ambas relataram a falta de investimento para movimentar a economia local. O Grupo Gay da Bahia quer promover a Vila de Massarandupió como um destino turístico na região, convidando gays, lésbicas e simpatizantes de todo o mundo para visitarem a cidade e curtir a praia. “A praia é mar aberto, é lindíssima” declarou Oseas Santana, presente na caravana gay. A iniciativa do GGB coincide com a criação do Grupo de Naturistas Salvador que atende pelo e-mail marcelo99894748@gmail.com e pelo fone (71) 99989.4748 ainda sem sede provisória em Salvador. Todos os domingos o grupo organiza passeio para a Vila de Massarandupió a iniciativa deverá ser durante todo o verão. Das pousadas até a Praia das Dunas são cerca de 3km. Deu até samba para cordelista O protesto gay na praia de Massarandupió inspirou o poeta Jotacê Freitas a editar o cordel “os gays que quebraram o pau numa praia da Bahia”. Leitura divertidíssima, fruto da imaginação genial do artista. O fim da história dada pelo autor diz o seguinte: ficar nu não é pecado, só é crime se atentar contra o pudor e os bons costumes, se exibir em qualquer lugar. Sou poeta popular e não posso admitir discriminação nenhuma, preconceito é ruim contra preto, pobre e fêmea, gays, lésbicas e afins. É isso aí, valeu Jotacê. Serviço Pousada Naturista (75) 3402 4012 – 71 9988 8077Alameda dos Coqueiros s/n – Massarandupió, Entre Rios, BAPousada Santo Antônio (75) 3402.4042 (71) 9145.1590 – (71) 9980 0286Alameda dos Coqueiros s/n – Massarandupió, Entre Rios, BA.
O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (João, 8:32)
O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (João, 8:32) 1) Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes lingüísticas: Homo (do Grego, significando “igual”) e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado. Elementar, irmão! 2) A prática do amor entre pessoas do mesmo gênero, porém, é muito mais antiga que a própria Bíblia. Há documentos egípcios de 500 anos antes de Abraão, que revelam práticas homossexuais não somente entre os homens, mas também entre Deuses Horus e Seth. Segundo o poeta e escritor Goethe, “a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade”. Certamente, cada tempo com sua experiência singular, mas com o mesmo direcionar de desejo: o igual. 3) No antigo Oriente, a homossexualidade foi muito praticada. Entre os Hititas, povo vizinho e inimigo de Israel, havia mesmo uma lei autorizando o casamento entre homens (1.400 antes de Cristo). Como explicar, então, que, entre as abominações do Levítico, apareça esta condenação: “O homem que dormir com outro homem como se fosse mulher, comete uma abominação, ambos serão réus de morte” (Levítico, 18:22 e 20:12). Segundo os Exegetas (estudiosos das escrituras sagradas), fazia parte da tradição de inúmeras religiões de localidades circunvizinhas à Israel, a prática de rituais homoeróticos, de modo que esta condenação visa fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si. Prova disto é que estes versículos condenam apenas a homossexualidade masculina: teria Deus Todo Poderoso se esquecido das lésbicas ou, para Javé, a homossexualidade feminina não era pecado? Considerando que, do imenso número de leis do Pentateuco, apenas duas vezes há referência à homossexualidade (e só à masculina), concluem os exegetas que a supervalorização que os cristãos conferem a este versículos é sintoma claro e evidente de intolerância machista de nossa sociedade, um entulho histórico, e não um desígnio eterno de Javé, do mesmo modo que inúmeras outras abominações do Levítico, como os tabus alimentares (por exemplo, comer carne de porco) e os tabus relativos ao esperma e ao sangue menstrual, hoje completamente abandonadas e esquecidas. Por que católicos e protestantes conservam somente a negação contra a homossexualidade, enquanto abandonaram dezenas de outras proibições decretadas pelo mesmo Senhor?. Intolerância machista e ignorância que Freud explica! 4) Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre David e Jônatas?! Eis a declaração do salmista para seu bem-amado: “Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras deliciosamente querido!” (II Samuel, 1:26). Alguns crentes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape. Preconceito primário, pois só as coisas materiais são referidas com a expressão “delicioso”, e não resta a sobra da menor dúvida que David, em sua juventude, foi adepto do “amor que não ousava dizer o nome”. Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio, também homossexual, escolheu o jovem Davi, nu, como modelo de sua famosa escultura de Florença, na Itália. Negar o amor homossexual entre estes dois importantes personagens bíblicos (“amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres”) é negar a própria evidência dos fatos. “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvido, não ouvis?!” (Marcos, 8:18). 5) Pelo visto, embora o Levítico fosse extremamente severo contra a prática da cópula anal (determinando igualmente a pena de morte contra o adultério e o bestialismo), outros livros sagrados revelam maior tolerância face ao homoerotismo. O Eclesiastes ensina: “É melhor viverem dois homens juntos do que separados. Se os dois dormirem juntos na mesma cama se aquecerão melhor” (4:11). Num país quente como a Judéia, o interesse em dormir junto só podia ser mesmo erótico. Portanto, na teoria o Levítico era uma coisa e a prática, desde os tempos bíblicos, parece ter sido outra. “Deus nos fez ministros da nova aliança, não a da letra e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (II Coríntios, 3:6) 6) A destruição de Sodoma e Gomorra? Indagarão alguns. Oferecemos três informações fundamentais e cientificamente comprovadas que, em geral, são propositadamente escondidas e desconhecidas pelos cristãos: 1) não há evidência histórica ou arqueológica que confirme a real existência dessas cidades; 2) este relato é obra dos “Javistas” (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus; 3) a própria destruição da suposta intenção homoerótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades sérias de interpretação, pois quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo “conhecer” como sinônimo de “ato sexual”. Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento (“yadac” em hebraico), em apenas 10 ela tem significado heterossexual – nenhuma vez o sentido homossexual. A associação do pecado dos “sodomitas e gorromitas” com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a “idade das trevas”. 7) A própria Bíblia e o filho de Deus nos dão a chave para corrigir esta maliciosa identificação de Sodoma e Gomorra com a homossexualidade. Segundo os mais respeitados estudiosos das Sagradas Escrituras, o pecado de Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade, nunca a violação homossexual. Prova disto, é que todos os textos que aludem à Sodoma no Antigo Testamento atribuem sua destruição a outros pecados e não ao “homossexualismo”: falta de justiça (Isaías, 1:10 e 3:9), adultério, mentira e falta de arrependimento (Jeremias, 23:14); orgulho, intemperança na comida, ociosidade e “por não ajudar o pobre e indigente” (Ezequiel, 16:49); insensatez, insolência e falta de hospitalidade (Sabedoria, 10:8; 19;14; Eclesiástico, 16:8). No Novo Testamento, não há qualquer
As dez coisas babado que o gay deve se lembrar de perguntar quando for ao médico

Imagem meramente ilustrativa De acordo com os levantamentos médicos, os gays procuram mais os serviços médicos do que as lésbicas, mas menos do que a população heterossexual, isso parece estar relacionado com vergonha ou medo de ser discriminada por um profissional. Mas isso não é verdade, os médicos são treinados para responder quaisquer questões, especialmente depois da necessidade de se ter médicos para o tratamento da AIDS e das DSTs entre homens homossexuais. O ideal é que se tenha um médico de confiança que possa ser acessível todas as vezes que for necessário, e que poderá indicar especialistas quando necessário. Os serviços de apoio para a comunidade gay, os serviços médicos de universidades, os postos de saúde podem ser muito úteis para se auxiliar a procura de profissionais acessíveis. Estamos colocando ao final os telefones de alguns médicos, serviços, ONGs, Organizações Governamentais, nomes de serviços que possam ser úteis.Caso você se sinta discriminada ou tenha alguma queixa não hesite em procurar o Conselho Regional de Medicina do seu estado, ou o Conselho Federal de Medicina- telefones e sites no fim. O mais importante é que qualquer pessoa independente da sua orientação sexual tenha acesso às condições adequadas de saúde. Em último caso manda um email ou telefona para nós que tentaremos te auxiliar da melhor forma possível. De acordo com a Associação Médica para Gays e Lésbicas (Gay and Lesbians Medical Association-GLMA), toda vez que forem ao médico os gays devem sempre lembrar de fazer as seguintes perguntas: 1-AIDS e HIV. Como todo mundo sabe, os gays são ainda um grupo com comportamento de risco para se adquirir o HIV em relações sexuais. Claro que isso mudou muito desde o aparecimento da doença. Mas sempre é algo que devemos falar e perguntar para o médico.Devemos lembrar que as duas coisas mais importantes aqui são: só a camisinha impede a transmissão do vírus, e que hoje em dia os tratamentos para controle do vírus são muito eficazes e gratuitos no Brasil, e que quanto mais cedo uma pessoa souber que é portadora do vírus, melhor vai ser. 2-Uso de drogas O consumo de drogas entre gays é algo a considerar. Aqui se incluem os “poppers”, maconha, ecstasy e anfetaminas. Todas têm efeitos colaterais sérios e podem levar a dependência, além de ser muito contra indicadas para quem é portador do HIV. Há relação direta entre o uso de drogas e a infecção por HIV. Os índices de depressão e ansiedade são maiores na população gay do que na população em geral. Isto está associado principalmente a dificuldade muitas vezes de se assumir perante a família e sociedade. Os índices de suicídio entre adolescentes gays é também maior do que em outros adolescentes, pelos mesmos motivos. Por isso se você se sentir deprimido, triste, ansioso, comendo muito, ou muito pouco, tendo problemas com sono, procure um médico ou psicólogo. Os gays apresentam ainda alguns problemas de depressão e ansiedade relacionados com a dificuldade de se manter relacionamentos estáveis, mas cada vez mais há profissionais da área da saúde que podem auxiliar. Homens que mantém relações sexuais com homens apresentam um risco bem maior de se infectar pelos vírus da hepatite. Esta infecção pode ser fatal, ou levar a condições como a cirrose ou câncer de fígado.As hepatites A e B já tem vacinas, o que é uma obrigação de todo gay tomar, mas a hepatite C ainda não e a única forma de se evitar qualquer uma delas é a prática de sexo seguro. As DSTs são mais frequentes em homens gays, algumas tem tratamento médico (gonorréia, sífilis, clamídia, sarna, etc.) e outras ainda não (hepatites, AIDS, HPV).A única forma efetiva de prevenção é a visita regular ao médico e o uso da camisinha. Devido as práticas sexuais, ao uso de hormônios anabolizantes , e a falta de exames periódicos os gays podem estar mais sujeitos a contrair estes tipos de câncer do que homens heterossexuais. O meio mais eficaz para se prevenir e identificar precocemente estes cânceres é a visita regular ao médico para realização de exames. Além disso qualquer alteração anal ou sexual e urinária deve ser vista por um médico. 7. Alcoolismo Muitos estudos médicos têm sido realizados nos últimos anos buscando as causas que levam os gays a apresentarem um maior consumo de bebidas alcoólicas e maiores índices de alcoolismo do que heterossexuais.Uma taça de vinho tinto por dia está relacionada como um fator de proteção para doenças cardiovasculares, mas parece que a necessidade de aceitação social, o tipo de vida noturna e o uso das bebidas alcoólicas como forma de se desinibir estão entre os principais fatores de risco para o alcoolismo entre gays. 8. Tabagismo Estudos americanos mostram que homens gays fumam até 50% mais do que heterossexuais.Os principais problemas relacionados com o tabagismo são: câncer de pulmão, doenças cardíacas, aumento da pressão arterial, impotência, entre outras. Nos Estados Unidos e na Europa já há várias campanhas para prevenção para o tabagismo entre gays. 9.Atividades físicas e dietas. Os problemas com a imagem corporal são uns dos mais frequentes entre homossexuais do sexo masculino.Este excesso de preocupação com a imagem corporal leva os gays a apresentarem maiores índices de desordens alimentares como a bulimia(comer e vomitar) e anorexia (magreza extrema às custas de dietas muito rigorosas). As atividades físicas regulares, especialmente as aeróbicas, como corrida e natação, são excelentes fatores de promoção à saúde, mas entre os gays há um consumo muito grande de hormônios esteróides anabolizantes, com intuito de se aumentar a massa muscular, que podem levar a sérios problemas de saúde como cirrose, hepatite, câncer de próstata, fígado e ginecomastia. Por outro lado, há também um grande número de gays sedentários e obesos, que podem levar ao aparecimento de doenças como diabetes, infartos e hipertensão. De todas as doenças sexualmente transmissíveis que os gays podem adquirir, o vírus do papiloma humano, que causa lesões anais e genitais popularmente conhecidas como “ crista de galo” ou condiloma, estão entre as mais perigosas. O papiloma anal