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Pesquisa realizada pelo PoderData em 2024, 70% dos brasileiros acreditam que existe homofobia no país

21 de março 2024 O Brasil continua tristemente em primeiro lugar entre os países com o maior número de mortes de pessoas LGBTQIAPN+ devido à transfobia, como demonstra um estudo do Grupo Gay da Bahia (GGB). Em 2023, 257 mortes violentas foram registradas, indicando uma estatística alarmante de uma vida da comunidade perdida de forma violenta no país a cada 34 horas. Além disso, de acordo com a pesquisa realizada pelo PoderData em 2024, cerca de setenta por cento dos brasileiros reconhecem a existência da homofobia, um aumento de sete pontos percentuais em comparação com 2022. A pesquisa mostra que promover a diversidade, a equidade e a inclusão é fundamental para uma sociedade que seja verdadeiramente justa e acessível para todos. Por 15 anos consecutivos, o Brasil continua sendo o país com maior número de mortes de pessoas trans e travestis em todo o mundo, embora a transfobia tenha sido considerada um crime no país desde 2019. O número de assassinatos de mulheres trans e travestis é o maior desde 2008. No Brasil, existem várias organizações do terceiro setor que lutam contra a homofobia. Uma delas é a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), uma rede nacional que conecta 127 instituições em todo o país que trabalham para promover a cidadania de travestis e transexuais. A associação acredita que em todos os setores, como saúde, educação, segurança pública e direitos humanos, deve haver colaboração. O Dossiê sobre Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasil em 2023 foi divulgado pela Antra no início deste ano. Ele compila dados sobre assassinatos de pessoas trans utilizando informações de órgãos de segurança pública, processos judiciais e relatos publicados na mídia jornalística, além de fontes governamentais como o Disque 100 e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. Além da Antra, a ONG TODXS é uma startup sem fins lucrativos com o objetivo de melhorar a segurança e a inclusão da comunidade LGBTI+ no Brasil. A organização possui vários projetos de inclusão e conscientização para o público LGBTQIA+, como uma cartilha que busca a inclusão e a visibilidade das causas LGBTQIA+ dentro das escolas; além disso, a organização realiza atividades de advocacia e advocacia O Grupo Gay da Bahia é uma organização de defesa dos direitos humanos dos LGBT no Brasil. É a mais antiga ONG LGBT da América Latina. Fundada em 1980, foi registrada como sociedade civil sem fins lucrativos através de um mandado judicial em 1983 e foi declarada de utilidade pública municipal em 1987. O objetivo da associação é fornecer informações precisas sobre a orientação homossexual, desconstruir preconceitos para construir um discurso imparcial e combater comportamentos, atitudes e práticas que impedem que gays, lésbicas, travestis e transexuais conquistem a cidadania plena no Brasil. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas (ODS 5 e 10), que incluem a igualdade de gênero e a redução da desigualdade, podem ser alcançados por meio de ações. Com Informações Observatório 3Setor

Discriminação e preconceito no ambiente de trabalho podem impactar na saúde mental dos profissionais afetados

A discriminação e o preconceito no ambiente de trabalho podem ter um impacto significativo na saúde mental dos profissionais afetados. Quando o preconceito ultrapassa a linha do pensamento e se transforma em atitudes de caráter mais prático acontece a discriminação. Para apresentar essas questões na Roda de Conversa da Comissão Interna de Saúde do Servidor Público – Cissp, a Fundacentro convidou a auditora-fiscal do Trabalho e coordenadora nacional do Projeto de Combate à Discriminação e Promoção da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, da Secretaria da Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Marina Cunha Sampaio. “A discriminação é o reflexo das estruturas de poder na sociedade, dentre elas as decorrentes das relações de trabalho”, informou Marina. Completou que em outros países e no Brasil, a discriminação alcança certos grupos de pessoas com base em características como raça, etnia, gênero, religião, orientação sexual, idade e deficiência – as quais são protegidas pela lei. O preconceito pode ser expresso de várias maneiras, como tratamento injusto, exclusão social, estereótipos negativos, piadas ofensivas, assédio e hostilidade interpessoal. Discriminação do trabalho A experiência de ser alvo de discriminação ou preconceito no local de trabalho pode levar o trabalhador ou a trabalhadora a uma série de consequências graves à saúde que afetam o bem-estar emocional e psicológico. A auditora-fiscal salientou que muitas vezes, as mulheres não alcançam o cargo de liderança apenas por ser mulher – mesmo tendo boa qualificação. Já os negros, em sua maioria, ocupam cargos inferiores e de baixa remuneração. “Mesmo nós que somos concursados, quando avaliamos a divisão de renda, percebemos que há diferença salarial entre homens e mulheres, e pessoas brancas e negras. Além disso, quando analisamos o salário efetivamente, ele é diferente para determinados grupos populacionais. Isso acontece porque os cargos-chave e de direção – comissionados – são ocupados na maioria das vezes por homens brancos”, informou Marina. Gênero “A discriminação de gênero ocorre em alguns lugares. A maternidade, por exemplo, é utilizada porque existe o imaginário popular de que as mulheres ficarão menos acessíveis ao trabalho por conta de terem que tomar conta dos filhos. Por esse e outros motivos, o fenômeno teto de vidro faz com que as mulheres não ascendam na carreira”, ressaltou. Salientou ainda que essa barreira invisível aos olhos de todos influência nas oportunidades de ascensão na carreira das profissionais. A discriminação, segundo Sampaio, é uma violação dos direitos humanos. A prática é considerada ilegal em muitos países, sendo combatida por leis e regulamentações que protegem os indivíduos contra essa forma de tratamento injusto. Segundo especialistas, a prática de discriminação leva o trabalhador ao estresse, ansiedade, depressão, baixo autoestima e redução da satisfação no trabalho e do desempenho.  Obstáculos para as mulheres negras Marina apontou que, segundo levantamento do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), em 2021, 41,5% das mulheres negras estavam subutilizadas no mercado de trabalho. Em comparação, a subutilização entre os homens brancos era de cerca de 18% no mesmo período. Em 2022, os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), a taxa geral de desemprego ficou em 9,3%. Mulheres negras a taxa foi de 13,9%; entre as mulheres brancas, 8,9%; homens brancos, 6,1%, a menor taxa entre os grupos. Racismo e Capacitismo “Racismo e capacitismo fazem parte de como as relações se estruturam e suas relações estigmatizadas baseadas na raça, cor da pele, origem ética ou nacionalidade. A visão holística procura ampliar um mundo mais igualitário. Combate à discriminação precisa ser discutido, sobretudo no mundo do trabalho”, enfatizou. O racismo pode se manifestar de diversas maneiras, tais como discriminação institucional, preconceito e estereótipos, violência racial, disparidades socioeconômicas e racismo estrutural. A auditora-fiscal ressaltou que o capacitismo é a discriminação, preconceito ou estigmatização contra pessoas com deficiência. O capacitismo pode se manifestar de várias maneiras, Marina explicou que pode ser tanto intencional quanto resultar de atitudes e práticas que negam oportunidades de trabalho. A lei de inclusão e os direitos das pessoas com deficiência devem ser resguardados. Assim como a lei de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, prevista na Lei de Cotas nª 8.219/91. “É importante promover a conscientização, a empatia e a aceitação das diferenças para construir uma sociedade mais inclusiva e justa para todas as pessoas”, salientou. LGBTFobia e Gordofobia Sampaio comentou que é importante promover a igualdade, a inclusão e o respeito para todas as pessoas, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Conforme apontado pela auditora-fiscal, embora seja proibido por lei, a prática discriminatória ainda é muito comum e algumas exigências causam polêmicas. O ambiente corporativo julga, em muitos casos, características como cabelo, pele, tipo físico e personalidade. A gordofobia é a discriminação, o preconceito e o estigma direcionado às pessoas com excesso de peso ou obesidade. Segundo a especialista, as empresas e instituições precisam promover ações para promoção da diversidade e medidas visando à redução de desigualdades existentes na sociedade ou na demografia interna da organização. Lei que proíbe a discriminação Marina informou que a Lei nº 9.029 de 1995 dispõe sobre a proibição da adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho e dá outras providências. Citou também que essa lei está alinhada com a Convenção da OIT nª 111 – Discriminação em Matéria de Emprego e Ocupação. Para ela, é necessária a adoção de políticas claras de não discriminação, treinamentos de sensibilização, canais de denúncia, protocolo para lidar com esses casos, programas e suporte que visam a proteção da saúde mental dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Brasil se destaca pela maior cobertura de PreP na região das Américas

Foto/ Agência AIDS Na última semana, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/MS) esteve no Panamá para participar da reunião anual do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para Alívio da Aids (Pepfar) para a região das Américas. Na ocasião, Draurio Barreira recebeu, junto às representantes brasileiras do Escritório Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos no Brasil (CDC Brasil), homenagem pelo pioneirismo e a maior cobertura de profilaxia pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) na região. A PrEP consiste na tomada de antirretrovirais antes da relação sexual com o objetivo de preparar o organismo para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente existem cerca de mil serviços de saúde que ofertam PrEP em todo o país. Nos últimos 12 meses, cerca de 120 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dispensa da profilaxia, sendo 91% com origem do atendimento em serviços públicos de saúde. A meta do Dathi é ampliar o número de usuários de PrEP em 140% em todo o Brasil até 2027. Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em AgenciaAids.com.br ou na aba “NOTÍCIAS” no link da bio. #PrEP #HIV #aids #SUS #prevencao #PrevencaoCombinada #SaudePublica #AgenciaAidsNa última semana, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/MS) esteve no Panamá para participar da reunião anual do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para Alívio da Aids (Pepfar) para a região das Américas. Na ocasião, Draurio Barreira recebeu, junto às representantes brasileiras do Escritório Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos no Brasil (CDC Brasil), homenagem pelo pioneirismo e a maior cobertura de profilaxia pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) na região. A PrEP consiste na tomada de antirretrovirais antes da relação sexual com o objetivo de preparar o organismo para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente existem cerca de mil serviços de saúde que ofertam PrEP em todo o país. Nos últimos 12 meses, cerca de 120 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dispensa da profilaxia, sendo 91% com origem do atendimento em serviços públicos de saúde. A meta do Dathi é ampliar o número de usuários de PrEP em 140% em todo o Brasil até 2027. Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em AgenciaAids.com.br Onde fazer em Salvador

GGB pede atenção da SSP aos ataques violentos no Jardim dos Namorados a Gays

Jardim dos Namorados O Grupo Gay da Bahia vem denunciar violência sofrida por um grupo de 30 (trinta) gays, na última segunda-feira (11) na região conhecida como “paredão” Jardim dos Namorados, nesta capital. Destacamos que a área em questão é um local livre, tradicionalmente conhecido como espaço de paquera, encontros tanto que o nome já é revelador Jardim dos Namorados. As pessoas que ali estão mesmo que cometendo alguns movimentos mais quentes, não configuram atentado ao pudor, por estar localizado em uma região afastada dos olhares e circulação de mais pessoas, não configurando assim nenhum tipo de constrangimento aos transeuntes.  Talvez, especialmente por esse isolamento, torne-os vulneráveis à ação dos bandidos. Dois vagabundos sádicos, dizendo ser policiais militares, sem farda vêm agindo violentamente na região inclusive, portando arma de fogo, agredindo as pessoas com tapas no rosto e praticando todo tipo de violência conforme depoimento relatando uma situação que aconteceu com um grupo de em média 30 pessoas conforme relato dramático de uma pessoa que presenciou o fatídico acontecimento. É direito do cidadão usufruir com segurança das áreas de lazer e circulação da cidade, usar livre sem por isso, ou por sua condição, orientação sexual, sofrerem constrangimento ou violência física praticadas por terceiros. Entretanto, essa situação em pauta, que sempre envolve violência e traumas, que não podemos conviver com isso, deve ser objeto de uma análise e de resposta da Superintendência de Proteção à Violência (SPREV). Segue relato! “Segunda-feira, dia 11/03/2024, por volta das 19:00h, dois indivíduos que se identificaram como policiais e os quais não estavam uniformizados, portanto, arma de fogo e com lâmpadas, invadiram o espaço LGBTQIA+, conhecido como praia do paredão do Jardim de Alah, xingando e agredindo as pessoas que ali estavam. Chegaram xingando e gritando para ninguém correr ou então morriam. Ali estava eu, estavam jovens, idosos e até deficientes físicos a fim de fazermos amizades, conhecermos possíveis parceiros e mesmo namorarmos. Apavorados muitos de nós corremos para sobrevivermos, pois vimos os dois indivíduos agredirem um idoso brutalmente e outros não conseguiram fugir, pois como disse havia idosos, obesos e deficientes físicos. Muitos que conseguiram escapar com medo se machucar nos espinhos e pedras. Os que ficaram foram humilhados e agredidos. Consegui escapar com vida, estou muito traumatizado. A cena que vivemos foi terrivelmente homofóbica. Não sei se alguém que não conseguiu escapar na tentativa de sobreviver àqueles terríveis ataques homofóbicos foram relatados, pois já distante do ambiente ouvi relatos de disparos de arma de fogo. Os que ficaram para trás certamente foram agredidos sem piedade, pois os indivíduos estavam muito raivosos. Creio que ninguém faria um B.O. já que todos nós preservamos nossa identidade e não queremos nos expormos para uma sociedade que ainda sofremos estigmas e preconceito, onde querem nos matar pelo simples fato de existirmos. Choro muito com tudo o que aconteceu. Penso nas pessoas que nos conseguiram escapar, sofro com o sofrimento deles. Peço por tudo que é sagrado que me mantenha anônimo, não quero me identificar, preciso preservar minha identidade. Mas, foi muito triste o que aconteceu. Ninguém ali é criminoso para tratarem assim a gente. Choro muito! Estou traumatizado. Tenho medo, medo de tudo. O local não é ataque ao pudor. Ninguém alí faz nada de errado. Decidi fazer essa denúncia anônima pois sei que ninguém teria coragem e desejo que se faça justiça, nos respeite e respeite o nosso espaço e nossa população LGBT. Ali estavam perto de nós umas trinta pessoas (jovens, idosos, pessoas especiais usando muletas, entre outros), ninguém enfrentaria dois homofóbicos armados. Foi terrível. Estou traumatizado. Pelo amor de Deus, investiguem se houve óbito. Eram muito violentos. Tomem as devidas providências. Queremos viver em paz. Imploro justiça. E.S. S, professor, 39 anos.”

Gays querem direito de frequentar praia de naturismo na Bahia

Salvador ,5 de janeiro 2004 – Vale a pena ler de novo Foto/Marcelo Cerqueira Um grupo de gays invadiram na manhã de 5 de janeiro de 2004 a reserva naturalista da Vila de Massarandupió, no município de Entre Rios, na Bahia. A caravana composta por militantes homossexuais ligados ao Grupo Gay da Bahia (GGB) reivindicou o direito que os demais praticantes do naturismo têm de ficarem nus na reserva, também uma repórter e um fotógrafo do jornal A Tarde. Esta decisão foi tomada por parte dos militantes a partir de uma série de denúncias feitas por gays ao GGB relatando que foram impedidos de permanecer na praia por parte do Sr. Miguel Gama, presidente da Associação Baiana de Naturismo e segundo os mesmos a negativa tinha como base a sua orientação sexual. O protesto começou por volta das 10hs da manhã e se estendeu até às 14hs, concentrando-se em frente à barraca de Miguel Gama, que não quer a presença de homossexuais no local e é categórico em afirmar que não aceita homossexuais e sim, casais e famílias. “Os gays que frequentaram a praia faziam coisas imorais na área”, declamou alertando que tinha fotos impublicáveis de gays em cenas de sexo. Começando o bate-boca. “Isso é apelação baixa, a praia é um espaço público e se existe normas éticas, elas devem ser aplicadas a todos, independentemente de orientação sexual, disse”. Marcelo Cerqueira presidente do Grupo Gay da Bahia e Secretário de Comunicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT). O protesto pegou de surpresa os banhistas que estavam na praia. Alguns levantaram discretamente e foram para outros lugares, inclusive com receio dos fotógrafos que acompanhavam o grupo. Já os nudistas que ficaram, alguns ignoraram o ato e outros vieram falar com os militantes solidarizando-se e afirmando que os gays têm os mesmos direitos de frequentar a praia como as demais pessoas. O Grupo Gay da Bahia entregara na tarde no início da semana carta-denúncia ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado da Bahia a qual deverá avaliar os fatos e encaminhar ao Ministério Público para as devidas e cabíveis providências. A Vila de Massarandupió fica localizada a 150 km partindo de Salvador, depois da Praia do Forte e antes de Costa do Sauípe. A Vila tem menos de 1 mil habitantes que vivem em condições humildes. Dona Vivaldina Gonçalves, 71 anos, artesã que ganha o sustento de sua família vendendo bolsas e chapéus para os poucos turistas ocasionais não tem nada contra a praia de nudista e nem a presença de gays na região. Perguntada sobre a questão, ela afirmou que “para quem gosta de se refrescar, está ótimo”. Já a sua neta Alessandra Gonçalves, disse “para quem não tem dinheiro para comprar biquíni, está ótimo”. Ambas relataram a falta de investimento para movimentar a economia local. O Grupo Gay da Bahia quer promover a Vila de Massarandupió como um destino turístico na região, convidando gays, lésbicas e simpatizantes de todo o mundo para visitarem a cidade e curtir a praia. “A praia é mar aberto, é lindíssima” declarou Oseas Santana, presente na caravana gay. A iniciativa do GGB coincide com a criação do Grupo de Naturistas Salvador que atende pelo e-mail marcelo99894748@gmail.com e pelo fone (71) 99989.4748 ainda sem sede provisória em Salvador. Todos os domingos o grupo organiza passeio para a Vila de Massarandupió a iniciativa deverá ser durante todo o verão. Das pousadas até a Praia das Dunas são cerca de 3km. Deu até samba para cordelista O protesto gay na praia de Massarandupió inspirou o poeta Jotacê Freitas a editar o cordel “os gays que quebraram o pau numa praia da Bahia”. Leitura divertidíssima, fruto da imaginação genial do artista. O fim da história dada pelo autor diz o seguinte: ficar nu não é pecado, só é crime se atentar contra o pudor e os bons costumes, se exibir em qualquer lugar. Sou poeta popular e não posso admitir discriminação nenhuma, preconceito é ruim contra preto, pobre e fêmea, gays, lésbicas e afins. É isso aí, valeu Jotacê. Serviço Pousada Naturista (75) 3402 4012 – 71 9988 8077Alameda dos Coqueiros s/n – Massarandupió, Entre Rios, BAPousada Santo Antônio (75) 3402.4042 (71) 9145.1590 – (71) 9980 0286Alameda dos Coqueiros s/n – Massarandupió, Entre Rios, BA.

O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (João, 8:32)

O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (João, 8:32) 1) Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes lingüísticas: Homo (do Grego, significando “igual”) e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado. Elementar, irmão! 2) A prática do amor entre pessoas do mesmo gênero, porém, é muito mais antiga que a própria Bíblia. Há documentos egípcios de 500 anos antes de Abraão, que revelam práticas homossexuais não somente entre os homens, mas também entre Deuses Horus e Seth. Segundo o poeta e escritor Goethe, “a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade”. Certamente, cada tempo com sua experiência singular, mas com o mesmo direcionar de desejo: o igual. 3) No antigo Oriente, a homossexualidade foi muito praticada. Entre os Hititas, povo vizinho e inimigo de Israel, havia mesmo uma lei autorizando o casamento entre homens (1.400 antes de Cristo). Como explicar, então, que, entre as abominações do Levítico, apareça esta condenação: “O homem que dormir com outro homem como se fosse mulher, comete uma abominação, ambos serão réus de morte” (Levítico, 18:22 e 20:12). Segundo os Exegetas (estudiosos das escrituras sagradas), fazia parte da tradição de inúmeras religiões de localidades circunvizinhas à Israel, a prática de rituais homoeróticos, de modo que esta condenação visa fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si. Prova disto é que estes versículos condenam apenas a homossexualidade masculina: teria Deus Todo Poderoso se esquecido das lésbicas ou, para Javé, a homossexualidade feminina não era pecado? Considerando que, do imenso número de leis do Pentateuco, apenas duas vezes há referência à homossexualidade (e só à masculina), concluem os exegetas que a supervalorização que os cristãos conferem a este versículos é sintoma claro e evidente de intolerância machista de nossa sociedade, um entulho histórico, e não um desígnio eterno de Javé, do mesmo modo que inúmeras outras abominações do Levítico, como os tabus alimentares (por exemplo, comer carne de porco) e os tabus relativos ao esperma e ao sangue menstrual, hoje completamente abandonadas e esquecidas. Por que católicos e protestantes conservam somente a negação contra a homossexualidade, enquanto abandonaram dezenas de outras proibições decretadas pelo mesmo Senhor?. Intolerância machista e ignorância que Freud explica! 4) Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre David e Jônatas?! Eis a declaração do salmista para seu bem-amado: “Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras deliciosamente querido!” (II Samuel, 1:26). Alguns crentes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape. Preconceito primário, pois só as coisas materiais são referidas com a expressão “delicioso”, e não resta a sobra da menor dúvida que David, em sua juventude, foi adepto do “amor que não ousava dizer o nome”. Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio, também homossexual, escolheu o jovem Davi, nu, como modelo de sua famosa escultura de Florença, na Itália. Negar o amor homossexual entre estes dois importantes personagens bíblicos (“amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres”) é negar a própria evidência dos fatos. “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvido, não ouvis?!” (Marcos, 8:18). 5) Pelo visto, embora o Levítico fosse extremamente severo contra a prática da cópula anal (determinando igualmente a pena de morte contra o adultério e o bestialismo), outros livros sagrados revelam maior tolerância face ao homoerotismo. O Eclesiastes ensina: “É melhor viverem dois homens juntos do que separados. Se os dois dormirem juntos na mesma cama se aquecerão melhor” (4:11). Num país quente como a Judéia, o interesse em dormir junto só podia ser mesmo erótico. Portanto, na teoria o Levítico era uma coisa e a prática, desde os tempos bíblicos, parece ter sido outra. “Deus nos fez ministros da nova aliança, não a da letra e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (II Coríntios, 3:6) 6) A destruição de Sodoma e Gomorra? Indagarão alguns. Oferecemos três informações fundamentais e cientificamente comprovadas que, em geral, são propositadamente escondidas e desconhecidas pelos cristãos: 1) não há evidência histórica ou arqueológica que confirme a real existência dessas cidades; 2) este relato é obra dos “Javistas” (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus; 3) a própria destruição da suposta intenção homoerótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades sérias de interpretação, pois quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo “conhecer” como sinônimo  de “ato sexual”. Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento (“yadac” em hebraico), em apenas 10 ela tem significado heterossexual – nenhuma vez o sentido homossexual. A associação do pecado dos “sodomitas e gorromitas” com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a “idade das trevas”. 7) A própria Bíblia e o filho de Deus nos dão a chave para corrigir esta maliciosa identificação de Sodoma e Gomorra com a homossexualidade. Segundo os mais respeitados estudiosos das Sagradas Escrituras, o pecado de  Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade, nunca a violação homossexual. Prova disto, é que todos os textos que aludem à Sodoma no Antigo Testamento atribuem sua destruição a outros pecados e não ao “homossexualismo”: falta de justiça (Isaías, 1:10 e 3:9), adultério, mentira e falta de arrependimento (Jeremias, 23:14); orgulho, intemperança na comida, ociosidade e “por não ajudar o pobre e indigente” (Ezequiel, 16:49); insensatez, insolência e falta de hospitalidade (Sabedoria, 10:8; 19;14; Eclesiástico, 16:8). No Novo Testamento, não há qualquer

As dez coisas babado que o gay deve se lembrar de perguntar quando for ao médico

Imagem meramente ilustrativa De acordo com os levantamentos médicos, os gays procuram mais os serviços médicos do que as lésbicas, mas menos do que a população heterossexual, isso parece estar relacionado com vergonha ou medo de ser discriminada por um profissional. Mas isso não é verdade, os médicos são treinados para responder quaisquer questões, especialmente depois da necessidade de se ter médicos para o tratamento da AIDS e das DSTs entre homens homossexuais. O ideal é que se tenha um médico de confiança que possa ser acessível todas as vezes que for necessário, e que poderá indicar especialistas quando necessário. Os serviços de apoio para a comunidade gay, os serviços médicos de universidades, os postos de saúde podem ser muito úteis para se auxiliar a procura de profissionais acessíveis. Estamos colocando ao final os telefones de alguns médicos, serviços, ONGs, Organizações Governamentais, nomes de serviços que possam ser úteis.Caso você se sinta discriminada ou tenha alguma queixa não hesite em procurar o Conselho Regional de Medicina do seu estado, ou o Conselho Federal de Medicina- telefones e sites no fim. O mais importante é que qualquer pessoa independente da sua orientação sexual tenha acesso às condições adequadas de saúde.         Em último caso manda um email ou telefona para nós que tentaremos te auxiliar da melhor forma possível. De acordo com a Associação Médica para Gays e Lésbicas (Gay and Lesbians Medical Association-GLMA), toda vez que forem ao médico os gays devem sempre lembrar de fazer as seguintes perguntas: 1-AIDS e HIV. Como todo mundo sabe, os gays são ainda um grupo com comportamento de risco para se adquirir o HIV em relações sexuais. Claro que isso mudou muito desde o aparecimento da doença. Mas sempre é algo que devemos falar e perguntar para o médico.Devemos lembrar que as duas coisas mais importantes aqui são: só a camisinha impede a transmissão do vírus, e que hoje em dia os tratamentos para controle do vírus são muito eficazes e gratuitos no Brasil, e que quanto mais cedo uma pessoa souber que é portadora do vírus, melhor vai ser. 2-Uso de drogas O consumo de drogas entre gays é algo a considerar. Aqui se incluem os “poppers”, maconha, ecstasy e anfetaminas. Todas têm efeitos colaterais sérios e podem levar a dependência, além de ser muito contra indicadas para quem é portador do HIV. Há relação direta entre o uso de drogas e a infecção por HIV. Os índices de depressão e ansiedade são maiores na população gay do que na população em geral. Isto está associado principalmente a dificuldade muitas vezes de se assumir perante a família e sociedade. Os índices de suicídio entre adolescentes gays é também maior do que em outros adolescentes, pelos mesmos motivos. Por isso se você se sentir deprimido, triste, ansioso, comendo muito, ou muito pouco, tendo problemas com sono, procure um médico ou psicólogo. Os gays apresentam ainda alguns problemas de depressão e ansiedade relacionados com a dificuldade de se manter relacionamentos estáveis, mas cada vez mais há profissionais da área da saúde que podem auxiliar. Homens que mantém relações sexuais com homens apresentam um risco bem maior de se infectar pelos vírus da hepatite. Esta infecção pode ser fatal, ou levar a condições como a cirrose ou câncer de fígado.As hepatites A e B já tem vacinas, o que é uma obrigação de todo gay tomar, mas a hepatite C ainda não e a única forma de se evitar qualquer uma delas é a prática de sexo seguro. As DSTs são mais frequentes em homens gays, algumas tem tratamento médico (gonorréia, sífilis, clamídia, sarna, etc.) e outras ainda não (hepatites, AIDS, HPV).A única forma efetiva de prevenção é a visita regular ao médico e o uso da camisinha. Devido as práticas sexuais, ao uso de hormônios anabolizantes , e a falta de exames periódicos os gays podem estar mais sujeitos a contrair estes tipos de câncer do que homens heterossexuais. O meio mais eficaz para se prevenir e identificar precocemente estes cânceres é a visita regular ao médico para realização de exames. Além disso qualquer alteração anal ou sexual e urinária deve ser vista por um médico. 7. Alcoolismo Muitos estudos médicos têm sido realizados nos últimos anos buscando as causas que levam os gays a apresentarem um maior consumo de bebidas alcoólicas e maiores índices de alcoolismo do que heterossexuais.Uma taça de vinho tinto por dia está relacionada como um fator de proteção para doenças cardiovasculares, mas parece que a necessidade de aceitação social, o tipo de vida noturna e o uso das bebidas alcoólicas como forma de se desinibir estão entre os principais fatores de risco para o alcoolismo entre gays. 8. Tabagismo Estudos americanos mostram que homens gays fumam até 50% mais do que heterossexuais.Os principais problemas relacionados com o tabagismo são: câncer de pulmão, doenças cardíacas, aumento da pressão arterial, impotência, entre outras.     Nos Estados Unidos e na Europa já há várias campanhas para prevenção para o tabagismo entre gays. 9.Atividades físicas e dietas. Os problemas com a imagem corporal são uns dos mais frequentes entre homossexuais do sexo masculino.Este excesso de preocupação com a imagem corporal leva os gays a apresentarem maiores índices de desordens alimentares como a bulimia(comer e vomitar) e anorexia (magreza extrema às custas de dietas muito rigorosas).     As atividades físicas regulares, especialmente as aeróbicas, como corrida e natação, são excelentes fatores de promoção à saúde, mas entre os gays há um consumo muito grande de hormônios esteróides anabolizantes, com intuito de se aumentar a massa muscular, que podem levar a sérios problemas de saúde como cirrose, hepatite, câncer de próstata, fígado e ginecomastia.     Por outro lado, há também um grande número de gays sedentários e obesos, que podem levar ao aparecimento de doenças como diabetes, infartos e hipertensão. De todas as doenças sexualmente transmissíveis que os gays podem adquirir, o vírus do papiloma humano, que causa lesões anais e genitais popularmente conhecidas como “ crista de galo”  ou condiloma, estão entre as mais perigosas.     O papiloma anal

Racismo dentro da comunidade homossexual ainda é grande

Vale a pena ler de novo Luiz Mott e Marcelo Cerqueira Um bate bola com Marcelo Cerqueira. Militante, homossexual e negro ele afirma que brancos e negros se relacionam sexualmente, por amor, ou mesmo por interesse. E mais, o militante diz que o preconceito na maioria das vezes é contra o feio, mas que o povo gay em geral é mais aberto para sexo, confira entrevista concedida a revista GOLD. Há 19 anos passados! 1 – EXISTE, NA SUA OPINIÃO, ALGUM PADRÃO DE PREFERÊNCIA SEXUAL OU COMPORTAMENTO, DENTRO DO UNIVERSO GAY MASCULINO RASILEIRO, QUE COSTUME MARGINALIZAR OS NEGROS? OS GAYS BRASILEIROS AINDA SEGUEM AQUELE PADRÃO MEIO NEOCLÁSSICO DE BELEZA, DE BARBIES BRANCAS E DEPILADAS? Na minha opinião existe uma variação muito grande por tipos e preferências no universo gay. Na observação empírica, embora possa ocasionalmente dizer que tem uma preferência fixa em determinado tipo na prática a depender do momento e da hora o contato sexual acontece com qualquer um, inclusive mutilados. Esse modelo clássico grego é minoritário e mesmo quem pratica com raça diferente pode abrigar um certo racismo teórico. Socialmente esculhamba, mas depois não resistem. Faz ou sublima muito, vive mais da festa do que do banquete. No geral os gays são mais abertos para realizar suas fantasias. 2 – SE OS NEGROS SÃO DE CERTA FORMA “REJEITADOS” PELO ESTEREÓTIPO DE BELEZA GAY, E PORTANTO, RELEGADOS A UM SEGUNDO PLANO COMO POSSÍVEIS PARCEIROS, VOCÊ CONSIDERA QUE CULTIVAMOS UMA CERTA HERANÇA (RANÇO) EUROPÉIA DE MODELO SEXUAL? OU QUAIS SERIAM OS POSSÍVEIS MOTIVOS DESSA MARGINALIZAÇÃO? Os negros não se encaixam nessa ideal de beleza criado por alguns motivos. O que o se procura é o gênero masculino seja que cor tenha. No caso da herança européia e quando há opção o branco predomina. Porém, de outro lado à imagem do negro intrinsecamente relacionada ao poder da masculinidade e isso é muito forte. Os negros são de classes sociais mais baixas, portanto teoricamente são muito mais machos socialmente e na cama que os brancos. É uma grande confusão que se faz na cabeça deixando o signo substitui a realidade. O que o outro gay macho não gosta é da bicha negra “fresca” e ainda passiva. Mas também não gosta da bicha branca na mesma situação. A discriminação mesmo é com a bicha efeminada. Nas salas de bate papo a preferência é por não efeminados. 3 – EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS ESSA “REJEIÇÃO” COSTUMA ACONTECER?Quando há extrema frescura ou quando há uma pressão social muito forte, família e amigos racistas. Sexo e afeição são dois sentimentos diferentes. O orgasmo é clandestino, exigente, exótico, é uma experiência nova, tomou banho lavou tá novo e ninguém toma banho de afeição que é mais lenta e permite o raciocínio. Já quando você pensa em um relacionamento mais duradouro, ai vem o racismo e o preconceito. 4 – EXISTE TAMBÉM DENTRO DO UNIVERSO GAY AQUELE ANTIGO MITO, EMOLDURADO PELO MAIS SEXISTA DOS PRECONCEITOS, DE QUE O NEGRO SERIA UM “EXCELENTE AMANTE”, TEM “PAU GRANDE”, ETC, ETC, ETC? QUE OUTROS MITOS, POSITIVOS OU NEGATIVOS, SÃO ASSOCIADOS AO HOMEM NEGRO GAY NO BRASIL? Este mito vem de África passando pelo Brasil colonial e chega aos nossos dias, é exótico, erótico não é rel. Parece que na experiência prática os negros tem pau grande mesmo de dez homens, sete são bem dotados. Como também pelo outro lado tem o glúteo maior, canela mais fina. Não é 100% é claro, mas o mito faz o marketing, atiça a curiosidade, o tesão e a vontade. É um grande trunfo que temos entre as pernas e por isso nos habilita a entrar no mercado da carne em uma posição superior. Isso é maravilhoso em uma cultura machista e competitiva que sinaliza o pênis como instrumento de poder concreto. Nessa cultura quem tem pênis tem tudo e quem tem pênis grande teoricamente tem mais poder sobre as coisas reais. 5 – VOCÊ PRÓPRIO, OU AMIGOS NEGROS, JÁ SOFRERAM NA PELE O FATO DE TEREM SIDO PRETERIDOS COMO AMANTES OU PARCEIROS POR SEREM NEGROS? PODE CITAR ALGUNS CASOS, DAR UM DEPOIMENTO? COMO VOCÊ LIDA COM ISSO? Eu sou casado com um homem branco filho de italiano com mãe portuguesa. De todo o meu rosário de amantes tive poucos negros. Não significa que não estou disponível. Sempre fui assediado pelos homens brancos, gosto disso e acho um bom instrumento de poder fantástico. 6 – QUE OUTROS TIPOS DE HOMENS GAYS, ALÉM DOS NEGROS, COSTUMAM SER PRETERIDOS, NA SUA OPINIÃO? VOCÊ TEM ALGUM PRECONCEITO NA HORA DE ESCOLHER PARCEIROS? No geral os gays são muito mais abertos a novas e exóticas experiências sexuais que os heterossexuais. Acho que existe um preconceito contra os extremamente feios seja qual raça for. Talvez quem sofra mais o estigma seja o Japonês pelo mito do pênis pequeno, mas não deixa de despertar a curiosidade, a pele lisa, os cabelos pretos, os olhos puxadinho. Eu mesmo, não posso negar tenho curiosidade de ir para a cama com um japonês. Aqui na Bahia é difícil, mas acredito que eles apresentam dificuldades sexuais com os negros.7 – QUAL É, NO SEU PONTO DE VISTA, O LIMITE ENTRE A PREFERÊNCIA SEXUAL DO HOMEM GAY E O PRECONCEITO?Um elemento definidor desse preconceito é o culto ao corpo. Ouço meus amigos musculosos dizerem que não transam com quem não seja malhado. Teoricamente porque manter um corpo definido e trabalhado custa caro. Esse caras gastam tanto dinheiro e tempo com o corpo que este torna-se um bem muito precioso e para dividi-lo somente com outro igual ou melhor, eu ouço tanto isso. 8 – COMO VOCÊ VÊ ATUALMENTE A QUESTÃO DOS NEGROS GAYS, DENTRO DO UNIVERSO CULTURAL EM QUE ESTÃO INSERIDOS? HOUVE AVANÇOS? DE QUE ORDEM? Acho que a homossexualidade ainda é um grande tabu para os negros. Isso por causa da fama de masculinidade que herdamos. Aqui em Salvador, eu mesmo já ouvi a expressão “além de preto viado” e “tá sujando a raça negão”. Mas isso é no mundo inteiro, eu estava em Nova Iorque com o meu companheiro e os negros de lá

Conselho LGBT+ de Salvador convoca entidades para Eleição de Titulares e Suplentes

Da redação do GGB O Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (CMLGBT+), vinculado à Secretaria Municipal da Reparação – SEMUR, está convocando de 06 a 19 de março as entidades com reconhecida atuação no campo da promoção da cidadania e defesa dos direitos da população LGBT+ para participarem do processo eleitoral que escolherá titulares e suplentes das entidades representantes da sociedade civil, que atuarão no biênio 2024/2025. Poderão concorrer para ocupar uma das 13 (treze vagas) representantes das OSC sem fins lucrativos formalmente constituídas com cadastro no CNPJ, OSC não Personificadas ou de Fato e Ativistas Individuais dos Direitos Humanos da População LGBT com atuação comprovada há 02 (dois) em Salvador. No ato do preenchimento da ficha de inscrição o responsável deve informar os nomes do titular e suplente e marcar a categoria que deseja representar. Regularmente inscrito passa a ter o direito a dois votos para votar e ser votado. A eleição vai acontecer de forma presencial no dia 14 de março, das 9h às 12h nas instalações do Centro LGBT Vida Bruno, Rio Vermelho. O Regimento Eleitoral de escolha de representantes da sociedade civil para compor o Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (CMLGBT+), para um mandato de 02 (dois) anos, é contado a partir da posse dos eleitos. O Conselho foi instituído através do Decreto nº 26.053 de 19 de maio de 2015, pelo então prefeito ACM Neto. Categorias As vagas serão preenchidas por representantes das entidades distribuídas conforme: a)    01 (uma) representação do segmento de Mulheres Lésbicas e/ou Bissexuais; b)    01 (uma) representação do seguimento de Mulheres Travestis e Transsexuais; c)    01 (uma) representação do segmento de Homens Trans; d)    01 (uma) representação do segmento de Homens Gays e/ou Bissexuais; e)    01 (uma) representação do segmento de Pessoas com Deficiência LGBT+; f)     01 (uma) representação de Ativista Independente LGBT+; g)    01 (uma) representação do segmento de pessoas Negras LGBT+; h)    01 (uma) representação do segmento Redes e Fóruns LGBT+; i)     01 (uma)representação do segmento Sindicatos e Entidades de Classe, que atuem junto à população LGBT+ mediante comprovação das ações realizadas; j)     02 (duas) representações do segmento de Paradas do Orgulho LGBT+; k)    02 (duas) representações de Grupos e Núcleos de Pesquisa de Instituições de Ensino Superior, com notório trabalho em sexualidade, diversidade sexual e de gênero, bem como referente aos direitos da população LGBT+.

Pela gratuidade da adequação de nome e gênero das pessoas trans, travestis e não binárias

Imagem meramente ilustrativa. Marcelo Cerqueira, artigo. Um levantamento realizado pelos Cartórios de Registro Civil da Bahia mostrou que o número de pessoas que adequaram o nome e gênero no registro civil, no estado totalizam mais de 500 atos realizados, sem a necessidade claro, de processo judicial, muito menos comprovação de cirurgia de transgenitalização, os dados são até novembro de 2023. Os números da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen), passados seis anos do Provimento 73/2018, do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) que as adequações passaram a ser feitas livremente pelas interessadas nos cartórios ainda são tímidos e não refletem a realidade das pessoas trans, travestis e não binárias em todo o Estado. Fazer a retificação, hoje é fácil, não é algo simples, uma pessoa comum enfrenta muita dificuldade para juntar todas as peças que são certidões públicas, documentos pessoais, comprovante de endereço, xerox e originais mais de vinte que juntas, na sequência deve encaminhar à Casa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública da Bahia para obter a gratuidade no processo. O procedimento exige pagamentos de taxas públicas a Defensoria Pública, ainda bem, consegue anistiar fazendo mutirões em parceria com diversos órgãos públicos e sociedade civil. Se o acesso tivesse a gratuidade, muito mais pessoas estariam se beneficiado a com a isenção do pagamento cobradas pelo custo de serviços prestados pelos Cartórios de Protesto, 1,2,3,4 e Cartórios Registro Civil das Pessoas Naturais, para emissão da nova certidão, considerada como segunda via. O Estado de Minas Gerais oferece gratuidade dos custos de cartório para retificação de nome e gênero de pessoas transgênero em situação de vulnerabilidade. Retificar o nome e gênero na certidão de nascimento das pessoas travestis, trans e não binárias, pretas, pardas, periféricas é possibilidade de uma vida de inclusão social, profissional, cultural e com segurança. Uma pessoa que fez a retificação passa viver e interagir melhor com a sociedade. A pessoa passa a ter o direito à autodeterminação de gênero é fundamental para a dignidade das pessoas, a retificação promove o bem-estar emocional das pessoas trans, travestis e não binárias, reconhecendo e validando sua identidade. A igualdade perante a lei é um princípio fundamental, e permitir a retificação contribui para a construção de sociedades mais justas e inclusivas. Contribui para a segurança pessoal, apresentar um documento anterior à transição, com o nome morto, pode colocar o indivíduo em um risco maior de sofrer violência. Documentos que não condizem com a identidade de gênero vivida podem expor as pessoas trans a situações potencialmente perigosas, retificação contribui para prevenir conflitos e proteger contra possíveis situações de violência ou assédio. Só pessoas maiores de 18 anos podem retificar, menores mesmo com autorização dos tutores, só com processo judicial. Um paradoxo, porque sinais da transgeneridade que começa a partir dos 8 anos e aos 15 a pessoa já tem convicção do que é. Onde receber informações– Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno/SEMUREndereço: Av. Oceânica, 3731 – Rio Vermelho, SalvadorTelefone: (71) 3202-2750– Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da População LGBTQIA+ do Estado da BahiaAvenida Joana Angélica, Nº 1312, Sala 305. Nazaré. Salvador/Bahia(71) 99725-4468 *Marcelo Cerqueira é coordenador Municipal das Políticas Públicas de Cidadania e Direitos Humanos LGBT. Ativista do Grupo Gay da Bahia.