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Grupo Dignidade completa 30 anos de história – 14 de março 2022

O Grupo Dignidade está completando 30 anos de trabalho em prol da cidadania plena e dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos (LGBTI+), tanto em Curitiba e no Paraná, como no âmbito nacional. Para comemorar seus 30 anos, o Grupo Dignidade fará uma cerimônia de homenagem, conferindo o Prêmio Aliad@s a pessoas e instituições que têm contribuído muito com a causa dos direitos humanos da comunidade LGBTI+ nesse período. O que é Grupo Dignidade?O Grupo Dignidade é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Foi fundado em 1992 em Curitiba, sendo pioneiro no Paraná por ser o primeiro grupo organizado no estado a atuar na área da promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais (LGBTI+). Em seu primeiro estatuto constava entre as finalidades “promover a organização dos grupos homossexuais do Brasil em uma Confederação”. Desde o início, foi atuante neste sentido e, junto com outros grupos da época, ficou à frente do processo de formação de entidades LGBTI+ locais e nacionais, como a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) em 1995 e a rede que passaria a ser a Aliança Nacional LGBTI+ em 2009. Foi a primeira organização LGBTI+ no Brasil a receber o título de Utilidade Pública Federal, por decreto presidencial em 05 de maio de 1997, e sua atuação sempre ocorreu tanto no nível local como no âmbito nacional. Nas palavras do seu idealizador, fundador e atual diretor executivo, Toni Reis, “Comemorar os 30 anos do Dignidade é comemorar a superação de muitas adversidades. Perdemos algumas batalhas, mas ganhamos a guerra contra o estigma, o preconceito, a discriminação e a violência. Mesmo assim, ainda temos muitos desafios pela frente.” Serviço A cerimônia de entrega do prêmio será realizada às 19 horas do dia 14 de março de 2022 no Cine Passeio, na Rua Riachuelo, 410, Centro, Curitiba-PR. Em anexo segue fotos históricas do Grupo Dignidadehttps://drive.google.com/drive/folders/1EbeeRPrY6AAAb96y2lRnDp0hkrNXb8R4?usp=sharing Entrevistas:Toni Reis (41) 996028906Fundador e Diretor Executivo do Grupo Dignidade Lista de homenageados pelo Prêmio Aliad@s: Deputado Estadual Goura Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraná Vereadora Professora Josete Senador Flávio Arns Marcela Prado (in memoriam) Márcio Marins (in memoriam) Dr. Dálio Zippin (in memoriam) Deputada Federal Christiane de Souza Yared Deputada Federal Gleisi Hoffmann Juno Ebanx Mirum Deputado Estadual Michele Caputo Neto Fundação Cultural de Curitiba Prefeitura Municipal de Curitiba Ministério Público do Paraná Defensoria Pública do Estado do Paraná Vereadora Carol Dartora Profa. Dra. Araci Asinelli Universidade Federal do Paraná Deputado Federal Dr. Luciano Ducci Coletivo Cássia Deputado Federal Gustavo Fruet Vereadora Maria Leticia Dr. Rosinha Tina Simpson Supremo Tribunal Federal Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis / SVS / MS UNAIDS Brasil Maite Schneider Bruna Ravena Bárbara Bueno Deputado Estadual Professor Lemos Simón Cazal Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social – SUDIS do Governo do Paraná Proud@Renault

Lições que uma repórter aprendeu com o GGB.

Cleidiana Ramos. Salvador, 28 de Fevereiro 2020. Minhas primeiras informações sobre o Grupo Gay da Bahia (GGB), essa instituição que comemora aniversário em constante ebulição e atualização, veio por linhas tortas. Eu pensava, mas ainda não tinha certeza sobre virar jornalista porque no final do curso de magistério em 1991 estava mais nítido o desejo de me tornar uma religiosa de uma congregação católica. Neste período trabalhava em uma farmácia em Iaçu, que pertencia ao meu irmão, e, como ele e meu pai tinham o hábito de comprar jornais, passei a ver as referências ao GGB associadas ao seu então presidente Luiz Mott, mas por meio de ofensas na coluna de cinema de A Tarde assinada por José Augusto Berbert de Castro.Mesmo sem nenhum contato direto com as pautas do movimento de defesa da cidadania da naquela época chamada comunidade GLS (Gays, Lésbica e Simpatizantes) eu já me indignava com as ofensas de Berbert a Luiz Mott. Achava tudo aquilo um desaforo e me perguntava como era possível um jornal veicular textos naquele formato. Sou de uma família, ainda bem, sempre vinculada à defesa de questões progressistas e contra todos os tipos de exclusão.Como o projeto de virar religiosa não se concretizou, o plano de carreira no jornalismo me arrebatou. Em questão de seis meses eu saí de um convento para a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom- Ufba), o que me levou de volta ao hábito de ler jornais. E lá estava o GGB novamente em pautas de cidade sobre as campanhas de prevenção ao HIV/AIDS, mas também em outros embates de Luiz Mott. Lembro-me, especialmente, do burburinho em torno do seu casamento com Marcelo Cerqueira e as reportagens dos jornais, inclusive uma que registrou que no dia da celebração a terra tremeu na Bahia.Em 1998 eu me tornei membro da equipe de A TARDE com apenas algumas semanas de graduação. Olha a coincidência. E foi nesta redação que vi, gradativamente, a mudança em relação ao GGB, o fim dos ataques a Mott a partir de suas providências, inclusive recorrendo a instituições internacionais e conheci mais de perto o GGB. Em um primeiro momento o contato era por meio de relatos de colegas que faziam matérias, como a campanha para que gays também tivessem acesso a uma praia de naturismo, ações de conscientização em relação a direitos e prevenção especialmente de HIV/Aids até que finalmente fui escalada para cobrir, em um Carnaval, o Baile de Fantasia gay.Ali eu me apaixonei profundamente pelo evento. Adorei a exibição das fantasias do luxo mas também aquelas que não perdiam o vínculo com o deboche do começo da festa que depois soube ser o embrião do evento: o movimento realizado nas escadarias do Palácio de Esportes. O Baile de Fantasia Gay durante o Carnaval, na Praça Municipal, era um dos eventos que eu pedia para cobrir. Tudo era sempre instigante, como a empolgação de um público misto, ou seja, formado pela comunidade LGBTQUIA+ e famílias inteiras com uma presença significativa de crianças e sem manifestações de ódio.Eu, uma mulher negra e cis, assim como pelo ofício de repórter fui amadurecendo reflexões em relação às questões étnico-raciais sem perceber também aprendi muito com o GGB. Destaco especialmente o quanto o ativismo pode ser feito de muitas nuances, ou seja, denunciar a homofobia, as lesbofobia e a transfobia e as tantas violências que elas produzem é revolução assim como lutar pelo direito à frequência em uma praia ou ser inserido na programação oficial do Carnaval. O que não se faz com discurso ou passeata não significa de menor importância.Desejo, portanto, ao GGB vida longa com capacidade de renovação sempre em modo polêmico, mas eficaz. Com estratégias variadas também se faz uma boa revolução.Cleidiana Ramos e jornalista e doutora em antropologia.

PARABÉNS AO GRUPO GAY DA BAHIA PELOS 42 ANOS.

Nessa comemoração de 42 anos do GGB eu quero declarar a minha admiração e respeito por esse grupo um dos mais antigos do Brasil, e muito ativo ainda. Foi em 1991 que me aproximei do grupo convidado por Luiz Mott depois de ter recebido indicação das travestis que trabalhavam na prostituição para ser a pessoa que faria o trabalho voluntário de distribuir preservativos grátis um dos projetos que o grupo coordenava naquele período. Fui e não parei mais.Comecei a freqüentar o GGB ativamente nas reuniões noturnas duas vezes por semana na Rua do Sodré, e conseqüentemente iniciei a minha formação política nesse processo constante de aprendizado. O grupo me abriu as portas para fazer outras atividades interagindo sempre com os coordenadores e os freqüentadores do grupo, até que em 1995 fundou-se a ATRAS – Associação de Travestis de Salvador. O GGB mudou-se para o Pelourinho e lá continuamos desenvolvendo os nossos trabalhos, especificamente com a população de travestis e executando projetos importantes para as travestis como os de capacitação profissional e de prevenção as ISTs/Aids.O GGB sempre atuou muito próximo das travestis e eu posso imaginar aqui enquanto escrevo nas muitas atividades que desenvolvemos juntos, nas cumplicidades que desenvolvíamos durante as jornadas de trabalho com o resto da equipe. Sempre foi uma equipe muito pequena para o tamanho das atividades do grupo, o que não impedia de maneira alguma o desenvolvimento de todos os projetos. Tinha além de cumplicidade muita força de vontade em tudo o que os coordenadores atuavam.Quantas pessoas passaram por nossas mãos e atenções, quantos materiais, folders e preservativos foram distribuídos gratuitamente, quantas horas de palestras, entrevistas e formações nós que estávamos no papel de coordenadores fizemos? Incontáveis… Quantas paradas, quantos concursos de fantasias de carnaval, quantas sessões de cinemão nas praças, quantas manifestações?É GGB Feliz Aniversário! Desejando que outros 42 anos sejam a meta futura e que você consiga do alto da sua existência continuar reagindo a toda e qualquer forma de discriminação, sempre atento às mudanças e coadunando com elas, proporcionando quando oportunas novas formações aproximando a militância LGBTQIA+ rumo a um futuro de mais inclusões, e muitas resistências.Siga firme e forte na defesa da sua missão e obrigada por ter aberto às suas portas para essa travesti que mesmo distante às vezes estará sempre disposta para contribuir com o seu fortalecimento institucional KEILA SIMPSON – TRAVESTI 56 ANOS

GGB, 42 anos de Lutas

Por Vinicius Jacob A canção “A Massa”, de Raimundo Sodré e Jorge Portugal, passa a mensagem do poder que as mãos têm de mudar e transformar as vidas das pessoas ao declamar da mão que “amassa a comida, esculpe, modela e castiga a massa dos homens normais”. Hoje comemoramos os 42 anos do Grupo Gay da Bahia, uma entidade de defesa dos direitos do LGBTs, que foi fundado no dia 28 de fevereiro de 1980, pelo antropólogo e professor universitário Dr. Luiz Morre.Mas, o que tem haver as mãos com essa história? A mão que castiga foi o estopim para que outras mãos modelarem essa entidade que vem salvando vidas há exatos 42 anos. Conta o fundador do GGB, que em uma bela tarde estava com seu namorado, assistindo ao Pôr do Sol no Porto da Barra, quando foi suspendido por um homofóbico, que ao perceber que se tratava de um casal de gays, o agrediu com uma bofetada no rosto. Essa atitude violenta, da mão que agride, foi o estopim para a fundação GGB.Em 1980, graças também a infame ditadura militar instaurada em 1964, a sociedade baiana vivia sob o espectro do medo, sentimento esse que moíam as esperanças de muitos, e principalmente dos LGBTs, considerados na época como cidadãos indesejados. Essa falta de visibilidade transformava de forma inconsciente essas pessoas, as tornando, “…mansos meninos domados, massa de medos iguais…”, impossibilitando assim, reações e lutas por dignidade e visibilidade.Para terem uma ideia de como eram as perseguições e agressões, os travestis não podiam sair as ruas vertidas de mulher, que logo eram agredidas e perseguidas por populares e pela polícia, inclusive punidas com prisão, tudo em nome da moral e dos bons costumes.Estimulados e reagido a esse clima de terror social, 17 pessoas entre estudantes, professores e jornalistas, se reuniram em um apartamento no bairro da Federação em pleno carnaval de 1980, e começaram a esculpir e modelar com suas mãos o Grupo Gay da Bahia.Aquele “…gemido calado, a sombra do mal-assombrado é a dor de nem poder chorar…”, encontrou nessas 17 pessoas do brado forte para denunciar as barbaridades praticadas contra os LGBTs, violências essas que segundo o fundado do GGB, era, na época, uma política de estado.Nesses 42 anos de lutas, o GGB, embora com muitas dificuldades, vem acumulando vitórias, salvando milhares de vidas, estimulando ações de combate a homofobia, e principalmente, sendo o principal responsável pelo direito de liberdade de expressão. Graça a essa atitude de combate a lgbtfobia, nenhum crime, que infelizmente ainda se pratica contra os LGBTs, ficam sem ser denunciados, e seus criminosos quando pegos, condenados pela justiça.*Trechos da música “a massa” foi usada como referência.

28 de Fevereiro, Dia da Afirmação Gay

O calendário arco-íris no Brasil tem nova data a celebrar: 28 de fevereiro, Dia Nacional da Afirmação Gay! A data foi proposta pelo antropólogo e decano do movimento LGBT no Brasil, Luiz Mott, e contou com apoio de importantes entidades e lideranças gays do país. A data é para lembrar  as  contribuição históricas de homens gays para o avanço da cidadania do arco-íris, fortalecer a autoestima e consciência política de homossexuais masculinos e marcar a importância de políticas públicas para o segmento. A data faz homenagem 28 refere-se ao dia de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 1980 por Luiz Mott, Professor Titular de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, Doutor pela Unicamp, Mestre pela Sorbonne e Licenciado em Ciências Sociais pela USP.Dentre vitórias históricas lideradas pelo GGB estão a despatologização da homossexualidade no Brasil em 1985, cinco anos antes de a Organização Mundial de Saúde fazer o mesmo; e o veto à chamada ‘cura gay’ pelo Conselho Federal de Psicologia, em 1999, o que tornou o Brasil o primeiro do mundo a impedir essa prática.” O outro resgate histórico é o nome do dia, que rememora o Somos – Grupo de Afirmação Homossexual. 

Grupo Gay da Bahia promove exposição para celebrar o Dia da Afirmação Gay.

O dia 28 de Fevereiro foi instituído como o Dia da Afirmação Gay por se tratar da data de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), a primeira ONG de defesa dos direitos dos homossexuais do Brasil e da América Latina a divulgar o termo GAY, e a entidade de Direitos Humanos que mais lutou e continua lutando pela cidadania dessa comunidade. Para celebrar o Dia da Afirmação Gay, comemorado em 28 de fevereiro, o Grupo Gay da Bahia (GGB) promove, de 28 de fevereiro a 7 de março, a exposição  Franceses Escritores – Influências na Afirmação Gay no Brasil. A abertura da exposição será no dia 28 de fevereiro, às 14h, na Alameda Luis Gama, doShopping da Bahia, e as visitas podem ser realizadas das 9h às 21h, gratuitamente. Para compor a exposição, de acordo com o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, “foram selecionados cinco escritores franceses, reconhecidamente homossexuais, que, ao longo do Século XX, tiveram importância fundamental no surgimento da consciência e afirmação LGBT no Brasil, com inúmeras obras literárias traduzidas para o português, além de terem contribuído para a inclusão da homossexualidade como tema acadêmico e artístico, também em nosso país”. Os autores selecionados e que compõem a exposição são André Gide (Paris, 1869-1951), Marcel Proust (1871-1922), Jean Cocteau (1889-1963), Jean Genet (1910-1986), Michel Foucault (1926-1984). Ainda segundo Marcelo, “esses entre outros autores colaboraram significativamente para elevar a homossexualidade à condição de tema acadêmico, abrindo caminho para que escritores e artistas brasileiros abordassem um dos maiores tabus na nossa sociedade: ‘o amor que não ousava dizer o nome’.” A exposição apresenta também importantes nomes de cientistas brasileiros que contribuíram para a causa LGBT no Brasil. São eles: Estácio Luiz de Valente Lima, médico forense e professor baiano (1897 -1984), que em 1934 publicou o livro “A Inversão dos Sexos”, com diversos estudos de casos sobre pessoas transgêneras. Maria Theresa de Medeiros Pacheco, médica baiana que participou da 43ª Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990, e declarou seu voto favorável à exclusão da homossexualidade da lista de doenças ou transtornos mentais, suprimindo-a do Código Internacional de Doenças (CID-10). Luiz Roberto de Barros Mott,Professor titular de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, doutor pela Unicamp, mestre em Etnologia pela Sorbonne e Licenciado em Ciências Sociais pela USP. Fez pesquisas e descobertas notáveis nos arquivos de Lisboa, como a carta de denúncia ao Santo Oficio da Inquisição, de um escravo que se travestia com vestes femininas, na Rua da Ajuda, no Centro de Salvador, em 1591. Tratava-se de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti do Brasil.Mott também encontrou em suas pesquisas, o primeiro índio, “Tibira do Maranhão”, executado pelo crime de sodomia. Encontrou também Felipa de Souza, que após ser sentenciada como lésbica, foi açoitada pelas ruas centrais da velha Salvador, enquanto era lido em alta voz seu crime: “namorar outras mulheres.” O professor Edvaldo Souza Couto, quesistematizou dados de uma longa pesquisa realizada pela equipe do Grupo Gay da Bahia, e o trabalho resultou na publicação do livro “Transexualidade: o corpo em mutação”, publicado pela editora do GGB. Foi o primeiro livro publicado sobre o tema no Brasil. A exposição conta com a parceria do Grupo Quimbanda Dudu, Embaixada da França no Brasil e do Consulado Geral em Recife, Shopping da Bahia, e integra uma série de atividades promovidas pelo GGB, para celebrar o aniversário da entidade. Serviço:Exposição Franceses Escritores – Influências na Afirmação Gay no Brasil Abertura: 28 de fevereiro, às 14h Período de exposição: 28 de fevereiro a 7 de março Local: Alameda Luis Gama, Shopping da Bahia, Camininho das Árvores. Acesso gratuito Responsável: Grupo Gay da Bahia Informações: Marcelo Cerqueira (71 99989-4748)

Exposição Virtual Carnavalesco baiano Evandro de Castro Lima, luxo e glória.

Salvador, 23 de fevereiro de 2022. Do GGB.  O Grupo Gay da Bahia (GGB) para comemorar 102 anos da memória do carnavalesco baiano Evandro de Castro Lima, finalidade de celebrar a sua história no momento que seria o Carnaval de Salvador de 24 de fevereiro a 1 de março de 2022.  Evandro se estivesse vivo teria 102 em 29 de janeiro de 2022. Evandro nasceu em Salvador em 29 de janeiro de 1920 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 24 fevereiro de 1985. Ele era formado em advocacia, mas foi consagrado como figurinista, bailarino e carnavalesco, não só do Rio, mas do Brasil. Ele foi um homem muito bonito e de gestos finos, apesar disso ganhou fama de valentão na velha São Salvador, porque precisava se defender contra quem não gostava do seu jeito de ser e de viver. Evandro foi mal compreendido na Salvador da época por sua orientação sexual, assim, como muitos para poder viver e ser feliz, se exilou no Rio de Janeiro.Com isso a Bahia perdia e o Rio recebia uma pessoa que mais tarde se transformaria na persona das artes e do carnaval carioca sendo referência para todo o Brasil. A sofisticação, gosto pelo luxo, a sua fama e glória conquistou os corações dos cariocas e da mídia da época.  A exposição tem finalidade de trazer de volta a memória do carnavalesco para a sua terra, a cidade de Salvador, agora mais inclusiva e humana. Expor sua arte para a cidade e as novas gerações terem a oportunidade de conhecer a trajetória desse grade artista.  Conhecer esse carnaval de luxo e a arte dos figurinos de Carnaval, conhecer o criador e a criatura. As criações e as glorias dos concursos dos bailes de carnaval.  A exposição constará de fotos do Concurso de Fantasias LGBT+ do Carnaval de Salvador, categoria luxo, realizado pelo Grupo Gay da Baia na segunda-feira de Carnaval, na praça Municipal com apoio da Prefeitura do Salvador e Saltur, há mais de 20 anos consecutivos.  Ainda como registro o Grupo Gay da Bahia (GGB), sugere ainda a Câmara Municipal a nomeação de logradouro público ou novos circuito de Carnaval com o nome do artista, assim como fez a cidade do Rio de Janeiro, dando o seu nome, ainda em vida, há uma rua no Recreio dos Bandeirantes, no bairro da Tijuca.

MORTES VIOLENTAS DE LGBT+ NO BRASIL

RELEASE RELATÓRIO DO GRUPO GAY DA BAHIA, 2021 300 LGBT+ sofreram morte violenta no Brasil em 2021, 8% a mais do que no ano anterior: 276 homicídios (92%) e 24 suicídios (8%).  O Brasil continua sendo o país do mundo onde mais LGBT são assassinados: uma morte a cada 29 horas.  Esses dados se baseiam em notícias publicadas nos meios de comunicação, sendo coletados e analisados pelo Grupo Gay da Bahia, que há 40 anos divulga essas tristes estatísticas, cobrando do governo políticas públicas que erradiquem essa mortandade que vai muito além desses números, pois representam apenas a ponta de um iceberg de ódio e sangue. Panorama  Nacional O Nordeste foi a região onde mais LGBT tiveram morte violenta, 35% dos casos, seguida do Sudeste (33%). É a primeira vez que o Sudeste concentra tantos óbitos: mais do que a soma total das demais regiões, Sul, Norte e Centro-Oeste. Não há regularidade sociológica que explique essa e muitas das ocorrências, como também, por exemplo,  a redução das mortes nos meses de primavera. São Paulo é o estado onde ocorreu o maior número de mortes, 42 (14%), seguido da Bahia com 32, Minas Gerais com 27 e Rio de Janeiro, 26. Acre e Tocantins notificaram apenas um assassinato e Roraima foi o único estado sem registro.  A capital mais perigosa  para o segmento LGBTI+ em 2021 foi Salvador (12 mortes), seguido de São Paulo, com 10 ocorrências. Salvador, com aproximadamente 3 milhões de habitantes, registrou duas mortes a mais que São Paulo, 12 milhões, risco portanto de um LGBT baiano ser vítima de morte violenta é 3\4 superior ao de um paulistano. Segundo o Prof.Luiz Mott, fundador do GGB:  “Nós sempre dizemos que Bahia deve rimar com alegria e não com homofobia! Um povo tão alegre, hospitaleiro, que aplaudiu quando Daniela Mercury e Mãe Stela de Oxossi se assumiram lésbicas, mas que ao mesmo tempo é  capaz de tanta violência contra os LGBT. Triste Bahia!” Perfil das vítimas Com exceção de 2020, quando pela primeira e única vez a morte violenta de transgêneros ultrapassou a dos gays, também em 2021, como nas últimas quatro décadas, os gays são em termos absolutos, o grupo mais atingido pela violência letal. Em 2021, os homossexuais masculinos voltaram novamente a ocupar o primeiro lugar no ranking de mortes de LGBTI+: 153 gays (51%), seguidos das travestis e transexuais com 110 casos (36,67%), lésbicas com 12 casos (4%), bissexuais e homens trans 4 casos (1,33%), uma ocorrência de pessoa não binária e um heterossexual, este último confundido com um gay. Quanto à cor das vítimas de mortes violenta, 28% eram brancas, 25% pardas, 16% pretas e apenas uma indígena. No tocante à idade, a vítima mais jovem foi uma travesti de 13 anos e o mais velho, um gay de 76 anos. 47% dos LGBT estavam na flor da idade, entre 20-39 anos. Segundo o Prof. Domingos Oliveira, responsável pela coleta e sistematização desses dados, “o descaso da polícia e desleixo dos jornalistas em registrar com precisão as informações básicas indispensáveis para identificação dos LGBT assassinados, é um aspecto da homotransfobia cultural que macula nossa sociedade, além de dificultar  uma análise mais profunda e completa dessas mortes violentas.” Ao todo foram citadas 44 profissões\ocupações, incluindo praticamente todos os setores econômicos, demonstrando a presença de indivíduos LGBT em todas as classes sociais e níveis de renda, de profissionais liberais a recicladores, predominando travestis profissionais do sexo e gays professores, estudantes e cabeleireiros. No que se refere à causa mortis, foram documentados 276 homicídios (92%) e 24 suicídios (8%). Registramos 34 gays (11%) que sofreram latrocínio, infração penal mais grave que os homicídios, já que nesses casos, os assassinos mataram para roubar os pertencentes da vítima.  Quanto ao local dos assassinatos, 36% ocorreram na residência do LGBT, 32% em logradouros públicos, mas também em estabelecimentos comerciais, locais ermos, na orla marítima e matagais. Via de regra gay e lésbica são mortos dentro de casa enquanto travestis e transexuais na rua. Nestas sangrentas e covardes execuções, 28% foram perpetradas com armas brancas (faca, facão, tesoura, enxada – chegando até a 95 facadas!), em seguida, 24% com armas de fogo, 21% de espancamento e estrangulamento, incluindo asfixia, tortura, atropelamento doloso. Para o Dr.Toni Reis, da Aliança Nacional LGBTI+, parceiro do GGB nessa pesquisa, “os requintes de crueldade como muitos dessas execuções foram cometidas, demonstra o ódio extremo dos criminosos, que  não contentes em matar, desfiguram a vítima lavando no sangue derramado sua homofobia assassina.” Na conclusão, o Grupo Gay da Bahia indica cinco propostas a curto prazo para erradicação das mortes violentas de LGBT no Brasil, destacando a urgência de educação sexual e de gênero em todos níveis escolares, aplicação exemplar dos dispositivos legais de criminalização do racismo homotransfóbico, políticas públicas que garantam a cidadania plena desse segmento e apelo para que as vítimas de tais violências reajam e denunciem sempre todo tipo de discriminação. O prof. Marcelo Cerqueira, Presidente do GGB enfatiza: “é vital que que todos os LGBT sigam atentamente as dicas sugeridas no texto em anexo,  “Gay vivo não dorme com o inimigo”, sugestões práticas, um verdadeiro manual de sobrevivência para não ser a próxima vítima.” Veja aqui o Relatório integral Para maiores informações: Luiz Mott, 71-9874-64830 Domingos Oliveira, 75-9974-5948 Toni Reis, 41-9602-8906

Travestis impedidas com violência de trabalharem na Orla de Salvador.

Um suposto militar da Aeronáutica, não quer a presença delas no local. Salvador, 2 de Fevereiro de 2022 Uma denúncia feita ao Grupo Gay da Bahia (GGB), nessa noite de terça-feira, 1, pela travesti profissional do sexo que se identificou como Arielly Michely Santos da Silva, 29 anos, relatando violências sofridas por um suposto homem militar da Aeronáutica que vem atuando na Orla, só ou acompanhado, para praticar violências contra as profissionais do sexo. Arielly relata que estava na Avenida Oceânica, na altura do Bairro de Itapuã, quando foi surpreendida pelo oficial que, com uma barra de ferro na mão, começou a lhe agredir, causando ferimentos na sua coxa, intimidando-a para que ela deixasse o lugar, denominado como “ponto”. As travestis profissionais do sexo sempre trabalharam nesta área da Orla, preferido por elas por não ter fluxo de familiares e ser uma via urbana de acesso rápido. A travesti agente comunitária de saúde, Ranela Márcia, relatou ao GGB, no último dia 28 de janeiro, que foi impedida de realizar as ações de prevenção do projeto PrEP trans de Profilaxia Pré-Exposição.“Nós viemos realizar uma ação, estamos praticamente cercadas pelo pessoal da Vila Militar, que estão agredindo as meninas que trabalham na rua”, conta Ranela. Ainda segundo ela, “a rua é pública e não tem nenhuma casa com porta para a Orla, além de ter um muro de cerca de 2 metros”, conclui Ranela Márcia, informando ainda que a situação já foi informada à 12ª Delegacia de Polícia Civil, indicando o nome do agressor, suposto oficial da Aeronáutica, e nenhuma providência foi tomada até agora. O Grupo Gay da Bahia se coloca do lado das profissionais do sexo, sobretudo porque o cidadão é livre, inclusive para se prostituir. O GGB considera que as travestis estão sendo vítimas de transfobia por parte dos agressores, especialmente porque a atividade não é realizada na presença das famílias, e sim em um via pública de acesso rápido. A entidade oferece denúncias a Aeronáutica, ao Ministério Público da Bahia para apurar a situação, porque tem o entendimento de que agressão a um grupo de mulheres travestis que estão se prostituindo tem relação com a condição social delas. O GGB não ouviu a outra parte por não ter o contato.