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FÉ, AMOR E RESISTÊNCIA NA 22ª PARADA LGBT+ BAHIA!

Fé

Em meio à explosão de cores, alegria e a potente energia da 22ª Parada LGBT+Bahia uma mensagem em particular ecoa com uma força avassaladora e um profundo simbolismo: “Sou Gay, Jesus Me Ama!” Essa frase, carregada em cartazes por corações que pulsam por igualdade e aceitação, transcende um simples slogan. Ela é um ato de profunda reafirmação pessoal e coletiva. É a manifestação de que a espiritualidade e a identidade LGBT+ não apenas podem coexistir, mas florescer juntas em uma declaração de amor incondicional e divino. Historicamente, a comunidade LGBT+ tem sido alvo de discursos de ódio e exclusão, muitas vezes justificados por interpretações religiosas. Contudo, esses cartazes desmantelam preconceitos, reivindicando um espaço de acolhimento e reafirmando uma verdade fundamental: o amor, em sua essência mais pura, é universal e inclusivo. A presença de indivíduos LGBT+ declarando sua fé e identidade simultaneamente na Parada da Bahia é um convite à reflexão. É um chamado para questionar dogmas que segregam, para abraçar uma compreensão mais ampla da espiritualidade que celebra a diversidade e para reconhecer que a dignidade humana é inerente a cada ser, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Essas imagens são um lembrete vívido de que a luta pelos direitos humanos e pela visibilidade LGBT+ não se limita a questões políticas ou sociais. Ela permeia a alma, o coração e a busca individual por um sentido de pertencimento e amor pleno. É a coragem de ser autêntico em todas as dimensões da existência. Que essa poderosa manifestação de fé e resiliência inspire mais diálogos, mais pontes de compreensão e, acima de tudo, mais amor e respeito em todas as esferas da nossa sociedade. A Bahia, mais uma vez, mostrando a força da sua gente e a riqueza da sua diversidade!

Oslo Pride é homenageado por impacto global de sua campanha cinematográfica

OSLO PRIDE

XVII Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia homenageia Oslo Pride pelo impacto global de sua campanha cinematográfica Salvador, 04 de setembro de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), referência na luta pela cidadania e direitos da comunidade LGBTIAPN+ na América Latina, tem a honra de premiar, na 17ª edição do Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia, o festival Oslo Pride. A homenagem acontece amanhã, 5 de setembro de 2025, às 16h30, no Arquivo Público Municipal de Salvador, e reconhece a significativa contribuição do festival norueguês ao promover a inclusão e o orgulho LGBTQIA+ por meio de uma inovadora campanha cinematográfica que viralizou globalmente. A campanha, gerada a partir de um curta-metragem, destacou a bandeira do arco-íris como um símbolo universal de acolhimento, visibilidade e respeito. De forma simples e profundamente tocante, o filme trouxe à tona histórias humanas conectadas pela luta por dignidade e igualdade. A mensagem tocou milhões de pessoas ao redor do mundo, reafirmando a relevância da arte como um veículo poderoso de transformação social e celebração da diversidade. “A escolha de homenagear o Oslo Pride foi unânime e estratégica. Este festival não apenas inspira a luta pelos direitos LGBTQIA+ globalmente, mas também desafia barreiras culturais ao utilizar o cinema como ferramenta para espalhar uma mensagem de amor, respeito e inclusão. O filme, que viralizou, já é um marco cultural e solidário,” destacou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Além de representantes locais, estarão presentes autoridades internacionais, publicitarios e ativistas ligados ao Oslo Pride para receber a honraria e compartilhar suas perspectivas sobre o impacto da campanha. A cerimônia se une à vibração da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ de Salvador, transformando o mês de setembro em um marco para a celebração da diversidade e dos direitos humanos. O tema desta edição do prêmio, “Envelhecer Sem Vergonha. Com Orgulho!”, reflete o comprometimento do GGB em valorizar toda a trajetória de vida da população LGBTI+, especialmente dos idosos, que protagonizam importantes capítulos de resistência Sobre o GGB:Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia é a organização LGBTQIA+ mais antiga da América Latina, dedicada à promoção dos direitos humanos, inclusão, igualdade de gênero e combate à discriminação. Serviço: O quê: XVII Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ Bahia Quando: Sexta-feira, 5 de setembro de 2025, às 16h30 Onde: Arquivo Público Municipal (Rua Portugal, s/n – Comércio, Salvador/BA) Entrada: Aberta ao público 17th Cultural Merit Order Award for LGBT+ Diversity Bahia honors Oslo Pride for the global impact of its film campaign Salvador, September 4, 2025 – The Grupo Gay da Bahia (GGB), a key organization advocating for the rights and citizenship of the LGBTIAPN+ community in Latin America, is proud to honor the Oslo Pride festival during the 17th edition of the Cultural Merit Order for LGBT+ Diversity Bahia Award. The ceremony will take place tomorrow, September 5, 2025, at 4:30 PM at the Arquivo Público Municipal de Salvador, recognizing the Norwegian festival’s significant contribution to promoting LGBTQIA+ inclusion and pride through an innovative film campaign that achieved global virality. The campaign, centered around a short film, highlighted the rainbow flag as a universal symbol of welcome, visibility, and respect. In a simple yet profoundly moving manner, the film brought to light human stories united by the struggle for dignity and equality. Its message resonated with millions worldwide, reaffirming the importance of art as a powerful vehicle for social transformation and the celebration of diversity. “The decision to honor Oslo Pride was both unanimous and strategic. This festival not only inspires the global fight for LGBTQIA+ rights but also challenges cultural barriers by utilizing cinema as a tool to spread a message of love, respect, and inclusion. The film, which went viral, is already a cultural and solidarity landmark,” highlighted Marcelo Cerqueira, president of GGB. In addition to local representatives, international authorities, filmmakers, and activists affiliated with Oslo Pride will be present to receive the honor and share their perspectives on the campaign’s impact. The ceremony aligns with the energy of the 22nd Salvador LGBT+ Pride Parade, making September a significant milestone for celebrating diversity and human rights. This year’s award theme, “Aging Without Shame. With Pride!”, reflects GGB’s dedication to valuing the entire life journey of the LGBTI+ population, particularly the elderly, who have played key roles in resistance movements. About GGB:Founded in 1980, the Grupo Gay da Bahia is the oldest LGBTQIA+ organization in Latin America, committed to promoting human rights, inclusion, gender equality, and combating discrimination. Event Details: What: 17th Cultural Merit Order for LGBT+ Diversity Bahia Award When: Friday, September 5, 2025, at 4:30 PM Where: Arquivo Público Municipal (Rua Portugal, s/n – Comércio, Salvador/BA) Admission: Open to the public

GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

Madrinhas: Ângela e Léo Àquilla GGB Anuncia Ângela Guimarães e Léo Áquila  Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia Salvador, Bahia – 28 de agosto de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), com grande honra e emoção, tem o prazer de anunciar os nomes que brilharão como Madrinha e Padrinhos da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia. O evento, que se consolidou como um dos maiores marcos da celebração e reivindicação de direitos da comunidade LGBT+ no país, está agendado para 14 de setembro de 2025, com concentração a partir das 15h no icônico Farol da Barra, em Salvador. Este ano, a escolha recaiu sobre três personalidades cujas vidas e atuações ressoam profundamente com os ideais de luta, inclusão e visibilidade: Léo Áquilla, Marcos Melo e Ângela Guimarães. Cada um, a seu modo, dedicou sua trajetória à construção de um futuro mais justo e equitativo, tornando-se faróis de inspiração para toda a comunidade. Em, Salvador, direto do Farol da Barra, ela vai executar o Hino Nacional a capela, cantora lírica e umas das habilidade dela. Madrinha Léo Áquilla: A Voz Incansável da Luta Trans e da Empregabilidade Léo Áquilla, mulher multifacetada e notável no cenário brasileiro, transcende a imagem de artista para consolidar-se como uma força política e social forte. Após uma carreira artística brilhante, que a projetou em inúmeros programas de televisão e a tornou sua imagem reconhecida nacionalmente, Léo decidiu, a partir de 2020, redirecionar seu talento e visibilidade para a arena política. Sua convicção era clara: para efetivamente auxiliar a comunidade LGBT+, era preciso ir além da visibilidade e tornar-se uma agente ativa na promoção de mudanças estruturais e sociais que garantam direitos, equidade e inclusão. Dotada de uma formação acadêmica robusta, com graduação em Jornalismo e Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e pós-graduação em Jornalismo Político pela prestigiada PUC-SP, atriz, cantora e pintora. Léo Áquilla demonstrou a capacidade de articular estratégias políticas com profundidade e eficácia. Seu conhecimento multidisciplinar confere autoridade e propriedade ao seu discurso. O ano de 2023 marcou um divisor de águas em sua atuação. Léo foi nomeada Coordenadora Municipal de Políticas para LGBTI+ na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, fazendo história ao se tornar a primeira mulher trans a ocupar este cargo. Com uma atuação incansável e enérgica, Léo Áquilla firmou-se como uma das vozes mais combativas e influentes na luta contra a LGBTfobia no Brasil. Ela não só acolhe denúncias, mas assume a linha de frente em cada caso, utilizando sua plataforma para promover a conscientização, a articulação e o combate às injustiças. Sua influência transcende o ambiente político, alcançando empresas e instituições para desmistificar tabus e promover uma visão ampliada sobre gênero e sexualidade. Entre seus feitos mais notáveis, destaca-se a criação de postos de trabalho exclusivos para a comunidade LGBT+, com um foco primordial em pessoas trans e travestis – grupos historicamente marginalizados no mercado formal. Por essa dedicação, Léo é carinhosamente reconhecida como a “gestora da empregabilidade”, um título que reflete seu empenho em transformar vidas, garantir dignidade e fomentar a autonomia. Sua presença como madrinha da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia é um testemunho de sua resiliência e um convite para que as novas gerações sigam seu exemplo, ocupando seus lugares com conhecimento e determinação. Madrinha Ângela Guimarães: A Força da Interseccionalidade e dos Direitos Humanos Ângela Guimarães, figura de proa na defesa dos direitos humanos e na promoção da igualdade racial e social, assume o papel de madrinha da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, simbolizando a união de lutas e a força da interseccionalidade. Sua marcante atuação como Secretária da SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia), entre 2015 e 2018, e seu compromisso inabalável com a justiça social justificam plenamente esta escolha. Em sua gestão na SEPROMI, Ângela ampliou a visão da secretaria, reconhecendo a intrínseca conexão entre diferentes formas de discriminação. Sua liderança foi crucial para integrar o combate ao racismo com a luta contra o sexismo e a LGBTfobia, promovendo políticas públicas que visavam a construção de um ambiente mais justo e igualitário para todas as populações socialmente vulneráveis, incluindo a comunidade LGBT+ da Bahia. Ângela Guimarães é reconhecida, como uma oradora incrível e por sua excepcional capacidade de diálogo e articulação com diversos movimentos sociais. Mesmo com o foco principal da SEPROMI no combate ao racismo, ela demonstrou sensibilidade notável e abriu canais de colaboração com lideranças LGBT+. Sob sua direção, foram realizados seminários, linhas de crédito financeiros, encontros e campanhas que abordaram a complexa interseccionalidade das discriminações, destacando como o racismo, a homofobia e a transfobia afetam de forma particular indivíduos negros LGBT+. Seu trabalho ativo contra o racismo institucional e a intolerância foi um marco, rompendo estruturas arraigadas e estendendo a luta para incluir a homofobia e a transfobia em serviços públicos e práticas institucionais. Sua dedicação à pluralidade de vozes foi fundamental para trazer as pautas LGBT+ para o centro da agenda de diversos setores da gestão pública estadual. Ângela também é uma defensora incansável das políticas transversais de direitos humanos, articulando ações que reconheciam a interseção entre raça, gênero e sexualidade. Essa abordagem integrada, parte de sua história como ativista, resultou em colaborações valiosas entre secretarias e órgãos, visando atender de forma holística a grupos historicamente negligenciados. A SEPROMI, sob sua liderança, promoveu campanhas de conscientização que impactaram positivamente as questões LGBT+, alinhando pautas como a visibilidade trans, o respeito à diversidade sexual e as urgências das juventudes marginalizadas, ampliando o protagonismo de minorias LGBTrans em espaços públicos e institucionais. Sua defesa da diversidade cultural e religiosa, em especial a valorização das religiões de matriz africana, ecoa diretamente na luta da comunidade LGBT+, especialmente para pessoas trans vinculadas a essas tradições, que frequentemente enfrentam dupla discriminação. Mesmo fora de cargos diretamente ligados à pauta LGBT+, Ângela sempre esteve disposta a amplificar vozes marginalizadas, promovendo espaços de visibilidade, escuta e atuação para diferentes comunidades, conectando diversas lutas com um objetivo comum: o combate

Órgãos públicos vistoriam o circuito do 22º Orgulho LGBT+Bahia

Órgãos públicos vistoriam o circuito do 22º Orgulho LGBT+Bahia, marcada para setembro

Represetantes dos órgãos reunidos no Largo do Farol. Órgãos públicos vistoriam o circuito do 22º Orgulho LGBT+Bahia, marcada para setembro O Grupo Gay da Bahia (GGB) anunciou, em parceria com órgãos públicos, que uma vistoria in loco foi realizada na manhã de hoje no trecho Barra/Ondina, circuito onde ocorrerá o 22º Orgulho LGBT+ da Bahia, no dia 14 de setembro de 2025. O objetivo foi identificar possíveis intercorrências e definir estratégias de segurança para o evento. Este ano, o desfile terá início no Farol da Barra e seguirá até o largo em frente ao Clube Espanhol, na Avenida Oceânica. De acordo com Marcelo Cerqueira, presidente do GGB e CEO do evento, “essa decisão foi tomada em consonância com o desejo do público, que optou por acompanhar os trios até esse ponto, garantindo mais conforto e segurança para todos.” A vistoria contou com a participação de representantes de diversos órgãos municipais e estaduais, como: Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP) Secretaria Estadual de Turismo (SETUR) Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia (SERIN) Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) Secretaria Municipal da Mobilidade (Semob) Transalvador Secretaria Municipal de Saúde de Salvador Salvamar Sedur Codecon Limpurb Tema e Reflexão Social Com o tema “Envelhecer sem vergonha. Com orgulho!”, a edição de 2025 convida a sociedade a refletir sobre as questões enfrentadas pela população LGBTQIAPN+ idosa, como o preconceito, a invisibilidade e a luta pelo reconhecimento do direito à dignidade em todas as fases da vida. O evento promove um espaço de inclusão, representatividade e celebração em um clima de festa, resistência e afirmação. A caminhada reunirá milhares de pessoas, com concentração a partir das 12h e desfile dos trios às 15h. Programação e Importância A programação contará com: Trios elétricos Apresentações artísticas Mensagens de luta pelos direitos humanos Homenagens especiais Reconhecido como um dos maiores atos públicos em defesa dos direitos humanos no Brasil, o 22º Orgulho LGBT+ da Bahia reafirma o protagonismo do estado e da capital em iniciativas pela equidade e respeito à diversidade. Serviço Data: 14 de setembro de 2025 (domingo)Horário: Concentração: 12h Desfile: 15h Local: Circuito Barra/Clube EspanholRealização: Grupo Gay da Bahia (GGB)Patrocínio: Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil e InterPride

Relatório de Midia Julho

Violência Letal contra LGBTQIA+ no Brasil Evidencia Emergência por Políticas Públicas e Resistência da Comunidade 03 de agosto de 2025 — Brasil O Brasil continua sendo palco de uma grave crise de violência contra a comunidade LGBTQIA+, como demonstram os dados recentes divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Em julho, vários episódios trágicos reforçaram a vulnerabilidade dessa população e acenderam um alerta para a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e ações de conscientização. Dados Que Alarmam – De acordo com o Dossiê 2024 do GGB, o Brasil lidera as estatísticas globais de mortes violentas contra pessoas LGBTQIA+. Somente no ano passado, foram registrados 291 assassinatos, sendo 117 contra travestis e mulheres trans e cinco contra homens trans. Essas mortes configuram violência letal alimentada por preconceito, transfobia e homofobia, colocando o Brasil no topo dos países mais perigosos para a comunidade LGBTQIA+. No último mês, casos de destaque evidenciaram esse quadro brutal: Dados preocupantes do GGB indicam que, a cada 28 horas, uma pessoa LGBTQIA+ é assassinada no Brasil, evidenciando a necessidade de monitoramento contínuo e respostas imediatas. Resistência, Memória e Diversidade – Apesar do cenário desafiador, a comunidade LGBTQIA+ tem se mobilizado em prol da visibilidade, resistência e celebração cultural. O Grupo Gay da Bahia, pioneiro na defesa dos direitos LGBTQIA+ no país, tem encabeçado iniciativas transformadoras, como: Exposição “Envelhecer sem Vergonha e com Orgulho” (8 a 30 de setembro): A iniciativa em Salvador homenageia histórias de vida de pessoas LGBTQIA+ idosas, promovendo a reflexão sobre memória, longevidade e orgulho em meio à discriminação. Parada da Diversidade de Teresina 2025: O evento destacou a importância de espaços inclusivos, reforçando a luta por igualdade no Brasil diante de um histórico constante de violência. Guia Ético-Equitativo, abraçado recentemente por órgãos federais, que visa melhorar a inclusão da população LGBTQIA+ nas estruturas sociais e governamentais. Essas ações são uma resposta à violência persistente, criando um espaço para resistência e amplificação das vozes da comunidade LGBTQIA+. O Papel das Políticas Públicas -Embora os movimentos sociais estejam à frente nas lutas pela inclusão e segurança, a falta de dados oficiais sobre violência contra LGBTQIA+ sublinha um apagamento preocupante. Organizações como o GGB continuam a cobrar respostas do governo em forma de monitoramento confiável, combate ao preconceito e garantias de segurança básica. Além disso, a colaboração entre setores públicos e iniciativas da sociedade civil é vista como essencial para reduzir as estatísticas alarmantes. Sobre o GGB – Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é a organização mais antiga da América Latina voltada para a defesa dos direitos LGBTQIA+. Reconhecido por seu trabalho pioneiro em monitoramento de violência, advocacy e promoção de eventos culturais, o GGB segue sendo uma voz crucial para visibilidade e igualdade no Brasil.

Exposição de Fotos LGBT 60+Lindes

Exposição Fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e com Orgulho” – Celebrando o Orgulho e a Diversidade LGBT+

Foto meramente ilustrativa Exposição Fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e Com Orgulho” – Celebrando o Orgulho e a Diversidade LGBT+ Da Redação O Grupo Gay da Bahia (GGB) têm o prazer de anunciar a exposição fotográfica “Envelhecer Sem Vergonha e Com Orgulho”, uma iniciativa vibrante e histórica que integrará a programação oficial da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia e da 9ª Semana da Diversidade Cultural de Salvador. A exposição acontecerá de 8 a 30 de setembro de 2025, no Espaço Xisto Bahia, localizado na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador. “Vamos, juntos, construir a história da resistência e celebrar o orgulho LGBT+! Na cidade” disse Marcelo Cerqueira, coordenador Executivo da Parada. Essa celebração única visa promover a visibilidade, memória e orgulho da comunidade LGBT+, por meio de fotografias que contam histórias individuais e coletivas, em um cenário rico de diversidade e resistência. No dia 8 de setembro, será inaugurada a exposição, ao passo que a tradicional Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia acontecerá no dia 14 de setembro, a partir das 14h, fortalecendo ainda mais a união e a luta por direitos. Convite à Participação Convidamos toda a comunidade LGBT+ 60+ a integrarem esta exposição enviando suas fotografias e compartilhando uma parte de suas vivências! Para participar, basta enviar uma fotografia em alta resolução, preferencialmente na posição vertical, em uma pose à sua escolha – seja individualmente ou acompanhado(a). As imagens selecionadas serão ampliadas nas dimensões de 60×80 cm, contando com uma reprodução profissional de alta qualidade e assinatura artística, fazendo parte dessa impactante exposição. Informações para Envio Os participantes devem enviar seus materiais para o e-mail: inf.grupogaydabahia@gmail.com, até o dia 15 de agosto de 2025. No corpo do e-mail, é essencial incluir as seguintes informações: Memória Afetiva Ao término da exposição, no dia 30 de setembro de 2025, cada participante poderá retirar sua fotografia impressa como uma valiosa memória afetiva de sua identidade e orgulho. Esta é uma oportunidade incrível para celebrar a diversidade de Salvador, preservar memórias da comunidade e reafirmar nosso compromisso com inclusão, respeito e visibilidade. Junte-se a nós e compartilhe sua história! Exposição “Envelhecer Sem Vergonha e com Orgulho”De 8 a 30 de setembro de 2025Espaço Xisto Bahia – Biblioteca Central dos Barris Telefone/WhatsApp de contato é: (71) 98843-0100

Réquiem a Preta Gil

RÉQUIEM A PRETA GIL: POR QUE OS BONS VÃO TÃO CEDO?

Com o coração em frangalhos, o Grupo Gay Bahia chora a partida de uma amiga inesquecível.

Imortal de Corpo Presente na (ABL)

Luiz Mott imortal de corpo presente

IMORTAIS DE CORPO PRESENTE José Marcelo Domingos de Oliveira. Professor, doutor em Ciências Sociais, editor De vez em quando, a história nos envia um recado inesperado, desses que atravessam a epiderme do tempo e chegam direto ao coração de nossa cultura. Foi assim quando li uma mensagem recente de Luiz Mott, pioneiro do ativismo LGBT+ no Brasil, etnógrafo de almas esquecidas, cronista das minorias, poeta dos interditos. Mott, aos 79 anos, lúcido e incansável, perguntava a Lilia Moritz Schwarcz, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), intelectual respeitada e figura influente no mundo editorial, por que ele segue invisível às instituições que celebram a literatura e o pensamento nacional. Referia-se, claro, às Academias de Letras baiana e brasileira. A provocação não é gratuita. “Oi Lilia, tudo bem? Te vi agora na TV na posse da Ana Maria Gonçalves na ABL, elogiando ter ela um livro que foi tema de escola de samba. Se ter livro/personagem descoberto como enredo de escola de samba pode ser critério para se tornar imortal, euzinho tenho três”, escreveu. E enumera, com a ironia fina de quem conhece bem os becos da memória: Rosa Egipcíaca (1ª escritora negra), Esperança Garcia 91ª advogada do Brasil), Xica Manicongo (1ª transexual do Brasil). Três personagens negras, escravizadas, reconstruídas por sua pena incansável, devolvidas à história pelo esforço de um homem branco, gay e nordestino, que aprendeu cedo a dar voz ao que a sociedade tentou calar. Por que, então, Luiz Mott não está onde tantos o reverenciam? Por que a Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897 e a Academia Baiana de Letras, fundada em 1917, com seus fardões bordados e sua obsessão por cânones, ainda ignoram a obra monumental de um dos mais fecundos intelectuais do país? Luiz Mott não é apenas ativista. É autor de mais de trinta livros, entre eles “Rosa Egipcíaca: uma santa africana no Brasil” (1993; 2023), “Bahia: Inquisição e Sociedade” (2010) “O Lesbianismo no Brasil” (1987), “Sergipe Colonial & Imperial” (2008), entre tantos outros. Publicações que não apenas dialogam com o campo acadêmico da antropologia, da história e da sexualidade, mas inauguram campos de pesquisa, desbravam temas interditos, escavam silêncios seculares. É também cronista, memorialista, poeta. Seus textos em jornais baianos, como A Tarde, resistem ao tempo, pois nas entrelinhas lateja um estilo que mescla denúncia, lirismo e erudição popular. Sua escrita não é apenas informativa, mas transformadora. Seu trabalho com as personagens negras esquecidas pela historiografia oficial é comparável ao de historiadores consagrados internacionalmente. E, ainda assim, permanece à margem da legitimação simbólica. Enquanto isso, a mesma Academia que o ignora acolhe figuras como Maria Bethânia e Gilberto Gil, grandes artistas, sem dúvida, mas cuja presença foi reconhecida sem o mesmo escrutínio aplicado àqueles que ousam ser dissonantes. Não há disputa aqui entre música e literatura, mas entre critérios. Se Bethânia é o canto da língua e Gil, o ritmo da palavra, Mott é o corpo da memória. E não há língua sem corpo. Há algo de inquietante nessa recusa reiterada. Como escreveu em sua mensagem, o Departamento de Antropologia da UFBA, onde formou gerações de pesquisadores, também não o indicou ao título de Professor Emérito. A pergunta paira: é homofobia? Ou, talvez, o incômodo que a lucidez de Mott provoca, especialmente quando expõe os mecanismos de exclusão operando dentro das próprias instituições da cultura? O Brasil é mestre em transformar os vivos em fantasmas e canonizar os fantasmas como heróis. Luiz Mott, no entanto, está vivo, escrevendo, pesquisando, intervindo. É um imortal de corpo presente. Não se trata apenas de uma homenagem de fim de carreira, mas de uma reparação simbólica e de um ato de coragem institucional. Reconhecer Mott agora é um compromisso com a diversidade, com a memória crítica do país e com a pluralidade de formas de fazer literatura e pensamento. Seria um presente para todos nós, e para mim, em particular, que me honro como seu afilhado intelectual. Mais do que uma cadeira, Mott merece um trono entre os que refundam a literatura brasileira por outros caminhos, outras vozes, outros amores. Se a Academia deseja continuar a ser relevante, precisa ouvir quem ainda não foi ouvido. E, entre esses, Luiz Mott já grita há mais de meio século. Chegou a hora de escutá-lo.

Pré-Campanha da 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ Bahia

Pré-Campanha da 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ Bahia é lançada com o tema “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!” A 22ª edição da Celebração do Orgulho LGBT+ da Bahia já começou a tomar forma e emocionar! Com o tema “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!”, a pré-campanha da maior manifestação de diversidade e cidadania do estado está oficialmente lançada. Este ano, o foco recai sobre as vivências e resistências das velhices LGBT+, reforçando o direito à dignidade, ao afeto, à visibilidade e ao orgulho em todas as fases da vida. A celebração principal acontece no domingo, 14 de setembro de 2025, às 15h, no Farol da Barra, em Salvador. A concentração tem início às 12h, com shows no tradicional Palco da Diversidade armado no Largo do Farol entre os monumentos Edifício Oceania e o Farol, o percurso tradicional do Carnaval entre a Barra e Ondina, um espaço da cidade simbólico que há anos acolhe corpos, histórias e bandeiras diversas. As peças da pré-campanha retratam casais LGBT+ idosos em momentos de carinho, liberdade e plenitude, desafiando estigmas e apagamentos históricos que ainda cercam as velhices da nossa comunidade. As imagens circulam nas redes sociais e veículos de imprensa como um convite ao debate, à participação e ao reconhecimento da longevidade LGBT+ com respeito e visibilidade. A campanha oficial do evento está em fase de finalização pela agência baiana Propeg, com previsão de lançamento em agosto. A parceria entre a Propeg e o Grupo Gay da Bahia (GGB) é uma história de sucesso, já premiada nacionalmente. Em 2024, a agência venceu a categoria “Valor Social” da 46ª edição do Prêmio Profissionais do Ano, da TV Globo, com a marcante campanha “Demissão”, da 20ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia. O filme aborda a necessidade de ambientes inclusivos nas empresas. Neste ano, seguimos fortalecendo o protagonismo das populações LGBT+ mais velhas e celebrando a pluralidade das nossas trajetórias. O lema é claro: ninguém solta a mão de ninguém – nem aos 60, 70 ou 80 anos. Envelhecer com orgulho é um ato político! SERVIÇO Evento: 22ª Celebração do Orgulho LGBT+ da Bahia Tema: “Envelhecer sem vergonha, com orgulho!” Data: 14 de setembro de 2025 (domingo) Concentração: A partir das 12h Local da Concentração: Palco da Diversidade – Barra/Ondina Horário da Caminhada: 15h Ponto de Encontro e Largada: Farol da Barra https://www.instagram.com/reel/DL_c0MdNWrN/?igsh=a3o5NXg1N2I4cGx3

Domingo (6) Dois Bairros da Cidade Recebem Paradas LGBT+

Começa neste domingo o calendário de Paradas do Orgulho LGBT+ nos bairros de Salvador, com programação que se estende até dezembro A capital baiana inicia neste domingo (6 de julho) a sua tradicional maratona de eventos em celebração ao orgulho LGBT+, espalhados por diversos bairros até o primeiro domingo de dezembro. São mais de 50 eventos previstos, reunindo as comodidades para celebrar a diversidade com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação, que acompanha todas as edições. Neste domingo, a programação será aberta oficialmente com a 2ª Caminhada da Diversidade de Mussurunga, conhecida como A Parada que Mussurunga abraça, a Caminhada que Mussurunga quer. A concentração está marcada para as 14h30, na Colina de Mussurunga, próximo ao Assaí. Entre as atrações confirmadas estão Léo Kret do Brasil, fazendo participação especial, Dinho Comunidade, Jully Mota e performances de música eletrônica a partir das 15h, na Rua Eurico Costa Coutinho, no Largo da Colina de Mussurunga. A Caminhada é organizada pela Associação Cores da Vida, fundada há três anos por Daiana Galiza, mulher trans e ativista com sala no Centro Social Urbano de Mussurunga, desenvolvendo projetos voltados para a população LGBT+. Daiana relata que a inspiração para criar a associação surgiu a partir da experiência vivida no grupo Adamor, em São Sebastião do Passé, reforçando a importância de ocupar espaços públicos e garantir visibilidade à comunidade LGBTrans. No mesmo dia, acontece também a 6ª Parada LGBT do Vale da Muriçoca, a partir das 14h. O evento contará com a abertura do DJ Edy Ferraz, shows completos de 7OCARO e do grupo Samba Comunidade, além da participação de Alves071. O evento terá ainda como madrinha oficial, Iana Care, e o padrinho, Marcelo Maia. O calendário dos bairros, que já faz parte da agenda cultural de Salvador, visa descentralizar as ações de orgulho LGBT+, promovendo cultura, arte, cidadania e fortalecendo a luta contra a discriminação. Além dos shows, trios elétricos e apresentações de drags queens, as Paradas dos Bairros também contam com rodas de diálogo e serviços de orientação em direitos humanos, ampliando o alcance das políticas públicas para toda a comunidade. A expectativa é de forte mobilização popular e grande público, já que os eventos reúnem, tradicionalmente, moradores, artistas locais, militantes e simpatizantes, consolidando Salvador como uma das capitais mais acolhedoras e plurais do Brasil. Serviço2ª Caminhada da Diversidade LGBT+ de MussurungaData: domingo, 6 de julhoHorário: a partir das 14h30Local: Concentração na Colina de Mussurunga (próximo ao Assaí)Atrações: Dinho Comunidade, Jully Mota e DJs 6ª Parada LGBT do Vale da MuriçocaData: domingo, 6 de julhoHorário: a partir das 14hLocal: Vale da MuriçocaAtrações: DJ Edy Ferraz, 7OCARO, Samba Comunidade e Alves071