Aprovação de projeto que proíbe discriminação por orientação sexual para doação de sangue é um avanço contra o preconceito, dizem ativistas.
O Senado aprovou na quinta-feira (4) projeto de lei que proíbe a discriminação em função da orientação sexual para doadores de sangue e prevê punição aos infratores. A proposta foi aprovada de maneira simbólica pelos senadores e agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto de lei aprovado pelos senadores tem o objetivo de eliminar regras que proíbam a doação de sangue por homossexuais ou estabelecem uma “quarentena” de 12 meses para homens que mantiveram relação sexual com outros homens. (saiba mais) Ativistas do movimento LGBTQIA+ e HIV/aids receberam com entusiasmo a decisão do Senado. Confira: Cássio Rodrigo – Coordenador de Políticas para LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo “Um passo fundamental em direção à plena cidadania LGBTI+. A proibição de doação de sangue por LGBT, como o próprio STF reconheceu, era discriminatória e inconstitucional. Só espero que a Câmara dos Deputados tenha o mesmo olhar imparcial e democrático ao analisar a proposta, aprovando-a também. Parabéns aos senadores Fabiano Contarato e Humberto Costa pela iniciativa!” Beto Volpe – ativista e escritor “Tardia, mas muito importante decisão que somente poderia ter sido capitaneada pelo brilhante senador Cantarato. Isso irá aliviar a crise dos hemocentros, afinal, sangue gay é sangue bom! E que venha a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, para o desespero dos hipócritas de plantão.” José Carlos Veloso – coordenador da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose “Importantíssima a aprovação do senado, não só uma conquista do movimento LGBTQI+, mas pra todo movimento organizado que luta contra discriminação, preconceito e homofobia nos país.” Toni Reis – diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+ “Ficamos extremamente felizes enquanto militantes, ativistas por este projeto ser aprovado por unanimidade. Isso já está na história do Congresso Nacional. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Foram 25 anos de luta incessante e negociação com todos os governos, os ministros da saúde, muitos ofícios e o Supremo Tribunal Federal, que não foi uma decisão unânime, nos deu esse direito e o Legislativo está garantindo no Senado. Esperamos que a Câmara dos Deputados também aprove, não precisa ser unanimidade, e que o presidente sancione. É uma grande vitória da cidadania, dos direitos humanos e da não discriminação.” Beto de Jesus – country manager AHF Brasil “Na verdade, a proibição de doação de sangue por homossexuais vem em uma esteira de um país que é extremamente preconceituoso e que negou aos homossexuais o direito à cidadania. Ninguém é melhor ou pior por ser homossexual como ninguém é pior ou melhor por ser heterossexual. Eu acho que contribuir, fazer parte como cidadão e doar sangue para preservar vidas é um direito de todas as pessoas. E o sangue deve ser cuidado, sim. Você deve ter cuidado em relação a isso, mas não é o preconceito que vai dar cuidado ao sangue, o que vai dar cuidado ao sangue é a ciência, são os testes, é o tipo de teste que se usa, é como você trata esse sangue. Essa é a questão. O que está em jogo nessa questão no Brasil, que a gente viu durante todo esse tempo, sempre foi uma questão de preconceito em relação aos homossexuais. E não é só para doação de sangue, é para trabalho, para escola, para promoção no serviço, para uma série de outras coisas. Os parâmetros para essas decisões devem ser da ciência e este é um país que rompeu com a ciência nos últimos anos. Isso é extremamente perigoso, porque aí a gente fica fazendo experiências, a gente fica tomando decisões ao prazer das pessoas que têm preconceito, sem levar em consideração que todos nós temos o direito de exercer nossa cidadania e contribuir para o bem maior, no caso aqui, a doação de sangue para as pessoas que precisam. É incrível porque todos os nossos bancos de sangue vivem em uma situação extremamente caótica, faltando sangue em determinados momentos, e a gente está se dando ao luxo de dizer que homossexuais não podem doar. É um projeto importante, aprovado e tem que ser executado e sancionado.” André Fischer – Diretor do Festival MixBrasil e coordenador do Centro Cultural da Diversidade “Antes tarde do que nunca, é uma vitória para nossa comunidade. Essa era uma discriminação extemporânea contra pessoas LGBTQIA+ baseada em preconceitos e ignorância que remontam a época em que a aids era chamada de ‘câncer gay’. Mais importante ainda acontecer agora, como ato de resistência a um desgoverno abertamente lgbtfóbico.” Redação Agência de Notícias da Aids Dica de Entrevista: Cássio Rodrigo E-mail: crosilva@prefeitura.sp.gov.br
“Tem de Bagaça o viado”, Robyssão, 2021, Salvador, Bahia.
Vídeo circula livre nas redes sociais! Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. Salvador, 11 de setembro 2921. Mais uma vez, o cantor Robyssão prática uma ato homofóbico em suas composições. Isso já se tornou uma fixação, uma verdadeira perseguição contra os gays! Cometeu crime de homofobia, é racismo por gayfobia. Isso é crime no Brasil. O cantor está, em sua música, colocando uma realidade que não é exclusiva de clientes gays. Afinal, mulheres e homens cis héteros também pagam profissionais do sexo, masculinos e femininas. Isso é também preconceito aos profissionais do sexo. É uma música extremamente gayfóbica, e ela está circulando na Bahia, impunemente!Cabe ao Ministério Público a Promotoria de Justiça especializada na defesa da população LGBTQIA+ apurar para retirar a música das plataformas, ao tempo que ofereço essa denúncia. Nós, da comunidade LGBT+, queremos músicas que falem de nós. Mas não que incitem ao preconceito. Falem da nossa alegria, das nossas vivências, de nossa felicidade, do nosso mundo colorido e de amor. No cotidiano já sofremos demais sem essas músicas, com elas, que ficam nas mentes como se fosse chiclete, ainda mais! E não precisamos de letras que nos agridam. Queremos cantar a felicidade que a gente traz com a nossa arte. A paz, a alegria, a harmonia, cultura, e a educação, que são características da comunidade LGBT+. A solidariedade, a humanidade, o cuidado com as outras pessoas e o interesse na cultura! Isso a gente que ouvir. Então, por que não faz uma música falando sobre essas coisas? Sobre se respeitar e se amar mais os gays? Seria porque não vende? A violência e o preconceito vendem mais. Isso já sabemos. E esse tipo de música cria muito mais preconceito com a comunidade LGBT+, gera homicídios. Esse tipo de música traz a violência para o campo da comunidade, e isso é muito sério no cotidiano de nossas vidas. Nós temos que combater isso diariamente, dizer que a gente não concorda com isso! É preciso questionar quando esses artistas, autores e divulgadores dessas músicas, usam as redes sociais para pedir não à homofobia, não ao transfeminicídio, não ao crime de LGBTQIAfobia. Esses artistas não usam as redes para defender, e sim desrespeitar. Eles estimulam, cada vez mais, o estereótipo do preconceito, da ideia de que se “bagaça o viado”, ele vai cada vez mais dar dinheiro e objetos para você. A letra faz uma relação com a prostituição, isso no imaginário popular serve para reforçar a ideia de que viado, gay e trans só servem para ser subalternos, invisibilizados, e cada vez mais afasta essas pessoas do convívio em sociedade. As pessoas que simpatizam com esse tipo de estética musical devem perceber que são usadas, e seus corpos são erotizados e objetificados, relacionando a sexualidade à prostituição.Robyssão é um desserviço para a nossa comunidade, não pode seguir fazendo isso impunemente.
Carta Aberta de Toni Reis ao Deputado Federal Rodrigo Maia
Querido Rodrigo Maia, Salvador, 6 de setembro 2021 – Você é um grande aliado dos direitos humanos da comunidade LGBTI+. Nós tivemos vários momentos históricos juntos. Você nos ajudou e contribuiu para o cumprimento do preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Você nos recebeu na residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados para discutir questões LGBTI+. Contribuiu para a votação do projeto de lei que proibiria a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Sempre nos recebeu e nunca nos negou audiência. Você não se omitiu. Agora, a palavra gay em seu significado original quer dizer uma pessoa alegre, feliz, realizada. Em seu significado atual, ser gay é ser um homem homossexual que se assume e exerce sua sexualidade sem se escondê-la, uma pessoa que tem orgulho de ser o que é. A palavra gay para nós é muito valiosa. No caso da pessoa que você teria indícios que tenha desejos e/ou que pratique atos sexuais com pessoa do mesmo sexo, mas que não consegue assumir isso, falamos que essa pessoa é “egodistônica”. É uma pessoa que não está sintonizada com sua libido. Ela não tem identidade gay. Há, inclusive, vários artigos já publicados sobre este assunto que você levantou. Tudo ficará bem, se não tivermos uma comunicação violenta. No mais, continuo admirando você e sua capacidade. Você é um legítimo democrata. *Toni Reis – gay, ativista e militante dessa causa há 37 anos. Doutor em Educação. Casado com David há 32 anos, somos pais de Alyson, Jéssica e Filipe, tudo dentro da lei.
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Salvador, 11 de agosto 2021. Luana Muniz – Filha da Lua estreia nos cinemas dia 12 de agosto O premiado documentário de Rian Córdova e Leonardo Menezes desvenda o mundo da travesti Luana Muniz, a “Rainha da Lapa” Estréia Salvador 12/08 ás 18h Glauber Rocha. Material imprensa: https://tinyurl.com/luanamuniz-filhadalua Facebook: https://www.facebook.com/LuanaMunizFilhaDaLua/ TRAILER: https://youtu.be/QbdlqtRI2IA “Travesti não é bagunça!” O grito ouvido em uma das esquinas da Lapa, quando uma travesti bate num possível cliente, ecoou em milhões de televisores pelo programa “Profissão Repórter” em 2010. A frase virou bordão, letra de funk e agora será ouvida em som “surround” nos cinemas. O documentário Luana Muniz – Filha da Lua revela os bastidores deste episódio e outras polêmicas na vida da Rainha da Lapa, como era conhecida. Luana saiu de casa na adolescência para se prostituir, modificou seu corpo durante a ditadura e trabalhou em diversos países da Europa. Ela não tem papas na língua, quando o assunto é drogas, sexo, violência e mercado de prostituição. Administrava um Casarão na Lapa que hospedava travestis, onde cuidava de comportamento, prevenção e documentação. Sobretudo, se colocava como um exemplo para as outras. E conseguiu impor respeito, num momento em que travestis continuam sendo brutalmente agredidas no país. Não é à toa que era Presidente da Associação de Travestis do Rio de Janeiro. A última temporada da peça “Gisberta”, com Luis Lobianco, prestou homenagem à Luana Muniz. A autora Gloria Perez a citou na novela “A Força do Querer”. E Padre Fabio de Melo fez um famoso sermão inspirado nela. São muitas as histórias curiosas. Desde a aproximação com a cantora Alcione, por conta do trabalho social e do espiritismo, até fofocas engraçadas passadas nos bastidores dos shows, que envolvem atrizes como Luma de Oliveira e Elke Maravilha. A direção fica por conta da dupla Rian Córdova e Leonardo Menezes. Ambos saíram da TV para montar filmes mapeando a cena LGBTQIA+. O primeiro foi sobre a transformista Lorna Washington no filme “Sobrevivendo a Supostas Perdas” em 2016. “Luana é uma daquelas personagens que vivem uma saga de heroína e a gente torce para que ela vire o jogo e vença no final”, destaca Leonardo. “Ela é uma das pessoas mais humanas e contundentes que conheci. Espero que a fome de viver dela inspire as pessoas”, declara Rian. Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões. Ela se dividia entre as performances em cabarés e os programas com clientes. Agora é hora de conhecer sua vida mais de perto. Entre os entrevistados estão a cantora Alcione, o ator Luis Lobianco, o padre Fabio de Melo, o repórter Felipe Suhre, a transformista Lorna Washington e muitos outros. “Luana Muniz – Filha da Lua” conquistou o Prêmio de Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema, Prêmio Escolha do Público no MixBrasil, Prêmio de Melhor Longa para Documentário no DIGO -Festival de Diversidade Sexual e Gênero de Goiás e Prêmio de Reconhecimento do Impact Docs Awards, da Califórnia. O filme estreia nos cinemas dia 12 de agosto. LUANA MUNIZ – FILHA DA LUA Brasil, 78 min, cor, 14 anos Direção: Rian Córdova e Leonardo Menezes Produção Executiva: Rian Córdova e Leonardo Menezes Montagem: Luisa Breda Roteiro: Rian Córdova Direção de Fotografia: Leonardo Menezes Produção: Denilson Vieira e Conceição Gomes Uma Produção: Guaraná Conteúdo Distribuição: Lira Filmes O documentário revela a intimidade de Luana Muniz, autora do bordão “Travesti não é bagunça”. Ela se divide entre a prostituição, o ativismo LGBT e os shows em cabarés. A Rainha da Lapa é conhecida em todo o Brasil pela participação no programa “Profissão Repórter” e sua aproximação inesperada com o Padre Fabio de Melo e Alcione. Diretores: Leonardo Menezes é Diretor de Conhecimento e Criação do Museu do Amanhã e já desenvolveu conteúdo de programas para canais como TV Globo, Canal OFF e Canal Futura. Rian Córdova criou campanhas de eventos como Réveillon de Copacabana, Cerimônias Olímpicas Rio 2016, Copa 2014, além de campanhas para canais como Universal, Discovery e Curta. TROMBONE COMUNICA carol@trombonecomunica.com.br margo@trombonecomunica.com.br
Dia dos pais. Paternidade homoafetiva.
8 DE AGOSTO 2021 Toni Reis* Neste domingo, dia 8 de agosto de 2021, eu e meu marido David vamos comemorar mais uma vez o sonho realizado de sermos pais. Este sonho começou há muito tempo. Lá na minha cidade no interior do Paraná, por uma estratégia para me livrar de ter que casar com uma mulher, decidi ser padre. Graças a Deus, fui convidado a sair da escola dominical! Ainda adolescente, me mudei para Curitiba. Consegui estudar Letras na Universidade Federal do Paraná, inclusive com uma base de vários idiomas modernos. Assim que me formei, fui morar na Europa, primeiro na Espanha, depois na Itália, uma passagem pela França e dois anos na Inglaterra, onde encontrei meu amor com quem vivo há 31 anos. Quando encontrei David na estação de metrô Highgate Station em Londres em 1990, Falei de supetão, “You’ll be my husband forever” (você será meu marido para sempre). Flertamos, namoramos e casamos (pelo menos dez vezes!), até que conseguimos “sujar os papéis”, como dizia minha mãe, com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. Ainda por cima, em 2018 casamos no civil e no religioso na Catedral Anglicana em Curitiba, desta vez acompanhados dos nossos três filhos. Sempre no meu inconsciente queria ser pai, desde a minha adolescência/juventude. No mercado eu amava ver casais passando vergonha com crianças birrentas. Eu pensava comigo mesmo “quero isso para mim”. David também sempre teve vontade de ser pai. Anos depois, em 2000, tomamos a decisão de adotar, e em 2005 demos entrada nos papéis. Foram anos de luta judicial até que o STF nos deu ganho de causa. Mas conseguimos adotar em conjunto dois filhos (Alyson e Filipe) e uma filha (Jéssica), hoje com 20, 16 e 18 anos, respectivamente. Ser pai foi mais que um desejo atávico, um sonho de ambos, uma experiência inarrável numa lauda de papel. Foi a realização de um sonho, de um projeto. Um processo lindo de aprendizagem e de desapego. Ser pai é realmente padecer no paraíso, ver seus filhos e suas filhas aprendendo e desaprendendo sobre amor, autonomia, felicidade e a vida. Neste domingo também, vamos lançar o livro que conta toda essa história, desde nossa infância até formar nossa própria família, e também as impressões de Jéssica, Filipe e Alyson sobre terem sido adotados e a convivência com dois pais gays: “Família Harrad Reis: uma família todas as cores e de todos os amores”. Como diz a música de Almir Sater, parafraseando, cada um tem o dom de construir a sua própria história e ser feliz. Para algumas pessoas, ser feliz é ser famoso, bonito e rico. Para mim, é ser eu mesmo. *Toni Reis é doutor em Educação e presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Famílias Senador Fabiano Contrato e Rodrigo Grobério, seus filhos.
Dendê Futebol Clube da Bahia coleciona vitórias em favor da inclusão de LGBT + no Esporte.
Salvador, 25 de julho 2021 – O Dendê Futebol Clube da Bahia, Participou na manhã deste domingo , hoje às 11h de jogo amistoso contra o Clube Kariokas na cidade do Rio de Janeiro, o placar foi de 5×2, o que não foi motivo de tristeza para o presidente Robson Alves, segundo ele ” Não é apenas Futebol, é inclusão e amizade através do Esporte” disse. O presidente do time Robson Alves, parabeniza todo o esforço do grupo para fazer a viaje ao Rio de Janeiro para este amistoso, sem patrocinadores essa foi primeira derrota fora de casa. Conforme o vice-presidente, Wellington Santos, abrir este espaço nos gramados é o mais importante. ” O amistoso, o placar são que menos importa, as equipes saíram felizes na integração e troca de duas culturas que representa o nosso país, com muita alegria e vontade de crescer o Futebol LGBTQIA+ no Brasil” disse o vice-presidente. Opinião que é compartilhada pelo seu treinador Elivelton Brandão e o capitão da equipe Virgílio Faddul” Não é apenas Futebol é conquista de um espaço que também é dos LGBT+ e não deve haver nenhum tipo de preconceito” afirmou. O Dendê realiza treinos regulares na Arena Champions, terraço do shopping Bela Vista às sextas-feira das 20h às 21h30. Coleciona vitórias importantes em casa, e amistosos na Região Metropolitana de Salvador, Ceará e Sergipe, cidades que possuem times LGBT +.
Entidades LGBTI cobram retratação pública de padre que atacou repórter com discurso homofóbico em missa.
Se não houver retratação, o pároco poderá ser processado por crime de homofobia Rio, 18/06/21 – Do Grupo Arco-íris . O Grupo Arco-Íris e a Aliança Nacional LGBTI+, duas entidades que atuam na promoção, proteção e defesa da comunidade LGBTI+ no Brasil, estão enviando uma notificação extrajudicial ao padre Paulo Antônio Muller, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Tapurah (MT), além da própria instituição religiosa, para que ele se retrate publicamente por seu discurso homofóbico. Durante uma missa, no último domingo (13/6), o pároco se referiu ao jornalista da TV Globo Erick Rianelli com palavras de baixo calão, por conta de um vídeo, de 2020, em que repórteres da emissora apareciam enviando mensagens às parceiras e parceiros pelo Dia dos Namorados. O vídeo em questão voltou a ser compartilhado na internet e foi do RJTV, telejornal transmitido no estado do Rio de Janeiro pela supracitada emissora. Os ataques homofóbicos foram transmitidos nas redes sociais. As duas entidades pró-LGBTI+ pedem que o sacerdote se desculpe na missa do próximo domingo (20). Caso não ocorra a retratação pública, o padre Paulo Muller poderá ser processado por crime de homofobia, com base na Lei nº 7.716/1989 (Lei Antirracismo), que tem equiparação no enfrentamento contra homofobia. “É inadmissível receber declaração de ódio, de homofobia sem reagir. Não admitiremos mais qualquer discurso de ódio contra pessoas LGBTI+. Não se pode confundir liberdade religiosa com incitação ao ódio e a violência. Encaminhamos a notificação extra judicial para que o padre se retrate na missa, ou será processado por crime de homofobia, conforme decisão do STF, que equiparou a LGBTIfobia ao crime de racismo. Amor se responde com amor, ódio e discriminação se respondem com a lei e a justiça”, declara Claudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris e Diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+. Para o ativista católico e presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis “um padre deve representar um pensamento inclusivo, que está muito bem resolvido em Matheus, que é amar ao próximo como a ti mesmo, que é o segundo maior mandamento da Igreja e ele infelizmente ao usar o púlpito da Igreja, disseminando o ódio e a discriminação, desviou o papel de liderança religiosa, que é pregar o amor, a compreensão e a tolerância.” “O fato de a Igreja Católica, assim como qualquer outra denominação religiosa, se opor ao matrimônio homoafetivo, não pode ser interpretado como uma espécie de licença para que um líder religioso dissemine ódio e preconceito contra a comunidade LGBTI+, tampouco faça uso da religião para justificar ou proferir ataques pessoais contra a honra de quem quer que seja. Essa notificação extrajudicial é uma tentativa de solucionarmos o problema pela via diplomática, sem precisar levá-lo à Justiça. O comportamento do padre é grave e lamentável, uma violação aos direitos humanos. Não é apenas sua opinião pessoal, porque na missa ele está representando a instituição na qual faz parte e transmite uma mensagem negativa e perigosa aos fiéis. Num país com elevados índices de agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o sacerdote deveria seguir mais os ensinamentos de Cristo de paz e amor ao próximo”, opinou o advogado Carlos Nicodemos, do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que representa o Grupo Arco-Íris e a Aliança Nacional LGBTI+. Contatos (21) 98351 – 8759 – Cláudio Nascimento (41) 99602 – 8906 – Toni Reis (21) 99635- 9388 – Carlos Nicodemos
GGB divulga Oscar Gay e troféu Pau de Sebo 2021.
Salvador, 18 de junho 21 – Desde 1991, seguindo a trilha do Oscar de Hollywood, o Grupo Gay da Bahia, entidade de utilidade pública municipal de Salvador, divulga pelo 30º ano consecutivo, o OSCAR GAY, premiando com o Troféu Triângulo Rosa as personalidades e instituições que em 2020 deram maior apoio aos direitos humanos dos LGBT+, outorgando o Troféu Pau de Sebo, aos inimigos dos gays, lésbicas e transgêneros.O Troféu Triângulo Rosa relembra o distintivo utilizado pelos nazistas nos campos de concentração para identificar os prisioneiros homossexuais: mais de 300 mil gays foram presos por Hitler por serem “schwul”, viados. Desde então o Triângulo Rosa tornou-se o símbolo internacional do orgulho LGBT+. Pelo segundo ano, participaram da seleção dos premiados além do Grupo Gay da Bahia, o Grupo Dignidade de Curitiba e a Aliança Nacional LGBTI+, contando com assessoria de militantes gays de diversos estados.Quanto ao Troféu Pau de Sebo, explica o jornalista Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia: “Aproveitamos uma tradição irreverente do folclore brasileiro para mostrar o ridículo de ser inimigo dos LGBT: por mais que queiram espezinhar os gays e destruir o movimento de libertação LGBT+, nunca chegam a seu objetivo, caindo e se lambuzando no pau de sebo da intolerância. Mesmo que esperneiem, aumenta a cada ano o número dos LGBT+ assumidos e o apoio dos simpatizantes, além das vitoriosas garantias legais a favor de nossa cidadania.” Prova disso é que o número de simpatizantes homenageados tem sido sempre superior aos homotransfóbicos: nesse certame, 32 X 22.Segundo o historiador Luiz Mott, Decano do Movimento Homossexual Brasileiro, neste ano, infelizmente, coube pela terceira vez a um Presidente da República destaque dentre os que pisaram na bola da cidadania LGBT. Jair Bolsonaro, que no ano anterior associou típico guaraná cor de rosa do Maranhão aos ser “boiola”, utilizou agora uma expressão homofóbica para criticar a necessária cautela na prevenção do Coronavirus, ao dizer que “o Brasil é um país de maricas”! Em 2019 o Presidente disse ser “equivocada a decisão do STF de criminalizar a homofobia’, fazendo também declaração internacional contra o turismo de gays ao nosso país.Quanto ao Troféu Triângulo Rosa, na opinião do Dr.Toni Reis, fundador do Grupo Dignidade de Curitiba e da Aliança Nacional LGBTI+, “consideramos de fundamental importância parabenizar as pessoas e instituições que apoiaram a agenda do Movimento LGBTI+ por incentivarem outros vips e entidades a entrar nessa luta cidadã. Também é crucial apontar e fazer a crítica, a partir de falas, fatos e evidências concretas, daqueles que discriminam nosso segmento. Por isso o Oscar Gay persiste há três décadas construindo cidadania e fazendo história no Brasil! E conhecereis a verdade e a verdade vos liberará…”Ao todo foram contemplados 32 troféus dedicado aos amigos da comunidade LGBT, destacando-se políticos e órgãos públicos de 10 Estados, liderando São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Nesse torneio ocuparam os três primeiros lugares o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo, incluindo também o Governador de Alagoas, o Prefeito de Belo Horizonte e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Alvissareiro o número crescente de padres católicos apoiando os direitos humanos dos LGBT!23 instituições e personalidades receberam o Troféu Pau de Sebo devido a sua oposição à cidadania LGBT, observando-se a mesma predominância de São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo também Bahia, Paraná, Paraíba e Minas Gerais. Ocuparam os primeiros lugares, além do reincidente Presidente Bolsonaro, seu ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o Bispo auxiliar de São Paulo, o jogador Neymar e uma dezena de evangélicos entre artistas, políticos e pastores, ostensivamente homotransfóbicos.De acordo com o último Relatório de Homicídios e Suicídios de LGBT+, em 2020 registraram-se 237 mortes violentas no Brasil motivadas pela homotransfobia.Os diplomas Triângulo Rosa e Pau de Sebo são enviados pelo correio aos indicados. Triangulo Rosa para os amigos dos LGBT Supremo Tribunal Federal por ter considerado inconstitucional proibir a discussão de gênero nas escolas e derrubar portaria do Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde que proibia a doação de sangue por homossexuais; Ministério Público de São Paulo, pela criação do GECRADI, Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, reconhecendo a homofobia como crime de racismo; Defensoria pública do Estado de São Paulo, por condenar Canal Mundo Canibal por homotransfobia; Polícia civil de São Paulo por proibir aos policiais emitir ou compartilhar mensagens que desrespeitem a cidadania LGBT; Governador de Alagoas, Renan Filho, pela criação da Delegacia de combate a crimes contra população mais vulneráveis, incluindo LGBT; Senador Fabiano Contarato, Deputado David Miranda e produtor Igor Albuquerque, pela iluminação do Congresso Nacional com as cores do arco-íris no dia 28 de Julho, Dia do Orgulho Gay; Deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), por defender cota de 10% obrigatória para LGBT em eleições; Deputada Tereza Nelma (PSDB\AL) pela realização da Audiência Pública sobre envelhecimento da população LGBT; Deputado Isaltino Nascimento e da Assembleia Legislativa de Pernambuco pela indicação do militante gay Sandro Cipriano como Patrono da Causa da Diversidade de Pernambuco; Deputado distrital Chico Vigilante e ativista Marcos Silva, pela inclusão da Parada do Orgulho LGBT de Brasília no calendário oficial de eventos do Distrito Federal; Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD-MG), o primeiro a participar da Parada Gay de Belo Horizonte e por condenar homofóbicos no programa Roda Viva; PSOL do Distrito Federal, por derrubar o decreto legislativo que invalidava a punição de discriminação por orientação sexual; Câmara Municipal de Bonito, MS, por vedar a nomeação de pessoas condenadas por crimes motivados também por homofobia e transfobia; Prefeita Maria Izalta da Silva Lopes, de Ibirajuba/PE, pela criação do Conselho Municipal LGBT; Juiz Sandro Lucio Pitassi, do Rio de Janeiro, por condenar ao ex-secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Pastor Ezequiel Teixeira, defensor da cura gay e por associar a homossexualidade a Aids e ao câncer; Arquidiocese do Rio de Janeiro por colaborar com a Prefeitura na busca de abrigo para pessoas trans sem teto; Padre Fabio de Mello, Taubaté, SP, por defender a
Desembargadora Maria Berenice Dias, celebra os 41 anos de GGB.
Salvador, 27/05/21 Desembargadora Maria Berenice Dias @mberenicedias Rio Grande do Sul, ativista em prol a União Homoafetiva. Cumprimenta o Grupo Gay da Bahia pelos 41 anos de ativismo. Assista ao video! Pix (71988430100).Quimbanda Dudu e o endereço da vaquinha: vakynha virtual vaka.me/1807683 ! ❤ https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba
Carlos Tuvfesson celebra 41 anos do Grupo Gay da Bahia.
@carlostufvesson Carlos Tufvessoné coordenador executivo da Diversidade Sexual do Rio de JaneiroEle passa aqui para dar um salve aos 41 anos do Grupo Gay da Bahia. ..GGB 41 ANOS BEM ASSUMINDOS!Muita gente tem uma história com o GGB, uma história bonita de de ouvir….Agora o GGB precisa de sua ajuda para reformar o imóvel da nossa sede no Pelourinho. Doe pelo nosso PIX 71 988430100 ou vakynha virtual vaka.me/1807683 ! ❤ https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba