GGB divulga Oscar Gay e troféu Pau de Sebo 2021.
Salvador, 18 de junho 21 – Desde 1991, seguindo a trilha do Oscar de Hollywood, o Grupo Gay da Bahia, entidade de utilidade pública municipal de Salvador, divulga pelo 30º ano consecutivo, o OSCAR GAY, premiando com o Troféu Triângulo Rosa as personalidades e instituições que em 2020 deram maior apoio aos direitos humanos dos LGBT+, outorgando o Troféu Pau de Sebo, aos inimigos dos gays, lésbicas e transgêneros.O Troféu Triângulo Rosa relembra o distintivo utilizado pelos nazistas nos campos de concentração para identificar os prisioneiros homossexuais: mais de 300 mil gays foram presos por Hitler por serem “schwul”, viados. Desde então o Triângulo Rosa tornou-se o símbolo internacional do orgulho LGBT+. Pelo segundo ano, participaram da seleção dos premiados além do Grupo Gay da Bahia, o Grupo Dignidade de Curitiba e a Aliança Nacional LGBTI+, contando com assessoria de militantes gays de diversos estados.Quanto ao Troféu Pau de Sebo, explica o jornalista Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia: “Aproveitamos uma tradição irreverente do folclore brasileiro para mostrar o ridículo de ser inimigo dos LGBT: por mais que queiram espezinhar os gays e destruir o movimento de libertação LGBT+, nunca chegam a seu objetivo, caindo e se lambuzando no pau de sebo da intolerância. Mesmo que esperneiem, aumenta a cada ano o número dos LGBT+ assumidos e o apoio dos simpatizantes, além das vitoriosas garantias legais a favor de nossa cidadania.” Prova disso é que o número de simpatizantes homenageados tem sido sempre superior aos homotransfóbicos: nesse certame, 32 X 22.Segundo o historiador Luiz Mott, Decano do Movimento Homossexual Brasileiro, neste ano, infelizmente, coube pela terceira vez a um Presidente da República destaque dentre os que pisaram na bola da cidadania LGBT. Jair Bolsonaro, que no ano anterior associou típico guaraná cor de rosa do Maranhão aos ser “boiola”, utilizou agora uma expressão homofóbica para criticar a necessária cautela na prevenção do Coronavirus, ao dizer que “o Brasil é um país de maricas”! Em 2019 o Presidente disse ser “equivocada a decisão do STF de criminalizar a homofobia’, fazendo também declaração internacional contra o turismo de gays ao nosso país.Quanto ao Troféu Triângulo Rosa, na opinião do Dr.Toni Reis, fundador do Grupo Dignidade de Curitiba e da Aliança Nacional LGBTI+, “consideramos de fundamental importância parabenizar as pessoas e instituições que apoiaram a agenda do Movimento LGBTI+ por incentivarem outros vips e entidades a entrar nessa luta cidadã. Também é crucial apontar e fazer a crítica, a partir de falas, fatos e evidências concretas, daqueles que discriminam nosso segmento. Por isso o Oscar Gay persiste há três décadas construindo cidadania e fazendo história no Brasil! E conhecereis a verdade e a verdade vos liberará…”Ao todo foram contemplados 32 troféus dedicado aos amigos da comunidade LGBT, destacando-se políticos e órgãos públicos de 10 Estados, liderando São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Nesse torneio ocuparam os três primeiros lugares o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo, incluindo também o Governador de Alagoas, o Prefeito de Belo Horizonte e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Alvissareiro o número crescente de padres católicos apoiando os direitos humanos dos LGBT!23 instituições e personalidades receberam o Troféu Pau de Sebo devido a sua oposição à cidadania LGBT, observando-se a mesma predominância de São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo também Bahia, Paraná, Paraíba e Minas Gerais. Ocuparam os primeiros lugares, além do reincidente Presidente Bolsonaro, seu ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o Bispo auxiliar de São Paulo, o jogador Neymar e uma dezena de evangélicos entre artistas, políticos e pastores, ostensivamente homotransfóbicos.De acordo com o último Relatório de Homicídios e Suicídios de LGBT+, em 2020 registraram-se 237 mortes violentas no Brasil motivadas pela homotransfobia.Os diplomas Triângulo Rosa e Pau de Sebo são enviados pelo correio aos indicados. Triangulo Rosa para os amigos dos LGBT Supremo Tribunal Federal por ter considerado inconstitucional proibir a discussão de gênero nas escolas e derrubar portaria do Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde que proibia a doação de sangue por homossexuais; Ministério Público de São Paulo, pela criação do GECRADI, Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, reconhecendo a homofobia como crime de racismo; Defensoria pública do Estado de São Paulo, por condenar Canal Mundo Canibal por homotransfobia; Polícia civil de São Paulo por proibir aos policiais emitir ou compartilhar mensagens que desrespeitem a cidadania LGBT; Governador de Alagoas, Renan Filho, pela criação da Delegacia de combate a crimes contra população mais vulneráveis, incluindo LGBT; Senador Fabiano Contarato, Deputado David Miranda e produtor Igor Albuquerque, pela iluminação do Congresso Nacional com as cores do arco-íris no dia 28 de Julho, Dia do Orgulho Gay; Deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), por defender cota de 10% obrigatória para LGBT em eleições; Deputada Tereza Nelma (PSDB\AL) pela realização da Audiência Pública sobre envelhecimento da população LGBT; Deputado Isaltino Nascimento e da Assembleia Legislativa de Pernambuco pela indicação do militante gay Sandro Cipriano como Patrono da Causa da Diversidade de Pernambuco; Deputado distrital Chico Vigilante e ativista Marcos Silva, pela inclusão da Parada do Orgulho LGBT de Brasília no calendário oficial de eventos do Distrito Federal; Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD-MG), o primeiro a participar da Parada Gay de Belo Horizonte e por condenar homofóbicos no programa Roda Viva; PSOL do Distrito Federal, por derrubar o decreto legislativo que invalidava a punição de discriminação por orientação sexual; Câmara Municipal de Bonito, MS, por vedar a nomeação de pessoas condenadas por crimes motivados também por homofobia e transfobia; Prefeita Maria Izalta da Silva Lopes, de Ibirajuba/PE, pela criação do Conselho Municipal LGBT; Juiz Sandro Lucio Pitassi, do Rio de Janeiro, por condenar ao ex-secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Pastor Ezequiel Teixeira, defensor da cura gay e por associar a homossexualidade a Aids e ao câncer; Arquidiocese do Rio de Janeiro por colaborar com a Prefeitura na busca de abrigo para pessoas trans sem teto; Padre Fabio de Mello, Taubaté, SP, por defender a
Desembargadora Maria Berenice Dias, celebra os 41 anos de GGB.
Salvador, 27/05/21 Desembargadora Maria Berenice Dias @mberenicedias Rio Grande do Sul, ativista em prol a União Homoafetiva. Cumprimenta o Grupo Gay da Bahia pelos 41 anos de ativismo. Assista ao video! Pix (71988430100).Quimbanda Dudu e o endereço da vaquinha: vakynha virtual vaka.me/1807683 ! ❤ https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba
Carlos Tuvfesson celebra 41 anos do Grupo Gay da Bahia.
@carlostufvesson Carlos Tufvessoné coordenador executivo da Diversidade Sexual do Rio de JaneiroEle passa aqui para dar um salve aos 41 anos do Grupo Gay da Bahia. ..GGB 41 ANOS BEM ASSUMINDOS!Muita gente tem uma história com o GGB, uma história bonita de de ouvir….Agora o GGB precisa de sua ajuda para reformar o imóvel da nossa sede no Pelourinho. Doe pelo nosso PIX 71 988430100 ou vakynha virtual vaka.me/1807683 ! ❤ https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba
Arcebispo de Salvador realiza missa em memória das vítima de LGBTfobia.
Hoje, sexta-feira ,21 de maio, às 17h, foi realizada na capela das Dorotéias, no Garcia pelo arcebispo Sérgio Rocha, uma missa em memória das pessoas LGBTI+ que morreram vítimas da Lgtfofobia. O sermão, além de citar nominalmente LGBT, diversas vezes falou da importância da caridade dos cristãos para evitar esse tipo de violência e viver em comunidade. Citou também dados do Grupo Gay da Bahia que neste mês lançou o Relatório anual de crimes homotransfóbicos, um total de 237 mortes violentas no Brasil. Cardeal baseou-se nessas estatísticas ao citar que o Nordeste e a Bahia lideram tais homicídios.Conforme Luiz Mott, decano do movimento homossexual brasileiro” é a primeira vez na história do Brasil que um Cardeal, a mais alta autoridade da Igreja Católica, primaz do Brasil, celebra uma missa em memória dos LGBT assassinados.”, segundo Mott, isso mostra na prática que a Igreja Católica esta realmente mudando sua postura em relação e esta população.A iniciativa da instituição beneficente Conceição Macedo e CPDD-LGBT, contou com a presença de diversos ativistas de Salvador, membros do Grupo Gay da Bahia, além de outros líderes religiosos. Colabore com a causa. https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba
RELATÓRIO: OBSERVATÓRIO DE MORTES VIOLENTAS DE LGBTI+ NO BRASIL , 2020
Salvador, 14 /05/21 do GGB Há 41 anos, o Grupo Gay da Bahia (GGB) coleta informações e divulga o Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil. É a única pesquisa nacional que inclui todos os segmentos dessa comunidade. A partir deste ano o GGB conta com a coautoria do grupo Acontece Arte e Política LGBTI+ de Florianópolis. O Relatório completo está disponível no site https://observatoriomortesviolentaslgbtibrasil.org/ Em 2020, 237 LGBT+ (1ésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%).Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou tal pesquisa, em 1980, pela primeira vez, as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).Comparativamente aos anos anteriores, observou-se em 2020 surpreendente redução das mortes violentas de LGBT+: de 329 para 237, diminuição de 28%. O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019 e agora 237 em 2020.Não é a primeira vez que nessa série histórica há redução do número de mortes de um ano para outro, sem previsão nem explicação sociológica indiscutíveis. Por exemplo: em 1991 registrou-se uma queda de 153 para 83 em relação ao ano anterior (45%), oscilação sem nenhuma causa detectável.Aliás, essa tendência de redução de mortes violentas foi observada em 2019 na população brasileira em geral, assim como entre transexuais e homossexuais, porém, em 2020, segundo dados oficiais dos 26 estados e distrito federal, houve no Brasil um aumento de 5% nos assassinatos em comparação com 2019. (Monitor da Violência, G1), aumento confirmado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais que registrou um aumento de 41% de mortes entre travestis e mulheres trans. (Antrabrasil Dossiê 2020)Segundo o prof. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes dos “bolsominions” nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população.” (SILVA, Violência contra LGBTS+ 2020). Comportamento preventivo observado igualmente agora face à pandemia do Coronavirus, em que sobretudo os gays vem desenvolvendo novas e específicas estratégias de sobrevivência.A cada 36 horas um LGBT brasileiro é vítima de homicídio ou suicídio, o que confirma o Brasil como campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais, informação corroborada e ainda mais agravada pelos estudos do próprio Ministério dos Direitos Humanos: em relatório engavetado pelo atual Governo Federal, concluiu-se que em nosso país, entre 1963-2018, a cada 16 horas um LGBT foi assassinado (PREITE SOBRINHO, Relatorio LGBT, 2019).Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se muitíssimo mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde persiste a pena de morte contra tal segmento. Mais da metade dos LGBT assassinados no mundo ocorrem no Brasil (WAREHAM, Murder LGBT, 2020).Apesar dessa redução da violência letal observada nos dois últimos anos, devemos pontuar que tais mortes cresceram incontrolavelmente nas duas últimas décadas: de 130 homicídios em média em 2000, saltou para 260 em 2010, subindo para 357 nos últimos quatro anos. Durante os governos de FHC mataram-se em média 127 LGBT por ano; na presidência de Lula 163 e no governo Dilma 296, sendo que nos dois anos e 4 meses de Temer, foram documentadas uma média de 407 mortes anuais, caindo para 283 a média nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro. Enquanto nos Estados Unidos, com 331 milhões de habitantes, mataram-se no ano passado 38 transexuais, no Brasil, com 212 milhões, foram assassinadas 118 trans. Incrível a inexistência de estatísticas globais sobre os homicídios e suicídios de LGBT: esse nosso levantamento, além do mais antigo é único divulgado nacional e internacionalmente. (lgbt-people-violent-deaths-brazil/)Síntese e Tendências predominantes das mortes violentas de LGBT+ do Brasil em 2020Em 2020, 237 LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%).Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou tal pesquisa, em 1980, pela primeira vez em 41 anos, as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).Em termos relativos, nossos relatórios sempre insistiram que as pessoas trans representam a categoria sexológica mais vulnerável a mortes violentas. Esse total de 161 mortes, se referidas a 1 milhão de travestis e transexuais que se estima existir em nosso país, sinalizam que o risco de uma pessoa trans ser assassinada é aproximadamente 17 vezes maior do que um gay. Já que o IBGE não inclui até hoje no censo nacional, malgrado insistente demanda do movimento social organizado (MOTT, denuncia censo lgbt ibge) estima-se, com base em indicadores diversos produzidos pela Academia, instâncias governamentais e pelo movimento LGBT, que existam no Brasil por volta de 21 milhões de gays (10% da população), 12 milhões de lésbicas (6%) e 1 milhão de trans (0,05%). “Quem discordar, que comprove o contrário”, costumam retrucar as lideranças LGBT…Quanto à idade das vítimas, cinco eram “de menor”, a mais jovem, uma travesti de15 anos, moradora em Fortaleza, na Granja Lisboa, foi encontrada agonizante num terreno baldio após levar diversos tiros. 33% das vítimas estavam na flor da idade, entre 15-30 anos e 8% com mais de 46 anos. O mais idoso, com 80 anos, era um gay branco morador em Recife, cego e abandonado pela família, suicidou-se jogando-se do quarto andar de seu prédio. 8,2% dos LGBT+ mortos tinham mais de 46 anos.O quesito
MOTT É CELEBRAR! um cordel que descreve vida, luta, coragem e força.
Prof. Salete Maria, UfbaCordelirando.  Hoje é dia seis de maio Do ano dois mil e vinte Vejamos como me saio Rimando sobre o seguinte Nesta data especial Sobre um cara original Cheio de luz e requinte Ele soma mais um ano De vida fenomenal E segue fazendo plano Nesta indústria vital Repleto de energia De amor e rebeldia E isto é um bom sinal Ele faz setenta e quatro E me causa alegria Seria um espalhafato Se não fosse a pandemia Pois o ilustre veterano Segue lindo e soberano Esbanjando euforia De nascença paulistano Ele elegeu a Bahia Onde sagrado e profano Se misturam noite e dia E em plena ditadura Rompeu com a atadura E amou com ousadia Ele é grande liderança Fundador do GGB Homem de muita andança Com quem se pode aprender Tudo sobre homofobia História e antropologia Ou nas tretas se meter É grande pesquisador E professor respeitado Militante e escritor Além de gay declarado Em Roma está agora Doido para ir embora Mas seu voo foi cancelado Militante destacado Polêmico e combativo “O decano dos viados” É todo superlativo Se briga, é em demasia Se ama, hipertrofia Se fala, é impulsivo Se luta, não arrefece Se gosta, não abandona Se mira, jamais esquece Se curte, chama de mona Só vive na internet Grudado feito chiclete Mais famoso que Madona Muitas vezes premiado Com medalhas nacionais De igual modo celebrado Em textos transnacionais Porém também odiado E até demonizado Por quem proclama a paz Já viveu em seminário Onde tudo desvendou Não quis ser celibatário Pois a vida o encantou É pai e avô arretado Mas também é desbocado E muito namorador Cozinha como ninguém E sabe ser bom amigo Eu lhe quero muito bem E sei que corro perigo Pois ele é do babado Coleciona intrigados Além de ter inimigos Muitos livros escreveu E artigos publicou Muito evento promoveu E palestras ministrou Já abalou multidões Já encantou corações E muita gente inspirou Sempre defendeu direitos Pra comunidade gay Esteve à frente de pleitos Dentro e fora da lei Combatendo homofobia Disseminando alegria Pra isso desceu pro play Segue na luta diária Promovendo discussões Não importa a faixa etária Sempre traz reflexões Diz que “ser gay é legal” Pega a cobra, mostra o pau Conduz marchas e ações Trata-se de Luiz Mott Ativista brasileiro Que um dia tive a sorte De achar seu paradeiro Louvar sua produção E com ele comer feijão Sentada no seu terreiro Celebro sua existência Mesmo estando distante E apesar das divergências Pra mim é reconfortante Saber que ele está bem Por isso digo amém Pois o admiro bastante Assim termino meu verso Feito em plena quarentena Pedindo ao Universo Que lhe conceda uma centena Ou mais, de anos felizes Para que nós, aprendizes, Possamos vê-lo em cena! Salete Maria Cidade do México, 06/05/2020
Celebramos neste segundo ano de pandemia do Covid-19, quatro décadas de existência e resistência. Refiro-me a duas comemorações:
l Por: *Franclin Correia da Rocha, especial para o site. Salvador,08 de Abril 2021- A epidemia da Aids e da fundação do primeiro Grupo Gay da Bahia (GGB) e do Brasil, quiçá da América Latina. Assim, como os primeiros movimentos de luta contra Aids no mundo, o grupo foi composto por civis homossexuais, que se assemelhavam em um objetivo comum, a luta por direitos, sobretudo por suas existências. O boom da epidemia na década 80 com os primeiros casos de pessoas infectadas pelo vírus do HIV no Brasil, coincide com as ações de combate e denúncia a LGBTfobia em Salvador com a publicação do caso no jornal LAMPIÃO DA ESQUINA[1]. O grupo organizado tinha também como ação a prevenção com uso da camisinha masculina, tecnologia que a Igreja Católica se opunha na época da epidemia, pois considerava as práticas sexuais de homossexuais promíscuas e inadequadas, sugerindo então a abstinência sexual. Essa forma mais ampla e única de uso da tecnologia evitava a contaminação, aumento de casos e mortes. O que diferencia as pessoas acometidas ao HIV/AIDS são as diferentes culturas, contextos sociais e políticos. Os casos nos EUA de populações primeiramente em homens com relacionamentos homossexuais, depois lésbicas, mulheres e homens cis, pessoas brancas. Sendo que na Bahia, particularmente em Salvador, esta população é negra. De lá pra cá muitas conquistas foram produzidas com o avanço da ciência, tecnologia, de mais políticas públicas, populações vulneráveis ao vírus do HIV/aids e que são vítimas da LGBTIAfobia. Exemplos, como a criação do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais em 1986. No ano de 2006 a quebra de patentes dos medicamentos foi de extrema importância para o Brasil ter acesso aos medicamentos como – o Efavirenz-, uso de tecnologias de profilaxias pré e pós exposição (Prep e Pep), teste de vacinas antiaids. Outra grande conquista foi acriminalização da homofobia e transfobia com a lei 7.716 enquadrado em crime de racismo em 2019 e além do direito de união homoafetiva “(homem e mulher)” previsto no artigo 1723/17 do Código Civil. Conquistas e retrocessos foram promovidos como rebaixamento do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para o setor chamado Departamento de Doenças de Condições e Infecções Sexualmente Transmissíveis fazendo com que o setor perdesse sua autonomia para execução de políticas. Uma forma de retirada do termo AIDS (traduzida como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – SIDA) do nome do departamento, como forma de “tentar” colocar em esquecimento algo grave, que é a epidemia do vírus, existente no Brasil e no mundo”. O programa criado pelo governo federal “Brasil sem homofobia” de 2011, foi suspenso, deslegitimando o direito e respeito aos direitos humanos, o problema com a discriminação e violência que gera a homofobia. Evidenciando que o ativismo desde sempre pelas causas LGBTQIA e de HIV(Vírus da Imunodeficiência) continua resistindo a estes retrocessos, se articulando, engajando, criando novas estratégias de para garantir seus direitos e suas existências mesmo em tempos tão atípicos como este que estamos vivendo. E o reconhecimento desses movimentos sociais em prol de mais dignidade, humanidade e respeito, serve como princípio importante de força coletiva que cria possibilidades de transformações da sociedade como todo. Por isso, a relevância como proposta de homenagear e celebrar, dar visibilidade, comemorar, rememorar duplamente estas quatro décadas de vitórias. *Franclin Correia da Rocha, natural de Salvador (BA), bicha preta, de pela clara, periférico, arthivista, educador, produtor, performer. Possui Especialização em Arte Educação Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas (2020) pela Universidade Federal da Bahia, O teatro como prática educativa na abordagem dos temas gênero e sexualidade. Possui graduação em Licenciatura em Teatro (2010). Pesquisador da Performance da cena pós-coquetel, cena queer, raça/cor, HIV/aids. Atento as escrevivências, subjetividades, afetividade, posithividades de corpos subalternos, dissidentes. [1] O Lampião da Esquina foi um jornal homossexual brasileiro que circulou durante os anos de 1978 e 1981. Nasceu dentro do contexto de imprensa alternativa na época da abertura política de 1970, durante o abrandamento de anos de censura promovida pelo Golpe Militar de 1964. Acesso em 21 de abril de 2021: http://www.grupodignidade.org.br/projetos/lampiao-da-esquina/
10 anos do reconhecimento das famílias homoafetivas pelo STF.
01/05/21 – O Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 5 de maio de 2011, decide equiparar as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres. Antes disso, os casos de separação e pensão por morte não eram possíveis, sobretudo pela impossibilidade da comprovação da união. Pensando em ajudar a resolver essa questão, o Grupo Gay da Bahia criou o livro de registro de União Estável. O GGB realizou 32 uniões. O primeiro registro foi no ano de 2003, o casal de Camaçari, Juniel Rios e Henrique Plínio ( @henriquepliniosantosrios ) Rios (@joniel_rios ).O GGB foi até a cidade realizar a cerimônia, que contou com a cobertura da TV Bahia ( @tvbahiaoficial ). O casal passou por todos os processos, enfrentou tudo, somente em 2013 a união foi assinada de acordo com a Lei atual. Tudo isso tem um grande esforço da Desembargadora Maria Berenice Dias (@mberenicedias ) , Luiz Mott ( @luizmott ) e entre outros. Colabore com a reforma de nossa sede, vakinha virtual. https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba
Grupo Gay da Bahia pede ajuda para reformar sede social no Pelourinho.
Hoje, quinta-feira, 29, equipe do programa Que Venha o Povo de Casemiro Neto @casemiro_neto , TV Aratu @tvaratu composta pela repórter Driele Veiga @drieleveiga e o cinegrafista Cacau Ramos @cacalramosramos para fazer uma matéria sobre a nossa vaquinha virtual de reforma do imóvel institucional do Grupo Gay da Bahia. Assista ao video! Pix (71988430100).Quimbanda Dudu e o endereço da vaquinha: vakynha virtual vaka.me/1807683 ! ❤ https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba Assista ao video!
TURISMO LGBTI E CIDADE DO RIO DE JANEIRO: PESQUISA COORDENADA PELO VICE PRESIDENTE DA DIVERSIDADE, CLÓVIS CASEMIRO, É LANÇADA.
29/04/21 – A pesquisa Turismo LGBTI e Cidade do Rio de Janeiro, coordenada pelo vice-presidente da Diversidade, da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, Clovis Casemiro, tem o objetivo de conhecer melhor o segmento LGBTI+ para poder aprimorar os serviços turísticos da cidade do Rio de Janeiro. Será por meio das respostas, que será possível identificar melhorias turísticas no público LGBTI. A Fundação CESGRANRIO e o Portal Consultoria em Turismo Bayard Boiteux, assim como a Escola técnica de Turismo CIETH e a IGLTA resolveram apoiar a importante pesquisa, contribuindo na metodologia e construção do instrumento. A pesquisa é válida para pessoas consumidoras do segmento LGBTI, que moram fora do Estado do RJ. Para responder, basta acessar o link Clique AQUI! https://pt.surveymonkey.com/r/KXWXC7X.