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O índio executado a tiro de canhão tido como ‘primeiro mártir da homofobia no Brasil’

Edison Veiga De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil , Salvador, BA,13/02/2021 #repost GGB Em 1614, um índio tupinambá foi executado, com a anuência de religiosos da Igreja Católica em missão no Brasil, por conta de sua orientação sexual. Conhecido como Tibira do Maranhão — tibira é um termo utilizado por indígenas para se referir a um homossexual —, seu caso é o primeiro registro de morte por homofobia no Brasil. Ativistas LGBT querem que o personagem seja reconhecido como mártir e fazem campanha para divulgar a história. A história de Tibira do Maranhão foi resgatada pelo sociólogo e antropólogo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fundador da organização não-governamental Grupo Gay da Bahia. Seis anos atrás ele publicou um livreto chamado São Tibira do Maranhão — Índio Gay Mártir, com o relato da execução do personagem histórico e uma contextualização do caso. Desde então, ele vem lutando para dar mais visibilidade ao episódio. Ganhou apoio de um religioso de uma denominação cristã independente, o arcebispo primaz da Santa Igreja Celta do Brasil, que diz reconhecer o martírio e a santidade do indígena. Grupos de luta por direitos dos homossexuais divulgam a importância de sua memória. No início do próximo ano, Mott pretende encaminhar à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) um pedido para que a Igreja Católica “peça publicamente perdão” pela execução de Tibira e instaure o início de um processo de canonização .”Estamos dispostos ainda a mobilizar outras igrejas para reconhecê-lo logo como um santo, independentemente do Vaticano”, afirma o antropólogo à BBC News Brasil. Mott defende que Tibira seja reconhecido como “o primeiro mártir da homofobia no Brasil” e busca revestir sua história de simbolismo, em alusão aos crimes de homofobia ainda hoje praticados no país. Quem esteve por trás da condenação de Tibira — segundo Mott, uma “execução arbitrária e sem autorização do papa nem da Inquisição” — foi o religioso e entomólogo francês Yves d’Évreux (1577-1632), frade capuchinho que integrou expedição francesa ao Brasil Colônia. E a documentação detalhada, no caso, é o relato do próprio religioso, publicada em livro intitulado História das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nos Anos de 1613-1614. No seu livreto, Mott atenta que a narrativa do frade escancara “a visão altamente etnocêntrica e o preconceito da moral cristã contra a sodomia, além de sua ardilosa tentativa de justificar eticamente a pena de morte contra o infeliz selvagem pecador”. “Um pobre índio (sodomita), bruto mais cavalo do que homem, fugiu para o mato por ouvir dizer que os franceses o procuravam e aos seu semelhantes para matá-los e purificar a terra de suas maldades por meio da santidade do Evangelho, da candura, da pureza, e da clareza da religião Católica Apostólica Romana”, relatou d’Évreux. “Apenas foi apanhado, amarraram-no e trouxeram-no com segurança ao forte de São Luís, donde deitaram-lhe ferros aos pés; vigiaram-no bem até que chegassem os chefes principais de outras aldeias para assistirem ao seu processo e proferirem sua sentença e sua morte, como fizeram afinal. Não esperou o prisioneiro pelo princípio do processo e ele mesmo sentenciou-se, porque diante de todos disse: ‘Estou morto, e bem o mereço, porém desejo que igual fim tenham os meus cúmplices’.” O antropólogo pontua que outros relatos da época corroboram a ideia de como os europeus se chocaram com a “diversidade sexual e lascívia exacerbada dos ameríndios”. Em seu Tratado Descritivo do Brasil em 1587, o empresário, agricultor e historiador português Gabriel Soares de Sousa (1540-1591) escreveu que “são os tupinambá tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam. Não contentes em andarem tão encarniçados na luxúria naturalmente cometida, são muito afeiçoados ao pecado nefando, entre os quais se não tem por afronta”. Afirmou ainda que “o que se serve de macho se tem por valente e contam esta bestialidade por proeza” e “nas suas aldeias pelo sertão há alguns que têm tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas”. Quando os capuchinhos franceses chegaram ao Brasil, portanto, já estava consolidada essa imagem de que era preciso “purificar a terra de suas maldades”. Catequizados pelos religiosos, os próprios indígenas se tornaram aliados nesta missão. D’Évreux relata que após ser sentenciado, Tibira teve o direito de pedir para ser batizado — o argumento era que, se ele aceitasse, “apesar de sua má vida passada, iria direto para o Céu apenas se sua alma se desprendesse do corpo”. O frade conta que, temendo uma repercussão negativa, como se estivesse endossando a execução, resolveram que não seria conveniente que ele próprio o batizasse. Assim, instruiu o carrasco para que o fizesse, “antes de ir ao suplício sem as cerimônias da Igreja”. Aqui há um simbolismo que não passa incólume aos olhos dos pesquisadores. No batismo cristão, Tibira foi chamado de Dimas. De acordo com a hagiografia, São Dimas é considerado o “bom ladrão”. Foi um dos homens crucificados ao lado de Cristo que, arrependido de seus erros em vida, recebeu a promessa de que ainda naquele dia estaria no Paraíso. Para o Grupo Gay da Bahia, reside neste fato o principal argumento que permitiria qualificá-lo como santo mártir: assim como o “bom ladrão” foi posteriormente reconhecido como santo, o mesmo deveria ocorrer com o indígena brasileiro. “Recebeu o batismo com tranquilidade e sem tristeza, na presença dos principais selvagens, depois do que um dos principais, chamado Caruatapirã, lhe disse estas palavras: ‘Tens agora ocasião de estares consolado e de não te afligires, pois presentemente és filho de Deus pelo batismo que recebeste (…) com permissão dos padres. Morres por teus crimes, aprovamos tua morte e eu mesmo quero pôr fogo no canhão para que saibam e vejam os franceses que detestamos as sujeiras que cometeste. Mas repara na bondade de Deus e dos padres para contigo, expelindo Jurupari para longe de ti por meio do batismo, de maneira que apenas tua alma saia do corpo vá direto para o Céu ver Tupã e viver com os Caraíbas que o cercam. Quando Tupã mandar alguém tomar teu corpo,

Aliança Nacional LGBTI+ finaliza as nomeações das Coordenações dos 26 Estados e do Distrito Federal.

Salvador, 13/02/2021 Edição Marcelo Cerqueira e_mail :marcelo99894748@gmail.com https://aliancalgbti.org.br/2021/01/28/nomeacao-da-coordenacao-de-representacao-estadual-da-alianca-nacional-lgbti- A Aliança Nacional LGBTI+ é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com representação em todas as 27 Unidades da Federação e representações em mais de 200 municípios brasileiros. Possui 47 áreas temáticas e específicas de discussão e atuação. Tem com missão a promoção e defesa dos direitos humanos e da cidadania da comunidade brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos (LGBTI+) através de parcerias com pessoas físicas e jurídicas. A Aliança é colaboradora do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. É pluripartidária e atualmente tem mais de 1449 pessoas físicas afiliadas. Destas, 47% são afiliadas a partidos políticos, com representação de 27 dos 33 partidos atualmente existentes no Brasil. No momento suas parcerias com pessoas jurídicas somam 89 ONGs, empresas e outras organizações. As Coordenações Estaduais terão seu mandado até novembro de 2024, tendo como responsabilidades representar a Aliança Nacional LGBTI+, desenvolvendo e participando de atividades, campanhas, seminários, palestras e similares, buscando e transmitindo formação e informação, entre outras atividades pertinentes como projetos legislativos, elaboração de material didático, elaboração de artigos científicos e demais documentos, ou ainda promovendo atividades de desenvolvimento organizacional, advocacy e atuação em espaços de controle e participação social, interação com a comunidade ou outra atividade pertinente para a consecução dos objetivos da Aliança Nacional LGBTI+, sempre atuando na defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI+), sempre em comum acordo com a executiva nacional da entidade e em consenso com outras pessoas que compuseram a Coordenação Estadual. Conheça as Coordenações Estaduais: https://bit.ly/3a3GMVn Foram nomeados:• 48 pessoas gays – 56%• 9 mulheres lésbicas – 10%.• 24 pessoas trans – 28%.• 5 pessoas bissexuais – 6%• 1 mulher aliada – 1% 30 pessoas brancas – 34%8 pessoas indígenas – 9%35 pessoas pardas – 40%14 pessoas negras – 16% Desejamos Sucesso a todas as pessoas nomeadas. Informamos que estão abertas as inscrições para as Coordenações das Áreas Temáticas e Especificas pelo link:https://forms.gle/iXaQrSnwS8u7t7sy9e as inscrições para as Coordenações Municipais pelo link:https://forms.gle/qi5x21HxCN38K3bt6 Atenciosamente Toni ReisDiretor Presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Rafaelly WiestDiretora Administrativa da Aliança Nacional LGBTI+ Patrícia MannaroSecretária Geral da Aliança Nacional LGBTI+ Claudio NascimentoDiretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ Layza LimaAssessora da Aliança Nacional LGBTI+ para Mobilização, Interação e Integração Saiba Mais Estatuto: O Estatuto da Aliança Nacional LGBTI está disponível em: http://aliancalgbti.org.br/sobre/ Formalização de Afiliações e Parcerias: Link para Afiliação (apenas pessoa física): https://bit.ly/3jzvBa0 Link para Parcerias (pessoas jurídicas etc.). Obs. a organização parceira não pode ser afiliada: https://bit.ly/3q5hBY

Programa Voto Com Orgulho cadastra pessoas LGBTI pré-candidatas para as Eleições de 2022.

Rio, RJ, 8 de faveiro de 2021 – Da assessoria do Grupo Arco Iris 2020 foi um ano importante para a representatividade LGBTI na política. 100 pessoas LGBTI+ foram eleitas para diversas câmaras municipais pelo Brasil. Se você tem a intenção de se candidatar em 2022 para algum cargo do Legislativo ou Executivo Estadual e Federal, cadastre-se a sua pré-candidatura no Programa Voto Com Orgulho. Queremos conhecer você e suas ideias. Saiba mais: “Vamos mapear as pré-candidaturas LGBTI+ e de pessoas aliadas e construir estratégias de articulação, comunicação e visibilidade política junto aos partidos, movimentos sociais e entidades que possam apoiar ações para as pré-candidaturas, buscando ampliar a representatividade LGBTI nos espaços de poder. É fundamental conhecer quantas/os seremos para nos planejar, construir e implementar estratégias de articulação, apoio, capacitação a essas pré-candidaturas. Queremos mais LGBTI+ nos espaços de poder e decisão. Para isso, pedimos que todas as pessoas LGBTI+ e aliadas façam o seu cadastro”, declarou o diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ e coordenador geral do Programa Voto Com Orgulho Cláudio Nascimento. Para o presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Toni Reis, “precisamos estimular e apoiar mais pessoas LGBTI+ a se candidatarem em 2022. A meta das entidades envolvidas nessa ação é de trabalhar para que tenhamos 1.000 pessoas LGBTI+ candidatas ao senado federal, deputada/o estadual ou federal, especialmente. Queremos conhecer a demanda de possíveis candidaturas para apresentar dados aos partidos políticos e buscar suporte junto a entidades e movimentos que atuam no fortalecimento da democracia brasileira e na defesa e proteção aos direitos humanos. No momento em que vivemos, precisamos ampliar a representatividade de nossa comunidade na política”. Quem realiza: O Programa Voto Com Orgulho é coordenado pela Aliança Nacional LGBTI+ em parceria com o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ (Rio de Janeiro) e o Grupo Dignidade (Curitiba), e conta com apoio institucional da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a União Nacional LGBT, a Rede Gay do Brasil, o Grupo Gay da Bahia e o Grupo Resistência Asa Branca (Fortaleza). Vem com a gente. Inscreva-se: Para cadastrar a sua pré-candidatura, basta acessar o site do Programa Voto Com Orgulho no link: www.aliancalgbti.org.br/votocomorgulho ProgramaVotoComOrgulho RepresentantividadeImporta Seremos1000em2022 LGBTInoPoder MaisDemocracia Informações: aliancalgbti@gmail.com Edição Marcelo Cerqueira e-mail marcelo99894748@gmail.com

Campanha da Fraternidade 2021 da CNBB aborda direitos LGBTIs.

Documento cita dados de violência do Grupo Gay da Bahia. Pela primeira vez, o texto base da Campanha da Fraternidade 2021 da Igreja Católica brasileira aborda a questão LGBTI de forma positiva, buscando promover a sua inclusão. O item 68 do texto da campanha da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) fala dos assassinatos e violências sofridas pela comunidade LGBTI no Brasil e reforça a importância da inclusão e reconhecimento destas pessoas. O tema deste ano da campanha é “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”. “Outro grupo social que sofre as consequências da política estruturada na violência e na criação de inimigos, é a população LGBTQI+. O já citado Atlas da Violência de 2020, mostra que o número de denúncias de violências sofridas pela população LGBTQl+ registradas no Dique 100 no ano de 2018 foi de 1685 casos. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia apresentados no Atlas da Violência 2020, no ano de 2018, 420 pessoas LGBTQI+ foram assassinadas, destas 210, 64 eram pessoas trans. Percebe-se que em 2011 foram registrados 5 homicídios de pessoas LGBTQl+. Seis anos depois, em 2017, este número aumentou para 193 casos. O aumento no número de homicídio de pessoas LGBTQI+, entre 2016 e 2017, foi de 127%. Estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis.” A abordagem foi criticada pelos cristãos conservadores que acusam o texto de trazer discurso de esquerda e se posicionar do que chamam de guerra semântica sobre “igualdade de gêneros” que ocorre há anos dentro do grupo. Com informações Revista Lado A

Deputado Bacelar defende endurecimento de pena para crime de LGBTfobia.

No Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado nesta sexta-feira (29), o deputado federal Bacelar (Podemos/BA) chamou a atenção para a necessidade de endurecer a pena de quem pratica crimes de LGBTfobia. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgados hoje revelaram que, em 2020, 175 pessoas transgêneras foram brutalmente assassinadas no Brasil. “Ainda há muita intolerância, preconceito e discriminação. Temos que peitar a bancada da bíblia e lutar pela aprovação de projetos que garantam a igualdade de direitos e a cidadania plena à comunidade. Somos, pelo 12º ano consecutivo, o país que mais mata transexuais no mundo” disparou. Bacelar criticou o governo ao dizer que o conservadorismo “impera” e não pretende implantar ações preventivas e políticas públicas, específicas, para inclusão social da população trans. “É comum que pessoas trans passem por situações constrangedoras, sejam alvo de risadas ou tratadas pelo gênero errado. Como consequência, elas só buscam serviços de emergência e ficam sem os cuidados preventivos.” Em suas redes sociais, o parlamentar baiano aproveitou para divulgar o trabalho da Casa Aurora, primeiro Centro de Cultura e Acolhimento LGBTQI+ da Bahia. Em um vídeo, que tem pouco mais de dois minutos, a miniprodução conta a emocionante história de Sellena Ramos e João Hugo, pessoas trans, fundadoras e coordenadoras do projeto. O projeto social, inaugurado em 2019, surgiu da necessidade da população LGBTQIA+ em enfrentar os danos causados pela LGBTfobia. Entre os seus propósitos, a Casa Aurora visa o resgate dos valores básicos da convivência familiar e comunitária para a livre expressão da potencialidade dos sujeitos, fomentando o desenvolvimento pessoal e intelectual através das atividades desenvolvidas. “Sou um apoiador e admirador deste lindo projeto. É importante que todos conheçam e vejam que atitudes como a de João Hugo e Selena podem salvar vidas. Vivemos no século XXI. Não cabe mais preconceito ou discriminação. As pessoas precisam amar e aceitar o próximo” finalizou. Com informações do Politica Livre, Raul Monteiro. Edição Marcelo Cerqueira.

Arcebispo se desculpa após negar entrevista; internautas falam em LGBTfobia… –

O arcebispo de Natal Dom Jaime Vieira Rocha pediu desculpas na tarde de hoje depois de negar entrevista a um jovem, durante novenário na paróquia de Nossa Senhora da Piedade, na cidade do Espírito Santo. Nas redes sociais, internautas acusaram o religioso de homofobia. No vídeo, Dom Jaime aparece ao lado do rapaz à espera do início da entrevista. Em seguida, quando o jovem começa a falar, sorridente e entusiasmado, o arcebispo olha para o lado com expressão assustada e depois se recusa a falar com ele sob a justificativa de que “o mundo está complexo”. Uol. https://grupogaydabahia.com.br/2021/02/07/arcebispo-se-desculpa-apos-negar-entrevista-internautas-falam-em-lgbtfobia/

NOTA DE PESAR DO GRUPO ARCO-ÍRIS PELO FALECIMENTO DE RUDDY PINHO.

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ vem através desta nota lamentar a partida na noite desta quinta-feira, dia 04, no Rio de Janeiro, da cabelereira, escritora, atriz e ativista trans Ruddy Pinho. Ruddy estava com 76 anos. Foi uma figura de destaque no meio LGBTI+ e fora dele. Cabelereira de várias famosas, entre elas a atriz e amiga Suzana Vieira. Sua vida em si foi um ativismo. Ainda rapaz adotou uma criança, num tempo onde havia muito preconceito em relação à adoção por pessoas LGBTI+. Logo em seguida transicionou para o gênero feminino, assumindo-se como uma mulher transexual, dando visibilidade ao tema. Em 2009 fez parte da composição do primeiro mandato do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTI+ do Rio de Janeiro, dando a sua contribuição para as pautas de nossa comunidade. Como escritora, teve vários trabalhos publicados e chegou a vencer o concurso da Biblioteca Nacional. Chegou a atuar como atriz em três filmes, entre eles Navalha na Carne, junto à Vera Fisher. No teatro, sua última apresentação foi no espetáculo Divinas Divas, junto às saudosas Rogéria e Jane Di Castro. Ruddy é mais uma de nossas estrelar que deixa o nosso panteão na terra para brilhar no céu junto a outras divas de mesma grandeza. O Grupo Arco-Íris se solidariza com todas e todos seus amigos e amigas, familiares e fãs. Ruddy Pinho presente, hoje e sempre! Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 2021 Equipe do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI

Antirretroviral

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o primeiro medicamento injetável contra o HIV. Ele é composto por duas substâncias já utilizadas no tratamento do vírus, o cabotegravir e a rilpivirina. A ideia é que ele sirva como um substituto aos comprimidos tomados diariamente para alguns pacientes.

Osmar Terra vira réu por discriminar projetos LGBT em edital da Ancine.

Quando ministro da Cidadania, em 2019, deputado gaúcho suspendeu chamamento para a tevê pública nas categorias diversidade de gênero e sexualidade. Por Gilson Camargo / Publicado em 5 de fevereiro de 2021 – para o Extra Classe. O ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) virou réu em uma ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter suspendido, em agosto de 2019, um edital de chamamento de projetos para tevês públicas que tinha entre as modalidades de investimentos séries com temática LGBT. A portaria assinada por Terra e publicada no Diário Oficial da União em agosto daquele ano oficializou a decisão de suspender o edital. Quatro projetos já tinham sido aprovados na fase final e inscritos nas categorias “diversidade de gênero” e “sexualidade”. As séries foram alvo de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para agradar ao chefe, Terra resolveu cancelar a seleção de projetos, incorrendo em crime de improbidade de acordo com o MPF. Em outubro de 2019, a Justiça Federal determinou que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) retomasse o concurso, por entender que houve “discriminação por parte do governo”. O resultado da seleção foi divulgado em janeiro de 2020. Os quatro projetos que haviam sido criticados por Bolsonaro e que levaram o ex-ministro a cancelar concurso não foram contemplados. A denúncia do MPF foi acatada na última quarta-feira, 3, pelo juiz federal Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro. “Tais fatos, analisados em conjunto com os documentos acostados na ação, até então, revelam, quando menos, indícios mínimos de autoria e materialidade do ato ímprobo”, escreveu Teitel na decisão. Terra tem 15 dias a contar da data do despacho, para apresentar sua defesa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/

Quando o Carnaval chegar, rainha Daniela e Gal.

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR… Daniela Mercury lançou no primeiro minuto desta sexta-feira, dia 5 de fevereiro, a canção “QUANDO O CARNAVAL CHEGAR”. Gravada com Gal Costa, esse é o primeiro feat dessas duas divas da música brasileira.  Daniela e Gal se uniram numa homenagem alegre e emocionante a Moraes Moreira. O frevo chamado “QUANDO O CARNAVAL CHEGAR” foi composto por Daniela Mercury e produzido por Yacoce Simões, que usou guitarras baianas, além de timbres característicos dos frevos dos anos 70 e 80. “Eu gostei muito da música. Aceitei na hora o convite para gravar a música. Daniela é um amor de pessoa. Eu gosto muito dela e o frevo é muito bacana. Achei legal ela me convidar porque é uma homenagem a Moraes Moreira, que fez Festa do Interior, gravada por mim, que foi um grande sucesso e também é um frevo, nos remetendo à lembrança dessa canção linda.”, celebrou Gal Costa. A música, que chega em todas as plataformas digitais nesta sexta-feira teve pré-lançamento no programa Domingão do Faustão. Com a chegada da música nas plataformas, vem também um clipe de animação, que vai ser lançado às 11h da manhã do dia 5. Por causa do risco de gravarem um videoclipe durante a pandemia, as artistas optaram pela arte para estarem juntas também em um registro audiovisual. O filme tem um divertido roteiro , que é bem lúdico e traz o pombo correio de Moraes, o frevo do Recife, os protestos cheios de humor e ironia típicos do carnaval e até um beijo na boca entre Daniela e Gal. Homenagens também a Marielle Franco, Elza Soares, Paulo Freire, Zé Celso Martinez, Raoni, Sócrates e Sílvio de Almeida., que aparecem como uma representação dos bonecos de Olinda A direção geral do filme é de Renato Nunes, o roteiro é de Bruno Mollicone, animação de Raphaela Fernanda e Ilustração de Militão Queiroz. No filme, o pombo correio entrega os óculos tão característicos de Moraes a Daniela e Gal, dando início à grande festa carnavalesca. “Eu queria homenagear Moraes e também Gal porque amo os dois. Foi Moraes que deu voz ao trio elétrico. Ele que abriu caminho para todos nós. Eu chego na Praça Castro Alves e lembro de Moraes. Ele foi um revolucionário da alegria. Essa música é minha forma de agradecer a ele por tudo que ele fez. Gal ter aceitado o convite foi um sonho realizado. Passei 3 dias ouvindo Gal cantar na música e chorando. É Gal Costa, né? ”, se emociona Daniela. CARNAVAL VIRTUAL DA RAINHA – 12/02, 20h30 A primeira execução ao vivo, com banda, da canção QUANDO O CARNAVAL CHEGAR vai ser na live CARNAVAL VIRTUAL DA RAINHA, no dia 12 de fevereiro, às 20h30. A live tem a intenção de trazer na cenografia as pessoas, através dos bonecos. Além de nos levar para dentro do colorido da avenida e nos fazer ter a sensação de dançar no meio da multidão no carnaval. “Vamos estar todos dentro de uma obra de arte de J Cunha. Eu sempre trago novidades pro trio elétrico. Já fiz uma ópera de Carnaval, ano passado teve a peça de Joao Falcão, sonho de uma noite de verão na Bahia, num conto de fadas lindo em cima do trio, já tive uma orquestra no meu Triatro, enfim… esse ano vai ser um carnaval diferente e vai depender de cada um entrar no meu bloco e pular do meu lado, cada um em sua casa, como se estivéssemos dançando juntos na rua. Vou cantar meus grandes sucessos. Será um repertório elétrico para todo mundo pular. Queria pedir aos meus fãs que se fantasiem e façam stories e posts me marcando, durante a live. Quero sentir a energia e a vibração de todo mundo. Vamos imaginar juntos o nosso novo circuito da folia. Um Circuito Planetário. É o Circuito da Rainha. Venham comigo”, convida Daniela. A live CARNAVAL VIRTUAL DA RAINHA vai ser transmitida no YouTube de Daniela Mercury (https://www.youtube.com/watch?v=YoRGixYVj8U&feature=youtu.be) e também por emissoras de TV abertas no Brasil e em Portugal. A live será transmitida simultaneamente pela TVE Bahia, TV Aperipe Sergipe, TV UFPB Paraíba, TV UFRN Rio Grande do Norte, TVC Ceará, TVE Espírito Santo, TVT São Paulo e a RTP Play, em Portugal. Cerca de 50 milhões de pessoas vão receber o sinal do Carnaval Virtual da Rainha, além do público presente no YouTube.com/DanielaMercury . Lembrando que a Live da Rainha, realizada em 2020 por Daniela Mercury, foi eleita pelo The New York Times como uma das 10 melhores lives do mundo. Daniela foi a única artista brasileira na seleta lista de jornal norte-americano, um dos mais importantes do mundo.