Grupo Gay da Bahia comemora 41 anos bem assumidos.
Salvador, 23 de Fevereiro 2021 – No dia 28 de Fevereiro, o Grupo Gay da Bahia completa 41 anos bem assumidos. Sendo assim o grupo mais antigo de emancipação homossexual da América Latina. O GGB é um patrimônio imaterial da luta contra a homofobia no Brasil. Uma referência do mundo, sobretudo pela denúncia da homofobia da violência contra LGBT. Se você quer dar um presente ao grupo faça uma doação financeira, qualquer valor, para que possamos reformar a nossa sede social no pelourinho.
GGB parabeniza CNBB e Conic pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade 2021.
Salvador, 23 de Fevereiro 2121 – Do GGB O Grupo Gay da Bahia (GGB) lançou nota de apoio e louvor à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic),” Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”. Congratulações expansivas à pastora Romi Becker, autora intelectual do documento final da Campanha que será aplicado em todas dioceses. O Grupo Gay da Bahia sente-se honrado ao ser citado no documento base, denunciando a homofobia no Brasil, ainda pelas citações diversas da palavra “LGBTQI+”. No ponto 31 denúncia a cultura da violência instaurada do Brasil contra minorias sociais, os Bispos denunciam o feminicídio, racismo e LGBTfobia. Ainda faz referência ao assassinato bárbaro da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro. O GGB enfatiza a preocupação expressa em combater a violência que se caracteriza pela exaltação da cultura do ódio e se materializa nas intolerâncias e ameaças a soberania nacional. O mundo atualmente muda em uma velocidade ” toque screen” que a Igreja, sobretudo a ala conservadora, ignora e não quer acompanhar as mudanças, sobretudo, por que durante séculos foi a Igreja quem comandava as mudanças morais do mundo. O documento base da Campanha é fidelíssimo ao Evangelho pois aborda realidades escondidas e a necessidade de tratar ecumenicamente e com amor todos os segmentos populacionais do Brasil, inclusive os LGBT. Pela primeira vez a CNBB fala diretamente os gays, travestis, lésbicas e bissexuais como filhos de Deus, dando alento ao todos batizados pela igreja católica. “Não somente fala de nós, na desumanidade da homofobia, mas também faz um chamado ao povo LGBT” disse Marcelo Cerqueira, Presidente do GGB. Em mensagem do papa Francisco à Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil ele definiu a iniciativa como “um auxílio concreto para a vivência deste tempo de preparação para a Páscoa”, exaltando a importância do tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, convidando aos fiéis “sentar-se a escutar o outro” e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes “um mundo surdo”. O GGB considera que o documento aos católicos e demais cristãos se coaduna, em relação aos LGBT, com tudo que o Papa Francisco tem ousado dizer nos últimos tempos, como sua incisiva declaração em favor da união entre pessoas do mesmo sexo, disse que casais gays têm direito a união civil ‘Homossexuais são filhos de Deus’. Durante todas edições anteriores da CNBB, nunca houve uma Campanha tão real e fraterna na abordagem concreta e acolhimento dos segmentos mais discriminados da atualidade, representando um passo corajoso contra a preconceito e apartação, daí ter provocado reações de intolerância por parte dos setores mais conservadores. “ Eu acho que que não vai ser nada fácil os cristãos conservadores deixarem de jogar pedra nas Madalenas da vida, mas o grito do Papa deve continuar reverberando no horizonte e nos nossos corações, é verdade” “ conclui Cerqueira.
EDITAL DE INSCRIÇÃO PARA AS COORDENAÇÕES DA ALIANÇA NACIONAL LGBTI+ NOS 5570 MUNICÍPIOS BRASILEIROS – Gestão 2021 a 2024.
(o Edital está disponível em https://bit.ly/2YD6Sba) Estão abertas as inscrições para candidatura às Coordenações Municipais da Aliança Nacional LGBTI+ para a gestão 2021-2024. Acesso o formulário de inscrição em https://bit.ly/3cjSSeF O período das inscrições é de 03/02/2021 a 01/03/2021. Sobre a Aliança Nacional LGBTI+ A Aliança Nacional tem como missão contribuir para a promoção e defesa dos direitos humanos e cidadania de LGBTI+ no Brasil. Ela tem como princípio básico o pluripartidarismo.Com relação aos governos municipais, estaduais e nacional, seguimos a Resolução PR 041/2020 da Aliança https://bit.ly/3opN19V sobre Representações em espaços de controle social, advocacy e accountability.A Aliança Nacional LGBTI+ também tem um Código de Ética https://bit.ly/2MgtKep Todas as Coordenações Estaduais e Distrital para a gestão 2021-2024 já foram nomeadas. Conheça quem sãohttps://bit.ly/2KXRrr7 Para conhecer mais sobre a Aliança Nacional LGBTI+, clique neste link https://bit.ly/2KVYj8g Sobre as Inscrições para as Coordenações Municipais da Aliança Nacional LGBTI+ Daremos preferência a pessoas que já ocupam cargos nas coordenações municipais ou exercem alguma atividade na Aliança Nacional LGBTI+ e que estejam atuando. Incentivamos também a candidatura de pessoas afrodescendentes, indígenas, idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas com HIV/aids, e demais particularidades, pessoas héteras aliadas, além de pessoas das mais diversas orientações sexuais e identidades de gênero. As Coordenações podem ser compostas de no mínimo uma pessoa e de no máximo cinco, tendo uma Coordenadora Titular, 1º Adjunto, 2º Adjunto, 3º Adjunto até o 4º Adjunto. Todo o trabalho das Coordenações será pro bono. Para saber mais sobre as orientações e sugestões quanto à atuação das Coordenações Municipais, consulte a Resolução No. PR 001/2021 da Aliança https://bit.ly/2MfePB7 O que precisa fazer para fazer sua inscrição: 1) Conheça o Estatuto da Aliança Nacional LGBTI+, para se inteirar de seus objetivos e sua estrutura: http://aliancalgbti.org.br/sobre/ 2) Para se candidatar à coordenação municipal, você precisa estar afiliado/a à Aliança Nacional LGBTI+. Se você ainda não se afiliou, clique neste link e se afilie: https://goo.gl/Ukk28A 3) As pessoas selecionadas para integrar as coordenações municipais precisam concordar com o termo de responsabilidade quanto à sua atuação na representação da Aliança Nacional LGBTI+. Conheça o Termo de Responsabilidade: https://goo.gl/R2k5Ts 4) Para preencher o formulário de inscrição on-line, você precisa estar com sua conta de gmail aberta. 5) Tenha pronta uma breve biografia sua de até 10 linhas, inclusive com informações sobre sua atuação em prol da causa LGBTI+, para incluir na sua inscrição. 6) Tenha disponível uma foto sua para subir na hora que você fizer sua inscrição. Faça sua inscrição aqui: https://bit.ly/3cjSSeF Seleção e Nomeação Encerrado o período de inscrições, as Coordenações Estaduais/Distrital da Aliança farão análise, seleção e nomeação das Coordenações Municipais correspondentes, com a supervisão e colaboração da diretora administrativa da Aliança, Rafaelly Wiest, e da Assessora da Aliança Nacional LGBTI+ para Mobilização, Interação e Integração, Layza Lima. 03 de fevereiro de 2021 Toni ReisDiretor Presidente da Aliança Nacional LGBTI+41 99602 8906 Patrícia MannaroSecretária Geral da Aliança Nacional LGBTI+11 95794-8831 Rafaelly WiestDiretora Administrativa da Aliança Nacional LGBTI+41 9651-4204 Cláudio NascimentoDiretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+21 98351-8759 Layza LimaAssessora da Aliança Nacional LGBTI+ para Mobilização, Interação e Integração27 99611 3767 Coordenações Estaduais e Distrital da Aliança Nacional LGBTI+
Ajude reforma da sede do Grupo Gay da Bahia.
Salvado, 21 fevereiro, 2021 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) fez uma vaquinha virtual para reforma estrutural do prédio, onde funciona a sede no Pelourinho na Rua Frei Vicente ,24 Salvador, Bahia. Agora estamos dispondo do PIX 71 988430100 para quem preferir esse meio. O endereço da Vakinha virtual, com mais informações á https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba Com esse momento de pandemia isolamento social, a nossa instituição ficou fechada por muito tempo, com isso ocorrem muitos problemas estruturais, principalmente no teto que é de telhas da cerâmica e madeiras, prédio tombado como patrimônio. Precisamos realizar a seguinte obras! 1) piso interno e pátio; 2) paredes, pintura e prevenção de umidade; 3) telhado, madeira e telhas, tratamento contra cupins; 4) museu erótico; 5) fiação elétrica, o Pelourinho tem muita unidade e fiação elétrica, telefone e de internet acabam se deteriorando porque os tubos enchem de agua. A sua ajuda é muito importante para que voltamos as nossas atividades dentro dos protocolos! O Grupo Gay da Bahia foi fundado em 1980, em Salvador pelo antropólogo Luiz mott. É a instituição do gênero mais antiga na América Latina em funcionamento!
Uma Obra Imprescindível para Saúde Integral LGBTI+.
Curitiba, Paraná, 17 de fevereiro 2021/ edição : Marcelo Cerqueira, e-mail:marcelo99894748@gmail.com Acabei de receber pelos correios um exemplar impresso do primeiro livro sobre “Saúde LGBTQIA+ práticas de cuidado transdisciplinar”. A obra tem 574 páginas e seus editores são Saulo Vito Ciasca, Andrea Hercowitz e Ademir Lopes Júnior. Todos são doutores. Saulo é médico psiquiatra. Andrea é médica pediatra e hebiatra. Ademir é médico de família e comunidade. É o primeiro livro brasileiro a tratar de forma abrangente temas pertinentes à saúde e comportamento das pessoas LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexo, assexuais e todas as demais variedades da sexualidade humana), em linguagem direta, sem meias palavras e sem deixar de contemplar aspectos técnico-científicos que regulam a realidade deste público. 140 colaboradores/as foram convidado/as para ajudar a compilar o livro que é indicado para docentes, estudantes de graduação e pós graduação, residentes, profissionais da saúde e demais pessoas interessadas no contexto. O objetivo deste trabalho exclusivo é chamar a atenção sobre a necessidade de um olhar diferenciado e de um cuidado integral voltados a essa população, que representa de 10% a 20% do contingente nacional. Para tanto, reúne conhecimento profundo sobre saúde e comportamento LGBTQIA+, contextualizando o cenário da assistência à saúde no Brasil. O livro é dividido em 11 seções abrangentes, que abordam em profundidade: Narrativas de usuários, profissionais e estudantes LGBTQIA+ no Sistema de Saúde; Introdução à sexualidade humana e diversidade; Políticas de saúde LGBTQIA+ no Brasil; Ciclo de vida das pessoas LGBTQIA+; Abordagem da diversidade sexual e de gênero; Cuidado integral à saúde LGBTQIA+; Saúde sexual e reprodutiva LGBTQIA+; Atenção a problemas específicos de saúde; Modificações corporais; A diversidade na sociedade; Papéis, responsabilidades e competências profissionais. É com muita felicidade e orgulho que estamos contando com a atuação dos autores na Aliança Nacional LGBTI+. Saulo é coordenador da Área de Saúde da Aliança Nacional LGBTI+ e do grupo de trabalho (GT) que está elaborando o Manual de Saúde Integral LGBTI+ da Aliança Nacional LGBTI+/Rede GayLatino, sendo que Andrea e Ademir também integram este GT. Andrea também está atuando no GT que está elaborando o Manual de Famílias LGBTI+. Ambos os manuais fazem parte da Enciclopédia LGBTI+, uma coletânea de 24 manuais em construção, uma realização da Aliança Nacional LGBTI+/Rede GayLatino. O livro foi publicado pela Editora Manole e está disponível neste link https://bit.ly/3aLd9as
O GGB lança vaquinha virtual com objetivo de levantar recursos financeiros para reformar sede social no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Salvador, 17 de fevereiro de 2021. Da assessoria do GGB. O GGB lançou uma vaquinha virtual com objetivo de levantar recursos financeiros para fazer a reforma de sua sede social localizada no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, fechada atendendo a recomendação dos órgãos públicos a necessidade de isolamento social. O imóvel onde funciona as atividades do grupo é tombado pelo ( Ipac), patrimônio histórico, a reforma será feita em piso interno e pátio, paredes, pintura e prevenção de umidade, telhado de telhas de cerâmica, trocas de ripas, barrotes e aplicação tratamento contra cupins, fiação elétrica de telefonia fixa e internet. O grupo passa por dificuldades financeiras, sobretudo, agora nesse momento delicado de pandemia. ‘Fechamos a sede por muito tempo, e como a área que estamos no Pelourinho é úmida, acrescido pela ação do salitre, muita coisa se deteriorou’ disse Cristino Santos, diretor da entidade. Segundo Cristiano com a proximidade do inverno a situação poderá se agravar ainda mais. O grupo não possui fonte geradora de recursos financeiros as atividades são realizadas por meio de projetos específicos. O GGB funciona em um prédio histórico composto de três andares na Rua Frei Vicente 24. Oferece atendimento diário as pessoas para a distribuição de preservativos gratuitos, consultório psicológico, encaminhamentos aos serviços de saúde. reuniões de grupos específicos, ou espaço de lazer e convivência para a comunidade, inclusive turistas estrangeiros e nacionais. Para conhecer melhor o projeto os interessados em contribuir podem acessar a Vaquinha número 1807683 no endereço https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba, o maior e mais confiável site de vaquinhas online do Brasil, portanto você pode fazer sua doação sem nenhum receio, inclusive de forma anônima. O Grupo Gay da Bahia foi fundado em 1980, pelo decano antropólogo Luiz Mott, é o mais antigo em atuação e funcionamento no Brasil e na América Latina, acumulando 41 anos de ativismo em alguns momentos da história de muita tensão e opressão. Na opinião de Caetano Veloso ” O GGB á Orgulho da Bahia.
QUANDO OUSAMOS EXISTIR
Itinerários fotobiograficos do Movimento LGBTI Brasileiro (1978-2018) Conheça e leia o livro em coautoria sobre os 40 anos do Movimento LGBTI Brasileiro, completados em 2018.
Tá proibido o Carnaval nesse país tropical!
Marcelo Cerqueira, marcelo99894748@gmail.com Domingo, 14 de fevereiro de 2021, estaríamos realizando a 24a edição do Concurso de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador. Uma edição emblemática. Nesse momento precisamos guardar os paetês, as plumas, a purpurina, o luxo e a originalidade para o próximo ano, com a graça de Deus e a força dos Orixás! Em 2021 o mais importante é o nosso luto pelas famílias que perderam seus entes queridos, para essa doença terrível e também a luta para que a vacina venha salvar as nossas vidas. Agora, apesar de amarmos o Carnaval, queremos o mesmo que a nossa diva Bethânia: vacina, respeito, verdade e misericórdia. 2022 que nos aguarde! Vai ser lindo!! Preparem-se!
O índio executado a tiro de canhão tido como ‘primeiro mártir da homofobia no Brasil’
Edison Veiga De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil , Salvador, BA,13/02/2021 #repost GGB Em 1614, um índio tupinambá foi executado, com a anuência de religiosos da Igreja Católica em missão no Brasil, por conta de sua orientação sexual. Conhecido como Tibira do Maranhão — tibira é um termo utilizado por indígenas para se referir a um homossexual —, seu caso é o primeiro registro de morte por homofobia no Brasil. Ativistas LGBT querem que o personagem seja reconhecido como mártir e fazem campanha para divulgar a história. A história de Tibira do Maranhão foi resgatada pelo sociólogo e antropólogo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fundador da organização não-governamental Grupo Gay da Bahia. Seis anos atrás ele publicou um livreto chamado São Tibira do Maranhão — Índio Gay Mártir, com o relato da execução do personagem histórico e uma contextualização do caso. Desde então, ele vem lutando para dar mais visibilidade ao episódio. Ganhou apoio de um religioso de uma denominação cristã independente, o arcebispo primaz da Santa Igreja Celta do Brasil, que diz reconhecer o martírio e a santidade do indígena. Grupos de luta por direitos dos homossexuais divulgam a importância de sua memória. No início do próximo ano, Mott pretende encaminhar à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) um pedido para que a Igreja Católica “peça publicamente perdão” pela execução de Tibira e instaure o início de um processo de canonização .”Estamos dispostos ainda a mobilizar outras igrejas para reconhecê-lo logo como um santo, independentemente do Vaticano”, afirma o antropólogo à BBC News Brasil. Mott defende que Tibira seja reconhecido como “o primeiro mártir da homofobia no Brasil” e busca revestir sua história de simbolismo, em alusão aos crimes de homofobia ainda hoje praticados no país. Quem esteve por trás da condenação de Tibira — segundo Mott, uma “execução arbitrária e sem autorização do papa nem da Inquisição” — foi o religioso e entomólogo francês Yves d’Évreux (1577-1632), frade capuchinho que integrou expedição francesa ao Brasil Colônia. E a documentação detalhada, no caso, é o relato do próprio religioso, publicada em livro intitulado História das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nos Anos de 1613-1614. No seu livreto, Mott atenta que a narrativa do frade escancara “a visão altamente etnocêntrica e o preconceito da moral cristã contra a sodomia, além de sua ardilosa tentativa de justificar eticamente a pena de morte contra o infeliz selvagem pecador”. “Um pobre índio (sodomita), bruto mais cavalo do que homem, fugiu para o mato por ouvir dizer que os franceses o procuravam e aos seu semelhantes para matá-los e purificar a terra de suas maldades por meio da santidade do Evangelho, da candura, da pureza, e da clareza da religião Católica Apostólica Romana”, relatou d’Évreux. “Apenas foi apanhado, amarraram-no e trouxeram-no com segurança ao forte de São Luís, donde deitaram-lhe ferros aos pés; vigiaram-no bem até que chegassem os chefes principais de outras aldeias para assistirem ao seu processo e proferirem sua sentença e sua morte, como fizeram afinal. Não esperou o prisioneiro pelo princípio do processo e ele mesmo sentenciou-se, porque diante de todos disse: ‘Estou morto, e bem o mereço, porém desejo que igual fim tenham os meus cúmplices’.” O antropólogo pontua que outros relatos da época corroboram a ideia de como os europeus se chocaram com a “diversidade sexual e lascívia exacerbada dos ameríndios”. Em seu Tratado Descritivo do Brasil em 1587, o empresário, agricultor e historiador português Gabriel Soares de Sousa (1540-1591) escreveu que “são os tupinambá tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam. Não contentes em andarem tão encarniçados na luxúria naturalmente cometida, são muito afeiçoados ao pecado nefando, entre os quais se não tem por afronta”. Afirmou ainda que “o que se serve de macho se tem por valente e contam esta bestialidade por proeza” e “nas suas aldeias pelo sertão há alguns que têm tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas”. Quando os capuchinhos franceses chegaram ao Brasil, portanto, já estava consolidada essa imagem de que era preciso “purificar a terra de suas maldades”. Catequizados pelos religiosos, os próprios indígenas se tornaram aliados nesta missão. D’Évreux relata que após ser sentenciado, Tibira teve o direito de pedir para ser batizado — o argumento era que, se ele aceitasse, “apesar de sua má vida passada, iria direto para o Céu apenas se sua alma se desprendesse do corpo”. O frade conta que, temendo uma repercussão negativa, como se estivesse endossando a execução, resolveram que não seria conveniente que ele próprio o batizasse. Assim, instruiu o carrasco para que o fizesse, “antes de ir ao suplício sem as cerimônias da Igreja”. Aqui há um simbolismo que não passa incólume aos olhos dos pesquisadores. No batismo cristão, Tibira foi chamado de Dimas. De acordo com a hagiografia, São Dimas é considerado o “bom ladrão”. Foi um dos homens crucificados ao lado de Cristo que, arrependido de seus erros em vida, recebeu a promessa de que ainda naquele dia estaria no Paraíso. Para o Grupo Gay da Bahia, reside neste fato o principal argumento que permitiria qualificá-lo como santo mártir: assim como o “bom ladrão” foi posteriormente reconhecido como santo, o mesmo deveria ocorrer com o indígena brasileiro. “Recebeu o batismo com tranquilidade e sem tristeza, na presença dos principais selvagens, depois do que um dos principais, chamado Caruatapirã, lhe disse estas palavras: ‘Tens agora ocasião de estares consolado e de não te afligires, pois presentemente és filho de Deus pelo batismo que recebeste (…) com permissão dos padres. Morres por teus crimes, aprovamos tua morte e eu mesmo quero pôr fogo no canhão para que saibam e vejam os franceses que detestamos as sujeiras que cometeste. Mas repara na bondade de Deus e dos padres para contigo, expelindo Jurupari para longe de ti por meio do batismo, de maneira que apenas tua alma saia do corpo vá direto para o Céu ver Tupã e viver com os Caraíbas que o cercam. Quando Tupã mandar alguém tomar teu corpo,
Aliança Nacional LGBTI+ finaliza as nomeações das Coordenações dos 26 Estados e do Distrito Federal.
Salvador, 13/02/2021 Edição Marcelo Cerqueira e_mail :marcelo99894748@gmail.com https://aliancalgbti.org.br/2021/01/28/nomeacao-da-coordenacao-de-representacao-estadual-da-alianca-nacional-lgbti- A Aliança Nacional LGBTI+ é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com representação em todas as 27 Unidades da Federação e representações em mais de 200 municípios brasileiros. Possui 47 áreas temáticas e específicas de discussão e atuação. Tem com missão a promoção e defesa dos direitos humanos e da cidadania da comunidade brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos (LGBTI+) através de parcerias com pessoas físicas e jurídicas. A Aliança é colaboradora do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. É pluripartidária e atualmente tem mais de 1449 pessoas físicas afiliadas. Destas, 47% são afiliadas a partidos políticos, com representação de 27 dos 33 partidos atualmente existentes no Brasil. No momento suas parcerias com pessoas jurídicas somam 89 ONGs, empresas e outras organizações. As Coordenações Estaduais terão seu mandado até novembro de 2024, tendo como responsabilidades representar a Aliança Nacional LGBTI+, desenvolvendo e participando de atividades, campanhas, seminários, palestras e similares, buscando e transmitindo formação e informação, entre outras atividades pertinentes como projetos legislativos, elaboração de material didático, elaboração de artigos científicos e demais documentos, ou ainda promovendo atividades de desenvolvimento organizacional, advocacy e atuação em espaços de controle e participação social, interação com a comunidade ou outra atividade pertinente para a consecução dos objetivos da Aliança Nacional LGBTI+, sempre atuando na defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI+), sempre em comum acordo com a executiva nacional da entidade e em consenso com outras pessoas que compuseram a Coordenação Estadual. Conheça as Coordenações Estaduais: https://bit.ly/3a3GMVn Foram nomeados:• 48 pessoas gays – 56%• 9 mulheres lésbicas – 10%.• 24 pessoas trans – 28%.• 5 pessoas bissexuais – 6%• 1 mulher aliada – 1% 30 pessoas brancas – 34%8 pessoas indígenas – 9%35 pessoas pardas – 40%14 pessoas negras – 16% Desejamos Sucesso a todas as pessoas nomeadas. Informamos que estão abertas as inscrições para as Coordenações das Áreas Temáticas e Especificas pelo link:https://forms.gle/iXaQrSnwS8u7t7sy9e as inscrições para as Coordenações Municipais pelo link:https://forms.gle/qi5x21HxCN38K3bt6 Atenciosamente Toni ReisDiretor Presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Rafaelly WiestDiretora Administrativa da Aliança Nacional LGBTI+ Patrícia MannaroSecretária Geral da Aliança Nacional LGBTI+ Claudio NascimentoDiretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ Layza LimaAssessora da Aliança Nacional LGBTI+ para Mobilização, Interação e Integração Saiba Mais Estatuto: O Estatuto da Aliança Nacional LGBTI está disponível em: http://aliancalgbti.org.br/sobre/ Formalização de Afiliações e Parcerias: Link para Afiliação (apenas pessoa física): https://bit.ly/3jzvBa0 Link para Parcerias (pessoas jurídicas etc.). Obs. a organização parceira não pode ser afiliada: https://bit.ly/3q5hBY