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Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Selo da Diversidade da Prefs abre Inscrições

Empresas e organizações têm até o dia 30 de julho de 2025 para se inscreverem na primeira edição do Selo da Diversidade LGBT+ de Salvador, uma iniciativa da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR) que reconhece instituições comprometidas com práticas de inclusão, respeito à diversidade sexual e enfrentamento à LGBTfobia no ambiente de trabalho. O chamado do edital para 2026 ocorre estrategicamente em junho, Mês Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, reafirmando o compromisso da capital baiana com a promoção da equidade e dos direitos humanos. O selo é um instrumento oficial de reconhecimento às empresas, instituições e organizações que atuam de forma efetiva na construção de ambientes de trabalho mais diversos, inclusivos e seguros. A certificação é dividida em duas categorias: Compromisso, voltada para empresas privadas, instituições públicas e organizações que estão iniciando ou ampliando suas ações de inclusão; Reconhecimento, para negócios e organizações sociais lideradas por pessoas LGBT+ que já promovem impacto positivo nas comunidades. “Esta política pública é um marco da Prefeitura de Salvador. O selo não apenas certifica boas práticas de inclusão, mas promove uma verdadeira transformação na cultura organizacional das empresas. Valorizamos quem tem coragem de abrir as portas para a diversidade com responsabilidade e respeito”, afirma Leo Kret do Brasil, diretora geral do Departamento de Políticas e Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+. As instituições interessadas devem acessar o edital e realizar a inscrição pelo site da Secretaria da Reparação: https://reparacao.salvador.ba.gov.br Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail: selolgbt@salvador.ba.gov.br A avaliação das propostas será feita por umComitê Gestor, composto por representantes da sociedade civil, universidades, sindicatos, movimentos culturais e órgãos públicos, conforme previsto no Manual de Orientação do Selo da Diversidade 2025. A entrega do selo acontecerá em evento oficial no segundo semestre, reforçando Salvador como referência nacional em políticas públicas de diversidade e inclusão no mundo do trabalho.

Doe para Divulgar Nossas Bandeiras

Doe - GGB lança campanha solidária para espalhar as bandeiras da diversidade por Salvador

 GGB lança campanha solidária para espalhar as bandeiras da diversidade por Salvador Salvador, maio de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) deu início a uma campanha de arrecadação solidária com o objetivo de colorir Salvador com as bandeiras que representam a diversidade sexual e de gênero durante a IX Semana da Diversidade Cultural de Salvador, que acontece de 08 a 14 de setembro de 2025. A ação faz parte da programação da exposição “Além do Arco-Íris: As Bandeiras Como Símbolo do Movimento LGBTI+”, que irá apresentar ao público 28 bandeiras LGBTIAPN+ em galerias e espaços públicos da cidade. Além disso, a proposta prevê a decoração de postes, praças e avenidas, principalmente ao longo do circuito da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia 14 de setembro, na Barra. Para viabilizar essa intervenção urbana, o GGB está arrecadando doações no valor de R$ 50,00, que serão utilizadas na compra de bandeiras em lona ou tecido poliéster. Os materiais serão adquiridos por meio de plataformas online, como o Mercado Livre, Shopee e aplicados em espaços estratégicos para reforçar o orgulho, a memória e a visibilidade da comunidade LGBTQIAPN+. Como contribuir As pessoas interessadas em participar da campanha podem fazer uma doação via PIX utilizando os dados abaixo: Chave PIX: 71988430100 – Nome: Grupo Quimbanda Dudu Quem desejar receber agradecimento público nas redes sociais do projeto pode enviar o comprovante de depósito e seu nome completo para o WhatsApp (71) 98843-0100. “Queremos levar as cores da resistência e do afeto para o cotidiano das pessoas. Cada bandeira representa uma história, uma luta e um corpo que merece ser reconhecido”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. A campanha convida toda a sociedade a fazer parte da construção de uma Salvador mais diversa, acolhedora e colorida, onde a pluralidade das identidades e orientações sexuais esteja presente também nos espaços urbanos. Sobre o GGB Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos da população LGBT+ da América Latina. Reconhecido nacional e internacionalmente, o GGB tem uma trajetória marcada pelo ativismo em prol da cidadania, do combate à LGBTfobia e da valorização das expressões culturais da diversidade. Em 1984, o GGB protagonizou uma de suas conquistas mais emblemáticas ao conseguir a revogação da CID 302.0, código do antigo INAMPS (hoje SUS), que classificava a homossexualidade como doença mental. Essa vitória histórica influenciou diretamente o Conselho Federal de Medicina (CFM) a revisar suas diretrizes e promover mudanças nos currículos de formação médica em universidades de todo o país, abrindo caminho para uma abordagem mais humanizada, ética e baseada em direitos. O GGB segue sendo referência na luta por uma sociedade mais justa, plural e democrática, construindo pontes entre cultura, política pública e direitos civis para a população LGBTQIAPN+. Vamos juntos colorir Salvador com orgulho e resistência!

Compromisso de Toda a Sociedade

Foto ilustrativa Marcelo Cerqueira, presidente Hoje, 17 de maio, celebramos em todo o mundo ocidental, particularmente o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, data simbólica que marca a luta global pela dignidade das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e demais identidades da diversidade sexual e de gênero. No entanto, o que poucos sabem é que a Bahia teve papel pioneiro e decisivo nessa trajetória de avanços pelos direitos humanos da população LGBTQIA+. Em 1984, o Grupo Gay da Bahia (GGB) protagonizou um marco histórico ao conseguir que o então presidente do Conselho Federal de Medicina, emitisse parecer afirmando que a homossexualidade não é uma doença, mas sim uma variação natural da sexualidade humana. Esse reconhecimento institucional no Brasil ocorreu seis anos antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) retirar oficialmente a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID), o que só ocorreu em 17 de maio de 1990. Por isso, essa data passou a ser celebrada como o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. A atuação do GGB naquela década foi essencial. Luiz Mott protagonizou uma campanha incansável, com o lema “homossexualidade não é doença, nem pecado, nem crime”, pressionou o INAMPS e instituições médicas e a sociedade civil para abandonar práticas desumanas, como as chamadas “terapias de cura”, os internamentos forçados e os tratamentos com eletrochoque que eram aplicados em pessoas LGBTQIA+. Essa mobilização histórica provocou mudanças profundas.  Decisão provocaca pelo ativismo baiano levou o Conselho Federal de Medicina a reorientar os currículos dos cursos de medicina em todo o país, banindo o entendimento equivocado da homossexualidade como patologia. Esse foi um passo gigantesco para humanizar o atendimento em saúde e abrir caminhos para políticas públicas de acolhimento, prevenção e cuidado, mais sensíveis às especificidades da população LGBTQIA+. A Bahia, portanto, não só participou, mas liderou esse processo no contexto ocidental, antecipando decisões de organismos internacionais e abrindo trilhas que hoje são reconhecidas em tratados internacionais de direitos humanos. O protagonismo baiano na luta contra a patologização da homossexualidade é motivo de orgulho e deve ser lembrado como exemplo de compromisso ético com a justiça, a ciência e os direitos humanos. Neste 17 de maio, a data nos convida à reflexão, mas também à ação. Ainda hoje, a LGBTfobia é uma realidade brutal, que se manifesta nas ruas, escolas, locais de trabalho, sistemas de saúde e segurança pública. O Brasil, infelizmente, continua entre os países que mais matam pessoas LGBTQIA+ no mundo. Por isso, o combate à LGBTfobia não é tarefa apenas dos movimentos sociais. É um compromisso de toda a sociedade: governos, empresas, escolas, igrejas, famílias, universidades e profissionais das mais diversas áreas. Celebrar essa data é também reconhecer o valor da memória, verdade e da resistência. É afirmar que a dignidade das pessoas LGBTQIA+ não é negociável, e que sua existência não deve ser tolerada, mas respeitada, protegida e celebrada. Que o exemplo do Grupo Gay da Bahia nos move a seguir lutando por um mundo mais justo, livre do preconceito e da violência. Convido a todos participarem da II Conferência Municipal LGBT dias 22 e 23 no Hotel Fiesta. É uma realização da Presf de Salvador, através da Secretaria da Reparação – SEMUR.

Conferências LGBT+: a nossa voz!

Léo Kret Diretora do Departamento Geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+, SALVADOR LGBTQIAPN+: A NOSSA VOZ DECIDE O FUTURO! PARTICIPE DAS PRÉ-CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS Salvador, quinta-feira, 12h05min, 08 de maio de 2025. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), do Conselho Municipal LGBT+ e do Departamento Geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+, convoca toda a população LGBTQIAPN+ e seus aliados para participar das Pré-Conferências Municipais de Políticas e Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+, que acontecerão em maio em todas as regiões da cidade. As pré-conferências são etapas fundamentais da 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+, onde serão definidas diretrizes, prioridades e caminhos para as políticas públicas LGBTQIAPN+ em Salvador. É nesses encontros que a base comunitária pode falar diretamente, propor mudanças, relatar demandas e garantir que a cidade avance com justiça e inclusão. “Agora é a hora da comunidade LGBT+ de Salvador apresentar suas propostas para a gente viver em uma sociedade cada vez melhor”, disse a diretora Léo Kret do Brasil, que continua, “Esse é o momento de ocuparmos os espaços de decisão e mostrarmos que as políticas públicas precisam ter nossa cara, nossas vozes e nossas histórias.” Léo completa:“Eu convoco cada liderança, cada militante, cada pessoa LGBT+ dessa cidade para participar, porque quem não ocupa espaço político acaba sendo deixado de lado. Vamos fazer valer nossos direitos, porque Salvador é de todes!” 1. O que são as pré-conferências? As pré-conferências são encontros territoriais preparatórios, realizados nos bairros, organizados por Prefeitura-Bairro. Qualquer pessoa LGBTQIAPN+, ativistas, coletivos, lideranças comunitárias e simpatizantes podem participar.Esses espaços existem para reunir as vozes locais, debater problemas reais enfrentados por quem vive nos bairros e construir propostas que serão levadas para debate e deliberação na conferência municipal principal. 2. Para que servem? As pré-conferências servem para:a) Coletar as principais demandas da população LGBTQIAPN+ de cada região de Salvador;b) Discutir temas como saúde, educação, cultura, segurança pública, trabalho, direitos humanos e cidadania;c) Eleger delegados e delegadas que representarão os territórios na 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+;d) Elaborar propostas e encaminhamentos que serão sistematizados pela Comissão Organizadora e apresentados para debate, priorização e decisão na plenária final da conferência municipal. 3. Para onde vão as propostas? Todas as propostas levantadas nas pré-conferências serão consolidadas em relatórios específicos por território e enviadas à Comissão Organizadora da 2ª Conferência Municipal LGBTQIAPN+. Na conferência principal, que reunirá todas as regiões de Salvador, essas propostas serão discutidas, priorizadas e transformadas em diretrizes para o plano municipal de políticas públicas LGBTQIAPN+ pelos próximos anos.Ou seja, sua ideia apresentada no bairro pode virar política pública oficial na cidade! 4. Programação das Pré-Conferências por Prefeitura-Bairro: 5. Por que participar? Porque é a partir da sua participação que Salvador constrói políticas públicas de verdade, que atendem as necessidades reais das pessoas LGBTQIAPN+ nos bairros. É o momento de dizer o que falta, o que precisa melhorar, como os serviços devem ser oferecidos e quem deve ser cobrado.Mais do que apenas estar presente, é a hora de decidir como queremos viver em Salvador, com dignidade, respeito e igualdade.

Salvador Capital Inclusiva: Vem Aí a 2ª Conferência Municipal LGBT+!

Léo Kret

Salvador Rumo à Igualdade: Léo Kret Conduz Mobilização para a 2ª Conferência Municipal LGBT+! Dia 22 E 23 de maio no Hotel Fiesta. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e do Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CMLGBT), promove, neste mês de maio, a 2ª edição da Conferência Municipal de Políticas e Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+. O evento será realizado nos dias 22 e 23 de maio, uma quinta e sexta-feira, no Fiesta Bahia Hotel, localizado no bairro do Itaigara. Como etapa preparatória para a Conferência, nesta sexta-feira (9), a partir das 14h, serão realizadas nove pré-conferências simultâneas contemplando todas as regiões administrativas de Salvador. Os encontros terão como objetivo debater temas que nortearão as discussões da conferência municipal e levantar propostas junto à população e representantes da sociedade civil organizada. Segundo a diretora-geral de Políticas Públicas LGBT da Semur, Léo Kret do Brasil, as pré-conferências são parte essencial do processo de escuta e mobilização social. “A ação é um espaço democrático para apresentação de demandas, propostas e debates sobre direitos humanos, saúde, educação, segurança pública e inclusão social da comunidade LGBTQIAPN+. As pré-conferências servirão para que possamos apresentar propostas, projetos e discussões que serão levados à 2ª Conferência Municipal”, declarou. Para ela, o encontro “reforça o compromisso da Prefeitura de Salvador com a diversidade e a construção de políticas públicas inclusivas, ampliando a participação social e garantindo visibilidade às demandas locais”. “Essa é mais uma etapa fundamental para o fortalecimento da cidadania LGBTQIAPN+ em nossa cidade. Salvador é uma das capitais que mais avançam no Brasil quando se trata de políticas públicas para essa população”, continuou Léo Kret. De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CMLGBT) de Salvador, Yorrann D’Lafé, a conferência tem papel central na construção de políticas públicas voltadas à cidadania da população LGBTQIAPN+. Lideranças dos Bairros Comprometidos com a Mobilização Pré-Conferências: Veja qual delas está perto e participe!Sexta- feira, 14h Prefeitura – Bairro I, Centro/BrotasLOCAL: Auditorio da SEFAZ, Rua das Vassouras, Centro Prefeitura – Bairro II, Subúrbio/IlhasLocal: Prefeitura-Bairro Paripe Prefeitura – Bairro V, Cidade Baixa.Local: Prefeitura-Bairro Prefeitura – Bairro VI, Barra/PitubaLocal: Centro de Referência LGBT+ Vida Bruno – Rio Vermelho Prefeitura – Bairro VII, Liberdade/ São CaetanoLocal: Prefeitura-Bairro – San Martin Prefeitura – Bairro VIII, Cabula/Tancredo Neves.Local: Prefeitura-Bairro Cabula Prefeitura- Bairro IX, Pau da Lima.Local: Unijorge (Paralela) Prefeitura – Bairro IV, Itapuã/IpitangaLocal: Sede do Male Debalê Prefeitura -Bairro III, CajazeirasLocal: Escola municipal Ulisses Guimarães, Rua G, S/N – Cajazeiras.

1 de mio do trabalho

Desafios e Inovações na Diversidade e Inclusão Corporativa LGBT+ Marcelo Cerqueira, presidente. @marcelocerqueira.oficial Neste Dia 1º de maio do Trabalhador e da Trabalhadora, é importante ressaltar que a inclusão e diversidade LGBT+ no mundo corporativo têm avançado, mas ainda de forma lenta, desigual e muitas vezes superficial. Grandes corporações, mais do que produzirem belas campanhas publicitárias, precisam agir de forma profunda. A verdadeira inclusão exige romper com a norma binária e promover uma reinvenção estrutural das empresas, implementando políticas que deixem o simbolismo de lado para garantir justiça social e reparação histórica. A inclusão deve ser encarada como justiça reparatória. Empresas públicas e privadas precisam criar cotas afirmativas, acelerar planos de carreira para pessoas trans, travestis e não bináries e assegurar salários equitativos. São medidas essenciais para corrigir décadas de exclusão e marginalização no mercado de trabalho. Romper com o binarismo corporativo é urgente. Recursos Humanos devem abandonar práticas excludentes e atualizar formulários, benefícios e espaços físicos para reconhecer identidades não binárias e intersexo. Isso inclui adaptar banheiros, revisar códigos de ética e implementar treinamentos contínuos para combater vieses inconscientes. Também é essencial adotar métodos de recrutamento que considerem não apenas a qualificação formal, mas também a história de vida das pessoas candidatas, especialmente travestis e pessoas trans, cuja trajetória muitas vezes não aparece em currículos tradicionais, mas demonstra resiliência e capacidade de adaptação. As lideranças LGBT+ também precisam ganhar espaço. É urgente criar programas de desenvolvimento e assegurar diversidade em cargos executivos e conselhos administrativos. Visibilidade e protagonismo são chaves para promover mudanças reais. O mundo corporativo que queremos não apenas tolera, mas valoriza e promove a diversidade como motor de inovação e justiça social. Já passou da hora de as empresas deixarem de reproduzir desigualdades e se tornarem agentes de transformação. Um exemplo marcante vem de uma amiga que foi gerente geral da Varig em Salvador. Em uma época sem defesa do consumidor e quase nenhuma norma regulatória, ela enfrentou desafios no RH. As mulheres não queriam se arrumar, maquiar ou cuidar do uniforme, e ela não conseguia contratar funcionários competentes porque o RH enviava quem não correspondia às necessidades. Indignada, foi pessoalmente ao setor e percebeu que alguns currículos excelentes eram descartados com marcas discriminatórias: ‘V’ para gays e ‘G’ para gordos. Ao questionar, ouviu: ‘Esse povo não serve para trabalhar aqui’. Revoltada, ela contratou essas pessoas e viu a equipe se transformar: profissionais dedicados que elevaram o padrão de atendimento e conquistaram até clientes muito exigentes. Esse relato ilustra o potencial e a competência da população LGBT+ quando há oportunidade. Em Salvador, o Selo da Diversidade LGBT+, coordenado pela Secretaria Municipal da Reparação, é uma iniciativa pioneira que reconhece e estimula empresas comprometidas com a promoção da cidadania LGBT+. A certificação valoriza políticas afirmativas, combate à LGBTfobia institucional e ações concretas de inclusão, consolidando a cidade como referência em diversidade e respeito, está com inscrições abertas.

Retificação de nome e gênero de pessoas trans

Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Nesta quinta-feira, na 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia, em Nazaré, Salvador, ocorreu uma ação especial que marcou positivamente a vida de diversas pessoas trans da capital baiana. A iniciativa faz parte da ação “Chame Meu Nome”, organizada pela Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), com apoio jurídico do Ministério Público, voltada especialmente à retificação de nome e gênero no registro civil de nascimento. Após meses de trabalho, foram identificadas 82 pessoas interessadas, sendo 57 delas nascidas em Salvador. Um total de 20 pessoas, compareceram presencialmente ao encontro inicial na manhã de hoje, 17 delas, enquanto as demais justificaram suas ausências. Outras 25 retificações já foram enviadas diretamente aos cartórios a partir de setembro de 2024, e 17 casos de pessoas não nascidas na cidade foram encaminhados para acompanhamento no Casarão da Diversidade. A campanha é especialmente direcionada às pessoas trans de baixa renda, que encontram dificuldades em acessar tecnologias e lidar com a burocracia necessária ao processo. Com o suporte da SEMUR, esses desafios são superados, garantindo maior acessibilidade e dignidade. Os dados levantados, dos inscritos diretamente em Salvador, 42 pessoas (72,4%) reivindicam reconhecimento como mulheres trans, 14 pessoas (24,1%) como homens trans e 2 pessoas (3,5%) se identificam como não-binárias ou com gênero ambíguo. A distribuição geográfica dos participantes reflete a diversidade da capital baiana, abrangendo bairros como Engenho Velho de Brotas, Uruguai, São Cristóvão, Tancredo Neves, Pau Miúdo, Cosme de Farias, Alto das Pombas, Pero Vaz, São Caetano, Cajazeiras, Itapuã e Narandiba, demonstrando que a população trans está presente em toda a cidade. Além disso, Salvador tem se mostrado acolhedora também para pessoas trans de outras localidades. Foram recebidas inscrições de diversos municípios do interior, como Vera Cruz, Feira de Santana, Dias D’Ávila, São Gonçalo dos Campos, Itaparica, Alagoinhas, Esplanada, Campo Formoso, Ruy Barbosa, Ibicuí e Ituberá, além de inscrições provenientes de outros estados, como Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas e Maranhão. A maioria das pessoas inscritas possui idade entre 18 e 30 anos (75,9%), embora haja participação significativa também de pessoas com mais idade, incluindo uma inscrita com 63 anos. Quanto à raça/cor, predominam pessoas pardas (62,1%) e negras (27,6%), destacando a importância da interseccionalidade ao tratar de questões como gênero, raça, classe social e território. Essa ação conjunta representa mais do que apenas uma mudança formal em documentos civis; trata-se de uma afirmação da cidadania e dignidade das pessoas trans, contribuindo para a redução do estigma e da discriminação, e promovendo uma transformação cultural e institucional em Salvador. A iniciativa reflete também o compromisso da gestão do prefeito Bruno Reis com políticas inovadoras e inclusivas, reforçando a importância de ações afirmativas para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Carnaval em Salvador

Carnaval de Salvador, 2025, Foto Sanfolia Presença LGBT+ no Carnaval de Salvador reafirma visibilidade e resistência o ano todo O Carnaval de Salvador 2025 mais uma vez reafirmou a força e a representatividade da comunidade LGBT+, que ocupou os circuitos oficiais, blocos independentes, camarotes e concursos de fantasia com energia, criatividade e autenticidade. A diversidade, um dos grandes trunfos da festa, foi celebrada por meio de performances icônicas, trios elétricos temáticos e eventos que deram espaço para artistas, ativistas e personalidades LGBT+ brilharem. Essa participação, consolidada ao longo dos anos, reforça o papel essencial da comunidade na maior festa de rua do mundo. A presença LGBT+ no Carnaval não é novidade, mas sim uma tradição que atravessa gerações. Desde os desfiles dos primeiros blocos, passando pelo axé music e suas estrelas transformistas, até a explosão de eventos voltados especificamente para o público LGBT+, essa comunidade sempre esteve no centro da festa, garantindo um espetáculo de cores, resistência e inovação. Salvador, conhecida por sua efervescência cultural, abraça essa diversidade, mas ainda há desafios a serem superados para que essa inclusão vá além do período festivo. Visibilidade além do Carnaval O protagonismo da população LGBT+ não se restringe ao Carnaval. Durante todo o ano, personalidades, influenciadores e artistas LGBT+ ocupam espaços na mídia e nas redes sociais, promovendo debates, compartilhando vivências e reivindicando direitos. A cultura digital tem sido uma aliada fundamental na luta contra a LGBTfobia, ajudando a desconstruir estereótipos e ampliar a representatividade em diversos segmentos, da música ao empreendedorismo, da moda à militância política. No entanto, apesar dessa visibilidade crescente, o reconhecimento institucional e o apoio do poder público ainda são insuficientes. Muitas iniciativas LGBT+ que movimentam o turismo, a economia e a cultura local não recebem incentivo adequado, e a população continua enfrentando desafios estruturais que vão desde a violência até a falta de políticas públicas voltadas para empregabilidade e segurança. A importância do reconhecimento além da folia O Carnaval demonstra que Salvador sabe celebrar a diversidade, mas a valorização da comunidade LGBT+ não pode ser sazonal. O município e o estado devem ir além das festas e implementar ações concretas que garantam respeito, dignidade e oportunidades para essa população ao longo de todo o ano. Isso inclui desde o fortalecimento de políticas de proteção e combate à violência até o fomento de iniciativas culturais, sociais e econômicas voltadas para pessoas LGBT+. A diversidade não é apenas um elemento festivo – é um pilar fundamental da identidade cultural de Salvador. Se a presença LGBT+ é celebrada e lucrativa durante o Carnaval, por que não reconhecê-la e apoiá-la de forma mais efetiva nos outros meses do ano? A comunidade não deve ser lembrada apenas quando movimenta milhões em turismo e entretenimento, mas também quando reivindica direitos, respeito e inclusão em todos os espaços. A alegria e o talento da população LGBT+ fazem parte do DNA da cidade. Agora, cabe ao município e ao estado reconhecerem essa contribuição de maneira mais ampla, garantindo que Salvador seja não apenas um destino de Carnaval, mas um território permanente de diversidade, acolhimento e oportunidades para todas as pessoas.

Doe Parte do Imposto de Renda

O Grupo Gay da Bahia (GGB) lança uma campanha especial para incentivar a doação de parte do seu Imposto de Renda para fortalecer projetos sociais voltados à população LGBTQIAPN+.Você sabia que pode destinar parte do seu Imposto de Renda para iniciativas que fazem a diferença sem nenhum custo adicional? Essa é uma oportunidade de transformar vidas e apoiar a luta por direitos e cidadania da comunidade LGBTQIAPN+.Sobre o GGB e suas lutas O GGB foi fundado em 1980 pelo professor Luiz Mott, em Salvador, Bahia, tornando-se o primeiro grupo LGBTQIAPN+ do Brasil. Desde então, tem sido protagonista em diversas conquistas históricas para a comunidade. ServiçoGrupo Gay da BahiaCNPJ 13.225.876/0001-95Ladeira de São Miguel, 24 – Centro Histórico, 4030.026 – Salvador/BANossos canais de comunicaçõesTelephones cel/ 71 99989-4748/98843-0100E-mails inf.grupogaydabahia@gmail.com – ggbbahia@gmail.comPortal: www.grupogaydabahia.com.brInstagram: @grupogaydabahia.com – @paradalgbtbaYoutube: @grupogaydabahia1474

Conheça os Jurados

A jurada segurança trans Layla Pereira, Shopping Barra. Jurados garantem credibilidade e excelência nos concursos Rainha LGBT Trans e Fantasia Gay do Carnaval de Salvador A presença de um corpo de jurados qualificado foi essencial para a realização do III Rainha LGBT Trans e do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay, garantindo que as avaliações fossem conduzidas com transparência, imparcialidade e profissionalismo. Com experiência em diversas áreas, os jurados desempenharam um papel fundamental na credibilidade dos concursos, analisando critérios como originalidade, luxo, criatividade e impacto visual das candidatas e dos concorrentes. A diversidade dos jurados, que atuam em setores como cultura, segurança pública, marketing, sustentabilidade e movimentos sociais, reforça o compromisso dos eventos com a inclusão e o reconhecimento da arte e da representatividade LGBT+. Entre os avaliadores estavam profissionais de instituições públicas e privadas, ativistas e lideranças comunitárias, agregando múltiplas perspectivas à escolha dos vencedores. Jurados do III Rainha LGBT Trans e do 27º Concurso Nacional de Fantasia Gay O papel dos jurados na valorização da arte e diversidade Os jurados foram responsáveis por avaliar os participantes com critérios técnicos e sensibilidade artística, garantindo que a escolha dos vencedores refletisse não apenas a qualidade das apresentações, mas também o impacto cultural e a importância da arte no Carnaval de Salvador. A pluralidade de especialistas fortaleceu a integridade dos concursos, assegurando que cada detalhe das performances e fantasias fosse criteriosamente analisado. O compromisso dos jurados com a diversidade e a equidade reforça a relevância dos eventos, tornando-os ainda mais respeitados dentro e fora da comunidade LGBT+. A organização dos concursos agradece imensamente a participação de cada jurado, cujo envolvimento contribuiu para o sucesso desta edição, reafirmando o Carnaval de Salvador como um espaço de celebração, respeito e valorização da cultura LGBT+.