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17 de maio internacional de combate a homofobia

Salvador, Bahia, terça-feira 19 de maio de 2015 – ás 19h00 por: Fabíola Mansur, médica, deputada estadual na Assembléia Legislativa da Bahia (PSB) & Marcelo Cerqueira, professor Licenciado e Bacharel em História, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). (foto). Todos os oprimidos tem um dia de luta, mulheres, negros, índios, pessoa com deficiência e tantos outros. Não é dia de festa, mas  de reflexão para contar os avanços, pensar no futuro  e prevenir para que não haja retrocessos nas conquistas. Essas datas não devem ser vistas como privilégios porque não são.  São na verdade conquistas de espaços sociais e de palavras que fortalecem a luta dos oprimidos por direitos iguais. Nessa perspectiva se insere o dia  17 de  maio  Internacional de combate a homofobia Homofobia. A data foi escolhida para celebrar a exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992. A partir daí a homossexualidade recebe o status de orientação sexual. Antes se acreditava que poderia curar pessoas com essas características e muita energia foi desencadeada em pesquisas ao exemplo do livro “A Inversão dos Sexos” 1934  de autoria do médico baiano Estácio de Lima. Percebe-se pela descrição dos casos relatados no livro a iniciativa de curar essas pessoas. Por outro lado Estácio e seu colega Afrânio Peixoto, tirava a homossexualidade de caso de polícia e trazia para a clinica médica. A partir dai que surge o interesse o entendimento da medicina, influenciada pelas teorias médicas e de sexualidades que chegaram ao Brasil nesse período, a homossexualidade recebeu uma classificação primeiro pelo que chamávamos de INPS ( Instituto Nacional da Previdência Social). Desde a sua fundação o Grupo Gay da Bahia (GGB) começou campanha nacional pela derrubada do Código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças sob alegação de que  “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.  A entidade começou um abaixo assinado no qual consta assinaturas de ilustres como Fernando e Ruth Cardoso, Ivete Vargas e tantos outros artistas e políticos nacionais.  Foram anos difíceis que tivemos de enfrentar a epidemia da Aids e suas incertezas em relação a prevenção e tratamento. Muita luta por respeito, muitos companheiros tombaram no bom combate.  Mas, tivemos conquistas, avanços, sem dúvida. A luta faz com que a gente avance mais contra as injustiças. Uma conquista sem dúvida em 1980 quando Luiz Mott funda o GGB, depois a régua e o compasso quando cai por terra o código 302.0 que proíbe tratar homossexuais como doença. Essa ação foi reforçada pelas Associações de Medicina e Psicologia dos Estados Unidos, proibindo qualquer tipo de tratamento por não ser doença, mas uma variável saudável da sexualidade humana. A luta contra a homofobia recebeu um importante aliado que foi o movimento social em saúde a partir de 1994 atuando na resposta á epidemia da Aids no Brasil. Isso também graças uma visão aberta do Ministério da Saúde naquele momento.  A participação do movimento social pode expandir o debate sobre temas que antes não eram possíveis de serem abordados, tais como gênero, orientação sexual, homossexualidade, apoio  e controle social das politicas de Saúde, fóruns, encontros e participação dos ativistas. Foi um discurso prático e operacional tão generoso que fez da politica brasileira de prevenção uma experiência inesquecível por que viveu e ajudou a construir, como nós, por exemplo. Nesse dia 17 de combate a homofobia, olhando para trás percebemos o deserto que atravessamos como diz o poeta, “estranho e só” e chegamos vivos. Muitos avanços, e não é possível falar disse em o movimento social brasileiro, dedicação luta e empenho, suor, alegria e muitas lagrimas. Cada lagrima por um amigo que morreu vitima de um crime homofobico, por aqueles que vivem presos de consciência sem poder ser o que gostaria de ser, pelos jovens que se suicidaram por não encontrar apoio para viver com essa situação adversa. Lagrimas pela dor dos homens e mulheres trans que não podem ainda serem o que são de verdade, expressando-se, amando e vivendo como ser humano. Entretanto, é preciso educar as gerações, nenhuma mudança acontece se não for por meio da educação. É preciso apropria-se da escola e fazer desse espaço de construção do conhecimento, um espaço democrático de oportunidades, respeito a diversidade . Consideramos que atuação das escolas no fortalecimento do debate sobre homofobia é questão de direitos humanos e deve ser debatido com toda a comunidade escolar. Os parâmetros curriculares Nacionais já determinam que temas tais como discriminação sejam tratados em sala de aula  pelos educadores. Entretanto, falta capacitação de professores para atuar diante de uma situação de intolerância entre os alunos. A cada episódio de bullying, toda a comunidade escolar deveria se mobilizar no sentido de mudar essa triste realidade que incentiva o abandono escolar.  A escola deixa de cumprir a sua função que é formar cidadãos. Publicado no dia 17 de maio de 2015 no Correio da Bahia.

17 de maio, Dia Mundial contra a Homofobia

16 de Maio de 2015 – 13:59 | por Luiz Mott e Marcelo Cerqueira Marcelo Cerqueira, Fátima Mendonça e deputada Fabíola Mansur O termo homofobia – ódio à homossexualidade – foi cunhado em 1972 nos Estados Unidos, introduzido no Brasil pelo Grupo Gay da Bahia em 1984. O Dia Mundial contra a Homofobia, 17 de maio, foi estabelecido em 2005, pelo ativista Tin, e divulgado no Brasil por Luiz Mott em 2006, oficializado em 2010 por decreto do Presidente Lula como Dia Nacional contra a Homofobia. O Brasil destaca-se vergonhosamente no cenário mundial como país campeão de assassinatos homofóbicos: 50% dos crimes contra LGBT são cometidos em nosso país, 326 homicidios em 2014, uma média de uma morte violenta a cada 27 horas, dos quais  53% gays, 43% travestis e 4% lésbicas. Crimes de ódio, com requintes de crueldade: dezenas de facadas e tiros, múltiplos instrumentos de tortura, empalamento e castração das vítimas. Em 2015 já foram documentados 122 assassinatos. São Paulo é em termos absolutos a metrópole onde ocorreram mais assassinatos no ano passado: 16, seguido do Rio de Janeiro e Bahia. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vitimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Enquanto no Brasil como um todo, os LGBT assassinados representam 1,6 de cada um milhão de habitantes, na Paraíba esse risco sobe para 4,5 e 4,1 para o Piauí. Durante décadas, o Nordeste foi à região de maior incidência de crimes homofóbicos: pela primeira vez em 2014, o Centro-Oeste emerge como a região geográfica mais intolerante, com 2,9 de “homocídios” para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul – a região menos violenta, com 0,7 mortes. Segundo o fundador do Grupo Gay da Bahia, responsável pelo site Quem a homotransfobia matou hoje,  “Lastimavelmente, a violência anti-homossexual cresce incontrolavelmente no Brasil. Nos 8 anos do governo FHC, foram documentados 1023 crimes homofóbicos, uma média de 127 por ano; no Governo Lula, subiram para 1306, com média de 163 assassinatos por ano; nos quatro anos do Governo Dilma, tais crimes já atingiram a cifra de 1569 mortes,  com média de 392 assassinados anuais – mais que o dobro dos governos anteriores”. Para Eduardo Michels,  responsável do banco de dados sobre crimes contra LGBT, “falta vontade política da Presidenta em cumprir sua repetida promessa eleitoral de criminalizar a homofobia. Além de crescentes, esses crimes se tornam cada vez mais cruéis e bárbaros”. Como o gay Helmiton Figueiredo, 30 anos, assassinado com 60 facadas em Cabo de Santo Agostinho (PE); a travesti Agata Renata, 18 anos, de Campo Grande (MS), estuprada, morta por espancamento e jogada dentro de um rio; os gays Jonhy Lima, 19 anos e Saulo Tavares, 24, esfaqueados em Vila Velha (ES); o jovem de 14 anos, Peterson Ricardo Oliveira, de Itaquaquecetuba (SP), espancado na escola por ser adotado por pais gays. Homofobia não combina com democracia. Entretanto, é preciso que toda a sociedade se desnude do preconceito e seja capaz de entender que combater a homofobia não é fazer propaganda de uma orientação sexual em especial, ao contrario. A homofobia é uma verdadeira praga que destrói vidas e famílias. Combate-la é criar climas favoráveis para o fortalecimento da democracia  e dos direitos humanos coletivos de difusos de todos os cidadãos. Homofobia é também uma doença a pessoa homofobica padece de uma doença social curável basta que ela queira ficar boa. Para curar-se só precisa de conhecimentos, educação para entender que pessoas homossexuais são tão normais quanto outra qualquer, inclusive, podem até cometer erros e reconhece-los porque isso faz parte da condição de ser humano. Publicado em 16 de maio de 2015, ás 15h no site www.bocaonews.com.br *Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) *Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia

Justiça para Andrezza Lamarck

Compartilhe viral em sua rede social. Isso é importante, porque proteger esses casos não devem ficar impune. Salvador, BA, domingo, 10/05/15 .

Amigos choram morte de transformista Andrezza Lamarck

Salvador, Bahia, 08h30, sábado, 9 de maio de 2015. Do GGB Atualizada em 9/05/15 ás 15h28min – Familiares informaram que o sepultamento acontece amanhã, domingo 10, ás 11h00 no Cemitério Municipal de Itaapuã. Em menos de 2h00 após morte do ator transformista, Fernando Bergen Monteiro,46 anos, conhecido no meio artístico como Andreza, ontem à noite por volta das 22h, amigos e admiradores do ator expressavam tristeza e revolta pelas mídias sociais. O crime chocou a comunidade local e pelo conteúdo das postagens na internet percebe-se que Andreza, era uma pessoa muito querida e amada pelos colegas e admiradores que chamavam de “diva”, por personificar a personagem Clara Nunes em seus shows. Após ter se apresentado em uma casa de shows da área, Fernando, seguia pela invasão que liga o Tororo a Estação da Lapa, quando logo no inicio da via, nas imediações do bar de um homem conhecido como Nego, foi surpreendido por um homem que saiu de dentro de carro Fiesta preto modelo Hatch, e realizou cerca de quatro disparos de revolver. Segundo moradores que presenciaram o crime e pessoas que estavam sentadas nas mesas e cadeiras espalhadas pela rua, o homem desceu com calma, e com o rosto descoberto, cobrindo a face após retornar ao carro que arrastou e fugiu pela rua José Duarte sentido a Avenida Joana Angélica. Um morador que não quis se identificar disse que viu o instante que o homem realizou os disparos e o corpo agonizado ao chão até morrer. “ O individuo era um homem negro, parrudo e media cerca de 1,70 de altura” declarou informando ainda que parecia haver mais pessoas dentro do carro além do motorista. A fuga foi registrada por uma câmara de alta resolução da Secretaria de Segurança Pública da Bahia instalada na entrada da rua José Duarte  com Joana Angélica. A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal Nina Rodrigues para poder fazer o sepultamento, que ainda não tem hora a ser realizado. Fernando que também era maquiador se apresentava nas casas noturnas de Salvador inclusive com dias fixos em algumas elas. Andrezza Lamarck gozava da consideração do Grupo Gay da Bahia (GGB) que sempre escalava a personagem para se apresentar na Parada Gay e demais eventos realizados pela entidade. Mesmo que pese a vulnerabilidade dos LGBTs e a entidade defender que os casos envolvendo mortes e violências contra a comunidade são motivados pela homofobia, este crime não revela teor homofobico explícito, para isso considera-se ainda que não existem informações no meio de que ela realizasse algum tipo de comércio  ilícito. O modo de execução nos leva a supor que seria um crime encomendado, porque não foi assalto, o atirador não levou nenhum dos pertences da vitima sendo os mesmos recolhidos pela Polícia Técnica, o atirador não expressou nenhuma palavra associada à orientação sexual da vitima. Texto no face revela que ela fazia planos para o futuro, confira. Andreza, publica no face “Não durmo mais com a garrafa..” em mensagem positiva de vida. No dia 3 de maio, ás 17h30 ela publicou a seguinte mensagem.  Texto indica que ela estava buscando melhorar a sua qualidade de vida e para isso estava adotando novos hábitos.  “Tenho o maior respeito a arte do transformismo foi bom poder ter professoras e professores maravilhosos nesses 26 anos de palco atualmente e essa arte que vem me sustentando…..uma profissão que me aproxima de pessoas boas e tambem más so e olhar para traz e ver que o longo da minha estrada so ficou as minhas pegadas pois quem teve que ficar na escuridão ficou a um tempo atras estava num momento de grandes duvidas mais so os meus amigos tiveram a coragem de me contar o que alguns amigos de show estariam dizendo ao meu respeito mais meus amores quando fui a escola foi pra estudar entende eu nao ia a escola eu ia estudar sabem a diferença do que eu estou falando …..é isso hoje nao permito mais morar com ninguem,nao durmo mais com a garrafa de conhaque ao lado da minha cama,na minha casa nao tem entra e sai ….so vai quem eu convido e alem disso nao quero homem nenhum dentro dela a minha vida agora e assim se eu passar a vida toda falando que te amo eu amo mais se vc me dizer so uma ingratidão te excluo do meu face nao precisa nem me perguntar ha……quando eu tiver em qualquer camarim e eu for a responsavel por favor….se afaste tenha pelo ao menos a decencia se se orgulhar como ser humano outra coisa viva seuja feliz nas minhas orações eu torço pela vitoria dos meus inimigos pois sei que vou elevar a minha vitoria perante aos meu Orixas eu sou de OXALUFAM”.

 UM CAFÉ, UM SEGREDO E UM BORRADO: Atividades artísticas promovem discussão sobre identidade e gênero no mês em que se comemora o Dia Internacional de Combate à Homofobia  

UM CAFÉ, UM SEGREDO E UM BORRADO Atividades artísticas promovem discussão sobre identidade e gênero no mês em que se comemora o Dia Internacional de Combate à Homofobia. ( foto divulgação). Salvador, Bahia, sexta-feira, 8 de maio de 2015 – Da assessoria No intuito de promover discussões em torno do universo LGBTTT, os artistas Luiz Antônio Sena Jr. e Anderson Danttas, realizam uma série de atividades artísticas no projeto “Um café, um segredo e um borrado”, durante o mês de maio, quando celebra-se o Dia Internacional de Combate à Homofobia (17/05).  De acordo com dados estatísticos recentes, 44% dos casos letais de homofobia foram registrados no Brasil no último ano; o Nordeste é a região que mais mata; e, a Bahia é o quarto estado em número de casos, ao lado do Rio de Janeiro, estando na capital a maior quantidade de registros. Nesse contexto, os dois artistas que integram A Outra Companhia de Teatro realizarão em 04 praças de Salvador (Piedade, Campo Grande, Cruzeiro de São Francisco e Porto da Barra), a intervenção urbana CAFÉ [um gole ou um brinde], onde convidarão pessoas para tomar um café. Neste ato, dialogarão sobre seus afetos, suas escolhas, até revelarem-se gays e darem a seu interlocutor duas opções: tilintar as xícaras num brinde a diversidade ou tomar seu gole solitário. Ainda, nesta ação de interação com o espaço urbano, somando-se às intervenções, acontecerá a exposição De quando conheci você (?), do fotógrafo potiguar Paulo Fuga, que caracteriza-se pelo silêncio, fluidez e itinerância, ao expor imagens de pessoas e casais LGBTTT em sua intimidade atravessadas por recortes da capital baiana em porta-retratos dispostos em bancos, calçadas, paredes e árvores. A proposta é convocar o público a revisitar o espaço/corpo do outro através da fotografia, numa tentativa de assumir a rua como casa para refletir sobre o lugar sócio-político-urbano em que estão inseridos. Também, apresentarão o espetáculo BORRADO [de como o tempo te revela], em 06 sessões, no esquema Pague Quanto Quiser (ao final o espectador paga o valor que pode e acredita ser condizente a obra que assistiu), em locais alternativos da capital baiana: Residência Universitária (R1 / UFBA) – Vitória, Casa d’A Outra – Politeama, e, Casa Preta – Dois de Julho. Em cena, os dois atores, através de relatos biográficos e realidades ficcionadas, expõem seu processo de descoberta/aceitação gay, construindo uma trama pautada no teatro documentário, onde o público participa ativamente da encenação, sendo coadjuvante da ação. Por fim, acontecerá, ainda na Casa d’A Outra, a oficina gratuita SEGREDO [sobre como dizer, sem pedir], voltada para atores e não-artistas, maiores de 16 anos, interessados em participar de uma vivência que pretende expor as estratégias de criação do espetáculo, convocando os participantes a revisitarem sua história para entenderem-se como personagem de um contexto, e assim estabelecer outro ambiente de discussão sobre gênero e sexualidades. “Mais do que falar sobre o gay, queremos dizer: todos somos iguais para além das identidades sexuais! Temos fome, sede e sono, como todos. Ficamos doentes, sangramos e moremos, como todos.Consumimos, pagamos impostos e votamos, como todos. Precisamos ser reconhecidos e assistidos pelos direitos que cabem aos cidadãos brasileiros, como todos!”, justifica Luiz Antônio Sena Jr., idealizador do projeto que acontecerá entre os dias 16 de maio e 05 de junho. “A ideia é convocar as pessoas a refletir sem os superlativos que vitimizam/agridem os homossexuais”, completa Anderson Danttas. O projeto “Um café, um segredo e um borrado” é uma realização d’A Outra Companhia de Teatro e foi contemplado pelo edital Arte em Toda Parte – Ano II, lançado pela Fundação Gregório de Mattos, órgão da Prefeitura de Salvador.   SERVIÇO: Intervenção Urbana: CAFÉ [um gole ou um brinde] Exposição Fotográfica: De quando conheci você (?) Onde: Cruzeiro de São Francisco – Pelourinho, Praça da Piedade – Centro, Largo do Porto – Barra, Praça Dois de Julho – Campo Grande – respectivamente Quando: 19 (a partir de 19h), 23 (a partir de 13h), 24 (a partir de 16h) e 31 (a partir de 16h) de maio de 2015 – respectivamente Quanto: gratuito Espetáculo: BORRADO [de como o tempo te revela] Onde: Residência Universitária – R1 / UFBA (Av. Sete de Setembro, 2982 – Vitória), Casa Preta (Rua Areal de Cima, 40 – Dois de Julho), Casa d’A Outra (Rua Politeama de Cima, 114, Ed. Centro Comercial Politeama, 1º andar – Politeama) Quando: 29 de maio e 05 de junho (Casa d’A Outra – às 20h), 17 e 31 de maio (Casa Preta – às 19h), 30 de maio e 06 de junho (Residência Universitária – às 20h) Quanto: Pague Quanto Quiser (ao final da apresentação o expectador paga, se quiser, o valor correspondente a obra que assistiu) – ingressos distribuídos 01h antes Oficina Artística: SEGREDO [sobre dizer, sem pedir] Onde: Casa d’A Outra (Rua Politeama de Cima, 114, Ed. Centro Comercial Politeama, 1º andar – Politeama) Quando: de 20 a 28 de maio, quartas e quintas, das 19h às 22h Quanto: gratuito, om inscrições através do e-mail aoutra@gmail.com Mais informações: Luiz Antônio Sena Jr. – 71 9252-5491 / luizantoniosenajr@gmail.com Roquildes Junior – 71 9222-6521 / rjuniorator@gmail.com  

IPIAÚ: HOMOSSEXUAL DESAPARECIDO FOI ENCONTRADO MORTO

Salvador, Bahia, 18 de março de 2015  / Do site Ubaitaba urgente em 12/03/2015 O corpo do jovem Cristiano dos Santos Nunes, de 28 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (12) numa propriedade rural, conhecida como “Zeca Souza”. O corpo estava boiando no Rio de Contas e foi localizado por populares. Apesar de estar em avançado estado de decomposição, familiares afirmam que o corpo é o de Cristiano (foto). Ainda não é possível identificar a causa da morte do rapaz. Cristiano estava desaparecido desde a noite do último sábado (07) quando saiu de sua residência no bairro Aloísio Conrado para comprar pão. No celular dele foi encontrada uma mensagem em tom de ameaças. O aparelho foi entregue a polícia civil. Os familiares de Cristiano ainda não entendem quais seriam as motivações para o crime. Homossexual assumido, o rapaz era considerado uma pessoa tranquila e que não possuía inimigos. O corpo do jovem ipiauense será encaminhado para o IML em Jequié. As investigações do caso ficam por conta da Polícia Civil. Esse é o segundo caso, no ano, de desaparecimento em que o fim é marcado por morte. No mês de Janeiro, uma adolescente de 14 anos, também sumiu. O corpo dela foi encontrado vinte dias depois na Cascalheira. O suspeito do crime, é o ex-namorado, que está preso. Informações do Giro em Ipiaú. Em nosso site  https://homofobiamata.wordpress.com/ até o dia de hoje já foram contabilizados 70 homicidios LGBT no Brasil.

Desavença por dinheiro causou morte de bailarinodinheiro causou morte de bailarino

Salvador, Bahia, 18 de março de 2015 – DA ASCOM/PC Autuado por homicídio e roubo, pelo delegado Guilherme Machado, titular da 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), o garoto de programa Wallyson Santana de Castro, o “Galego” ou “Roy”, de 24 anos, autor confesso da morte do bailarino Reinaldo Pepe dos Santos, 40, foi apresentado à imprensa, na manhã desta quarta-feira (18), no auditório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o delegado, “Galego” assassinou Pepe com golpes de faca no pescoço e no abdômen, na madrugada de domingo (15), na Rua do Alvo, no bairro da Saúde, onde o bailarino residia, e roubou um notebook e o celular da vítima, que tinha conhecido há uma semana. O crime foi motivado por um desentendimento entre as partes na hora por pagamento do programa. “Galego” foi preso, na tarde de terça-feira (17), na cidade de Muritiba, no Recôncavo Baiano, por militares da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Polo), e conduzido ao DHPP, onde teve o mandado de prisão temporária, expedido pelo Plantão Judiciário, cumprido pelo delegado Machado. Na delegacia, “Galego” informou que ainda não tinha feito nenhum programa com o bailarino, mas já tinham se encontrado em um bar para beber com outros amigos da vítima. Segundo o delegado, imagens de “Galego”, saindo do local do crime, foram analisadas pela polícia e ajudaram na sua identificação. Testemunhas ouvidas no departamento sobre o caso, também reconheceram o autor por meio da fotografia fornecida pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Atenderam a imprensa o delegado Guilherme Machado, titular da 3ª DH/BTS, e o coronel Lázaro, comandante da Cipe/Polo. A faca utilizada no homicídio ainda não foi localizada pela polícia. Wallyson será encaminhado à Cadeia Pública, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Homofobia empurra LGBT para a clandestinidade  Do Grupo Gay da Bahia. O Grupo Gay da Bahia (GGB) esteve presente desde as primeiras horas quando diversas mensagens enviadas por internautas informavam o acontecimento criminoso. A entidade acredita que o crime sem dúvida tem requinte homofobico, pois, todo crime tendo LGBT como vitimas são motivados pela vulnerabilidade social dessa população. A cultura considera LGBT como pessoas de segunda categoria e empurra essas pessoas para viver a sua sexualidade de forma clandestina expostas a violência, perigos, insalubridades e doenças. As pessoas devem entender que combater a homofobia não é fazer propaganda da homossexualidade, mas, criar climas favoráveis  para o fortalecimento da democracia e cidadania. Não é possível que os LGBT paguem com a sua própria vida o preço do seu desejo. Abaixo orientações para profissionais do sexo e para os demais, dicas de segurança. É preciso criar um código de ética para ambas partes. (Marcelo Cerqueira – DRT 2135-ba) A lista das orientações: Dicas para antes de sair com o cliente: 1) Decida o que você aceita fazer e o que não aceita. 2) Decida o lugar para onde vocês irão, não deixe a escolha para o cliente. 3) Recuse clientes estranhos, muito alcoolizados e os que fazem pedidos malucos. 4) Sempre tenha à mão camisinhas, lubrificante e lenços descartáveis. 5) Permaneça em alerta e preste atenção no comportamento do cliente. 6) Faça um acordo sobre o preço do programa e o lugar antes de sair com o cliente, do contrário, poderá haver problemas sérios. 7) Exija a utilização da camisinha do início ao final da transa. 8) Se você batalha sozinha, faça de conta que um(a) colega está na proximidade (finja que está falando com ele(a). 9) Tome a direção das operações. 10) No carro, feche a porta e verifique imediatamente que ela pode se abrir de novo (faça como se ela estivesse mal fechada); 11) Observe com atenção o cliente: não é tarde demais para voltar atrás e desistir do programa se você pressente que vai ter problema. 12) Coloque o dinheiro dele onde ele possa vê­lo, mas nunca com o resto das suas notas de dinheiro. Negociando com o cliente: 13) Se o cliente lhe der uma má impressão ainda na calçada (seu território), será ainda pior quando estiver dentro do carro (território dele). 14) Ao se aproximar do carro, conserve uma distância de segurança para evitar as agressões, facadas, cuspidas, bombas de gás, jatos de extintores de incêndio no rosto etc.. 15) Assegure­se de que o cliente esteja sozinho no carro. Dicas para quando você já estiver com o cliente: 16) Tente negociar as relações sexuais sem penetração. Procure utilizar as mãos, a boca, os seios, as nádegas… A simulação pode ser possível: entre as coxas com a ajuda da mão, por exemplo. Dessa forma, tem clientes que nem sabem se está acontecendo a penetração ou não. 17) Utilize preservativo lubrificado: certifique-se de que tenha o selo do INMETRO e a data de validade na embalagem. O preservativo salva vidas. 18) Para convencê-lo, fale da segurança dele, de sua segurança, do tesão dele (com um preservativo, dura mais tempo, os preservativos o/a excitam). Se o cliente recusar preservativo e você aceitar trabalhar sem, a simulação é então indispensável para evitar o contato do esperma com suas mucosas vaginais. 19) Penetração muito profunda pode causar traumatismos. Coloque a sua mão na base do pênis permitindo limitá-lo na profundidade e garantir a posição correta do preservativo. 20) Após a ejaculação, segure firme o preservativo enquanto o cliente tira o pênis, para que o esperma não escorra para dentro de você. ORIENTAÇÕES                                                     Para contratantes de prestadores de serviços sexuais. Procure não dormir com o inimigo: Gay vivo não dorme com o inimigo. Evite levar desconhecidos ou garotos de programa para casa. Prefira fazer programas em hotéis, motéis e saunas; Investigue a vida da pessoa com quem pretende sair. Prefira pessoas indicadas por amigos; Só faça programas com elas depois de ter certeza que são de confiança; Nunca beba líquidos oferecidos pelo parceiro eventual. A bebida pode conter soníferos;famoso “Boa Noite Cinderela”. Em um

Suspeito diz que matou transexual por causa de “trabalho” feito contra ele .O crime aconteceu em 24 de fevereiro em Santa Luzia do Lobato

Keity foi morta a facadas. (Foto: Divulgação) Salvador, Bahia, 13 de março de 2015  /  Da Redação (redacao@correio24horas.com.br) O suspeito pela morte da transexual Itamar Sena Passos, 33 anos, conhecida como Keity, será apresentado pela polícia nesta sexta-feira (13) no auditório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O crime aconteceu em 24 de fevereiro em Santa Luzia do Lobato. Yakoo Samuel dos Santos Alcântara, 18 anos, manteve um relacionamento com Keity por dois anos. Ele foi preso na quarta-feira (11) em Vilas de Abrantes. Ele confessou em depoimento que o motivo do crime foi um “trabalho” que a transexual teria feito contra ele em um terreiro da Candomblé. Segundo nota do Grupo Gay da Bahia (GGB), Keity foi encontrada morta em cima da cama com cerca de dez perfurações causadas por uma arma do tipo faca. Testemunhas disseram que o crime foi cometido por um homem que mantinha relacionamento com a vítima. No último dia 20, uma travesti foi achada morta na avenida Heitor Dias, em Salvador. Ela foi atingida por três disparos de arma de fogo na perna e cabeça, e não teve a identidade divulgada pela polícia. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso, mas não há pistas.”Muitas trans são mortas nesse ambiente de pista, por falta de oportunidade de um trabalho socialmente aceito”, diz o fundador do GGB, o professor Luiz Mott.

Mulher trans assassinada no Lobato por três homens

Keity, morta a golpes de faça por três homens dentro de casa no Lobato. Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 – ás 00h47min – por Marcelo Cerqueira. O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu a denúncia que foi encontrado por volta das 21h de hoje 24, terça-feira o corpo de Itamar Sena Passos, 23 anos, transexual de prenome “Keity”, profissional do sexo, no interior da casa onde morava na Rua Voluntários da Pátria s/n no bairro do subúrbio ferroviário de Salvador. De acordo com duas testemunhas que preferem não se identificar Keity foi vitima de dezessete perfurações espalhadas por todo o corpo, não resistindo veio a óbito no local. Segundo essas testemunhas ela teria feito no dia de ontem, segunda-feira uma feijoada para comemorar o seu aniversário, reunindo amigos na sua casa. Ontem a noite a vitima ainda curtia o seu aniversário em companhia de suas amigas trans quando foram surpreendidas por Iago com o qual mantinha algum tipo de relação e mais dois homens, sendo que um seria parente do Iago. “ Eles chegaram agitados e mandaram nos duas saírem da casa, saímos assustadas e fomos para fora” conta uma das testemunhas e segue “ Ela ficou lá dentro e começaram a bater e dar facadas até matar”, disse. Era por volta das 23h de ontem quando o corpo foi recolhido pelo Instituto Medico Legal Nina Rodrigues para ser periciado. O corpo foi da vitima encontrado reclinado sob uma cama e havia perfurações possivelmente provocadas por faça nas imediações do obro direito cerca de dez golpes. Segundo populares o crime teria sido cometido por um homem de prenome Iago, o qual mantinha algum tipo de relacionamento com á vitima. O caso encontra-se com a 29ª Delegacia de Policia Civil. O GGB na madrugada de terça-feira entrou em contato com a Delegacia pedindo apuração e celeridade na busca dos possíveis assassinos considerando que eles são conhecidos no Lobato e na Santa Luzia. Somente este mês essa é a segunda trans morta em Salvador. Em nota lançada a imprensa ontem, 24, o professor Luiz Mott, fundador do GGB alertou que “As trans ainda são as principais vítimas dos crimes de ódio em nosso país e estado: entre 1980-2015 foram assassinadas na Bahia 112 travestis e transexuais, uma média de 3 por ano. Mott denunciou que no último dia 20 foi encontrado o corpo de uma trans na região dos Dois Leões, Salvador, com vários tiros na cabeça: sem identidade, sem parentes que reclamem o cadáver, sem prisão do assassino. “Muitas trans são mortas nesse ambiente de pista, por falta de oportunidade de um trabalho socialmente aceito”, disse Mott denunciando ainda que a homofobia e transfobia empurram essa população para viver na clandestinidade, expostos a violências e doenças, por falta de trabalho e oportunidades de serem o que são. O Grupo Gay da Bahia (GGB) desenvolveu um projeto chamado SIM LGBT voltado para intermediar mão de obra e capacitar essas pessoas para que elas possam participar de forma igualitária no mercado de trabalho. O serviço que busca apoio cria um site de Recursos Humanos e oferece capacitação profissional para essas pessoas.

Mulheres trans da Bahia podem usar nome feminino na Ufba e escolas

Millena Passos ” Mais direitos e respeito para nós que somos do gênero feminino” . ATRAS. Por Biaggio Talento / Salvador, BA 24/02/15  – Se matricular, a partir desse ano, na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e na rede pública de ensino estadual com seus nomes femininos. As portarias foram editadas em 2014 para começar a valer em 2015. O fato é comemorado como uma “vitória histórica” do gênero pela Associação de Travestis de Salvador (Atras) e Grupo Gay da Bahia (GGB). As duas entidades de apoio à luta homossexual afirmam que as “trans” – que inclui travestis e transsexuais – ” constituem a minoria social mais desconhecida e discriminada no país, sofrendo opressão dentro de casa, pois raramente recebem apoio da própria família”. Ao não ter o direito de usar o nome adequado a sua identidade de gênero, sofrem “grave constrangimento quando são publicamente chamadas com nome masculino”. A Atras e o GGB pretendem ampliar “o respeito ao nome social em todos espaços públicos e não apenas para estudantes e rede pública”. A estimativa das duas entidades é que existam duas mil “trans” no estado, aproximadamente 500 em Salvador. Assinalam ser “rara” a cidade brasileira, inclusive os menores municípios, que não tenha uma ou mais “trans”. Millena Passos, presidente da Atras, diz que “a grande maioria das trans são profissionais do sexo – ocupação legalizada por Jaques Wagner quando era Ministro do Trabalho”. Alega que muitas “estão na pista” por falta de alternativas, pois teriam sofrido “bullying” nas escolas, “foram expulsas de casa e são recusadas quando procuram trabalho.” Ela acredita que as portarias da Ufba e Secretaria de Educação da Bahia “vão estimular muitas travestis a estudar e ter outra profissão menos perigosa e insalubre”. “Se alguma escola ou faculdade recusar reconhecer nosso gênero feminino, inclusive o acesso a sanitário feminino, deve ser denunciada publicamente e a Atras acionará o Ministério Público da Bahia”, declarou Millena. Três “trans” já se matricularam na Ufba com nome social. O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB lembrou que “as trans ainda são as principais vítimas dos crimes de ódio em nosso país e estado: entre 1980-2015 foram assassinadas na Bahia 112 travestis e transsexuais, uma média de 3 por ano. No último dia 20 foi encontrado o corpo de uma travesti na região dos Dois Leões, Salvador, com vários tiros na cabeça: sem identidade, sem parentes que reclamem o cadáver, sem prisão do assassino. Infelizmente esse é o medo e destino de muitas trans profissionais do sexo. Esperamos e torcemos que ao terem a partir de agora seu nome social respeitado nos bancos escolares, tenham melhores alternativas de subsistência e maior esperança de vida”.