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Salvador recebe Conferência LGBT: Por uma cidade que respeita a diversidade.

Salvador, Bahia, domingo, 19 de julho de 2015 – Da assessoria (Semur). Edição Marcelo Cerqueira ( DRT- BA 2135) A Prefeitura de Salvador, Bahia, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), promoverá sua Conferência LGBT nos dias 21 e 22 deste mês, no Fiesta Bahia Hotel, sendo precedida de Pré-Conferências que serão realizadas no próximo sábado, 11, em prefeituras-bairro, em centros sociais urbanos e também na sede do Observatório da Discriminação Racial e LGBT. A programação consta ainda de uma parte cultural voltada a identidade.  No dia 21 a festa de abertura fica por conta da Banda Diva Box que vai tocar os  hits mais badalados de divas da música internacional atual e do passado servirão de inspiração para o show Diva Box. O repertório trará canções que se consagraram nas vozes de Beyoncé, Rihanna, Katty Parry, Madonna, Cindy Lauper, Spice Girls, entre outras, ganhando releituras nas vozes masculinas dos atores Fernando Ishiruji, Paulo Lopes e Ricardo Albuquerque. Já o segundo dia vai ser dedicado ao transformismo. Michelle Lorem, recebe Mitta Lux e Valerie O´Hara. Mita rende homenagem ao movimento e promete show glorioso homenageando as grandes divas pop internacionais e nacionais, Mitta Lux faz uma viagem por vários estilos e músicas, indo do blues, funk, R&B, Jazz e Rock. Já Valerie O’rarah apresentará suas performance ligada a cultura afro remetentes aos ancestrais religiosos africanos.Confira abaixo a programação completa das atividades.      Valerie (e) e Mitta Lux, atrações da Conferência no dia 22. Ambos os eventos tem a finalidade de preparar o município para as conferências que acontecem em 2016, em todo o País, cujo processo é iniciado nos territórios de identidade, continuado em âmbito estadual e finalizado na Conferência Nacional LGBT, prevista para maio daquele ano. Todas elas terão por propósito debater e propor políticas públicas voltadas para a população LGBT, bem como avaliar avanços, necessidades e demandas. Por pensar políticas públicas, as Pré-Conferências e Conferência que acontecerão em Salvador poderão municiar a Prefeitura na elaboração do plano municipal LGBT. Participe! Mais informações podem ser obtidas com a organização do evento na sede do Observatório da Discriminação Racial e LGBT, na Rua Carlos Gomes, 31, Clube de Engenharia da Bahia, Centro, bem como pelo telefone (71) 3202-2700. e-MAIL: reparacao@salvador.ba.gov.br CONFÊNCIA LGBT DE SALVADOR Tema: “Por uma Salvador que respeita a diversidade”. Local: Fiesta Bahia Hotel (Av. Antônio Carlos Magalhães, 741, Itaigara). Telefone:(71)  3352-0000. Programação       Foto. Cartaz divulgação do evento e Fernando Ishiruji do grupo Diva Box. TERÇA-FEIRA, 21 DE JULHO DE 2015 13h – Credenciamento 15h – Leitura e aprovação do Regulamento 18h – Mesa Institucional 18h30 – Conferência de Abertura: “Por uma Salvador que respeita a diversidade” 19h30 – Atividade Cultural QUARTA-FEIRA, 22 DE JULHO DE 2015 8h às 10h – Mesa redonda: Políticas públicas e desenvolvimento para a comunidade LGBT; Arranjos institucionais para assegurar a sustentabilidade das políticas LGBT; Participação política e controle social LGBT nos espaços de decisão. 10h às 10h15 – Lanche 10h15 às 12h15 – Grupos de Trabalho 12h15 às 14h – Almoço 14h – Grupos de Trabalho 16h – Plenária Final 17h – Encerramento TEXTO-BASE DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS E PROMOÇÃO DA CIDADANIA LGBT – COMLGBT A Conferência Municipal de Promoção e Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT terá como tema Por uma Salvador que Respeita a Diversidade e ocorrerá nos dias 21 e 22 de Julho de 2015. Este é instrumento democrático de participação e de controle social para reafirmar e ampliar o compromisso governamental com a cidade do Salvador, mediante a construção de políticas públicas de Promoção e Cidadania LGBT, enfrentando todas as formas de lesbo-gay-bi-transfobia. São objetivos da COMLGBT: Reafirmar e ampliar o compromisso governamental e da sociedade soteropolitana com a Política Municipal de Promoção e Cidadania dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais como fatores essenciais à democracia plena e ao desenvolvimento com justiça social; Avaliar os desafios a serem enfrentados pela implementação da Politica Municipal de Promoção e Cidadania dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais; Propor um conjunto de recomendações de enfrentamento a lesbo-gay-bi-transfobia no âmbito do Executivo Municipal e de outros Poderes do Município do Salvador; Discutir os mecanismos de institucionalização da Promoção dos Direitos e Cidadania LGBT no Município do Salvador. A Conferência utilizará como orientador os seguintes marcos e documentos regulatórios: Primeira Conferência Nacional LGBT; Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos LGBT; Instalação do Conselho Nacional LGBT; Autorização da Mudança de nome para as travestis PL 2976/2008; Autorização de mudança de nome para as pessoas transexuais PL 72/2007; Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil; Criação da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos LGBT; Implementação do módulo LGBT do Disque Direitos Humanos; Planejamento Estratégico da Secretaria da Reparação; A criação do Núcleo LGBT; Criação do Comitê Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. A existência dessa manifestação discriminatória contra o segmento LGBT levou a Anistia Internacional1 a considerar tal comportamento como Violação dos Direitos Humanos. No Brasil, grandes passos já foram dados quanto à legislação e garantias dos Direitos da população LGBT. Ainda assim, o país é citado em documentos internacionais como um dos países que mais comete violência contra homossexuais. O Estado da Bahia é considerado o segundo do Nordeste com maior índice de violência contra LGBTs. Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB)2 sinalizam que no ano de 2014 houve um aumento de 4,1% de crimes de ódio contra LGBTs. Vale ressaltar que a violência não tem sua faceta restringida as agressões físicas e verbais. Ela coexiste com a negação dos direitos sociais, como acesso a moradia digna, saúde, trabalho, educação para a diversidade, políticas culturais dentre outras. Ao refletir sobre a cidade do Salvador é possível identificar avanços nas políticas, a exemplo da requalificação do Observatório Permanente, do GT para a implantação do Núcleo e comitê LGBT. Contudo, os números apresentados pelo Observatório do Carnaval 20143 (SEMUR) revelaram 1035 ocorrências de violência em suas diversas tipologias. Sabe-se da subnotificação desses dados, devido a invisibilização e negação dessas violências e violações. Deve ser destacado que, segundo

Pré-conferências LGBT Salvador acontecem sábado simultaneamente.

Salvador, segunda-feira, 6 de julho de 2015 – Da Assessoria do GGB. Promovidas pela (SEMUR) Secretária Municipal da Reparação nesse sábado a cidade recebe nas (09) nove Prefeituras Bairro nesse sábado, 11, das 14ho ás 18h0 as pré-conferências LGBTs. Gays, lésbicas, travestis, homens e mulheres transexuais, simpatizantes, Ongs, movimentos culturais locais, estão todos convidados para esse momento importante para a construção de Salvador sem Homo, lésbo, bi, trans fobia. Procure a sua Prefeitura Bairro e participe. Vai ser um momento para você contribuir com suas opiniões para fazer a Politica Municipal LGBT. A União faz o açúcar e juntos fazemos a diferença. O Grupo Gay da Bahia sente-se manifesta o seu contentamento em ter um de seus projetos aprovados e transformado em POLÍTICA PÚBLICA DE GOVERNO, isso não tem preço. Conheça a história. Tudo isso nasceu a partir do GGB ter apresentado a então vereadora Fabíola Mansur (PSB), hoje deputada Estadual a proposta de um Projeto de Lei para a criação de um Centro de Referencia LGBT em Salvador. A vereadora lutou e defendeu o Projeto no Colégio de Líderes onde foi aprovado. A defesa da vereadora fez com que o prefeito ACM Neto ficasse sensibilizado e aprovasse o projeto. O prefeito ACM Neto institui por meio de Decreto Municipal a criação de um Núcleo junto a Secretaria da Reparação (Semur) para construir o Centro de Referência. Agora é o segundo passo para esse projeto se tornar realidade quando o GGB completa 35 anos de fundação. É só agradecer! Participe. Chame gente. Serviço I Pré-conferência LGBT Salvador – CENTRO Dia 11 de julho, sábado, das 14h0 ás 18h0 Local: Prefeitura Bairro, Praça da Sé – Prédio da (ABI) ao lado do Edifício Themis. Mais informações: 71 – 3202 2700 com Zú Paim – E-mail: zupaim@yahoo.com.br Foto: Dia da assinatura do Decreto. Professora Ivete Sacramento, secretária (Semur), Zu Mota Paim, vice-preita Célia Sacramento, Fabíola Mansur, ACM Neto Prefeito, Marcelo Cerqueira  e Millena Passos. — com Millena Passos.

Semana da Diversidade e Parada Gay da Bahia já tem cotas de patrocínio para empresas

Salvador, Bahia, segunda-feira, 22  de junho de 2015 – Da assessoria.  As cotas comerciais para a IV Semana da Diversidade e 14ª Parada Gay da Bahia já estão disponíveis para empresas interessadas em participar do evento que conta com uma programação diversificada incluindo seminários, feira, mostra de artes plásticas, shows musicais, desfile de trios, palco para apresentação de bandas musicais. Organizada pelo Grupo Gay da Bahia desde a sua primeira edição em 2003 a IV Semana da Diversidade acontece em Salvador de 6 a 13 de setembro finalizando com a esperada  14ª Parada Gay considerada principal atividade  com expectativa de reunir cerca de 900 mil pessoas no cortejo de dez trios elétricos. De acordo com os organizadores depois de São Paulo o evento baiano é o segundo maior do Brasil, especialmente pela quantidade de ações artísticas,  culturais e participação de bandas musicais. O conjunto das atividades oferece um ambiente especial para empresas divulgarem marcas, produtos e serviços.  Os organizadores acreditam quem o evento há muito tempo deixou de ser apenas da causa , mas também uma oportunidade de realizar negócios por mobilizar toda uma cadeia produtiva de serviços e consumo. A grade de ações está aberta para comercialização. Marcelo Cerqueira,  presidente do GGB e produtor do evento acredita que o diferencial do evento em relação aos outros é a quantidade de atividades e a grande participação de pessoas o que garante aos parceiros o retorno do seu investimento. “ Existem diversas maneiras das empresas participarem  para promover negócios de acordo com as opções de cotas de patrocínio  preto, verde e cinza”  informou Cerqueira. Além das três modalidades existe outra maneira das empresas estarem em evidência no evento aderindo à cota purpurina pura. A modalidade consta inserir a logo marca do patrocinador em blocos de anotações, pastas de eventos,  folhetos, crachás, lonas ortofônicas de trios, camisetas e bonés. “As empresas podem também fazer reserva de um trio elétrico para convidar seus clientes” declarou Cerqueira.  Mais informações sobre a iniciativa pelo telefone (71) 9989 4748  e-mail: ggbbahia@gmail.com

Parada Gay deve movimentar mais de R$ 30 milhões, estima GGB:Este ano, com apoio da Bahiatursa, o GGB participou da parada paulista, com um trio elétrico com a cantora Alinne Rosa

Salvador, Bahia, 12 de junho de 2015. O Grupo Gay da Bahia (GGB) estima que a Parada Gay, marcada para 13 de setembro, deve movimentar mais de R$ 30 milhões na economia baiana. Em nota comemorando o sucesso da parada LGBT de São Paulo, no último dia 7, o GGB defendeu o potencial turístico do evento também na capital baiana. Este ano, com apoio da Bahiatursa, o GGB participou da parada paulista, com um trio elétrico com a cantora Alinne Rosa, que ajudou a divulgar o evento em Salvador Foram distribuídos folhetos sobre a 14ª Parada Gay da Bahia, entregue em meio a lembrancinhas como fitinhas do Bonfim. A entidade lembra que os homossexuais são cidadãos pagadores de impostos e também consumidores. “O GGB acredita que ressaltar o poder de compra e consumo da comunidade é algo positivo na conquista da cidadania e construção na relação com as marcas e empresas com eventos da diversidade”, diz o texto. O GGB estimou a movimentação na economia considerando que no ano passado participaram da parada gay 900 mil pessoas, com gasto por pessoa de R$ 35,  o que dá cerca de R$ 31,5 milhões. “O evento gerou uma importante renda para o desenvolvimento do município que ajudou  a gerar empregos, melhorar a ocupação hoteleira e coloca a cidade no centro de grandes eventos nacionais”, salientou o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira. “Ajuda a fortalecer a economia, aquece a cadeia produtiva em uma época de baixa estação”, acrescenta, lembrando que o dinheiro investido retorna à economia. A 14ª Parada Gay já tem atividades a partir do dia 6 de setembro, com a II Paradinha do Tororó, e seguirá com seminários, mostras e debates. No dia 12, a entidade realiza uma festa com duas cantoras baianas ainda não divulgadas. No dia 13, haverá coroação da madrinha e o desfile dos trios no centro de Salvador. No Campo Grande, o Palco da Diversidade acontecerá das 11h às 21h30.

Para atrair turistas, Bahia coloca trio elétrico animado pela cantora Alinne Rosa na 19ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

São Paulo, sábado, 6 de junho de 2015 – Da assessoria do GGB. Com o objetivo de atrair viajantes LGBT – conhecidos pela força econômica no turismo doméstico e internacional -, a Bahia e a Parada Gay de Salvador terão, pelo segundo ano, trio elétrico na 19ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, marcada para o domingo 7. Como principal atração no carro – o terceiro na ordem de desfile – o GGB, juntamente com a ONG Quimbanda Dudu, terão a cantora Alinne Rosa. A artista vai cantar sucessos baianos e apresentar suas novas músicas. A iniciativa tem patrocínio do Governo da Bahia por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo – Bahiatursa. A 14ª Parada Gay de Salvador será realizada em 13 de setembro. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, explica a importância da ação promocional.  “Há muito tempo as paradas deixaram de ser apenas um momento de visibilidade massiva dos LGBTs. Ao longo dos anos, o evento tornou-se oportunidade de negócio para agências de viagens, bares, restaurantes, teatros e prestadores de serviços. Bahia e Salvador querem se mostrar para esse segmento porque desejamos uma economia forte, geração de empregos e uma sociedade mais livre e respeitosa. Estamos falando de economia com cidadania.” De acordo com a Organização Mundial do Turismo, homossexuais representam 10% dos viajantes e 15% do dinheiro movimentado no setor no planeta. No mais, viajantes gays estrangeiros no Brasil gastam 30% a mais do que o turista médio, dado do Ministério do Turismo. A presença no desfile na Avenida Paulista e Rua da Consolação em 2015 é continuidade de trabalho de divulgação junto ao público LGBT iniciado dois anos antes, quando a animação ficou por conta da rainha do axé Daniela Mercury. Trabalho intenso para promover a cultura LGBT e a Bahia A iniciativa este ano de mostrar a Parada Gay da Bahia como produto cultural formatado e pensado para LGBT, relacionando as cores das bandeiras de lutas da população com a cultura e artes baianas, começou em na quinta-feira 4. Nesse dia, a Bahia montou estande promocional na 15ª Feira Cultura LGBT, realizada no Vale do Anhangabaú e que reuniu dezenas de milhares de pessoas. Os visitantes do espaço baiano, todo decorado nas cores da bandeira do Estado (vermelho, azul e branco), receberam cocada baianinha nos sabores coco, goiabada e banana. Além disso, um filho de Gandhy com indumentária e ornado pelas contas azul e branca, símbolo da tradição afro baiana, amarrava fitas coloridas do Senhor do Bonfim nos punhos dos visitantes e sugeria que fizessem três pedidos “amarrados” pelos nós. Folheto com a convocatória para a 14ª Parada Gay da Bahia foi distribuído em sacolas com roteiros e materiais de divulgação do Estado e das zonas turísticas. Um vídeo promocional da 13ª Parada Gay da Bahia, de 10 minutos produzido pelo GGB foi disputado entre os visitantes.  O GGB ainda distribuiu copias do CD com a música “Mais amor, por favor” canção de Salete Maria e Mr. Galiza para mostrar o suingue dos ritmos baianos em nome de mais respeito e cidadania.  Contatos: Marcelo Cerqueira – presidente do GGB: (71) 9989-4748 Elaine Sousa – relações públicas da ação promocional – (11) 99181-0714

Para atrair viajantes LGBTs, Bahia terá trio elétrico na Parada de São Paulo: Pelo segundo ano, governo e ONGs baianas se unem para mostrar Estado ao segmento que representa 15% do dinheiro no turismo mundial

Transformista Michelle Lorem se apresentando no palco da 13 Parada Gay da Bahia em 2014. Salvador, Bahia, domingo 31 de maio de 2015 Da Assessoria do GGB A 19ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, marcada para domingo 7 de junho, terá a energia e as cores da Bahia. Por meio de diversas ações, tais como trio elétrico e distribuição de 15 mil fitinhas do Senhor do Bonfim e 80 mil panfletos, o Estado deseja fortalecer sua imagem junto ao segmento LGBT, um dos mais importantes do turismo no mundo. A ação promocional é realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e pela ONG Quimbanda Dudu com patrocínio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia – Bahiatursa. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, explica a importância da iniciativa, já feita em 2013. “Há muito tempo as paradas deixaram de ser apenas um momento de visibilidade massiva dos LGBTs. Ao longo dos anos, o evento tornou-se oportunidade de negócio para agências de viagens, bares, restaurantes, teatros e prestadores de serviços. Bahia e Salvador querem se mostrar para esse segmento porque desejamos uma economia forte, geração de empregos e uma sociedade mais livre e respeitosa. Estamos falando de economia com cidadania.” De acordo com a Organização Mundial do Turismo, homossexuais representam 10% dos viajantes e 15% do dinheiro movimentado no setor no planeta. No mais, viajantes gays estrangeiros no Brasil gastam 30% a mais do que os turistas médios, dado do Ministério do Turismo. A escolha da parada de São Paulo para receber esta ação, cujo slogan é Bahia não combina com homofobia, foi baseada no gigantismo da marcha, reconhecida pelo Livro dos Recordes como a maior do gênero no mundo. “É uma megavitrine LGBT. Estivemos em 2013 com Daniela Mercury no evento e agora voltamos com mais novidades e presenças ilustres das artes, cultura e política”, diz Cerqueira.O trabalho de promoção começa na quinta-feira 4, por meio de stand na 15ª Feira Cultural LGBT, no Vale do Anhangabaú, que integra a programação da parada paulistana. De uma parada a outra O principal foco da divulgação será a 14ª Parada Gay da Bahia e a IV Semana da Diversidade, que serão promovidas de 6 a 13 de setembro deste ano na capital baiana. A Semana é composta por série de eventos culturais interligados, tais como debates, shows, apresentações artísticas e festas, com encerramento feito pela marcha, no domingo 13, com saída da Praça do Campo Grande percorrendo e colorindo com as cores do arco-íris os casarões cinza do centro da cidade. O GGB realizou pesquisa sobre o que, em duas palavras, querem os LGBTs, as primeiras que viessem à mente. As que mais se repetiram foram “Direitos e Respeito”, escolhidas para compor o tema da parada: “Respeito por Direito”. Nesse aspecto, além da fundação do GGB, há 35 anos, a Bahia e sua capital têm muito que mostrar. Em 2014, foi instituído o Conselho Estadual de Políticas LGBT junto à Secretaria de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social e composto por conselheiros governamentais e da sociedade civil. Já a cidade de Salvador ganhou, em maio deste ano, o Núcleo de Cidadania LGBT com a finalidade de criar o Centro de Referência Municipal, que atuará na promoção da cidadania, trabalho e direitos arco-íris. Foi o próprio GGB que indicou o projeto do Centro, apresentado à casa legislativa da capital pela então vereadora Fabíola Mansur (PSB) e sancionado pelo prefeito municipal ACM Neto (DEM). A ideia é fazer um espaço em que os LGBTs tenham prazer em frequentar, que realmente seja uma casa de proteção, formação, apoio e centro dinâmico de arte e cultura. Do ponto de vista turístico, Salvador hoje esta mais bonita, recebeu uma nova orla, iluminação especial e com a chegada do metrô ficou muito mais. Possuiu vida noturna  diversificada com bares, boates e restaurantes que oferece gastronomia regional, internacional e exótica. A cidade conta com guia turístico gay impresso em inglês e português, o Estado já promoveu a marcha no II Salão Baiano do Turismo da Bahia e quer, agora, disputar o título de segunda maior parada do Brasil. “Competição saudável com a cidade do Rio de Janeiro”, brinca Cerqueira. Mais informações: Marcelo Cerqueira – presidente do GGB: (71) 9989-4748

LGBTs querem direitos e respeito.

Salvador, 21 de maio de 2015 –  por Marcelo Cerqueira editoria do site do GGB – 01h55 min O que querem os LGBTs: Responda o que vem na mente em duas palavras. São tantas respostas, magnificas, queremos tantas foram tantos anos de carências que o mundo não seria suficiente para guarda-las. Mais os LGBTs não querem tanta coisa, assim, não, querem apenas duas imprescindíveis. Das cinquenta e uma respostas coletadas nessa quinta-feira 21 de maio pelo Face, perguntados o que querem as palavras que vieram á mente foram, as mais repetidas, mesmo em contextos diferentes, são sem demais milongas: Respeito e direito, ou respeito e direito. A palavra cidadania não apareceu muitas vezes, já segurança aparece inúmeras vezes. As palavras amor, felicidade e liberdade também aparecem na enquete. O clamor é por respeito, sem dúvida. Portanto, torna-se preciso analise cuidadosa da expressão. O que seria respeito e como ele deve ser aplicado em nosso cotidiano no relacionamento com a comunidade. Mais o que seria o respeito na prática? Dois homens fazendo demonstração de afeto e carinho na Praça de Alimentação de um movimentado Shopping pode ser considerado por alguns como falta de respeito “desses gays”. Mas isso para nós não é desrespeito, é algo parte de nossa cultura afetiva. O que seria para LGBTs a expressão “ se darem ao respeito” para serem respeitados. Essa expressão é comumente usada pelos outros em relação a nós. Falo de respeito em relação a si e aos outros, a forma escolhida para lidar com as pessoas. Respeito é uma vida, sem dúvida, de mão dupla, há de vir das duas partes. O que esperar dos outros como um tratamento respeitoso? A resposta de número 15 é bem reveladora disso, e ainda dá sugestão para os dois lados. A expressão direito aparece com dos significados. O primeiro relaciona-se as normas jurídicas, jurisdição definindo o comportamento de cada pessoa. Isso tem a finalidade de diminuir ou erradicar os conflitos entre as pessoas no ambiente social. Legislação, normas, condutas que o Estado define para aperfeiçoar as relações. Nessa relação os LGBTs situa-se como desfavorecidos na relação com o Estado que atua de forma ainda muito tímida na proteção dessa comunidade, mesmo que pese ainda essa população cumprir com os deveres como pagar impostos, o Estado ainda nega-lhes direitos que são elementares para a vida e felicidade da pessoa humana. RESPEITO, por favor. DIREITOS, por obrigação. Esse vai ser o tema de nossa próxima campanha de massa. Veja as expressões sugeridas pelos colaboradores, nossa gratidão. Respeito e aceitação Respeito e direitos Segurança e igualdade Direitos e respeito Cidadania e respeito Respeito e Fraternidade Amor saúde Respeito as mulheres trans Ser normal Respeito integral Respeito fechação Respeito e segurança Respeito e igualdade Felicidade sem limites Que me deixem viver minha vida em paz, tranquilamente. Que cada um cuide da sua própria vida.; Punição para homofobia Respeito e amor Respeito e segurança Respeito e carinho Respeito, dignidade amor Paz e respeito; Dignidade, de gays com gays primeiro para em seguida solicitarmos dos não gays. Igualdade, respeito (Direitos absolutamente iguais) Respeito e liberdade Liberdade e Direitos Respeito e tolerância Segurança e respeito; Respeito direitos iguais nem menos ne mmais; Dever (ja exerćo) e direito(conquistaaaaaando) Cidadania e fim da homofobia Respeito e amor Ser respeitado Respeito e dignidade Mais amor por favor Respeito e amor Sexo e amor Amar sexo Liberdade amor Respeito e segurança Liberdade e segurança Respeito igualdade Respeito e dignidade Respeito e compreensão Direitos diminuir homofobia, transfobia e lesbofobia. Respeito e inclusão social Respeito e sabedoria Respeito e igualdade Mais respeito Reconhecimento e respeito Que os próprios LGBts se respeitem e parem de serem eles mesmos preconceituosos uns com outros. Rapaz são tantas coisas, que precisei substituir por diversas vezes… Ai percebi a necessidade de refletir sobre o que seria mais pertinente antes de expor… …( atençao – rigor da justiça )

17 de maio internacional de combate a homofobia

Salvador, Bahia, terça-feira 19 de maio de 2015 – ás 19h00 por: Fabíola Mansur, médica, deputada estadual na Assembléia Legislativa da Bahia (PSB) & Marcelo Cerqueira, professor Licenciado e Bacharel em História, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). (foto). Todos os oprimidos tem um dia de luta, mulheres, negros, índios, pessoa com deficiência e tantos outros. Não é dia de festa, mas  de reflexão para contar os avanços, pensar no futuro  e prevenir para que não haja retrocessos nas conquistas. Essas datas não devem ser vistas como privilégios porque não são.  São na verdade conquistas de espaços sociais e de palavras que fortalecem a luta dos oprimidos por direitos iguais. Nessa perspectiva se insere o dia  17 de  maio  Internacional de combate a homofobia Homofobia. A data foi escolhida para celebrar a exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992. A partir daí a homossexualidade recebe o status de orientação sexual. Antes se acreditava que poderia curar pessoas com essas características e muita energia foi desencadeada em pesquisas ao exemplo do livro “A Inversão dos Sexos” 1934  de autoria do médico baiano Estácio de Lima. Percebe-se pela descrição dos casos relatados no livro a iniciativa de curar essas pessoas. Por outro lado Estácio e seu colega Afrânio Peixoto, tirava a homossexualidade de caso de polícia e trazia para a clinica médica. A partir dai que surge o interesse o entendimento da medicina, influenciada pelas teorias médicas e de sexualidades que chegaram ao Brasil nesse período, a homossexualidade recebeu uma classificação primeiro pelo que chamávamos de INPS ( Instituto Nacional da Previdência Social). Desde a sua fundação o Grupo Gay da Bahia (GGB) começou campanha nacional pela derrubada do Código 302.0 da Classificação Internacional de Doenças sob alegação de que  “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.  A entidade começou um abaixo assinado no qual consta assinaturas de ilustres como Fernando e Ruth Cardoso, Ivete Vargas e tantos outros artistas e políticos nacionais.  Foram anos difíceis que tivemos de enfrentar a epidemia da Aids e suas incertezas em relação a prevenção e tratamento. Muita luta por respeito, muitos companheiros tombaram no bom combate.  Mas, tivemos conquistas, avanços, sem dúvida. A luta faz com que a gente avance mais contra as injustiças. Uma conquista sem dúvida em 1980 quando Luiz Mott funda o GGB, depois a régua e o compasso quando cai por terra o código 302.0 que proíbe tratar homossexuais como doença. Essa ação foi reforçada pelas Associações de Medicina e Psicologia dos Estados Unidos, proibindo qualquer tipo de tratamento por não ser doença, mas uma variável saudável da sexualidade humana. A luta contra a homofobia recebeu um importante aliado que foi o movimento social em saúde a partir de 1994 atuando na resposta á epidemia da Aids no Brasil. Isso também graças uma visão aberta do Ministério da Saúde naquele momento.  A participação do movimento social pode expandir o debate sobre temas que antes não eram possíveis de serem abordados, tais como gênero, orientação sexual, homossexualidade, apoio  e controle social das politicas de Saúde, fóruns, encontros e participação dos ativistas. Foi um discurso prático e operacional tão generoso que fez da politica brasileira de prevenção uma experiência inesquecível por que viveu e ajudou a construir, como nós, por exemplo. Nesse dia 17 de combate a homofobia, olhando para trás percebemos o deserto que atravessamos como diz o poeta, “estranho e só” e chegamos vivos. Muitos avanços, e não é possível falar disse em o movimento social brasileiro, dedicação luta e empenho, suor, alegria e muitas lagrimas. Cada lagrima por um amigo que morreu vitima de um crime homofobico, por aqueles que vivem presos de consciência sem poder ser o que gostaria de ser, pelos jovens que se suicidaram por não encontrar apoio para viver com essa situação adversa. Lagrimas pela dor dos homens e mulheres trans que não podem ainda serem o que são de verdade, expressando-se, amando e vivendo como ser humano. Entretanto, é preciso educar as gerações, nenhuma mudança acontece se não for por meio da educação. É preciso apropria-se da escola e fazer desse espaço de construção do conhecimento, um espaço democrático de oportunidades, respeito a diversidade . Consideramos que atuação das escolas no fortalecimento do debate sobre homofobia é questão de direitos humanos e deve ser debatido com toda a comunidade escolar. Os parâmetros curriculares Nacionais já determinam que temas tais como discriminação sejam tratados em sala de aula  pelos educadores. Entretanto, falta capacitação de professores para atuar diante de uma situação de intolerância entre os alunos. A cada episódio de bullying, toda a comunidade escolar deveria se mobilizar no sentido de mudar essa triste realidade que incentiva o abandono escolar.  A escola deixa de cumprir a sua função que é formar cidadãos. Publicado no dia 17 de maio de 2015 no Correio da Bahia.

17 de maio, Dia Mundial contra a Homofobia

16 de Maio de 2015 – 13:59 | por Luiz Mott e Marcelo Cerqueira Marcelo Cerqueira, Fátima Mendonça e deputada Fabíola Mansur O termo homofobia – ódio à homossexualidade – foi cunhado em 1972 nos Estados Unidos, introduzido no Brasil pelo Grupo Gay da Bahia em 1984. O Dia Mundial contra a Homofobia, 17 de maio, foi estabelecido em 2005, pelo ativista Tin, e divulgado no Brasil por Luiz Mott em 2006, oficializado em 2010 por decreto do Presidente Lula como Dia Nacional contra a Homofobia. O Brasil destaca-se vergonhosamente no cenário mundial como país campeão de assassinatos homofóbicos: 50% dos crimes contra LGBT são cometidos em nosso país, 326 homicidios em 2014, uma média de uma morte violenta a cada 27 horas, dos quais  53% gays, 43% travestis e 4% lésbicas. Crimes de ódio, com requintes de crueldade: dezenas de facadas e tiros, múltiplos instrumentos de tortura, empalamento e castração das vítimas. Em 2015 já foram documentados 122 assassinatos. São Paulo é em termos absolutos a metrópole onde ocorreram mais assassinatos no ano passado: 16, seguido do Rio de Janeiro e Bahia. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vitimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Enquanto no Brasil como um todo, os LGBT assassinados representam 1,6 de cada um milhão de habitantes, na Paraíba esse risco sobe para 4,5 e 4,1 para o Piauí. Durante décadas, o Nordeste foi à região de maior incidência de crimes homofóbicos: pela primeira vez em 2014, o Centro-Oeste emerge como a região geográfica mais intolerante, com 2,9 de “homocídios” para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul – a região menos violenta, com 0,7 mortes. Segundo o fundador do Grupo Gay da Bahia, responsável pelo site Quem a homotransfobia matou hoje,  “Lastimavelmente, a violência anti-homossexual cresce incontrolavelmente no Brasil. Nos 8 anos do governo FHC, foram documentados 1023 crimes homofóbicos, uma média de 127 por ano; no Governo Lula, subiram para 1306, com média de 163 assassinatos por ano; nos quatro anos do Governo Dilma, tais crimes já atingiram a cifra de 1569 mortes,  com média de 392 assassinados anuais – mais que o dobro dos governos anteriores”. Para Eduardo Michels,  responsável do banco de dados sobre crimes contra LGBT, “falta vontade política da Presidenta em cumprir sua repetida promessa eleitoral de criminalizar a homofobia. Além de crescentes, esses crimes se tornam cada vez mais cruéis e bárbaros”. Como o gay Helmiton Figueiredo, 30 anos, assassinado com 60 facadas em Cabo de Santo Agostinho (PE); a travesti Agata Renata, 18 anos, de Campo Grande (MS), estuprada, morta por espancamento e jogada dentro de um rio; os gays Jonhy Lima, 19 anos e Saulo Tavares, 24, esfaqueados em Vila Velha (ES); o jovem de 14 anos, Peterson Ricardo Oliveira, de Itaquaquecetuba (SP), espancado na escola por ser adotado por pais gays. Homofobia não combina com democracia. Entretanto, é preciso que toda a sociedade se desnude do preconceito e seja capaz de entender que combater a homofobia não é fazer propaganda de uma orientação sexual em especial, ao contrario. A homofobia é uma verdadeira praga que destrói vidas e famílias. Combate-la é criar climas favoráveis para o fortalecimento da democracia  e dos direitos humanos coletivos de difusos de todos os cidadãos. Homofobia é também uma doença a pessoa homofobica padece de uma doença social curável basta que ela queira ficar boa. Para curar-se só precisa de conhecimentos, educação para entender que pessoas homossexuais são tão normais quanto outra qualquer, inclusive, podem até cometer erros e reconhece-los porque isso faz parte da condição de ser humano. Publicado em 16 de maio de 2015, ás 15h no site www.bocaonews.com.br *Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) *Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia