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III Concurso Rainha LGBTrans: Inclusão e Brilho no Coração do Carnaval Salvador

Cartaz As inscrições para o III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia 3 de março de 2025. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das mulheres trans em um dos maiores palcos culturais do mundo. O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 Além de um espetáculo de glamour e talento, o concurso traz reflexões importantes sobre inclusão e enfrentamento à transfobia, reafirmando Salvador como referência nacional na luta por igualdade e respeito à diversidade. Inscreva-se e participe dessa celebração que une arte, cultura e ativismo! INSCRIÇÃO AQUI!

Trans de Alta Performance

Já conhecia Suzana desde o ano passado, quando visitou a sede do Grupo Gay da Bahia, a caminho de seu retorno para a Itália. E chegando eu em Roma, a turismo, alguns meses depois, liguei várias vezes para o celular da travesti, sem resposta. Eis que para minha surpresa, certa manhã de outono, ao fazer compras numa grande loja popular na área da Estação Central Termini, dou de cara com Suzana, loiríssima, cabelos compridos e lisos, maquiada e vestida com elegância. Uma mulher perfeita! Concluímos que realmente, nossas estrelas, ou Orixás se casavam bem, pois duas monas brasileiras se encontrarem casualmente em Roma, depois de vários telefonemas frustrados, só mesmo acreditando em milagre! Naquela hora que passamos juntos, num canto mais tranqüilo da loja, Suzana contou parte de sua história.Nascido em Garanhuns, Pernambuco, batizado como João Fernando dos Santos Filho, desde pequenino sentiu que era diferente dos outros moleques: se sentia mulher, queria ser menina! Adolescente, sofrendo forte discriminação em casa, fugiu para o Recife, depois para o Rio e São Paulo, vivendo de prostituição. A mesma vida de milhares de outros gayzinhos efeminados, alguns com fantasia apenas de vestir-se de mulher, sem abdicar de seu sexo masculino: são as travestis, que mesmo aplicando silicone no seio e outras partes do corpo, continua usando o pênis como órgão erótico. Enquanto as transexuais são aquelas pessoas que desejam vivenciar integralmente o sexo oposto ao que nasceram, não apenas vestindo-se como mulher, mas rejeitando seu pênis e aspirando à operação de adequação genital, construindo uma vagina o mais parecida possível como das mulheres.Ao ajuntar dinheiro suficiente, realizou seu maior sonho: tornar-se fisicamente mulher, já que de cabeça e alma, era mulheríssima. “Meu pintinho era deste tamanico, e não subia. Nunca me senti homossexual. Sempre me vi e vivi como mulher e se não me operasse, meu desespero era tão grande que ia chegar um dia que eu mesma ia cortar aquela torneirinha desengonçada.”Foi no Equador onde realizou seu sonho de tornar-se uma transexual, porém sucedeu que a operação não foi perfeitamente realizada, e sua néo-vagina ficou pequena demais, constatando, depois de cicatrizada, que não agüentava receber dentro de si um pênis inteiro, nem mesmo os de tamanho médio. Mesmo com a vagina defeituosa, se sentia mais realizada do que antigamente.Delicada, vozinha de falsete, ótima aparência, peitos e bunda exuberantes, mesmo com sua bucetinha limitada, Suzana fez sucesso na Itália, ajuntando boa grana para investir em nova operação reparadora, agora na meca da transexualidade, Londres!Ao desembarcar no aeroporto de Londres, um contratempo tornou-se sua chave da felicidade: a polícia alfandegária suspeitou que ela fosse um espião ou terrorista, pois sendo homem no passaporte, apresentava-se ao vivo como mulher. Ficou cinco horas presa numa sala de segurança, tratada quase como bandido. Dali mesmo foi deportada de volta para o Brasil, uma das piores experiências de sua vida.A transexual loirinha não se fez de rogada: contratou um advogado, alegou discriminação sexual e conseguiu o que então mais almejava: a autorização legal para mudar sua identidade. De João Fernando tornou-se Suzana Cristina dos Santos. E mais: conseguiu uma indenização do Governo Inglês por discriminação, dinheiro que permitiu voltar para a Europa e pagar nova operação.Agora com sua nova carteira de identidade e passaporte com nome feminino, retornou a Londres, cheia de orgulho de atravessar aquela mesma alfândega onde meses antes tinha sido barrada. Marcou consulta com o mesmo médico que operou Roberta Close, onde fez sua plástica corretora. “Hoje, agüento rola de qualquer calibre, de negão a alemão!”, contou, debochada e feliz da vida. Disse que a parte interna da vagina foi formada com pedaços do tecido do intestino, o que garante estar sempre húmida e com grande sensibilidade erótica. “Mas a vida de transexual é se tornar escrava do gel lubrificante, pois se não botar muito gel, pode estragar a perereca…”, disse, rindo feliz e mostrando o K-Y que trazia na bolsa Gucci, comprada de um camelô africano na Fontana di Treve.Deu o mesmo depoimento de outras “operadas”: que o famoso cirurgião que operou as mais badaladas transexuais do mundo, um coroa ultra sexy, é um amor de criatura, o qual parece ter o maior tesão por suas ‘bonecas’, tanto que as beija na boca, acaricia e chupa seus peitos, e segundo depoimento de uma trans francesa também sua cliente, chegando a testar ele mesmo se a néo-vagina ficou bem feitinha…De volta à Itália, perfeitamente “recauchutada”, como ela própria se referiu debochando de sua operação, Suzana encontrou em Milão um príncipe encantado. Casou-se de vestido de noiva, como qualquer outra mulher, adotando o sobrenome do maridão Gratelli, ganhando então a nacionalidade italiana e podendo a partir daí, entrar livremente em qualquer país da comunidade européia com seu poderoso passaporte de capa vermelha.Hoje tem apartamento próprio e se prepara para nova intervenção cirúrgica: em Amsterdã com um fono-audiólogo especialista em “afinar” a voz das transexuais. Apesar de meu conselho, que não era necessária esta nova cirurgia nas cordas vocais, pois a voz falsete de Suzana é parecida a de qualquer mulher, ela me respondeu: “quando uma transexual bota uma coisa na cabeça, não há quem tire!”

Viado: Entre a Histórica LGBTfobia Estrutural e a Ressignificação Cultural

Foto Marcelo Cerqueira Marcelo Cerqueira Coordenador das Políticas de Promoção da Cidadania da População LGBTQIAPN+ da Secretaria da Reparação/SEMUR/PMS. Presidente do GGBA palavra “viado” tem uma história complexa e multifacetada no Brasil, carregada de significados que evoluíram ao longo das décadas. Seu uso, muitas vezes polêmico, reflete camadas profundas de relações sociais, culturais e estruturais que atravessam o país. Embora não exista uma data ou período específico que marque o início do uso do termo para se referir a homossexuais no Brasil, há indícios de que isso tenha ocorrido no início do século XX.O professor doutor Luiz Mott, em um artigo publicado na revista Lado A há aproximadamente dez anos, apresentou nove hipóteses sobre a origem do uso da palavra “viado”. Ele sugere que o termo emergiu em diferentes contextos sociais e culturais, ganhando novas conotações ao longo do tempo. O uso popular da palavra “viado” no Brasil, hoje, é tão disseminado que ela é empregada como gíria em diversos cenários, desde conversas informais entre amigos até letras de música e shows.Entre os homens gays, “viado” é frequentemente usado como uma forma de camaradagem, uma reconstrução simbólica que subverte o caráter pejorativo do termo. Nesse contexto, a palavra carrega uma certa cumplicidade, sendo empregada entre iguais. No entanto, quando utilizada por homens heterossexuais cisgêneros, mesmo em tom de brincadeira ou camaradagem, muitas vezes carrega consigo nuances de machismo e LGBTfobia estrutural. Há uma diminuição implícita da masculinidade do outro, refletindo estruturas de opressão que permanecem profundamente enraizadas na sociedade.O cantor Alessandro Aragão, vocalista da banda A Chapa, traz um exemplo interessante dessa dinâmica ao iniciar shows com a frase: “Chegou a Chapa, viado! Esse paredão vai ficar um inferno, viado”. Embora a expressão seja empregada em um contexto de entusiasmo e energia, pode ser interpretada como uma apropriação cultural de uma gíria que não faz parte de seu universo. Nesse uso, a palavra é ressignificada como um ponto de exaltação e inclusão, ainda que carregue marcas de uma LGBTfobia estrutural subjacente.Historicamente, o termo “viado” também está associado a representações culturais e comerciais. Algumas teorias apontam para referências a marcas de cigarro dos anos 1920 que estampavam a figura de um veado em suas embalagens, enquanto outras sugerem influências de personagens como Bambi, da Disney. Essas associações ajudaram a construir a simbologia em torno da palavra, que variava de elegante e bonito a pintoso e afeminado.No dia a dia, o uso da palavra continua gerando debates. Muitos homens heterossexuais cis a utilizam para se referir a amigos, considerando-a uma gíria ou um termo de carinho. Entretanto, para os ouvidos de muitos gays, a palavra, quando dita por alguém fora do circuito de amizades, soa como um insulto, mesmo que em tom de brincadeira. Isso demonstra o quanto o significado de “viado” é permeado por relações de poder e identidade.É preciso considerar que o limite entre o carinhoso e o ofensivo está frequentemente associado ao contexto e ao grau de intimidade entre as partes envolvidas. Como relatou um depoimento, “Acho que tem a ver com o grau de amizade. Às vezes se excede e acaba sendo algo homofóbico. O limite da brincadeira acaba cedendo.” Isso evidencia como o uso do termo ainda carrega ambiguidades e reflete aspectos da LGBTfobia estrutural, mesmo quando ocorre em contextos aparentemente inofensivos. Por fim, vivemos em uma época de transformações, em que discursos e práticas culturais passam por ressignificações. Mesmo que a palavra “viado” traga à tona as marcas de uma história de preconceito, seu uso também pode representar resistência e afirmação. Ao falá-la, cada indivíduo contribui para a construção de novos significados, evidenciando que a linguagem, como as próprias relações humanas, está em constante processo de transformação.

Horror!

O Brasil permaneceu, em 2024, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ no Mundo. Foram registradas 291 mortes violentas, 34 casos a mais do que em 2023, um aumento de 8,83% em relação ao ano anterior (257 mortes). Uma morte violenta de LGBT a cada 30 horas.  Nesse total estão incluídos 273 homicídios e 18 suicídios. Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento desde 1980, há 45 anos. A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que lastimavelmente, apesar de nossas cobranças anuais, os governos continuam omissos:  não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+ no Brasil, o que torna essa pesquisa do GGB essencial para visibilizar essas tragédias, embora reconhecendo que esses dados sejam subnotificados devido à falta de financiamento público para tal pesquisa. Essas 291 mortes violentas de LGBT+ são apenas a ponta de um iceberg de ódio e sangue! Além das 291 mortes confirmadas, há 32 casos em investigação, classificados como “no limbo”, que aguardam mais apurações para possível confirmação. Caso sejam validados, o número total de mortes violentas subiria para 323. Esse trabalho de pesquisa, conduzido sem apoio financeiro do governo, é realizado por voluntários que se dedicam a reunir dados em sites da internet, blogs, redes sociais e veículos de comunicação.  Leia o Relatório em inglês e francês

CadÚnico Itinerante LGBT+

CadÚnico Itinerante LGBT+, destacando a importância do evento nos dias 13 e 14 de janeiro. O conteúdo é ilustrado com uma representação gráfica inclusiva de pessoas LGBT+ com elementos de celebração e visibilidade, como a bandeira trans. Descrição detalhada:Informações principais:Agendamento: (71) 3202-2750Endereço: Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho, Salvador – BALocal: Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida BrunoA identidade visual utiliza cores suaves e símbolos representativos para criar um ambiente acolhedor e reforçar a inclusão.Logotipos: Centro Vida Bruno e Prefeitura de Salvador – Secretaria da Reparação reforçam a parceria institucional.Importância do evento:Facilitação do acesso a direitos: O CadÚnico é essencial para pessoas LGBT+ acessarem políticas públicas, como benefícios sociais e serviços de saúde. Descentralização do serviço: Com a modalidade itinerante, torna-se possível atender comunidades que encontram dificuldades de locomoção.Acolhimento e respeito: O evento reforça a importância de um espaço seguro e respeitoso, mostrando o compromisso da gestão com a população LGBT+. Combate à vulnerabilidade social: Fortalece a cidadania e contribui para a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Sobre a Flexibilização das Diretrizes da Meta

Sobre a Flexibilização das Diretrizes da Meta Marcelo Cerqueira Lamentável a última resolução da Meta em flexibilizar suas diretrizes, permitindo postagens que associam pessoas LGBTQIAPN+ a “doentes mentais” e discursos que promovem o preconceito e discriminação com base no gênero em espaços de trabalho, é dramaticamente amedrontador e preocupante e merece nosso repúdio. O Grupo Gay da Bahia (GGB) conseguiu a sua maior conquista no Brasil, liderando uma campanha nacional, fez antigo INPS – Instituto Nacional de Previdência, excluísse a CID 302 que classificava homossexualidade de transtorno mental. Essa decisão do Conselho Federal de Medicina em 9 de fevereiro de 1985, não só humanizou a consulta médica como também incidiu no conteúdo curricular das instituições de ensino.  Em 17 de maio de 1990, cinco anos após a decisão do Brasil, a Organização Mundial de Saúde fez o mesmo, para celebrar esse fato comemoramos como Dia Internacional de Combate a LGBTfobia. Com essa flexibilização a Meta de forma inconsequente não somente promove uma anarquia internacional, como também desconhece o que no Brasil existe o Marco Legal de Internet, que sobretudo, promove o ambiente virtual seguro e uso responsável das redes. No Brasil, tais práticas flexibilizada pela Meta caracteriza-se crimes previstos pela legislação, que considera como injúria racial conforme decisão do STF. Ao abrir essa porta para narrativas legitimando preconceitos históricos, desenterrando um erro que foi corrigido a quatro décadas, a Meta fragiliza e relativiza o seu próprio compromisso com o ambiente digital seguro, contribuindo para a amplificação da violência simbólica e ataques difamatórios dirigidos aos gays, lésbicas, travestis e demais subgrupos da comunidade. Informamos a Meta a diferença da liberdade de expressão e a permissão dissimulada para praticar a discriminação, espalhar intolerância e ódio. Hoje, em dia é um princípio fundamental que todas as plataformas assumam o protagonismo em rumo a responsabilidade social e que sejam capazes de instituírem políticas que celebrem o respeito, que também protejam populações que ao longo da história foram excluídas. Nesse instante convocamos todas as organizações da sociedade civil, as instituições a se mobilizarem para exigir respeito e uma postura ética da Meta, que reafirme o seu compromisso com a veracidade, dignidade e a inclusão diversidade, garantindo esse ambiente digital livre de discursos que ofendam os direitos humanos. #TodosPorUmAmbienteDigitalSemÓdio#RespeitoLGBT+nasRedes

Feliz Ano Novo

 ✨🌈 Feliz Ano Novo! 🌈✨ Que 2025 seja o ano em que a diversidade brilhe ainda mais forte, o respeito seja regra e o amor vença qualquer barreira! ❤️🧡💛💚💙💜 Vamos juntos, com glitter na cara, orgulho no peito e muita luta na alma, construir um ano cheio de conquistas para a nossa comunidade! 🕺🏽💃🏽 Porque ser LGBT+ é ser resistência, alegria e futuro. Vamos fazer de 2025 um ano histórico! 💥 🎉 Feliz Ano Novo! #GrupoGaydaBahia #AnoNovoComOrgulho #2025SemLGBTfobia

Nota Pública do GGB sobre o Incidente com dois Jovens  no Metrô de Salvador

Nota Pública do Grupo Gay da Bahia sobre o Incidente com dois Jovens  no Metrô de Salvador O Grupo Gay da Bahia (GGB), a organização de defesa dos direitos LGBT+ mais antiga em atuação no Brasil, vem a público se manifestar sobre o incidente ocorrido na CCR Metrô de Salvador, Estação Bairro da Paz, na quinta-feira (26), por volta das 13h. Conforme as informações divulgadas, os jovens estavam envolvidos em um ato no banheiro da estação quando a pia cedeu, resultando em ferimentos graves em um deles, que estava apoiando-se na louça. O caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais e na mídia, levanta considerações importantes sobre a segurança das instalações públicas, o comportamento em espaços coletivos e as abordagens institucionais em situações delicadas. Este incidente não é um caso isolado, mas é a primeira vez que temos notícias de algo envolvendo lesões corporais dessa magnitude. Historicamente, espaços públicos têm sido utilizados por pessoas da comunidade LGBT+ para encontros, o que pode ser explicado por diversos fatores, como a falta de espaços seguros e privados, sobretudo para os jovens, estigmatização e repressão social, além das narrativas individuais de exclusão que ainda marcam a experiência dessas pessoas. O comportamento de pessoas gays ou de outros grupos ao praticar atos sexuais em espaços públicos pode ser influenciado por uma combinação de fatores psicossociais, mas, sobretudo, culturais. A forma como esse tema é conduzido, muitas vezes, sugere erroneamente que se trata de uma exclusividade dos homens gays. No entanto, esse comportamento não é exclusivo de nenhum subgrupo e ocorre em diferentes realidades. O Grupo Gay da Bahia chama a atenção para o fato de que esses e outros acontecimentos similares são motivados pela força persistente da LGBTfobia estrutural, causando: 🏳️‍🌈 Estigmatização e Repressão: Muitas pessoas LGBT+ enfrentam severa rejeição familiar, social e econômica, o que limita o acesso a espaços privados seguros para a vivência plena de sua sexualidade.🏳️‍🌈 Falta de Espaços Seguros: A repressão e discriminação podem conduzir a experiências comportamentais que desafiam normas sociais ou buscam afirmação em locais alternativos.🏳️‍🌈 Educação Sexual Deficitária: A ausência de uma educação sexual inclusiva e informativa dificulta a compreensão sobre comportamentos saudáveis e responsáveis em relação à sexualidade. Análise dos Fatores Envolvidos no Caso da CCR Metrô e Homens Gays, segundo o Grupo Gay da Bahia 🏳️‍🌈 1. Segurança das Instalações: É de senso comum que os utensílios de sanitários públicos são projetados para usos convencionais. O uso inadequado, como apoiar-se em pias ou subir em vasos sanitários, pode causar danos corporais e estruturais. É imprescindível que as instalações passem por inspeções regulares de segurança e que os usuários façam uso adequado dos equipamentos. 🏳️‍🌈 2. Campanha Sobre Comportamento em Espaços Públicos: Atos de cunho sensual em locais públicos infringem normas legais e podem colocar as pessoas em risco físico, como agressões por terceiros que se sintam incomodados. Uma campanha de conscientização, abordando o uso adequado desses espaços, é essencial para prevenir incidentes e tornar os sanitários ambientes seguros para todos. 🏳️‍🌈 3. Atuação das Equipes de Segurança: Relatos indicam que, em situações semelhantes, as abordagens de segurança foram severas. É necessário incluir pessoas LGBT+ nas equipes de segurança e oferecer treinamentos sobre orientação sexual para garantir uma abordagem eficaz e respeitosa. Protocolos que priorizem o diálogo e a orientação devem ser seguidos, evitando constrangimentos desnecessários e garantindo o cumprimento das normas. Minuta de Protocolo Proposto para Abordagem de Situações Delicadas em Espaços Públicos: 🏳️‍🌈 1. Identificação e Avaliação: Monitorar os espaços públicos de forma silenciosa, identificando comportamentos inadequados que comprometam a segurança e a integridade das instalações e dos usuários. Além de câmeras, é recomendada a presença de segurança à paisana, com apoio de campanhas educativas no sistema de som. 🏳️‍🌈 2. Abordagem Respeitosa:Intervenções devem ser feitas com educação e discrição, utilizando linguagem neutra:“Boa tarde, somos da equipe de segurança. Notamos uma situação que pode colocar a segurança de todos em risco. Gostaríamos de orientá-los a utilizar o espaço de maneira adequada.” 🏳️‍🌈 3. Mediação de Conflitos e Orientação:Explicar as normas locais, enfatizando os impactos das atitudes na coletividade e no uso dos espaços públicos, sem emitir juízos de valor. 🏳️‍🌈 4. Encaminhamentos e Registro:Em caso de resistência, orientar os envolvidos a deixarem o local e registrar o ocorrido de forma neutra. Acionar reforço ou órgãos competentes somente em casos extremos. 🏳️‍🌈 5. Educação e Prevenção: Realizar campanhas educativas sobre o uso adequado de espaços públicos e direitos e deveres dos cidadãos. Implementar treinamentos para equipes de segurança, incluindo comunicação não violenta e sensibilização sobre diversidade. O Grupo Gay da Bahia lamenta profundamente o ocorrido e reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade e dos direitos da comunidade LGBT+. Incidentes como este servem como alerta para a necessidade urgente de promovermos uma sociedade mais inclusiva, com espaços seguros e educativos para todas as pessoas. Reiteramos que o diálogo é essencial para construir soluções efetivas, tanto para a preservação do patrimônio público quanto para a garantia de direitos humanos. Marcelo CerqueiraPresidenteGrupo Gay da Bahia Salvador, BA, 28 de dezembro de 2024

Então, já é Natal e também um convite à empatia.

Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficialCoordenador das Política LGBT+ de Salvador, ativista do GGB.A época do Natal é um período especial em que as pessoas geralmente ficam com o músculo duro do coração. É tanto “feliz Natal” que se ouve que algumas pessoas consideram irritante. O Natal é uma época de reunião, famílias se aproximarem para reflexão sobre as diversas formas de amor e solidariedade.Para muita gente, entretanto, esse momento pode aflorar um turbilhão de emoções singulares e de grande complexidade, especialmente para quem faz parte da enorme, diversa e multifacetada comunidade LGBTQIAPN+. Esses sentimentos complexos estão relacionados à vivência cotidiana dentro do armário, com a porta trancada por dentro e segurando a chave. Hoje consigo relativizar o armário como, muitas vezes, um lugar seguro, mas também muito limitado.A vivência nesse espaço, por anos seguidos, carrega a experiência de solidão, de não poder assumir a orientação sexual ou identidade de gênero por receio ou medo de que essa situação seja amplificada, gerando rejeição ou incompreensão familiar.Para muitos, o Natal representa um momento de reencontro familiar. Contudo, para pessoas LGBT+ que ainda não podem viver de forma livre suas identidades em sua plenitude, essa ocasião pode se transformar em um espaço de muita tensão. O receio de ser julgado ou mesmo rejeitado faz com que, principalmente nas classes média e alta, muitos permaneçam em silêncio, suportem comentários e perguntas estapafúrdias sobre sua vida pessoal e vivam um papel social que não reflete sua verdadeira essência.Perguntas de familiares aparentemente inofensivas sobre relacionamentos, expectativas de casamento ou filhos podem se transformar em um estopim de bomba, que pode explodir com estilhaços ou mesmo reforçar o sentimento de que o armário é um refúgio necessário, mas não desejável.Uma outra parcela que requer observação delicada é um aspecto importante da vida das pessoas LGBT+ que, por normas sociais e diferentes motivos, vivem relacionamentos heteronormativos ou em extrema discrição, frequentando saunas ou sendo clientes de profissionais do sexo. Esses irmãos e irmãs, muitas vezes, são casados e têm filhos. Não pense que é fácil, porque é como andar no fio da navalha sem cortar os pés. Elas enfrentam dilemas internos absolutamente relevantes durante as festividades.O Natal, com sua simbologia de partilha e verdade, constitui-se como a época mais atormentadora. Pode trazer à tona questionamentos sobre autenticidade, veracidade e, principalmente, felicidade. Mesmo com tudo isso, ainda assim, elas seguem como equilibristas andando rumo a preservar uma harmonia familiar e, de modo necessário, respeitar quem são de fato.Nos dias atuais, não dá para ignorar que muitos gays, lésbicas e pessoas trans vivenciam a experiência da solidão, principalmente idosos, e experimentam isso de forma mais severa no período de Natal.Para algumas pessoas LGBT+, essa solidão pode ser intensificada por laços familiares quebrados ou por não possuírem uma rede social ou por ela ser insuficiente. Enquanto muitos celebram, rindo, alegres com seus familiares, alguns passam o dia todo em silêncio ou relembrando as conexões que poderiam ter, mas que foram quebradas por força do preconceito.Solidão não é exclusividade nossa. Gente de todas as orientações e identidades pode sentir-se isolada, especialmente nessas épocas, em uma sociedade que, junto com a indústria de consumo, vende o ideal de convivência familiar como algo inesquecível.Então, já é Natal e também um convite à empatia. Para muitas pessoas LGBT+, apenas um gesto de aceitação, como “tudo bem com você?” ou talvez “seja bem-vindo, fique à vontade”, pode mudar tudo. Uma orientação para tios, tias ou entes distantes que vêm para a ceia: evitem perguntas que possam causar constrangimento. Com essa atitude, estarão ajudando a reconhecer a complexidade de cada história, evitando julgamentos e ajudando a promover ambientes seguros.Afinal, o Natal pode ser, sim, um momento de celebração coletiva, mas também de um profundo olhar para dentro de si mesmo. Viva o Natal.

Ativista LGBT+ Duduka é assassinado a vários tiros em casa

Foto: Reprodução / Calila Notícias O movimento LGBTI+ da cidade de Serrinha está de luto após a morte de Lucas Cruz de Jesus, conhecido como “Duduka”, um dos fundadores do Coletivo Flores do Sisal. O jovem de 33 anos foi assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira (20) em sua residência, no bairro Vista Alegre. Segundo informações da Polícia Civil ao Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, o crime ocorreu por volta de 01h50. Testemunhas relataram ter ouvido disparos e gritos de socorro. Ao chegar no local, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constatou que Duduka já estava sem vida. O corpo da vítima apresentava marcas de tiros na cabeça e no tórax. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por homofobia, devido ao ativismo de Lucas na comunidade LGBTI+. Com informações do Bahia Notícias.