Você Sabe Quem Foi Floripis

Da Redação da GGB Pouco se sabe sobre a vida privada de Floripis, essa figura enigmática e de força silenciosa que marcou a cena cultural de Salvador nas décadas passadas. Onde morava ou quais eram suas origens permanecem um mistério. E talvez essa aura de anonimato tenha tornado sua presença ainda mais emblemática. Quase sempre silenciosa, Floripis não se dirigia às pessoas e apenas se deixava observar nas ruas e nas bancas de revistas da Rua Chile, onde, parada, folheava as páginas com uma tranquilidade que contrastava com a efervescência ao seu redor. Embora tímida, Floripis carregava consigo uma força latente, que se manifestava em sua postura e na maneira como desafiava as normas de uma sociedade conservadora. Em tempos de intolerância e discriminação, especialmente contra expressões de gênero não convencionais, Floripis se destacava como um símbolo de resistência. Seu traje e suas flores na cabeça – talvez o motivo de seu nome – davam um toque poético ao cenário urbano e chamavam a atenção de quem a via. A figura de Floripis transcendeu a curiosidade momentânea e tornou-se uma lembrança forte para os habitantes de Salvador, especialmente nas festas de largo, como a Festa da Conceição da Praia em 1979, onde sua presença era notada e admirada. Mesmo em silêncio, Floripis transmitia uma mensagem de coragem e autenticidade, abrindo caminho para a aceitação e visibilidade LGBT+ em um tempo onde a repressão era intensa. Se sabe alguma informação sobre esse ser de luz, fala pra gente.
LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho

Foto/Uol/ meramente ilustrativa – mulher trans LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho @marcelocerqueira.oficial * Na última quarta-feira, tive a oportunidade de participar da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) realizada nas instalações da Embasa em Feira de Santana. Meu papel foi conduzir uma sessão de sensibilização sobre a LGBTfobia no ambiente de trabalho, destacando como o preconceito e a discriminação podem ser vistos como formas de “acidentes” não físicos que, como os acidentes tradicionais, causam danos reais e condenáveis à saúde mental dos colaboradores. Desde minha chegada, fiquei positivamente surpreso com o acolhimento dos colaboradores. Ao contrário de uma visão estereotipada que muitos podem ter sobre empresas do setor de saneamento, encontrei um ambiente acolhedor e colaborativo, onde o respeito mútuo parecia ser valorizado em tudo. Ficou evidente para mim que a Embasa não só investe em treinamento e desenvolvimento humano, mas também promove uma política robusta de inclusão, que incentiva o respeito e a valorização da diversidade entre seus colaboradores. Na apresentação, foquei em relacionar a LGBTfobia com um “acidente de trabalho” psicossocial. Expliquei que, assim como acidentes físicos podem ser evitados com medidas de segurança, a LGBTfobia também pode ser prevenida com práticas de inclusão e respeito à diversidade. Usar pronomes corretos quando interação com LGBTrans, ele, ela, elu. Os atos de preconceito, exclusão quando ocorrem afetam diretamente o bem-estar psicológico dos trabalhadores, causando desgastes emocionais que podem levar a quadros de estresse, ansiedade e, em casos mais graves, depressão. Esses “acidentes” impactam não apenas o colaborador que sofre a discriminação, mas também todo o ambiente organizacional, afetando a produtividade e rotatividade de funcionários. É urgente colocar esse tema na SIPAT, aqui algumas práticas para integrar a prevenção à LGBTfobia como um dos pilares de segurança no ambiente de trabalho. É essencial que todos, desde a alta administração até os níveis operacionais, sejam envolvidos em treinamentos sobre diversidade, focando na importância do respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada colaborador. A Embasa já vem demonstrando sensibilidade para esses temas, e treinamentos regulares fortalecem ainda mais a conscientização, consolidado um ambiente seguro e inclusivo. A constante sensibilização ajuda diminuir estereótipos e desconstruir preconceitos. Quando a empresa realiza essa ação soma a prática de inclusão, gera maior compreensão das realidades e desafios enfrentados por colaboradores LGBT+, algo que me impressionou pela forma respeitosa e acolhedora que observei entre os próprios funcionários. A experiência na Embasa reforçou minha crença de que a LGBTfobia deve ser encarada como um “acidente” psicossocial que afeta a integridade emocional e o ambiente de trabalho como um todo. Assim como nos preparamos para evitar acidentes físicos, precisamos investir na criação de um ambiente seguro para a diversidade, onde cada colaborador é respeitado e valorizado. Incluir a LGBTfobia na SIPAT e em outras iniciativas de segurança e saúde ocupacional é essencial para que o respeito à dignidade humana seja um princípio inegociável nas empresas. Com políticas inclusivas e ações de sensibilização, a Embasa já se mostra uma empresa preocupada em construir uma cultura organizacional mais saudável e produtiva, onde o respeito e a diversidade são elementos fundamentais. A prevenção de “acidentes” psicossociais como a LGBTfobia fortalece a responsabilidade da empresa e demonstra seu compromisso com um ambiente corporativo verdadeiramente inclusivo. A (SIPAT) Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, é um evento anual obrigatório em empresas que instituíram a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPAT), de acordo as normas do Ministério do Trabalho. A semana busca promover conscientização para a segurança no ambiente de trabalho, abrangendo variedade de pontos, como acidentes físicos até questões de saúde mental, diversidade e inclusão. Esse tipo de iniciativa é muito bom para o trabalhador, fortalecendo o entendimento do ambiente de trabalho seguro e saudável. Essa concepção vai muito além da ausência de riscos físicos, englobando o respeito, inclusão, diversidade e a dignidade de todos. *Coordenador do Programa Empresa Inclusiva. Selo da Diversidade LGBT+ É uma política pública criada pela Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação, e tem como objetivo fortalecer a diversidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros – LGBT+ no mercado de trabalho, através da assinatura de um Pacto de Compromisso entre a prefeitura e as organizações. Está com inscrições e as empresas não nada por participar. Mais informações:
Mutirão Identidade Cidadãs

O Ministério Público da Bahia promoverá o 9a. Mutirão de Inclusão: Identidades Cidadãs, no intuito de facilitar o acesso de pessoas transexuais, travestis, Intersexo e Não binária nos dias 23, 24 e 25 de outubro das 8:30 às 16:30, na Sede do MPBA, sede na Avenida Joana Angélica, n. 1312, salas 305/307, bairro Nazaré. Para realizar o pedido administrativo, a pessoa precisa ter mais de 18 anos, residir em Salvador há pelo menos 5 anos e apresentar os seguintes documentos: As demais certidões serão providenciadas pelas parcerias firmadas com o Ministério Público baiano. Nossos apoiadores: ✅ARPEN/Ba ( Associação dos Registradores)✅ Defensoria Pública da Bahia✅Salvador Norte Shopping;✅ Salvador Shopping✅ Atento Brasil S/A✅Faculdade Baiana de Direito✅ UNIFACs ( Projeto Observatório jurídico)✅Faculdade UNIJORGE ( Projeto Amado)✅Secretaria Municipal de Saúde/Salvador✅Secretaria Municipal de Reparação Salvador (Centro de Referência Vida Bruno)✅Ambulatório Multidisciplinar em Saúde de Travestis e Transexuais do CEDAP/CESAB✅Mães do Arco-íris✅Mães da Resistência✅Dois Terços
21 Orgulho LGBT+Bahia

0 22 ORGULHO LGBT+BA É CALENDARIZADO SEGUNDO DOMINGO DE SETEMBRO 2025! Agende-se para um compromisso com a Bahia para o mundo! A NOITE NO FAROL DA BARRA
Pornografia da Vingança

APornografia da Vingança e o Uso Responsável das Mídias Sociais pela Comunidade LGBT+ Salvador, Bahia, 30 de janeiro de 2024 – Do Grupo Gay da Bahia (GGB). Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial O Grupo Gay da Bahia (GGB) reforça que as mídias sociais são uma realidade consolidada e contribuíram significativamente para a emancipação das pessoas LGBT+ em diversos aspectos. Essas plataformas possibilitam uma comunicação interativa que conecta indivíduos, permitindo o compartilhamento de experiências, diálogos e construção de redes de apoio. No entanto, com a ampliação dessa conectividade, surgem desafios, principalmente relacionados ao uso indevido de conteúdos íntimos e à invasão de privacidade. O GGB celebra as conquistas trazidas pelo universo digital, mas alerta para a importância do uso responsável das redes sociais. Tudo o que se publica está sujeito à crítica e à exposição pública, e o que antes era restrito a grupos pequenos agora pode alcançar uma audiência global. Nesse contexto, a invasão de privacidade se tornou uma prática frequente, especialmente na publicação de conteúdos íntimos sem consentimento, fenômeno conhecido como “pornografia da vingança”. O Perigo da Pornografia da Vingança Muitos casais optam por registrar seus momentos íntimos como parte de fantasias sexuais, prática comum e saudável. Contudo, o compartilhamento de fotos e vídeos íntimos tornou-se arriscado com os avanços da tecnologia e a ampla acessibilidade dos espaços virtuais. O material íntimo, uma vez armazenado em dispositivos móveis ou na nuvem, pode ser exposto de forma indevida, especialmente em situações de término de relacionamento, tornando-se uma ferramenta de retaliação. Casos de “pornografia da vingança” envolvem a divulgação não consensual de material íntimo, com o intuito de humilhar ou punir um ex-parceiro. Essa prática é considerada crime no Brasil, conforme o artigo 218-C do Código Penal, e pode resultar em penas severas, incluindo prisão. A prática também causa danos emocionais profundos às vítimas, muitas vezes levando a desfechos violentos. Nos últimos anos, o GGB registrou diversos casos de membros da comunidade LGBT+ que foram vítimas de pornografia da vingança, alguns com desfechos trágicos. Além de ser um crime, essa prática é uma grave violação dos direitos de privacidade, deixando as vítimas expostas ao constrangimento público e à violência. Cuidado com a Exposição nas Redes A disseminação rápida de conteúdo íntimo pelas redes sociais, especialmente em plataformas como WhatsApp e Telegram, facilita a viralização de materiais comprometedores. Muitas vezes, os responsáveis pelo vazamento usam perfis falsos (fakes), dificultando o rastreamento pelas autoridades, o que agrava o impacto do crime. Diante dessa realidade, o GGB faz um apelo à comunidade LGBT+ para que tenha um uso consciente e seguro das mídias sociais, evitando situações que possam comprometer sua privacidade e segurança. A seguir, apresentamos algumas dicas essenciais para proteger sua privacidade e evitar consequências prejudiciais. 10 Dicas de Segurança e Privacidade nas Mídias Sociais Conclusão A pornografia da vingança é uma prática cruel que destrói vidas, carreiras e relacionamentos. Proteger sua privacidade e a dos outros deve ser uma prioridade. As redes sociais oferecem um espaço valioso para conectar pessoas e construir comunidades, mas também podem ser perigosas quando usadas de maneira irresponsável. O GGB reforça a importância de adotar uma postura consciente e cuidadosa no uso das redes, garantindo um ambiente digital mais seguro e acolhedor para todos. A mensagem do GGB é clara: respeite a privacidade dos outros e proteja a sua. Não exponha sua intimidade ou a de terceiros, e lembre-se de que uma vez que um conteúdo é publicado, não há como reverter os danos causados. Em tempos de alta exposição online, cada atitude conta para promover uma convivência mais respeitosa e segura.
O Retrato Falado de Xica Manicongo
O Retrato Falado de Xica Manicongo /Por Prof. Dr. Luiz Mott Convite para ver a exposição O Retrato Falado de Xica Manicongo, uma homenagem a Xica Manicongo, reconhecida como a primeira pessoa trans registrada no Brasil, vítima da Inquisição Portuguesa. A exposição estará aberta ao público de 1 a 30 de setembro, na Escola de Belas Artes da UFBA, no bairro do Canela, em Salvador. Trata-se de uma reinterpretação artística que busca resgatar sua história e celebrar sua resistência em meio às opressões coloniais. Uma obra realizada tendo as características da época e do seu grupo étnico com orientação do professor Luiz Mott. Xica Manicongo, nascida no Reino do Congo, foi trazida para a Bahia como escravizada no final do século XVI. Acusada de “servir de mulher no pecado nefando” e de recusar-se a usar roupas masculinas, foi denunciada à Inquisição por Matias Moreira, um cristão-velho de Lisboa. A denúncia não se referia apenas à sua condição de cativa, mas também à sua expressão de gênero, considerada subversiva para a moral europeia. Xica utilizava um pano cingido, tradição comum entre os quimbanda do Congo e Angola, pessoas que desempenhavam papéis de gênero feminino ou eram vistas pelos europeus como “sodomitas”, termo pejorativo utilizado para descrever comportamentos e identidades divergentes das normas sexuais da época. Os quimbanda, no contexto cultural do Congo e de Angola, eram aceitos e respeitados, representando uma visão de gênero e sexualidade muito mais diversa do que a que prevalecia no Brasil colonial. Contudo, ao ser forçada a viver em uma sociedade dominada pela Igreja Católica e pela moral cristã, a expressão de identidade de Xica foi tratada com desprezo e violência. A Inquisição punia e buscava apagar as tradições culturais africanas que viam como ameaças à sua ordem social. A denúncia contra Xica, por se recusar a vestir roupas masculinas, revela as formas brutais de controle que o sistema colonial exercia sobre os corpos e identidades das pessoas escravizadas. Em 2010, a Associação de Travestis do Rio de Janeiro (ASTRA) rebatizou Francisco Manicongo com o nome social de Xica Manicongo, em uma tentativa de reabilitar e resgatar a memória dessa figura histórica. A partir desse reconhecimento, Xica se tornou um símbolo de resistência e luta para a comunidade trans brasileira. A exposição O Retrato Falado de Xica busca justamente trazer à tona essa história, antes esquecida e marginalizada, oferecendo uma reflexão sobre a violência histórica e o apagamento de identidades diversas no Brasil colonial. A reabilitação da história de Xica Manicongo nos leva a refletir sobre como as noções de raça, gênero e sexualidade foram utilizadas como ferramentas de opressão ao longo da história. Ao mesmo tempo, sua história é um lembrete de que, mesmo nas condições mais adversas, sempre houve resistência. Xica Manicongo representa essa resistência. Ao recusar as normas impostas, ela se afirmou como um símbolo de luta por liberdade e dignidade. A obra exposta apresente uma nova visão sobre a vida e o legado de Xica, oferecendo ao público a oportunidade de reimaginar essa figura histórica e reconhecer sua importância para a luta contemporânea por direitos trans e LGBT+. Integra a VIII Semana da Diversidade Cultural de Salvador, apoio Embasa. Data: de 1 a 30 de setembroLocal: Escola de Belas Artes da UFBA, Canela, SalvadorEntrada Gratuita Xica Manicongo: 1ª Travesti do Brasil, Luiz Mott
Dia das Crianças Trans

Foto/ grupo de crianças abertura da 27 Parada de São Paulo Vamos Celebrar o Dia das Crianças Trans: Inclusão, Respeito e Acolhimento MARCELO CERQUEIRA @marcelocerqueira.oficial O Dia das Crianças é um momento de celebração da infância, mas é importante que também reconheçamos a diversidade nas experiências de vida das crianças, especialmente as crianças trans. Elas existem, têm suas próprias trajetórias e precisam de compreensão e apoio para garantir seu bem-estar emocional, físico e psicológico. Identidade de Gênero nas Crianças Trans. A identidade de gênero é como uma pessoa se percebe e se identifica internamente, e para muitas crianças trans, essa percepção surge cedo. Infelizmente, por desconhecimento ou falta de aceitação, muitas vezes essa expressão é reprimida. Uma mãe relatou: “Ela nunca deu nenhum sinal, ou eu não percebia, porque nunca pensei na possibilidade de identidade de gênero”. Isso reflete o pensamento comum de muitos pais que confundem identidade de gênero com orientação sexual. Identidade de gênero e orientação sexual são questões diferentes. Enquanto a identidade de gênero diz respeito ao sentido interno de ser homem, mulher ou outro, a orientação sexual está ligada a quem a pessoa sente atração. Para crianças trans, o reconhecimento dessa identidade desde cedo é crucial para seu desenvolvimento saudável. Muitas crianças trans sabem que seu gênero não corresponde ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer, ainda na primeira infância. No entanto, devido à pressão social e à falta de referências, muitas vezes não conseguem expressar essa identidade. O apoio da família e da comunidade é fundamental para que essas crianças possam se sentir seguras e aceitas em seus ambientes de vida e circulação. Uma mãe explicou: “Desde cedo, ele já dava traços de feminilidade, mas foi só depois de 14 anos que compreendemos sua identidade”. Famílias precisam estar abertas ao diálogo e buscar informações para criar um ambiente acolhedor. É muito importante o apoio familiar e social o bem-estar das crianças trans. Estudos revelam que crianças que recebem aceitação em casa têm melhor saúde mental, menor risco de depressão e suicídio. Pais que respeitam a identidade de seus filhos ajudam a promover o desenvolvimento emocional saudável e a autoestima, condição vital um crescimento saudável. Lamentavelmente, a Justiça só autoriza a retificação de nome e gênero após 18 anos, mesmo com autorização dos pais e laudo psicológico, na Bahia autoriza a mudança de nome, situação problema. Além das famílias, a sociedade tem um papel importante. A educação sobre diversidade de gênero deve começar cedo, tanto em casa quanto nas escolas. Professores e profissionais de saúde precisam ser treinados para lidar com a diversidade de gênero de maneira inclusiva. Nesse Dia Das Crianças é preciso lembrar de todas as infâncias. Serviços Públicos em Salvador Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais – Multicentro Carlos Gomes/SMS Endereço: Avenida Carlos Gomes, nº 270, Centro, Salvador – BA. Telefone: (71) 3202-1340 O Multicentro oferece acompanhamento multiprofissional para pessoas trans, incluindo atendimento médico, psicológico e de assistência social. Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) Endereço do Campus Cabula: Av. Silveira Martins, 3386, Cabula, Salvador – BA. Telefone: (71) 3276-8200 Site: www.bahiana.edu.br A Bahiana oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Biomedicina, Odontologia e outros na área de saúde. É uma instituição reconhecida pela qualidade do ensino e pela formação de profissionais na área médica. Clínica Especializada em Doenças Infecciosas (CEDAP) SESAB Endereço: Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia, Salvador – BA. Telefone: (71) 3116-0500 O CEDAP oferece atendimento especializado para a população LGBTQIA+, incluindo saúde sexual e reprodutiva. . Ambulatório Magalhães Neto – HUPES/UFBA Endereço: Rua Augusto Viana, s/nº, Canela, Salvador – BA. Telefone: (71) 3283-8000 Horário de Funcionamento: Geralmente, de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. O Ambulatório Professor Magalhães Neto oferece atendimentos ambulatoriais em várias especialidades médicas e está vinculado ao Hospital Universitário Professor Edgard Santos, funcionando como um espaço de atendimento e ensino para os alunos da UFBA, além de atender a população em geral.
GGB Divulga Nota de Repúdio Contra ALBA

O Grupo Gay da Bahia acredita que se estivéssemos no século 19, Silas Malafaia certamente estaria do lado opressor, alinhado com os interesses coloniais portugueses, e não ao lado do povo que lutou bravamente pela independência da Bahia e do Brasil. É incoerente e vergonhoso que a Assembleia Legislativa da Bahia tenha concedido a Medalha 2 de Julho ao pastor Silas Malafaia, uma figura que se orgulha publicamente de sua homofobia. Nos perguntamos em que mundo vivem os deputados baianos que aprovaram essa aberração. Será que eles compartilham dos mesmos valores distorcidos de Malafaia? A letra do Hino ao 2 de julho afirma com clareza: “que com tiranos não combinam brasileiros corações”, no entanto, essa honraria tão importante, que celebra o movimento popular baiano que expulsou o colonizador português, foi desrespeitada por essa condecoração. A proposta, feita pelo Deputado Samuel Jr. (Republicanos), é um atentado à história e à honra da Bahia. O mais escandaloso é a justificativa apresentada, exaltando os “relevantes serviços prestados à sociedade” por alguém que defende a heteronormatividade de maneira preconceituosa, mascarando a verdadeira natureza das ações de Malafaia. Ele é condecorado pela sua homofobia, em um país onde a homofobia é crime. É inadmissível que, em uma Assembleia Legislativa de um estado tão plural e diverso como a Bahia, apenas dois deputados estaduais – Hilton Coelho (PSOL) e Fabiola Mansur (PSB) – tenham se posicionado contra essa farsa. Além disso, é fundamental destacar que Malafaia não apenas professa uma ideologia de ódio, mas tem utilizado sua influência para incitar a população contra as instituições democráticas, como ficou evidente nos atentados de 8 de janeiro. Malafaia tem sido um dos principais articuladores da narrativa que deslegitima a democracia, estimulando o desrespeito à Justiça, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, elementos essenciais para a manutenção da ordem constitucional. Ao manipular a fé e promover o ódio, Malafaia ataca a diversidade e os valores democráticos que sustentam nosso país, tentando impor uma agenda autoritária que fere os direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Condecorá-lo é desprezar a luta por igualdade, liberdade e respeito às diferenças. O Grupo Gay da Bahia, em defesa dos direitos humanos e da dignidade de todas as pessoas, repudia veementemente essa decisão e exige respeito à história da Bahia e à luta da população LGBT+. Salvador, 19 de setembro de 2024Grupo Gay da Bahia (GGB)
Orgulho na Barra: Uma Nova Era Começou

Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficioal Uma das grandes mudanças observadas com o tempo foi a resposta e a interação da população LGBT+ com a realização do 21º Orgulho LGBT+ em uma das áreas mais nobres de Salvador, a Barra, a capital do Orgulho. Os moradores dessa região já estão acostumados com a presença LGBT+, e os frequentadores da comunidade adoram o bairro. A Praia do Porto, por exemplo, é um ponto tradicionalmente ocupado pelos LGBT+ há mais de cinquenta anos. Isso se reflete também na vida noturna, com a famosa Off Club, que fez a Rua Dias D’Ávila ser carinhosamente apelidada pela população de “Beco da Off”, nome que já está enraizado na cultura local. Para reforçar ainda mais essa presença, o Carnaval também tem desempenhado um papel fundamental na integração da comunidade com a região. A mudança do evento para a Barra não representou nenhum problema para os moradores, e, na verdade, trouxe soluções para a própria comunidade LGBT+. Vários problemas que afetavam negativamente o evento quando realizado no Centro foram resolvidos, e a cada ano a presença de participantes mais engajados tem aumentado. Um casal gay que havia deixado de participar do evento por anos, por exemplo, estava radiante de alegria, especialmente pela sensação de segurança que a nova localização proporcionou. Muitos destacaram que a dinâmica e o fluxo dos participantes na Orla eram visivelmente diferentes de quando o evento acontecia no Centro. A realização do Orgulho na Barra reforçou valores essenciais entre os participantes, como amizade, gentileza e empatia. A alegria dos grupos de amigos se reencontrando, os abraços longos e emocionados eram reflexos desse novo e acolhedor clima. Um momento marcante foi ver um homem gay com mais de 60 anos, discretamente emocionado, chorando durante um show no palco da diversidade. Era impossível não se sentir tocado ao ver gerações da nossa comunidade reunidas para celebrar o Orgulho. Também era incrível ver tantas pessoas caracterizadas, as chamadas “montadas”, exibindo toda a sua beleza e estilo. A presença dos simpatizantes culturais, aqueles que nos apoiam com afeto, mesmo de maneira mais reservada, também foi notável. Esses aliados são fundamentais para fortalecer nossa causa, e foi emocionante ver que eles estavam lá, participando ativamente do evento. A Parada na Barra trouxe uma nova “fotografia humana”, que se manifestou de maneiras deslumbrantes, ganhando o mundo. A geografia da Barra, mais aberta e acolhedora, proporcionou um ambiente leve, onde as pessoas podiam sentar no gramado, deitar e até trazer seus cães – algo que seria impensável nas ruas do Centro. O gramado do Cristo parecia um grande piquenique, com todos aproveitando o momento. Ao pé do Cristo, uma das áreas mais icônicas da cidade, vi pessoas de todos os tipos – algumas sentadas, outras deitadas na grama, muitas em grupos, conversando e celebrando juntas. A atmosfera de convivência e harmonia era algo que eu nunca havia presenciado antes. Ali, a democracia LGBT+ estava em plena ação, com pessoas de diferentes idades, estilos e identidades se misturando naturalmente, em respeito e celebração. Entre tantos momentos de alegria e orgulho, algo que se destacou foi o retorno dos gays com corpos esculpidos nas academias da cidade. Na Barra, eles apareceram em grupos, exibindo seus corpos “body beautiful” sem camisa e sem vergonha de se mostrar como parte do evento. Era inspirador ver tantos jovens, idosos, trans, solteiros e casais celebrando juntos. Isso mostra como o evento evoluiu, tornando-se um espaço de acolhimento e celebração para todos, independentemente da identidade de gênero ou orientação sexual. Além de toda essa experiência presencial, o impacto digital também foi impressionante. O Instagram do GGB não parava de receber marcações. As pessoas estavam registrando cada momento e compartilhando nas redes sociais, criando uma mobilização digital que ampliou o alcance do evento. As fotos, vídeos e histórias compartilhadas mostravam a felicidade e o orgulho de estar presente, e a interação constante com a comunidade online só reforçou a importância e relevância do Orgulho LGBT+ na Barra. Agradecer ao apoio da Prefeitura de Salvador, Dow Quimica, Embasa e Governo da Bahia. AmaBarra, PM, IPHAN, Bombeiros Militares, Polícicia Civil, SEMUR, Transalvador, SEDUR, SEMOP, SMS, SALTUR, CLE, Estação da Lapa, Ufba, Escola de Belas Artes, Uranos, Conselho de Psicologia, SETUR, SETRE, SJDH, SECULT/BA, SESAB, Correio da Bahia e todos que acreditaram e apoiaram.
Cuidado

O Campo Temático da Saúde LGBT da Secretaria Municipal de Saúde, prefeitura de Salvador instalou, na Rua Almirante M. de Lão, uma estrutura completa para atender grandes eventos, oferecendo um cardápio de serviços destinados a possíveis ocorrências de saúde. Mesmo após o término do Orgulho, o equipamento provisório continuou funcionando até as 6h.