Outorga do Selo LGBT+ da Prefs de Salvador

A Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), realizou nesta quarta-feira (11), a partir das 9h, no Hotel Mercure, no Rio Vermelho, a III Cerimônia Anual de Outorga do Selo da Diversidade LGBT+. O evento reconheceu 135 empresas privadas, instituições públicas e organizações da sociedade civil que implementaram políticas afirmativas voltadas à diversidade e ao combate à LGBTfobia em seus ambientes institucionais. “Cuidar das pessoas LGBTQIAPN+ é uma prioridade da nossa secretaria”, afirmou Ivete Sacramento, Secretária Municipal da Reparação durante a cerimônia. Segundo Marcelo Cerqueira, coordenador de Diversidade LGBT+, “O Selo da Diversidade é uma conquista que aponta para o compromisso com um futuro mais igualitário em relação a gênero e orientação sexual. Ele reconhece empresas que promovem inclusão e respeito, ao tempo em que estimula ações que fortalecem os direitos e as oportunidades da população LGBT+. Essa iniciativa é um marco na construção de uma sociedade onde a diversidade é celebrada como valor essencial.” O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, vereador Augusto Vasconcelos: compromisso O Selo da Diversidade LGBT+ é mais do que uma certificação: é uma política pública consolidada pelo Decreto Municipal nº 35.071/2022, destinada a reconhecer empresas que promovem equidade e enfrentam práticas discriminatórias. A partir dessa edição as empresas certificadas integram uma rede de intercâmbio de boas práticas, compartilhando experiências e fortalecendo suas políticas institucionais. Apesar dos avanços, há desafios significativos para a implementação de políticas de diversidade nas empresas. A promoção de uma cultura organizacional inclusiva exige investimentos contínuos em educação, sensibilização e monitoramento das práticas institucionais. A certificação pelo Selo da Diversidade LGBT+ não deve ser vista como um ponto de chegada, mas como um compromisso permanente com a transformação social.. O Atakarejo apresentou o Programa Inklusão. A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas se juntem ao programa, ampliando o impacto social e reforçando o compromisso coletivo com a diversidade e os direitos humanos. Em 2024, pelo segundo ano consecutivo, o jornal Correio recebeu a outorga. O Selo da Diversidade LGBT+ é destinado a diferentes tipos de organizações que se enquadram nas três categorias principais, conforme descrito no manual e regimento interno: A Dow Química um Caso de Sucesso. A Cerimônia Anual do Selo da Diversidade LGBT+ representa um marco na luta por uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. Com o reconhecimento das empresas e instituições públicas e privadas comprometidas com a diversidade, Salvador se consolida como uma referência nacional na promoção da cidadania LGBT+ e na construção de um ambiente corporativo mais humano e respeitoso A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas se juntem ao programa, ampliando o impacto social e reforçando o compromisso coletivo com a diversidade e os direitos humanos. O Selo da Diversidade LGBT+ é destinado a diferentes tipos de organizações que se enquadram nas três categorias principais, conforme descrito no manual e regimento interno: 1. Categoria Compromisso Empresas públicas, privadas e organizações da sociedade civil da cidade de Salvador que se comprometem a assinar o Pacto de Valorização da Diversidade LGBT+ com a Prefeitura. Devem apresentar um Diagnóstico Censitário e um Plano de Trabalho alinhado às diretrizes do programa. Foco em empresas que iniciam ações para inclusão LGBT+. 2. Categoria Reconhecimento Micro e pequenas empresas, geralmente familiares, cujo proprietário ou administrador seja LGBT+. Organizações sem fins lucrativos que promovam a diversidade LGBT+. Exigem que pelo menos a maioria dos funcionários sejam LGBT+. 3. Categoria Excelência Empresas que já participam do programa há, no mínimo, três anos, demonstrando avanços contínuos. Foco em organizações que se destacam com práticas exemplares e inovadoras de inclusão e respeito à diversidade LGBT+. São avaliadas com base em altos níveis de conformidade e impacto das ações propostas.. Conheça as empresas que receberam o Selo em 2024: Programa Empresa Inclusiva Relação das instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil de Salvador, Bahia, homologadas pelo Comitê Gestor do Selo da Diversidade LGBT+ em 2 de dezembro de 2024. Chancela Compromisso: Chancela Reconhecimento: Chancela Excelência: Total 135
Denunciar Discriminação Racial e LGBT Online

Informações da Secretaria da Reparação – SEMUR O Observatório da Discriminação Racial e LGBT é um programa desenvolvido pela Prefeitura Municipal do Salvador e coordenado pela Secretaria Municipal da Reparação, em parceria com diversas entidades do poder público, municipal e estadual e do poder judiciário com o objetivo de mapear atos de Racismo e LGBTfóbicos na cidade de Salvador. Após 11 anos de atuação no Carnaval, o Observatório resultou em uma Unidade Permanente de Atendimento sendo um espaço de acompanhamento e encaminhamento de casos noticiados pela mídia e identificados pelo Observatório; de pesquisa para fornecimento de dados, de como a sociedade se comporta frente aos casos de Racismo e de violência contra a população LGBT e de como se podem construir mecanismos para propor políticas públicas a partir dessa observação. É, também, um espaço para difusão e análise de dados/ informações sobre as diversas formas de Racismo e da violência contra apopulação LGBT durante todo o ano. Foi criado no ano de 2011, para desenvolver uma ação continuada, pós-carnaval, especificamente para o enfrentamento ao racismo e LGBTfobia. Os dados vão contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas de combate ao racismo e de violência contra a população LGBT+. O que é: Observatório da Discriminação Racial e LGBT. End.: Av. Carlos Gomes, no Clube de Engenharia da Bahia. Horário: 8h às 17h, segunda a sexta-feira. Tel.: (71) 3202-2759 Denunciar AQUI! Mais informação é AQUI!
Propeg ganha prêmio da Globo com campanha para Grupo Gay da Bahia; assista

A campanha “Demissão”, criada pela agência baiana Propeg para o Grupo Gay da Bahia (GGB), foi a vencedora da categoria Valor Social da 46ª edição do Prêmio Profissionais do Ano (PPA), que celebra talentos da publicidade nacional. O filme foi celebrado em cerimônia apresentada por Fabio Porchat e Juliana Alves, nesta quinta-feira (21), no Transamérica Expocenter, em São Paulo. Neste ano, mais de 800 trabalhos de todo o Brasil foram analisados, dos quais apenas 133 finalistas, em 20 categorias, foram escolhidos. O júri foi composto por 80 profissionais de publicidade e comunicação. “Demissão”, que já havia sido indicado no Shortlist do El Ojo 2024, festival que acontece na Argentina, reflete sobre o valor da diversidade no espaço corporativo, que não costuma ser visto como um local seguro e fácil de ocupar. A campanha foi criada para a 20ª Parada do Orgulho Gay da Bahia e retrata a transformação do profissional e do local de trabalho após reconhecer as pessoas como elas se enxergam. O filme de 1’30” apresenta uma profissional que passa pela transformação de gênero e impacta todo o ambiente. Fazendo alusão a uma “demissão”, a protagonista dá adeus ao seu antigo eu, iniciando uma nova jornada como ela mesma, acolhida pelos colegas. A cena final apresenta uma trilha sonora emocionante na voz de Ayô Tupinambá, artista que se identifica como travesti e regravou a canção “Inteire” especialmente para o vídeo. “Para contribuir com a sociedade, primeiro você precisa sentir-se pertencente a ela, e no trabalho não é diferente. A inclusão impulsiona não só o progresso social, como o corporativo. Ao apresentar uma protagonista que personifica a luta e a conquistas das pessoas LGBTQIA+ no cenário profissional, a campanha reforça que para fazer parte de algo, antes você precisa ser você”, reflete Emerson Braga, CCO da Propeg. Assista ao video
GGB cobra Ação do Itamaraty Após Execução de Casal Gay em Camarões

Casal de homens gay Salvador, 9 de novembro de 2024 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) intensificou seu apelo ao Itamaraty após o brutal assassinato de um casal gay em Camarões, transmitido ao vivo pelas redes sociais. O crime, ocorrido em setembro, provocou indignação global e expôs a violência homofóbica sistemática em países onde a homossexualidade é criminalizada. Na capital Yaoundé, os dois homens, na faixa dos 40 anos, foram espancados até a morte por uma multidão enfurecida após serem acusados de “práticas homossexuais” dentro de um carro estacionado. O ataque, registrado em vídeo e amplamente compartilhado, gerou protestos internacionais e uma crescente demanda por justiça. O caso chamou atenção pela violência, mas pela transmissão, que transformou o assassinato em um espetáculo. “Essa barbaridade não é só um ataque a dois indivíduos, mas a toda a comunidade LGBTQIA+ global. É um alerta de que o ódio ainda prospera impunemente”, declarou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Camarões: Um Cenário de Perseguição Camarões possui leis severas contra relações entre pessoas do mesmo sexo, com penas que incluem longos períodos de prisão. O ambiente é alimentado por discursos de ódio de líderes locais, que frequentemente incitam a violência contra a comunidade LGBTQIA+. Organizações como Human Rights Watch e Anistia Internacional têm relatado prisões arbitrárias, tortura e assassinatos. O episódio recente, no entanto, representa uma escalada sem precedentes. Demandas ao Itamaraty O GGB cobra do governo brasileiro ações concretas, como: Declaração Pública de Repúdio: Condenar formalmente o crime e a perseguição sistemática em Camarões. Apoio a Refugiados: Facilitar a concessão de vistos humanitários a pessoas LGBTQIA+ em risco. Pressão Diplomática: Instar Camarões a revisar suas leis anti-LGBTQIA+ e proteger minorias. Mobilização Internacional: Convocar uma reunião com outras nações e entidades globais para desenvolver estratégias conjuntas. Reação Internacional A execução gerou intensa comoção nas redes sociais, com manifestações em diversas capitais, incluindo Paris e Nova York. Figuras públicas e líderes políticos pedem justiça e medidas para prevenir novos crimes. O GGB reafirma seu compromisso com a luta internacional pelos direitos LGBTQIA+. O caso de Camarões é um chamado urgente à ação, lembrando que a violência contra essa comunidade exige respostas globais e unificadas.
E não é mesmo!

Foto/reprodução Terra Produtor da banda Os Africanos diz que não é gay. A notícia que vem incendiando a mídia como o “super-herói Tocha das 72h” é, na verdade, uma besteira em termos de relevância, mas se configura como um crime de pornografia de vingança, tema que já abordei em postagem anterior aqui no site. MARCELO CERQUEIRA contato @marcelocerqueira.oficial O Perigo da Pornografia da Vingança Matheus, produtor da banda Os Africanos, passou a viver um verdadeiro inferno astral após o vazamento de um vídeo íntimo no qual ele supostamente aparece em cenas de sexo com outro homem. Ele afirmou que não é gay, e quem o conhece sabe disso. E não é mesmo! Não que ser gay seja uma classe superior, mas é diferente, senhores inquisidores. Isso foi um momento incauto! Vou explicar com parágrafos curtos para ser compreendido pela plebe rude. É importante que as pessoas entendam que a orientação sexual é definida pela atração afetiva, romântica e/ou sexual que uma pessoa sente. E não somente por práticas sexuais em si, que em casos como este, são secundárias. Fazer sexo com outro homem, independentemente do papel desempenhado na relação (ativo ou passivo), não define a orientação sexual de ninguém. Vivemos em uma época em que a sexualidade é marcada por enorme fluidez. É essencial ter empatia e respeito, e não supor a orientação sexual de ninguém. O que realmente importa é como a pessoa se identifica em termos de atração e afeto. Um homem pode se envolver em relações sexuais com outros homens por diversos motivos que não refletem, necessariamente, uma orientação homossexual ou bissexual. A curiosidade sexual é uma característica comum entre os homens. Diferente das mulheres, eles parecem revestidos de teflon, e nada “pega” — exceto quando casos de vingança, como este, vêm à tona. Nos dias de hoje, especialmente nas metrópoles, isso pode ser entendido como curiosidade masculina em circunstâncias específicas, como sob efeito de álcool, ou até mesmo uma busca por prazer sem vínculo afetivo. Ninguém, além do próprio indivíduo, pode definir sua orientação. Ademais, considerando o ritmo de música extremamente sensual ao qual o tema está relacionado, toda essa repercussão e a tempestade de ideias conservadoras e preconceituosas são descabidas. Um amigo meu, há alguns anos, tinha um namorado muito bonito e, por isso, extremamente assediado por homens e mulheres. Ele já tinha filhos de relacionamentos anteriores com mulheres. Diferente de Matheus, cuja situação foi pontual, esse homem vivia com meu amigo e tinha também uma namorada. Certo dia, confrontado pelo casal, ele revelou: “Gosto dos dois. Não vou abrir mão de ninguém. Vocês que se entendam.” Moral da história: a namorada e o namorado chegaram a um acordo. Nos finais de semana, a moça ficava com ele. Segundo meu amigo, no final do ano, decidiram no par ou ímpar quem passaria o réveillon com Dom Ruam. A namorada dele chegou a comentar que também se relacionava com mulheres quando buscava algo mais delicado. Nenhum dos dois se sentia preso a definições. Agora Matheus será pai, e sua esposa está grávida. Espero que essa situação não afete o relacionamento deles. Quando duas pessoas decidem formar uma família, é fundamental que ambos aceitem a história e os antecedentes um do outro. Parte superior do formulário Parte inferior do formulário
Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida Bruno

Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoA Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), realizará uma ação especial do CadÚnico Itinerante voltada para a população LGBT+. O atendimento ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de novembro, das 8h às 15h, no Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, localizado na Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho.O objetivo da iniciativa é facilitar o acesso de pessoas LGBT+ de baixa renda aos programas sociais oferecidos pelo governo, por meio da inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico). Para ser atendido, é necessário apresentar documentos pessoais originais e um comprovante de residência. Caso o comprovante não esteja em nome do solicitante, recomenda-se procurar uma Prefeitura-Bairro para obter a declaração necessária.Os interessados podem agendar o atendimento pelo telefone (71) 3202-2750 ou comparecer diretamente ao local nos dias e horários indicados. A ação reforça o compromisso da gestão municipal em promover a inclusão e garantir o acesso igualitário aos benefícios sociais para toda a população que necessita do benefício em Salvador, cidade inclusiva.Em junho deste ano Salvador foi eleita a melhor em mapeamento nacional de políticas LGBT+ desenvolvido pelo Grupo Arco Iris do Rio de Janeiro destacando os esforços em combater a LGBTfobia institucional na administração pública e estrutural junto a sociedade soteropolitana.A prefeitura recebeu o reconhecimento e ganhou a outorga de 2º lugar na categoria geral em políticas, ultrapassando 24 capitais, 1º lugar na categoria Justiça e Cidadania (JC) e a excelência de ganhar o 3º lugar na categoria Plano/Programa Municipal (PP), reconhecendo o empenho contínuo em desenvolver políticas públicas inclusivas e eficazes. Serviço:O que é: CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoDias: 11, 12 e 13 de novembroHorário: 8h às 15hLocal: Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida BrunoEndereço: Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho, Salvador – BAAgendamento: (71) 3202-2750
Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB

Da Redação / Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza. Nessa iniciativa, o governo federal ouve relatos sobre violações de direitos humanos contra a comunidade LGBT+ a partir dos anos 1980 em diferentes regiões do Brasil.Durante minha apresentação, destaquei o crescimento de Salvador, cuja população passou de 655.735 em 1960 para 1.513.243 em 1980, sob o governo de Antônio Carlos Magalhães (ACM), que ocupou cargos de prefeito e governador. A cidade ganhou novas obras e intervenções, como o Jardim dos Namorados, criado em uma área antes ocupada de forma desordenada. O espaço tornou-se um ponto popular para encontros de interações sociais, sobretudo “para namorar” como disse o então prefeito. Hoje, o jardim reordenado pela prefeitura, carece de segurança, com relatos de violência que poderiam ser reduzidos com rondas policiais mais frequentes.Um marco histórico que ilustra o controle moral sobre a sociedade baiana foi a criação da Delegacia de Costumes em 1938, durante o governo de Getúlio Vargas, destinada a fiscalizar e reprimir comportamentos considerados “imorais”. Essa delegacia foi extinta na Bahia em 1976 pelo governador Roberto Santos e, no plano nacional, banida por Geisel em 1977. No entanto, o impacto da repressão nos corpos LGBT foi duradouro: os arquivos do Grupo Gay da Bahia (GGB) contêm imagens que evidenciam os abusos cometidos contra pessoas LGBT+ na década de 1970. Homens eram presos por “violação dos bons costumes” considerados fora dos padrões de gênero eram detidos, enfrentando discriminação e abuso policial. Travestis eram presas forçadas a limpar o chão da delegacia e submetidas a humilhações diversas. Essa repressão institucional reforça a importância da memória e da luta por justiça para as pessoas LGBT+, garantindo que o sofrimento e a violência sofridos não sejam esquecidos.Fundado na redemocratização do Brasil, o GGB surgiu sob a liderança de Luiz Mott, que desde então impulsionou a luta por direitos, como a revogação do CID 302.0, que rotulava a homossexualidade como um transtorno sexual. Essa conquista representou um avanço, eliminando o estigma nos serviços de saúde e promovendo políticas de saúde. A decisão abriu base legal para futuras legislações antidiscriminatórias e influenciou também a educação em saúde, orientando currículos e preparando profissionais para atender a comunidade LGBT+ com respeito e conhecimento.Em 1983, uma decisão histórica do Tribunal de Justiça da Bahia, proferida pelo juiz Gudsten Soares, autorizou o registro legal do GGB, permitindo que a organização atuasse com legitimidade. Essa sentença pioneira criou um precedente jurídico que permitiu a constituição de outras associações LGBT+ no Brasil, promovendo visibilidade e segurança para a comunidade. Com isso o GGB representou as demandas da comunidade com mais força e influenciou debates, novos ativistas e políticas públicas. A decisão do juiz reafirmou que a homossexualidade não é crime, contribuindo para o combate a LGBtranfobia institucional.A década de 1970 posicionou Salvador como um polo de efervescência cultural e de resistência LGBT+, simbolizada pela icônica boate Tropical, inaugurada em 1974. Seguidos décadas de 1980 e 1990 Salvador oferecia espaços públicos vibrantes, como o Beco dos Artistas e a Rua Carlos Gomes, que se tornaram pontos de encontro para a comunidade. A movimentação era tamanha que o GGB solicitava a prefeitura iluminação extra para a segurança desses locais. Em 2000, o GGB lançou um Guia Gay de 67 páginas, destacando a vasta quantidade de bares, saunas e boates que acolhiam o público LGBT+. Nessa época o grupo publicava o jornal Homo Sapiens, influenciado pela Folha de São Pulo, Erica Palomino, reproduzindo palavras e atitudes.A reparação e o reconhecimento do passado estão em curso em Salvador por uma gestão humanizada que a passos largos caminha para a completa inclusão. A cidade aprovou e colocou em funcionamento o Plano Municipal de Políticas e Direitos Humanos para a comunidade LGBT+, com ações transversais para todos órgãos, instituiu um equipamento de acolhimento que é Centro de Referência Vida Bruno, Programa de Combate a LGBTransfibia, Empresa Inclusa e Ambulatório Especializado em Saúde LGBT ênfase em pessoas trans, hormonioterapia.Esse avanço é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham o direito de viver com dignidade.
Você Sabe Quem Foi Floripis

Da Redação da GGB Pouco se sabe sobre a vida privada de Floripis, essa figura enigmática e de força silenciosa que marcou a cena cultural de Salvador nas décadas passadas. Onde morava ou quais eram suas origens permanecem um mistério. E talvez essa aura de anonimato tenha tornado sua presença ainda mais emblemática. Quase sempre silenciosa, Floripis não se dirigia às pessoas e apenas se deixava observar nas ruas e nas bancas de revistas da Rua Chile, onde, parada, folheava as páginas com uma tranquilidade que contrastava com a efervescência ao seu redor. Embora tímida, Floripis carregava consigo uma força latente, que se manifestava em sua postura e na maneira como desafiava as normas de uma sociedade conservadora. Em tempos de intolerância e discriminação, especialmente contra expressões de gênero não convencionais, Floripis se destacava como um símbolo de resistência. Seu traje e suas flores na cabeça – talvez o motivo de seu nome – davam um toque poético ao cenário urbano e chamavam a atenção de quem a via. A figura de Floripis transcendeu a curiosidade momentânea e tornou-se uma lembrança forte para os habitantes de Salvador, especialmente nas festas de largo, como a Festa da Conceição da Praia em 1979, onde sua presença era notada e admirada. Mesmo em silêncio, Floripis transmitia uma mensagem de coragem e autenticidade, abrindo caminho para a aceitação e visibilidade LGBT+ em um tempo onde a repressão era intensa. Se sabe alguma informação sobre esse ser de luz, fala pra gente.
LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho

Foto/Uol/ meramente ilustrativa – mulher trans LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho @marcelocerqueira.oficial * Na última quarta-feira, tive a oportunidade de participar da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) realizada nas instalações da Embasa em Feira de Santana. Meu papel foi conduzir uma sessão de sensibilização sobre a LGBTfobia no ambiente de trabalho, destacando como o preconceito e a discriminação podem ser vistos como formas de “acidentes” não físicos que, como os acidentes tradicionais, causam danos reais e condenáveis à saúde mental dos colaboradores. Desde minha chegada, fiquei positivamente surpreso com o acolhimento dos colaboradores. Ao contrário de uma visão estereotipada que muitos podem ter sobre empresas do setor de saneamento, encontrei um ambiente acolhedor e colaborativo, onde o respeito mútuo parecia ser valorizado em tudo. Ficou evidente para mim que a Embasa não só investe em treinamento e desenvolvimento humano, mas também promove uma política robusta de inclusão, que incentiva o respeito e a valorização da diversidade entre seus colaboradores. Na apresentação, foquei em relacionar a LGBTfobia com um “acidente de trabalho” psicossocial. Expliquei que, assim como acidentes físicos podem ser evitados com medidas de segurança, a LGBTfobia também pode ser prevenida com práticas de inclusão e respeito à diversidade. Usar pronomes corretos quando interação com LGBTrans, ele, ela, elu. Os atos de preconceito, exclusão quando ocorrem afetam diretamente o bem-estar psicológico dos trabalhadores, causando desgastes emocionais que podem levar a quadros de estresse, ansiedade e, em casos mais graves, depressão. Esses “acidentes” impactam não apenas o colaborador que sofre a discriminação, mas também todo o ambiente organizacional, afetando a produtividade e rotatividade de funcionários. É urgente colocar esse tema na SIPAT, aqui algumas práticas para integrar a prevenção à LGBTfobia como um dos pilares de segurança no ambiente de trabalho. É essencial que todos, desde a alta administração até os níveis operacionais, sejam envolvidos em treinamentos sobre diversidade, focando na importância do respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada colaborador. A Embasa já vem demonstrando sensibilidade para esses temas, e treinamentos regulares fortalecem ainda mais a conscientização, consolidado um ambiente seguro e inclusivo. A constante sensibilização ajuda diminuir estereótipos e desconstruir preconceitos. Quando a empresa realiza essa ação soma a prática de inclusão, gera maior compreensão das realidades e desafios enfrentados por colaboradores LGBT+, algo que me impressionou pela forma respeitosa e acolhedora que observei entre os próprios funcionários. A experiência na Embasa reforçou minha crença de que a LGBTfobia deve ser encarada como um “acidente” psicossocial que afeta a integridade emocional e o ambiente de trabalho como um todo. Assim como nos preparamos para evitar acidentes físicos, precisamos investir na criação de um ambiente seguro para a diversidade, onde cada colaborador é respeitado e valorizado. Incluir a LGBTfobia na SIPAT e em outras iniciativas de segurança e saúde ocupacional é essencial para que o respeito à dignidade humana seja um princípio inegociável nas empresas. Com políticas inclusivas e ações de sensibilização, a Embasa já se mostra uma empresa preocupada em construir uma cultura organizacional mais saudável e produtiva, onde o respeito e a diversidade são elementos fundamentais. A prevenção de “acidentes” psicossociais como a LGBTfobia fortalece a responsabilidade da empresa e demonstra seu compromisso com um ambiente corporativo verdadeiramente inclusivo. A (SIPAT) Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, é um evento anual obrigatório em empresas que instituíram a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPAT), de acordo as normas do Ministério do Trabalho. A semana busca promover conscientização para a segurança no ambiente de trabalho, abrangendo variedade de pontos, como acidentes físicos até questões de saúde mental, diversidade e inclusão. Esse tipo de iniciativa é muito bom para o trabalhador, fortalecendo o entendimento do ambiente de trabalho seguro e saudável. Essa concepção vai muito além da ausência de riscos físicos, englobando o respeito, inclusão, diversidade e a dignidade de todos. *Coordenador do Programa Empresa Inclusiva. Selo da Diversidade LGBT+ É uma política pública criada pela Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação, e tem como objetivo fortalecer a diversidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros – LGBT+ no mercado de trabalho, através da assinatura de um Pacto de Compromisso entre a prefeitura e as organizações. Está com inscrições e as empresas não nada por participar. Mais informações:
Mutirão Identidade Cidadãs

O Ministério Público da Bahia promoverá o 9a. Mutirão de Inclusão: Identidades Cidadãs, no intuito de facilitar o acesso de pessoas transexuais, travestis, Intersexo e Não binária nos dias 23, 24 e 25 de outubro das 8:30 às 16:30, na Sede do MPBA, sede na Avenida Joana Angélica, n. 1312, salas 305/307, bairro Nazaré. Para realizar o pedido administrativo, a pessoa precisa ter mais de 18 anos, residir em Salvador há pelo menos 5 anos e apresentar os seguintes documentos: As demais certidões serão providenciadas pelas parcerias firmadas com o Ministério Público baiano. Nossos apoiadores: ✅ARPEN/Ba ( Associação dos Registradores)✅ Defensoria Pública da Bahia✅Salvador Norte Shopping;✅ Salvador Shopping✅ Atento Brasil S/A✅Faculdade Baiana de Direito✅ UNIFACs ( Projeto Observatório jurídico)✅Faculdade UNIJORGE ( Projeto Amado)✅Secretaria Municipal de Saúde/Salvador✅Secretaria Municipal de Reparação Salvador (Centro de Referência Vida Bruno)✅Ambulatório Multidisciplinar em Saúde de Travestis e Transexuais do CEDAP/CESAB✅Mães do Arco-íris✅Mães da Resistência✅Dois Terços