Efeito Arco-Íris na Folia de Salvador

O “Efeito Arco-Íris” Consagra a Bahia como Capital Global da Folia LGBT+ e Redefine o “Molho” do Carnaval de Salvador Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador em 2026 não foi apenas uma festa; foi um divisor de águas, um manifesto vibrante que sacramentou a cidade como a primeira e inquestionável opção dos gays do Brasil e do mundo. Longe de ser um mero adjetivo, este reconhecimento é a materialização de um processo histórico de luta, resistência e uma demanda incessante por reconhecimento e aceitação, culminando na consagração de Salvador como a capital global da folia LGBTQIA+. Os dados falam por si, e a experiência da rua confirma: a presença da comunidade gay está redefinindo a essência do nosso Carnaval de uma forma simplesmente maravilhosa. Observamos um impacto gigante de uma presença indispensável para a economia da cidade. Dados oficiais revelam que, em 2026, Salvador pulsou com 3,8 milhões de turistas e uma movimentação econômica astronômica de R$ 8,1 bilhões. A rede hoteleira operou com ocupação máxima, e os circuitos carnavalescos receberam um público rotativo de 12 milhões de foliões. Dentro desse universo grandioso, a comunidade LGBTQIA+ emerge com uma força inegável. Estimativas apontam que 10% desse público total é LGBTQIA+, o que se traduz em números impactantes: 380 mil turistas LGBTQIA+ desfrutaram da energia única da cidade; um impressionante impacto econômico de R$ 810 milhões foi gerado diretamente por este segmento; e 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ estiveram presentes nos trios, blocos e camarotes, vivenciando a festa em sua plenitude. Esses dados não são apenas estatísticas; são a prova viva de que a diversidade é um motor econômico e cultural, capaz de impulsionar o turismo e a economia criativa, reafirmando Salvador como um santuário seguro e acolhedor onde a liberdade de expressão e a autenticidade são não apenas permitidas, mas vigorosamente incentivadas. Salvador, consolidando-se como a primeira escolha global, cumpre seu destino. A cidade, com sua intrínseca vocação para a liberdade e a mistura de culturas, elevou-se ao patamar de metrópole da diversidade do Atlântico Sul. Esse fenômeno é o resultado de uma jornada coletiva, forjada na existência das nossas políticas públicas, no ativismo resiliente por direitos igualitários. A presença cada vez mais expressiva de homens gays cis, em particular, consolidou a cidade como a primeira opção de destino para este público, que tem na capital da Bahia um lugar onde pode celebrar a existência sem temores ou constrangimentos, interagindo com a nossa gente e a nossa cultura de forma autêntica e imersiva. Não foi um mero acaso que o maior site de relacionamentos do mundo enviou um representante para conhecer a festa e validá-la. Políticas públicas inclusivas, um arcabouço legal robusto contra a discriminação e o compromisso inabalável da administração municipal em oferecer ambientes livres de hostilidade são a base dessa transformação. O Carnaval de hoje é a prova viva do poder transformador dessas políticas que respeitam e representam os direitos humanos. No Estado e, especialmente na capital. A nova dinâmica do Carnaval está redefinindo o “molho” e os papéis sociais na folia. Essa ascensão do protagonismo gay no Carnaval de Salvador gerou debates interessantes e, por vezes, um certo estranhamento. Mensagens humorísticas que circularam, como o famoso “Tá faltando homem” ou “Só tem gay”, refletem uma percepção de mudança por parte de algumas mulheres heterossexuais. No entanto, é fundamental que elas tenham calma e compreendam que essa nova dinâmica não é uma “ausência”, mas uma redefinição de papéis e expectativas que traz consigo ganhos inesperados para todos. Como bem apontado nos debates, o incômodo de uma mulher ao entrar em um ambiente majoritariamente gay “não é sobre a falta de homem. É sobre perder protagonismo. É sobre o fato de, de repente, você não ser mais o centro das atenções, não ser a mais desejada, não ser a prioridade daquele espaço.” Esse cenário convida as mulheres a redefinirem seu papel, a entenderem que o “molho” da paquera agora se insere em uma disputa mais plural, onde o foco da atenção masculina heterossexual não é mais o único ou exclusivo. Curiosamente, a maior presença gay trouxe um benefício incontestável para as mulheres cis heterossexuais: mais segurança e menos assédio. Experiências passadas, marcadas por “beijos forçados” e “rodinhas de assédio”, deram lugar a um ambiente mais respeitoso. Como uma advogada observou: “Desde que o público de Salvador passou a ser mais gay, pra mim, o Carnaval tem sido muito melhor. Porque, há vinte anos atrás, quando a gente saía, não podia, por exemplo, ficar longe do marido ou namorado por cinco minutinhos pra comprar uma cerveja que já vinha algum assédio […] Agora, não. Você fica tranquila, não tem assédio.” A energia contagiante da comunidade gay, frequentemente pautada pela celebração desinibida, alegria sincera e solidariedade, contribuiu para uma atmosfera de maior pacificação e coesão. Em contraste com a “treta” associada a alguns homens heterossexuais, os homens gays vão “para beijar na boca, para curtir, para se divertir!”, criando um ambiente mais seguro e prazeroso para todos. Esse protagonismo também transforma o fluxo e a estética do Carnaval de Salvador, contribuindo com beleza plástica singular. Os gays não estão apenas presentes com suas narrativas; eles estão ativamente mudando e redefinindo a concepção sensorial, reduzindo algumas resistências mentais e o medo do novo. Símbolos como o onipresente leque de plástico, que transcende sua função utilitária para se tornar um distintivo de força coletiva e identidade, são prova disso. O som rítmico do leque, a elegância das fantasias que remetem à tradição e a alegria autêntica infundem uma nova camada de autenticidade e expressão à festa. Artistas icônicas como Daniela Mercury, Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Anitta, verdadeiras porta-vozes da causa LGBTQIA+, consolidaram seus blocos como espaços de acolhimento seguro, amplificando a mensagem de inclusão e transformando seus palcos em poderosas plataformas de visibilidade e aceitação. Salvador está orgulhosamente cumprindo seu destino de cidade LGBTQIA+ do Brasil e do Atlântico Sul. Essa transformação paradigmática no Carnaval de Salvador é o reflexo de um caminho percorrido pela cidade, que hoje está cumprindo sua
Evolução no Concurso Rainha do Carnaval de Salvador

GGB Anuncia Evolução Histórica no Concurso Rainha do Carnaval de Salvador: Foco Exclusivo em Pessoas Trans e Travestis e Busca por Oficialização
Já é Carnaval, essência da hospitalidade

A Hospitalidade em Sua Essência: Como os Camarotes do Carnaval de Salvador 2026 Podem Celebrar a Diversidade LGBTQIA+ no Luxo Por Marcelo Cerqueira O Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma das maiores e mais democráticas festas populares do planeta. É um caldeirão cultural onde a alegria e a diversidade se encontram nas ruas, nos blocos e nos trios elétricos. Contudo, em meio à efervescência popular, surge um universo à parte: os camarotes. Esses espaços, sinônimo de luxo, conforto e exclusividade, prometem uma experiência diferenciada, com serviços all inclusive, shows de grandes artistas e uma vista privilegiada da folia no circuito Barra-Ondina. A questão que se impõe, e que sua perspicácia, nos impele a explorar, é: como a população LGBTQIA+, historicamente parte integrante e vibrante dessa festa, se encaixa nesses espaços de luxo? E, mais importante, como os camarotes podem aprimorar sua hospitalidade para ir além da mera tolerância, atingindo a celebração autêntica da essência de cada indivíduo? A População LGBT+: Uma História Vibrante e Desafios Velados nos Camarotes A presença da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é tão antiga e inerente quanto a própria festa. Desde as manifestações mais espontâneas nas ruas até a organização de blocos independentes, a comunidade sempre encontrou no Carnaval um palco de liberdade, afirmação e visibilidade para expressar suas identidades, afetos e existências. No entanto, quando olhamos para os camarotes, um paradoxo se revela. Em tese, os camarotes, com sua infraestrutura controlada e segurança reforçada, poderiam oferecer um refúgio para membros da comunidade LGBTQIA+ que buscam um ambiente mais seguro ou menos vulnerável à intensidade das ruas. No entanto, a segurança não se resume só à integridade física; ela abrange, crucialmente, a segurança psicológica e emocional. Um espaço pode ser fisicamente seguro e luxuoso, mas se não for culturalmente acolhedor, pode gerar invisibilidade, microagressões ou a sensação de não pertencimento. E, pertencer é o motivo do Carnaval de Salvador. Para a população LGBT+, a busca por esse pertencimento é amplificada pela história de marginalização e preconceito enfrentada em muitos outros espaços sociais. No Carnaval, onde a expressão da identidade é central, a ausência de um acolhimento autêntico nos camarotes de luxo pode ser percebida como uma extensão dessas exclusões, contrastando fortemente com o espírito de liberdade da festa. Não basta que esses locais sejam fisicamente abertos; eles precisam ser ativamente seguros e afirmativos, criando um ambiente onde a diversidade não seja apenas tolerada, mas celebrada em todas as suas nuances. A hospitalidade, então, se torna um ato político e cultural, um convite para que cada indivíduo possa ser plenamente quem é. É essa profundidade de acolhimento que transformará um camarote de luxo em um verdadeiro bastião da inclusão no Carnaval. É preciso considerar os seguintes pontos. Heteronormatividade Implícita Muitos camarotes são construídos sobre uma base heteronormativa, mesmo que não intencionalmente. Isso se manifesta na comunicação visual, na seleção de artistas e até mesmo na forma como a equipe é treinada, resultando em um ambiente que não reflete a pluralidade de identidades. Falta de Representatividade A ausência de artistas LGBTQIA+ na programação, de materiais visuais que celebrem a diversidade de gênero e sexualidade, ou de iniciativas de inclusão pode levar os membros da comunidade a se sentirem “tolerados” em vez de “celebrados”. Incompreensão de Identidades de Gênero e Expressão Este é um ponto sensível. A falta de conhecimento sobre identidades trans, não-binárias e outras formas de expressão de gênero pode levar a situações constrangedoras, desde o uso incorreto de pronomes até a inadequação de banheiros. Percepção de Segurança A verdadeira sensação de segurança para a população LGBTQIA+ em um camarote depende da percepção de um ambiente livre de julgamento e preconceito, onde suas relações e expressões são naturalmente aceitas e valorizadas. “Conhecer as Pessoas em Sua Essência”: O Novo Paradigma da Hospitalidade no Luxo Conhecer as pessoas em sua essência”, é um chamado eloquente para uma hospitalidade que transcende o mero serviço padronizado. Para a população LGBTQIA+, isso é vital. Não se trata apenas de oferecer um bom coquetel ou um show de alta qualidade, mas de criar um ambiente onde cada pessoa se sinta vista, valorizada e verdadeiramente bem-vinda em sua totalidade. O que significa, então, “em sua essência” para a hospitalidade inclusiva? Reconhecimento da Individualidade É entender que cada convidado traz consigo uma história única, um conjunto de experiências, preferências e sensibilidades. Para a comunidade LGBTQIA+, isso frequentemente inclui vivências de marginalização ou preconceito, tornando o acolhimento genuíno ainda mais significativo. Sensibilidade e Empatia Significa que a equipe deve ser treinada para desenvolver uma empatia profunda pelas nuances da diversidade. Isso envolve desde saber identificar e intervir em situações de desrespeito a pessoas trans até garantir que casais do mesmo sexo se sintam completamente aceitos. Segurança Psicológica A essência da hospitalidade perfeita é criar um espaço onde o cliente não precise se preocupar em ser julgado, ter sua identidade questionada ou sofrer preconceito. É a liberdade de ser quem se é, plenamente, e celebrar isso sem reservas. Personalização Autêntica: Com informações coletadas de forma inclusiva (e com consentimento) e a observação atenta da equipe, a hospitalidade pode se tornar verdadeiramente personalizada, não superficial. Um camarote que compreende a “essência” de seus hóspedes pode oferecer experiências que ressoam profundamente com eles. Guia para a Excelência Inclusiva: Recomendações Práticas para os Camarotes Para que os camarotes do Carnaval de Salvador de 2026 atinjam essa excelência inclusiva, é fundamental adotar um plano de ação estratégico. 1. Formulários de Inscrição Inovadores e Inclusivos O primeiro contato é crucial. O formulário de inscrição deve ir muito além da dicotomia binária, que se mostra profundamente excludente para pessoas transgênero, não-binárias e diversas outras identidades. Ao oferecer opções abrangentes para Nome Social, Pronomes, Identidade de Gênero e Orientação Sexual, os camarotes sinalizam um compromisso genuíno com a dignidade e o respeito. Essa abordagem permite coletar dados essenciais, com ética e confidencialidade, para verdadeiramente “conhecer as pessoas em sua essência” e personalizar a experiência de acolhimento. É o alicerce para uma hospitalidade que celebra a plenitude de quem cada
Empodere-se!

Cursos Gratuitos do Governo Federal para a Comunidade LGBT+ Brilhar em 2026 O conhecimento é uma ferramenta poderosa de transformação, e a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) se estabelece como um farol de oportunidades para o empoderamento de profissionais, ativistas e aliados da comunidade LGBT+ em todo o Brasil. Com cursos gratuitos, acessíveis e certificação reconhecida nacionalmente, a EV.G é um recurso indispensável para quem busca aprimorar suas habilidades e impactar positivamente a sociedade. Em 2026, a plataforma expande sua oferta com formações que abordam temas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Desde direitos humanos e equidade racial até sustentabilidade e gestão pública moderna, os cursos oferecem conteúdo atualizado e alinhado às demandas reais do nosso país. Para a comunidade LGBTQI+, que enfrenta desafios diários em diversas frentes, esses conhecimentos são cruciais para a militância, a inserção profissional e a defesa de seus espaços. Entre as centenas de cursos disponíveis, alguns se destacam por sua relevância imediata, qualidade técnica e forte impacto social, dialogando diretamente com debates contemporâneos como o combate à discriminação, políticas de cuidado, proteção ambiental, inclusão e o fortalecimento de territórios periféricos. A credibilidade é garantida: muitos dos cursos são produzidos por ministérios, institutos federais e órgãos especializados. Para você, que busca qualificação para fazer a diferença, selecionamos três cursos essenciais da EV.G. Eles foram escolhidos considerando sua pertinência para as pautas LGBTQIAPN+, aplicabilidade prática no dia a dia e o potencial de formação crítica que oferecem. Prepare-se para decolar no conhecimento e fortalecer a sua voz e a da comunidade! Como Acessar? É Super Fácil! Não perca tempo! Acesse agora a Escola Virtual do Governo Federal (EV.G) em https://www.escolavirtual.gov.br/ . O cadastro é simples: basta informar seu e-mail e você terá acesso a um universo de conhecimento que pode transformar sua carreira, sua militância e sua vida. Com centenas de opções online e híbridas, a dúvida será qual escolher primeiro – então, que tal fazer vários? O futuro da comunidade LGBTQIAPN+ se constrói com informação e ação. Faça a sua parte! Os 3 Cursos Essenciais para Quem Luta por um Mundo Mais Diverso e Justo 1. Uso de Dados Raciais Aplicados às Políticas Públicas — Intermediário Carga horária: 20h Responsável: Ministério da Igualdade Racial Resumo: Para a comunidade LGBTQIAPN+, que é intrinsecamente diversa, este curso é vital. Entender como dados raciais são coletados e aplicados é fundamental para combater o racismo institucional e, por extensão, as múltiplas discriminações que afetam pessoas LGBTQIAPN+ negras, indígenas e de outras etnias. Ferramenta poderosa para ativistas e defensores da igualdade, permite construir políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma) 2. Direitos Humanos e Meio Ambiente Carga horária: 30h Responsável: Ministério dos Direitos Humanos Resumo: Os direitos humanos são a base de todas as lutas por igualdade, incluindo as da comunidade LGBTQIAPN+. Este curso explora como a crise climática e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, onde muitas pessoas LGBTQIAPN+ se encontram. É uma oportunidade de entender a intersecção entre justiça social, direitos e sustentabilidade, fortalecendo a pauta de proteção para todos e todas. Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma) 3. Desenvolvimento Urbano Integrado em Territórios Periféricos Carga horária: 30h Responsável: Instituto Pólis Resumo: A inclusão social e a segurança em espaços urbanos são desafios reais para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em regiões periféricas. Este curso oferece uma perspectiva crucial sobre como o planejamento urbano pode ser uma ferramenta para criar cidades mais acolhedoras, seguras e acessíveis para todos, combatendo a marginalização e promovendo a diversidade em cada esquina. Aprenda a defender direitos urbanos e a construir comunidades mais justas! Link: https://www.escolavirtual.gov.br/ (Procure pelo título do curso na plataforma).
257 mortes violentas: 237homicídios e 20 suicídios

RELEASE OBSERVATÓRIO DE MORTES VIOLENTAS DE LGBT+ NO BRASIL, 2025 O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização LGBT+ da América Latina, divulga seu relatório anual sobre mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Este levantamento, realizado há mais de 45 anos de forma independente e voluntária, baseia-se em notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao GGB. Os dados refletem a omissão e subnotificação crônica do Estado brasileiro, que ainda não implementa sistematicamente o registro de crimes de ódio motivados por LGBTfobia. Portanto, os números aqui apresentados representam apenas a ponta visível de um iceberg de violência estrutural de ódio e sangue. DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios Redução de 11,7% em relação a 2024 (291 casos) 1 morte a cada 34 horas Brasil mantém triste liderança mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, seguido do México com 40 homicídios e os Estados Unidos, 10. O Brasil permaneceu, em 2025, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ em todo o mundo. Foram registradas 257 mortes violentas, 34 casos a menos do que em 2024 – uma redução de 11,7% em relação ao ano anterior (291 mortes). Isso representa uma morte violenta de LGBT+ a cada 34 horas. Dentro desse total estão incluídos 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 casos de outras causas (atropelamentos, afogamentos etc.). Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento desde 1980 – há 45 anos. A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que, lastimavelmente, não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+ no Brasil, o que torna este levantamento independente essencial para visibilizar essas tragédias e fornecer subsídios para políticas públicas visando a erradicação dessa mortandade e construção da cidadania das minorias sexuais. Reconhecemos que os dados aqui apresentados são subnotificados devido à falta de sistematização estatal e de financiamento público para a pesquisa. As 257 mortes violentas documentadas são apenas a ponta visível de um iceberg de ódio e sangue. Este trabalho, conduzido sem apoio financeiro governamental, é realizado pelos voluntários Professores Doutores Marcelo Oliveira e Luiz Mott, que reúnem informações em sites, blogs, redes sociais e veículos de comunicação.
IV Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador

Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador 2025 As inscrições para o IV Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia 16/02/2026. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das LGBTrans O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Inscrições AQUI. https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 28 Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador, formulário insc AQUI! https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7 https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7
Luiz Mott Cidadão Sergipano

Reconhecimento homenageia décadas de contribuição ao movimento LGBT e à história de Sergipe Marcelo Cerqueira / Com contribuições da Alese A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou, na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro, uma sessão solene para conceder o Título de Cidadania Sergipana ao antropólogo, historiador e ativista Luiz Roberto de Barros Mott, um dos mais proeminentes nomes do movimento LGBT no Brasil. A honraria reconhece a relevante contribuição de Mott à pesquisa histórica e aos direitos humanos no estado de Sergipe. Proposta pela ex-deputada Tânia Soares, a homenagem foi presidida pelo deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), que destacou a importância do legado de Luiz Mott. “Trata-se de uma justa homenagem do povo sergipano a alguém que possui um legado incisivo na defesa das pessoas LGBT no Brasil. É uma honra presidir esta entrega”, afirmou. Quarto título de cidadania Ao receber o reconhecimento, Luiz Mott compartilhou sua alegria, lembrando que este é o quarto título de cidadania que recebe, somando-se aos de Salvador, Bahia e Piauí. Ele destacou que a homenagem se justifica pelos anos de colaboração ao movimento de direitos humanos LGBT em Sergipe, especialmente junto ao grupo Dialogay. A trajetória de Mott com Sergipe começou há cinco décadas, quando realizou extensas pesquisas no Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES). Esse trabalho resultou na produção de uma tese de mestrado na Sorbonne, em Paris, e no doutorado em Antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Esse título celebra uma relação de 50 anos de dedicação à pesquisa sobre a história de Sergipe”, destacou. Em 2026, Luiz Mott completará 80 anos, coroando uma vida dedicada à luta pelos direitos humanos e ao resgate da história e da diversidade cultural no Brasil. Reconhecimento do movimento LGBT O evento contou com a presença de importantes figuras do movimento LGBT, como o delegado Mário Leony, coordenador da Renosp LGBT+ (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+). Ele ressaltou o papel fundamental de Mott no fortalecimento do ativismo no Brasil nos períodos da ditadura militar, da redemocratização e da crise da AIDS. “Luiz Mott é decano do movimento LGBTQIAPN+ no país. Sua atuação foi essencial para que hoje possamos desfrutar de um movimento LGBT robusto. Este título não é apenas um gesto de reconhecimento, mas também um resgate histórico para grupos vulnerabilizados, como negros e pessoas LGBT+”, declarou Leony. Homenagem familiar A filha do homenageado, Tami Mott, também celebrou emocionada o reconhecimento. “É uma conquista justa, fruto de décadas de dedicação do meu pai à pesquisa histórica e ao ativismo. Estar aqui para compartilhar este momento é motivo de grande alegria”, afirmou. A homenagem reflete a importância do diálogo entre história, diversidade e direitos humanos, reiterando o papel fundamental de Luiz Mott como pioneiro na luta por igualdade e justiça social no Brasil.
Campanha Envelhecer Sem Vergonha

22º Orgulho LGBT da Bahia: Respeito ao Envelhecimento – Para Todas as Idades e Todas as Pessoas A 22ª edição do Orgulho LGBT da Bahia em 14 de setembro teve como tema central o respeito às experiências e aos desafios do envelhecimento de forma inclusiva, englobando tanto a população idosa LGBTQIA+ quanto os idosos em geral, um grupo frequentemente esquecido em diversos âmbitos da sociedade. O evento foi uma celebração da diversidade, mas também um espaço de reflexão e valorização das memórias, resistências e vivências que marcaram diferentes gerações. Envelhecer com Orgulho: Um Desafio Coletivo O tema surgiu da necessidade de dar visibilidade e voz a um grupo muitas vezes silenciado pelo preconceito e pela falta de reconhecimento. O envelhecimento, em si, já traz desafios, mas para muitos idosos LGBTQIA+, essa jornada é agravada pela discriminação, isolamento e abandono. A mensagem central da parada foi clara: todas as pessoas merecem envelhecer com dignidade, seja qual for sua identidade de gênero, orientação sexual ou contexto de vida. O evento promoveu o diálogo entre gerações, destacando que o respeito ao idoso é um valor universal, ultrapassando barreiras de identidade. O Respeito Inspirado na Diversidade Os discursos e materiais distribuídos no evento tocaram em vários pontos fundamentais que fortalecem a luta pelos direitos humanos e sociais, tanto para idosos LGBTQIA+ quanto para a população mais ampla: Histórias de Resistência:A parada celebrou a trajetória de luta de pessoas LGBTQIA+ idosas, ressaltando suas contribuições nos avanços de direitos que hoje beneficiam as novas gerações. Essas histórias são um lembrete de que o movimento LGBT é, acima de tudo, intergeracional. Combate ao Etarismo e à LGBTfobia: Uma sociedade que discrimina seus idosos ou os marginaliza também desrespeita sua própria história e memória coletiva. Durante o evento, ressaltou-se a importância de combater o preconceito não apenas contra LGBTQIA+, mas também contra aqueles que estão na terceira idade, cujas vivências são frequentemente ignoradas. Igualdade e Inclusão: Um Compromisso Permanente O Orgulho LGBT da Bahia demonstrou, mais uma vez, que igualdade e inclusão precisam englobar todas as faixas etárias. Além de celebrar a diversidade, o evento aponta caminhos importantes para o futuro, lembrando que o respeito às pessoas começa pelo reconhecimento de sua dignidade em todas as fases da vida. Como sociedade, é essencial trabalharmos juntos para garantir que os idosos LGBTQIA+, e todos os idosos, possam viver com orgulho, segurança e apoio necessário para suas jornadas. Afinal, eles são parte indispensável da história da luta pela igualdade.
23ª Orgulho LGBT+ Bahia de 2026: Do Coração de Salvador para o Mundo

22 Orgulho LGBT+Bahia , Farol da Barra, 2025 Grupo Gay da Bahia (GGB) Anuncia 23ª Parada LGBT+ Bahia em data Estratégica: 06 de setembro de 2026, do Coração de Salvador para o Mundo SALVADOR, BA – 05/10/26 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) tem o prazer de anunciar a data oficial da 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia para o dia 06 de setembro de 2026, um domingo, com concentração e percurso confirmados no emblemático Farol da Barra, um dos maiores símbolos da capital baiana. A escolha estratégica da data promete impulsionar a celebração, o turismo e a visibilidade da causa LGBT+ em um dos mais importantes eventos de orgulho do país. A decisão de realizar a Parada na véspera do feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, cria uma oportunidade única para o público. Com a segunda-feira sendo feriado, participantes de todo o país – e até de outras partes do mundo – terão a liberdade de vivenciar intensamente quatro dias de celebração, luta e cultura em Salvador, sem a preocupação de retornar correndo para suas rotinas de trabalho. Essa programação estendida não só garante uma experiência mais completa e alegre para todos, como também maximiza o impacto econômico e turístico na cidade. “Esta data não foi escolhida ao acaso; ela é um manifesto”, afirma Marcelo Cerqueira, CEO do Grupo Gay da Bahia. “Ao marcharmos no dia 06 de setembro, na véspera da Independência, reafirmamos que a luta pelos direitos LGBT+ é intrínseca à própria ideia de liberdade e igualdade que a Independência representa. É um grito de que não há independência plena sem a liberdade de amar e ser quem somos. Queremos que as pessoas venham, celebrem conosco e desfrutem da energia única de Salvador, sabendo que terão um feriadão inteiro para se dedicar ao orgulho e à diversidade. É a nossa maneira de dizer: segunda é feriado, bebê, e a gente vai para o after com a cabeça tranquila e o coração cheio de alegria!” O Farol da Barra, ponto de partida e chegada da Parada, representa o “coração de Salvador para o mundo”, um local que irradia a rica história, a diversidade cultural e a beleza da “cidade mais preta fora da África”. A expectativa é atrair um público ainda maior, consolidando o evento como um dos principais atrativos do calendário turístico de Salvador. A última edição da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, em 14 de setembro, já demonstrou o potencial internacional do evento, recebendo um grupo de jornalistas e personalidades internacionais para um press trip exclusivo em Salvador, marcando a visibilidade global da causa na Bahia, iniciativa em parceria com SETUR. Em 2026, a expectativa é reforçar ainda mais esse posicionamento, projetando a Bahia como um destino acolhedor e vibrante para a comunidade LGBT+. O Grupo Gay da Bahia convida a todos – ativistas, aliados, turistas e moradores – a se prepararem para esta celebração histórica. A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia será um marco de festa, luta e reafirmação da nossa existência e resiliência. #docoracaoDeSalvadorParaOmundo #salvadorcapitaldoorgulho Sobre o Grupo Gay da Bahia (GGB). Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é a mais antiga e atuante organização de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil. Com sede em Salvador, o GGB tem sido uma voz pioneira na luta contra a discriminação e pela promoção da cidadania plena da comunidade LGBT+, atuando em diversas frentes como educação, saúde, cultura e combate à violência. A vitória mais emblemática foi a derrubada da CID-302 que enquadrava homossexualidade como doença menta, em 1984, graças ao ativismo do fundador e decano LGBT+ Luiz Mott, que em maio de 2026, completa 80 anos.
GGB Anuncia Ângela Léo Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia

Madrinhas: Ângela e Léo Àquilla GGB Anuncia Ângela Guimarães e Léo Áquila Madrinhas da 22ª Parada LGBT+ Bahia Salvador, Bahia – 28 de agosto de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB), com grande honra e emoção, tem o prazer de anunciar os nomes que brilharão como Madrinha e Padrinhos da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia. O evento, que se consolidou como um dos maiores marcos da celebração e reivindicação de direitos da comunidade LGBT+ no país, está agendado para 14 de setembro de 2025, com concentração a partir das 15h no icônico Farol da Barra, em Salvador. Este ano, a escolha recaiu sobre três personalidades cujas vidas e atuações ressoam profundamente com os ideais de luta, inclusão e visibilidade: Léo Áquilla, Marcos Melo e Ângela Guimarães. Cada um, a seu modo, dedicou sua trajetória à construção de um futuro mais justo e equitativo, tornando-se faróis de inspiração para toda a comunidade. Em, Salvador, direto do Farol da Barra, ela vai executar o Hino Nacional a capela, cantora lírica e umas das habilidade dela. Madrinha Léo Áquilla: A Voz Incansável da Luta Trans e da Empregabilidade Léo Áquilla, mulher multifacetada e notável no cenário brasileiro, transcende a imagem de artista para consolidar-se como uma força política e social forte. Após uma carreira artística brilhante, que a projetou em inúmeros programas de televisão e a tornou sua imagem reconhecida nacionalmente, Léo decidiu, a partir de 2020, redirecionar seu talento e visibilidade para a arena política. Sua convicção era clara: para efetivamente auxiliar a comunidade LGBT+, era preciso ir além da visibilidade e tornar-se uma agente ativa na promoção de mudanças estruturais e sociais que garantam direitos, equidade e inclusão. Dotada de uma formação acadêmica robusta, com graduação em Jornalismo e Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e pós-graduação em Jornalismo Político pela prestigiada PUC-SP, atriz, cantora e pintora. Léo Áquilla demonstrou a capacidade de articular estratégias políticas com profundidade e eficácia. Seu conhecimento multidisciplinar confere autoridade e propriedade ao seu discurso. O ano de 2023 marcou um divisor de águas em sua atuação. Léo foi nomeada Coordenadora Municipal de Políticas para LGBTI+ na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, fazendo história ao se tornar a primeira mulher trans a ocupar este cargo. Com uma atuação incansável e enérgica, Léo Áquilla firmou-se como uma das vozes mais combativas e influentes na luta contra a LGBTfobia no Brasil. Ela não só acolhe denúncias, mas assume a linha de frente em cada caso, utilizando sua plataforma para promover a conscientização, a articulação e o combate às injustiças. Sua influência transcende o ambiente político, alcançando empresas e instituições para desmistificar tabus e promover uma visão ampliada sobre gênero e sexualidade. Entre seus feitos mais notáveis, destaca-se a criação de postos de trabalho exclusivos para a comunidade LGBT+, com um foco primordial em pessoas trans e travestis – grupos historicamente marginalizados no mercado formal. Por essa dedicação, Léo é carinhosamente reconhecida como a “gestora da empregabilidade”, um título que reflete seu empenho em transformar vidas, garantir dignidade e fomentar a autonomia. Sua presença como madrinha da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia é um testemunho de sua resiliência e um convite para que as novas gerações sigam seu exemplo, ocupando seus lugares com conhecimento e determinação. Madrinha Ângela Guimarães: A Força da Interseccionalidade e dos Direitos Humanos Ângela Guimarães, figura de proa na defesa dos direitos humanos e na promoção da igualdade racial e social, assume o papel de madrinha da 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, simbolizando a união de lutas e a força da interseccionalidade. Sua marcante atuação como Secretária da SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia), entre 2015 e 2018, e seu compromisso inabalável com a justiça social justificam plenamente esta escolha. Em sua gestão na SEPROMI, Ângela ampliou a visão da secretaria, reconhecendo a intrínseca conexão entre diferentes formas de discriminação. Sua liderança foi crucial para integrar o combate ao racismo com a luta contra o sexismo e a LGBTfobia, promovendo políticas públicas que visavam a construção de um ambiente mais justo e igualitário para todas as populações socialmente vulneráveis, incluindo a comunidade LGBT+ da Bahia. Ângela Guimarães é reconhecida, como uma oradora incrível e por sua excepcional capacidade de diálogo e articulação com diversos movimentos sociais. Mesmo com o foco principal da SEPROMI no combate ao racismo, ela demonstrou sensibilidade notável e abriu canais de colaboração com lideranças LGBT+. Sob sua direção, foram realizados seminários, linhas de crédito financeiros, encontros e campanhas que abordaram a complexa interseccionalidade das discriminações, destacando como o racismo, a homofobia e a transfobia afetam de forma particular indivíduos negros LGBT+. Seu trabalho ativo contra o racismo institucional e a intolerância foi um marco, rompendo estruturas arraigadas e estendendo a luta para incluir a homofobia e a transfobia em serviços públicos e práticas institucionais. Sua dedicação à pluralidade de vozes foi fundamental para trazer as pautas LGBT+ para o centro da agenda de diversos setores da gestão pública estadual. Ângela também é uma defensora incansável das políticas transversais de direitos humanos, articulando ações que reconheciam a interseção entre raça, gênero e sexualidade. Essa abordagem integrada, parte de sua história como ativista, resultou em colaborações valiosas entre secretarias e órgãos, visando atender de forma holística a grupos historicamente negligenciados. A SEPROMI, sob sua liderança, promoveu campanhas de conscientização que impactaram positivamente as questões LGBT+, alinhando pautas como a visibilidade trans, o respeito à diversidade sexual e as urgências das juventudes marginalizadas, ampliando o protagonismo de minorias LGBTrans em espaços públicos e institucionais. Sua defesa da diversidade cultural e religiosa, em especial a valorização das religiões de matriz africana, ecoa diretamente na luta da comunidade LGBT+, especialmente para pessoas trans vinculadas a essas tradições, que frequentemente enfrentam dupla discriminação. Mesmo fora de cargos diretamente ligados à pauta LGBT+, Ângela sempre esteve disposta a amplificar vozes marginalizadas, promovendo espaços de visibilidade, escuta e atuação para diferentes comunidades, conectando diversas lutas com um objetivo comum: o combate