Dominação, subversão e prazer: entenda o que torna anal o “queridinho”

É MAIS GOSTOSO?- 11/05/2024, 07:30- PAOLA PEDRO Em conversa exclusiva com o Jormal Massa!, a sexóloga Cris Arcuri tirou todas as dúvidas sobre a prática Você sabia que o anal é a prática sexual preferida dos brasileiros? Apesar da preferência, uma pesquisa do VivaLocal revelou que “dar o bumbum” não ocupa o primeiro lugar do ranking de posições sexuais preferidas no Brasil. Para tentar entender melhor essa realidade, o Portal Massa! conversou com a sexóloga e educadora sexual Cris Arcuri, que revelou os perigos de uma prática sexual regada de preconceitos e desinformação, além de dar dicas para todos fazerem um anal gostoso e saudável. Cris Arcuri explicou que a contradição do resultado da pesquisa está no fato de o sexo anal ser um tabu: “O sexo anal é e continua sendo um tabu por ser uma prática sexual diferente. [O tabu se dá] Por conta da nossa cultura machista e por conta de religião, mas não é algo que as pessoas não possam ter prazer.” “Eu costumo dizer que o ânus não tem gênero, é um lugar onde existem terminações nervosas e se [o sexo anal] executado de uma forma correta, as pessoas podem ter prazer, sim. Mulheres, homens… enfim, qualquer gênero”, continuou. A sexóloga também argumentou que, muitas vezes, as pessoas ficam ‘travadas’ por um medo causado pela desinformação. Cris defendeu que é necessário ter mais conhecimento sobre si para sermos capazes de desbravar prazeres ainda desconhecidos, como o gerado durante o sexo anal. “Quando você fala sobre sexo, intimidade e relação sexual, as pessoas precisam se permitir vivenciar momentos que saiam um pouco da normalidade com o foco no prazer. A partir do momento que você tem respeito pelo seu corpo, conhece seu corpo e como ele pode te dar prazer, você começa a não sentir tanto medo de experimentar coisas novas, prazeres novos relacionados ao sexo”, esclareceu. “É preciso entender o porquê se tem medo. Será que é porque foi inserido num núcleo familiar rígido, de uma familia mais religiosa, aonde o sexo nunca foi muito bem visto? É preciso tentar identificar o motivo de tanto medo com relação ao sexo, porque sexo é algo bom e que, a partir do momento que se tem a permissão do outro, respeito e uma boa troca de energia, isso vai ser muito interessante”, acrescentou. O sexo anal é uma das práticas preferidas de Marina*, de 26 anos. Ela explicou ao Portal Massa! os motivos que tornam essa posição uma das mais prazerosas na ‘hora H’. “Primeiro que as terminações nervosas da região causam umas sensações muito ambíguas, você sente dor e prazer ao mesmo tempo, e é mais prazeroso do que doloroso, principalmente quando você relaxa totalmente e curte a penetração. Mas acredito que o fator predominante pra sentir prazer de fato é a mente. A relação da submissão é até mesmo subversão do convencional, o tesão no que em tese é proibido e não costuma ser a preferência feminina traz um ‘quê’ de satisfação. Tipo ‘p*rra, eu sou f*da!’”, contou. Dicas para fazer um bom sexo analÉ fato que uma boa experiência de sexo anal se constrói com a prática. Mas, e quem nunca fez? A educadora sexual Cris Arcuri fez questão de listar ótimas dicas para os leitores do Portal Massa! que têm aquela curiosidade. “Em primeiro lugar, você precisa querer praticar o sexo anal. O que eu sempre recomendo é que as pessoas usem muito lubrificante à base de água ou siliconado, que aderem por mais tempo à pele e não resseca tanto. O ânus é uma região que não tem lubrificação própria, diferente do canal vaginal, aonde existe uma lubrificação própria pra te ajudar a ter a relação íntima”, direcionou. “Outro ponto que é muito importante é sempre usar preservativo. É uma região que tem muitos vasos sanguíneos, então a proliferação de qualquer tipo de doença pode ser muito maior. É importante que você faça de forma protegida”, recomendou. A sexóloga aproveitou para desmistificar o famoso “sem camisinha é mais gostoso”: “[O uso do preservativo] não vai tirar o seu prazer, jamais tira o prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” Sou obrigado(a) a fazer a ‘chuca’ antes do anal?Outro fator
Orgulho LGBT+ da Bahia em uma Análise Socioeconômica

Foto/ Marina Silva, Correio da Bahia Por Mardel E. M. Melo – Graduado em Ciências Econômica pela Universidade Federal da Bahia No mês de setembro o calendário de festas da Bahia e da cidade de Salvador tem uma data fixa desde o início dos anos 2000, a Parada do Orgulho Gay da Bahia. A Parada atingiu uma maturidade na última década e nesta busca a consolidação do seu papel de vetor de desenvolvimento do turismo gay friendly em nosso estado e em toda a região metropolitana de Salvador. Nesses anos a Parada foi pioneira no povoamento do centro da cidade de Salvador, levando para as avenidas 7 de Setembro e Carlos Gomes uma massa para celebrar o orgulho e a diversidade, apenas a Parada Gay da Bahia e os festejos de carnaval conseguiram povoar aquela região de forma massiva e com segurança tanto para a população quanto para os trabalhadores que se deslocam a Parada para vender bebidas, comidas e pequenos souvenirs. As últimas duas pesquisas realizadas nos anos de 2013 e 2018 trouxeram luz ao importante impacto econômico que a Parada tem na nossa região. O primeiro fator a contribuir com bons resultados é a data do evento, que funciona como uma porta para os eventos da primavera da cidade de Salvador, sendo a porta de entrada para as populares festas públicas e privadas que já fazem parte do calendário do nosso estado. Os primeiros dez dias de setembro é o termômetro para o trabalhador ambulante de quando o dinheiro começa a circular pra valer na nossa cidade e o quanto turistas estarão aptos a gastarem. As pesquisam não se prenderam apenas a dados econômicos, mas buscaram traçar um perfil do público da parada, ver de onde vem os turistas e como estes gastam durante os dias que antecedem a Parada. Segundo a pesquisa realizada em 2018 a Parada LGBT da Bahia promove o aumento significativo na cena cultural de Salvador, festas, raves, boates e casas de espetáculo noturno de Salvador são destino certo para 38,4% dos turistas, promovendo um importante aumento de público no fim de semana em que o evento é realizado, e dando uma importante injeção financeira ao evento. Além da cena cultural, bares e restaurantes são bastante procurados, sendo destino de 26,9% dos turistas que se deslocam para a Parada LGBT da Bahia. A infraestrutura turística dita a ocupação do turista e isso é deixado claro quando 91,2% dos turistas se concentram na região central de Salvador, que engloba os bairros do Centro Histórico, Graça, Barra e Ondina, refletindo na ocupação da rede hoteleira dessa região, uma vez que a ocupação na semana da Parada LGBT da Bahia fica entre 3 e 7 pernoites. A movimentação de moradores de demais bairros de Salvador e demais cidades da Região Metropolitana também têm um importante impacto na economia de nossa cidade, o gasto médio diário dos participantes da Parada LGBT da Bahia no dia de evento é de cerca de R$ 172,22 (2018), número que deverá ser atualizado devido a política de valorização do salário mínimo dos últimos dois anos. Esse ticket médio gera um importante impacto na economia de nossa cidade e até mesmo de demais cidades da Região, uma vez que ambulantes que comercializam no evento são oriundos de outras cidades. Já o gasto médio de um turista que vem para a Parada LGBT da Bahia é de em média R$ 940,56 mostrando a importância que o turismo LGBT tem no setor e em gerar renda em nossa cidade. No campo social a Parada está mais plural, mais diversa e atraindo cada vez mais turistas. Entre 2013 e 2018 o número de turistas saltou de 4,40% para 15,60% e o gasto médio desses saltou de R$ 577,77 para R$ 940,56, mostrando que ganhamos quando a Parada é valorizada e há publicidade em outros estados do nosso país. O percentual de homens gays reduziu e aumentaram o número de bissexuais, mulheres lésbicas e pessoas trans, evidenciando que com o passar dos anos a Parada tem atraído mais diversidade e englobando mais participantes da comunidade LGBTQIAPN+. Esses dados evidenciam o papel econômico que a Parada LGBT da Bahia gera em nosso estado, uma história que começou a mais de duas décadas e se mantém atual e representativo, atravessando gerações e atingindo novas lutas e visando conquistar novos objetivos. Do ponto de vista social ver a comunidade LGBTQIAPN+ se manifestar e lutar por seus direitos já é um ganho para a cidade, pois esta se nutre de proposições da comunidade e pode responder com um leque de políticas públicas. No campo de vista econômico a Parada funciona como um teste da cidade para a entrada do verão, servindo de termômetro para o que virá e sendo o primeiro grande evento cultural a céu aberto da cidade, gerando renda para toda a cadeia que depende do turismo, desde a rede hoteleira até o trabalhador informal.
A elegância 60+

Autor Anonimô / foto meramete ilustrativa Estamos numa idade muito elegante. Temos praticamente tudo o que queríamos há 60 anos: Suas ações mais importantes: Encaminhe esta mensagem para seus 5 melhores amigos.Nada vai acontecer, mas deixe-os saber que eles são maravilhosos!
A Melhor Parada Gay da História da Bahia

Artigo Retrospectiva 2002 @luizmott Luiz Mott, decano, profesor aposentado da UFBA e fundador do GGB O GGB foi quem primeiro iniciou no Brasil as comemorações do Dia do Orgulho Gay: a partir de 1981, todos os anos, marcamos o dia 28 de Junho com shows, coletivas para a imprensa, exposições. Por anos seguidos realizamos uma fantástica Mareata Gay: com faixas, cartazes e muita pluma e paetê, diversos barcos e canoas saiam do porto de Salvador em direção ao Forte de São Marcelo, para homenagear o primeiro governador gay da Bahia, Diogo Botelho, construtor deste maravilhoso monumento barroco. Passeatas realizamos muitas, durante os anos 80-90, protestando contra homofobia, contra a visita do Papa, em defesa das travestis de pista. Só em 2002 realizamos a 1ª Parada Gay da Bahia: 15 mil participantes; em 2003, 30 mil; 2004: 50 mil; no ano passado, 2005: 250 mil e neste ano, na 5ª Parada, mantivemos a mesma freqüência: 250 mil participantes segundo avaliação dos cantores dos trios e militantes, 200 mil segundo a PM. O lema foi o mesmo das demais paradas pelo Brasil a fora: “Homofobia é crime!” Do alto dos trios, cantores e militantes liam frases políticas em defesa da cidadania gltb, estimulando o uso da camisinha, insistindo para que tivessem orgulho gay o ano inteiro, pleiteando que fizessem carinho em público, exercendo cidadania plena. A professora Ivete Sacramento Reitora da UNEB instituiu o Programa de cotas na Uiversidade, Madrinha da III Parada em 2004 De todas as cinco paradas, esta de 2006 foi a mais politizada, pacífica e bem organizada. Começou na hora certa, 14 hs, mais cedo que nos anos anteriores, exatamente para evitar a noite, quando os ladrões costumavam atacar as bibas mais vacilentas. Insistimos com o reforço da segurança, contando com a presença de 1.000 Policiais Militares, devidamente instruídos para dar um tratamento mais “light” a massa gltb, já que durante o carnaval, infelizmente, muitos PMs não economizam murros e tapões na cara ou nas costas dos foliões mais exaltados. Do alto do trio e no meio da massa, não registramos nenhuma briga, violência, roubo, assalto – Salvador até parecia Goiânia e Belo Horizonte, locais que não registraram nenhuma ocorrência policial em suas últimas paradas. Todo mundo alegre, à vontade, sem medo de ser feliz. Outro ponto positivo da 5ª Parada Gay da Bahia foi a presença predominante de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, diferentemente dos anos anteriores, onde a galera não-gltb parecia dominar a cena. Quando do alto do trio eu gritava: “quem é homossexual levante a mão”, éramos maioria quase absoluta! Quando convocava aos casais gays e casais de lésbicas para se beijarem, Salvador parecia San Francisco! Subi e discursei em todos os oito trios. “Salvador é Gay! A Bahia é Gay, lésbica, travesti, transexual, bissexual, heterossexual! Salvador é de todos os santos e santas! Jesus e os Orixás amam os gays, senão, em vez deste sol maravilhoso, teriam mandado chuva, raios e tempestade! Se assuma o ano inteiro! Quem continuar no armário vai morrer sufocado! Quem não levanta bandeira, carrega a cruz! Quero mandar meu recado para as nossas queridas cantoras baianas: Dona Betânia, Dona Gal, Dona Margareth dos Mascarados: sigam o exemplo da nossa madrinha Preta Gil, se assumam!!! Sigam o exemplo de Ivete Sangalo, que aceitou ser madrinha desta parada! Imitem Daniela Mércury, defendam o uso da camisinha! Todo mundo ama vocês, mas deixem de ser alienadas, defendam a liberdade sexual, e já estão convidadas para serem nossa madrinha na próxima parada! É legal, ser homossexual! É legal, ser homossexual!!!” A presença de políticos em alguns trios, com muitas bandeiras, distribuindo folhetos, no meu entender, é positivo, pois só estavam presentes aqueles que de fato são aliados e têm história de apoio às causas populares. Compete a nós cobrar seu apoio depois de eleitos. A presença do presidente da Câmara dos Vereadores abrindo a parada demonstra a respeitabilidade do nosso movimento, como ocorre nas principais paradas do primeiro mundo. Quanto à manutenção do mesmo número de participantes – por volta de 250 mil pessoas em 2005 e 2006, embora pleiteássemos superar a parada de Fortaleza, 5ª capital do Brasil, e que divulgou ter reunido meio milhão de pessoas, honestamente, contentamo-nos em ter conseguido reunir 10% dos moradores de Salvador, terceira capital do Brasil. Esta fórmula deu certo e todos saímos ganhando! Parabéns ao Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira e à sua equipe de colaboradores! “A Bahia é Gay!!!”
Aberta Inscrições de Casais LGBT para exposição fotográfica ´”Revele o seu Amor”

Casamento homoafetivo
VIII Semana da Diversidade Cultural de Salvador

A VII Semana da Diversidade Cultural de Salvador Cidade Inclusiva tem uma programada para acontecer entre os dias 1 e 7 de setembro de 2024. Abrange uma série de atividades simultâneas e interligadas, incluindo debates, palestras, seminários, lançamento de publicações, feiras e festas, culminando com a realização da 21ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. Eixo I – Artes Plásticas/Visuais/Intervenções /Instalação, Eixo II – Mostra Fotográfica, Eixo III – Artes e Humanidades, Eixo IV – Semibarios, debates, rodas, Eixo temático V – Evento “ Celebração do Orgulho. Então, você artista que se encaixa em um desses eixos, que tal mandar uma proposta para compor a programação. Nosso e-mail ggbbahia@gmail.com
VARZEDO: Pré-candidato a Prefeito Binho da Rifa, faz ataques homofóbicos, com ódio e intolerância religiosa

Áudio que circula nos grupos de WhatsApp, atribuido ” colocarei a polícia para tirar eles das praças…” Um áudio que circula nas redes sociais, chocou o Recôncavo pelo conteúdo de ódio, homofobia e intolerância religiosa, por parte do Pré-candidato a Prefeito de VARZEDO, Binho da Rifa. O mesmo diz que se eleito for, vai proibir movimento LGBTQIA+ nas ruas da cidade, usando forças policiais. O áudio está circulando em diversos grupos de whatsapp do município e de outras cidades do RECÔNCAVO. O site PIRÔPO NEWS BAHIA, está a disposição das organizações LGBT e do próprio pré-candidato, para que possam se pronunciar. (com informações do Pirôpo News 21 de abril) GGB vai denunciar pelos crimes de Lgbtfobia e racismo O GGB através do aplicativo notta.ai transcreveu o teor da conversa atribuida, e considerou lamentável que um pré-candidato utilize discurso de ódio e perseguição contra um grupo social como palanque político. “ A fala do pré-candidato tem capacidade de pessoas pelo seu conteúdo de ódio, ele reduz as conquistas que a comunidade LGBT teve nos últimos anos” Disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB na capital, continuando, não vale tudo para fazer politica e deve ser usada para libertar. O pronunciamento de Binho da Rifa pelo seu teor vai ser apresentado à Defensoria Pública da Bahia considerando que ele se refere a um grupo de pessoas, não somente os LGBT de Varzedo, mas toda a população do Estado. “ O pré-candidato teria supostamente cometido três infrações a legislação, fazer campanha antecipada nas redes sociais, intolerância religiosa e Lgbtfobia por declarar se for eleitovai prender os LGBTs da cidade “…colocarei a polícia para tirar eles “. Em 2019, por maioria, o Plenário aprovou a tese proposta pelo relator da ADO, ministro Celso de Mello, formulada em três pontos. O primeiro prevê que, até que o Congresso Nacional edite lei específica, as condutas homofóbicas e transfóbicas, reais ou supostas, se enquadram nos crimes previstos na Lei 7.716/2018 e, no caso de homicídio doloso, constitui circunstância que o qualifica, por configurar motivo torpe. O conceito de racismo ultrapassa aspectos estritamente biológicos ou fenotípicos e alcança a negação da dignidade e da humanidade de grupos vulneráveis. Leia a transcrição do áudio atribuído, supostamente Binho da Rifa “Não falei que o grupo dos viados é ruim não. Eu falei que a bíblia condena, eu sou a pessoa religiosa, entendeu, tem um bocado de pessoas religiosas, católica, evangélica, tem budista, pode ter macumbeiro, feiticeiro pode ter todo tipo de gente. Eu respeito quem também não é católico, não é evangélico, respeito a todos, agora eu falei em relação aos gays que essa prática do homem das costas para o outro homem é coisa do cão, e o nosso Deus que está sobre o céu, sobre todas as alturas, não apoia essa prática do homem se relacionar com outros homens. Isso é coisa do satanás, e eu não apoio essa prática ruim do diabo, se eleito for pela vontade da maioria do povo vazedense, se eu for o próximo prefeito de todos os vazedenses eleito dia 6 de outubro, nesta eleição de 2024, a partir do dia primeiro que eu, começar a governar, se o grupo de gays, se o grupo quiserem fazer um movimento LGBT, quiserem se manifestar, colocar em palanque, fazer caminhada de gay dentro da cidade de vazedo. Eu Binho da Rifa, estando prefeito de vazedo em praças públicas, que eu vou passar a mandar, então o poder abaixo de Deus eles não fará, porque colocarei a polícia para tirar eles das praças…” transcrição www.notta.ai. https://www.piroponews.com/2024/04/varzedo-pre-candidato-prefeito-binho-da.html Áudio, aqui!
Militência e organização política na Bahia
Homossexuais da Bahia : dicionário biográfico : (séculos XVI-XIX) / Luiz Mott.
Coleção Super Heróis Contra o Preconceito

Super homem Vale a Pena Ler de Novo! SALVADOR, 30/03/2009 – Uma série de quadrinhos no mínimo curiosa. Trata-se da campanha Super Heróis contra o preconceito, feita por encomenda do Grupo Gay da Bahia (GGB) ao premiado Hector Sallas, jovem cartunista vencedor de diversos prêmios desing na Bahia. A campanha tem a finalidade em forma de paródia evocar os poderes dos super heróis no combate diário ao preconceito em nossa sociedade. No total são cinco desenhos que fazem alusão aos heróis conhecidos em todo o mundo. Uma adorável paródia ao super homem, mulher maravilha, incrível homem verde, homem morcego e capitão América. Quem nunca sonhou ser salvo pelo super homem, aparecendo lindo, forte e voando. Nessa paródia ele aparece, com fenótipo negroide, com roupa rosa, de brinco na orelha e o clássico cavanhaque ao gosto dos gays. Também recebe em seu peito a letra G maiúscula sobre a lycra rosa e quando ele aparece rasgando o céu, eis que surge um lindo arco íris. O famoso casal que não se sabe se é amor ou amizade, ou é ambos os sentimentos, o homem morcego e seu companheiro. Mulher maravilha, personagem imortalizado nas Paradas Gays por drag queens de todo o mundo. Ela também recebeu uma cara de negona da Liberdade, olhos amarelos, mais músculos e um discreto volume na região pélvica, na versão do GGB, mulher maravilha é um sapatão rebentão de maré, maldade nenhuma escapa do seu laço mágico certeiro. Quando não está combatendo o mal, está na roça de candomblé do babalorixá Bel de Oxum, em Paripe, fazendo obrigações do seu orixá. O homem verde, não perdeu a sua índole de bom moço, ganhou mais uma sutileza que atrás daqueles músculos de pedras, músculos também bate um coração, na versão também entrega flores. Um outro super meio é o Flecha tá capitão América que atravessa o mundo na rapidez da luz, utiliza os seus poderes superiores para acabar com o preconceito contra jovens homossexuais, porque ele é jovem e muito serelepe. Esse material foi lançado em cartazes distribuídos em Salvador em 2001 e agora ele vai ser disponibilizado na internet para quem quiser divulgar os heróis contra o preconceito. Só poderes mágicos para acabar com o preconceito ainda muito presente em nossa sociedade. Além da campanha de cartazes foram produzidos postais com as figuras que traziam a mensagem “preconceito contra homossexuais é crime contra a humanidade”. Estamos de olho” insinuava que os heróis estão de olho na homofobia. (Marcelo Cerqueira, DRT-BA 2135)