Deportações americanas não podem violar os direitos humanos, diz WBO

Enviado por James N. Green WBO (Washington Brazil Office) A deportação de 88 cidadãos brasileiros enviados dos EUA de volta para o Brasil na noite deste sábado, 25 de janeiro, foi marcada por diversas violações dos Direito Internacional dos Direitos Humanos e outros documentos internacionais em matéria de imigração, o que exige uma reação contundente de parte não apenas do governo brasileiro, mas também da sociedade civil dos dois países, assim como dos órgãos regionais responsáveis por acompanhar a situação, na visão do WBO (Washington Brazil Office). Os brasileiros deportados relataram terem sido mantidos acorrentados pelas mãos e pelos pés ao longo de muitas horas, dentro de uma aeronave na qual fazia muito calor, sem acesso a banheiro, privados de hidratação e de alimentação adequadas. Alguns foram agredidos fisicamente por agentes americanos e ficaram com marcas no corpo. Vários relataram terem sido objeto de ofensas e de agressões verbais. O voo misturava crianças e adultos, todos mantidos igualmente em situação insalubre, degradante e vexatória. “Nenhuma norma interna da imigração americana pode estar por cima das garantias mínimas indispensáveis que o direito internacional outorga a todas as pessoas. Independentemente da nacionalidade e da condição legal, nenhuma pessoa pode ser exposta a tratamentos humilhantes, cruéis e degradantes, em nenhuma hipótese”, disse Paulo Abrão, diretor-executivo do WBO. “As violações cometidas neste episódio em particular, contra os brasileiros, são apenas uma mostra do que está acontecendo neste momento nos EUA, de maneira mais ampla, com milhares de imigrantes de muitas nacionalidades. Donald Trump deu início a uma política nefasta de perseguições e de violações de direitos. Ele busca suprimir até mesmo direitos garantidos pela Constituição dos EUA, como o direito à nacionalidade americana para toda criança nascida dentro dos EUA, como determina a 14ª emenda. A sociedade civil e os países afetados por essas medidas devem reagir à altura”, disse James N. Green, presidente do Conselho Diretivo do WBO. A prática de mandar ao Brasil voos com deportados não é nova, e foi mantida ao longo dos anos, por diferentes governos do Brasil e dos EUA. Em 2020, quando um desses voos, trazendo brasileiros algemados a bordo, chegou ao Brasil, o então presidente Jair Bolsonaro disse que os países têm liberdade para deportar imigrantes indocumentados. Perguntado sobre se se opunha à medida, disse que não faria o mesmo com cidadãos americanos, mas que Trump é que tinha de ser perguntado sobre o assunto, não ele. Desta vez, o Ministério das Relações Exteriores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicou nota na qual se opôs ao que chamou de “tratamento degradante” dispensado aos cidadãos brasileiros. A nota também diz considerar a prática “inaceitável”. O WBO apoia o comunicado do Itamaraty e insta o governo brasileiro a manter-se vigilante na matéria, tendo em vista a promessa feita por Trump de manter as deportações ao longo de seus quatro anos de mandato.
Prêmio Longeviver 60+ na folia do Carnaval: inscreva sua história de vida

Inscrições abertas para o Longeviver 60+ na Folia do Carnaval de Salvador Inscrição O Longeviver 60+ na Folia do Carnaval de Salvador está com inscrições abertas! O evento celebra a trajetória e a criatividade da população idosa LGBT, destacando suas histórias de superação e contribuição para uma sociedade mais igualitária e inclusiva. 📅 Inscrições até: 28 de fevereiro🎉 Evento: 3 de março de 2025, às 17h📍 Local: Praça Tomé de Sousa (Praça Municipal), Centro Histórico de Salvador Reconhecimento e Impacto Mais do que uma competição, o Longeviver 60+ é uma homenagem à originalidade, ao impacto comunitário e à resistência das pessoas idosas LGBT, garantindo-lhes o protagonismo que merecem. Sua história pode inspirar gerações! Preencha o formulário de inscrição e compartilhe seu testemunho. Esta ação busca promover o debate sobre as velhices LGBT+ e reforçar a necessidade de políticas públicas específicas para essa população, especialmente para pessoas trans e travestis. O direito à identidade deve ser garantido, sem que essas pessoas precisem “destransicionar” para serem aceitas em qualquer comunidade. Premiações 🥇 1º lugar: R$ 1.200🥈 2º lugar: R$ 1.100🥉 3º lugar: R$ 1.000 O evento é organizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e pelo Quimbanda Dudu, promovendo visibilidade e valorização das pessoas idosas LGBT no maior palco de celebração do mundo: o Carnaval de Salvador. Como participar inscrições As inscrições podem ser feitas pelo link: [Formulário de Inscrição]. Não perca essa oportunidade de compartilhar sua história e se tornar protagonista dessa celebração. Inscrição! Serviço 📅 Data: 3 de março de 2025⏰ Horário: 17h📍 Local: Praça Tomé de Sousa (Praça Municipal), Centro Histórico, Salvador 📞 Contato:📱 (71) 98843-0100📧 ggbbahia@gmail.com ✨ Venha brilhar e inspirar com a sua história! O Longeviver 60+ na Folia do Carnaval de Salvador é uma celebração de orgulho, diversidade e alegria. GGB recomenda o circuito Pelourinho como espaço preferencial para idosos no Carnaval de Salvador O Grupo Gay da Bahia (GGB) reforça sua recomendação ao Conselho do Carnaval (CONCAR) para que o Circuito do Pelourinho seja priorizado como espaço ideal para a população idosa durante o Carnaval de 2025. A entidade também sugere uma grade de atrações voltada para esse público. O perfil dos moradores do Centro Histórico tem mudado ao longo das últimas décadas, com famílias migrando para bairros mais afastados e um aumento expressivo de casais idosos, muitos deles sem filhos, além de uma significativa presença de idosos LGBT. Nos bairros próximos, como o Dois de Julho, há uma grande concentração de pessoas da terceira idade, incluindo uma expressiva população LGBT. Essa nova composição demográfica faz do Pelourinho um local de convivência ideal, onde idosos podem aproveitar a folia com mais conforto, acessibilidade e segurança. Acessibilidade e praticidade no Pelourinho O GGB destaca que o Pelourinho possui infraestrutura adequada para atender as necessidades das pessoas idosas, com áreas planas, bancos, praças e palcos culturais, como os da Praça Quincas Berro D’Água e do Terreiro de Jesus. Além disso, sua localização central facilita o deslocamento por vias como Santo Antônio Além do Carmo, Baixa do Sapateiro e Saúde, tornando-o uma alternativa mais acessível do que circuitos lotados, como Barra-Ondina. Muitos idosos da região preferem participar da festa no Pelourinho devido à proximidade com suas casas, podendo retornar com tranquilidade, muitas vezes a pé. Para o GGB, o Pelourinho já se consolidou como um espaço de convivência para idosos, mas é necessário institucionalizar essa vocação, considerando a significativa presença de idosos LGBT e suas necessidades específicas. Carnaval para todos O GGB reforça a necessidade de que as barreiras policiais garantam prioridade de acesso para pessoas com 60 anos ou mais, algo que não foi plenamente respeitado no último Carnaval. Além disso, sugere que as atrações culturais sejam pensadas para atender aos interesses dessa faixa etária, promovendo uma experiência mais inclusiva. Com o envelhecimento da população do Centro Histórico e arredores, o GGB defende que o Pelourinho é o espaço ideal para integrar os idosos à maior festa popular do planeta. “O Carnaval precisa ser para todos, e o Pelourinho reúne as condições ideais para que os idosos, sejam LGBT ou não, possam aproveitar a folia de forma confortável e segura.” – Grupo Gay da Bahia -= aqui
Inscrições para XXVI Concurso Fantasia Gay na Folia de Salvador

XXVI Concurso Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador O Carnaval de Salvador é o maior palco de criatividade, diversidade e cultura do mundo – e, mais uma vez, abre espaço para a genialidade artística da comunidade LGBT com o XXVI Concurso Fantasia LGBT, que acontece na segunda-feira, 3 de março de 2025, na Praça Municipal. O evento começa às 15h, com o desfile das fantasias programado para as 17h. Carnaval de Criatividade e OriginalidadeEste concurso é um verdadeiro espetáculo de criatividade, glamour e talento, onde participantes têm a oportunidade de expressar sua arte e autenticidade em trajes luxuosos e inovadores. A diversidade cultural da comunidade LGBT brilha nas fantasias únicas, feitas com dedicação e ousadia, que transformam o Carnaval de Salvador em um show de beleza e inclusão. Categorias e PremiaçõesO evento contempla duas categorias que destacam o talento e a criatividade dos participantes: A categoria Originalidade, em especial, é uma vitrine da inventividade e da habilidade artística que apenas o Carnaval de Salvador pode proporcionar. Como participarAs inscrições estão abertas! Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (71) 98843-0100 ou acessar o site do Grupo Gay da Bahia: www.grupogaydabahia.com.br. Celebre a Diversidade!Promovido pelo Quimbanda Dudu e apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e com apoio da Saltur- Prefeitura de Salvador o concurso reforça a importância da representatividade e do protagonismo LGBT no Carnaval. Este evento é uma celebração da arte, cultura e resistência, onde cada fantasia conta uma história e cada desfile emociona o público. Inscrição! Edições anteriores
III Concurso Rainha LGBTrans: Inclusão e Brilho no Coração do Carnaval Salvador

Cartaz As inscrições para o III Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia 3 de março de 2025. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das mulheres trans em um dos maiores palcos culturais do mundo. O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 Além de um espetáculo de glamour e talento, o concurso traz reflexões importantes sobre inclusão e enfrentamento à transfobia, reafirmando Salvador como referência nacional na luta por igualdade e respeito à diversidade. Inscreva-se e participe dessa celebração que une arte, cultura e ativismo! INSCRIÇÃO AQUI!
Trans de Alta Performance

Já conhecia Suzana desde o ano passado, quando visitou a sede do Grupo Gay da Bahia, a caminho de seu retorno para a Itália. E chegando eu em Roma, a turismo, alguns meses depois, liguei várias vezes para o celular da travesti, sem resposta. Eis que para minha surpresa, certa manhã de outono, ao fazer compras numa grande loja popular na área da Estação Central Termini, dou de cara com Suzana, loiríssima, cabelos compridos e lisos, maquiada e vestida com elegância. Uma mulher perfeita! Concluímos que realmente, nossas estrelas, ou Orixás se casavam bem, pois duas monas brasileiras se encontrarem casualmente em Roma, depois de vários telefonemas frustrados, só mesmo acreditando em milagre! Naquela hora que passamos juntos, num canto mais tranqüilo da loja, Suzana contou parte de sua história.Nascido em Garanhuns, Pernambuco, batizado como João Fernando dos Santos Filho, desde pequenino sentiu que era diferente dos outros moleques: se sentia mulher, queria ser menina! Adolescente, sofrendo forte discriminação em casa, fugiu para o Recife, depois para o Rio e São Paulo, vivendo de prostituição. A mesma vida de milhares de outros gayzinhos efeminados, alguns com fantasia apenas de vestir-se de mulher, sem abdicar de seu sexo masculino: são as travestis, que mesmo aplicando silicone no seio e outras partes do corpo, continua usando o pênis como órgão erótico. Enquanto as transexuais são aquelas pessoas que desejam vivenciar integralmente o sexo oposto ao que nasceram, não apenas vestindo-se como mulher, mas rejeitando seu pênis e aspirando à operação de adequação genital, construindo uma vagina o mais parecida possível como das mulheres.Ao ajuntar dinheiro suficiente, realizou seu maior sonho: tornar-se fisicamente mulher, já que de cabeça e alma, era mulheríssima. “Meu pintinho era deste tamanico, e não subia. Nunca me senti homossexual. Sempre me vi e vivi como mulher e se não me operasse, meu desespero era tão grande que ia chegar um dia que eu mesma ia cortar aquela torneirinha desengonçada.”Foi no Equador onde realizou seu sonho de tornar-se uma transexual, porém sucedeu que a operação não foi perfeitamente realizada, e sua néo-vagina ficou pequena demais, constatando, depois de cicatrizada, que não agüentava receber dentro de si um pênis inteiro, nem mesmo os de tamanho médio. Mesmo com a vagina defeituosa, se sentia mais realizada do que antigamente.Delicada, vozinha de falsete, ótima aparência, peitos e bunda exuberantes, mesmo com sua bucetinha limitada, Suzana fez sucesso na Itália, ajuntando boa grana para investir em nova operação reparadora, agora na meca da transexualidade, Londres!Ao desembarcar no aeroporto de Londres, um contratempo tornou-se sua chave da felicidade: a polícia alfandegária suspeitou que ela fosse um espião ou terrorista, pois sendo homem no passaporte, apresentava-se ao vivo como mulher. Ficou cinco horas presa numa sala de segurança, tratada quase como bandido. Dali mesmo foi deportada de volta para o Brasil, uma das piores experiências de sua vida.A transexual loirinha não se fez de rogada: contratou um advogado, alegou discriminação sexual e conseguiu o que então mais almejava: a autorização legal para mudar sua identidade. De João Fernando tornou-se Suzana Cristina dos Santos. E mais: conseguiu uma indenização do Governo Inglês por discriminação, dinheiro que permitiu voltar para a Europa e pagar nova operação.Agora com sua nova carteira de identidade e passaporte com nome feminino, retornou a Londres, cheia de orgulho de atravessar aquela mesma alfândega onde meses antes tinha sido barrada. Marcou consulta com o mesmo médico que operou Roberta Close, onde fez sua plástica corretora. “Hoje, agüento rola de qualquer calibre, de negão a alemão!”, contou, debochada e feliz da vida. Disse que a parte interna da vagina foi formada com pedaços do tecido do intestino, o que garante estar sempre húmida e com grande sensibilidade erótica. “Mas a vida de transexual é se tornar escrava do gel lubrificante, pois se não botar muito gel, pode estragar a perereca…”, disse, rindo feliz e mostrando o K-Y que trazia na bolsa Gucci, comprada de um camelô africano na Fontana di Treve.Deu o mesmo depoimento de outras “operadas”: que o famoso cirurgião que operou as mais badaladas transexuais do mundo, um coroa ultra sexy, é um amor de criatura, o qual parece ter o maior tesão por suas ‘bonecas’, tanto que as beija na boca, acaricia e chupa seus peitos, e segundo depoimento de uma trans francesa também sua cliente, chegando a testar ele mesmo se a néo-vagina ficou bem feitinha…De volta à Itália, perfeitamente “recauchutada”, como ela própria se referiu debochando de sua operação, Suzana encontrou em Milão um príncipe encantado. Casou-se de vestido de noiva, como qualquer outra mulher, adotando o sobrenome do maridão Gratelli, ganhando então a nacionalidade italiana e podendo a partir daí, entrar livremente em qualquer país da comunidade européia com seu poderoso passaporte de capa vermelha.Hoje tem apartamento próprio e se prepara para nova intervenção cirúrgica: em Amsterdã com um fono-audiólogo especialista em “afinar” a voz das transexuais. Apesar de meu conselho, que não era necessária esta nova cirurgia nas cordas vocais, pois a voz falsete de Suzana é parecida a de qualquer mulher, ela me respondeu: “quando uma transexual bota uma coisa na cabeça, não há quem tire!”
CadÚnico Itinerante LGBT+

CadÚnico Itinerante LGBT+, destacando a importância do evento nos dias 13 e 14 de janeiro. O conteúdo é ilustrado com uma representação gráfica inclusiva de pessoas LGBT+ com elementos de celebração e visibilidade, como a bandeira trans. Descrição detalhada:Informações principais:Agendamento: (71) 3202-2750Endereço: Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho, Salvador – BALocal: Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida BrunoA identidade visual utiliza cores suaves e símbolos representativos para criar um ambiente acolhedor e reforçar a inclusão.Logotipos: Centro Vida Bruno e Prefeitura de Salvador – Secretaria da Reparação reforçam a parceria institucional.Importância do evento:Facilitação do acesso a direitos: O CadÚnico é essencial para pessoas LGBT+ acessarem políticas públicas, como benefícios sociais e serviços de saúde. Descentralização do serviço: Com a modalidade itinerante, torna-se possível atender comunidades que encontram dificuldades de locomoção.Acolhimento e respeito: O evento reforça a importância de um espaço seguro e respeitoso, mostrando o compromisso da gestão com a população LGBT+. Combate à vulnerabilidade social: Fortalece a cidadania e contribui para a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Propeg ganha prêmio da Globo com campanha para Grupo Gay da Bahia; assista

A campanha “Demissão”, criada pela agência baiana Propeg para o Grupo Gay da Bahia (GGB), foi a vencedora da categoria Valor Social da 46ª edição do Prêmio Profissionais do Ano (PPA), que celebra talentos da publicidade nacional. O filme foi celebrado em cerimônia apresentada por Fabio Porchat e Juliana Alves, nesta quinta-feira (21), no Transamérica Expocenter, em São Paulo. Neste ano, mais de 800 trabalhos de todo o Brasil foram analisados, dos quais apenas 133 finalistas, em 20 categorias, foram escolhidos. O júri foi composto por 80 profissionais de publicidade e comunicação. “Demissão”, que já havia sido indicado no Shortlist do El Ojo 2024, festival que acontece na Argentina, reflete sobre o valor da diversidade no espaço corporativo, que não costuma ser visto como um local seguro e fácil de ocupar. A campanha foi criada para a 20ª Parada do Orgulho Gay da Bahia e retrata a transformação do profissional e do local de trabalho após reconhecer as pessoas como elas se enxergam. O filme de 1’30” apresenta uma profissional que passa pela transformação de gênero e impacta todo o ambiente. Fazendo alusão a uma “demissão”, a protagonista dá adeus ao seu antigo eu, iniciando uma nova jornada como ela mesma, acolhida pelos colegas. A cena final apresenta uma trilha sonora emocionante na voz de Ayô Tupinambá, artista que se identifica como travesti e regravou a canção “Inteire” especialmente para o vídeo. “Para contribuir com a sociedade, primeiro você precisa sentir-se pertencente a ela, e no trabalho não é diferente. A inclusão impulsiona não só o progresso social, como o corporativo. Ao apresentar uma protagonista que personifica a luta e a conquistas das pessoas LGBTQIA+ no cenário profissional, a campanha reforça que para fazer parte de algo, antes você precisa ser você”, reflete Emerson Braga, CCO da Propeg. Assista ao video
E não é mesmo!

Foto/reprodução Terra Produtor da banda Os Africanos diz que não é gay. A notícia que vem incendiando a mídia como o “super-herói Tocha das 72h” é, na verdade, uma besteira em termos de relevância, mas se configura como um crime de pornografia de vingança, tema que já abordei em postagem anterior aqui no site. MARCELO CERQUEIRA contato @marcelocerqueira.oficial O Perigo da Pornografia da Vingança Matheus, produtor da banda Os Africanos, passou a viver um verdadeiro inferno astral após o vazamento de um vídeo íntimo no qual ele supostamente aparece em cenas de sexo com outro homem. Ele afirmou que não é gay, e quem o conhece sabe disso. E não é mesmo! Não que ser gay seja uma classe superior, mas é diferente, senhores inquisidores. Isso foi um momento incauto! Vou explicar com parágrafos curtos para ser compreendido pela plebe rude. É importante que as pessoas entendam que a orientação sexual é definida pela atração afetiva, romântica e/ou sexual que uma pessoa sente. E não somente por práticas sexuais em si, que em casos como este, são secundárias. Fazer sexo com outro homem, independentemente do papel desempenhado na relação (ativo ou passivo), não define a orientação sexual de ninguém. Vivemos em uma época em que a sexualidade é marcada por enorme fluidez. É essencial ter empatia e respeito, e não supor a orientação sexual de ninguém. O que realmente importa é como a pessoa se identifica em termos de atração e afeto. Um homem pode se envolver em relações sexuais com outros homens por diversos motivos que não refletem, necessariamente, uma orientação homossexual ou bissexual. A curiosidade sexual é uma característica comum entre os homens. Diferente das mulheres, eles parecem revestidos de teflon, e nada “pega” — exceto quando casos de vingança, como este, vêm à tona. Nos dias de hoje, especialmente nas metrópoles, isso pode ser entendido como curiosidade masculina em circunstâncias específicas, como sob efeito de álcool, ou até mesmo uma busca por prazer sem vínculo afetivo. Ninguém, além do próprio indivíduo, pode definir sua orientação. Ademais, considerando o ritmo de música extremamente sensual ao qual o tema está relacionado, toda essa repercussão e a tempestade de ideias conservadoras e preconceituosas são descabidas. Um amigo meu, há alguns anos, tinha um namorado muito bonito e, por isso, extremamente assediado por homens e mulheres. Ele já tinha filhos de relacionamentos anteriores com mulheres. Diferente de Matheus, cuja situação foi pontual, esse homem vivia com meu amigo e tinha também uma namorada. Certo dia, confrontado pelo casal, ele revelou: “Gosto dos dois. Não vou abrir mão de ninguém. Vocês que se entendam.” Moral da história: a namorada e o namorado chegaram a um acordo. Nos finais de semana, a moça ficava com ele. Segundo meu amigo, no final do ano, decidiram no par ou ímpar quem passaria o réveillon com Dom Ruam. A namorada dele chegou a comentar que também se relacionava com mulheres quando buscava algo mais delicado. Nenhum dos dois se sentia preso a definições. Agora Matheus será pai, e sua esposa está grávida. Espero que essa situação não afete o relacionamento deles. Quando duas pessoas decidem formar uma família, é fundamental que ambos aceitem a história e os antecedentes um do outro. Parte superior do formulário Parte inferior do formulário
Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB

Da Redação / Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza. Nessa iniciativa, o governo federal ouve relatos sobre violações de direitos humanos contra a comunidade LGBT+ a partir dos anos 1980 em diferentes regiões do Brasil.Durante minha apresentação, destaquei o crescimento de Salvador, cuja população passou de 655.735 em 1960 para 1.513.243 em 1980, sob o governo de Antônio Carlos Magalhães (ACM), que ocupou cargos de prefeito e governador. A cidade ganhou novas obras e intervenções, como o Jardim dos Namorados, criado em uma área antes ocupada de forma desordenada. O espaço tornou-se um ponto popular para encontros de interações sociais, sobretudo “para namorar” como disse o então prefeito. Hoje, o jardim reordenado pela prefeitura, carece de segurança, com relatos de violência que poderiam ser reduzidos com rondas policiais mais frequentes.Um marco histórico que ilustra o controle moral sobre a sociedade baiana foi a criação da Delegacia de Costumes em 1938, durante o governo de Getúlio Vargas, destinada a fiscalizar e reprimir comportamentos considerados “imorais”. Essa delegacia foi extinta na Bahia em 1976 pelo governador Roberto Santos e, no plano nacional, banida por Geisel em 1977. No entanto, o impacto da repressão nos corpos LGBT foi duradouro: os arquivos do Grupo Gay da Bahia (GGB) contêm imagens que evidenciam os abusos cometidos contra pessoas LGBT+ na década de 1970. Homens eram presos por “violação dos bons costumes” considerados fora dos padrões de gênero eram detidos, enfrentando discriminação e abuso policial. Travestis eram presas forçadas a limpar o chão da delegacia e submetidas a humilhações diversas. Essa repressão institucional reforça a importância da memória e da luta por justiça para as pessoas LGBT+, garantindo que o sofrimento e a violência sofridos não sejam esquecidos.Fundado na redemocratização do Brasil, o GGB surgiu sob a liderança de Luiz Mott, que desde então impulsionou a luta por direitos, como a revogação do CID 302.0, que rotulava a homossexualidade como um transtorno sexual. Essa conquista representou um avanço, eliminando o estigma nos serviços de saúde e promovendo políticas de saúde. A decisão abriu base legal para futuras legislações antidiscriminatórias e influenciou também a educação em saúde, orientando currículos e preparando profissionais para atender a comunidade LGBT+ com respeito e conhecimento.Em 1983, uma decisão histórica do Tribunal de Justiça da Bahia, proferida pelo juiz Gudsten Soares, autorizou o registro legal do GGB, permitindo que a organização atuasse com legitimidade. Essa sentença pioneira criou um precedente jurídico que permitiu a constituição de outras associações LGBT+ no Brasil, promovendo visibilidade e segurança para a comunidade. Com isso o GGB representou as demandas da comunidade com mais força e influenciou debates, novos ativistas e políticas públicas. A decisão do juiz reafirmou que a homossexualidade não é crime, contribuindo para o combate a LGBtranfobia institucional.A década de 1970 posicionou Salvador como um polo de efervescência cultural e de resistência LGBT+, simbolizada pela icônica boate Tropical, inaugurada em 1974. Seguidos décadas de 1980 e 1990 Salvador oferecia espaços públicos vibrantes, como o Beco dos Artistas e a Rua Carlos Gomes, que se tornaram pontos de encontro para a comunidade. A movimentação era tamanha que o GGB solicitava a prefeitura iluminação extra para a segurança desses locais. Em 2000, o GGB lançou um Guia Gay de 67 páginas, destacando a vasta quantidade de bares, saunas e boates que acolhiam o público LGBT+. Nessa época o grupo publicava o jornal Homo Sapiens, influenciado pela Folha de São Pulo, Erica Palomino, reproduzindo palavras e atitudes.A reparação e o reconhecimento do passado estão em curso em Salvador por uma gestão humanizada que a passos largos caminha para a completa inclusão. A cidade aprovou e colocou em funcionamento o Plano Municipal de Políticas e Direitos Humanos para a comunidade LGBT+, com ações transversais para todos órgãos, instituiu um equipamento de acolhimento que é Centro de Referência Vida Bruno, Programa de Combate a LGBTransfibia, Empresa Inclusa e Ambulatório Especializado em Saúde LGBT ênfase em pessoas trans, hormonioterapia.Esse avanço é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham o direito de viver com dignidade.
LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho

Foto/Uol/ meramente ilustrativa – mulher trans LGBTransfobia é Grave Acidente de Trabalho @marcelocerqueira.oficial * Na última quarta-feira, tive a oportunidade de participar da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) realizada nas instalações da Embasa em Feira de Santana. Meu papel foi conduzir uma sessão de sensibilização sobre a LGBTfobia no ambiente de trabalho, destacando como o preconceito e a discriminação podem ser vistos como formas de “acidentes” não físicos que, como os acidentes tradicionais, causam danos reais e condenáveis à saúde mental dos colaboradores. Desde minha chegada, fiquei positivamente surpreso com o acolhimento dos colaboradores. Ao contrário de uma visão estereotipada que muitos podem ter sobre empresas do setor de saneamento, encontrei um ambiente acolhedor e colaborativo, onde o respeito mútuo parecia ser valorizado em tudo. Ficou evidente para mim que a Embasa não só investe em treinamento e desenvolvimento humano, mas também promove uma política robusta de inclusão, que incentiva o respeito e a valorização da diversidade entre seus colaboradores. Na apresentação, foquei em relacionar a LGBTfobia com um “acidente de trabalho” psicossocial. Expliquei que, assim como acidentes físicos podem ser evitados com medidas de segurança, a LGBTfobia também pode ser prevenida com práticas de inclusão e respeito à diversidade. Usar pronomes corretos quando interação com LGBTrans, ele, ela, elu. Os atos de preconceito, exclusão quando ocorrem afetam diretamente o bem-estar psicológico dos trabalhadores, causando desgastes emocionais que podem levar a quadros de estresse, ansiedade e, em casos mais graves, depressão. Esses “acidentes” impactam não apenas o colaborador que sofre a discriminação, mas também todo o ambiente organizacional, afetando a produtividade e rotatividade de funcionários. É urgente colocar esse tema na SIPAT, aqui algumas práticas para integrar a prevenção à LGBTfobia como um dos pilares de segurança no ambiente de trabalho. É essencial que todos, desde a alta administração até os níveis operacionais, sejam envolvidos em treinamentos sobre diversidade, focando na importância do respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada colaborador. A Embasa já vem demonstrando sensibilidade para esses temas, e treinamentos regulares fortalecem ainda mais a conscientização, consolidado um ambiente seguro e inclusivo. A constante sensibilização ajuda diminuir estereótipos e desconstruir preconceitos. Quando a empresa realiza essa ação soma a prática de inclusão, gera maior compreensão das realidades e desafios enfrentados por colaboradores LGBT+, algo que me impressionou pela forma respeitosa e acolhedora que observei entre os próprios funcionários. A experiência na Embasa reforçou minha crença de que a LGBTfobia deve ser encarada como um “acidente” psicossocial que afeta a integridade emocional e o ambiente de trabalho como um todo. Assim como nos preparamos para evitar acidentes físicos, precisamos investir na criação de um ambiente seguro para a diversidade, onde cada colaborador é respeitado e valorizado. Incluir a LGBTfobia na SIPAT e em outras iniciativas de segurança e saúde ocupacional é essencial para que o respeito à dignidade humana seja um princípio inegociável nas empresas. Com políticas inclusivas e ações de sensibilização, a Embasa já se mostra uma empresa preocupada em construir uma cultura organizacional mais saudável e produtiva, onde o respeito e a diversidade são elementos fundamentais. A prevenção de “acidentes” psicossociais como a LGBTfobia fortalece a responsabilidade da empresa e demonstra seu compromisso com um ambiente corporativo verdadeiramente inclusivo. A (SIPAT) Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, é um evento anual obrigatório em empresas que instituíram a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPAT), de acordo as normas do Ministério do Trabalho. A semana busca promover conscientização para a segurança no ambiente de trabalho, abrangendo variedade de pontos, como acidentes físicos até questões de saúde mental, diversidade e inclusão. Esse tipo de iniciativa é muito bom para o trabalhador, fortalecendo o entendimento do ambiente de trabalho seguro e saudável. Essa concepção vai muito além da ausência de riscos físicos, englobando o respeito, inclusão, diversidade e a dignidade de todos. *Coordenador do Programa Empresa Inclusiva. Selo da Diversidade LGBT+ É uma política pública criada pela Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação, e tem como objetivo fortalecer a diversidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros – LGBT+ no mercado de trabalho, através da assinatura de um Pacto de Compromisso entre a prefeitura e as organizações. Está com inscrições e as empresas não nada por participar. Mais informações: