O GGB lança vaquinha virtual com objetivo de levantar recursos financeiros para reformar sede social no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Salvador, 17 de fevereiro de 2021. Da assessoria do GGB. O GGB lançou uma vaquinha virtual com objetivo de levantar recursos financeiros para fazer a reforma de sua sede social localizada no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, fechada atendendo a recomendação dos órgãos públicos a necessidade de isolamento social. O imóvel onde funciona as atividades do grupo é tombado pelo ( Ipac), patrimônio histórico, a reforma será feita em piso interno e pátio, paredes, pintura e prevenção de umidade, telhado de telhas de cerâmica, trocas de ripas, barrotes e aplicação tratamento contra cupins, fiação elétrica de telefonia fixa e internet. O grupo passa por dificuldades financeiras, sobretudo, agora nesse momento delicado de pandemia. ‘Fechamos a sede por muito tempo, e como a área que estamos no Pelourinho é úmida, acrescido pela ação do salitre, muita coisa se deteriorou’ disse Cristino Santos, diretor da entidade. Segundo Cristiano com a proximidade do inverno a situação poderá se agravar ainda mais. O grupo não possui fonte geradora de recursos financeiros as atividades são realizadas por meio de projetos específicos. O GGB funciona em um prédio histórico composto de três andares na Rua Frei Vicente 24. Oferece atendimento diário as pessoas para a distribuição de preservativos gratuitos, consultório psicológico, encaminhamentos aos serviços de saúde. reuniões de grupos específicos, ou espaço de lazer e convivência para a comunidade, inclusive turistas estrangeiros e nacionais. Para conhecer melhor o projeto os interessados em contribuir podem acessar a Vaquinha número 1807683 no endereço https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-reforma-conservacao-e-manutencao-do-grupo-gay-da-ba, o maior e mais confiável site de vaquinhas online do Brasil, portanto você pode fazer sua doação sem nenhum receio, inclusive de forma anônima. O Grupo Gay da Bahia foi fundado em 1980, pelo decano antropólogo Luiz Mott, é o mais antigo em atuação e funcionamento no Brasil e na América Latina, acumulando 41 anos de ativismo em alguns momentos da história de muita tensão e opressão. Na opinião de Caetano Veloso ” O GGB á Orgulho da Bahia.
QUANDO OUSAMOS EXISTIR
Itinerários fotobiograficos do Movimento LGBTI Brasileiro (1978-2018) Conheça e leia o livro em coautoria sobre os 40 anos do Movimento LGBTI Brasileiro, completados em 2018.
Tá proibido o Carnaval nesse país tropical!
Marcelo Cerqueira, marcelo99894748@gmail.com Domingo, 14 de fevereiro de 2021, estaríamos realizando a 24a edição do Concurso de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador. Uma edição emblemática. Nesse momento precisamos guardar os paetês, as plumas, a purpurina, o luxo e a originalidade para o próximo ano, com a graça de Deus e a força dos Orixás! Em 2021 o mais importante é o nosso luto pelas famílias que perderam seus entes queridos, para essa doença terrível e também a luta para que a vacina venha salvar as nossas vidas. Agora, apesar de amarmos o Carnaval, queremos o mesmo que a nossa diva Bethânia: vacina, respeito, verdade e misericórdia. 2022 que nos aguarde! Vai ser lindo!! Preparem-se!
O índio executado a tiro de canhão tido como ‘primeiro mártir da homofobia no Brasil’
Edison Veiga De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil , Salvador, BA,13/02/2021 #repost GGB Em 1614, um índio tupinambá foi executado, com a anuência de religiosos da Igreja Católica em missão no Brasil, por conta de sua orientação sexual. Conhecido como Tibira do Maranhão — tibira é um termo utilizado por indígenas para se referir a um homossexual —, seu caso é o primeiro registro de morte por homofobia no Brasil. Ativistas LGBT querem que o personagem seja reconhecido como mártir e fazem campanha para divulgar a história. A história de Tibira do Maranhão foi resgatada pelo sociólogo e antropólogo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fundador da organização não-governamental Grupo Gay da Bahia. Seis anos atrás ele publicou um livreto chamado São Tibira do Maranhão — Índio Gay Mártir, com o relato da execução do personagem histórico e uma contextualização do caso. Desde então, ele vem lutando para dar mais visibilidade ao episódio. Ganhou apoio de um religioso de uma denominação cristã independente, o arcebispo primaz da Santa Igreja Celta do Brasil, que diz reconhecer o martírio e a santidade do indígena. Grupos de luta por direitos dos homossexuais divulgam a importância de sua memória. No início do próximo ano, Mott pretende encaminhar à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) um pedido para que a Igreja Católica “peça publicamente perdão” pela execução de Tibira e instaure o início de um processo de canonização .”Estamos dispostos ainda a mobilizar outras igrejas para reconhecê-lo logo como um santo, independentemente do Vaticano”, afirma o antropólogo à BBC News Brasil. Mott defende que Tibira seja reconhecido como “o primeiro mártir da homofobia no Brasil” e busca revestir sua história de simbolismo, em alusão aos crimes de homofobia ainda hoje praticados no país. Quem esteve por trás da condenação de Tibira — segundo Mott, uma “execução arbitrária e sem autorização do papa nem da Inquisição” — foi o religioso e entomólogo francês Yves d’Évreux (1577-1632), frade capuchinho que integrou expedição francesa ao Brasil Colônia. E a documentação detalhada, no caso, é o relato do próprio religioso, publicada em livro intitulado História das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nos Anos de 1613-1614. No seu livreto, Mott atenta que a narrativa do frade escancara “a visão altamente etnocêntrica e o preconceito da moral cristã contra a sodomia, além de sua ardilosa tentativa de justificar eticamente a pena de morte contra o infeliz selvagem pecador”. “Um pobre índio (sodomita), bruto mais cavalo do que homem, fugiu para o mato por ouvir dizer que os franceses o procuravam e aos seu semelhantes para matá-los e purificar a terra de suas maldades por meio da santidade do Evangelho, da candura, da pureza, e da clareza da religião Católica Apostólica Romana”, relatou d’Évreux. “Apenas foi apanhado, amarraram-no e trouxeram-no com segurança ao forte de São Luís, donde deitaram-lhe ferros aos pés; vigiaram-no bem até que chegassem os chefes principais de outras aldeias para assistirem ao seu processo e proferirem sua sentença e sua morte, como fizeram afinal. Não esperou o prisioneiro pelo princípio do processo e ele mesmo sentenciou-se, porque diante de todos disse: ‘Estou morto, e bem o mereço, porém desejo que igual fim tenham os meus cúmplices’.” O antropólogo pontua que outros relatos da época corroboram a ideia de como os europeus se chocaram com a “diversidade sexual e lascívia exacerbada dos ameríndios”. Em seu Tratado Descritivo do Brasil em 1587, o empresário, agricultor e historiador português Gabriel Soares de Sousa (1540-1591) escreveu que “são os tupinambá tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam. Não contentes em andarem tão encarniçados na luxúria naturalmente cometida, são muito afeiçoados ao pecado nefando, entre os quais se não tem por afronta”. Afirmou ainda que “o que se serve de macho se tem por valente e contam esta bestialidade por proeza” e “nas suas aldeias pelo sertão há alguns que têm tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas”. Quando os capuchinhos franceses chegaram ao Brasil, portanto, já estava consolidada essa imagem de que era preciso “purificar a terra de suas maldades”. Catequizados pelos religiosos, os próprios indígenas se tornaram aliados nesta missão. D’Évreux relata que após ser sentenciado, Tibira teve o direito de pedir para ser batizado — o argumento era que, se ele aceitasse, “apesar de sua má vida passada, iria direto para o Céu apenas se sua alma se desprendesse do corpo”. O frade conta que, temendo uma repercussão negativa, como se estivesse endossando a execução, resolveram que não seria conveniente que ele próprio o batizasse. Assim, instruiu o carrasco para que o fizesse, “antes de ir ao suplício sem as cerimônias da Igreja”. Aqui há um simbolismo que não passa incólume aos olhos dos pesquisadores. No batismo cristão, Tibira foi chamado de Dimas. De acordo com a hagiografia, São Dimas é considerado o “bom ladrão”. Foi um dos homens crucificados ao lado de Cristo que, arrependido de seus erros em vida, recebeu a promessa de que ainda naquele dia estaria no Paraíso. Para o Grupo Gay da Bahia, reside neste fato o principal argumento que permitiria qualificá-lo como santo mártir: assim como o “bom ladrão” foi posteriormente reconhecido como santo, o mesmo deveria ocorrer com o indígena brasileiro. “Recebeu o batismo com tranquilidade e sem tristeza, na presença dos principais selvagens, depois do que um dos principais, chamado Caruatapirã, lhe disse estas palavras: ‘Tens agora ocasião de estares consolado e de não te afligires, pois presentemente és filho de Deus pelo batismo que recebeste (…) com permissão dos padres. Morres por teus crimes, aprovamos tua morte e eu mesmo quero pôr fogo no canhão para que saibam e vejam os franceses que detestamos as sujeiras que cometeste. Mas repara na bondade de Deus e dos padres para contigo, expelindo Jurupari para longe de ti por meio do batismo, de maneira que apenas tua alma saia do corpo vá direto para o Céu ver Tupã e viver com os Caraíbas que o cercam. Quando Tupã mandar alguém tomar teu corpo,
Aliança Nacional LGBTI+ finaliza as nomeações das Coordenações dos 26 Estados e do Distrito Federal.
Salvador, 13/02/2021 Edição Marcelo Cerqueira e_mail :marcelo99894748@gmail.com https://aliancalgbti.org.br/2021/01/28/nomeacao-da-coordenacao-de-representacao-estadual-da-alianca-nacional-lgbti- A Aliança Nacional LGBTI+ é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com representação em todas as 27 Unidades da Federação e representações em mais de 200 municípios brasileiros. Possui 47 áreas temáticas e específicas de discussão e atuação. Tem com missão a promoção e defesa dos direitos humanos e da cidadania da comunidade brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos (LGBTI+) através de parcerias com pessoas físicas e jurídicas. A Aliança é colaboradora do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. É pluripartidária e atualmente tem mais de 1449 pessoas físicas afiliadas. Destas, 47% são afiliadas a partidos políticos, com representação de 27 dos 33 partidos atualmente existentes no Brasil. No momento suas parcerias com pessoas jurídicas somam 89 ONGs, empresas e outras organizações. As Coordenações Estaduais terão seu mandado até novembro de 2024, tendo como responsabilidades representar a Aliança Nacional LGBTI+, desenvolvendo e participando de atividades, campanhas, seminários, palestras e similares, buscando e transmitindo formação e informação, entre outras atividades pertinentes como projetos legislativos, elaboração de material didático, elaboração de artigos científicos e demais documentos, ou ainda promovendo atividades de desenvolvimento organizacional, advocacy e atuação em espaços de controle e participação social, interação com a comunidade ou outra atividade pertinente para a consecução dos objetivos da Aliança Nacional LGBTI+, sempre atuando na defesa e promoção dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI+), sempre em comum acordo com a executiva nacional da entidade e em consenso com outras pessoas que compuseram a Coordenação Estadual. Conheça as Coordenações Estaduais: https://bit.ly/3a3GMVn Foram nomeados:• 48 pessoas gays – 56%• 9 mulheres lésbicas – 10%.• 24 pessoas trans – 28%.• 5 pessoas bissexuais – 6%• 1 mulher aliada – 1% 30 pessoas brancas – 34%8 pessoas indígenas – 9%35 pessoas pardas – 40%14 pessoas negras – 16% Desejamos Sucesso a todas as pessoas nomeadas. Informamos que estão abertas as inscrições para as Coordenações das Áreas Temáticas e Especificas pelo link:https://forms.gle/iXaQrSnwS8u7t7sy9e as inscrições para as Coordenações Municipais pelo link:https://forms.gle/qi5x21HxCN38K3bt6 Atenciosamente Toni ReisDiretor Presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Rafaelly WiestDiretora Administrativa da Aliança Nacional LGBTI+ Patrícia MannaroSecretária Geral da Aliança Nacional LGBTI+ Claudio NascimentoDiretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ Layza LimaAssessora da Aliança Nacional LGBTI+ para Mobilização, Interação e Integração Saiba Mais Estatuto: O Estatuto da Aliança Nacional LGBTI está disponível em: http://aliancalgbti.org.br/sobre/ Formalização de Afiliações e Parcerias: Link para Afiliação (apenas pessoa física): https://bit.ly/3jzvBa0 Link para Parcerias (pessoas jurídicas etc.). Obs. a organização parceira não pode ser afiliada: https://bit.ly/3q5hBY
Programa Voto Com Orgulho cadastra pessoas LGBTI pré-candidatas para as Eleições de 2022.
Rio, RJ, 8 de faveiro de 2021 – Da assessoria do Grupo Arco Iris 2020 foi um ano importante para a representatividade LGBTI na política. 100 pessoas LGBTI+ foram eleitas para diversas câmaras municipais pelo Brasil. Se você tem a intenção de se candidatar em 2022 para algum cargo do Legislativo ou Executivo Estadual e Federal, cadastre-se a sua pré-candidatura no Programa Voto Com Orgulho. Queremos conhecer você e suas ideias. Saiba mais: “Vamos mapear as pré-candidaturas LGBTI+ e de pessoas aliadas e construir estratégias de articulação, comunicação e visibilidade política junto aos partidos, movimentos sociais e entidades que possam apoiar ações para as pré-candidaturas, buscando ampliar a representatividade LGBTI nos espaços de poder. É fundamental conhecer quantas/os seremos para nos planejar, construir e implementar estratégias de articulação, apoio, capacitação a essas pré-candidaturas. Queremos mais LGBTI+ nos espaços de poder e decisão. Para isso, pedimos que todas as pessoas LGBTI+ e aliadas façam o seu cadastro”, declarou o diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ e coordenador geral do Programa Voto Com Orgulho Cláudio Nascimento. Para o presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Toni Reis, “precisamos estimular e apoiar mais pessoas LGBTI+ a se candidatarem em 2022. A meta das entidades envolvidas nessa ação é de trabalhar para que tenhamos 1.000 pessoas LGBTI+ candidatas ao senado federal, deputada/o estadual ou federal, especialmente. Queremos conhecer a demanda de possíveis candidaturas para apresentar dados aos partidos políticos e buscar suporte junto a entidades e movimentos que atuam no fortalecimento da democracia brasileira e na defesa e proteção aos direitos humanos. No momento em que vivemos, precisamos ampliar a representatividade de nossa comunidade na política”. Quem realiza: O Programa Voto Com Orgulho é coordenado pela Aliança Nacional LGBTI+ em parceria com o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ (Rio de Janeiro) e o Grupo Dignidade (Curitiba), e conta com apoio institucional da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a União Nacional LGBT, a Rede Gay do Brasil, o Grupo Gay da Bahia e o Grupo Resistência Asa Branca (Fortaleza). Vem com a gente. Inscreva-se: Para cadastrar a sua pré-candidatura, basta acessar o site do Programa Voto Com Orgulho no link: www.aliancalgbti.org.br/votocomorgulho ProgramaVotoComOrgulho RepresentantividadeImporta Seremos1000em2022 LGBTInoPoder MaisDemocracia Informações: aliancalgbti@gmail.com Edição Marcelo Cerqueira e-mail marcelo99894748@gmail.com
Campanha da Fraternidade 2021 da CNBB aborda direitos LGBTIs.
Documento cita dados de violência do Grupo Gay da Bahia. Pela primeira vez, o texto base da Campanha da Fraternidade 2021 da Igreja Católica brasileira aborda a questão LGBTI de forma positiva, buscando promover a sua inclusão. O item 68 do texto da campanha da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) fala dos assassinatos e violências sofridas pela comunidade LGBTI no Brasil e reforça a importância da inclusão e reconhecimento destas pessoas. O tema deste ano da campanha é “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”. “Outro grupo social que sofre as consequências da política estruturada na violência e na criação de inimigos, é a população LGBTQI+. O já citado Atlas da Violência de 2020, mostra que o número de denúncias de violências sofridas pela população LGBTQl+ registradas no Dique 100 no ano de 2018 foi de 1685 casos. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia apresentados no Atlas da Violência 2020, no ano de 2018, 420 pessoas LGBTQI+ foram assassinadas, destas 210, 64 eram pessoas trans. Percebe-se que em 2011 foram registrados 5 homicídios de pessoas LGBTQl+. Seis anos depois, em 2017, este número aumentou para 193 casos. O aumento no número de homicídio de pessoas LGBTQI+, entre 2016 e 2017, foi de 127%. Estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis.” A abordagem foi criticada pelos cristãos conservadores que acusam o texto de trazer discurso de esquerda e se posicionar do que chamam de guerra semântica sobre “igualdade de gêneros” que ocorre há anos dentro do grupo. Com informações Revista Lado A
Deputado Bacelar defende endurecimento de pena para crime de LGBTfobia.
No Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado nesta sexta-feira (29), o deputado federal Bacelar (Podemos/BA) chamou a atenção para a necessidade de endurecer a pena de quem pratica crimes de LGBTfobia. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgados hoje revelaram que, em 2020, 175 pessoas transgêneras foram brutalmente assassinadas no Brasil. “Ainda há muita intolerância, preconceito e discriminação. Temos que peitar a bancada da bíblia e lutar pela aprovação de projetos que garantam a igualdade de direitos e a cidadania plena à comunidade. Somos, pelo 12º ano consecutivo, o país que mais mata transexuais no mundo” disparou. Bacelar criticou o governo ao dizer que o conservadorismo “impera” e não pretende implantar ações preventivas e políticas públicas, específicas, para inclusão social da população trans. “É comum que pessoas trans passem por situações constrangedoras, sejam alvo de risadas ou tratadas pelo gênero errado. Como consequência, elas só buscam serviços de emergência e ficam sem os cuidados preventivos.” Em suas redes sociais, o parlamentar baiano aproveitou para divulgar o trabalho da Casa Aurora, primeiro Centro de Cultura e Acolhimento LGBTQI+ da Bahia. Em um vídeo, que tem pouco mais de dois minutos, a miniprodução conta a emocionante história de Sellena Ramos e João Hugo, pessoas trans, fundadoras e coordenadoras do projeto. O projeto social, inaugurado em 2019, surgiu da necessidade da população LGBTQIA+ em enfrentar os danos causados pela LGBTfobia. Entre os seus propósitos, a Casa Aurora visa o resgate dos valores básicos da convivência familiar e comunitária para a livre expressão da potencialidade dos sujeitos, fomentando o desenvolvimento pessoal e intelectual através das atividades desenvolvidas. “Sou um apoiador e admirador deste lindo projeto. É importante que todos conheçam e vejam que atitudes como a de João Hugo e Selena podem salvar vidas. Vivemos no século XXI. Não cabe mais preconceito ou discriminação. As pessoas precisam amar e aceitar o próximo” finalizou. Com informações do Politica Livre, Raul Monteiro. Edição Marcelo Cerqueira.
Arcebispo se desculpa após negar entrevista; internautas falam em LGBTfobia… –
O arcebispo de Natal Dom Jaime Vieira Rocha pediu desculpas na tarde de hoje depois de negar entrevista a um jovem, durante novenário na paróquia de Nossa Senhora da Piedade, na cidade do Espírito Santo. Nas redes sociais, internautas acusaram o religioso de homofobia. No vídeo, Dom Jaime aparece ao lado do rapaz à espera do início da entrevista. Em seguida, quando o jovem começa a falar, sorridente e entusiasmado, o arcebispo olha para o lado com expressão assustada e depois se recusa a falar com ele sob a justificativa de que “o mundo está complexo”. Uol. https://grupogaydabahia.com.br/2021/02/07/arcebispo-se-desculpa-apos-negar-entrevista-internautas-falam-em-lgbtfobia/
NOTA DE PESAR DO GRUPO ARCO-ÍRIS PELO FALECIMENTO DE RUDDY PINHO.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ vem através desta nota lamentar a partida na noite desta quinta-feira, dia 04, no Rio de Janeiro, da cabelereira, escritora, atriz e ativista trans Ruddy Pinho. Ruddy estava com 76 anos. Foi uma figura de destaque no meio LGBTI+ e fora dele. Cabelereira de várias famosas, entre elas a atriz e amiga Suzana Vieira. Sua vida em si foi um ativismo. Ainda rapaz adotou uma criança, num tempo onde havia muito preconceito em relação à adoção por pessoas LGBTI+. Logo em seguida transicionou para o gênero feminino, assumindo-se como uma mulher transexual, dando visibilidade ao tema. Em 2009 fez parte da composição do primeiro mandato do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTI+ do Rio de Janeiro, dando a sua contribuição para as pautas de nossa comunidade. Como escritora, teve vários trabalhos publicados e chegou a vencer o concurso da Biblioteca Nacional. Chegou a atuar como atriz em três filmes, entre eles Navalha na Carne, junto à Vera Fisher. No teatro, sua última apresentação foi no espetáculo Divinas Divas, junto às saudosas Rogéria e Jane Di Castro. Ruddy é mais uma de nossas estrelar que deixa o nosso panteão na terra para brilhar no céu junto a outras divas de mesma grandeza. O Grupo Arco-Íris se solidariza com todas e todos seus amigos e amigas, familiares e fãs. Ruddy Pinho presente, hoje e sempre! Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 2021 Equipe do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI