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257 mortes violentas: 237homicídios e 20 suicídios

DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios

RELEASE OBSERVATÓRIO DE MORTES VIOLENTAS DE LGBT+ NO BRASIL, 2025 O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização LGBT+ da América Latina, divulga seu relatório anual sobre mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Este levantamento, realizado há mais de 45 anos de forma independente e voluntária, baseia-se em notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao GGB. Os dados refletem a omissão e subnotificação crônica do Estado brasileiro, que ainda não implementa sistematicamente o registro de crimes de ódio motivados por LGBTfobia. Portanto, os números aqui apresentados representam apenas a ponta visível de um iceberg de violência estrutural de ódio e sangue. DESTAQUES 2025 Total 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídios Redução de 11,7% em relação a 2024 (291 casos) 1 morte a cada 34 horas Brasil mantém triste liderança mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, seguido do México com 40 homicídios e os Estados Unidos, 10. O Brasil permaneceu, em 2025, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ em todo o mundo. Foram registradas 257 mortes violentas, 34 casos a menos do que em 2024 – uma redução de 11,7% em relação ao ano anterior (291 mortes). Isso representa uma morte violenta de LGBT+ a cada 34 horas. Dentro desse total estão incluídos 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 casos de outras causas (atropelamentos, afogamentos etc.). Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento desde 1980 – há 45 anos. A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que, lastimavelmente, não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+ no Brasil, o que torna este levantamento independente essencial para visibilizar essas tragédias e fornecer subsídios para políticas públicas visando a erradicação dessa mortandade e construção da cidadania das minorias sexuais. Reconhecemos que os dados aqui apresentados são subnotificados devido à falta de sistematização estatal e de financiamento público para a pesquisa. As 257 mortes violentas documentadas são apenas a ponta visível de um iceberg de ódio e sangue.  Este trabalho, conduzido sem apoio financeiro governamental, é realizado pelos voluntários Professores Doutores Marcelo Oliveira e Luiz Mott, que reúnem informações em sites, blogs, redes sociais e veículos de comunicação.

28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval Salvador 2026:Inscriçoes Inscrições Abertas  

Sandra Faria, desfilante de Pernambuco 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval Salvador 2026:Inscriçoes Inscrições Abertas   Salvador, Bahia, 15/01/2026 – O Grupo Quimbanda Dudu, em parceria com o Grupo Gay da Bahia (GGB) e o apoio da Prefeitura de Salvador, tem o prazer de anunciar a realização do 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador 2026. O evento, que se tornou um marco na cultura carnavalesca da cidade, acontecerá na Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, às 18h, na histórica Praça Municipal, prometendo um espetáculo vibrante de criatividade e expressão. Inscrições abertas até as vésperas do Carnaval! Os interessados podem se inscrever preenchendo formulário online para as prestigiadas categorias Luxo e Originalidade, convidando artistas e foliões a explorarem suas identidades e talentos. O 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador 2026 tem como objetivo principal fortalecer a cultura artística e a cidadania cultural da população LGBT+ de Salvador, por meio da realização de ações que celebrem a diversidade e a liberdade criativa. O evento pretende transformar a segunda-feira de Carnaval em um espetáculo de expressão artística, com a exibição de fantasias nas categorias de Luxo e Originalidade, além de performances musicais e coreografias que destacam o talento da comunidade. Premiações: Para incentivar ainda mais a participação e a excelência artística, o concurso oferecerá as seguintes premiações em dinheiro: Categoria Luxo: 1º Lugar: R$ 9.000 2º Lugar: R$ 8.000 3º Lugar: R$ 7.000 Categoria Originalidade: 1º Lugar: R$ 7.000 2º Lugar: R$ 6.000 3º Lugar: R$ 5.000 Justificativa do Projeto: Ao longo de suas 27 edições consecutivas, o Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador consagrou-se como uma referência cultural, não apenas para a comunidade LGBT+, mas para o Carnaval como um todo. Mais do que um desfile, é um símbolo de resistência, inclusão e celebração da diversidade. Em um contexto onde o Carnaval é reconhecido globalmente por sua alegria, o evento cria uma plataforma onde as vozes da comunidade LGBT+ podem ser ouvidas e valorizadas, fortalecendo o diálogo sobre igualdade e respeito. O concurso também preserva a tradição histórica do uso da fantasia como forma de expressão no Carnaval de Salvador. Além de valorizar a criatividade e originalidade dos participantes, o evento incentiva artistas e foliões a explorarem suas identidades por meio da arte — algo especialmente necessário numa sociedade que busca ampliar os espaços de inclusão para todas as formas de expressão de gênero e sexualidade. O impacto social vai além da celebração, promovendo, ao mesmo tempo, saúde, bem-estar e acesso à cultura. O 28º Concurso Nacional de Fantasia Gay promete inspirar emoções, destacar talentos e reafirmar a importância da representatividade no Carnaval, o maior espetáculo cultural do Brasil! https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccvyZu5OSuPNDAfsRGqpm-xxhJZff6TSMvW0nWFrZIKMy-Mw/viewform Realização: Quimbanda Dudu, Grupo Gay da Bahia (GGB – 44 Anos Bem Assumidos), Apoio; Prefeitura de Salvador.

IV Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador

Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador 2025 As inscrições para o IV Concurso Rainha LGBTrans do Carnaval de Salvador estão oficialmente abertas! As interessadas podem se inscrever até cinco dias antes do evento, que será realizado no dia  16/02/2026. Este concurso, promovido pelo Quimbanda Dudu, apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB) e patrocínio da apoio Saltur e apoiadores locais, celebra a representatividade e o empoderamento das LGBTrans O evento vai muito além de um desfile de beleza: é um símbolo de inclusão, resistência e celebração da diversidade, destacando o protagonismo das mulheres trans no cenário cultural baiano. As participantes terão a oportunidade de encantar o público com performances inesquecíveis e desfiles de trajes deslumbrantes, demonstrando força, carisma e histórias de superação. Inscrições AQUI. https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 https://forms.gle/qHxj4jTUF7Xr5Tbh9 Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 3.000 + título de Rainha LGBTrans 🥈 2º lugar: R$ 2.300 🥉 3º lugar: R$ 1.800 28 Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador, formulário insc AQUI! https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7 https://forms.gle/YNhzq7XCfQNr9XYv7

Luiz Mott Cidadão Sergipano

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou sessão solene, na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro 2025, para a entrega do Título de Cidadania Sergipana ao senhor Luiz Roberto de Barros Mott.

Reconhecimento homenageia décadas de contribuição ao movimento LGBT e à história de Sergipe Marcelo Cerqueira / Com contribuições da Alese A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou, na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro, uma sessão solene para conceder o Título de Cidadania Sergipana ao antropólogo, historiador e ativista Luiz Roberto de Barros Mott, um dos mais proeminentes nomes do movimento LGBT no Brasil. A honraria reconhece a relevante contribuição de Mott à pesquisa histórica e aos direitos humanos no estado de Sergipe. Proposta pela ex-deputada Tânia Soares, a homenagem foi presidida pelo deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), que destacou a importância do legado de Luiz Mott. “Trata-se de uma justa homenagem do povo sergipano a alguém que possui um legado incisivo na defesa das pessoas LGBT no Brasil. É uma honra presidir esta entrega”, afirmou. Quarto título de cidadania Ao receber o reconhecimento, Luiz Mott compartilhou sua alegria, lembrando que este é o quarto título de cidadania que recebe, somando-se aos de Salvador, Bahia e Piauí. Ele destacou que a homenagem se justifica pelos anos de colaboração ao movimento de direitos humanos LGBT em Sergipe, especialmente junto ao grupo Dialogay. A trajetória de Mott com Sergipe começou há cinco décadas, quando realizou extensas pesquisas no Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES). Esse trabalho resultou na produção de uma tese de mestrado na Sorbonne, em Paris, e no doutorado em Antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Esse título celebra uma relação de 50 anos de dedicação à pesquisa sobre a história de Sergipe”, destacou. Em 2026, Luiz Mott completará 80 anos, coroando uma vida dedicada à luta pelos direitos humanos e ao resgate da história e da diversidade cultural no Brasil. Reconhecimento do movimento LGBT O evento contou com a presença de importantes figuras do movimento LGBT, como o delegado Mário Leony, coordenador da Renosp LGBT+ (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+). Ele ressaltou o papel fundamental de Mott no fortalecimento do ativismo no Brasil nos períodos da ditadura militar, da redemocratização e da crise da AIDS. “Luiz Mott é decano do movimento LGBTQIAPN+ no país. Sua atuação foi essencial para que hoje possamos desfrutar de um movimento LGBT robusto. Este título não é apenas um gesto de reconhecimento, mas também um resgate histórico para grupos vulnerabilizados, como negros e pessoas LGBT+”, declarou Leony. Homenagem familiar A filha do homenageado, Tami Mott, também celebrou emocionada o reconhecimento. “É uma conquista justa, fruto de décadas de dedicação do meu pai à pesquisa histórica e ao ativismo. Estar aqui para compartilhar este momento é motivo de grande alegria”, afirmou. A homenagem reflete a importância do diálogo entre história, diversidade e direitos humanos, reiterando o papel fundamental de Luiz Mott como pioneiro na luta por igualdade e justiça social no Brasil.

Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação

Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação

Por Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Lana e Lilly Wachowski: Criadoras de Matrix e Arquitetas de Universos de Reflexão e Transformação As Irmãs Wachowski, Lana (nascida em 21 de junho de 1965) e Lilly (29 de dezembro de 1967), são duas das mentes mais inovadoras e impactantes do cinema contemporâneo, conhecidas principalmente por sua célebre trilogia Matrix. Mais do que cineastas, as Wachowski são narradoras visionárias que exploram temas profundos e complexos, desde filosofia e identidade até o conceito de realidade e a busca por liberdade. Filhas de Chicago, nos Estados Unidos, as Wachowski começaram suas trajetórias no cinema como roteiristas e, posteriormente, assumiram as funções de diretoras e produtoras nos projetos que marcaram suas carreiras. Com trabalhos que desafiam a lógica tradicional de narrativas e enredos, elas são um marco tanto no gênero de ficção científica quanto na representatividade LGBTQIA+. A Revolução de Matrix há 22 anos O maior salto na carreira das irmãs aconteceu em 1999, com o lançamento de Matrix. O filme, protagonizado por Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss e Laurence Fishburne, não foi apenas um sucesso comercial e de crítica; ele redefiniu padrões visuais e narrativos no cinema. A obra misturou filosofia existencial, questões tecnológicas e cenas de ação revolucionárias, como o icônico “bullet time”, que virou referência para toda uma geração de cineastas. Os elementos de Matrix vão muito além da ação. Trata-se de um mergulho nos conceitos de realidade simulada e manipulação de sistemas, questionando quem realmente tem controle sobre nossas vidas. Neo, o protagonista, inicia como uma figura comum, mas é convidado pela enigmática Morpheus e a destemida Trinity a “despertar” para a verdadeira realidade e a liderar a resistência humana contra as máquinas dominadoras. Após o sucesso esmagador do primeiro filme, as Wachowski expandiram o universo com Matrix Reloaded e Matrix Revolutions (ambos lançados em 2003). A trilogia, apesar de divisiva em seus capítulos finais, consolidou o status das cineastas como mentes ousadas e ambiciosas, capazes de criar um cenário de ficção científica rico em detalhes e com questionamentos filosóficos que ainda inspiram debates em várias disciplinas, como sociologia e tecnologia. Em 2021, Lana Wachowski dirigiu sozinha Matrix Resurrections, revisitando o universo da franquia e adicionando novas camadas temáticas, refletindo sobre nostalgia, escolhas e os limites do amor como força motriz. Outros Trabalhos Memoráveis Apesar do grande sucesso de Matrix, as Wachowski têm outras obras significativas em suas trajetórias. Em todos os seus projetos, os temas centrais de liberdade, identidade e luta por autonomia emocional ou política continuam presentes. V de Vingança (2005): Embora não tivessem dirigido o filme, as Wachowski foram roteiristas e produtoras dessa adaptação da graphic novel de Alan Moore. O filme, ambientado em um futuro distópico, inspirou movimentos sociais pelo mundo com seu enredo de resistência contra regimes autoritários. Speed Racer (2008): Uma ousada adaptação em live-action do famoso anime japonês, que, apesar de não ter sido um sucesso comercial, tornou-se um cult com o passar dos anos, especialmente por sua estética vibrante e histórias com foco em laços familiares. A Viagem (2012) (Cloud Atlas): Codirigido com Tom Tykwer, este épico multidimensional explora como a humanidade está interconectada ao longo do tempo e do espaço. É uma das obras mais ambiciosas das Wachowski, trazendo temáticas de reencarnação e transcorrendo durante vários períodos históricos, com um elenco internacional versátil. O Destino de Júpiter (2015) (Jupiter Ascending): Um longa que mistura ficção científica e fantasia em uma trama sobre a descoberta do poder pessoal em um universo dominado por dinastias cósmicas. Sense8 (2015–2018): Série de sucesso da Netflix, Sense8 se destacou por narrativas inclusivas e diversidade de personagens. A série conectava emocionalmente oito pessoas ao redor do mundo com uma sensibilidade única e explorava temas como sexualidade, identidade e conexão global. A Jornada Pessoal e a Visibilidade LGBTQIA+ A história de vida das Wachowski está intrinsecamente ligada à representatividade e inclusão. Lana Wachowski assumiu publicamente sua transição de gênero em 2012, tornando-se a primeira diretora trans conhecida em Hollywood. Quatro anos depois, Lilly anunciou sua própria transição, reafirmando o papel das Wachowski como ícones da visibilidade trans e da luta por direitos e reconhecimento para a comunidade LGBTQIA+. Sua identidade de gênero também tem reflexos em seus trabalhos. Muitos fãs interpretam a narrativa de Neo em Matrix como uma alegoria para a transição de gênero, um tema que ganhou ainda mais atenção com as declarações das irmãs anos após o lançamento do filme. Elas explicaram que o conceito de “escolher a pílula vermelha” (escolha entre conhecer a verdade ou permanecer na ilusão) reflete diretamente as lutas de identidade em suas próprias vidas antes e durante suas transições. Impacto e Legado Além de sua contribuição técnica e narrativa para o cinema, as Wachowski inspiram gerações de fãs e artistas. Suas obras desafiam normas tradicionais e apresentam protagonistas que lutam por liberdade, autonomia e um lugar autêntico no mundo. Não apenas reinventaram o gênero de ficção científica, mas também trouxeram debates essenciais para as telas e os bastidores de Hollywood, seja sobre tecnologia e humanidade, seja sobre identidade e inclusão. Lana e Lilly Wachowski continuam sendo referências quando o assunto é criatividade sem fronteiras, comprometimento com temas relevantes e coragem de desafiar convenções sociais e culturais. Mais do que criadoras da franquia Matrix, elas são arquitetas de universos que nos convidam a questionar o status quo e a imaginar novas possibilidades para o futuro. Frase icônica das Wachowski: “A verdade liberta, e nossa arte sempre será sobre a busca da verdade.” Confira,

Luiz Mott entre os 500 da história da humanidade!

Luiz Mott entre os 500 gays da história da humanidade!

Por Marcelo Cerqueira Luiz Mott entre os 500 gays da história da humanidade! A Revista Wink e sua edição internacional, Mate, apresenta um brilhante e corajosa iniciativa de lançar a lista dos 500 gays mais influentes da história da humanidade. Esta publicação transcende o simples propósito de informar; ela reconhece o impacto transformador da comunidade LGBTQIA+ na sociedade global, quebrando preconceitos e celebrando trajetórias que marcaram a história mundial. A lista é muito mais do que um ranking: é também um poderoso documento que destaca a relevância histórica de pessoas LGBTQIA+ em diversos campos, como ciências, arte, literatura, política, educação e cultura em geral. Além disso, promove um importante resgate cultural ao tornar visíveis figuras que, em muitas épocas e lugares, enfrentaram preconceitos e desafios esmagadores para gerar mudanças duradouras e concretas. Quatro brasileiros estão presentes nesta lista histórica são personalidades notáveis, cada um deles é um símbolo de resistência, luta e transformação para a comunidade LGBTQIA+, tanto em nosso país quanto no mundo. Luiz Mott: Um Farol para Gerações Entre esses grandes nomes, destaca-se Professor Doutor Luiz Mott, que ocupa a posição 379. Mott, que em maio de 2026, celebra 80 anos, natural de São Paulo, é uma lenda viva do ativismo LGBTQIA+ no Brasil e uma figura central na luta pelos direitos humanos nas últimas décadas. Aos 80 anos, ele segue absolutamente lúcido, engajado e coerente em suas inciativas, sempre apaixonado por promover igualdade e cidadania para a comunidade LGBTQIA+. Fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott é também um antropólogo renomado, cujo trabalho acadêmico pioneiro foi crucial para desmistificar questões de sexualidade e resgatar histórias de vidas LGBTQIA+, muitas vezes marginalizadas pela sociedade. Além disso, sua atuação incansável ajudou a criar um caminho para as gerações futuras, inspirando milhares de ativistas no Brasil e fora dele. Luiz Mott é, sem dúvidas, um verdadeiro farol que ilumina gerações com seu exemplo e militância.   Outros Brasileiros de Destaque Além de Luiz Mott, celebramos também outros três nomes brasileiros de enorme impacto, cada um deles marcando presença em áreas culturais e sociais distintas: José Celso Martinez Corrêa, um dos maiores ícones do teatro nacional, cuja obra transcende tabus e impulsiona a reflexão sobre questões de gênero e sexualidade, enquanto promove a liberdade de expressão artística; João Silvério Trevisan, escritor, cineasta e ativista cujas obras literárias foram pioneiras na abordagem direta e corajosa das questões LGBTQIA+ no Brasil; André Fischer, criador de projetos culturais marcantes que deram visibilidade à luta LGBTQIA+, além de idealizador de importantes festivais e plataformas de mídia. Cada um dos brasileiros listados demonstra como arte, educação, ativismo e cultura são ferramentas poderosas para transformar realidades, desconstruir preconceitos e promover justiça social. Aspectos Relevantes da Lista e da Pesquisa A lista dos 500 gays mais influentes da história, elaborada pela Revista Wink e sua edição internacional Mate, traz aspectos que merecem destaque: Ampla diversidade geográfica e temporal. A seleção inclui nomes reconhecidos ao longo de séculos e de todos os continentes, mostrando como as pessoas LGBTQIA+ deixaram suas marcas em diferentes cenários históricos, culturais e sociais. Contribuições em múltiplos campos. A lista não se limita a uma área específica, exibindo uma grande variedade de atuações, ciência, política, militância, arte, filosofia e cultura, entre outras. Uma Inspiração para o Futuro Essa lista, e a presença de brasileiros como Luiz Mott, não só nos enche de orgulho, mas também nos inspira a continuar lutando por mais respeito, inclusão e justiça. Que suas trajetórias sejam exemplos a seguir por novas gerações e que iniciativas como esta continuem a mostrar ao mundo o quão grandiosas e transformadoras são as contribuições LGBT

Campanha Envelhecer Sem Vergonha

22º Orgulho LGBT da Bahia: Respeito ao Envelhecimento – Para Todas as Idades e Todas as Pessoas A 22ª edição do Orgulho LGBT da Bahia em 14 de setembro teve como tema central o respeito às experiências e aos desafios do envelhecimento de forma inclusiva, englobando tanto a população idosa LGBTQIA+ quanto os idosos em geral, um grupo frequentemente esquecido em diversos âmbitos da sociedade. O evento foi uma celebração da diversidade, mas também um espaço de reflexão e valorização das memórias, resistências e vivências que marcaram diferentes gerações. Envelhecer com Orgulho: Um Desafio Coletivo O tema surgiu da necessidade de dar visibilidade e voz a um grupo muitas vezes silenciado pelo preconceito e pela falta de reconhecimento. O envelhecimento, em si, já traz desafios, mas para muitos idosos LGBTQIA+, essa jornada é agravada pela discriminação, isolamento e abandono. A mensagem central da parada foi clara: todas as pessoas merecem envelhecer com dignidade, seja qual for sua identidade de gênero, orientação sexual ou contexto de vida. O evento promoveu o diálogo entre gerações, destacando que o respeito ao idoso é um valor universal, ultrapassando barreiras de identidade. O Respeito Inspirado na Diversidade Os discursos e materiais distribuídos no evento tocaram em vários pontos fundamentais que fortalecem a luta pelos direitos humanos e sociais, tanto para idosos LGBTQIA+ quanto para a população mais ampla: Histórias de Resistência:A parada celebrou a trajetória de luta de pessoas LGBTQIA+ idosas, ressaltando suas contribuições nos avanços de direitos que hoje beneficiam as novas gerações. Essas histórias são um lembrete de que o movimento LGBT é, acima de tudo, intergeracional. Combate ao Etarismo e à LGBTfobia: Uma sociedade que discrimina seus idosos ou os marginaliza também desrespeita sua própria história e memória coletiva. Durante o evento, ressaltou-se a importância de combater o preconceito não apenas contra LGBTQIA+, mas também contra aqueles que estão na terceira idade, cujas vivências são frequentemente ignoradas. Igualdade e Inclusão: Um Compromisso Permanente O Orgulho LGBT da Bahia demonstrou, mais uma vez, que igualdade e inclusão precisam englobar todas as faixas etárias. Além de celebrar a diversidade, o evento aponta caminhos importantes para o futuro, lembrando que o respeito às pessoas começa pelo reconhecimento de sua dignidade em todas as fases da vida. Como sociedade, é essencial trabalharmos juntos para garantir que os idosos LGBTQIA+, e todos os idosos, possam viver com orgulho, segurança e apoio necessário para suas jornadas. Afinal, eles são parte indispensável da história da luta pela igualdade.

Ardilosa

A obra não é apenas mais um romance policial, mas sim uma profunda reflexão sobre os limites nas fronteiras de gênero, moralidade, crime e amor. Inspirado em fatos e rumores persistentes nos bastidores de um Brasil invisível, o livro apresenta uma narrativa repleta de crueldade e sedução, com uma protagonista tão assustadora quanto hipnotizante. "Ardilosa" propõe um olhar desafiador sobre a sociedade, rompendo tabus e convidando o leitor a confrontar seus próprios preconceitos e crenças.

Ardilosa Na tarde de ontem, a partir das 17 horas, Salvador foi palco de um evento literário impactante e sensível ao contexto social contemporâneo. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, lançou o que já promete ser um marco na literatura policial: seu primeiro romance, intitulado “Ardilosa: A Vida Secreta de uma Travesti Serial Killer”. Este thriller, que mescla glamour e violência, explora o universo das passarelas marginais e ruas escuros de São Paulo, reconstruindo a trajetória complexa de uma protagonista cujas ambiguidades desafiam quaisquer rótulos. A obra não é apenas mais um romance policial, mas sim uma profunda reflexão sobre os limites nas fronteiras de gênero, moralidade, crime e amor. Inspirado em fatos e rumores persistentes nos bastidores de um Brasil invisível, o livro apresenta uma narrativa repleta de crueldade e sedução, com uma protagonista tão assustadora quanto hipnotizante. “Ardilosa” propõe um olhar desafiador sobre a sociedade, rompendo tabus e convidando o leitor a confrontar seus próprios preconceitos e crenças. A trama oferece muito mais que entretenimento literário, desafia a alma humana, expondo camadas profundas de dores e muitas vezes ignoradas do comportamento social e emocional. Além disso, ao colocar no centro da história uma travesti como figura protagonista, o autor dá um passo essencial na luta por visibilidade e representatividade na literatura nacional. Este livro serve, portanto, como uma janela para debates contemporâneos: a marginalização, os ciclos de violência, a beleza ideal e a crueldade das realidades ocultas nas metrópoles solitárias. Onde encontrar o livro: Para quem deseja mergulhar neste enredo instigante e provocativo, “Ardilosa” pode ser adquirido na Livraria Glauber Rocha, localizada na Praça Castro Alves, em Salvador, ou pela plataforma Amazon, para maior conveniência. Se você busca mais que um thriller revelador, mas uma obra que provoca e engrandece debates sociais e culturais, esta leitura é indispensável. Aqui!

23ª Orgulho LGBT+ Bahia de 2026: Do Coração de Salvador para o Mundo

22 Orgulho LGBT+Bahia , Farol da Barra, 2025 Grupo Gay da Bahia (GGB) Anuncia 23ª Parada LGBT+ Bahia em data Estratégica: 06 de setembro de 2026, do Coração de Salvador para o Mundo SALVADOR, BA – 05/10/26 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) tem o prazer de anunciar a data oficial da 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia para o dia 06 de setembro de 2026, um domingo, com concentração e percurso confirmados no emblemático Farol da Barra, um dos maiores símbolos da capital baiana. A escolha estratégica da data promete impulsionar a celebração, o turismo e a visibilidade da causa LGBT+ em um dos mais importantes eventos de orgulho do país. A decisão de realizar a Parada na véspera do feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, cria uma oportunidade única para o público. Com a segunda-feira sendo feriado, participantes de todo o país – e até de outras partes do mundo – terão a liberdade de vivenciar intensamente quatro dias de celebração, luta e cultura em Salvador, sem a preocupação de retornar correndo para suas rotinas de trabalho. Essa programação estendida não só garante uma experiência mais completa e alegre para todos, como também maximiza o impacto econômico e turístico na cidade. “Esta data não foi escolhida ao acaso; ela é um manifesto”, afirma Marcelo Cerqueira, CEO do Grupo Gay da Bahia. “Ao marcharmos no dia 06 de setembro, na véspera da Independência, reafirmamos que a luta pelos direitos LGBT+ é intrínseca à própria ideia de liberdade e igualdade que a Independência representa. É um grito de que não há independência plena sem a liberdade de amar e ser quem somos. Queremos que as pessoas venham, celebrem conosco e desfrutem da energia única de Salvador, sabendo que terão um feriadão inteiro para se dedicar ao orgulho e à diversidade. É a nossa maneira de dizer: segunda é feriado, bebê, e a gente vai para o after com a cabeça tranquila e o coração cheio de alegria!” O Farol da Barra, ponto de partida e chegada da Parada, representa o “coração de Salvador para o mundo”, um local que irradia a rica história, a diversidade cultural e a beleza da “cidade mais preta fora da África”. A expectativa é atrair um público ainda maior, consolidando o evento como um dos principais atrativos do calendário turístico de Salvador. A última edição da Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, em 14 de setembro, já demonstrou o potencial internacional do evento, recebendo um grupo de jornalistas e personalidades internacionais para um press trip exclusivo em Salvador, marcando a visibilidade global da causa na Bahia, iniciativa em parceria com SETUR. Em 2026, a expectativa é reforçar ainda mais esse posicionamento, projetando a Bahia como um destino acolhedor e vibrante para a comunidade LGBT+. O Grupo Gay da Bahia convida a todos – ativistas, aliados, turistas e moradores – a se prepararem para esta celebração histórica. A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia será um marco de festa, luta e reafirmação da nossa existência e resiliência. #docoracaoDeSalvadorParaOmundo #salvadorcapitaldoorgulho Sobre o Grupo Gay da Bahia (GGB). Fundado em 1980, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é a mais antiga e atuante organização de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil. Com sede em Salvador, o GGB tem sido uma voz pioneira na luta contra a discriminação e pela promoção da cidadania plena da comunidade LGBT+, atuando em diversas frentes como educação, saúde, cultura e combate à violência. A vitória mais emblemática foi a derrubada da CID-302 que enquadrava homossexualidade como doença menta, em 1984, graças ao ativismo do fundador e decano LGBT+ Luiz Mott, que em maio de 2026, completa 80 anos.   

1 de Outubro da Pessoa Idosa

1º de outubro: Dia Internacional da Pessoa Idosa – Celebrando a Sabedoria, a Resistência e a Diversidade de Nossos Pioneiros LGBT+

Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil/ Agência Brasil “Yone Lindgren” Rio de Janeiro, 69 anos, ativista Editorial Marcelo Cerqueira 1º de outubro: Dia Internacional da Pessoa Idosa – Celebrando a Sabedoria, a Resistência e a Diversidade de Nossos Pioneiros LGBT+ Hoje, 1º de outubro, o mundo se une para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, uma data de profunda importância que nos convida a honrar a trajetória, a sabedoria e a contribuição inestimável de todas as pessoas que alcançam essa bela e rica fase da vida. É um momento de reflexão sobre os desafios e as alegrias do envelhecimento, e de reafirmar nosso compromisso com a promoção da dignidade, do respeito e dos direitos de cada indivíduo sênior. Neste dia tão significativo, dedicamos um olhar especialmente atento e carregado de gratidão às pessoas idosas que fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+. Elas são portadoras de histórias singulares, marcadas por uma resiliência que desafia o tempo e o preconceito. Muitas delas viveram e amaram em épocas onde a sua identidade ou orientação sexual era criminalizada, patologizada ou simplesmente invisível, enfrentando discriminação, marginalização e, por vezes, violência sistemática. Nossos idosos LGBTQIAPN+ são verdadeiros pioneiros e arquitetos sociais. Com bravura, eles desbravaram territórios desconhecidos, lutaram – muitas vezes em silêncio, outras vezes em protestos ruidosos – por reconhecimento e por um lugar no mundo. Foram eles que, em um cenário de exclusão familiar ou social, reinventaram o conceito de “família”, construindo lares e redes de apoio com base no afeto, na solidariedade e na escolha. A sabedoria que emana de suas vivências é um tesouro inestimável, um legado de aprendizado sobre autenticidade, perseverança, amor e a capacidade humana de florescer mesmo nas adversidades mais difíceis. No entanto, não podemos ignorar que o envelhecimento para a pessoa LGBTQIAPN+ pode vir acompanhado de desafios específicos e complexos. O medo da solidão e do abandono, a preocupação com a aceitação e o tratamento digno em ambientes de cuidados de longa duração, a falta de reconhecimento em políticas públicas, e a persistência de estigmas sociais são realidades que demandam nossa atenção e ação. É nossa responsabilidade coletiva garantir que o direito a um envelhecimento digno, com saúde, bem-estar, autonomia e liberdade de ser, seja uma realidade para todos, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero ou características sexuais. Que este Dia Internacional da Pessoa Idosa seja mais do que uma celebração; que seja um forte chamado à ação. Que possamos ouvir as vozes dessas gerações, aprender com a profundidade de suas histórias, e lutar incansavelmente por ambientes mais acolhedores, inclusivos e respeitosos. Que possamos assegurar que todas as pessoas idosas, em especial as da comunidade LGBTQIAPN+, possam viver seus anos dourados com a plenitude, o amor, o reconhecimento e a dignidade que merecem. Abrace a sabedoria que o tempo traz e celebre a beleza da diversidade em todas as suas fases da vida! A história deles é parte fundamental da nossa história. A luta deles pavimentou o caminho para o nosso presente. O futuro digno deles é a nossa responsabilidade mais profunda.