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Quem foi o indígena Tibira, o 1º assassinado pela LGBTfobia no Brasil

Ele foi morto entre 1613 e 1614, diz o antropólogo Luiz Mott Publicado em 23/05/2023 – 08:21 Por Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil – Brasília Uma pessoa amarrada à boca de um canhão como pena de morte por ser homossexual. A execução dividiu o corpo em duas partes. Essa história de terror, invisibilizada ao longo dos séculos, ocorreu no Maranhão, em 1613 ou 1614, nesse que pode ser o primeiro caso de assassinato por causa da homofobia no país. Segundo o antropólogo Luiz Mott, recuperar os detalhes do que ocorreu e garantir divulgação ao caso é importante não apenas para reconhecer o esquecimento do passado, mas também para se indignar com a atualidade.  “Vivemos numa época ainda de intolerância, de machismo, de feminicídio. A homofobia é fruto da mesma mentalidade autoritária, patriarcal que queremos modificar por meio da educação sexual e de legislação, que garanta a cidadania plena dos homossexuais iguais, nem menos nem mais”, disse o professor e fundador do Grupo Gay da Bahia, em entrevista à Agência Brasil. O assassinato, ocorrido no século 17, é um caso, portanto, que estaria próximo de completar 410 anos. A vítima foi um indígena Tibira (termo genérico tupinambá alusivo à homossexualidade). Ele foi acusado de “sodomia”, um pecado aos olhos do  fundamentalismo e da intolerância homofóbica por parte dos missionários franceses no Maranhão.  Luiz Mott, que é um antropólogo, historiador e pesquisador, e também um dos mais conhecidos ativistas brasileiros em favor dos direitos civis LGBT Foto: Arquivo pessoal/Divulgaçāo – Foto: Arquivo pessoal/Divulgaçāo O crime foi registrado no livro História das coisas mais memoráveis acontecidas no Maranhão nos anos de 1613-1614. Segundo Mott, o capuchinho Frei Yves D’Évreux (1577-1632) , superior dos missionários, teve a responsabilidade dessa execução, assim como a descrição minuciosa desse martírio. “Embora o livro tenha sido traduzido no século 19 e reimpresso no Brasil pela biblioteca do Senado, de fato é uma história pouco conhecida em estudos e livros sobre diversos aspectos da presença dos capuchinhos e dos franceses. Homofobia institucionalizada Mott explica que a data exata da execução do índio Tibira do Maranhão ainda não é possível definir (1613 ou 1614). Os portugueses e brasileiros conseguiram expulsar os franceses do Maranhão em 1615. No entanto, o pesquisador analisa que a homofobia no Brasil foi oficialmente institucionalizada em 1534, com a criação das primeiras capitanias hereditárias.  “O rei, no decreto de entrega das capitanias aos donatários, estabeleceu, entre outros poderes, o de condenar, sem ter que consultar o rei, à pena de morte os sodomitas, os que falsificavam moedas e os que se uniam aos invasores”

Carnaval LGBT+ de Salvador 2024 GGB começa a inscrever para o 25ª Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador e II Rainha LGBTrans.

Salvador, sábado, 01 de janeiro 2024 O Grupo Gay da Bahia (GGB) e o Grupo Quimbanda Dudu a partir de sábado, 23 de dezembro e seguem até 6 de fevereiro as inscrições de candidatos interessados em participar da 25ª Edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador e II Rainha LGBTrans. Os eventos acontecem tradicionalmente segunda-feira, dia 12 de fevereiro, a partir das 15h na praça Municipal, Centro Histórico da capital. A premiação deste ano soma R$ 47,900 que serão distribuídos entre os classificados das categorias luxo e originalidade, rainha princesas do Carnaval de 2024. O prêmio máximo é do primeiro lugar da categoria luxo que leva um pix no valor de R$ 9mil. O Concurso II Rainha LGBTtrans do Carnaval é voltado para as pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Drags, Trans, Não Binários e +) que deverão se apresentar caracterizadas no clima do Carnaval para apreciação do público e jurados. De acordo com a organização esta atividade se inclui nas ações afirmativas LGBT no Carnaval de Salvador, mas ainda em teste, necessitando de mais recursos financeiros para se consolidar. O critério de eleição das melhores fantasias luxo será por julgamento que levará em conta a beleza, elegância, simpatia, desenvoltura na passarela, pedraria, penas, postura, andar e por fim o valor gasto pelo candidato na produção da roupa, especialmente na categoria luxo, a mais esperada do evento com roupas gloriosas e lindas de apreciar.Na categoria originalidade os critérios são mais simples, como a semelhança com a ideia original, entretanto, nessa categoria é proibido a utilização de materiais preciosos que possam dar conotação de luxo. As inscrições poderão ser feitas virtual, ou presencial em horário comercial na sede das entidades, Ladeira de São Miguel, 24 no Centro Histórico, também pode ser solicitado via e-mail ggbbahia@gmail.com.O 25ª Concurso Nacional de Fantasia Gay do Carnaval de Salvador tem apoio da Prefeitura de Salvador, através da SALTUR e realização dos Grupos Quimbanda Dudu e Grupo Gay da Bahia. Os regulamento ; Inscriçôes. https://forms.gle/uTFmjCN4FfWe6N988 https://forms.gle/ncLHR3Uyz26kFeSM7 Conheça o

VIVER LGBT+ ALÉM DOS (60+)

29/01/24 Lolita, 63 anos, Maria Julia, 61 anos e Lady, 69 anos, três mulheres trans da terceira idade que serão homenageadas por ocasião do Seminário Pessoas Trans de Alta Performance nessa segunda-feira, 29 de janeiro, às 14h, no Auditório da Secretaria da Fazenda de Salvador. Iniciativa da Coordenação das Políticas LGBT+ Secretaria da Reparação a homenagem para celebrar a vida e marcar o dia 29 de Janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, dar visibilidade as velhices LGBTrans em Salvador. De acordo com informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), um LGBT+ é assassinado a cada 34 horas no país. A expectativa de vida de pessoas trans é de 35 anos. O Brasil segue liderando o ranking de países com mais mortes violentas de pessoas trans e travestis no mundo, aponta o dossiê Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras ( Antra). Contrariando essa lógica perversa, essas três mulheres trans conseguiram driblar o tempo, a discriminação e com resiliência desarmar as ciladas postas pelo preconceito. Não foi fácil, mas foi verdade para elas fazer a transição em épocas que o preconceito era a Lei. O nosso mais profundo respeito e nossa admiração por essas mulheres travestis e transexuais existirem e estarem neste momento aqui conosco, prova que “cidadania não tem nem deve ter roupa certa”. SEFAZ Salvador – Rua das Vassouras, 1, Centro Histórico.

Mulher trans é agredida por policiais militares em Nazaré das Farinhas, ao defender a mãe idosa

Perla Sangalo, 40 anos, servidora municipal de Nazaré das Farinhas, está na capital, acompanhada de sua irmã, Josiane Santos, para denunciar violência e transfobia praticadas por policiais militares. Ela gravou um vídeo comovente relatando os fatos ocorridos. A vítima relatou ao Grupo Gay da Bahia que, no último dia 30 de outubro, à tarde, no bairro Alto do Cruzeiro, quando estava com familiares e amigos em frente a sua residência, passou uma viatura policial que realizou uma abordagem, gerando tumulto no local. A situação da violência começou quando Perla viu sua mãe, Maria Antônia, 75 anos, levar um soco no rosto, sem ter nenhum envolvimento com a situação que se desenvolveu na abordagem, e acabou sendo mais uma vítima da violência praticada por polícias militares. Perla relata ainda que foi alvo de socos, e teve o seu cabelo arrancado por um policial, que o tempo todo a chamava de “ele”, e mesmo sendo a polícia informada que o nome dela é Perla, o policial insistia ” Quero saber o nome dele”, disse. Perla já fez retificação de nome e gênero nos documentos pessoais, e se sentiu ofendida em sua dignidade por ser tratada no masculino. A vítima registrou ocorrência na Delegacia Virtual, hoje, em Salvador, e relatou que foi jurada de morte pelo policial. Na próxima quinta-feira, ela vai fazer a denúncia à Corregedoria da Polícia Militar, e também no Núcleo LGBT+ do Ministério Público de Bahia. LGBTfobia é crime no Brasil, como crime de ódio.

Carta aberta de Toni Reis a Cássia Kis

http://www.tonireis.com.br/?p=1246 Cássia Kis, você é uma grande atriz, admiro seu trabalho, sua versatilidade. Você com certeza está no panteão da cultura brasileira. Você se destacou em peças, filmes e dezenas de novelas. É ganhadora de inúmeros prêmios em reconhecimento de seus talentos. Você inclusive esteve em Curitiba, anos atrás, a pedido da Rede Globo de Televisão, para prestigiar a entrega do Prêmio Dignidade Solidária para as pessoas e instituições que são aliadas da causa dos direitos humanos das pessoas LGBTI+ e da causa do HIV/aids. Eu sou Toni Reis, tenho 58 anos, casado há 32 anos com David Harrad (64 anos). Ano que vem vamos comemorar bodas de crizo, inclusive você está convidada para o festerê! Eu e meu esposo adotamos três carioquinhas lindos, ainda crianças, Alyson, agora com 22 anos, Jéssica (19) e Filipe (17). Para sua informação, foram concebidos por relações heterossexuais. Todos estão estudando e trabalhando. Foram batizados na catedral (católica) de Curitiba, e emoldurada na parede da nossa sala de estar tem uma carta recebida do Papa Francisco, desejando felicidades divinas a mim e à nossa família. De fato, nós, enquanto casal gay, não procriamos, embora tentemos, mas nós criamos com amor nossos filhos que vieram de relações heterossexuais. Eu ouvi suas falas no programa com a Leda Nagle (26/10/2022): “… Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, onde tem essa ideologia de gênero, que a gente já está vendo dentro das escolas com as crianças… O que está por trás disso? Destruir a família, sem dúvida nenhuma, mas destruir a família só, não, destruir a vida humana, porque que eu saiba, homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não dá filho …”Link https://youtu.be/2rdPxM7qylc Juro que caiu uma lágrima. Fiquei muito triste. A assim chamada “ideologia de gênero” é uma falácia, inventada ainda nos anos 1990 dentro do equivalente do “gabinete do ódio” da cúpula de uma igreja milenar, com a intenção de reprimir o movimento em prol da igualdade entre mulheres e homens. Como disse certa vez o cineasta Derek Jarman, “a sexualidade é tão ampla quanto o oceano, não faça dela um aquário”. Existem bilhões de formas de expressão de orientação sexual e de identidade de gênero, tantas quanto há habitantes na Terra. Ainda, nunca vão acabar os relacionamentos entre homens e mulheres só porque os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo estão tendo mais visibilidade. Há espaço para todas as configurações familiares (pelo menos 196, segundo Petzhold). Não há risco da destruição da vida humana, porque sempre vai ter quem “gosta de macarrão”: a procriação continuará sem dúvida alguma. Fiquei pensando, “será que a Cássia Kis, tão inteligente, não leu o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, ‘Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos’?” Fiquei me perguntando, “será que Cássia Kis não conhece o documento mais importante do nosso Brasil, a Constituição Federal, cujo artigo 5º estabelece que ‘Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza’?” Inclusive o Supremo Tribunal Federal, como “Guardião da Constituição”, e devido à omissão do Congresso Nacional, em 2019 determinou que atos LGBTIfóbicos são um tipo de racismo e puníveis como tais (ADO 26 / MI 4733). Sua fala, que denota “crime de ódio”, discriminação e desvalorização a mim a à nossa comunidade, não matou nenhuma lésbica, nenhum gay, nenhuma pessoa trans, nenhuma pessoa da diversidade sexual, mas com a sua fala, você referendou a persistência de alguns dos dados abaixo, e incentivou, por mais que seja indiretamente, atitudes na sociedade que levam a estas situações: Posto isso, amizade é amizade, admiração é admiração, mas vamos ter que conversar com o Ministério Público. Liberdade de expressão, que eu defendo ardentemente, não pode chegar ao ponto de ferir a dignidade alheia. Estou profundamente ferido. Pessoalmente, recomendo que você repense suas atitudes, inclusive gostei muito do beijo lascivo entre você e Lúcia Veríssimo, achei que foi uma grande expressão de arte: https://www.estadao.com.br/emais/gente/lucia-verissimo-compartilha-foto-beijando-cassia-kis-sim-foi-verdade-esse-beijo/ O amor vencerá o ódio, e eu luto por uma sociedade idealizada por Rosa Luxemburgo, “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”. Toni ReisDoutor em Educação, Mestre em Filosofia, Especialista em Sexualidade Humano, formado em Letras e Pedagogia. Diretor-Presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Presidente da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, fundador do Grupo Dignidade, Diretor Financeiro da Rede GayLatino.

Internautas dos Estados Unidos são os que mais acessam o site do Grupo Gay da Bahia

Conforme estatística do site do Grupo Gay da Bahia (GGB) os internautas dos Estados Unidos ocupam o segundo lugar entre os mais interessados nos conteúdos disponíveis no site do GGB, com 160 acessos nesse mês de outubro, liderado pelo Brasil com 5.093 acessos e na sequência destacam-se o Canadá, Portugal, Franca, Nigéria, Espanha, Argentina e Reino Unido. Interessante ressaltar que entre nossos consulentes há internautas de países onde a homossexualidade ainda é criminalizada com maior ou menor grau de punição legal, como o Egito, Moçambique, Angola, Bósnia, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Cingapura, onde somente este ano o sexo entre homens deixou de ser crime.O que levaria moradores de tais países lgbtfóbicos a ter curiosidade em conhecer a situação dos LGBT no Brasil¿ Imaginariam que o Brasil é o paraíso da liberdade sexual. Apesar de ser o país onde há mais direitos institucionais para nossa tribo, do casamento civil e adoção a mudança de nome social e cotas em algumas universidades para LGBT, o Brasil continua liderando a lista de mortes violentas de nosso segmento.

20 PESSOAS LGBTI+ SÃO ELEITAS NO BRASIL NO 1º TURNO DAS ELEIÇÕES DE 2022

Programa Voto Com Orgulho da Aliança Nacional LGBTI+ monitorou o processo eleitoral de 2022 e levantou 355 candidaturas LGBTI+. Destas, além das 20 eleitas, 233 (65%) ficaram como suplentes. A entidade, juntamente com outros movimentos, realizará o primeiro encontro de pessoas LGBTI+ eleitas, em novembro no Rio de Janeiro. Nas eleições de domingo (02/10), tivemos 355 pessoas LGBTI+ candidatas que concorreram ao pleito de governador/a, senador/a, deputada/o estadual e deputada/o federal em quase todos os estados brasileiros.Destas 355 candidaturas, 20 pessoas LGBTI+ foram eleitas, sendo 1 governadora, 5 deputados/as federais, 13 deputados/as estaduais e 1 deputado distrital. Das candidaturas eleitas, 6 são lésbicas, 5 mulheres bissexuais, 4 mulheres trans, 2 gays, 1 homem bissexual e 02 sem registro na fonte do cadastro quanto à identidade de gênero / orientação sexual. Um terço das pessoas eleitas (7) são do estado de São Paulo. E a maioria por partido é do PSOL com 9 pessoas eleitas, seguido do PT com 5. Tomando por base o total das candidaturas, São Paulo foi o estado com o maior número de candidaturas LGBTI+, com 66, seguido de Minas Gerais com 33 e Rio Grande do Sul com 31. Em relação à filiação partidária, foram representados 24 partidos políticos, liderados pelo PSOL com 108 candidaturas, representando 30% do total. O PT teve 73 candidaturas (21%), PSB 38 (11%) e PDT 33 (9%). 213 pessoas LGBTI+ se candidataram a deputado/estadual e 11 a deputado/a distrital. Foram 122 pessoas LGBTI à deputado/a federal, 3 a senador/a, 5 a governador/a e 1 a vice-governador. 77 se identificaram como gays, 53 como lésbicas, 62 como bissexuais (masculino e feminino), 42 como mulheres trans e 16 como travestis, 3 como homens trans, 4 como não binárie e 7 como pansexual. No estado de Minas Gerais foi eleita para deputada federal a vereadora de Belo Horizonte e mulher trans Duda Salabert (PDT) e também mulher bissexual, Dandara (PT). Já São Paulo, para a câmara federal, elegeu a vereadora da cidade de São Paulo e mulher trans negra Erika Hilton (PSOL). Também para o legislativo federal, o Rio Grande do Sul elegeu a vereadora lésbica negra Daiana Santos (PCdoB) e Pernambuco, o homem gay, Clodoaldo Magalhães (PV). Erika Hilton e Duda Salabert estão entre as 50 pessoas mais votadas do país. O estado de São Paulo elegeu o maior número de parlamentares para uma Assembléia Legislativa, somando um total de 06 pessoas LGBTI+/Coletiva eleitas, sendo 4 (PSOL), 1 (PT) e 1 (PCdoB). Destes um homem bissexual, Guilherme Cortez (PSOL), uma lésbica negra reeleita, a cantora Leci Brandão (PcdoB), uma mulher bissexual Thainara Faria (PT), a mulher bissexual Ediane Maria do Nascimento e mais dois mandatos coletivos Lgbti+ (PSOL). Já o estado do Rio de Janeiro elegeu três mulheres negras, sendo uma mulher trans, a professora Dani Balbi (PCdoB), uma lésbica negra, a vereadora de Niterói Verônica Lima (PT) e uma mulher bissexual reeleita, Dani Monteiro (PSOL). O estado de Minas Gerais elegeu para deputada estadual a lésbica, Bella Gonçalves (PSOL). Apesar de ter uma maior concentração de pessoas eleitas na região Sudeste, houve também a eleição para as Assembleias Legislativas do estado do Acre, a mulher bissexual Dra. Michelle Melo (PDT), do Distrito Federal, reeleito e mais votado, o homem gay Fabio Felix (PSOL), de Sergipe, a mulher trans Linda Brasil (PSOL) e de Pernambuco, a lésbica Rosa Amorim (PT). O Rio Grande do Norte reelegeu a Governadora Fatima Bezerra (PT), a única mulher eleita no primeiro turno assumidamente lésbica. Para Cláudio Nascimento, diretor de políticas públicas da Aliança Nacional LGBTI+, que faz parte da equipe do Programa Voto Com Orgulho, projeto este que monitorou as eleições: “a votação de domingo trouxe um fato novo muito importante, que foi de eleger, pela primeira vez, pessoas trans para deputada federal num país que mais mata pessoas trans no mundo e o aumento da eleição de pessoas LGBTI+, com destaque para as mulheres lésbicas, bissexuais e trans para o legislativo estadual possibilitando maior representação nesses espaços. No entanto, os dados também mostram que o número de pessoas LGBTI+ eleitas em comparação com as pessoas LGBTI+ que se candidataram e o número de cadeiras no poder legislativo é desproporcional e mostra que ainda temos muito a caminhar. Temos uma grande dificuldade em obter apoio, recursos e tratamentos adequados dentro dos partidos políticos o que retrai a capacidade de representação política das agendas por direitos de nossa comunidade. Mas é fundamental comemorar o crescimento de nossa representação”. “É importante reconhecer a expressiva eleição de pessoas trans para cargos no legislativo e de outras pessoas LGBTI+. É um número importante e histórico em relação as eleições anteriores, porém é preciso chamar a atenção da sociedade quanto ainda o preconceito prejudica as candidaturas LGBTI+ e como é urgente que os partidos políticos valorizem e apoiem verdadeiramente as nossas candidaturas. É fundamental ter uma cota de recursos e tempo de televisão para que essa representação política LGBTI+ seja maior no processo eleitoral e nos partidos políticos. Trabalharemos com as pessoas eleitas para que construamos estratégias de visibilidade e organização política para que nos próximos pleitos tenhamos uma maior representação. Assim, nos dias 25 e 26 de novembro, realizaremos no Rio de Janeiro, durante a programação oficial da 27ª Parada do Orgulho LGBTI+, o primeiro encontro de pessoas LGBTI+ e aliadas eleitas neste pleito juntamente com vereadoras/es LGBTI+, uma parceria entre o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, a Aliança Nacional LGBTI+ e a organização internacional Global Equality Caucus”, reiterou Toni Reis Presidente da Aliança Nacional LGBTI+, também da equipe do Programa Voto Com Orgulho. O Programa Voto Com Orgulho é uma realização da Aliança Nacional LGBTI+, conta com a parceria técnica do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ e Grupo Dignidade e tem o apoio institucional da Rede GayLatino, da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, da Instituto Sinergia de Minas Gerais, do Sleeping Giants, da Transparência Eleitoral, do Fonatrans – Fórum Nacional de Pessoas Trans Negras e Global Equality Caucus. Mais Informações: Cláudio Nascimento (021) 983518759 e

Lula já: não tem como não votar!

!Luiz Mott * Sempre fui de esquerda, duas vezes preso pela ditadura militar no Dops quando universitário na USP, suspeito de planejar colocar uma bomba no Consulado Norte-americano. Discursei no palanque ao lado de Lula quando veio a Salvador para fundar o Partido dos Trabalhadores, acho que em 1981. Lula instituiu o Dia Nacional contra a Homofobia, 17 de maio, projeto pioneiro por mim declanchado. Porém, desde os escândalos do petrolão e mensalão, onde Lula disse na TV que traidores tinham-no apunhalado pelas costas, e chamou de aloprados aos líderes petistas envolvidos na compra de dossiê falso contra seus adversários – por causa desses e outros incontornáveis casos de corrupção, desde então, nunca mais votei no PT, decisão reforçada pelos  descalabros de Dilma, a pior e mais homofóbica presidenta da República antes de Bolsonaro, que nos deixou a herança maldita de 13 milhões de desempregados e mais de 400 LGBT assassinados por ano. Filei-me ao PT quando coletava assinaturas para registrar o partido na Bahia. Como militante e decano do Movimento Homossexual Brasileiro, sempre digo que foi o presidente que mais falou e apoiou nossa luta, seguindo o exemplo de FHC, quem primeiro ousou defender o casamento homoafetivo, segurar a bandeira do arco íris e incluir-nos no Plano Nacional de Direitos Humanos. Há mais de uma década denuncio na mídia a selvagem homofobia do então deputado Bolsonaro, opondo-me à sua candidatura à presidência. Apoiei então, estrategicamente o candidato Haddad contra a barbárie racista do capitão Jair. Não baixei a guarda ao longo de seu atual mandato. Lastimavelmente, faço parte de mais da metade dos brasileiros que não acredita na ficha limpa do Lula e do PT, vendo-nos agora forçados a relativizar nossa repulsa aos seus mal feitos,confirmados convincentemente por seu ministro Palocci. E para evitar mal maior, decidi garantir a preventiva defenestração do Inominável logo no primeiro turno: votar em Lula no dia 2 de outubro é a garantia que o genocida será cortado do mapa.Preferia Ciro Gomes ou Simone Tebet, ambos ficha limpa. Reconheço importantes êxitos de Lula como presidente, admiro sua brilhante inteligência, repúdio porem sua arrogância, venalidade, astúcia populista. Torço que consiga concretizar grande parte do que está prometendo nos palanques e propaganda eleitoral.  Apoio internacional é que não vai faltar. O mundo pós Covid favorecer-lhe-á. Com certeza será aplaudido ao revogar as absurdas medidas antipopulares do capitão. Torço que seja vitorioso no combate à inflação, à criminalidade, à toda corrupção, que faça um governo de conciliação nacional, sem revanchismos, sem aquela de “nós versus eles”. Não nos decepcione Presidente Lula!  * Luiz Mott é fundador do Grupo Gay da Bahia. Reprodução do A Tarde.

Posição do Grupo Gay da Bahia sobre o segundo turno das eleições no Brasil: Direitos iguais, nem menos nem mais!

O GGB é uma entidade da sociedade civil fundada em Salvador em fevereiro de 1980 com o objetivo de promover e lutar pela cidadania plena dos LGBT+ na Bahia e no Brasil.Como movimento organizado da sociedade civil perseguimos sempre os ideais de liberdade, cidadania, direitos humanos coletivos e difusos da população LGBT+ em solidariedade com os demais segmentos discriminados de nossa sociedade.Nos últimos anos, como se não bastasse a pandemia da Covid-19, sofremos constantes ataques violentos homotrasnfóbicos por parte do Presidente da República, levando ao surgimento de ameaçadoras ideologias promovidas pelo extrema direita que atentam radicalmente contra nosso direito de existir. Declarações de Jair Bolsonaro: “Não vou combater nem discriminar mas se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater” ou “Prefiro meu filho morto do que aparecer em casa com um bigodudo”. Não é por menos que o Brasil emerge como o país campeão mundial de mortes violentas de LGBT+, um assassinato a cada 16 horas segundo dados compilados pela extinta Secretaria Nacional de Direitos Humanos.Presenciamos a consolidação em nosso país de uma extrema direita enquanto movimento político organizado, cujos participantes veem tentando retroceder as nossas conquistas, adquiridos graças ao manto protetor do STF, Conselho Nacional de Justiça, executivos estaduais e municipais.O momento atual é de fortalecer a democracia e o estado republicano de direito. Nós, LGBT+, representamos 10% da população e nosso voto pode definir o futuro de nosso país: a barbárie ou a civilização.rO Grupo Gay da Bahia, fundado ainda durante a Ditadura Militar e que atravessou essas últimas quatro décadas sempre combativo na defesa de nossa cidadania, mantendo o mesmo brado de luta: “direitos iguais, nem menos nem mais!” Assim sendo, o GGB recomenda a todos LGBT+ e simpatizantes que nesse segundo turno, tanto para presidente quanto para governos estaduais, votem em candidatos quem tenham histórico reconhecido de defesa e proteção de nossa população. Candidatos que além de competentes e honestos, contemplem em seus planos de governo explicitamente combater a LGBTfobia estrural e governamental, a violência e o genocídio de nossa comunidade, além e fomentar a implementação de políticas públicas que garantam nossa cidadania plena e criação de ambientes favoráveis para a inclusão do segmento LGBT+ no mercado de trabalho. Juntos somos mais fortes: direitos iguais, nem menos, nem mais!Salvador, 15 de outubro de 2022

LGBT+ de olhos bem abertos no competitivo mundo da política

Acreditam que a conquista da cidadania plena passa por uma atuação firme no parlamento. Com base em uma pesquisa recente da Datafolha que indicou 10% da população brasileira constituída por LGBT+ nada mais justo que está população se lance a concorrer uma vaga no competitivo Congresso Legislativo nacional e Assembleia Legislativa. Apesar da falta de recursos financeiros os candidatos estão otimistas e de olhos bem abertos em ganhar a confiança do eleitorado e uma cadeira. O GGB vai entrevistar os candidatos que concorrem nas próximas eleições em outubro na Bahia, conhecer um pouco de suas trajetórias e propostas para orientar o eleitor na hora de votar. A  candidata que estréia é Camila Parker Conceição de Oliveira 50 anos, mulher trans, assistente social em formação. Suas bandeiras são lutar pelo direito de  igualdade, respeito e empoderamento, criação do Instituto Casa Rosa umaCasa de acolhimento para vulneráveis. A candidata acredita que a ausência de políticas públicas no Congresso reside na falta de representação legítima LGBT+ “Precisamos de representatividade lgbt no congresso federal” disse.,