Salvador ganha Guia Orientador das Paradas LGBT+ de Salvador
A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) e o Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CMLGBT) lançaram um Guia Orientador das Paradas da Diversidade e do Orgulho LGBTIA+. O material contém os principais aspectos e características deste tipo de evento, que se destaca como um dos maiores atos em espaço público pelos Direitos Humanos, sobretudo nas ruas dos centros urbanos. O guia é direcionado às pessoas responsáveis pelo apoio, organização, condução e realização das paradas em Salvador, nas diversas localidades e bairros onde a manifestação ocorre durante todo o ano. Com 16 páginas, a publicação apresenta um direcionamento do atendimento das demandas junto aos órgãos competentes, com um fluxo padronizado, e conta com a colaboração de representações sociais e institucionais das paradas LGBTIA+ dos bairros de Salvador. O documento está disponível no site oficial da Semur (www.reparacao.salvador.ba.gov.br ) e já foi divulgado entre as entidades organizadoras. Além disso, no site do órgão já consta também um calendário oficial incluindo as paradas de 2022. Também foi publicada uma resolução do CMLGBT, no Diário Oficial do Município (DOM) do último dia 11, informando que o guia é orientador e sugestivo para que as organizações passem a utilizar como ferramenta de gestão, de apoio e suporte. Entre os tópicos abordados pelo guia, constam a história de criação das paradas como forma de manifestação; os objetivos das paradas LGBTIA+; Sugestões para aprimorar e abrilhantar as paradas; como politizar as palavras; e como organizar sua parada. Caracterização – Segundo o presidente do Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT, Walter Pinto Júnior, o guia surgiu através da demanda da própria sociedade civil. “Salvador tem uma peculiaridade para além da parada oficial que ocorre na capital, pois os movimentos LGBTQIA+ dos bairros também realizam eventos. Em outras capitais isso não acontece, então é algo forte, ligado ao pertencimento de cada microrregião da cidade, entendendo que a comunidade muitas vezes não acessa outros espaços, até mesmo a própria parada oficial, por questões de segurança”. De acordo com Walter Junior, os próprios organizadores dos desfiles demandavam do poder público uma caracterização, pois há um pleito da sociedade civil para que a Central de Licenciamento de Eventos (CLE), responsável pela liberação dos eventos na cidade, isente algumas taxas administrativas. “Para isso, temos que caracterizar este tipo de evento, porque senão qualquer paredão ou outra festa poderia se apresentar como parada LGBTQIA+, sem ser. Então ouvimos os organizadores, expondo as características mínimas exigidas pelo movimento, em consonância com o poder público, com indicações para compor o calendário e acompanhar”, explicou. Uma das orientações feitas diz respeito ao repertório do evento, palavras de ordem e questões técnico-administrativas. Para cada parada, é elaborado um relatório através de um representante do CMLGBT e da Semur. As organizações que não seguirem as orientações do Guia em 2022 podem perder o direito de pleitear uma possível isenção de taxas em 2023. Somente para o ano de 2022, já estão previstas no calendário 35 paradas nos mais diversos bairros da cidade. Alguns desses eventos já acontecem há mais de dez anos, a exemplo da Parada do Vale das Muriçocas, que ocorreu no último domingo (10). “Essa é a primeira parada que inaugura o calendário e teve a presença da comunidade. As casas se enfeitam, a população abraça o movimento, então nós vimos famílias inteiras nas ruas em apoio à iniciativa”, disse Walter Pinto.
II Parada Orgulho LGBT+ do bairro de São Cristóvão acontece domingo (17)
Com o tema ” O amor vencerá” o bairro de São Cristóvão recebe domingo, a II Parada do Orgulho LGBT+ realizada pelo Grupo LGBT+ de São Cristóvão. Segundo a diretora do grupo Drica do Acarajé, o tema escolhido faz referência ao impacto da pandemia em nossas vidas e a força do amor que existe dentro de nós. A concentração começará a partir das 13h no antigo final de linha de São Cristóvão. O desenvolvimento da marcha tem previsão para iniciar às 14h percorrendo a rua principal do bairro sentido a Praça da Matriz, terminando em frente a entrada do bairro. As atrações confirmadas são os Djs Wildrummond , Sony e a banda Trio Top Samba que irão embalar o percurso do início ao fim. O ator transformista Valerie O’rarah recebe homenagem especial por completar dezoito anos atuando na noite de Salvador. A Parada tem apoio da prefeitura de Salvador através da Secretaria Municipal de Reparação (Semur), Penalva e Polícia Militar.
Calendário Paradas LGBT+ em Salvador Bahia
Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal
📣 Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal A Subsecretaria do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal realizou, no dia 06 de Julho de 2022, o lançamento da publicação da Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI. A Cartilha vem para somar às diversas ações de afirmação, empoderamento e pretende dar mais um passo em relação ao desenvolvimento de novas práticas no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal.
Dia do Orgulho Gay, a violência como pauta
135 mortes violentas de LGBT+, nos primeiros seis meses de 2022, um corpo deixado na posição de crucifixo, vários corpos mutilados, numa carnificina recorrente e nada de políticas públicas de valorização da vida, apenas os mesmos e medonhos discursos contrários a ideologia de gênero, a cidadania. É o cenário vivenciado por muitas famílias neste dia do Orgulho Gay. As autoridades policiais alcançaram êxito na elucidação de 32% dos casos, mas o Estado insiste em evitar monitorar a violência homotransfóbica e o resultado não poderia ser outro, a subnotificação. Os dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia é uma prova irrefutável da existência do ódio em nossa sociedade e do quanto devemos lutar para mudar este estado de coisa. O Nordeste continua sendo a região mais insegura para os LGBT, especialmente, a Bahia e Pernambuco que aparecem em segundo e terceira colocação no ranking de mortes. Os gays aparecem como maiores vítimas (46,66%) contra 42,96% de travestis, transexuais e mulheres trans. 20% das vítimas agonizaram na rua e, 32% morreram em suas casas ou apartamentos. Região Quant. % NE 52 38,52 SE 38 28,15 N 23 17,03 CO 17 12,59 S 5 3,70 135 99,99 UF Quant. % Minas Gerais 15 11,11 Bahia 12 8,88 Pernambuco 12 8,88 São Paulo 11 8,14 Amazonas 10 7,41 Espírito Santo 8 5,92 Pará 8 5,92 Goiás 7 5,18 Maranhão 6 4,44 Rio de Janeiro 6 4,44 Ceará 5 3,70 Rio Grande do Norte 5 3,70 Alagoas 4 2,96 Paraná 4 2,96 Amapá 3 2,22 Distrito Federal 3 2,22 Mato Grosso 3 2,22 Sergipe 3 2,22 Mato Grosso do Sul 2 1,48 Paraíba 2 1,48 Piauí 2 1,48 Rondônia 1 0,74 Roraima 1 0,74 Santa Catarina 1 0,74 135 99,18 Orientação Sexual Quant. % Gay 63 46,66 Mulher Trans/Transexual/Travesti 58 42,96 Não identificado 8 5,93 Bissexual 3 2,22 Lésbica 2 1,48 Homem Trans 1 0,74 135 99,99 Causa Morti Quant. % Facadas/Tesoura 35 25,92 Arma de Fogo 33 24,44 Asfixia/Estrangulamento 18 13,33 Pedradas 4 2,96 Não identificado 45 33,33 135 99,98 Cor Quant. % Parda 45 33,33 Branca 31 22,97 Preta 13 9,63 Sem identificação 46 34,07 135 100 Esta tabela corresponde aos dados de 2021 Mês Quant % Jan 30 17,85 Fev 26 15,47 Mar 26 15,47 Abr 36 21,42 Mai 23 13,69 Jun 27 16,07 168 99,97
Itaú abre vagas para capacitação de pessoas trans na área de Operações e Atendimento
Iniciativa tem como objetivo ampliar a inclusão de profissionais LGBTQIA+ no mercado de trabalho; as pessoas selecionadas serão contratadas pelo banco como analistas de Engenharia de Processos São Paulo, 6 de julho de 2022 – O Itaú Unibanco abriu inscrições para um Bootcamp exclusivo para pessoas trans – programa que visa identificar e lapidar talentos, além de promover a diversidade. Com duração de cinco semanas, o Bootcamp promoverá aulas síncronas (ao vivo e com transmissão on-line) e assíncronas (conteúdos gravados) para a formação técnica de 14 analistas. As pessoas aprovadas no processo seletivo serão contratadas como colaboradoras do Itaú Unibanco desde o primeiro dia de capacitação para, em seguida, integrarem a equipe de Operações e Atendimento do banco. Essa é a segunda turma do projeto composta apenas por pessoas trans. Em 2021, 38 profissionais foram contratados pelo time de Tecnologia do banco após participarem da iniciativa. “Com as capacitações exclusivas para profissionais trans, conseguimos aumentar a qualificação dos nossos times e, principalmente, atuar de forma afirmativa na empregabilidade de pessoas LGBTQIA+”, comenta Luis Cunha, Diretor de Operações no Itaú Unibanco. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de julho, e o início das aulas está previsto para a primeira quinzena de setembro. O currículo do programa inclui metodologias e conhecimentos técnicos em Kaizen, Lean, Ágil e Design Thinking. Para participar do Bootcamp exclusivo para pessoas trans é preciso ser maior de 18 anos e ter disponibilidade para trabalhar em tempo integral (8 horas diárias). Não será exigido experiência profissional anterior. Live especial No dia 12 de julho, às 19h, o Itaú vai promover uma conversa ao vivo no seu canal do Youtube para contar os detalhes do programa, como será a jornada do treinamento e tirar eventuais dúvidas. O evento contará com a participação de profissionais à frente do tema diversidade do banco, da EducaTransforma (parceira do banco na formação de novos colaboradores) e integrantes da última turma exclusiva para pessoas trans e que agora são parte da equipe de Tecnologia do Itaú. Para acessar a live, basta acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=RlMqgDkf56s Serviço: Inscrições: até 22 de julho Data de admissão e início do programa: 9 de setembro Período de formação: 16 de setembro a 21 de outubro Programação: Durante as 5 primeiras semanas, haverá um programa de formação com conteúdo imersivo em Kaizen, Lean, Ágil e Design Thinking. As pessoas aprovadas iniciam o programa contratadas pelo banco como Analista de Engenharia de Processos Júnior. O cronograma conta com 8 horas de treinamento por dia. Inscrições por este link: https://bit.ly/VemProItau
Salvador é a cidade que tem mais Paradas LGBT+ em bairros
Cartaz de divulgação Do GGB No total são 35 edições que já estão agendadas pra ir às ruas este ano., como divulgou hoje , 8 de julho, o Conselho Municipal de Defesa e Promoção dos Direitos LGBT+. O calendário começa em julho e vai até dezembro na capital baiana. Quem abre o circuito é a III Parada do Orgulho do Vale da Muriçoca, domingo (10) a partir das 15 h. Ela sai da entrada do Vale, segue até o Parque São Braz e retorna ao início. Marcelo Bonfim e Michel Castilho, diretores do Grupo Gay da Diversidade, responsáveis pelo evento, escolheram o tema “Parem de nos matar”. A escolha do tema tem como objetivo sensibilizar a sociedade para que ela ajude a combater a LGTfobia, que apesar dos avanços atuais ainda é muito forte. Além de muita música e alegria ainda vai ter homenagem a dançarina Pokinha, mulher trans, preta e rainha dos Sambas Juninos de Salvador. De acordo com o Grupo Gay da Bahia – GGB -, precursor do movimento e responsável pela 20 Parada LGBT da Bahia em 11 de setembro, não há registro em outras capitais do país tamanha diversidade acontecendo de forma intensa e expressiva como aqui. Isso posiciona Salvador no cenário como uma cidade das cidades mais inclusivas para essa população.
Balizas acrobáticas gays
Esse é o momento muito esperando pelas pessoas na cidade de Salvador, quando as fanfarras dos colégios municipais e estadual se apresentam no desfile de comemoração da independência da Bahia no dia 2 de julho. As balizas acrobáticas gays recebem grande quantidade de aplausos da população pela realização de suas manobras e condução da fanfarra no dia do evento. Sempre foi assim mas nem tudo era o que se parecia para os gays e travestis dentro das fanfarras. Haviam relatos de preconceito e discriminação. Caso baliza gay William O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira viajou até a cidade do recôncavo para conhecer de perto a história do rapaz que se identificava como William. Constatou que o estatuto da Federação de Fanfarras havia um impedimento legal escrito que a função de baliza acrobática só poderia ser exercida por mulheres. Mesmo tendo a desenvoltura esperada para condução da fanfarra, Lgbt não podiam desempenharem esse papel. Essa situação começou a mudar quando um gay que se identificava como “baliza acrobática gay” natural da Santo Amaro, procuro o Grupo Gay da Bahia , alegando ter sofrido discriminação com base na sua orientação sexual e identidade de gênero, segundo ele, uma vez que ensaiou todas as coreografias da fanfarra para o desfile do 2 de Julho, e estava sendo proibido de desfilar a frente da banda porque era gay. O jovem não desfilou no 2 de Julho de sua cidade, mas essa situação mudou o futuro. O GGB atuou junto as entidades representativas das Fanfarras e conseguiu mudar essa cláusula estatutário, permitido e incluindo as balizas gays nos desfiles cívicos. Hoje é uma conquista e realização de muitos Lgbt jovens. A inclusão de pessoas trans no corpo de dança das quadrilhas juninas. O GGB igualmente contribuiu para reforma do estatuto da Federação de Quadrilhas juninas, que não permitia pessoas trans tivessem um par para dançar a quadrilha, isso fazia a agremiação perder pontos nos concursos. Era permitido apresentação individualmente, essa situação era motivo de muita tristeza para as trans do segmento que se dedicavam nos ensaios, mas nas apresentações eram obrigadas portarem figurino masculino. O Grupo junto com a advogada Anhamona de Brito, reescreveu o artigo inteiro do estatuto que a partir de então, aceito, substituiu o anterior e acabou o impedimento. Vídeo site Dois Tercos.
Peter Von Kant
PETER VON KANT – DE FRANÇOIS OZON (2022) por MARCELO DANTAS, cineasta. Salvador, 2 de Julho de 2022 – O filme que vocês vão assistir em seguida, Peter Von Kant, do cineasta francês François Ozon, é o que se chama de “filme evento”. Isso porque antes de se conhecer a obra em si, ela traz um conjunto de significados e representações que já lhe dá uma importância especial, independente do sucesso efetivo que o filme venha a ter, de público ou de crítica.Esse filme é mais do que um remake: ele é a reelaboração de uma obra prima do passado para falar da contemporaneidade. E mais que tudo, Peter Von Kant é uma homenagem ao cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder, que morreu em 1982, há 40 anos, de uma overdose, quando tinha apenas 37 anos. E para homenageá-lo, mas também contribuir para a divulgação da sua obra para o público atual, François Ozon escolheu refazer, com nova abordagem, um dos seus filmes mais célebres, o melodrama “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant.Por que esse e não outro filme da vasta obra de Fassbinder foi escolhido por Ozon? Podemos especular os vários motivos. Lágrimas Amargas de Petra Von Kant faz 50 anos de lançado, exatamente em 2022, ano em que François Ozon lança o seu Peter Von Kant. Segundo, porque além de ser uma obra prima do cinema, As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant foi, sem dúvida, o primeiro filme de amor lésbico a se tornar um cult em todo o mundo. O filme de Fassbinder, extraído da peça de teatro homônima, de sua própria autoria, seguiu décadas afora, após o seu lançamento em 1972, como uma obra seminal, reforçada pela popularidade e sucesso mundial da peça. Montada em dezenas de países e em várias línguas, que contribuíram imensamente para dar importância histórica e cultural à obra durante cinco décadas, até hoje.No Brasil, a peça foi montada em 1984, dirigida por Celso Nunes, e estrelada por Fernanda Montenegro e Renata Sorrah tendo se tornado um dos maiores sucessos de público do teatro brasileiro, além de consagrar Fernanda Montenegro com os prêmios mais importantes do teatro do Brasil, renovando definitivamente a sua carreira para mais algumas décadas de conquista de novos públicos.François Ozon não tem medo de se arriscar: o que era um amor entre duas mulheres, em Petra, se transforma num amor entre dois homens em Peter. Isso porque ele se sente identificado com Fassbinder. Além disso, as afinidades entre os dois cineastas são flagrantes, ambos são gays, ambos adoram o melodrama como gênero cinematográfico e ambos são superprodutivos: François Ozon faz um filme por ano, desde que estreou em longas metragens em 1997. Fassbinder, talvez recordista mundial, em 16 anos de carreira fez mais de 40 filmes, numa estatística que mostra um filme a cada 100 dias. Essa produtividade impressionante de Fassbinder era explicada pro ele mesmo com a frase: “terei todo o tempo para dormir quando morrer”.Uma alma torturada pelos fantasmas de uma Alemanha do pós Guerra, Fassbinder nasceu em 1945 e a sua geração que se torna jovem adulta na segunda metade dos anos 1960 foi responsável pelo impactante Novo Cinema Alemão, que incluía Margareth Von Trota, Wim Wenders, Volker Schlondorff, Helma Sanders-Brahms e o contemporâneo, mas isolado da turma Werner Herzog. Uma geração genial que conquistou prêmios nos principais festivas de cinema, além do Oscar, e que levou ao mundo as angústias dos jovens, filhos e netos de nazistas, que cresceram sob o manto da vergonha de todo um povo e principalmente sob o silêncio irredutível de pais e avós que se recusavam a falar da Guerra e muito menos de que papel haviam exercido no nazismo de Hitler. É esse silêncio de suas famílias e de toda uma nação que eles transformam em gritos através de filmes dramáticos, violentos, cruéis mesmo, dissecando os corpos e as almas da Alemanha, Mãe Pálida, título da obra prima de sua colega do movimento, a cineasta Helma Sanders-Brahms.A cereja do bolo dessa homenagem de François Ozon a Fassbinder é Hanna Schygulla. Jovem colega de turma de Fassbinder do curso de teatro, ela se tornou a atriz que mais fez filmes com ele, inclusive As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, em que faz o papel de Karin, a jovem linda e cruel que seduz e transforma a forte e autoritária Petra Von Kant numa submissa pedinte de amor. Depois dessa interpretação memorável, Hanna Schigulla seria dirigida pelos grandes cineastas da época, como Ettore Scola e Jean-Luc Godard, tornando-se uma das poucas atrizes a ganhar os prêmios de melhor atriz nos festivas e Cannes e Berlim. Hoje, aos 78 anos de idade, Hanna Schygulla é uma das personagens do filme Peter Von Kant, fazendo a ponte direta com As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de 50 anos atrás.Finalmente, para ficar ainda mais claro que Peter Von Kant é uma homenagem não apenas ao seu filme cinquentenário, mas ao próprio Fassbinder, François Ozon usa como cartaz de Peter Von Kant, uma releitura direta do cartaz do último filme de Fassbinder, Querelle, baseado na peça de Jean Genet, que foi criado para o filme especialmente pelo artista plástico Andy Wharol. Marcelo Dantas- Professor de Economia da Cultura do CECULT/ UFRB, roteirista e cineasta preparando seu primeiro longa-metragem.
A importância da educação no combate à lgbtfobia.
Toni Reis; Militante desde os 20 anos de idade pelos direitos humanos e da população LGBTIA+, ex-presidente e um dos fundadores da ABGLT, Reis afirma com convicção, parafraseando Aristóteles: “A finalidade da vida é ser feliz”. “Por todo o sofrimento que eu passei na minha adolescência, eu não desejo nem para a pior pessoa que vocês conheçam o sofrimento que era não ser aceito na família, na religião, na escola e na sociedade. Isso fez com que eu me tornasse um ativista militante”, comenta o professor.