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Direitos humanos vai até Maiquinique fazer escuta e acolhimento á comerciaria trans Natylla Mota, vítima de crime transfobico.

  Salvador, Bahia, terça-feira, 18 de outubro de 2016 – Do GGB – Uma equipe técnica da Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) composta por Laís Paulo que faz parte da Coordenação LGBT, Isaura Genoveva Coordenadora de Proteção aos Direitos Humanos e Milena Passos, mulher trans e ativista do movimento LGBT da Bahia, seguiram hoje cedo para a cidade de Maiquinique, Sudoeste á 650km de Salvador. De acordo com a Superintendente, Dra. Anhemona de Brito, a visita objetiva realizar escuta social e acolhimento das denúncias das violações de direitos sofridas pela comerciaria Natylla Mota e seu companheiro naquela cidade em 8 de outubro. O caso Maiquinique, tem ocupado os meios de comunicações desde domingo, 15, com a divulgação de um vídeo gravado por celular mostrando a transexual sendo espancada por uma mulher dentro do Hospital Municipal de Maiquinique. A crueldade das imagens tem causado grande comoção e recolta na sociedade. Ontem,17, o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, em conversa com Superintendente Anhamona de Brito, sugeriu a inclusão de transexual Millena Passos, como movimento social com a função de confortar a colega que foi alvejada com sete perfurações de faça, sendo que duas perfuram o pulmão e outra alvejou o baço.  Somente na manhã de ontem que ela recebeu alta médica do Hospital Bom Jesus de Itapetinga. Agora a luta da comerciaria transexual é por Justiça, que a Lei seja aplicada de forma justa contra os quatros elementos que atentaram contra a sua vida, só pelo fato de ela ser uma mulher transexual, possuir um relacionamento com um homem, e expressar afeto em público, andando de mãos dadas na Praça da Cidade, no dia de seu aniversário. Desde que saiu do Hospital que a comerciaria tem usado a sua página no Facebok para denunciar os agressores. Na segunda-feira, ela divulgou a foto de Luciano Ferraz e sua mulher de prenome Viviane. Nessa terça-feira ela postou a foto de Tayse Vieira como sendo a terceira pessoa do grupo de quatro. Depois que o caso se tornou público a comerciaria tem recebido apoio de todos os lados, inclusive fotos dos agressores. Na tarde de ontem o Grupo Gay da Bahia (GGB) emitiu nota pública criticando a demora em prender os agressores. O presidente Marcelo Cerqueira, acredita que em casos de violência contra LGBT, negros e mulheres há de ter uma celeridade nos processos porque são crimes motivados pelo ódio. É importante que a Delegacia, o Ministério Público e o Judiciário trabalhem juntos, assim, a sociedade não fica com a sensação de impunidade.  Nesse caso, a preventiva com os nomes dos agressores demorou mais de sete dias para ser expedida. Os movimentos de apoio a comerciaria e contra a LGBTfobia, o GGB, intermediou a assessoria jurídica através do criminalista Rogério Matos. No dia 22 a cidade vai receber um protesto que está sendo organizado pelas pessoas solidárias a causa LGBT na cidade e região, espera-se reunir cerca de 10 mil participantes.       Conheça agenda da equipe de Direitos Humanos na cidade.   2016, em agenda institucional constituída para tratar do “Caso Maiquinique”. Para tal fim, a equipe atenderá o seguinte roteiro: 18/10/2016 – Deslocamento SSA/Itapetinga para: (a) atendimento à vítima (escuta social e acolhimento de denúncia); (b) reunião com representantes da Secretaria de Ação Social do município do domicílio da vítima (Proteção Especial) para ajustes de apoio psicológico e auxílio social; 19/10/2016 – Deslocamento Itapetinga/Maiquinique para: (a) reunião com autoridades da Polícia Civil e representantes do Ministério Público; (b) visita à unidade de saúde/cenário de parcela das ocorrências denunciadas; (c) reunião com representantes do Poder Público municipal; 20/10/2016 – Adoção de providências complementares para atendimento à vítima; retorno para Salvador.Após a finalização dos procedimentos jurídicos e administrativos por parte desta SUDH, alinharemos com o Secretário de Justiça a adoção de diálogo político com o comando da Segurança Pública e de outros órgãos e instituições vistos como relevantes para tratar da questão. Em tempo, reiteramos o nosso compromisso com toda e qualquer estratégia de reversão e combate à violência homo-lesbo-bi-transfóbica, ao tempo em que ratificamos o nosso compromisso frente a imprescindibilidade do amparo e garantia de direitos da cidadã Natylla Mota, além da responsabilização dos culpados.

GGB pede intervenção do MP junto a hospital por prevaricação e prisão do grupo que tentou matar transexual em Maiquinique.

Leandro Ferraz (D) e a vitima Natylla Mota Barreto, comerciante local. Salvador, Bahia, segunda-feira, 17 de outubro de 2016 – Do GGB, ás 12h. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, após várias tentativas ontem, conseguiu falar por telefone com Natylla Mota Barreto, 21 anos, comerciaria em Maiquinique, sobre como ela sobreviveu ao ataque transfobico/homofobico. O caso aconteceu no sábado,8, ontem fez oito dias, e não na madrugada de sábado, 15, para domingo, 16, último fim de semana, a notícia circulou por conta de um vídeo que começou circular nas mídias sociais onde aparecia a jovem empresaria agonizado no chão do Hospital Municipal de Maiquinique. Falamos com a vítima por volta das 10h de hoje quando recebia alta do Hospital e seguia até a Delegacia com a finalidade de pegar a guia para exame de perícia. “Hoje eu tirei o dreno que estava em meu pulmão onde tive duas perfurações” disse aliviada e com voz alegre por esta viva depois de ser alvejada por sete perfurações de faça. O Grupo Gay da Bahia exige celeridade na busca e apreensão dos autores do crime que estão em liberdade, inclusive ameaçando a vítima por mensagem e ligações de celulares, intervenção imediata do Ministério Público da Bahia para investigar crime de prevaricação praticado por funcionários, enfermeiras, seguranças e direção do Hospital Municipal de Mairinque Natylla conta que no dia 8, sábado, por volta das 0h30 saiu com o seu companheiro de prenome Igor, 21 anos, até a Praça William Valadão, onde circulavam de mãos dadas em direção a uma barraca de lanches na qual encomendou dois pastéis e permaneceram no local esperando sair o lanche. De um momento para o outro o casal começou a ser alvejado por latinhas de cerveja e copos, mesmo se afastando da situação as provocações continuaram acrescidas com palavras ofensivas, uma das mulheres teria dito “ Olha lá o viado e o traveco, aqui não é lugar para vocês não, não sei o que vocês estão fazendo aqui” disse uma das mulheres que tirou uma faça de meio porte de dentro da bolsa e partiu para atingir a vítima. Nesse momento o companheiro da trans imobiliza a mulher e acaba recebendo um corte em uma das mãos. Diante da confusão o povo interviu, com a mão sangrando o rapaz partiu rumo ao hospital e segundo Natylla, foi cancelar o lanche e em seguida se dirigiu para acompanhar o seu companheiro, conta. A vítima identificou um dos agressores como   pelo nome de Luciano Ferraz e uma das mulheres identificada como Geane, suposta companheira. Ntylla revelou que foi justo nesse momento quando ela seguia para acompanhar o seu companheiro que foi cercada pelo bando. “Eu pensei que fosse um assalto, joguei logo a bolsa e o celular no chão” disse e seguiu relatando ainda que o homem acertou uma facada nas minhas costas e ela caiu no chão e sentiu ele colocar um dos pés no seu pescoço e nesse tempo a mulher dava-lhe chutes e um dos chutes acertou o seu olho quase perdendo a visão, outras duas mulheres apareceram uma delas portava uma faça e cortaram o meu cabelo, me batendo e me chamando de viado, que eu iria morrer. Uma dessas mulheres tentou acertar o meu rosto com a faça e eu botei o braço na frente, parece que a faça acabou ferindo ela e assim, ficaram mais violentos ainda. Fui socorrida perdendo muito sangue por um amigo que me levou até o Hospital Municipal. No Hospital o segurança de prenome Naldo, proibiu o meu acompanhante de poder entrar comigo, mesmo eu estando naquele estado, o segurança ainda trancou o meu marido em uma sala de curativos e ele não podia sair para me socorrer da mulher que me agredia dentro do Hospital sem ninguém fazer nada. Enquanto eu sangrava caída no chão as enfermeiras, a mulher continuava a bater e o segurança não fazia nada, as enfermeiras diziam que não tinha estrutura para atender e nem médico de plantão, elas ficavam em uma sala e saiam toda hora e me olhava no chão e não faziam anda, eu pedia socorro a todo momento, sequer me colocaram no soro. O motorista da ambulância estava em casa e tive de esperar a boa vontade dele para me levar até Itapetinga. Na ambulância ao invés da enfermeira vir me acompanhado devido ao meu estado de saúde ela foi na frente com o motorista de conversa com o motorista, ainda mandou minha mãe ir todo o caminho me abanando. Em Itapetinga, os médicos disseram que eu sobrevivi por milagre, considerando que perdi sangue por horas seguidas. O Grupo Gay da Bahia, perguntou se ela conhecia ou tinha algum tipo de relacionamento com os agressores, ela disse que não e que conhecia o casal apenas de vista. Considerando a gravidade da violência sofrida pela vítima, considerando ainda que o crime teve uma motivação odiosa, considerando ainda que a vítima corre perigo de vida, considerando que houve omissão de socorro, obstáculo ao acesso ao serviço público, omissão de socorro o que é qualificado como crime de prevaricação. Considerando a indignação que as imagens divulgadas pelas redes sociais têm provocado as pessoas, somando até hoje mais de 33.435 visualizações no Youtube, considerando o estresse emocional que esse tipo de notícia causa junto aos LGBTs, solicitamos a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia celeridade na busca e apreensão desses elementos que atentaram contra a vida da transexual Atylla Mora. Solicitamos também que o Ministério Público do Estado da Bahia abra denúncia para investigar o suposto crime de prevaricação contra a vida da vítima que agonizava dentro de uma unidade de saúde sem atendimento médico. É preciso celeridade na apuração de crimes, isso inclui inclusive aplicação de penas alternativas, especialmente para que a sociedade não acabe acreditando que existe uma cultura da impunidade. O Delegado, o Promotor e o Juiz hão de entender que crimes praticados contra LGBTs, negros e mulheres, são muitas vezes motivados por ódio, desse modo, tipificar

Mulher trans e companheiro atacados a golpes de faça por um casal e duas mulheres em Maiquinique.

Salvador, Bahia, 17 de outubro de 2016  – Do GGB – Segue estável e em observação o quadro de saúde da transexual Natila Mota, 21 anos, internada no Hospital Cristo Redentor na cidade de Itapetinga, sudoeste da Bahia, após sofrer um atentado na madrugada de domingo (16/10/16) na cidade de Maiquinique, que fica a 80km de Itapetinga.  As facadas perfuraram pulmão e o baço, apesar dos graves ferimentos a situação é estável e parece que sobreviverá, podendo receber alta na próxima sexta-feira.  O companheiro de prenome “amor” não sofreu ferimentos graves, apesar do susto passa bem. Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), apurou com lideranças locais, que se trata  de uma violência transfóbica, “ódio as transexuais e travestis”. Marcelo Cerqueira ouviu o ativista Luciano de Maria, diretor do Movimento LGBT de Itapetinga, que realmente a motivação do crime foi (trans)homofobia, não apenas dos agressores, como também dos profissionais de saúde que não impediram que a violência cessasse dentro da instituição, incluindo omissão de socorro com a vítima sangrando e caída pelos corredores do hospital. O ativista afirma que:  “ Ela é uma pessoa calma, de boa aparência, e vive com um companheiro há alguns anos ”. “ E mais, que “nada justifica essa violência a não ser a LGBTfobia”, declarou Luciano sugerindo ainda que a vítima não conhecia os agressores. Covardia. A vítima relatou que quando caminhava pela rua com seu namorado em direção a casa da mãe foi discriminada por um casal heterossexual, que insultou o casal com agressão verbal contra a transexual, a qual revidou com palavras aquele casal e seguiram o destino, que fica nas imediações. Por volta das 3h da manhã, quando Natila e seu companheiro voltava para casa foram surpreendidos por grupo, formado pelo casal e mais duas outras mulheres, que começaram a espancar. A transexual foi perfurada por sete golpes de faca dadas por Luciano Ferraz, acompanhado de sua namorada Geane e por essas duas mulheres que já foram identificadas. Natila foi socorrida por seu companheiro, que a levou ao Hospital Municipal de Maiquinique, localizado na Rua Artur Guimarães, no centro. De acordo com um vídeo publicado nas redes sociais, a sessão de pancadaria continuou lá dentro da unidade de saúde que é mantida pela prefeitura. O vídeo gravado por um aparelho de celular mostra a omissão de socorro dos profissionais de saúde e até mesmo “cumplicidade” com a violência sofrida no interior da instituição mantida com recursos públicos. O caso está sendo conduzido pelo delegado de Polícia Civil Dr. Irineu Andrade titular de Macarani que já expediu o mandado de prisão preventiva dos agressores que devem responder por tentativa de homicídio. O GGB defende que também a unidade de saúde deva ser acusada e responsabilizada, assim declarou o presidente do Grupo, Marcelo Cerqueira: “ É preciso investigar os profissionais de saúde e de segurança deste hospital que permitiram que a violência física continuasse dentro do hospital, as imagens do vídeo parecem que houve também omissão de socorro à vítima.  E mais, como pode isso ocorrer no interior de um hospital público. O que aconteceu em Maiquique é crime gravíssimo e que não pode ficar sem punição aos responsáveis”, alerta Cerqueira. O GGB constata mais uma vez um crime (trans)homofóbico, contra pessoas que  possuem sexualidade não hegemônica. O casal insultou a trans e o seu companheiro que se apesentaram na mesma condição do casal hetero, entretanto estes motivados por um sentimento de ódio, aversão e de discriminação contra a transexual. A beleza física da jovem trans, a normalidade como é tratada pelo seu companheiro, a roupa, o cabelo, a feminilidade, tudo isso pode ter gerado uma sensação de inveja associada a um ódio destrutivo contra às novas famílias e a expressão pública dos afetos, isso mexe com o recalque e perturba algumas mentes chegando à manifestação da violência verbal e física e da intolerância. O GGB que monitora os crimes com motivação LGBTfobia constata que esse ataque é mais uma manifestação da homofobia, o que tem sido constante e recorrente na Bahia.  Há cerca de sete meses passados Bruna Menezes, 23 anos, foi vítima de transfobia no bairro de Pernambués em Salvador. Ela circulava até o centro do bairro acompanhada de seu companheiro e sua mãe quando foram surpreendidos por dois homens e uma mulher portando arma e fogo e pedaços de madeira. Bruna ficou lesionada e o seu companheiro foi alvejado por um tiro na região da virilha, sendo submetido a inúmeras cirurgias para que não ficasse com sequelas. A violência contra mulheres transexuais foi tema da 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia realizada pelo GGB em 11 de setembro deste ano. O GGB na condição de um grupo de militância gay com identidade masculina, se posiciona -se ao lado das mulheres transexuais, travestis na defesa dessas novas identidades, arranjos familiares que buscam espaço social e de palavras junto a sociedade em geral.  As pessoas devem entender que não existe apenas um tipo de família no mundo contemporâneo e este tipo de núcleo deve ser respeitado porque não existem apenas uma maneira de ser mulher e homem. Confira vídeo gravado por celular dentro do hospital municipal de Maiquinique.  

Salvador recebe a 15ª Parada LGBT da Bahia neste domingo (11)

  Salvador, Bahia, sábado, 9 de setembro de 2016. Do GGB As cores reluzentes do arco-íris irão pintar o cinza desbotado dos antigos casarões do centro de Salvador, nesse domingo, 11, com a realização da 15ª Parada do Orgulho LGBT pelo Grupo Gay da Bahia e Quimbanda Dudu que pretendem reunir cerca de 800 mil pessoas para celebrar a diversidade cultural LGBT baiana. A previsão de início da concentração é para as 11h na Praça do Campo Grande, com apresentações de bandas musicais e shows de artistas transformistas no Palco da Diversidade. Já o cortejo dos trios tem previsão de começar às 15h30 concluindo o percurso às 20h no ponto de saída. Neste ano, a Parada celebra o tema “Viver sem violência é direito de travestis e pessoas trans” que objetiva dar visibilidade as travestis, mulheres e homens trans, populações que sofrem com a violência LGBTfóbica, mas que reivindicam espaço social e de fala dentro e fora da comunidade LGBT da Bahia e do Brasil. As trans Ariane Senna e Bruna Menezes estrelam o cartaz da campanha ao lado dos seus companheiros, sendo a primeira vez que o GGB utilizou modelos reais da própria comunidade para divulgar uma campanha. “A ideia é dar voz às trans e denunciar as agressões por elas vividas no seu cotidiano”, disse Cristiano Santos, presidente interino do Grupo Gay da Bahia, informando ainda que Bruna e Ariane foram vítimas violência grave por sua condição de trans. O tema será reproduzido nos oito trios elétricos que formam o cortejo da diversidade que, além da militância, trazem artistas como a cantora Márcia Castro, encarregada de cantar o hino nacional à capela, celebridades e personalidades da política local, entre elas o jornalista Alex Lopes e a empresária Rosemma Maluff, padrinho e madrinha do evento que têm a função de declarar aberta a 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. Há muito tempo as Paradas deixaram de ser apenas um evento de luta pelos direitos dos LGBT e passaram a ser também um momento de oportunidade para fazer negócios associados a diversidade, a economia com cidadania. A população das cidades onde elas acontecem esperam esse momento com ansiedade e isso faz com que a sua realização ative uma cadeia econômica formada por prestadores de serviços como hotéis, bares, restaurantes, teatro e agências de viagens que fazem pacotes promocionais de viagens. A Parada da Bahia é a segunda mais expressiva depois de São Paulo, ainda é a mais qualificada em relação atrações culturais e realização de ações mobilizadoras para o dia da celebração. Atendendo a pedidos, música eletrônica é destaque na maioria dos trios   O Grupo Gay da Bahia atendeu aos pedidos da comunidade LGBT de Salvador e atuou junto aos parceiros do evento para que a música eletrônica fosse evidenciada como estética musical desse segmento. O trio oficial vai ser o primeiro a soltar o som e traz três grandes nomes da cena baiana composto pelo baterista Bruno Mocottó, DJ Oliver e a voz ao vivo sob bases eletrônicas de Maristela Muller. O grupo reúne repertório com o melhor da house music e mistura com a percussão afro-brasileira com sofisticação e glamour. Na sequência, o Coletivo Pragatecno, Batekoo, Tombo e Afrobapho compõem o trio da Secretaria de Justiça Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). DJ Jeronimo Sodré puxa o trio do Núcleo Diadorim da Universidade Estadual da Bahia/UNEB. DJ Leandro Fretz anima o trio do Coletivo Mães pela Diversidade. O aplicativo Uber Tecnologia leva muita música POP e brasilidades com as DJs Bela Dantas, Ana Julieta Garcia e Cleidison. DJ Chiquinho segue no trio da Boate Tropical. O Bourlesque Bar traz a música feminina das DJs Melanie Mason e DesiRée Beck. No trio Divas, o repertório musical fica por conta do DJ Edy Ferraz. A surpresa dessa edição é a participação dos Sertanejos Daniel Vieira e Gaspazinho, ícones do arrochadeira, desfilando no trio Prime da Rádio Piatã FM 94,3. O apelo por mais música eletrônica gerou campanha nas redes sociais em que se pedia a exclusão de qualquer estilo ou ritmo que estimulasse tensão e violência. Mesmo acreditando que a violência não está associada ao estilo musical, mas é proveniente das desigualdades sociais de uma cidade ainda com fortes contrastes, o GGB decidiu acatar ao pedido dos internautas. Para aqueles que não apreciam música eletrônica, a pluralidade cultural estará presente no Palco da Diversidade, com as bandas Dão e Caravana Black, Magno Santé, Açúcar Improviso Latino e Suinga. A 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia é uma realização do GGB e Grupo Quimbanda Dudu, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Saúde, Secretaria de Cultura, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Secretaria de Turismo e Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), site Dois Terços, site Me Salte, Laboratório Sabin, rádio Itapoan FM, coletivo Mães pela Diversidade e Clube 11.     Programação completa   Atrações da 15ª Parada LGBT da Bahia   Posição dos trios elétricos   Trio Porradão – Institucional da 15ª Parada LGBT do Grupo Gay da Bahia: Keila Simpsom Bagagerie Spilberg Locução: Jocemar   Madrinha e padrinho: Empresária Rosemma Maluf Jornalista Alex Lopes   Atrações : Marcia Castro – Execução hino nacional   Residentes: DJ Oliver Jack Percussionista Bruno Mocottó Live Maristela Muller O grupo reúne repertório com o melhor da house music e mistura com a percussão afro-brasileira com sofisticação e glamour.   Trio da Secretaria de Justiça Cidadania, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Atrações: Coletivo Pragatecno, Batekoo, Tombo e Afrobapho Performance: Euvira e Edylene Água Suja.   Núcleo Diadorim da Universidade Estadual da Bahia/UNEB. DJ Jeronimo Sodré.   Trio do Grupo Mães pela Diversidade; DJ Leandro Fretz   Trio Uber Tecnologia Drags e dançarinos Gina de Maskar Nina Codorna Wallace Lima e Wallafe Félix – stiletto Muita música POP e brasilidades com: DJ Bela Dantas DJ Cleidison DJ Ana Julieta Garcia   Boate Tropical DJ Chiquinho e convidados Presenças: Marcinha do Corinto (SP) Márcia Pantera (SP).  

GGB realiza a 3ª Paradinha LGBT do Tororó neste domingo (4)

  Salvador, Bahia, 2 de setembro de 2016. Da Assessoria do GGB-  O charmoso bairro do Tororó localizado entre os Barris e Nazaré área central de Salvador recebe neste domingo (4), a 3ª Paradinha do Orgulho LGBT a partir das 11h e segue até às 22h30, na programação consta ativismo embalado por variados estilos musicais. O evento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), serve de “esquenta” para a 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia que acontece no dia 11 de setembro, no Campo Grande, com expectativa de reunir cerca de 800 mil pessoas. A Paradinha divulga a mesma mensagem da 15ª Parada que é “Uma vida sem violência é um direito das pessoas trans”, com a  finalidade de dar visibilidade a população de homens e mulheres trans que reivindicam seu espaço social e de palavras dentro e fora da comunidade LGBT.  “Os bairros são territórios de construções das identidades, e a realização de eventos nesses espaços reforçam a identidade e autonomia dos mesmos”, declarou Cristiano Santos, vice-presidente do GGB. O evento pretende ainda contribuir para melhorar as relações dos LGBTs e a população em geral e para que isso ocorra nesses territórios de identidades é necessário dar visibilidade aos aspectos culturais desse segmento, junto aos considerados tradicionais, especialmente por intermédio da música e da cultura integrada. Para isso um palco tablado será armado no Largo do Amparo a partir das 11h, para receber os tradicionais sambas e pagodes da região, e ainda um elenco de atores transformistas uma arte bonita de ver que não pode faltar nesse tipo de evento. Mr. Armeng se apresenta no domingo na 3a Parada do Tororó.  A partir das 15h, o evento recebe o incremento de um mini trio que sai do Campo da Pólvora percorrendo as ruas do bairro ao som do Hip Hop do premiado Mr. Armeng, do Nordeste de Amaralina, a música pagofunk da banda Vibe de Patrão  e o charme de Memeu Ramos e Allane Lopes. Na sequência os artistas se apresentam saindo do Campo da Pólvora concentrando-se na Praça Dodô e Osmar, concluindo por volta das 22h30. A Parada integra a programação da V Semana da Diversidade LGBT, que acontece em Salvador, entre os dias 4 e 11 de setembro, composta por uma grade de atividades voltadas a promoção da diversidade cultural LGBT. O projeto tem como objetivo mobilizar a cidade para receber a 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. A realização da V Semana da Diversidade LGBT e da 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia, é do GGB e Grupo Quimbanda Dudu, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Saúde, Secretaria de Cultura, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Secretaria de Turismo e Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), site Dois Terços, site Me Salte, Laboratório Sabin, rádio Itapoan FM, grupo Mães pela Diversidade e Clube 11.   Confira a programação   Palco Largo do Amparo   11h – Samba S10 13h – Samba de Lequinho 16h30 – Samba de Farofa 20h30 – Ila canto ancestral   15h – Shows de transformistas                           Michelle Lorem Natasha Vogue Fabiane Galvão Suzzy di Costa Luana Lins Nathalia Stryker Eyshilla Butterfly & Kimberly Portunaylle Alehandra Dellavega Camila Park Penelope Cardeck   Mini Trio Percurso: Praça Dodô e Osmar, Rua do Amparo, Largo do Amparo, retornando.   Atrações musicais   15h30 – Mr. Armeng 17h30 – Banda Vibe de Patrão 20h30 – Memeu Ramos e Allane Lopes

Não queremos homossexualizar Salvador”: LGBT’s querem participação ativa no mundo da política.

Salvador, 10 de de agosto de 2016 – Do GGB. Participação ativa no competitivo mundo da política é o que querem gays, lésbicas, travestis e transexuais que concorrem ao cargo de vereador nas próximas eleições municipais com a determinação de ocupar uma ou várias das cadeiras da Câmara Municipal de Salvador, a mais antiga do Brasil. Os pré-candidatos já homologados pelos seus respectivos partidos são Marcelo Cerqueira (PSB) , Paullete Fucação (PSB), Dion Santiago (Solidariedade), Léo Kret do Brasil ( DEM), Larissa Moraes (PMDB) e Rafaela Garcez (PTC), que já estão com suas propostas na rua para convencer o eleitorado na importância de votar no segmento para que todos possam se beneficiar dos poucos direitos adquiridos e ampliar novas conquistas, especialmente aquelas relacionadas à aprovação das centrais de decisões políticas que são as Casas Legislativas. O ativista Marcelo Cerqueira chama atenção dos eleitores mais ortodoxos que não tenham medo de dar o seu voto a esses candidatos, porque eles terão sem dúvida mais sensibilidade para o social que os políticos tradicionais. “Não queremos homossexualizar Salvador, mas faremos da cidade um lugar bom de viver, trabalhar e ser feliz, porque a felicidade geral e alegria do povo é o que realmente importa”, declarou o ativista. Se essa participação depende exclusivamente do voto do eleitor LGBT isso não seria o problema, considerando que Salvador deve existir cerca de 300 mil LGBTs, dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) tendo como amostra 10% da população de 3 milhões de habitantes, sem considerar os indivíduos que residem na Região Metropolitana, mas que votam na capital baiana. Os LGBT a cada dia têm demonstrado mais interesse pela política nacional. O interesse parte da percepção de que a política interfere diretamente em nossas vidas, e ainda, o que não deveria ser tema da política, mas da vida privada, a sexualidade tem se tornado bandeira de políticos conservadores que tentam barrar o avanço das conquistas nas Casas Legislativas. Além de estarem preparados para esse debate os eleitores LGBT acreditam que essa participação deve ser muito bem qualificada. Valmick Brás, empresário do segmento aposta nessa qualificação dos candidatos. “Eu acho que a participação do LGBT na política deve contemplar além da militância na causa e nas questões relacionadas a este segmento, deve também participar e se posicionar em relação a outros temas que fazem parte da nossa Cidade como PDDU, mobilidade urbana, transporte coletivo, segurança” declarou o comerciante alertando ainda que isso iria desmistificar preconceitos em relação a comunidade. O advogado e professor universitário Efson Lima, 32 anos, considera positiva a participação de LGBT na política e ressalta a importância da inserção da agenda do segmento na pauta das Casas Legislativas. “O primeiro fato a ser considerado é a inserção da temática no contexto político. Segundo ponto é ver a afirmação dessa comunidade, através de suas lideranças, em espaços públicos, como o eleitoral. É salutar!” disse o professor. Conheça que são os pré-candidatos LGBT da cidade. Rafaela Garcez (PTC) Paullete Fucação (PSB), Dion Santiago (Solidariedade) Larissa Moraes (PMDB) Léo Kret do Brasil ( DEM) Marcelo Cerqueira (PSB) e Luck Santana (PTC).      Rafeela Garcês (PTC) , Luck Santana (PTN) e Dion Santiago (Solidariedade).       Larissa Moraes (PMDB)  –  Léo Kret do Brasil (DEM)  – Paulette Furaçao (PSB) e Marcelo Cerqueira (PSB), respectivamente.  

Ativismo do GGB marca Dia do Orgulho Gay.

Salvador, Bahia, 28 de junho de 2016. Do GGB. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), professor Marcelo Cerqueira, cumpriu agenda intensa de atividades para marcar na cidade Dia Mundial do Orgulho LGBT, celebrado no 28 de Junho. Logo pela manhã escreveu artigo com exclusividade para o jornal Correio da Bahia em alusão às conquistas e avanços do movimento LGBT, considerando passados trinta e seis anos de fundação da entidade que na opinião de Caetano Veloso “Orgulho da Bahia” e do presidente ” Um patrimônio imaterial dos LGBT da Bahia e do Brasil”  disse informando ainda que garantir a sobrevivência da entidade deve ser  considerado como preservação da memória LGBT da Bahia. O foço da ação de hoje com as mídias foi a criminalização da homofobia como um crime de ódio, Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados sem indicativo de ser levado a votação e aprovado pelos deputados. Cerqueira acredita que essa aprovação é importante para a vida dos LGBTs e considera que não é fazer propaganda da orientação homossexual, mas os deputados devem considerar que se trata de algo que vai promover e garantir os direitos coletivos de difusos da população em geral. Os dados estatísticos dos crimes LGBTfobicos foram utilizados como iniciativa de sensibilizar a opinião pública e os parlamentares para aprovação da Lei no cenário nacional. Na Bahia, de janeiro até junho foram mortos 19 LGBT em situações que consideramos de evidente conotação homofóbica. Assim, torna-se necessária apuração e celeridade nos processos judiciais, desde a investigação, apresentação do processo ao Ministério Público e distribuição ao Judiciário para aplicação da Justiça. A delegacia investigando, juntando as provas, o Ministério Público distribuindo e Poder Judiciário atuando com celeridade. O delegado, o promotor e o juiz precisam trabalhar juntos e entenderem que crimes de ódio devem ter prerrogativas para que sejam julgados com celeridade, inclusive para dar resposta à sociedade para que não estimulem outros crimes sob a crença da impunidade. Para isso, é preciso aplicação da lei e se necessário adotar penas alternativas para que os autores, com julgamento justo, possam desde o instante da prisão iniciar o pagamento pelo crime. Isso também inclui a diminuição de recursos processuais evitando o pagamento em liberdade. O presidente do GGB atendeu aos jornais O Dia do Rio de Janeiro, site Congresso em Foco do Distrito Federal, Bocão News, Varela Notícias e concedeu entrevista ao programa Festa e Folia da Rádio Transamerica FM com os jornalistas Erica Saraiva e Pio medrado. Ainda durante a tarde de hoje esteve presente no Farol da Barra, onde o GGB estendeu a bandeira de 60mt para pontuar o Dia do Orgulho junto à comunidade local, que interagia com a iniciativa fotografando e parabenizando a entidade pela ação. Em companhia da ativista trans Millena Passos participou no Instituto Brasil Alemanha no Corredor da Vitória do 1º Seminário Dois Terços de Prosa, realizado pelo site Dois Terços dentro da campanha lançada pelo veículo, em maio deste ano, e traz como tema “Transfobia: não há espaço para o silêncio”. 28 de Junho é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência. Desde 1987 o GGB comemora a data na Bahia, inicialmente com eventos de rua, debates, seguido da Parada LGBT da Bahia desde 2001. A partir de 2004 a entidade transferiu o evento para setembro, considerando que a data na Bahia é inverno chuvoso.  

Políticos baianos divulgam mensagens contra LGBTfobia.

Salvador, Bahia, 28 de junho de 2016. Do GGB. Nesta terça-feira (28), dia 28 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT. Na Bahia personalidades do mundo da política fizeram questão de mostrar-se solidários com a causa divulgando mensagens nas suas redes sociais. A deputada estadual Fabiola Mansur presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia logo cedo divulgou mensagem em louvor do amor, considerando na opinião dela que o amor vence o ódio e o preconceito. Já deputado Federal João Bacelar divulgou imagem da bandeira do arco íris com a expressão “Somos o que somos, com Orgulho”, o deputado foi um dos membros da Comissão que analisou o Estatuto das Famílias, votando pela inclusão das famílias homoafetivas no texto final.  Marcelino Galo enfatizou a luta transexual por direito ao nome na carteira de identidade, Luiz Maia divulgou mensagem convocando para falar de diversidade e liberdade. O deputado Bruno Reis divulgou a seguinte mensagem “Todos somos a favor do amor e da liberdade” em suas redes sociais, Alice Portugal divulgou mensagem que consta a sua deputada federal puxando a bandeira LGBT. Rosemma Maluff madrinha da 15ª Parada LGBT da Bahia, em 11 de setembro marcou o dia em suas redes sociais. “Mais AMOR, menos PRECONCEITO”, escreveu ilustrando com a bandeira. 28 de junho é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência. O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano. Passados dez (10) anos no dia 28 de fevereiro de 1980 surge na Bahia, por iniciativa do ativista Luiz Mott o Grupo Gay da Bahia uma das principais entidades de emancipação LGBT do Brasil, hoje com 36 anos de ativismo, presidido pelo ativista baiano Marcelo Cerqueira, atual presidente. Confira as postagens. ás 23h37min.    

Trans assassinada na Avenida Contorno

Salvador, Bahia, domingo, 26 de junho de 2016 – Do GGB. A transexual Sheila Santos, 36 anos, moradora na rua Nova do Calabar, bairro do Calabar, nesta cidade foi alvejada por um disparo de arma de fogo na região da cabeça, por volta das 1h30 na madrugada de sábado para domingo na Avenida Contorno, imediações da Gamboa. O corpo encontra-se no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues aguardando a liberação para o sepultamento que deve acontecer no Cemitério do Campo Santo, sem horário previsto. Uma amiga da vítima que se identificou com o prenome de Alana considera que o crime teve motivação transfobica, segundo ela no momento do tiroteio havia outras pessoas no local que também foram alvejadas e não morreram. “ Porque só ela tomou o tiro na testa e os outros três baleados, estão no Hospital Geral do Estado” perguntou. Até o momento não se tem maiores informações sobre os acontecimentos que matou Sheila e deixou três feridos a bala. Com mais esse crime sobe para dezenove (19) o número de LGBTs assassinados na Bahia de janeiro até junho. Até quando iremos pagar com a nossa vida o preço de sermos o que somos, lamentou Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia que está acompanhando os amigos e familiares nesse momento de tristeza.   Atualização, ás 13h30min de 26/06/2016 – por Marcelo Cerqueira. Logo após a publicação da notícia da morte de Sheila, um internauta,conforma a motivação transfobica.  O homem que pediu para não ser identificado disse que o codinome de Shela era Nenem e que era pessoa muito astral, e Ogan de um terreiro de candomblé. E dá mais detalhes sobre a sua afirmação de transfobia. ” Mas pela caracterização do crime não tem relação com o uso de drogas!  Soube que ela foi abordada por um homem num carro branco. Que disparou contra ela e mais duas! Foi transfobia mesmo!” escreveu. Te avisei por conta da contabilização anual!!! Essa triste tarefa que o GGB tem!!! GGB vai fazer visita técnica em Santaluz   No mesmo dia em que o atirador matou cinquenta pessoas na boate Pulse em Orlando, nos Estados Unidos, aqui na Bahia no município de Santaluz dois homossexuais professores Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira foram mortos carbonizados, reconhecidos pela arcada dentaria. O crime chocou a cidade onde a população inteira foi às ruas pedir justiça e celeridade na apuração do caso encontrando os autores desse duplo homicídio. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, estará visitando a cidade de Santaluz no dia 29 de junho, logo após o dia 28 Internacional do Orgulho. O motivo da vista é conversar com o delegado responsável pelo acompanhamento da ocorrência e pedir celeridade nas investigações que encontre logo os autores desse crime bárbaro. ” È preciso dar uma resposta a população e os LGBT, para que essas pessoas não pensem que a impunidade é a regra geral”, declarou Marcelo Cerqueira.  Confira abaixo matéria da Folha de São Paulo.     Docentes gays carbonizados em carro levam cidade do sertão baiano às ruas Uoston Pereira/Notícias de Santaluz Passeata por justiça em caso de professores homossexuais mortos mobilizou população de Santaluz THIAGO GUIMARÃES DA BBC BRASIL, EM LONDRES 15/06/2016 11h45 Compartilhar18 mil Mais opções PUBLICIDADE No mesmo final de semana em que um ataque a uma casa noturna gay nos EUA chocou o mundo, uma pequena cidade do sertão da Bahia se mobilizou, de forma inédita, em repúdio ao assassinato de dois professores homossexuais. Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira deixaram a escola estadual em que trabalhavam em Santaluz (a cerca de 260 km de Salvador), por volta das 22h da última sexta-feira (10). Menos de uma hora depois, dois corpos foram localizados no porta-malas no carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120. O veículo e os corpos estavam carbonizados. Edivaldo, que era conhecido como Nino, foi identificado pela arcada dentária. Sob chuva, o corpo do professor foi enterrado nesta terça-feira (14), após um cortejo de duas horas que reuniu centenas de moradores. O outro corpo ainda passará por exames de DNA para identificação, mas familiares acreditam ser de Jeovan, já que ele está desaparecido desde sexta. O delegado João Farias, que apura o caso, disse à BBC Brasil que a homofobia é uma das possíveis motivações do crime. A casa de Edivaldo foi encontrada revirada após o crime, mas objetos de valor, como computador, não foram levados. “Eles eram muito amigos e muito queridos na cidade. Também não teriam inimigos. Já ouvimos várias pessoas e por enquanto não descartamos nenhuma hipótese”, disse o delegado. Divulgação Corpo de Edivaldo de Oliveira (à dir.) foi identificado; Jeovan foi visto pela última vez com Oliveira Para o Grupo Gay da Bahia, que faz levantamento nacional de assassinatos de homossexuais, trata-se de mais um caso motivado por homofobia. “A cidade inteira acredita nessa motivação”, disse à BBC Brasil Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. De janeiro a junho deste ano, segundo a ONG, foram 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na Bahia e 123 no Brasil. No ano passado, o GGB registrou 319 mortes por homofobia – ou um crime de ódio a cada 27 horas. Desse total, 33 (10,3%) foram na Bahia, que ficou atras apenas de São Paulo, com 55 (17%). Em termos relativos, segundo o GGB, Mato Grosso do Sul registrou o maior índice de casos, com 6,49 homicídios por 1 milhão de pessoas, seguido pelo Amazonas, com 6,45. PASSEATA Na segunda-feira (13), centenas de moradores da cidade baiana de 32 mil habitantes saíram as ruas em protesto por justiça no caso dos professores. Com faixas contra a violência, o grupo promoveu paradas em frente ao fórum, à delegacia e à Câmara Municipal. Segundo o jornalista Uoston Pereira, do site local Notícias de Santaluz, foi uma das maiores manifestações que a cidade já viu. “A cidade tinha um grande carinho por eles.” Uoston Pereira/Notícias de Santaluz Escola em que docentes lecionavam preparou homenageou vítimas Em todo o ano de 2015, Santaluz registrou seis homicídios, segundo a

Presidente do GGB defende retaliação “bateu levou” no programa Casos de Família

Salvador, Bahia, 23 de junho de 2016 – Redação – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) Marcelo Cerqueira foi o convidado do programa Casos de Família da apresentadora Cristina Rocha, que foi ao ar ontem, quarta-feira 22/06, ás 14h pela TV Aratu, emissora filiada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e defendeu que se algum LGBT for vítima de violência, preconceito, discriminação e injuria, revide na medida do possível e utilizando a legislação. A lógica é “Bateu, levou, olho por olho dente por dente”. Disse o presidente estimulando que a categoria não aceite a opressão. O tema do badalado programa “Casos de Família” foi violência contra os LGBT, e teve como ponto de partida o recente e trágico atentado contra a boate “Pulse” em Orlando na Florida, EUA, que matou 49 LGBTs, deixando mais 50 feridos. O apimentado programa girou em torno da relação conturbada entre dois irmãos na qual a irmã não aceita a homossexualidade do mano. O tema foi tão picante e quente que em um dado momento ela declarou que se visse o irmão apanhando na rua, passava batida, isto é, não daria socorro. Marcelo Cerqueira acredita que a LGBTfobia tem em um dos seus sustentáculos a cultura arcaica e conservadora brasileira, tradição essa que considera os homossexuais como indivíduos de segunda categoria, portanto passiveis de sofrer qualquer tipo de discriminação. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, a situação da violência é alarmante e esse impacto requer especialmente da classe uma contraofensiva organizada e mobilizadora, quando toda a sociedade, isto é, os que sofrem diretamente as ações, familiares, amigos, simpatizantes se mobilizem para dá um basta as diversas violências sofridas. Dados sobre crimes de ódio catalogados pela instituição revelaram que 319 LGBT foram assassinados no país, sendo que na Bahia, terra da diversidade étnica, foram registrados de janeiro a dezembro daquele ano (faltou colocar o ano) 33 crimes de ódio contra gays. Este ano de 2016 a mesma pesquisa de janeiro a junho já contabilizou 136 crimes no Brasil e 18 deles aconteceram na Bahia. Cerqueira acredita que a população LGBT deve encontrar meios para dar respostas positivas ao impacto dessa doença social chamada de homofobia. As pessoas devem ser mais firmes e intolerantes a qualquer tipo de discriminação. Não se expor as agressividades e reagir utilizando as Leis. Nosso principal instrumento de luta e a Constituição Brasileira! Bastante lembrar que a legitima defesa é um direito humano de preservação da vida e dependendo das circunstâncias podemos nos valer dela. O que não podemos é morrer passivamente! Um outro grande instrumento de luta e denúncia são as redes sociais, tão eficaz como são o Ministério Público, justiça e Polícia Judiciária. Portanto, praticar o “olho por olho e dente por dente” em casos de discriminação por orientação sexual faz parte de nossa luta por uma sociedade mais humana e justa. “Quando o assunto é combater a homofobia, acredito que o diálogo será sempre importante e preferencial, porem se isso não for o bastante, é preciso pensar em outras formas de luta e reação, e isso inclui a represália e retaliação. Diversos são os mecanismos que podemos utilizar para a luta por direitos, e isso perpassa por mantermos posturas proativas como por exemplo a investigação de possíveis comportamentos LGBTfobicos que possam desencadear ódios e discriminação, denunciando de forma escancarada aos órgãos do estado e começar a intimidar essas pessoas para elas não acharem que podemos ser alvo toda e qualquer discriminação” declarou. Perguntado se essa atitude de incentivar a retaliação não estaria incentivando outras atitudes radicais. “Muito pelo contrário, pois em uma guerra ao qual estamos sendo vítimas cotidianamente e com violências vindas de todos os lados, nós LGBTs temos que usar as armas disponíveis e fazer uma luta inteligente. Cultura não se muda com leis, mas com cultura e educação. Vamos criar a cultura da retaliação até que LGBTfobicos não nos humilhe, difame, não nos mate em boates, nas ruas, esquinas, casas. Quando esses doentes sociais compreenderam que o mundo é como é e as pessoas tem todo o direito de serem quem desejar ser, então terão de nós o que exalamos naturalmente, amor”. Queremos e exigimos tratamento com dignidade de ambas as partes, mas se vier com pancada, a regra é revidar com pancada, pois o que não dá e a gente ser sempre vítima.  Confira o vídeo do programa.      Onde denunciar a LGBTFOBIA  em Salvador Grupo Gay da Bahia (GGB) Endereço: Ladeira de São Miguel, 24 – Pelourinho. Salvador, BA. Fone (71) 33222552 – ggb@ggb.org.br  – www.grupogaydabahia.com.br   Centro de Referência LGBT de Salvador Endereço: Avenida Oceânica, nº 3.731, Rio Vermelho. Salvador, BA. Telefone(71) 3202-2750 Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado Endereço: Avenida Ulisses Guimarães, n.3.386, Edifício Multcab Empresarial, 3 andar, Sussuarana. Salvador, BA. Telefone (71) 3117-9186 Ministério Público da Bahia/ MPBA: GEDEM/LGBT Endereço:  Rua Arquimedes Gonçalves, no. 142. Jardim Baiano. Salvador, BA. Telefone (71) 33211949 Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Núcleo LGBT 3ª Avenida, Plataforma 4, nº 390, 1º andar, CAB, Salvador, BA. (71) 3117-6597