Trans assassinada na Avenida Contorno
Salvador, Bahia, domingo, 26 de junho de 2016 – Do GGB. A transexual Sheila Santos, 36 anos, moradora na rua Nova do Calabar, bairro do Calabar, nesta cidade foi alvejada por um disparo de arma de fogo na região da cabeça, por volta das 1h30 na madrugada de sábado para domingo na Avenida Contorno, imediações da Gamboa. O corpo encontra-se no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues aguardando a liberação para o sepultamento que deve acontecer no Cemitério do Campo Santo, sem horário previsto. Uma amiga da vítima que se identificou com o prenome de Alana considera que o crime teve motivação transfobica, segundo ela no momento do tiroteio havia outras pessoas no local que também foram alvejadas e não morreram. “ Porque só ela tomou o tiro na testa e os outros três baleados, estão no Hospital Geral do Estado” perguntou. Até o momento não se tem maiores informações sobre os acontecimentos que matou Sheila e deixou três feridos a bala. Com mais esse crime sobe para dezenove (19) o número de LGBTs assassinados na Bahia de janeiro até junho. Até quando iremos pagar com a nossa vida o preço de sermos o que somos, lamentou Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia que está acompanhando os amigos e familiares nesse momento de tristeza. Atualização, ás 13h30min de 26/06/2016 – por Marcelo Cerqueira. Logo após a publicação da notícia da morte de Sheila, um internauta,conforma a motivação transfobica. O homem que pediu para não ser identificado disse que o codinome de Shela era Nenem e que era pessoa muito astral, e Ogan de um terreiro de candomblé. E dá mais detalhes sobre a sua afirmação de transfobia. ” Mas pela caracterização do crime não tem relação com o uso de drogas! Soube que ela foi abordada por um homem num carro branco. Que disparou contra ela e mais duas! Foi transfobia mesmo!” escreveu. Te avisei por conta da contabilização anual!!! Essa triste tarefa que o GGB tem!!! GGB vai fazer visita técnica em Santaluz No mesmo dia em que o atirador matou cinquenta pessoas na boate Pulse em Orlando, nos Estados Unidos, aqui na Bahia no município de Santaluz dois homossexuais professores Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira foram mortos carbonizados, reconhecidos pela arcada dentaria. O crime chocou a cidade onde a população inteira foi às ruas pedir justiça e celeridade na apuração do caso encontrando os autores desse duplo homicídio. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, estará visitando a cidade de Santaluz no dia 29 de junho, logo após o dia 28 Internacional do Orgulho. O motivo da vista é conversar com o delegado responsável pelo acompanhamento da ocorrência e pedir celeridade nas investigações que encontre logo os autores desse crime bárbaro. ” È preciso dar uma resposta a população e os LGBT, para que essas pessoas não pensem que a impunidade é a regra geral”, declarou Marcelo Cerqueira. Confira abaixo matéria da Folha de São Paulo. Docentes gays carbonizados em carro levam cidade do sertão baiano às ruas Uoston Pereira/Notícias de Santaluz Passeata por justiça em caso de professores homossexuais mortos mobilizou população de Santaluz THIAGO GUIMARÃES DA BBC BRASIL, EM LONDRES 15/06/2016 11h45 Compartilhar18 mil Mais opções PUBLICIDADE No mesmo final de semana em que um ataque a uma casa noturna gay nos EUA chocou o mundo, uma pequena cidade do sertão da Bahia se mobilizou, de forma inédita, em repúdio ao assassinato de dois professores homossexuais. Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira deixaram a escola estadual em que trabalhavam em Santaluz (a cerca de 260 km de Salvador), por volta das 22h da última sexta-feira (10). Menos de uma hora depois, dois corpos foram localizados no porta-malas no carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120. O veículo e os corpos estavam carbonizados. Edivaldo, que era conhecido como Nino, foi identificado pela arcada dentária. Sob chuva, o corpo do professor foi enterrado nesta terça-feira (14), após um cortejo de duas horas que reuniu centenas de moradores. O outro corpo ainda passará por exames de DNA para identificação, mas familiares acreditam ser de Jeovan, já que ele está desaparecido desde sexta. O delegado João Farias, que apura o caso, disse à BBC Brasil que a homofobia é uma das possíveis motivações do crime. A casa de Edivaldo foi encontrada revirada após o crime, mas objetos de valor, como computador, não foram levados. “Eles eram muito amigos e muito queridos na cidade. Também não teriam inimigos. Já ouvimos várias pessoas e por enquanto não descartamos nenhuma hipótese”, disse o delegado. Divulgação Corpo de Edivaldo de Oliveira (à dir.) foi identificado; Jeovan foi visto pela última vez com Oliveira Para o Grupo Gay da Bahia, que faz levantamento nacional de assassinatos de homossexuais, trata-se de mais um caso motivado por homofobia. “A cidade inteira acredita nessa motivação”, disse à BBC Brasil Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. De janeiro a junho deste ano, segundo a ONG, foram 16 casos de assassinatos de pessoas LGBT na Bahia e 123 no Brasil. No ano passado, o GGB registrou 319 mortes por homofobia – ou um crime de ódio a cada 27 horas. Desse total, 33 (10,3%) foram na Bahia, que ficou atras apenas de São Paulo, com 55 (17%). Em termos relativos, segundo o GGB, Mato Grosso do Sul registrou o maior índice de casos, com 6,49 homicídios por 1 milhão de pessoas, seguido pelo Amazonas, com 6,45. PASSEATA Na segunda-feira (13), centenas de moradores da cidade baiana de 32 mil habitantes saíram as ruas em protesto por justiça no caso dos professores. Com faixas contra a violência, o grupo promoveu paradas em frente ao fórum, à delegacia e à Câmara Municipal. Segundo o jornalista Uoston Pereira, do site local Notícias de Santaluz, foi uma das maiores manifestações que a cidade já viu. “A cidade tinha um grande carinho por eles.” Uoston Pereira/Notícias de Santaluz Escola em que docentes lecionavam preparou homenageou vítimas Em todo o ano de 2015, Santaluz registrou seis homicídios, segundo a
Presidente do GGB defende retaliação “bateu levou” no programa Casos de Família
Salvador, Bahia, 23 de junho de 2016 – Redação – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) Marcelo Cerqueira foi o convidado do programa Casos de Família da apresentadora Cristina Rocha, que foi ao ar ontem, quarta-feira 22/06, ás 14h pela TV Aratu, emissora filiada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e defendeu que se algum LGBT for vítima de violência, preconceito, discriminação e injuria, revide na medida do possível e utilizando a legislação. A lógica é “Bateu, levou, olho por olho dente por dente”. Disse o presidente estimulando que a categoria não aceite a opressão. O tema do badalado programa “Casos de Família” foi violência contra os LGBT, e teve como ponto de partida o recente e trágico atentado contra a boate “Pulse” em Orlando na Florida, EUA, que matou 49 LGBTs, deixando mais 50 feridos. O apimentado programa girou em torno da relação conturbada entre dois irmãos na qual a irmã não aceita a homossexualidade do mano. O tema foi tão picante e quente que em um dado momento ela declarou que se visse o irmão apanhando na rua, passava batida, isto é, não daria socorro. Marcelo Cerqueira acredita que a LGBTfobia tem em um dos seus sustentáculos a cultura arcaica e conservadora brasileira, tradição essa que considera os homossexuais como indivíduos de segunda categoria, portanto passiveis de sofrer qualquer tipo de discriminação. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, a situação da violência é alarmante e esse impacto requer especialmente da classe uma contraofensiva organizada e mobilizadora, quando toda a sociedade, isto é, os que sofrem diretamente as ações, familiares, amigos, simpatizantes se mobilizem para dá um basta as diversas violências sofridas. Dados sobre crimes de ódio catalogados pela instituição revelaram que 319 LGBT foram assassinados no país, sendo que na Bahia, terra da diversidade étnica, foram registrados de janeiro a dezembro daquele ano (faltou colocar o ano) 33 crimes de ódio contra gays. Este ano de 2016 a mesma pesquisa de janeiro a junho já contabilizou 136 crimes no Brasil e 18 deles aconteceram na Bahia. Cerqueira acredita que a população LGBT deve encontrar meios para dar respostas positivas ao impacto dessa doença social chamada de homofobia. As pessoas devem ser mais firmes e intolerantes a qualquer tipo de discriminação. Não se expor as agressividades e reagir utilizando as Leis. Nosso principal instrumento de luta e a Constituição Brasileira! Bastante lembrar que a legitima defesa é um direito humano de preservação da vida e dependendo das circunstâncias podemos nos valer dela. O que não podemos é morrer passivamente! Um outro grande instrumento de luta e denúncia são as redes sociais, tão eficaz como são o Ministério Público, justiça e Polícia Judiciária. Portanto, praticar o “olho por olho e dente por dente” em casos de discriminação por orientação sexual faz parte de nossa luta por uma sociedade mais humana e justa. “Quando o assunto é combater a homofobia, acredito que o diálogo será sempre importante e preferencial, porem se isso não for o bastante, é preciso pensar em outras formas de luta e reação, e isso inclui a represália e retaliação. Diversos são os mecanismos que podemos utilizar para a luta por direitos, e isso perpassa por mantermos posturas proativas como por exemplo a investigação de possíveis comportamentos LGBTfobicos que possam desencadear ódios e discriminação, denunciando de forma escancarada aos órgãos do estado e começar a intimidar essas pessoas para elas não acharem que podemos ser alvo toda e qualquer discriminação” declarou. Perguntado se essa atitude de incentivar a retaliação não estaria incentivando outras atitudes radicais. “Muito pelo contrário, pois em uma guerra ao qual estamos sendo vítimas cotidianamente e com violências vindas de todos os lados, nós LGBTs temos que usar as armas disponíveis e fazer uma luta inteligente. Cultura não se muda com leis, mas com cultura e educação. Vamos criar a cultura da retaliação até que LGBTfobicos não nos humilhe, difame, não nos mate em boates, nas ruas, esquinas, casas. Quando esses doentes sociais compreenderam que o mundo é como é e as pessoas tem todo o direito de serem quem desejar ser, então terão de nós o que exalamos naturalmente, amor”. Queremos e exigimos tratamento com dignidade de ambas as partes, mas se vier com pancada, a regra é revidar com pancada, pois o que não dá e a gente ser sempre vítima. Confira o vídeo do programa. Onde denunciar a LGBTFOBIA em Salvador Grupo Gay da Bahia (GGB) Endereço: Ladeira de São Miguel, 24 – Pelourinho. Salvador, BA. Fone (71) 33222552 – ggb@ggb.org.br – www.grupogaydabahia.com.br Centro de Referência LGBT de Salvador Endereço: Avenida Oceânica, nº 3.731, Rio Vermelho. Salvador, BA. Telefone(71) 3202-2750 Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado Endereço: Avenida Ulisses Guimarães, n.3.386, Edifício Multcab Empresarial, 3 andar, Sussuarana. Salvador, BA. Telefone (71) 3117-9186 Ministério Público da Bahia/ MPBA: GEDEM/LGBT Endereço: Rua Arquimedes Gonçalves, no. 142. Jardim Baiano. Salvador, BA. Telefone (71) 33211949 Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social Núcleo LGBT 3ª Avenida, Plataforma 4, nº 390, 1º andar, CAB, Salvador, BA. (71) 3117-6597
GGB Convida para ato quinta- feira (16) pelos mortos em boate LGBT dos Estados Unidos.
Salvador, Bahia, quarta-feira, 15 de junho 2016 – Do GGB Acontecerá na próxima quinta-feira (16), em Salvador, ato público, promovido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em memória das 49 pessoas mortas no ataque terrorista homofóbico ocorrido no último domingo na boate LGBT Pulse em Orlando, na Flórida. Além das pessoas que estavam na boaete, o atirador foi assassinado pela polícia, totalizando 50 mortes. O ato acontecerá às 18h nas escadarias da Catedral Basílica de Salvador localizada no Terreiro de Jesus, Centro Histórico. O GGB convida todas as pessoas solidarias e pede para que levem flores e velas de sete dias para serem acessas em memória das vítimas. as pessoas também poderão rezar, pedir a Deus que essas pessoas sigam o caminho da luz da vida eterna. Segundo divulgou o GGB, o ato consistirá em acender velas em memória das pessoas que foram mortas. “Essa chacina premedita aconteceu no mês de junho que se comemora em todo mundo civilizado, o Dia Internacional do Orgulho Gay, dia em que a comunidade LGBT de Nova Iorque reagiu e estancou a violência policial contra os LGBT. Esse ataque nos apavora ao tempo que revela pois, a partir de agora, sem precedentes no mundo, paira uma ameaça constante contra toda a população LGBT do mundo, especialmente no ocidente”, disse o presidente do GGB, em nota. “A nossa comunidade não pode viver ameaçada pelo medo causado por ataques motivados pela homofobia, lesbofobia e transfobia, independentemente de região geográfica que vive, religiosidade ou sistema politico vigente”, ressaltou Cerqueira.Dados do grupo indicam que no Brasil esse ano foram registrados 132 LGBTs. Desses, 17 foram na Bahia entre janeiro e junho desse ano. Quinta-feira,16, ás 18h Frente da Basílica da Sé de Salvador Terreiro de Jesus S/N – Centro Histórico.
25 de maio – Dia Nacional da Adoção.
David, Felipe, Jéssica, Toni e Alyson: filhos foram adotados já com a idade avançada. Poucos aceitam aquelas com mais de sete anos (foto: Valquir Aureliano) Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de maio de 2016 – Por Marcelo Cerqueira .- Dia 25 de maio é comemorado em todo o Brasil como o Dia da Adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Para além de um ato de amor, a adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”. Algumas pessoas não podem ter filhos, alguns filhos foram abandonados por seus por seus pais e recolhidos por orfanatos e instituições do movimento social que realizam trabalhos de proteção à primeira infância. Qualquer pessoa habilitada pode adotar uma criança hoje no Brasil, inclusive casais LGBT que dispõem de duas formas de ação. Adoção homoparental é aquela que o casal LGBT pode adotar de forma conjunta. Já a coadoção é quando um dos parceiros já possui filhos biológicos ou mesmo adotados, ou seja, é a adoção pelo outro parceiro. Adoção de crianças por LGBTs ainda é algo proibido na maioria dos países do mundo. No Brasil não seria diferente se não fosse uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu as relações entre pessoas do mesmo sexo como núcleos familiares, conferindo a elas o status de família. Essa decisão facilitou a vida dos casais que já se encontravam na fila de adoção dos orfanatos do Brasil. A decisão veio em boa hora para o casal curitibano Toni Reis e David Harrad que tiveram de esperar cerca de sete anos para adotar Alysson, enquanto os casais heterossexuais no máximo esperavam um ano. Passados trinta e seis anos da fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), pelo professor Luiz Mott, muita coisa mudou nesse sentido, avanços e retrocessos são muitos. Uma pessoa LGBT que declare a sua orientação sexual pode adotar, talvez isso leve um certo tempo, considerando que a maioria das instituições e órgãos estão impregnados de LGBTfobia institucional, o casal LGBT pode aumentar a sua família por meio da adoção, pra isso é preciso ser casados de fato e direito. É preciso que o casal apresente entre outros documentos a Certidão de Casamento emitida pelo Cartório Civil. O STF reconheceu adoção por casal LGBT e o Brasil avançou mais nos direitos dessa população. Entretanto, no Congresso Nacional, deputados rechaçam os diferentes núcleos familiares, não reconhecem essa união que precisa ser aprovada pelos deputados para ser um direito. Enquanto esse dia não chega a decisão do Conselho Nacional de Justiça continua valendo, mesmo porque o Congresso Nacional não tem poder para revogar uma decisão do Supremo Tribunal Federal, ao contrário. Nos últimos meses, vimos pela televisão que alguns deputados federais não possuem nenhuma moral para emitir opiniões sobre esses temas modernos que se referem aos direitos civis como essas matérias. Esses deputados inventam calunias para atingir os LGBTs na sua dignidade. Eles se negam a reconhecer a diversidade de família e reconhecem apenas uma forma, o que é um erro premeditado, especialmente porque eles se beneficiam de algum modo junto aos seus eleitores ou mesmo dos líderes do seu segmento, inventam diferenças entre casais e núcleos familiares, o que não existe. Não existe diferença entre um casal heteronormativo e homoafetivo. As pessoas possuem as mesmas capacidades de educar, prover e amar. A homossexualidade não é transmitida de pai para filho, senão todos seriam heterossexuais. Uma criança criada por um casal LGBT pode vir a ser homossexual, sim, ou não. Isso não depende da criação! O importante é reconhecer a capacidade de adotar e de amar e receber o amor desse ser que se insere na família em dose dupla, o amor do ato e o retorno dele nos gestos do cotidiano como a pronúncia da palavra pai ou mãe no caso da adoção por casal de mulheres. É importante conhecer os ciclos de um casal LGBT o que é muito similar aos heteronormativos. Quando um casal toma a decisão de adotar uma criança, esse casal de forma espontânea e inconsciente já se encontra vivendo em estágio pleno da relação homoafetiva, e adoção é apenas a finalização dessa instituição familiar. O processo de adoção é fácil; basta procurar um orfanato e ficar na espera da criança. Depois, fazer os procedimentos legais da adoção. Talvez a criança seja alvo de preconceito, mas no geral entre adolescentes existe disputa de territórios. Os magros, gordos, negros passam por isso e apenas se tornam mais fortes. Por outro lado, veja que avanço: as escolas cada vez se adaptam para fazer reuniões de famílias e nãos de pais e mestres. O mundo mudou; só quem se beneficia com a difamação, calunia e opressão aos LGBTs é que não mudam. Mas, podemos mudar com o nosso voto. Atualizado em 25 de maio de 2016 ás 15h35min. Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia. Ativista socialista pelos Direitos do KGBT da Bahia
“Não quero ser apenas uma madrinha”, diz Rosemma em visita à sede do GGB
Salvador, Bahia, 25 de maio de 2016 – Do GGB .A secretária municipal de Ordem Pública de Salvador – e Madrinha da 15ª Parada do Orgulho LGBT -, Rosemma Maluf, esteve nesta terça-feira (24) na sede do Grupo Gay da Bahia\GGB, entidade realizadora do evento que está entre os maiores do mundo. O objetivo dela foi conhecer mais sobre o primeiro grupo criado exclusivamente para a defesa dos direitos LGBT no Brasil. Durante mais de uma hora de conversa, Rosemma conheceu a diretoria do GGB, as dependências do órgão e seus arquivos históricos. Também conversou com vários integrantes go grupo no salão principal João Antônio Mascarenhas. Demonstrando bastante interesse em conhecer mais sobrre as atividades do GGB, ela questionou se havia alguma programação de eventos em preparação à 15ª Parada. O presidente da entidade, Marcelo Cerqueira, apresentou a programação da V Semana da Diversidade, que começa dia 4 e segue até 11 de setembro deste ano e esclareceu que há uma militância diária em defesa dos direitos LGBT. “No que posso ajudar, não quero ser apenas uma madrinha, quero contribuir de alguma maneira para ajudar diminuir o preconceito”, disse Rosemma, mostrando-se animada com a indicação para a função de madrinha. A Parada LGBT da Bahia é a segunda no Brasil em participação popular, ficando atrás de São Paulo e à frente de cidades como o Rio de Janeiro. Entretanto, o evento baiano ganha no aspecto cultural por ser o que mais possui atrações musicais e uma semana inteira de atividades culturais que abrange seminários, mostra de filmes, artes plásticas e campanha publicitária para atrair visitantes da Bahia e de outras partes do Brasil. O show da cantora Rianna, previsto para acontecer em Salvador no dia 9 de setembro, também foi tema da pauta de reunião. Devido à realização do show da cantora americana, Salvador deverá ser destino turístico de uma grande quantidade de LGBTs de fãs da pop star. “Essas pessoas chegam na sexta-feira em Salvador. A ideia é fazer com que elas passem o final de semana na cidade”, declarou Cerqueira, alertando que, para isso, é preciso que a 15ª Parada LGBT apresente uma programação com atrações de peso para que os turistas fiquem para o evento, ativando por mais tempo a cadeia econômica local. De acordo com o GGB, a grade de atividades culturais já está praticamente criada, mas depende de mais apoio para ser ainda mais qualificada, “para seduzir mais visitantes”. Diante dos esclarecimentos, a madrinha indicou que vai buscar fazer esse diálogo com os órgãos da administração municipal. Entre as novidades desse ano para a função de madrinha e padrinho consta a visita às instituições e órgãos públicos com serviços voltados para o segmento LGBT na cidade de Salvador. Rosemma Maluff e Alex Lopes irão visitar a Casa de Apoio ao Portador do Virus HIV (Caasah), Instituição Beneficente Conceição Macedo, Centro Municipal de Referência LGBT entre outras. Diferentemente dos anos anteriores, a pedido do GGB, os ambulantes só poderão explorar o evento se estiverem devidamente autorizados e portando licença expedida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). A V Semana da Diversidade Cultural LGBT da Bahia é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB), Grupo Quimbanda Dudu com apoio da Prefeitura do Salvador, Governo do Estado da Bahia por meio da Bahiatursa, Secretarias de Turismo, Saúde, Cultura e da Superintendência dos Direitos Humanos da secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (sedes). Apoio cultural do site Dois Terços, Canal Me Salte, Guia Gay de Salvador e Thermas Planetário11.
Transexuais na corporação: Para Marcelo Cerqueira, PM baiana deve seguir exemplo de Pernambuco.
Salvador, Bahia, 20 de maio de 2016 – Do GGB. O Grupo Gay da Bahia considerou simbólica e exemplar a decisão do governo de Pernambuco, que decidiu rever o edital que previa a eliminação de candidato transexual do concurso da Polícia Militar, previsto para o próximo dia 29. A decisão foi anunciada na última segunda-feira (16), duas semanas após o Ministério Público Estadual abrir investigação para apurar a denúncia de discriminação apresentada pelo Centro de Combate à Homofobia de Pernambuco. Com o recuo, a PM pernambucana poderá admitir transexuais em seus quadros. O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu a notícia com entusiasmo e expectativa que a Bahia possa adotar o mesmo procedimento nas admissões de pessoal para compor as Polícias. “Trata-se de uma decisão que tem imenso valor simbólico, pois representa um extraordinário avanço para reconhecimento do Estado de que não pode haver barreiras sociais ou políticas para as pessoas, especialmente por sua opção sexual. Parabenizo o Estado de Pernambuco, os conselheiros que participaram da Conferência LGBT e que pautaram o governo nesse sentido. O Ministério Público pernambucano, que também deu uma lição de cidadania. Agora, esperamos que o governo da Bahia mire-se no exemplo do governo de Pernambuco e assegure esse direito aos transexuais baianos também logo ocorra concurso”. Declarou Marcelo Cerqueira, presidente da entidade. O edital original previa a inaptidão e a eliminação do candidato que apresente, no exame médico, desvios e transtornos sexuais conforme as patologias descritas na relação das doenças e problemas relacionados à saúde. O documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a “transexualidade” como transtorno de identidade sexual. Este item é atacado por entidades de defesa dos direitos humanos, que reclamam de discriminação contra travestis e transexuais. A transexual Ariane Senna, estudante de psicologia em Salvador, questiona” Somos capazes de ocupar de forma competente qualquer função, ou tarefa, nada nos desabilita em relação aos demais, exceto a falta de acesso ao conhecimento e as oportunidades profissionais, servir a nação é dever de todo cidadão brasileiro”, disse. A Secretaria de Defesa Social (SDS), responsável pelo edital, aceitou os argumentos do promotor de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos da Capital, Maxwell Vignoli. Ele argumentou que a transexualidade não é impeditivo para o exercício das funções previstas para a PM. A mudança precisa ser publicada no Diário Oficial do Estado. O governo de Pernambucano aceitou outra sugestão do Ministério Público: estabelecer regras específicas na avaliação física de transexuais. Pelo acordo, os exercícios terão de ser feitos de acordo com as condições biológicas do candidato, e o gênero. A eliminação compulsória de transexuais femininos e masculinos gerou uma nota de repúdio da III Conferência Estadual LGBT. A tendência é que os exames físicos sigam o modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pelo qual o atleta deve ser avaliado, com laudo médico, segundo as características físicas mais aproximadas: se homem ou mulher. Ao todo, 121.807 pessoas se inscreveram para disputar as 1.500 vagas do concurso da PM de Pernambuco. Não há estimativa de quantos candidatos sejam transexuais, ou mesmo homossexual. O Grupo Gay da Bahia vai encaminhar demanda as Secretarias de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS) , Secretaria municipal de desenvolvimento social (Sedes) e Centro Municipal de Referência LGBT com a finalidade de instituir grupo de trabalho para acompanhar os editais de recrutamento no Estado. O GGB elegeu a transexualidade como tema da 15 Parada do Orgulho LGBT da Bahia que acontece em Salvador no dia 11 de setembro próximo. O tema escolhido foi “Uma vida sem violência é um direitos das travestis e mulheres trans. A mensagem indica que em casos de violência a pessoa ligue para o Disk 100. A população de homens trans também será contemplada, a mensagem de traz mensagem de respeito aos homens trans, uma população que existe e vive no anonimato, mas que a cada dia busca visibilidade social.
Nome social: uso por advogadas travestis e transexuais é uma grande vitória, afirma presidente do GGB
Salvador, Bahia, 19 de maio de 2016 – Do GGB – O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, comemorou a aprovação pelo Conselho Pleno OAB – instância máxima de decisão da entidade – da utilização do nome social por advogados e advogadas travestis e transexuais no registro da Ordem. A proposta aprovada no último 17 de maio internacional de combate a homofobia permite ainda a inclusão do nome social nas carteiras de identidade profissional. O relatório elaborado pelo conselheiro federal Breno Dias de Paula, de Rondônia, determina que o período de carência para a adequação à novidade seja de seis meses. A proposição aprovada nesta terça-feira determina que o nome social seja incluído ao lado do nome de certidão na carteira profissional e nas identificações online no âmbito dos sistemas da OAB em todo o Brasil. Na visão do militante LGBT, a decisão da OAB demonstra que a entidade vem envidando esforços reais para proteger a dignidade humana; neste caso específico, se seus próprios filiados. “O nome social tem fundamental valor subjetivo, tem profunda relação entre a pessoa e seu meio, e até consigo mesma. Foi realmente uma decisão que nos dá a certeza de que a luta por uma sociedade justa tem surtido efeitos”.
17 de maio, dia mundial contra a Homofobia
Salvador, Bahia, 17 de maio de 2016 – Por LUIZ MOTT – Nos últimos tempos, alguns acadêmicos e militantes tem defendido a hipótese que a homofobia – hoje chamada de LGBTfobia, teria sido implantada no Brasil como “política de Estado” durante a ditadura militar. Ledo engano. Desde a Colônia, passando pelo Império, e sobretudo nos últimos anos, a discriminação aos LGBT sempre foi institucionalizada, percorrendo todos os estratos sociais. De norte a sul do país se ouve dizer “viado tem mais é que morrer!” ou, como repetiu o Deputado Bolsonaro, “prefiro meu filho morto do que gay!” Apesar do Brasil ostentar um vibrante lado cor de rosa, com a maior parada gay do mundo, com um deputado gay assumido e célebres artistas assumidamente lésbicas, nosso país é marcado pelo vermelho sangue: a cada 27 horas um gay ou travesti é barbaramente assassinado, vítima de crime de ódio. Somos o campeão mundial homicídios homofóbicos, reforçados pela impunidade dos criminosos. Em 2016 foram documentados 318 assassinatos de lgbt e como mostra o site “Quem a homotransfobia matou hoje” https://homofobiamata.wordpress.com/ só nesse ano já foram assassinados 113 lgbt, 12 na Bahia, depois de S.Paulo (19 vitimas), o estado mais homofóbico do país. “Tal barbaridade tem solução, diz o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB: educação sexual científica em todos os níveis escolares, equiparação legal da homofobia ao crime de racismo e políticas públicas eficazes em favor de mais de 10% dos brasileiros e brasileiras da tribo do arco íris, que já têm o direito de casar mais correm grave risco de vida de andar de mãos dadas pela rua”. A propósito, foi o Grupo Gay da Bahia quem introduziu em 1982 no Brasil o termo “homofobia”, assim como a celebração do Dia Mundial contra a Homotransfobia.
Caso Bruna Menezes: Audiência para apurar caso de transfobia acontece nessa sexta-feira na 4 Vara crime de Itapuã.
Caso Bruna Menezes: Audiência para apurar caso de transfobia acontece nessa sexta-feira na 4 Vara crime de Itapuã. Salvador, 12 de maio de 2016. Por GGB. Acontece amanhã, sexta-feira, 13, ás 15h na 4ª Va dos Sistemas dos Juizados Especiais e Criminal de Itapuã de Bruna Menezes, transexual vitima de transfobia praticada por Francisco Santos da Silva, que responde por lesão corporal, praticada contra a mesma. Bruna prestou queixa crime na Delegacia do Bairro de Tancredo Neves, acompanhada de sua mãe, Marcelo Cerqueira e Millena Passos. O caso recebeu grande repercussão nos meios de comunicação, e muita indignação de populares. Amanhã as partes buscará uma conciliação, isto é uma recompensa financeira proveniente da agressão, á vitima recebe algo em troca e arquiva-se o processo. Outro desfeche do processo é a suspensão da condicional no processo determinando a reclusão do agressor. O outro réu, Jailson dos Santos, responde por tentativa de homicídio qualificado, ainda sem data prevista para audiência de instrução. O advogado Rogério Mattos, criminalista acompanha o caso por intermediação do Grupo Gay da Bahia. “ É preciso que a Lei seja aplicada, para acabar com a impunidade” disse o magistrado. O Grupo Gay da Bahia (GGB) espera a condenação dos envolvidos, com base na sustentação de que os mesmos praticaram um crime premeditado e com requinte de brutalidade, atentando contra a vida da transexual e do seu parceiro, alvejado por um disparo por arma de fogo na região pélvica, deixando-o em grave estado de saúde. “ Vamos botar esses bandidos um por um na cadeia” disse Marcelo Cerqueira presidente do GGB.
Como é namorar alguém que é assexual?
Image captionSophie achava que George era ‘homorrômantico’ até o beijo no cinema CAMILA RUZ / DA BBC NEWS MAGAZINE – Salvador, 8/05/2016 – Sophie e George são jovens, apaixonados e…assexuais. Mas um namoro sem sexo não significa um relacionamento simples e sem complicações. Sophie Jorgensen-Rideout e George Norman se conheciam por cerca de cinco meses antes de se encontrar para um cinema – e assistir a Como Treinar o seu Dragão. Mas uma coisa levou a outra, e os dois acabaram se beijando. “Eu entendo que quando dizemos ‘nós nos beijamos’, isso geralmente significa outra coisa para as pessoas”, diz George. O estudante de 21 anos está entre a pequena parte da população britânica – 1% – que se declara assexual. Mas apesar de George já saber de sua orientação há algum tempo, ele só começou a se identificar abertamente como assexual no primeiro ano da universidade. Leia também: Jovem aborda tabu de viver sem desejo sexual: ‘Não acho que eu esteja perdendo alguma coisa’ “Outras pessoas assexuais acham isso engraçado, mas, no meu caso, na maior parte da minha infância e adolescência, eu meio que pensava que todos eram como eu. Eu simplesmente achava que eles estavam escondendo de uma forma melhor do que eu”, conta. Ser assexual não é uma escolha, como o celibato. George nunca sentiu atração sexual por ninguém, mas, como tantas outras pessoas na comunidade assexual, ele está em um relacionamento amoroso. O primeiro beijo veio como uma surpresa. “Eu achava que George era ‘homorromântico’”, conta Sophie. “Isso só mostra como o romantismo pode ser fluido.” Uma pessoa “homorromântica” é a que sente atração romântica por pessoas do mesmo sexo. Esse é apenas um dos inúmeros termos usados para descrever as diferentes formas de atração amorosa entre as pessoas. Image captionGeorge e Sophie estão entre a pequena parte da população britânica – 1% – que se declara assexual “Eu não acho que haja qualquer relação entre sexo e amor. Isso só me confunde, essa ideia de que um não existe sem o outro”, relata Sophie. “Acho que a sexualidade é relativa e variável, assim como o romantismo, então é pouco provável que você consiga encaixar tudo isso em um único padrão.” A identidade sexual que Sophie gosta de usar para se definir é “assexual cinza”. Ela descobriu o termo ao compartilhar suas experiências nas inúmeras redes sociais e páginas de discussão sobre o tema na internet – incluindo a Asexual Visibility and Education Network (Rede de Educação e Visibilidade para Assexuais), a principal plataforma online em inglês para a comunidade assexual. Eu não acho que haja qualquer relação entre sexo e amor. Isso só me confunde, essa ideia de que um não existe sem o outro. Sophie Jorgensen-Rideout, que se define como ‘assexual cinza’ Não há uma definição exata sobre o termo assexual cinza, mas geralmente ele descreve pessoas que estão em um meio termo entre serem “sexuais” ou “completamente assexuais”. Para Sophie, isso significa que ela sentiu, em rara ocasiões, atração sexual. “É algo que vem e vai. Às vezes está ali, mas eu posso simplesmente ignorar, apagar isso e continuar meu dia normalmente.” A variedade enorme de tipos de assexuais muitas vezes é mal compreendida. Pessoas da comunidade muitas vezes ouvem comentários de que estariam “confusas” ou mesmo “rotulando sentimentos desnecessariamente”. Leia também: Ciência revela as melhores estratégias para a paquera virtual “Existem muitos estigmas e concepções erradas sobre o tema”, diz Evie Brill Paffard, que se identifica como “demissexual” e está em um relacionamento com outras três pessoas. “Assexual significa simplesmente uma falta de atração sexual. Não significa nada além disso. Pode ser interpretado de diversas maneiras.” O termo “demissexual” é utilizado geralmente para descrever pessoas que só sentem atração sexual por alguém depois de ter um vínculo emocional forte com essa pessoa. Não é o mesmo que optar pela abstinência. Evie não consegue sentir qualquer atração sexual até que haja um laço romântico muito forte ali. Image captionEvie é ‘assexual’ mas faz sexo com as três pessoas com quem mantém um relacionamento – ela é demissexual e adepta do poliamor “A ideia de que você pode olhar uma pessoa ou conhecê-la e logo se sentir atraído sexualmente por ela é algo que é normal para muita gente, mas comigo não acontece.” Evie conheceu seu primeiro namorado em uma sociedade de estudantes do fetiche. “Pessoas assexuais podem parecer um pouco bizarras”, ela diz. Elas podem não estar interessadas no lado sexual da coisa, mas ainda podem curtir um tipo de “emoção hedonista”. A jovem normalmente diz às pessoas que está em diversos relacionamentos – ela é adepta do “poliamor” – antes de dizer que é demissexual. “Acho que com a comunidade do poliamor, existem várias concepções erradas. Porque normalmente as pessoas pensam que isso significa curtir um swing e transar com todo mundo. Mas para mim, não é assim. Eu simplesmente amo várias pessoas.” Pesquisas sugerem que pessoas assexuais, em geral, são vistas de forma mais negativa do que pessoas com outras orientações sexuais. Entre todos os grupos estudados, elas são frequentemente vistas como “desumanizadas”, vistas por agirem, ao mesmo tempo, como máquinas ou como animais. “Acho que essa é uma atitude comum que as pessoas têm em relação a pessoas e relações que, só por existirem, fazem com que elas acabem questionando suas próprias ações e premissas”, afirma Nick Blake, que não é assexual, mas está em um relacionamento com uma demissexual. ‘Quando você para de ver as coisas no velho padrão em que elas se apresentam, a vida fica muito mais interessante. Nick Blake, que namora uma pessoa assexual Ele conheceu Liz Williams dois anos atrás em uma festa de Ano Novo. “É como ter uma conversa sobre respirar. Faz com que você adquira uma super consciência sobre sua própria respiração e você vai acabar sentindo que é estranho e pouco confortável”, diz ele. “Acho que é daí que vem um pouco da confusão e do desentendimento sobre o tema.” Image captionLiz é assexual, mas namora Nick, que não