Parada Gay: Pagamos impostos, somos consumidores e queremos patrocínio cultural do Governo e Empresariado.
Salvador, Bahia, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015. Da assessoria do GGB Terminado o Carnaval, que guardadas as proporções é a maior festa gay do Brasil, “o mundo volta a girar” nessa perspectiva queremos agora abordar um tema que não deixa de ser sério, especialmente, alegre e ainda muito lucrativo: as Paradas Gay que a partir de maio começam pipocar no Brasil inteiro. O Grupo Gay da Bahia (GGB) torna pública sua posição em relação ao apoio cultural e patrocínio das ações da Diversidade por órgãos públicos e iniciativa privada. Marcelo Cerqueira, presidente da entidade acredita que ausência da participação em forma de patrocínio, reflete certo tipo de preconceito com base na orientação sexual, isso só pode mudar por meio de ação cultural organizada da comunidade, movimento social e apoio dos órgãos públicos. Passados trinta e cinco anos da fundação do Grupo Gay da Bahia as “Paradas do Orgulho Gay” eram muito mais um movimentode luta em defesa das bandeiras ligadas ao universo LGBT, hoje após duas décadas da primeira parada, elas, além de empunharem estas mesmas bandeiras, passaram a ser uma explosão de criatividade, de efervescência cultural e um evento importante gerador que contribui com aumento do fluxo turístico na região. Por ser um evento de protesto, acompanhado de muita descontração e música as Paradas caíram no gosto popular e uma multidão de simpatizantes engrossou o movimento de visibilidade LGBT, o que é muito bom. Pelo país inteiro já existe um calendário de Paradas, sejam elas nos bairros, em pequenos municípios e nas principais capitais brasileiras . Já é uma data esperada com grande expectativa pela população LGBT, artistas e trade turístico que realiza negócios financeiros e faz circular a economia. Parece que não, mas o segmento LGBT movimenta uma grande cadeia produtiva de hotéis, companhias aéreas, agencias de viagens, transportes, alimentação, bares, restaurantes, teatro, bebidas, contratação de artistas cantores, dançarinos, coreógrafos, equipamentos de montagem, sonorização, iluminação artística, taxis e expressivo volume de trabalhadores do comércio informal, tais como vendedores de bebidas, acessórios e prestadores de serviços culturais. Fato é que em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador as Paradas já constam no calendário oficial dos festejos e compõem a lista dos principais eventos geradores de fluxo turístico, isto é, exerce influencia na decisão do visitante pelo destino. Calcula-se que esse fluxo de pessoas chega a 8,1 milhões de pessoas no dia do desfile (só em Sampa, 3 milhões, meio milhão em Salvador) fazendo uso e se apropriando dos espaços públicos formais das cidades. É, efetivamente, um ambiente de explosão cultural e de oportunidades para a realização de negócios econômicos para muitos setores e segmentos diversificados ao exemplo da cultura e entretenimento. Os eventos e negócios da diversidade em países como Canadá, Alemanha e Estados Unidos recebem incentivos tanto dos órgãos públicos quanto pela iniciativa privada e são tradados como preciosidades por serem iniciativas que trazem valores associados às identidades das tribos urbanas. Aqui no Brasil ainda enfrentamos grandes dificuldades de financiamento, a iniciativa privada, ainda tem muito preconceito em vincular as suas marcas ao público lgbt principalmente as empresas de bebidas e de entretenimento que lucram bastante sem assegurar as contrapartidas necessárias. De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos a Parada Gay da Bahia em 2014 produziu 70 mil quilos de lixo em sua maioria latinhas e garrafas de plástico, as marcas não enxergam esse público como consumidor dos seus produtos. O Poder público apóia as paradas com muita timidez, isso faz com que se operacionalize o principal estrutural, diante da falta de interesse do privado, incluindo os bancos os governos devem sair dessa condição e avançar com aportes expressivos. Desta maneira é importante que os editais dos órgãos da administração pública direta como Ministério da Cultura, Turismo e Saúde, empresas estatais como Petrobras, Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Caixa Econômica, Eletrobrás e Correios incorporem o apoio a diversidade e as Paradas do Orgulho de Gays, Lésbicas e Trans como eventos beneficiados por possíveis patrocínios, uma vez que cumprimos todos os pré-requisitos regimentais e somos responsáveis por eventos de grande visibilidade no país. Os números indicaram mais de 1,5 milhões de pessoas em São Paulo, 1 milhão no Rio de Janeiro e 800 mil em Salvador em 2014 isso não pode ser desconsiderado por nenhuma empresa a não ser que seja motivada por preconceito. O movimento social LGBT movimenta grande número de pessoas formadoras de opinião, temos qualidade artística e cultural, geramos grande fluxo turístico e movimentamos uma cadeia produtiva responsável por milhões de empregos. Qual é o problema de não nos financiar?! Contatos Marcelo Cerqueira 71 9989 4748 ggbbahia@gmail.com
XVIII Fantasia Gay da Bahia reafirma tradição na segunda-feira de carnaval 2015
Salvador, Bahia, quarta-feira 18 de fevereiro de 2015. Assessoria do GGB. A Praça da Sé no Centro Histórico de Salvador recebeu nessa segunda-feira, 16, a partir das 18h a XVIII edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay da Bahia. Para o evento foi instalada uma passarela forrada por tapete vermelho, serviço de som e iluminação especial ainda camarim para receber os candidatos e artistas que se apresentaram no espetáculo que reuniu uma multidão de pessoas para contemplar as produções realizadas pelos concorrentes. Antes do desfile atores transformistas dublaram musicas de artistas consagradas como Mariene de Casto, Elza Soares, Anita e Ney Matogrosso recebendo aplausos da plateia. Vinte candidatos se inscreveram sendo seis na categoria luxo e os demais na categoria originalidade, os primeiros a se apresentarem aos olhares atentos de onze jurados que julgavam com base nos critérios orientados pela entidade para as categorias. Era por volta das 19h quando Michelle Lorem, Scher Marie Mercury e Marcelo Cerqueira anunciaram a entrada na passarela do primeiro candidato. Após o desfile de todos os candidatos os jurados escolheram as quatro melhores fantasias sem ordem de classificação, na sequencia foram eles as quatro melhores na categoria e em seguida a eleição dos candidatos que desfilaram fantasias luxuosas, inéditas no carnaval da Bahia. Na categoria luxo, candidatos desfilaram fantasias com mais de 34kg, mas isso não é problema para que já esta costumado, nem reclamara da espera. Sandra Faria, mulher trans representando o Pernambuco pelo segundo ano levou o primeiro lugar recebendo R$ 5 mil com alegoria dedicada ao orixá Oxum deusas das águas doces. Para compor a fantasia a candidata usou pedras especiais, penas preciosas descoloridas e não faltaram peixes e o tradicional espelho para refletir a beleza do orixá vaidosa. Na categoria os vencedoras também foram Geraldo Correia, Thamy Bitencourt, Neemias Assunção, respectivamente. Em originalidade o primeiro lugar foi para Severino Queiroga com a fantasia último visitante sideral da terra do axé, recebeu o premio de 4 mil reais. Os demais vencedores foram Ivo Lancelot, Priscila Dior e Paulo Rick. Como símbolo do prêmio os vencedores receberam um cheque simbólico com o valor do prêmio que será depositado na conta bancaria de cada um. Mesmo diante das limitações devido ao espaço limitado o evento manteve a sua qualidade e levou ao público um espetáculo de arte e beleza contribuindo assim para o fortalecimento do carnaval do Centro Histórico de Salvador. O XVIII Concurso Nacional de Fantasia Gay da Bahia é uma realização do Grupo Quimbanda Dudu e Grupo Gay da Bahia (GGB). Recebeu patrocínio da Prefeitura de Salvador por meio da Saltur. As ações de prevenção receberam apoio do Laboratório Sabin, Coordenação Estadual de DST/Aids. O GGB e Quimbanda Dudu distribuíram cerca de dez mil preservativos em atividades de corpo a corpo durante a folia e nos espaços de sociabilidade LGBTs nas imediações do circuito do centro. GGB retoma Vila da Diversidade em 2016 Com a retomada do projeto que teve a sua primeira edição no Largo Dois de Julho acontecerá um aumento de forma organizada do segmento no carnaval da Bahia, hoje restrito as poucas iniciativas organizadas. A Vila da Diversidade deverá ter como destino a Praça Castro Alves, local preferido pela Diversidade como espaço de lazer durante o carnaval. A ideia do projeto é proporcionar entretenimento associado ao conformo e qualidade artística e cultural para não somente seduzir os nativos, mas visitantes estrangeiros e nacionais durante o carnaval. “Existe enorme quantidade de LGBTs que vagam nas ruas, sem uma ação voltada para eles” considera Marcelo Cerqueira presidente do GGB, indicando que a concentração de eventos em um lugar seria boa por reforçar a identidade e dar mais segurança a essa população por estar em um espaço pensado para ela. A Vila da Diversidade na Praça Castro Alves receberá o desfile de fantasias, barracas e o palco diversidade divertida onde acontecerão shows coreografados de transformistas com grande elenco todos os dias, grupos musicais e outros das 15h até 1h. Contatos ggbbahia@gmail.com Fone (71) 9989 4748
Concurso de Fantasia Gay acontece segunda-feira de Carnaval na Praça da Sé
Salvador, Bahia, terça-feira, 27 de janeiro de 2015 – Da Assessoria do GGB. Quem quiser pode até o dia 11 de fevereiro fazer a sua inscrição para o XVIII Concurso Nacional de Fantasias do Grupo Gay da Bahia (GGB) que vai acontecer na segunda-feira de Carnaval (16/02). A inscrição é gratuita e as fichas estão disponíveis na sede da entidade, no Centro Histórico. As categorias são luxo e originalidade. Os candidatos devem ser maiores de 18 anos ou ter presença de responsável para autorizar participação. Cada categoria terá quatro fantasias premiadas. O primeiro lugar na categoria luxo recebe prêmio de R$ 5 mil e em originalidade R$ 4 mil. No total, as duas categorias pagam R$ 24 mil em prêmios. Além do desfile de fantasias que por si só já é espetáculo de beleza singular, cerca de doze shows de transformistas faz parte da programação que começa ás 18h e segue até por volta das 21h00. A XVIII edição acontecerá na Praça da Sé. Uma passarela será montada nas imediações da fonte luminosa, ainda consta camarim para artistas e local para montagem das fantasias. Diferente do ano passado que houve a Vila da Diversidade esse ano as atividades de Carnaval no desfile e na realização do I Casamento Homoafetivo e Heterossexual, que acontecerá no dia 12 de fevereiro – o local ainda é mantido em sigilo, mas poderá ser realizado no Palácio da Aclamação, Campo Grande. A ação tem apoio da Prefeitura de Salvador. ( Marcelo Cerqueira DRT 2135-BA) Serviço Telefone (71) 3322 2552 – 8719 6905 e-mail: ggbbahia@gmail.com Rua Frei Vicente, 25 – Pelourinho – Salvador, BA
GGB abre inscrição para casamento coletivo que acontecerá na quinta de Carnaval 20 primeiros terão a taxa paga pela entidade.
Salvador, Bahia, terça-feira, 27 de janeiro de 2015 – Da Assessoria do GGB. Os casais interessados podem se inscreverem para o I casamento coletivo que será realizado durante o Carnaval deste ano. Voltada para casais gays, mas também aberto para os heterossexuais interessados, a cerimônia acontecerá na manhã da quinta-feira de Carnaval. A entidade mantém em segredo o local, que será ao ar livre. Os interessados devem preencher um formulário virtual ou na própria sede da entidade, no Centro Histórico, até 25 de janeiro. Também é preciso fornecer os documentos necessários para a efetivação do casamento. O GGB diz que a cerimônia busca promover a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2013, que determina que cartórios de todo o país devem celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. Para Marcelo Cerqueira, a decisão ainda é desconhecida de muitos casais e precisa ser celebrada. “Lutamos há mais de doze anos para que esse momento pudesse acontecer. É uma realidade graças a sensibilidade do Judiciário Brasileiro, que entendeu o sofrimento de muitos casais no Brasil”, diz Marcelo Cerqueira. Para se inscrever, o casal interessado deve ter mais de 18 anos e apresentar individualmente os originais da Certidão de Nascimento, Cédula de Identidade (RG) e Comprovante de Endereço. Os que já foram casados devem apresentar certidão de casamento com a averbação de divórcio. Podem se casar casais de todo o Brasil e estrangeiros. A cerimônia acontecerá em dois momentos, com entrega da Certidão de Casamento expedida oficialmente pelo Cartório, que montará um serviço exclusivo para o dia do evento. Depois acontecerá um ato religioso que será regido pelos babalorixás Vagner Pereira e Anthony Uelton, que abençoarão os casais interessados. O arroz será substituído por banho de pipoca e ervas perfumadas. O GGB convida pessoas interessadas em contribuir com a realização do evento coletivo com a doação de R$ 200,00 para custas do cartório e operacionalização da cerimônia no dia. Os apoiadores receberão uma certidão de padrinho expedida pela entidade. Os primeiros 20 casais inscritos regularmente terão a taxa paga pela entidade. Os casais terão direito a bolo, marcha nupcial e receptivo de convidados. Se você quer casar, aproveite esse momento e corra com os documentos, o cartório precisa receber com antecedência. Mais informações: Contatos : ggbbahia@gmailcom – ggb@ggb.org.br Telefones (71) 3322 2552 – 99894748 Marcelo Cerqueira – DRT-BA 2135
MAIS AMOR POR FAVOR
Mais amor por favor. Música resultado de uma campanha realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) em resposta ao Baylão do Robyssão, autor da música “Quem banca é o viado”. O GGB repudia esse tipo de movimento que trás a intolerância tatuada. A resposta nossa é essa canção que convoca as pessoas para amar. Letra de Salete Maria, interpretação de Mr. Gabliza. Salvador, Bahia, 23 de janeiro de 2015. Produção Grupo Gay da Bahia ©. Mais Amor Por Favor Agora vamos falar de amor Por que amar nunca foi pecado Minha voz proclama o Amor por que amar nunca foi errado Meu desejo é q o mundo se encante de amor, carinho e paixão Meu desejo é que a gente levante todo amor caído no chão Que Ninguem seja mais ofendido por amar diferente de mim Que ninguém seja mais agredido chega mais da um abraço aqui.. Eu aceito a diversidade Respeito toda forma de amor Eu espalho por toda cidade a bandeira repleta de cor…. Mais amor..Mais amor por favor..bis Se não faz mal a ninguém é aí oque é que tem?? Bis.. Composição: Salete / Mr.Galiza
ASSASSINATO DE LGBT NO BRASIL: RELATÓRIO 2014
Foto – Na manhã da última quarta-feira 17/09/14 o corpo de Wanderson Silva, de 17 anos, foi encontrado jogado em um matagal, próximo a Ponte do Baralho, em Bayeux (Paraíba), com um tiro na cabeça e marcas de espancamento. Salvador, Ba, terça-feira, 13 de janeiro de 2015 – Editoria do GGB – O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulga mais um Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil relativo a 2014. Foram documentados 326 mortes de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo 9 suicídios. Um assassinato a cada 27 horas. Um aumento de 4,1 % em relação ao ano anterior (313). O Brasil continua sendo o campeão mundial de crimes motivados pela homo/transfobia: segundo agências internacionais, 50% dos assassinatos de transexuais no ano passado foram cometidos em nosso país. Dos 326 mortos, 163 eram gays, 134 travestis, 14 lésbicas, 3 bissexuais e 7 amantes de travestis (T-lovers). Foram igualmente assassinados 7 heterossexuais, por terem sido confundidos com gays ou por estarem em circunstâncias ou espaços homoeróticos. Em números absolutos, os estados onde mais LGBT foram assassinados foram São Paulo (50) e Minas Gerais (30), porém em termos relativos, Paraíba e Piauí e suas respectivas capitais, são os locais que oferecem maior risco aos LGBT de serem violentamente mortos: enquanto no Brasil como um todo, os LGBT assassinados representam 1,6 de cada um milhão de habitantes, na Paraíba esse risco sobe para 4,5 e 4,1 para o Piauí. Durante décadas, o Nordeste foi à região de maior incidência de crimes homofóbicos: pela primeira vez em 2014, o Centro-Oeste emerge como a região geográfica mais intolerante, com 2,9 de “homocídios” para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul – a região menos violenta, com 0,7 mortes. São Paulo e Goiás foram os estados que revelaram o maior aumento destes crimes, respectivamente de 29 para 50 e de 10 para 21, enquanto Pernambuco e Rio Grande do Sul diminuíram. No Centro Oeste, o Mato Grosso do Sul foi o estado mais violento, (3,8 por milhão de habitantes) e o Distrito Federal, o que registrou proporcionalmente menor número de sinistros (1,0). Sudeste e Norte estão abaixo da média nacional em número de mortes. No Nordeste a Paraíba é estado mais perigoso, seguido do Piauí e Sergipe, sendo o Ceará e a Bahia os que registraram menor numero de homicídios. Na região Norte, Acre é o mais violento, em oposição ao Pará, menos perigoso. Nos quatro estados do sudeste observa-se pouca variação nessa incidência, de 1,8 a 1,1, sendo o Espírito Santo o mais perigoso e São Paulo o que oferece menor risco. No Sul, em todos estados o risco é inferior a 1 por 1 milhão, sendo o Rio Grande do Sul o mais tranqüilo, 0,4, com 5 mortes para uma população de mais de 11 milhões de habitantes, enquanto o Paraná, com a mesma população, teve o dobro de assassinatos (11). Quanto às capitais, São Paulo é em termos absolutos a metrópole onde ocorreram mais assassinatos: 16, não sendo registrado nenhum crime em Macapá e apenas um em Porto Alegre, Aracaju, Curitiba e Boa vista. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vitimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Inexplicavelmente o município de Nova Iguaçu (PR) com 4 assassinatos para 800 mil habitantes, superou o total de doze capitais mais populosas que registraram uma morte. Segundo o prof.Luiz Mott, fundador do GGB e coordenador dessa pesquisa há mais de três décadas, “os crimes contra LGBT desafiam a imaginação sociológica devido a sua imprevisibilidade: há estados que num ano matam-se mais gays, no outro, mais travestis; em janeiro de 2014 foram assassinados 45 lgbt, caindo para 17 em fevereiro, perfazendo uma média de 27 mortes mensalmente, sem possibilidade de interpretar-se cientificamente tal oscilação; enquanto nos anos anteriores sempre prevaleceu o uso de armas brancas na execução dos homicídios, nesse ano dominaram as armas de fogo. Ninguém consegue explicar tais oscilações anuais. ” Para o coordenador do banco de dados desta pesquisa, o analista de sistemas Eduardo Michels, do Rio de Janeiro, “a subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, já que nosso banco de dados é construído a partir de notícias de jornal e internet. Infelizmente são raríssimas as informações enviadas pelas mais de trezentas Ongs LGBT brasileiras. A realidade deve certamente ultrapassar em muito tais estimativas, sobretudo nos últimos anos, quando policiais e delegados cada vez mais, sem provas e sem base teórica, descartam preconceituosamente a presença de homofobia em muitos desses “homocídios”. Mott completa: “Lastimavelmente, a violência anti-homossexual cresce incontrolavelmente no Brasil. Nos 8 anos do governo FHC, foram documentados 1023 crimes homofóbicos, uma média de 127 por ano; no Governo Lula, subiram para 1306, com média de 163 assassinatos por ano; em apenas 4 anos, no Governo Dilma, tais crimes já atingiram a cifra de 1243, com média de 310 assassinados anuais – quase o dobro dos governos anteriores. Daí a urgência da Presidenta cumprir sua promessa de campanha de criminalizar a homofobia!” Perfil das vítimas: Dos 326 mortos, 163 eram gays (50%), 134 travestis (41%), 14 lésbicas (4%), 3 bissexuais (0,9%) e 7 (2%) amantes de travestis (T-lovers).Quanto a idade, 28% dos LGBT tinham menos de 18 anos ao serem assassinados e 68% das vítimas ao serem executadas estavam na flor da idade entre 20-60 anos. Quanto à composição racial, apesar de faltar informação sobre 30% das vítimas, 54% eram brancos, 41% pardos e 5% pretos. Os lgbt assassinados exerciam 20 diferentes profissões, confirmando a presença do “amor que não ousava dizer o nome” em todas as ocupações e estratos sociais. Predominaram as travestis profissionais do sexo, 37 das vítimas (12%), seguidas de 13 professores, 8 estudantes, 6 cabeleireiras, incluindo funcionários públicos, comerciantes, aposentados, um padre e um pai de santo. Quanto à causa mortis, altera-se levemente pela primeira vez a tendência observada em décadas anteriores, quando predominavam as armas brancas: 107
SÃO TIBIRA DO MARANHÃO: 4º Centenário do primeiro índio mártir da homofobia no Brasil (1614-2014) Lançamento de dois livros na Biblioteca dos Barris, 9 dezembro, 18hs.
Salvador, BA, sábado, 6 de dezembro de 2014 – 1614: poucos meses após sua instalação no Maranhão, os franceses, liderados pelo capuchinho Frei Yves d’Evreux, foram informados da existência de um famoso “Tibira”, termo da língua tupi para descrever os índios homossexuais. Na época a sodomia era considerada pela Cristandade “o mais torpe, sujo e desonesto pecado”. E para evitar um temido castigo divino e aterrorizar eventuais futuros amantes do mesmo sexo, ordenaram os capuchinhos a captura e prisão do índio gay, que foi sumariamente julgado, batizado e condenado a morte. Estouraram o Tibira amarrado na boca de um canhão, ao pé do Forte de São Luís, caindo seu corpo estraçalhado na baía de São Marcos, “para limpar a nova conquista do abominável e nefando pecado de sodomia.” Tal execução, arbitrária e sem autorização do Papa ou da Inquisição, é detalhadamente descrita e justificada pelo missionário em seu livro História das coisas mais memoráveis acontecidas no Maranhão nos anos de 1613 e 1614, comparando o infeliz índio gay recém batizado com São Dimas, o bom ladrão perdoado por Jesus no Calvário. Para celebrar o 4º Centenário dessa cruel execução, o GRUPO GAY DA BAHIA (GGB) escolheu 9 de dezembro, véspera do Dia Internacional dos Direitos Humanos, para o lançamento mundial da campanha pela canonização de São Tibira do Maranhão, primeiro mártir gay das Américas. Como estratégia, exige o pedido de perdão público por parte do Superior Geral da Ordem dos Capuchinhos de Roma por esse abuso fundamentalista, já que os missionários não tinham autoridade para condenar a morte os sodomitas (gays). O GGB requer igualmente que o Governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luis construam um monumento em homenagem ao mártir gay Tupinambá no mesmo local onde foi executado na boca de um canhão, na confluência da atual Rampa do Palácio com a Avenida Beira Mar. Ainda visando resgatar a heroicidade do primeiro mártir gay indígena brasileiro, vítima da homofobia religiosa, o GGB enviou ofício à CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, solicitando formalmente que interceda junto ao Vaticano para a abertura de processo de canonização do Tibira do Maranhão, alegando o precedente do Bom Ladrão, que apesar de seu passado pecaminoso, Jesus o perdoou garantindo-lhe um lugar como santo no céu. O mesmo ocorreu com esse índio gay maranhense, que ao ser executado, como garantiu seu juiz e executor, o capuchinho Yves Évreux, “sua alma imortal foi levada pelos anjos ao Céu, pois morreu logo depois do batismo, certeza infalível da salvação daquele a quem Deus concedeu tal graça, tão rara como o arrependimento do bom ladrão na cruz, a quem Jesus prometeu: Hoje estarás comigo no Paraíso!” O GGB conclama igualmente à FUNAI, Fundação Nacional do Índio e Associações de Povos Indígenas do Brasil para que encampem essa campanha para que a Igreja Católica eleve Tibira aos altares como mártir, já que foi executado devido à homofobia e ao etnocentrismo europeu-cristão, considerando que a homossexualidade masculina e feminina era fartamente praticada e respeitada entre todos nossos povos nativos, embora contemporaneamente seja discriminada, sobretudo nas aldeias e culturas que foram convertidas ao fundamentalismo cristão. Com essa campanha, o Grupo Gay da Bahia pretende igualmente chamar a atenção para as execuções que continuam a vitimizar os homossexuais no Brasil contemporâneo: 50% dos assassinatos de lgbt do mundo ocorrem no nosso país, um “homocídio” a cada 28horas. Um total de 284 crimes homofóbicos somente neste ano. No dia 9/12, 3ª feira, 18hs, no foyer da Biblioteca Central dos Barris o GGB fará o lançamento de dois livros: “São Tibira do Maranhão, 1614-2014, Índio Gay Mártir”, de autoria de Luiz Mott e do cordel “TIBIRA DO MARANHÃO: Santo Homossexual”, da cordelista e doutora da UFBa, Salete Maria. Nessa esquina, na orla de S.Luís, local do futuro monumento ao Tibira, aí ele foi executado na boca de um canhão.( Foto: meramente ilustrativa, não corresponde a imagem original).
A cada três minutos, um gay sofre violência no Brasil
Salvador, 21 de novembro de 2014 – Da agência Estado ( Edição: Marcelo Cerqueira) .A cada três minutos, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu acima dos 600%. Segundo números obtidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo” , o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011. Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6,5 mil denúncias. Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays. Estudante de Direito na USP, André Baliera, de 29 anos, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para casa pela Rua Henrique Schaumann quando dois jovens o ofenderam por causa de sua orientação sexual. Depois de uma discussão, acabou agredido pela dupla. “Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido”, conta Baliera. Quase dois anos depois, receio e medo ainda estão presentes no dia a dia, assim como o preconceito. “Em junho deste ano, estava com meu namorado assistindo a um filme em Santos e fomos xingados de viados dentro do cinema. Chamei a polícia na hora”, disse. Criminalização da homofobia só será discutida em 2015 Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o desafio é apurar os crimes. “Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências”, afirmou. Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na Praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata. “Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender a razão de ter sido agredida.” Assassinatos O filho de Avelino Mendes Fortuna, de 52 anos, não teve a mesma sorte. Nesta quinta-feira, 20, fez dois anos que Lucas Fortuna, de 28, morreu assassinado em Santo Agostim, no Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio. Depois da morte, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e pelo engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. “O pai que não sai do armário juntamente com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro”, afirmou. “Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família.” Preconceito A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDHPR e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição. No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas pelos estudantes de Ciências Agrárias. “Desde o começo do ano, recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio”, reclama. A Organização dos Advogados do Brasil (OAB) entregou queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. “É triste ver que em uma universidade, onde estamos para expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. A minha tristeza foi convertida em luta pelos direitos humanos. Espero que mais homossexuais tomem coragem para fazer o mesmo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Tim Cook fala sobre orientação sexual pela primeira vez: ‘Tenho orgulho de ser gay’ .
Em bela e inspiradora declaração, CEO da Apple diz: “Considero ser gay um dos maiores dons que Deus me deu” RIO – 30/10/14 – ás 20h – Não se fala em outro assunto no meio da tecnologia nesta quinta-feira. Tim Cook, diretor-executivo da Apple, falou abertamente, pela primeira vez, sobre ser gay. A orientação sexual do executivo já era conhecida de seus colegas de trabalho na empresa e, informalmente, por grande parte da mídia especializada. Mas ele nunca havia feito uma declaração pública a respeito. Em 24 de agosto de 2011, Steve Jobs renunciou ao cargo de diretor-executivo da Apple por motivo de saúde, recomendando ao conselho diretor que Tim Cook ficasse em seu lugar. Ele assumiu o cargo, sendo logo depois aclamado pela revista LGBT “OUT” como o número um na 5ª lista anual dos gays mais influentes dos EUA. Cook voltou aparecer na lista da publicação desde então. A própria Apple tem um longo histórico de celebração da diversidade e igualdade, tendo inclusive participado com Tim Cook da Parada do Orgulho LGBT de São Francisco, no início do ano. Cook, que jamais negou sua homossexualidade, optou por sair do armário fazendo uma espécie de manifesto por escrito ao site “Bloomberg BusinessWeek”, tornando-se um dos gays mais proeminentes do mundo corporativo. Após a publicação do artigo, grupos de ativistas rapidamente elogiaram o posicionamento de Cook. “O pronunciamente de Tim Cook salvará incontáveis vidas”, afirmou a Campanha dos Direitos Humanos, o maior grupo de proteção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros dos EUA, em um comunicado. “Ele tem sido um exemplo, mas hoje milhões ao redor do planeta extrairão inspiração de diferentes aspectos da sua vida”. Leia abaixo o artigo assinado pelo executivo da maior empresa do mercado tecnológico. “Ao longo da minha vida profissional, eu tentei manter um nível básico de privacidade. Eu venho de origem humilde, e não procuro chamar a atenção para mim. A Apple já é uma das empresas mais atentamente observadas em todo o mundo, e eu gosto de manter o foco em nossos produtos e nas coisas incríveis que nossos clientes podem alcançar com eles. “Ao mesmo tempo, eu acredito profundamente nas palavras do Dr. Martin Luther King, que disse que a pergunta mais persistente e urgente da vida é: ‘O que você está fazendo para os outros?’. Eu muitas vezes me desafiei com esta pergunta, e acabei percebendo que o meu desejo de privacidade pessoal tem me impedido de fazer algo mais importante. Isso é o que me levou até o dia de hoje. “Por anos, eu fui aberto com muitas pessoas sobre a minha orientação sexual. Vários de meus colegas na Apple sabem que sou gay, e isso não parece fazer diferença na maneira como eles me tratam. Claro, eu tive a sorte de trabalhar em uma empresa que adora a criatividade e a inovação e que sabe que isso só pode florescer quando você abraça as diferenças das pessoas. Nem todo mundo é tão sortudo. “Eu nunca neguei a minha sexualidade, mas ainda não tinha reconhecido publicamente minha opção, até agora. Então deixe-me ser claro: eu tenho orgulho de ser gay, e eu considero ser gay um dos maiores dons que Deus me deu. “Ser gay me deu uma compreensão mais profunda do que significa estar em minoria e me proporcionou uma janela para os desafios com que as pessoas de outros grupos minoritários lidam todos os dias. Isso me fez mais compreensivo, o que levou a uma vida mais rica. Tem sido difícil e desconfortável às vezes, mas minha opção me deu a confiança necessária para ser eu mesmo, para seguir o meu próprio caminho, e para superar as adversidades e a intolerância. Ser gay também me deu a pele de um rinoceronte, que vem a calhar quando você é o CEO da Apple. “O mundo mudou muito desde que eu era criança. A América está se movendo em direção à igualdade no casamento, e as figuras públicas que bravamente se declararam gays ajudaram a mudar as percepções e tornaram a nossa cultura mais tolerante. Ainda assim, existem leis nos livros da maioria dos estados que permitem aos empregadores demitir pessoas com base unicamente em sua orientação sexual. Há muitos lugares onde os senhorios podem despejar inquilinos por eles serem gays, ou onde podemos ser impedidos de visitar parceiros doentes e compartilhar seus legados. Inúmeras pessoas, especialmente crianças, encaram medo e abuso todos os dias por causa de sua orientação sexual. “Eu não me considero um ativista, mas percebo o quanto tenho me beneficiado com o sacrifício de outros. Então, se ouvir que o CEO da Apple é gay pode ajudar alguém lutando para chegar a termos com quem ele ou ela é, ou trazer conforto para quem se sente sozinho, ou inspirar as pessoas a insistir na sua igualdade, então vale a pena trocar isso pela minha própria privacidade. “Admito que dar este passo não foi uma escolha fácil. Privacidade continua a ser importante para mim, e eu gostaria de salvaguardar uma pequena parte dela. Eu fiz da Apple o trabalho da minha vida, e vou continuar a passar praticamente todo o meu tempo de vigília focado em ser o melhor CEO que posso ser. Isso é o que nossos colaboradores merecem e nossos clientes, colaboradores, acionistas e parceiros fornecedores também merecem. Parte do progresso social é entender que uma pessoa não se define apenas por sua sexualidade, raça ou gênero. Eu sou um engenheiro, um tio, um amante da natureza, um fanático por fitness, um filho do Sul, um aficionado por esportes, e muitas outras coisas. Espero que as pessoas respeitem meu desejo de me concentrar nas coisas para as quais eu sou mais adequado, e no meu trabalho, que me traz alegria. “A empresa que eu tenho a felicidade de dirigir há muito defende os direitos humanos e a igualdade para todos. Nós tomamos uma posição firme de apoio a um projeto de lei de igualdade no local de trabalho antes mesmo do Congresso americano, assim como
Vice-cônsul dos EUA visita sede do Grupo Gay da Bahia
Salvador, BA, 21 de outubro de 2014 – Foto de Genilson Coutinho . Na manhã desta terça-feira o Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu na sua sede no Pelourinho o vice-cônsul para assuntos políticos dos EUA John Callan, que veio a Salvador para conhecer os projetos desenvolvidos pelo GGB, visando parcerias e ações conjuntas. Com a presença dos representantes do GGB, o vice-cônsul conheceu os principais projetos desenvolvido pelo grupo, que foram apresentados pelo presidente do grupo Marcelo Cerqueira. Na conversa, Cerqueira falou um pouco dos casos crescentes de homofobia e como estão as ações para amenizar a violência contra a comunidade LGBT na Bahia. “Estamos buscando juntos aos poderes públicos formas de fazer justiça, principalmente pelo fato de que a homofobia ainda não é crime, mas essa é uma luta diária para aprovação da lei de criminalização da homofobia no país”, pontuou Marcelo. O vice-cônsul americano manifestou interesse em saber de que forma a polícia e a justiça têm feito para sanar essa onda de violência no estado. Marcelo sinalizou que estão em reunião constantes para que a polícia promova cursos de capacitação e formação nas corporações e delegacias, com objetivo de preparar os policiais para lidar com as questões inerentes à comunidade LGBT. “É muito complicado cada vez mais, pois como não há uma delegacia específica para cuidar dos casos de homofobia, a comunidade LGBT, além de sofrer a violência corporal e verbal, ainda passa por constrangimento pela falta de profissionais preparados para receber os casos”, revelou Marcelo. O vice-cônsul se mostrou satisfeito com as ações e manifestou interesse em conhecer os novos projetos em andamento da entidade , entre elas a participação no Conselho LGBT da Bahia, criado este ano na Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, e o Centro de Referencia LGBT de Salvador, projeto da vereadora Fabio Mansul que foi sancionado pelo prefeito. O GGB presenteou o consulado dos EUA com um kit das principais campanha do grupo e publicações da entidade para a biblioteca do consulado.