Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa LGBT

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa LGBT: Um Chamado à Ação e Empatia. Foto GGB. Visibilidade Trans 60+ ( Mili, Nola e Yara) de mãos dadas com Lady, 71 anos.
Lançamento online

GGB Lança cartilha “É Preciso Abordar do Jeito Certo” para Policiais Salvador, 1 de junho de 2025 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) tem o orgulho de anunciar o lançamento da cartilha “É Preciso Abordar do Jeito Certo”, uma importante ferramenta educacional desenvolvida para orientar policiais e guardas municipais na abordagem de pessoas LGBT+. A entidade relata que longo 44 anos de atuação pode-se encontrar registros dramáticos, travesti cortavam os braços com gilete como “habeas Corpus” para não ser presa pela polícia, ou quando a polícia invadia a antiga boate Tropical na rua Pau da Bandeira, mandava ascender a luz braça, sem cometer nenhum crime a pessoa era jogada no camburão. “ De lá para cá aconteceram pequenas mudanças nas condutas das abordagens, especialmente com o advento do uso celular pelos civis que se tornou arma de defesa” Essa mudança de conduta teve início em 4 de agosto de 1998 ás travestis Joice (Juremar Oliveira do Carmo) Luana (Junior da Silva Lago) em uma abordagem foram submetidas a crueldade dos Policiais Militares, ainda obrigadas entrarem no mar revolto da praia de Flamego, Stella Maris. A partir do depoimento de Joice, identificamos que foram policiais da 15ª CIA Independente da Pituba. Os próprios militares revelaram isso as travestis na Tituba: “Agora não pode encontrar a mão em vocês”. A LGBTfobia Institucional nas corporações vai diminuir quando começar uma mudança por dentro com a intuição de grupo de afinidade para desenvolver procedimentos operacionais dos grupos de afinidades LGBT+. A cartilha, editada por Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, é uma iniciativa importante para combater a homotransfobia e promover a inclusão e o respeito às diversidades sexual e de gênero, inclusive dentro das instituições de segurança pública. A publicação coloca em evidência chamando atenção para a importância da legalidade, impessoalidade, e da empatia no tratamento de pessoas LGBT+, destacando os princípios fundamentais que devem guiar a atuação dos profissionais de segurança pública quando na abordagem Destaques da Cartilha Pontos-Chave da Cartilha Importância da Cartilha Esta cartilha é um passo importante na promoção de um ambiente mais inclusivo e justo para todos os cidadãos, reconhecendo a humanidade e a individualidade de cada pessoa LGBT+. Ao promover o respeito e a dignidade humana, a cartilha visa transformar a prática policial, assegurando a vida e a dignidade de todos. Sobre o Grupo Gay da Bahia (GGB): Fundado em 1980, o GGB é a primeira organização de defesa dos direitos LGBT no Brasil. Com uma longa história de ativismo e luta pela igualdade, o GGB continua a ser uma voz poderosa na promoção dos direitos humanos e na luta contra a homofobia no país. Serviço
True Colors do GGB criado pela Propeg recebe prêmio Duda Mendonça

O filme publicitário “True Colors” (Cores Verdadeiras) da agência Propeg, encomendado pelo Grupo Gay da Bahia, recebeu o prêmio Duda Mendonça da Associação Brasileira de Agências de Publicidade – Bahia (ABAP-BA). O evento, que celebrou os 45 anos da ABAP-BA, ocorreu na quarta-feira, dia 22, às 19h, no restaurante Amado, em uma cerimônia exclusiva para convidados. O prêmio Duda Mendonça é uma homenagem ao renomado publicitário baiano Duda Mendonça, conhecido especialmente pela campanha vitoriosa do ex-presidente Lula (PT) em 2002, intitulada “Lulinha, Paz e Amor”. “True Colors”, com trilha sonora de Cyndi Lauper, conta a emocionante história de um garoto narrando seu primeiro Dia dos Pais. O filme aborda a paternidade de um homem trans e sua busca por reconhecimento e visibilidade, destacando a relação sensível e bela entre o menino e seu pai. Com uma duração de dois minutos, a peça teve uma grande repercussão social e conquistou diversos prêmios, tanto no Brasil quanto no exterior. Além de vencer o troféu Duda Mendonça, a peça fez da Propeg a Agência do Ano no prêmio Colunistas Brasil e recebeu o Prêmio Profissionais do Ano organizado pela TV Globo, quebrando o ciclo de vencedores do Rio e São Paulo. Internacionalmente, “True Colors” ganhou prêmios como o Cannes Lions, NY Festivals, Clio Awards, El Ojo de Iberoamérica e Lürzer’s Archive. Titulo True Colors Agência Propeg Campanha GGB- True Colors Anunciante GGB – Grupo Gay da Bahia Marca GGB- Grupo Gay da Bahia Data da primeira Transmissão/Publicação 2017 / 8 Sector Empresarial Instituições, organizações não governamentais Tipo de Mídia Viral Comprimento 120 seconds Director executivo criativo Fabiano Ribeiro Director criativo Bertone Balduino Director criativo Vitor Barros Supervisor de arte Luiz Celestino Equipa criativa Emerson Braga Equipa criativa Rafael Damy Equipa criativa Vitor Barros Equipa criativa Bertone Balduino Equipa criativa Vinícius Oliveira Equipa criativa Thiago Machado VP of Attendance / Management Vitor Barros Account Service Michele Estevez National Media Director Fatima Rendeiro Director de media Malu Melo RTV Production Juliana Leonelli RTV Production Taís Carvalho Planeador Melina Romariz Produtora Vapt Filmes Direction of Scene Rafael Damy Assistant Director Bárbara Aranega Cinematografia Bruno Tiezzi Cinematografia Thiago Cauduro Produtor executivo Edgard Soares Account Service Paula Librandi Account Service Felipe Costa Assistant Attendant Carla Zulu Editor Alan Porciuncula Production Coordinator Ana-Paula Domingues Production Management Janaína Mesquita Produtor de linha Marco Fiore Produtor de linha Sabrina Lippi Director de arte Luiz Henrique Pinto Director de arte Kelly Hayd Production of Objects Patricia Di Giorgio Costume Fernanda Gunutzman Makeup Department Miriam Kanno Casting Production Vivi Simõnes Casting Production Rodrigo Correia Director de publicidade Marcelo Cerqueira
Mott critica decreto do Peru que classifica transgeneridade como doença mental

Mott/ Medida assinada pela presidente Dina Boluarte às vésperas do Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia causa indignação entre ativistas e especialistas. Elen Genuncio/ Pimenta Rosa No dia 17 de maio, data que marca o Dia Internacional contra a Homofobia, a Bifobia e a Transfobia, a presidente do Peru, Dina Boluarte, assinou o Decreto Supremo N° 009-2024-SA. O decreto, que trata homens e mulheres trans como ‘portadores de doenças mentais’, foi publicado pelo Ministério da Saúde peruano (Minsa) com a justificativa de facilitar o acesso de pessoas trans ao tratamento psicológico gratuito. O documento classifica ‘transexualidade, travestismo de duplo papel, transtorno de identidade de gênero infantil, transtornos de identidade de gênero, travestismo fetichista e orientação sexual egodistônica’ como problemas de saúde mental. Esta decisão contraria a Organização Mundial da Saúde (OMS), que excluiu a homossexualidade da lista de Classificação Internacional de Enfermidades (CIE) em 1990. Luiz Roberto de Barros Mott, antropólogo, historiador, pesquisador e um dos mais reconhecidos ativistas brasileiros pelos direitos civis LGBT, criticou duramente o decreto: ‘É uma decisão absurda do presidente do Peru, considerando que a transexualidade, assim como a homossexualidade até 1990, não é um desvio ou transtorno sexual. Classificar o travestismo e a transexualidade como patologias é um retrocesso inaceitável, pois já está cientificamente comprovado que não há patologia inerente à transexualidade’, afirmou Mott. Ele destacou que a medida é um passo atrás comparado às conquistas dos direitos das pessoas trans em outros países, como o direito ao registro civil, a mudança de documentos, e o acesso a operações de redesignação sexual e tratamentos hormonais. Mott acredita que a mobilização das associações LGBT no Peru e internacionalmente será capaz de reverter essa decisão. “A pressão dos movimentos LGBT internacionais será decisiva para impedir que essa medida se mantenha”, acrescentou. A justificativa do Minsa de que o decreto ajudaria as pessoas trans a obterem benefícios governamentais não convence os ativistas. Para Mott, tratar a transgeneridade como doença para facilitar acesso a benefícios é uma abordagem equivocada e prejudicial. Enquanto o Peru enfrenta a controvérsia, Mott aponta que, apesar de desafios recentes, países como o Brasil têm avançado nos direitos LGBT. Mesmo durante o governo de Jair Bolsonaro, conhecido por suas declarações homofóbicas, os direitos das pessoas LGBT continuaram a ser defendidos, e o número de assassinatos de pessoas LGBT diminuiu, em parte devido à maior cautela da comunidade e, principalmente à pandemia. Luiz Mott reafirma sua crença de que o decreto peruano é um retrocesso temporário. ‘Não há lugar para retrocessos no mundo contemporâneo. A resistência e a mobilização internacional vão garantir que essa medida seja revogada e que os direitos das pessoas trans sejam respeitados e protegidos’. A situação no Peru continua a evoluir, com organizações e ativistas locais e internacionais monitorando de perto os desdobramentos e trabalhando para assegurar que os direitos das pessoas trans sejam reconhecidos e defendidos.
GGB anuncia mudanças na Parada LGBT+ para atrair visitantes e jovens

Orgulho LGBT da Bahia / arquivo GGB O Grupo Gay da Bahia (GGB) anunciou importantes mudanças para o 21º Orgulho LGBT+ Bahia, visando atrair mais visitantes e jovens para o evento. As alterações incluem a mudança do nome do evento, a alteração do circuito e a modificação do ritual de entrega das honrarias. Mudança de Nome: O evento, anteriormente conhecido como Parada LGBT+ Bahia, agora se chama Orgulho LGBT+ Bahia. Esta mudança tem o objetivo de reforçar a valorização e o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero, destacando o orgulho das identidades LGBT+. O presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, destacou que a adoção da palavra “Orgulho” (equivalente a “Pride” em inglês) busca enfatizar o aspecto positivo e afirmativo da luta por direitos e visibilidade da comunidade LGBT, além de alinhar o evento com uma terminologia reconhecida globalmente. Novo Circuito: O circuito do evento será transferido do Centro da Cidade para a Orla da Barra de Salvador. Esta alteração visa atrair mais jovens e inserir o evento de forma mais significativa no calendário turístico de Salvador, promovendo a cidade como um destino inclusivo e acolhedor. A mudança também proporciona uma estrutura mais adequada, garantindo maior visibilidade, acessibilidade e segurança para os participantes. Em complemento, o GGB está desenvolvendo um roteiro turístico de cinco dias chamado “Vem Viver Salvador LGBT”, destacando as atrações de sol e mar, vida noturna, gastronomia e pontos turísticos da cidade. Entrega de Honrarias: Uma novidade é a alteração no ritual de entrega das honrarias às madrinhas e padrinhos do evento. A madrinha do ano anterior passará a faixa para a nova madrinha durante o evento, simbolizando a continuidade e a renovação do compromisso com a causa LGBT. Esta tradição reforça o espírito de união e celebração, valorizando as contribuições daqueles que apoiam a comunidade LGBT. O 21º Orgulho LGBT+ da Bahia está programado para ocorrer em 8 de setembro, precedido pela VIII Semana da Diversidade Cultural de Salvador, que começa no início do mês. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 71 99989 4748.
Na sede do GGB

Hoje para celebrar do 17 de maio internacional da combate a Lgbtfobia reunimos os integratis do grupo e alguns amigos para uma confreternização.
Dominação, subversão e prazer: entenda o que torna anal o “queridinho”

É MAIS GOSTOSO?- 11/05/2024, 07:30- PAOLA PEDRO Em conversa exclusiva com o Jormal Massa!, a sexóloga Cris Arcuri tirou todas as dúvidas sobre a prática Você sabia que o anal é a prática sexual preferida dos brasileiros? Apesar da preferência, uma pesquisa do VivaLocal revelou que “dar o bumbum” não ocupa o primeiro lugar do ranking de posições sexuais preferidas no Brasil. Para tentar entender melhor essa realidade, o Portal Massa! conversou com a sexóloga e educadora sexual Cris Arcuri, que revelou os perigos de uma prática sexual regada de preconceitos e desinformação, além de dar dicas para todos fazerem um anal gostoso e saudável. Cris Arcuri explicou que a contradição do resultado da pesquisa está no fato de o sexo anal ser um tabu: “O sexo anal é e continua sendo um tabu por ser uma prática sexual diferente. [O tabu se dá] Por conta da nossa cultura machista e por conta de religião, mas não é algo que as pessoas não possam ter prazer.” “Eu costumo dizer que o ânus não tem gênero, é um lugar onde existem terminações nervosas e se [o sexo anal] executado de uma forma correta, as pessoas podem ter prazer, sim. Mulheres, homens… enfim, qualquer gênero”, continuou. A sexóloga também argumentou que, muitas vezes, as pessoas ficam ‘travadas’ por um medo causado pela desinformação. Cris defendeu que é necessário ter mais conhecimento sobre si para sermos capazes de desbravar prazeres ainda desconhecidos, como o gerado durante o sexo anal. “Quando você fala sobre sexo, intimidade e relação sexual, as pessoas precisam se permitir vivenciar momentos que saiam um pouco da normalidade com o foco no prazer. A partir do momento que você tem respeito pelo seu corpo, conhece seu corpo e como ele pode te dar prazer, você começa a não sentir tanto medo de experimentar coisas novas, prazeres novos relacionados ao sexo”, esclareceu. “É preciso entender o porquê se tem medo. Será que é porque foi inserido num núcleo familiar rígido, de uma familia mais religiosa, aonde o sexo nunca foi muito bem visto? É preciso tentar identificar o motivo de tanto medo com relação ao sexo, porque sexo é algo bom e que, a partir do momento que se tem a permissão do outro, respeito e uma boa troca de energia, isso vai ser muito interessante”, acrescentou. O sexo anal é uma das práticas preferidas de Marina*, de 26 anos. Ela explicou ao Portal Massa! os motivos que tornam essa posição uma das mais prazerosas na ‘hora H’. “Primeiro que as terminações nervosas da região causam umas sensações muito ambíguas, você sente dor e prazer ao mesmo tempo, e é mais prazeroso do que doloroso, principalmente quando você relaxa totalmente e curte a penetração. Mas acredito que o fator predominante pra sentir prazer de fato é a mente. A relação da submissão é até mesmo subversão do convencional, o tesão no que em tese é proibido e não costuma ser a preferência feminina traz um ‘quê’ de satisfação. Tipo ‘p*rra, eu sou f*da!’”, contou. Dicas para fazer um bom sexo analÉ fato que uma boa experiência de sexo anal se constrói com a prática. Mas, e quem nunca fez? A educadora sexual Cris Arcuri fez questão de listar ótimas dicas para os leitores do Portal Massa! que têm aquela curiosidade. “Em primeiro lugar, você precisa querer praticar o sexo anal. O que eu sempre recomendo é que as pessoas usem muito lubrificante à base de água ou siliconado, que aderem por mais tempo à pele e não resseca tanto. O ânus é uma região que não tem lubrificação própria, diferente do canal vaginal, aonde existe uma lubrificação própria pra te ajudar a ter a relação íntima”, direcionou. “Outro ponto que é muito importante é sempre usar preservativo. É uma região que tem muitos vasos sanguíneos, então a proliferação de qualquer tipo de doença pode ser muito maior. É importante que você faça de forma protegida”, recomendou. A sexóloga aproveitou para desmistificar o famoso “sem camisinha é mais gostoso”: “[O uso do preservativo] não vai tirar o seu prazer, jamais tira o prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” “É muito importante que a pessoa que esteja sendo penetrada fique em uma posição mais relaxada, para ficar o mais confortavel possível para fazer o sexo anal. Sexo não é como receita de bolo, é algo que você precisa fazer, ir testando e ver como funciona pra você ter sucesso na sua intimidade”, finalizou. Como prolongar o prazer“Pra mulher receber a introdução do objeto fálico, é legal que ela estimule MUITO o clitóris, porque ele é o órgão de prazer que as pessoas que têm vulva tem. O clitóris está diretamente ligado ao cérebro, então, ao estimulá-lo, ela vai sentir prazer, vai relaxar e o sexo anal pode ser prazeroso pra essa pessoa”, explicou a sexóloga. Cris Arcuri aproveitou para tranquilizar os leitores que não conseguiram ter uma experiência maravilhosa: “Tem pessoas que terão prazer e outras não, e tá tudo bem. o que não pode é querer apenas agradar o outro e não senti prazer.” Sou obrigado(a) a fazer a ‘chuca’ antes do anal?Outro fator
Orgulho LGBT+ da Bahia em uma Análise Socioeconômica

Foto/ Marina Silva, Correio da Bahia Por Mardel E. M. Melo – Graduado em Ciências Econômica pela Universidade Federal da Bahia No mês de setembro o calendário de festas da Bahia e da cidade de Salvador tem uma data fixa desde o início dos anos 2000, a Parada do Orgulho Gay da Bahia. A Parada atingiu uma maturidade na última década e nesta busca a consolidação do seu papel de vetor de desenvolvimento do turismo gay friendly em nosso estado e em toda a região metropolitana de Salvador. Nesses anos a Parada foi pioneira no povoamento do centro da cidade de Salvador, levando para as avenidas 7 de Setembro e Carlos Gomes uma massa para celebrar o orgulho e a diversidade, apenas a Parada Gay da Bahia e os festejos de carnaval conseguiram povoar aquela região de forma massiva e com segurança tanto para a população quanto para os trabalhadores que se deslocam a Parada para vender bebidas, comidas e pequenos souvenirs. As últimas duas pesquisas realizadas nos anos de 2013 e 2018 trouxeram luz ao importante impacto econômico que a Parada tem na nossa região. O primeiro fator a contribuir com bons resultados é a data do evento, que funciona como uma porta para os eventos da primavera da cidade de Salvador, sendo a porta de entrada para as populares festas públicas e privadas que já fazem parte do calendário do nosso estado. Os primeiros dez dias de setembro é o termômetro para o trabalhador ambulante de quando o dinheiro começa a circular pra valer na nossa cidade e o quanto turistas estarão aptos a gastarem. As pesquisam não se prenderam apenas a dados econômicos, mas buscaram traçar um perfil do público da parada, ver de onde vem os turistas e como estes gastam durante os dias que antecedem a Parada. Segundo a pesquisa realizada em 2018 a Parada LGBT da Bahia promove o aumento significativo na cena cultural de Salvador, festas, raves, boates e casas de espetáculo noturno de Salvador são destino certo para 38,4% dos turistas, promovendo um importante aumento de público no fim de semana em que o evento é realizado, e dando uma importante injeção financeira ao evento. Além da cena cultural, bares e restaurantes são bastante procurados, sendo destino de 26,9% dos turistas que se deslocam para a Parada LGBT da Bahia. A infraestrutura turística dita a ocupação do turista e isso é deixado claro quando 91,2% dos turistas se concentram na região central de Salvador, que engloba os bairros do Centro Histórico, Graça, Barra e Ondina, refletindo na ocupação da rede hoteleira dessa região, uma vez que a ocupação na semana da Parada LGBT da Bahia fica entre 3 e 7 pernoites. A movimentação de moradores de demais bairros de Salvador e demais cidades da Região Metropolitana também têm um importante impacto na economia de nossa cidade, o gasto médio diário dos participantes da Parada LGBT da Bahia no dia de evento é de cerca de R$ 172,22 (2018), número que deverá ser atualizado devido a política de valorização do salário mínimo dos últimos dois anos. Esse ticket médio gera um importante impacto na economia de nossa cidade e até mesmo de demais cidades da Região, uma vez que ambulantes que comercializam no evento são oriundos de outras cidades. Já o gasto médio de um turista que vem para a Parada LGBT da Bahia é de em média R$ 940,56 mostrando a importância que o turismo LGBT tem no setor e em gerar renda em nossa cidade. No campo social a Parada está mais plural, mais diversa e atraindo cada vez mais turistas. Entre 2013 e 2018 o número de turistas saltou de 4,40% para 15,60% e o gasto médio desses saltou de R$ 577,77 para R$ 940,56, mostrando que ganhamos quando a Parada é valorizada e há publicidade em outros estados do nosso país. O percentual de homens gays reduziu e aumentaram o número de bissexuais, mulheres lésbicas e pessoas trans, evidenciando que com o passar dos anos a Parada tem atraído mais diversidade e englobando mais participantes da comunidade LGBTQIAPN+. Esses dados evidenciam o papel econômico que a Parada LGBT da Bahia gera em nosso estado, uma história que começou a mais de duas décadas e se mantém atual e representativo, atravessando gerações e atingindo novas lutas e visando conquistar novos objetivos. Do ponto de vista social ver a comunidade LGBTQIAPN+ se manifestar e lutar por seus direitos já é um ganho para a cidade, pois esta se nutre de proposições da comunidade e pode responder com um leque de políticas públicas. No campo de vista econômico a Parada funciona como um teste da cidade para a entrada do verão, servindo de termômetro para o que virá e sendo o primeiro grande evento cultural a céu aberto da cidade, gerando renda para toda a cadeia que depende do turismo, desde a rede hoteleira até o trabalhador informal.
A elegância 60+

Autor Anonimô / foto meramete ilustrativa Estamos numa idade muito elegante. Temos praticamente tudo o que queríamos há 60 anos: Suas ações mais importantes: Encaminhe esta mensagem para seus 5 melhores amigos.Nada vai acontecer, mas deixe-os saber que eles são maravilhosos!
A Melhor Parada Gay da História da Bahia

Artigo Retrospectiva 2002 @luizmott Luiz Mott, decano, profesor aposentado da UFBA e fundador do GGB O GGB foi quem primeiro iniciou no Brasil as comemorações do Dia do Orgulho Gay: a partir de 1981, todos os anos, marcamos o dia 28 de Junho com shows, coletivas para a imprensa, exposições. Por anos seguidos realizamos uma fantástica Mareata Gay: com faixas, cartazes e muita pluma e paetê, diversos barcos e canoas saiam do porto de Salvador em direção ao Forte de São Marcelo, para homenagear o primeiro governador gay da Bahia, Diogo Botelho, construtor deste maravilhoso monumento barroco. Passeatas realizamos muitas, durante os anos 80-90, protestando contra homofobia, contra a visita do Papa, em defesa das travestis de pista. Só em 2002 realizamos a 1ª Parada Gay da Bahia: 15 mil participantes; em 2003, 30 mil; 2004: 50 mil; no ano passado, 2005: 250 mil e neste ano, na 5ª Parada, mantivemos a mesma freqüência: 250 mil participantes segundo avaliação dos cantores dos trios e militantes, 200 mil segundo a PM. O lema foi o mesmo das demais paradas pelo Brasil a fora: “Homofobia é crime!” Do alto dos trios, cantores e militantes liam frases políticas em defesa da cidadania gltb, estimulando o uso da camisinha, insistindo para que tivessem orgulho gay o ano inteiro, pleiteando que fizessem carinho em público, exercendo cidadania plena. A professora Ivete Sacramento Reitora da UNEB instituiu o Programa de cotas na Uiversidade, Madrinha da III Parada em 2004 De todas as cinco paradas, esta de 2006 foi a mais politizada, pacífica e bem organizada. Começou na hora certa, 14 hs, mais cedo que nos anos anteriores, exatamente para evitar a noite, quando os ladrões costumavam atacar as bibas mais vacilentas. Insistimos com o reforço da segurança, contando com a presença de 1.000 Policiais Militares, devidamente instruídos para dar um tratamento mais “light” a massa gltb, já que durante o carnaval, infelizmente, muitos PMs não economizam murros e tapões na cara ou nas costas dos foliões mais exaltados. Do alto do trio e no meio da massa, não registramos nenhuma briga, violência, roubo, assalto – Salvador até parecia Goiânia e Belo Horizonte, locais que não registraram nenhuma ocorrência policial em suas últimas paradas. Todo mundo alegre, à vontade, sem medo de ser feliz. Outro ponto positivo da 5ª Parada Gay da Bahia foi a presença predominante de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, diferentemente dos anos anteriores, onde a galera não-gltb parecia dominar a cena. Quando do alto do trio eu gritava: “quem é homossexual levante a mão”, éramos maioria quase absoluta! Quando convocava aos casais gays e casais de lésbicas para se beijarem, Salvador parecia San Francisco! Subi e discursei em todos os oito trios. “Salvador é Gay! A Bahia é Gay, lésbica, travesti, transexual, bissexual, heterossexual! Salvador é de todos os santos e santas! Jesus e os Orixás amam os gays, senão, em vez deste sol maravilhoso, teriam mandado chuva, raios e tempestade! Se assuma o ano inteiro! Quem continuar no armário vai morrer sufocado! Quem não levanta bandeira, carrega a cruz! Quero mandar meu recado para as nossas queridas cantoras baianas: Dona Betânia, Dona Gal, Dona Margareth dos Mascarados: sigam o exemplo da nossa madrinha Preta Gil, se assumam!!! Sigam o exemplo de Ivete Sangalo, que aceitou ser madrinha desta parada! Imitem Daniela Mércury, defendam o uso da camisinha! Todo mundo ama vocês, mas deixem de ser alienadas, defendam a liberdade sexual, e já estão convidadas para serem nossa madrinha na próxima parada! É legal, ser homossexual! É legal, ser homossexual!!!” A presença de políticos em alguns trios, com muitas bandeiras, distribuindo folhetos, no meu entender, é positivo, pois só estavam presentes aqueles que de fato são aliados e têm história de apoio às causas populares. Compete a nós cobrar seu apoio depois de eleitos. A presença do presidente da Câmara dos Vereadores abrindo a parada demonstra a respeitabilidade do nosso movimento, como ocorre nas principais paradas do primeiro mundo. Quanto à manutenção do mesmo número de participantes – por volta de 250 mil pessoas em 2005 e 2006, embora pleiteássemos superar a parada de Fortaleza, 5ª capital do Brasil, e que divulgou ter reunido meio milhão de pessoas, honestamente, contentamo-nos em ter conseguido reunir 10% dos moradores de Salvador, terceira capital do Brasil. Esta fórmula deu certo e todos saímos ganhando! Parabéns ao Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira e à sua equipe de colaboradores! “A Bahia é Gay!!!”