Últimas Notícias

60+

Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Denunciar Discriminação Racial e LGBT Online

Informações da Secretaria da Reparação – SEMUR O Observatório da Discriminação Racial e LGBT é um programa desenvolvido pela Prefeitura Municipal do Salvador e coordenado pela Secretaria Municipal da Reparação, em parceria com diversas entidades do poder público, municipal e estadual e do poder judiciário com o objetivo de mapear atos de Racismo e LGBTfóbicos na cidade de Salvador. Após 11 anos de atuação no Carnaval, o Observatório resultou em uma Unidade Permanente de Atendimento sendo um espaço de acompanhamento e encaminhamento de casos noticiados pela mídia e identificados pelo Observatório; de pesquisa para fornecimento de dados, de como a sociedade se comporta frente aos casos de Racismo e de violência contra a população LGBT e de como se podem construir mecanismos para propor políticas públicas a partir dessa observação. É, também, um espaço para difusão e análise de dados/ informações sobre as diversas formas de Racismo e da violência contra apopulação LGBT durante todo o ano. Foi criado no ano de 2011, para desenvolver uma ação continuada, pós-carnaval, especificamente para o enfrentamento ao racismo e LGBTfobia. Os dados vão contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas de combate ao racismo e de violência contra a população LGBT+. O que é: Observatório da Discriminação Racial e LGBT. End.: Av. Carlos Gomes, no Clube de Engenharia da Bahia. Horário: 8h às 17h, segunda a sexta-feira. Tel.: (71) 3202-2759 Denunciar AQUI! Mais informação é AQUI!

GGB cobra Ação do Itamaraty Após Execução de Casal Gay em Camarões

Casal de homens gay Salvador, 9 de novembro de 2024 – O Grupo Gay da Bahia (GGB) intensificou seu apelo ao Itamaraty após o brutal assassinato de um casal gay em Camarões, transmitido ao vivo pelas redes sociais. O crime, ocorrido em setembro, provocou indignação global e expôs a violência homofóbica sistemática em países onde a homossexualidade é criminalizada. Na capital Yaoundé, os dois homens, na faixa dos 40 anos, foram espancados até a morte por uma multidão enfurecida após serem acusados de “práticas homossexuais” dentro de um carro estacionado. O ataque, registrado em vídeo e amplamente compartilhado, gerou protestos internacionais e uma crescente demanda por justiça. O caso chamou atenção pela violência, mas pela transmissão, que transformou o assassinato em um espetáculo. “Essa barbaridade não é só um ataque a dois indivíduos, mas a toda a comunidade LGBTQIA+ global. É um alerta de que o ódio ainda prospera impunemente”, declarou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Camarões: Um Cenário de Perseguição Camarões possui leis severas contra relações entre pessoas do mesmo sexo, com penas que incluem longos períodos de prisão. O ambiente é alimentado por discursos de ódio de líderes locais, que frequentemente incitam a violência contra a comunidade LGBTQIA+. Organizações como Human Rights Watch e Anistia Internacional têm relatado prisões arbitrárias, tortura e assassinatos. O episódio recente, no entanto, representa uma escalada sem precedentes. Demandas ao Itamaraty O GGB cobra do governo brasileiro ações concretas, como: Declaração Pública de Repúdio: Condenar formalmente o crime e a perseguição sistemática em Camarões. Apoio a Refugiados: Facilitar a concessão de vistos humanitários a pessoas LGBTQIA+ em risco. Pressão Diplomática: Instar Camarões a revisar suas leis anti-LGBTQIA+ e proteger minorias. Mobilização Internacional: Convocar uma reunião com outras nações e entidades globais para desenvolver estratégias conjuntas. Reação Internacional A execução gerou intensa comoção nas redes sociais, com manifestações em diversas capitais, incluindo Paris e Nova York. Figuras públicas e líderes políticos pedem justiça e medidas para prevenir novos crimes. O GGB reafirma seu compromisso com a luta internacional pelos direitos LGBTQIA+. O caso de Camarões é um chamado urgente à ação, lembrando que a violência contra essa comunidade exige respostas globais e unificadas.

Pornografia da Vingança

Pornografia da Vingança

APornografia da Vingança e o Uso Responsável das Mídias Sociais pela Comunidade LGBT+ Salvador, Bahia, 30 de janeiro de 2024 – Do Grupo Gay da Bahia (GGB). Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial O Grupo Gay da Bahia (GGB) reforça que as mídias sociais são uma realidade consolidada e contribuíram significativamente para a emancipação das pessoas LGBT+ em diversos aspectos. Essas plataformas possibilitam uma comunicação interativa que conecta indivíduos, permitindo o compartilhamento de experiências, diálogos e construção de redes de apoio. No entanto, com a ampliação dessa conectividade, surgem desafios, principalmente relacionados ao uso indevido de conteúdos íntimos e à invasão de privacidade. O GGB celebra as conquistas trazidas pelo universo digital, mas alerta para a importância do uso responsável das redes sociais. Tudo o que se publica está sujeito à crítica e à exposição pública, e o que antes era restrito a grupos pequenos agora pode alcançar uma audiência global. Nesse contexto, a invasão de privacidade se tornou uma prática frequente, especialmente na publicação de conteúdos íntimos sem consentimento, fenômeno conhecido como “pornografia da vingança”. O Perigo da Pornografia da Vingança Muitos casais optam por registrar seus momentos íntimos como parte de fantasias sexuais, prática comum e saudável. Contudo, o compartilhamento de fotos e vídeos íntimos tornou-se arriscado com os avanços da tecnologia e a ampla acessibilidade dos espaços virtuais. O material íntimo, uma vez armazenado em dispositivos móveis ou na nuvem, pode ser exposto de forma indevida, especialmente em situações de término de relacionamento, tornando-se uma ferramenta de retaliação. Casos de “pornografia da vingança” envolvem a divulgação não consensual de material íntimo, com o intuito de humilhar ou punir um ex-parceiro. Essa prática é considerada crime no Brasil, conforme o artigo 218-C do Código Penal, e pode resultar em penas severas, incluindo prisão. A prática também causa danos emocionais profundos às vítimas, muitas vezes levando a desfechos violentos. Nos últimos anos, o GGB registrou diversos casos de membros da comunidade LGBT+ que foram vítimas de pornografia da vingança, alguns com desfechos trágicos. Além de ser um crime, essa prática é uma grave violação dos direitos de privacidade, deixando as vítimas expostas ao constrangimento público e à violência. Cuidado com a Exposição nas Redes A disseminação rápida de conteúdo íntimo pelas redes sociais, especialmente em plataformas como WhatsApp e Telegram, facilita a viralização de materiais comprometedores. Muitas vezes, os responsáveis pelo vazamento usam perfis falsos (fakes), dificultando o rastreamento pelas autoridades, o que agrava o impacto do crime. Diante dessa realidade, o GGB faz um apelo à comunidade LGBT+ para que tenha um uso consciente e seguro das mídias sociais, evitando situações que possam comprometer sua privacidade e segurança. A seguir, apresentamos algumas dicas essenciais para proteger sua privacidade e evitar consequências prejudiciais. 10 Dicas de Segurança e Privacidade nas Mídias Sociais Conclusão A pornografia da vingança é uma prática cruel que destrói vidas, carreiras e relacionamentos. Proteger sua privacidade e a dos outros deve ser uma prioridade. As redes sociais oferecem um espaço valioso para conectar pessoas e construir comunidades, mas também podem ser perigosas quando usadas de maneira irresponsável. O GGB reforça a importância de adotar uma postura consciente e cuidadosa no uso das redes, garantindo um ambiente digital mais seguro e acolhedor para todos. A mensagem do GGB é clara: respeite a privacidade dos outros e proteja a sua. Não exponha sua intimidade ou a de terceiros, e lembre-se de que uma vez que um conteúdo é publicado, não há como reverter os danos causados. Em tempos de alta exposição online, cada atitude conta para promover uma convivência mais respeitosa e segura.

Dia das Crianças Trans

Crianças trans existem

Foto/ grupo de crianças abertura da 27 Parada de São Paulo Vamos Celebrar o Dia das Crianças Trans: Inclusão, Respeito e Acolhimento MARCELO CERQUEIRA @marcelocerqueira.oficial O Dia das Crianças é um momento de celebração da infância, mas é importante que também reconheçamos a diversidade nas experiências de vida das crianças, especialmente as crianças trans. Elas existem, têm suas próprias trajetórias e precisam de compreensão e apoio para garantir seu bem-estar emocional, físico e psicológico. Identidade de Gênero nas Crianças Trans. A identidade de gênero é como uma pessoa se percebe e se identifica internamente, e para muitas crianças trans, essa percepção surge cedo. Infelizmente, por desconhecimento ou falta de aceitação, muitas vezes essa expressão é reprimida. Uma mãe relatou: “Ela nunca deu nenhum sinal, ou eu não percebia, porque nunca pensei na possibilidade de identidade de gênero”. Isso reflete o pensamento comum de muitos pais que confundem identidade de gênero com orientação sexual. Identidade de gênero e orientação sexual são questões diferentes. Enquanto a identidade de gênero diz respeito ao sentido interno de ser homem, mulher ou outro, a orientação sexual está ligada a quem a pessoa sente atração. Para crianças trans, o reconhecimento dessa identidade desde cedo é crucial para seu desenvolvimento saudável. Muitas crianças trans sabem que seu gênero não corresponde ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer, ainda na primeira infância. No entanto, devido à pressão social e à falta de referências, muitas vezes não conseguem expressar essa identidade. O apoio da família e da comunidade é fundamental para que essas crianças possam se sentir seguras e aceitas em seus ambientes de vida e circulação. Uma mãe explicou: “Desde cedo, ele já dava traços de feminilidade, mas foi só depois de 14 anos que compreendemos sua identidade”. Famílias precisam estar abertas ao diálogo e buscar informações para criar um ambiente acolhedor. É muito importante o apoio familiar e social o bem-estar das crianças trans. Estudos revelam que crianças que recebem aceitação em casa têm melhor saúde mental, menor risco de depressão e suicídio. Pais que respeitam a identidade de seus filhos ajudam a promover o desenvolvimento emocional saudável e a autoestima, condição vital um crescimento saudável. Lamentavelmente, a Justiça só autoriza a retificação de nome e gênero após 18 anos, mesmo com autorização dos pais e laudo psicológico, na Bahia autoriza a mudança de nome, situação problema.    Além das famílias, a sociedade tem um papel importante. A educação sobre diversidade de gênero deve começar cedo, tanto em casa quanto nas escolas. Professores e profissionais de saúde precisam ser treinados para lidar com a diversidade de gênero de maneira inclusiva. Nesse Dia Das Crianças é preciso lembrar de todas as infâncias.  Serviços Públicos em Salvador Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais – Multicentro Carlos Gomes/SMS Endereço: Avenida Carlos Gomes, nº 270, Centro, Salvador – BA. Telefone: (71) 3202-1340 O Multicentro oferece acompanhamento multiprofissional para pessoas trans, incluindo atendimento médico, psicológico e de assistência social. Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) Endereço do Campus Cabula: Av. Silveira Martins, 3386, Cabula, Salvador – BA. Telefone: (71) 3276-8200 Site: www.bahiana.edu.br A Bahiana oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Biomedicina, Odontologia e outros na área de saúde. É uma instituição reconhecida pela qualidade do ensino e pela formação de profissionais na área médica. Clínica Especializada em Doenças Infecciosas (CEDAP) SESAB Endereço: Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia, Salvador – BA. Telefone: (71) 3116-0500 O CEDAP oferece atendimento especializado para a população LGBTQIA+, incluindo saúde sexual e reprodutiva. . Ambulatório Magalhães Neto – HUPES/UFBA Endereço: Rua Augusto Viana, s/nº, Canela, Salvador – BA. Telefone: (71) 3283-8000 Horário de Funcionamento: Geralmente, de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. O Ambulatório Professor Magalhães Neto oferece atendimentos ambulatoriais em várias especialidades médicas e está vinculado ao Hospital Universitário Professor Edgard Santos, funcionando como um espaço de atendimento e ensino para os alunos da UFBA, além de atender a população em geral.

Workshop

Orgulho Jovem no Shopping da Bahia Por Marcelo Cerqueira Nos dias 5 e 6 de setembro de 2024, o Shopping da Bahia será palco do Orgulho Jovem dentro VIII Semana Diversidade de Salvador que antecede a 21º Orgulho LGBT Bahia que esse ano celebra a juventude. Orgulho Jovem, um evento de grande relevância que reúne a juventude LGBT+ em torno de debates essenciais para a promoção de direitos e visibilidade. Organizado pelo Grupo Gay da Bahia, tem como objetivo fomentar discussões sobre os desafios enfrentados pelos jovens LGBT+ nas áreas de trabalho, saúde mental, comportamento, autoimagem e educação. Programação e Importância do Evento O evento, que se estenderá por dois dias, será composto por quatro painéis temáticos, cada um abordando questões cruciais para a juventude LGBT+. Com a participação de destacados profissionais e ativistas, a programação workshop inclui debates que proporcionarão aos participantes uma visão abrangente sobre as oportunidades e desafios atuais. Na quinta-feira, 5 de setembro, a programação começa com o Workshop Orgulho Jovem/Painel I – Trabalho e Inovação: Desafios e Oportunidades para a Juventude LGBT+, das 10h00 às 13h00. Entre os convidados, estão Denilson Santana, vice-presidente do Conselho Estadual de Juventude, Filipe Oliveira, secretário da Juventude do PT-Salvador, Lucas Santos Melo, Social Midia e Adrian Santos Presidente da União Estadual dos/das Estudades. O painel será mediado por Natan Ferreira, presidente da União da Juventude Socialista na Bahia. Na parte da tarde, das 14h00 às 17h00, ocorre o Workshop Orgulho Jovem/Painel II – Comportamento e Autoimagem: Desafios na Era Digital, com a participação de Henrique Carbalal, jornalista e vereador de Salvador, e Tyfanni Conceição, madrinha do Orgulho. A jornalista e ativista antirracista Wanda Chase será a debatedora. Na sexta-feira, 6 de setembro, o Workshop Orgulho Jovem/Painel III – Saúde Mental na Juventude LGBT+: Estratégias de Cuidado e Resiliência abre a programação do dia, das 10h00 às 13h00. Dinsjani Pereira, assistente social e professora da UNIFACS, será a debatedora, com convidados como o psicólogo Elias Fernandes (CRP-03), Ângelo Boreggio, mestre em Direito pela PUC-SP e Erick Abad SMS. Encerrando o evento, das 14h00 às 18h00, acontece o Workshop Orgulho Jovem/Painel IV – Educação LGBTrans: Ingresso, Permanência e Formação no Ensino Superior, mediado novamente por Natan Ferreira. Este painel contará com a presença de Catarina Paraguaçu, licenciada em Filosofia pela UEFS, e da professora Cássia Maciel, pró-reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA. Reflexão e Impacto Social. O evento não apenas oferece uma plataforma de diálogo, mas também fortalece a resistência e resiliência da juventude LGBT+ diante dos desafios sociais e institucionais. A participação em eventos como este é fundamental para a promoção de um ambiente mais inclusivo e para a formação de uma sociedade que respeite e valorize a diversidade. Certificação e Reconhecimento. Ao final de cada dia, os participantes receberão certificados que reconhecem sua participação nos workshops e debates, simbolizando o compromisso com a causa LGBT+ e a construção de um futuro mais igualitário. A realização deste evento pelo Grupo Gay da Bahia, com o apoio de diversas instituições, reafirma a importância de manter viva a luta pelos direitos e pelo orgulho de ser jovem e LGBT+ no Brasil. O 21º Orgulho LGBT+ Bahia do Shopping da Bahia, Instituto Iris, Dow Química, Embasa, Prefeitura de Salvador e Governo da Bahia. Inscrições  formulário

Festa Literária

Luiz Mott e Muricy mostram a tela com imagem do Mártir Tibira do Maranhão: 1º Mártir da Homofobia no Brasil, 1613 Prof. Dr. Luiz Mott, Titular de Antropologia da Ufba  – Prof. Sérgio Muricy, Mestre em História, Ufba Seguindo a mesma sanha expansionista de Portugal e da Espanha, também a França tentou criar colônias próprias no Novo Mundo, primeiro a França Antártica, no Rio de Janeiro, nos meados do século XVI, em seguida no Maranhão, aí estabelecendo entre 1612-1615, a França Equinocial. Os franceses fundaram São Luís e firmaram tratado com os nativos Tupinambá, que se comprometeram em ser batizados, a seguir os ensinamentos dos missionários capuchinhos, a abandonarem a nudez e o canibalismo, tornando-se vassalos da realeza francesa. Dois importantes livros foram publicados então, de autoria de Frei Claude d’Abéville e Yves d’Évreux, ambos disponíveis   na Biblioteca do Senado, descrevendo minuciosamente a nova conquista: a travessia do Oceano Atlantico, a natureza paradisíaca dos trópicos, seus rios e mares cheios de peixes, suas exuberantes florestas repletas de caça, plantas alimentícias, as diferentes tribos de nativos, seus costumes e cultura material. Os nativos eram chamados de selvagens e canibais.  Foi logo nos primeiros contatos com as aldeias do interior que os missionários tiveram notícia da presença de um indígena “sodomita”, chamado de Tibira em língua tupi. Na visão teológica de então, a homossexualidade era considerada “o mais torpe, sujo e desonesto pecado, provocando a ira divina, que envia à terra terremotos, pestes, inundações e todo tipo de desgraças.”  E para limpar a nova conquista desse abominável pecado, prenderam com correntes o infeliz Tibira, realizando um arremedo de julgamento em que os caciques das principais aldeias condenaram à morte o infeliz pecador. “Misericordiosos”, os frades ofereceram ao desafortunado sodomita a possibilidade de se tornar cristão minutos antes de sua execução. Logo em seguida, foi amarrado de pé na boca de um canhão, sendo estraçalhado com o estourar de um petardo. Como o bom ladrão crucificado ao lado de Cristo, diz o capuchinho que alma do Tibira foi conduzida diretamente para o Céu, já que o batismo lavou todos seus pecados. O livro Tibira do Maranhão: 1º Mártir da Homofobia no Brasil, 1613 resgata e reconstrói essa dramática história do índio Tibira do Maranhão: na primeira parte situamos a fundação da França Equinocial no panorama das grandes navegações e quais foram as motivações e interesses do Rei, dos empresários e aventureiros na conquista do Novo Mundo. Em seguida levamos o leitor ao conhecimento da Ilha do Maranhão, transcrevendo deliciosas passagens dos livros dos citados capuchinhos, onde descrevem a natureza, a flora, fauna, os costumes tribais e o cotidiano na nova colônia. A terceira parte é dedicada à minuciosa descrição do julgamento e execução do Índio Tibira, discorrendo sobre os motivos que levaram os religiosos franceses a essa cruel execução. Tal livro fruto é de rigorosa pesquisa histórica, baseado em sólida bibliografia nacional e internacional, porém escrito em linguagem acessível já que seu objetivo é ir além dos muros acadêmicos e ser lido também por público pré-universitário, pela população em geral e militantes dos direitos humanos, indígenas e comunidade LGBT. Completamente desconhecido até dez anos passados, quando graças a nossa pioneira iniciativa, o Governo do Maranhão edificou um monumento comemorativo no exato local onde Tibira foi executado, na orla de São Luís. Em dezembro de 2023 esse primeiro mártir da homofobia no Brasil foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, iniciativa das deputadas federais Célia Xakriabá e Erika Hilton. Razão mais que suficiente para que sua biografia seja publicada e seu heroísmo festejado.

Legítima Defesa Pessoal para LGBT+

Formulário de Inscrição Ação: O curso de Legítima Defesa Pessoal para LGBT+ tem como objetivo capacitar a comunidade LGBT+ para se defender contra situações de violência, promovendo segurança e autoconfiança. Facilitado pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, o curso oferece técnicas práticas e eficazes de defesa pessoal. Local: Centro Municipal de Referência LGBT Vida Bruno, Rio Vermelho Datas: De 2 a 6 de setembro de 2024 Horário: Das 14h às 16h Vagas: Serão oferecidas 20 vagas Inscrições: Para se inscrever, é necessário apresentar o RG. Parceiro: Guarda Civil Municipal de Salvador Detalhes do Curso: Objetivos: Como Participar: Mensagem de Encerramento O curso de Legítima Defesa Pessoal para LGBT+ é uma iniciativa crucial para empoderar a comunidade e promover um ambiente mais seguro e acolhedor para todos. Participe e fortaleça sua capacidade de defesa pessoal contra a violência.

Posse do Conselho Municipal LGBT+

Membros do CMLGBT e o prefeito Bruno Reis no Espaço Cultural da Barroquinha Do Redator ggbbahia@gmail.com Hoje, sexta-feira, 28, o prefeito Municipal Bruno Reis deu posse aos 26 membros do Conselho Municipal LGBT para o biênio 2025/2025. A cerimônia ocorreu na parte da manhã no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha, com a presença da Secretária da Reparação Ivete Sacramento, além de militantes como Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Leo Kret do Brasil, Osvaldo Fernandez, Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos, o Secretário da Secult Pedro Tourinho, Walter Junio, subsecretário e presidente do CMLGBT, Zú Mota, membro da Comissão Eleitoral, e Marcelo Cerqueira, Coordenador da Política Municipal LGBT e presidente do GGB. Durante o evento, o prefeito Bruno Reis fez uma referência cordial a Luiz Mott, chamando-o de “meu professor”, e agradeceu a Marcelo Cerqueira com as palavras “Obrigado, Marcelo, por estar somando”. Ele também destacou as qualidades da professora Ivete Sacramento, lembrando sua trajetória como Reitora da UNEB. Embora estivesse previsto realizar a posse do presidente do Conselho no mesmo evento, a comissão eleitoral decidiu realizar essa eleição em outro momento. A representação do GGB no Conselho Municipal LGBT é composta por Petra Perón e Adenilton Gomes, titular e suplente, respectivamente. Finalidades do Conselho Municipal LGBT: A cerimônia foi um marco importante para a comunidade LGBT de Salvador, reafirmando o compromisso da administração municipal com a inclusão e os direitos humanos. Walter Jr presidente do CMLGBT, prefeito Bruno Reis e Secretária Ivete Sacramento -SEMUR

Junho Violeta

Educação sexual na terceira idade promove saúde, bem-estar e qualidade de vida para os idosos