Últimas Notícias

60+

Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Rosemma Maluf é eleita madrinha da Parada LGBT da Bahia

Salvador, Bahia, sexta-feira, 29 de abril de 2016. Redação do GGB. A empresária Rosemma Maluf,  secretária municipal de Ordem Pública de Salvador (Semop), foi eleita, ontem, dia 27, madrinha da V Semana da Diversidade e da 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. O Grupo Gay da Bahia (GGB) solicitou aos seus associados a indicação de nomes para receber a honraria, concluindo com uma lista composta por dez personalidades femininas baianas, que de alguma maneira se relacionam com a luta LGBT no Estado. Feita a votação pelo Canal Me Salte, o  resultado foi surpreendente. Foram contabilizados 18.773 votos, após sete dias de votação, a secretária Rosemma Maluf recebeu 13. 114, representando 69% da preferencia dos internautas. O nome de Rosemma foi bem recebido pela entidade que reconheceu a vontade dos internautas. “Uma honra para o GGB poder ter o valor social do nome e do trabalho dessa mulher enérgica  emprestado a nossa causa” disse Marcelo Cerqueira, presidente da entidade informando ainda que é importante valorizar mulheres que atuam em funções tradicionalmente masculinas, como é o caso dela, que vem realizado excelente trabalho no ordenamento do comércio informal em Salvador, sem prejudicar a circulação de pedestres n áreas comerciais da cidade. A secretária, hoje por volta das 11h se manifestou respondendo positivamente á honraria. “Para mim foi uma surpresa encontrar meu nome para madrinha LGBT. E depois a emoção após o resultado. Foi muita animação ver as pessoas se mobilizando, se envolvendo na campanha, através das redes sociais e isso me deu empolgação. A confirmação de meu nome mostra que as pessoas estão depositando confiança no meu papel como madrinha, e vou desempenha – lo com dedicação, por esta causa justa. Precisamos combater o preconceito. Ele machuca. E a palavra que eu destacaria é carinho. Mais amor menos preconceito, esse será o meu tema para a Parada LGBT 2016.” A segunda mais votada foi a cantora Aline Rosa com 10,5% dos votos, embora inicialmente pontuasse como a preferida dos internautas. A cantora tem se destacado pelo seu trabalho musical e suas abordagens de dar poder a mulher, em relação ao corpo e a participação do gênero em festas como o carnaval de Salvador.  O terceiro lugar foi para a deputada federal Eronildes Vasconcelos, Tia Eron com 8,8% dos votos. Apesar de ter pontuado na eleição virtual a inclusão na lista do nome da deputada foi motivo de grande polêmica nas redes sociais. De acordo com o GGB a intenção de incluir seu nome  foi exatamente gerar debates em torno de seu descaso face a luta dos direitos humanos lgbt.  Em 2013 , a vereadora Tia Eron, vice-presidente da Comissão de Constituição, Justiça da Câmara Municipal de Salvador , não teve boa vontade em dar parecer ao projeto de Lei da então vereadora Fabíola Mansur, que estendia uso dos sanitários femininos as mulheres transexuais na cidade de Salvador. “ Ela engavetou o projeto por meses, depois passou para outra vereadora dar o parecer, acreditando que a matéria não tinha interesse social”, declarou Cerqueira.   A V Semana da Diversidade Cultural acontece em Salvador de 4 a 11 de setembro, antes da 15ª Parada, tradicionalmente realizada no  segundo domingo de setembro. Estão previstas uma serie de atividades culturais como mostra de filmes, seminários, debates, shows de bandas musicais, exposição de artes plásticas e fotografia, além da III   Paradinha LGBT do Tororó. A 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia tem como  tema central as pessoas travestis e transexuais. A mensagem é  “Uma vida sem violência é um direito de Travestis e Transexuais”, estimulando a denúncia da violência através do Disk 100”. As modelos são Ariane Sena, estudante de psicologia e Bruna Menezes, cabelereira, ambas vítimas de tentativa de homicídio pelo fato de serem transexuais são destaques da parada. A eleição e o aceite de Rosemma Maluf como Madrinha da 15ª Parada LGBT da Bahia,mulher ágil, moderna e de cabeça pra frente, faz com que a luta da diversidade torne-se pauta da agenda de nossa cidade.

Resposta do GGB ao “cantor pássaro”: As vaias não foram dos Gays, mas da situação.  

Salvador, sábado, 23 de abril de 2016 – Do GGB. O Grupo Gay da Bahia (GGB) apresenta considerações à entrevista do cantor Igor Kanário,  “ENTREVISTA: “Um cara do gueto, da favela, cantando na Europa. Eu cheguei lá”, diz cantor Igor Kannario sobre turnê internacional,  ao jornalista André Uzêda e Greicehelen Santana, no site da TV Aratu online, no dia 22 de abril de 2016, às 17h40. Lendo a matéria, pude perceber alguns aspectos, inclusive de mudança na forma como o cantor se expressou na entrevista, muito mais “culto”, apesar de ainda usar algumas frases consideradas “feias”, na comunicação com o leitor do site. Considero o “cantor pássaro” um grande artista, possuidor de excelente capacidade vocal, considero também excepcional a sua capacidade de arrastar multidões. As pessoas anseiam por esse tipo de artista, que expresse seus anseios, e enquanto mito, ele desce do “Olimpo” quando fala para o povo, na língua do povo. Poucos artistas tem essa possibilidade, e ele é um desses artistas, um privilegiado. “O povo o enxerga como um artista, que consegue, nas suas musicas, reproduzir  sentimentos e desejos da favela, como ele próprio fala em seus shows”. Afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, reforçando que é necessário esse tipo de artista nas comunidades porque funciona como ícone que estimula os outros. “Considero um equivoco ele utilizar a expressão “Hipocrisia” no sentido de que nós, LGBT, somos hipócritas, mas acho positivo quando ele reconhece que sofremos preconceito a todo momento, e sofremos sim. A cada 28h um LGBT é assassinado no Brasil, vítima da homo, lesbo, trasfobia. Somos difamados, caluniados, preteridos e exterminados pela intolerância da sociedade que, mesmo diante dos avanços, nos considera indivíduos de segunda categoria. O que houve no carnaval junto com a cantora Claudia Leitte, no bloco Largadinho, foi natural, ninguém podia impedir uma manifestação daquela, considerando que as pessoas que estavam no bloco compraram o abadá para ouvir Claudia Leitte. Esse tipo de manifestação ocorreu em outros blocos, em que outros cantores foram vaiados, isso se dá pelo nível de exigência dos foliões, que compram esse produto no carnaval e querem ter a melhor experiência possível. Considero injusto Igor Kanário acusar os LGBTs pelas vaias recebidas. Ele não pode afirmar isso, que as vaias partiram dos gays. Necessariamente o bloco não é LGBT, ainda havia turistas, homens, mulheres, jovens, uma grande variedade de foliões. A questão toda é relacionada ao momento e ao público, que comprou o abadá, e, de repente, Claudinha aparece com “o cantor pássaro”.  Ninguém entendeu nada, inclusive porque os foliões não sabiam que iria ter Kanário.  Assim, quando Igor começou a cantar, começou o tumulto, o empurra-empurra, ele ” sentou a madeira” de cima do trio e a galera desceu toda, apertando os foliões do Largadinho, que ficaram apavorados, inclusive conta-se que, quem estava próximo à corda correu para dentro do bloco, com receio de acontecer alguma situação, incluindo brigas e pequenos furtos. É injusto creditar aos gays essas vaias. Igor Kanário participou, em 2013, da Parada do Orgulho LGBT da Bahia, e foi ovacionado pelo público LGBT, o que se pode constatar nos vídeos no YouTube, onde mostram a grande animação desse público. Ele desfilou como convidado da Deusa Feiticeira, nós não sabíamos da ida dele, se soubéssemos, sem dúvida convidaríamos para vir ao nosso trio oficial, especialmente por conta do preconceito de alguns contra ele e ao seu estilo musical. Salvador é a capital da música, uma cidade musical por natureza, existindo público para todas as modalidades, o pagode é uma manifestação cultural não somente do gueto, mas universal, haja vista que as bandas viajam por todo o mundo, exibindo as suas canções. O estilo pagode, em Salvador, agrada a um público grande. No carnaval, por exemplo, nos camarotes chiques, quase todos tocavam pagode, as bandas estão muito bem representadas, participando dos programas nacionais, mostrando o seu trabalho. O que acontece é uma divisão conceitual de pessoas que não gostam de algumas músicas, e ainda, dentro do pagode, algumas bandas  não possuem uma linguagem poética e fazem utilização de palavras de baixo calão, baixaria.

“As pessoas ainda são discriminadas, difamadas e executadas por sua orientação sexual”, diz GGB –

Do Correio da Bahia, canal Me Solte. Salvador, 14/04/2016 .Essa semana, o Grupo Gay da Bahia (GGB) comemorou 36 anos de fundação. O Me Salte conversou com Marcelo Cerqueira, professor, ativista LGBT e presidente do GGB para falar sobre as questões mais sensíveis à causa. Ele também adianta algumas das ações que acontecerão em setembro na parada do orgulho LGBT. Veja a entrevista: Me Salte – Em mais de 30 anos de história, quais os momentos mais simbólicos de luta do GGB? Marcelo Cerqueira – Muitas! A resposta ao impacto do HIV junto à comunidade, desenvolvemos a ideia de sexo seguro com o uso do preservativo, em uma época que muitos líderes contrários à medicalização da homossexualidade acreditavam que o preservativo era interferência médica na nossa sexualidade, isso era um reflexo das teorias médicas sobre a origem da homossexualidade, que os ativistas criticavam nos anos 80. Pontuo o Registro do GGB como sociedade civil (1981), titulo de utilidade pública pela Câmara Municipal de Salvador em 1985, derrubada do código 302.0 do antigo INPS, que classificava a homossexualidade como doença. Isso foi incrível, graças ao trabalho de Luiz Mott, fundador, que fez um abaixo assinado nacional coletando 16 mil assinaturas, incluindo nomes conhecidos como Rute Cardoso, FHC, Tancredo Neves, Ivete Vargas e o jurista Raimundo Faoro. MS –  Como o GGB tem procurado interagir com os novos anseios da comunidade LGBTT e também com as suas mudanças de comportamentos? MC – Mesmo com as mudanças, existem coisas que parecem eternas como a homo, lesbo, trans e bifobia. As pessoas ainda são discriminadas, difamadas e executadas por sua orientação sexual, o GGB oferece suporte nesses momentos de dor. Hoje temos um protagonismo mais forte dos jovens, graças a internet que facilita a informação e isso deu muito poder ao indivíduo, fazendo com que ele mesmo se organize em redes, grupos, inclusive, independe de organização institucional. Incluímos outras pautas como a emergência da agenda das pessoas trans, não binarias, aborto, drogas, LGBT de periferias onde as identidades se desenvolvem. MS – Como o GGB enxerga e trabalha as novas questões de gênero? MC – Que é preciso radicalizar no discurso político a ideia da diversidade de gênero, no sentido de que existem várias maneiras de ser homem, mulher e diversas orientações sexuais que reivindicam espaço o que muito natural. Vivemos em um mundo de culturalidade, tudo é cultura, transformação e jogo de poder variando do momento histórico. Antes era o cristalizado, usado para manter o sistema político. Mas, hoje em dia, aquele que era real, ”essencial cristal”, cederam lugar para o que chamamos na pós-modernidade de gêneros fluídos ou flutuantes. Relaciona-se com a questão da “quarta onda feminista”, a pessoa é o que ela acredita ser, escolhido de forma livre por ela mesma. Hoje eu sou homem, amanhã posso ser mulher, travesti, uma trans lésbica, um homem trans, posso ser andrógina, fechativa, transar com mulher, viver poliamor um homem e duas mulheres, e não existe nenhuma vergonha nisso. Existe uma tendência de aceitar, por consideração, as individualidades, mas o mundo contemporâneo é muito individual, a pessoa pode fazer o que quiser com o corpo, mas ela necessita continuar andando, porque se ela cai é muito difícil levantar-se, junto por esse individual que todos só pensam em si. A internet tem grande influência em tudo isso, e eu penso que o “Me Salte” é um sinal positivo desse movimento na região. MS –  Na sua atuação à frente da entidade como você tem conseguido trazer o foco das atenções para a causa? MC – Bom, eu sou muito criativo. E tenho usado da criatividade e também do humor para falar desses temas. Mott, sempre tem a fama de durão, xerife gay, capitão motinha, eu sou mais leve, ao menos é isso que dizem. As denúncias dos crimes homofóbicos é algo que pauta a mídia nacional para a causa. O GGB realiza pesquisa nacional coletando essas ocorrências e publicando em nosso site www.quemahomofobiamatouhoje.com.br ao final produzimos um dossiê virtual que serve para sugerir politicas públicas. Ficamos atentos no combate às expressões e comportamentos que denotem homofobia, realizamos atividades culturais como a V Semana da Diversidade e 15ª Parada LGBT da Bahia, que é um evento de visibilidade massiva, que envolve mais de 800 mil pessoas a cada ano. MS –  Esse ano a parada do orgulho terá pela primeira vez a chancela LGBT e não apenas gay. A que você atribui essa mudança? MC – É um reflexo da culturalidade e solidariedade às novas orientações sexuais que reivindicam espaço social, de palavras e poder. É uma forma de interagir com os anseios da comunidade, que é diversificada socialmente, economicamente, cultural e racialmente. De modo geral, a palavra gay é mais palatável junto à população, além de ser mais harmoniosa na publicidade. Entretanto, consideramos que é preciso educar a população para conviver com essa realidade que a sigla LGBT representa, dentro da comunidade somos iguais em direitos, mas distintos em especificidades. A decisão de mudar também é uma forma de incluir as pautas das pessoas transexuais, que começaram a conviver comigo e com o grupo de forma harmoniosa como Millena Passos, Keila Simpson, Alessandra Hilary, Luana Verneck, Monalisa Trussardi, Paullete, Ariane, Inês Silva, Ranela Márcia, Thatiane Araujo, Bruna Menezes e meu primo João Hugo, homem trans. A 15ª Parada LGBT da Bahia acontece no dia 11 de setembro. O tema escolhido é “Uma vida sem violência é um direito das pessoas trans”. Dentro da programação diversas atividades culturais e debates. Nos dias 6 e 8, em parceria com o Ministério Público da Bahia, acontece o seminário “ Homofobia e crimes de ódio”, a ideia do evento trabalhar a definição de homofobia e a temporalidade dos processos envolvendo a delegacia de policia, o MP e o Judiciário. – See more at: http://www.correio24horas.com.br/blogs/mesalte/?p=2986#sthash.K4Fzrcc3.dpuf

‘Sim ao Amor’: lançado no MP projeto para promover casamentos homoafetivos em Salvador.

Salvador, Bahia, quarta-feira, 13 de abril de 2016.   ‘Sim ao Amor’: lançado no MP projeto para promover casamentos homoafetivos em Salvador O Ministério Público estadual lançou hoje, dia 8, o projeto ‘Sim ao Amor – Casamento Coletivo LGBT’, cujo objetivo é promover o reconhecimento social e judicial das uniões homoafetivas em Salvador, com a realização no próximo dia 10 de junho do primeiro matrimônio coletivo de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros e travestis na capital baiana. Com o lançamento, ocorrido na sede do MP no CAB, também foram abertas as inscrições para os casais interessados, que podem procurar o Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem) para obter informações, orientações e encaminhamentos sobre os procedimentos de habilitação a serem realizados junto aos cartórios de registro civil de pessoas naturais dos subdistritos de Brotas e da Vitória. O órgão disponibilizará uma equipe multidisciplinar, formada por psicóloga, assistente social e advogada, para atender os interessados. O MP também está disponibilizando folderes com informações sobre os aspectos processuais e jurídicos, inclusive elencando a documentação necessária. “Esse projeto é uma forma do MP promover uma ação afirmativa de combate à intolerância. Além de mostrar mais uma faceta do MP, a promoção do amor, esse projeto é uma forma também de mostrar que o promotor de Justiça pode contribuir para a felicidade do outro. Ações de bem-estar também é uma missão nossa”, afirmou a procuradora-geral de Justiça, Ediene Lousado, no ato de lançamento. O ‘Sim ao Amor’ é uma iniciativa do Gedem, do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhi) e do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Cíveis, Fundações e Eleitorais (Caocife), com a colaboração de movimentos sociais ligados às questões LGBT. O projeto e suas peças publicitárias foram apresentados pela coordenadora do Gedhi, promotora de Justiça Lívia Vaz, idealizadora da iniciativa que se baseou no trabalho realizado pelo promotor de Justiça Inocêncio Carvalho Santana na comarca de Itabuna, que tem realizado casamentos homoafetivos de pais de alunos das escolas da rede pública de ensino. Na mesa do ato de lançamento, também estiveram presentes a coordenadora do Gedem, promotora de Justiça Márcia Teixeira; o promotor de Justiça Inocêncio Carvalho; a secretária municipal da Reparação (Semur), Ivete Sacramento; o presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Garbelotto; e a presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Fabíola Mansur. Todos ressaltaram a importância histórica do MP em atuar na garantia da igualdade jurídica e social da comunidade LGBT, combatendo o preconceito e a discriminação. Marcaram presença no evento os coordenadores do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico (Nudephac), Artístico e Cultural, promotor de Justiça Edvaldo Vivas e do Núcleo da Paternidade Responsável (Nupar), promotora de Justiça Joana Philigret, representantes dos movimentos sociais LGBT, de órgãos estadual e municipal e de outros membros e servidores do MP.   GGB foi pioneiro em realizar casamento LGBT na Bahia  por Marcelo Cerqueira   FOTO: Lançamento da Campanha no MP, com a presença da deputada Fabíola Mansur (PSB) e Secretária Ivete Sacramento SEMUR, Millena Passos SPM.  O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu com entusiasmo a campanha desenvolvida pelo Ministério Público e se une a iniciativa por acreditar ser um passo importante para a divulgação junto da sociedade em geral a Decisão do Conselho Nacional de Justiça que estende o beneficio do casamento civil para pessoas do mesmo sexo. Sem dúvida é motivo de comemoração, mas a luta não acaba por aqui. É preciso que o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei que reconhece as uniões homoafetivas e estende o casamento civil igualitário aos LGBTs. Antes da decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu as uniões homoafetivas como núcleos familiares, depois a autorização dos tabelionatos do Brasil realizarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a coisa era muito difícil. Desfazer um relacionamento onde havia direitos de ambas as partes não era possível, porque não havia interpretação jurídica para reconhecer a existência do relacionamento, muitos casos acabavam nos tribunais, e eram resolvidos utilizado analogia a sociedade econômica, tipo dissolução de uma empresa sendo os dois sócios, quando eram casados. O Grupo Gay da Bahia (GGB) lutou muito, assim, como demais ativistas para que as sentenças levassem em consideração a relação em si, e não a uma sociedade de fato. Por outro lado, muitos desejam assinar os documentos, casar e não era possível. Era muito comum em um relacionamento quando um parceiro morre o outro ficava desamparado, mesmo convivendo juntos por anos. Os meios de comprovação dessas uniões eram tênues, sendo muitos vencidos pela ganancia de familiares do falecido. Não tinha certeza do que seria uma prova de união estável entre pessoas do mesmo sexo. Muitas queixas chegavam ao GGB e a entidade foi obrigada encontrar um meio para solucionar ou mesmo facilitar a vida dessas pessoas. A nossa orientação foi que o casal juntasse cartas trocadas, bilhetes, fotografias e relatos de amigos que atestassem a relação. Em 2003 o GGB fez uma Consulta ao INSS solicitando orientação sobre esses procedimentos para comprovação da relação e que o beneficiário pudesse receber algum tipo de beneficio como pensão deixada pelo parceiro falecido.  O Livro de Registro de União Estável do Grupo Gay da Bahia foi um instrumento instituído com reconhecimento do próprio INSS para fins de comprovar a união junto aos órgãos públicos.  O documento havia a data, nome do juiz de paz, nome, assinatura e RG e CPF dos noivos. Ainda havia espaço para assinatura de quatro testemunhas e de que mais quisesse assinar. As cerimonias aconteciam na sede do GGB ou onde os noivos desejassem, até o momento já foram registrados mais de cem casais. O GGB criou um cerimonial especifico para a ocasião, consta de sermão, votos, e entonação de passagens da Bíblica como Evangelho, Cânticos dos Cânticos,  Davi e Jonatãs, entre outras passagens. Para os noivos de religião de matriz africana a entidade também

Travesti idosa faz campanha para levantar casarão destruído por homofóbicos

  Salvador, Bahia, sábado, 9 de abril de 2016 – Por MARCELO CERQUEIRA A travesti Martinha, 60, anos pede ajuda da sociedade e da população em geral para recuperar a sua dignidade perdida quando em 9 de setembro de 2013 dois homens desconhecidos por volta de 1h da madrugada atearam fogo em sua casa localizada na Rua da Poeira n.9, Nazaré/Baixa dos Sapateiros, Centro Histórico de Salvador. O casarão de 280m2, com dois pavimentos funcionava como pensão e na noite do incêndio havia cerca de dez hóspedes, idosos e travestis. De acordo com Martinha, dois homens apareceram na porta e pediram um quarto, ela se sentiu insegura com a postura agressiva dos mesmo, negando-lhes o acesso. Aí tais indivíduos ameaçaram em voz alta “ Não tem vaga, não é viado, vou te mandar um doce!” – uma bomba molotoff, garrafa cheia de gasolina com estopa na boca. O fogo teve inicio na escada de madeira, consumindo todo o assoalho que dividia os andares chegando até o teto. “Eles não aguentam receber um não de uma travesti, por isso se revoltaram”, desabafou Martinha.  Martinha hoje luta para retomar a sua vida destruída com as chamas de sua casa-pensão, única fonte de renda, resultado de quarenta anos de prostituição no Centro Histórico de Salvador,que para ela funcionava como uma espécie de pensão para a velhice, sonho que acabou em cinzas. Sem teto,hipertensa e diabética, apoiando-se numa bengala, ela vive na penúria graças a um auxilio doença e da ajuda de amigos sensíveis a sua luta pela sobrevivência. “Não é fácil ser uma pessoa como eu, da terceira idade, com a saúde abalada, vivendo da ajuda dos outros, por causa de vagabundos que não respeitas travesti”,! Martinha nasceu em Salvador no dia 26 de março de 1956, moradora do Maciel Pelourinho, aos 12 anos começou a se prostituir. “Eu não tive outra chance, ia para a escola e era chamado de viadinho, efeminado, um dia não voltei mais lá”. E continua: “Eu via as travestis lindas, e entao decidi que queria ser como elas e a partir dai comecei a tomar hormônios e apareceram os clientes”. Fotos tiradas pelo GGB nos inícios dos 80 comprovam que Martinha foi uma mulher belíssima. Mesmo diante das dificuldades físicas, financeiras e sociais Martinha considera-se uma “sobrevivente”, referindo que sofreu tortura policial durante a ditadura, foi presa muitas vezes pela extinta Delegacia de Jogos e Costumes, detenções que aconteciam só por andar na rua vestida de mulher. Na custódia da polícia ela e outros gays e travestis eram obrigadas a fazer a faxina da Delegacia e muitas vezes delegados de outras Delegacias mandavam buscar as travestis para fazer faxina de outras unidades. Para ajudar Martinha podem ser feitas doações em material de construção, dinheiro ou cheque. Também em cimento, laje pré-moldada, telhado, piso, portas, areia, fiação, hidráulica. Ou então, fazer depósito no site “V aquinha” https://www.vakinha.com.br/buscar-vaquinha?utf8=%E2%9C%93&term=martinha&button= Contatos Grupo Gay da Bahia (GGB) Rua Frei Vicente, 24 – Centro Histórico. Salvador, BA. Telefones (71) 99989 4748 – 3322 2552 –     Ato contra violência Policial , grupo de travestis,  Terreiro de Jesus, 1985. Aroldo, Martinha, Mott e Vamburga, foto de 1981    

Presidente do GGB é convidado do Buxixo Piatã FM

  Salvador, Bahia, terça-feira, 5 de abril de 2016 –  O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) foi o convidado do programa Boxixo  dos radialistas Dinho Jr e Raoni Oliveira, nessa terça-feira, pela Piatã FM na frequência 94,3.  O programa teve inicio ás 18h e seguiu até ás 19h e em um abiente descontraído pode-se falar de preconceito e superação da homofobia. Os radialistas colocaram uma pesquisa para os ouvintes perguntando-lhes o que seria preciso para acabar com a homofobia ( ódio aos LGBTs). Os ouvintes respondiam pelo telefone ou por meio das redes sociais. Cerqueira falou da importância de Luiz Mott para a fundação do GGB e para o movimento em geral. Abordou os 36 anos de fundação da entidade que tem uma longa folha corrida de serviços prestados a sociedade baiana e brasileira na luta contra a homofobia. “ Meus parabéns aos dois jornalista, jovens e comprometidos com um mundo melhor”, declarou Cerqueira.