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Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal

📣 Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal A Subsecretaria do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal realizou, no dia 06 de Julho de 2022, o lançamento da publicação da Cartilha de Atendimento, Acolhimento, Acompanhamento e Tratamento adequado ao público LGBTI. A Cartilha vem para somar às diversas ações de afirmação, empoderamento e pretende dar mais um passo em relação ao desenvolvimento de novas práticas no Sistema Socioeducativo do Distrito Federal.

Dia do Orgulho Gay, a violência como pauta

135 mortes violentas de LGBT+, nos primeiros seis meses de 2022, um corpo deixado na posição de crucifixo, vários corpos mutilados, numa carnificina recorrente e nada de políticas públicas de valorização da vida, apenas os mesmos e medonhos discursos contrários a ideologia de gênero, a cidadania. É o cenário vivenciado por muitas famílias neste dia do Orgulho Gay. As autoridades policiais alcançaram êxito na elucidação de 32% dos casos, mas o Estado insiste em evitar monitorar a violência homotransfóbica e o resultado não poderia ser outro, a subnotificação. Os dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia é uma prova irrefutável da existência do ódio em nossa sociedade e do quanto devemos lutar para mudar este estado de coisa. O Nordeste continua sendo a região mais insegura para os LGBT, especialmente, a Bahia e Pernambuco que aparecem em segundo e terceira colocação no ranking de mortes. Os gays aparecem como maiores vítimas (46,66%) contra 42,96% de travestis, transexuais e mulheres trans. 20% das vítimas agonizaram na rua e, 32% morreram em suas casas ou apartamentos. Região Quant. % NE 52 38,52 SE 38 28,15 N 23 17,03 CO 17 12,59 S 5 3,70   135 99,99 UF Quant. % Minas Gerais 15 11,11 Bahia 12 8,88 Pernambuco 12 8,88 São Paulo 11 8,14 Amazonas 10 7,41 Espírito Santo 8 5,92 Pará 8 5,92 Goiás 7 5,18 Maranhão 6 4,44 Rio de Janeiro 6 4,44 Ceará 5 3,70 Rio Grande do Norte 5 3,70 Alagoas 4 2,96 Paraná 4 2,96 Amapá 3 2,22 Distrito Federal 3 2,22 Mato Grosso 3 2,22 Sergipe 3 2,22 Mato Grosso do Sul 2 1,48 Paraíba 2 1,48 Piauí 2 1,48 Rondônia 1 0,74 Roraima 1 0,74 Santa Catarina 1 0,74   135 99,18 Orientação Sexual Quant. % Gay 63 46,66 Mulher Trans/Transexual/Travesti 58 42,96 Não identificado 8 5,93 Bissexual 3 2,22 Lésbica 2 1,48 Homem Trans 1 0,74   135 99,99 Causa Morti Quant. % Facadas/Tesoura 35 25,92 Arma de Fogo 33 24,44 Asfixia/Estrangulamento 18 13,33 Pedradas 4 2,96 Não identificado 45 33,33   135 99,98 Cor Quant. % Parda 45 33,33 Branca 31 22,97 Preta 13 9,63 Sem identificação 46 34,07   135 100 Esta tabela corresponde aos dados de 2021 Mês Quant % Jan 30 17,85 Fev 26 15,47 Mar 26 15,47 Abr 36 21,42 Mai 23 13,69 Jun 27 16,07   168 99,97

Itaú abre vagas para capacitação de pessoas trans na área de Operações e Atendimento

Iniciativa tem como objetivo ampliar a inclusão de profissionais LGBTQIA+ no mercado de trabalho; as pessoas selecionadas serão contratadas pelo banco como analistas de Engenharia de Processos   São Paulo, 6 de julho de 2022 – O Itaú Unibanco abriu inscrições para um Bootcamp exclusivo para pessoas trans – programa que visa identificar e lapidar talentos, além de promover a diversidade. Com duração de cinco semanas, o Bootcamp promoverá aulas síncronas (ao vivo e com transmissão on-line) e assíncronas (conteúdos gravados) para a formação técnica de 14 analistas. As pessoas aprovadas no processo seletivo serão contratadas como colaboradoras do Itaú Unibanco desde o primeiro dia de capacitação para, em seguida, integrarem a equipe de Operações e Atendimento do banco.   Essa é a segunda turma do projeto composta apenas por pessoas trans. Em 2021, 38 profissionais foram contratados pelo time de Tecnologia do banco após participarem da iniciativa. “Com as capacitações exclusivas para profissionais trans, conseguimos aumentar a qualificação dos nossos times e, principalmente, atuar de forma afirmativa na empregabilidade de pessoas LGBTQIA+”, comenta Luis Cunha, Diretor de Operações no Itaú Unibanco.   As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de julho, e o início das aulas está previsto para a primeira quinzena de setembro. O currículo do programa inclui metodologias e conhecimentos técnicos em Kaizen, Lean, Ágil e Design Thinking.   Para participar do Bootcamp exclusivo para pessoas trans é preciso ser maior de 18 anos e ter disponibilidade para trabalhar em tempo integral (8 horas diárias). Não será exigido experiência profissional anterior.   Live especial No dia 12 de julho, às 19h, o Itaú vai promover uma conversa ao vivo no seu canal do Youtube para contar os detalhes do programa, como será a jornada do treinamento e tirar eventuais dúvidas. O evento contará com a participação de profissionais à frente do tema diversidade do banco, da EducaTransforma (parceira do banco na formação de novos colaboradores) e integrantes da última turma exclusiva para pessoas trans e que agora são parte da equipe de Tecnologia do Itaú. Para acessar a live, basta acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=RlMqgDkf56s   Serviço: Inscrições: até 22 de julho Data de admissão e início do programa: 9 de setembro Período de formação: 16 de setembro a 21 de outubro Programação: Durante as 5 primeiras semanas, haverá um programa de formação com conteúdo imersivo em Kaizen, Lean, Ágil e Design Thinking. As pessoas aprovadas iniciam o programa contratadas pelo banco como Analista de Engenharia de Processos Júnior. O cronograma conta com 8 horas de treinamento por dia. Inscrições por este link: https://bit.ly/VemProItau

Salvador é a cidade que tem mais Paradas LGBT+ em bairros

Cartaz de divulgação Do GGB No total são 35 edições que já estão agendadas pra ir às ruas este ano., como divulgou hoje , 8 de julho, o Conselho Municipal de Defesa e Promoção dos Direitos LGBT+. O calendário começa em julho e vai até dezembro na capital baiana. Quem abre o circuito é a III Parada do Orgulho do Vale da Muriçoca, domingo (10)  a partir das 15 h. Ela sai da entrada do Vale, segue até o Parque São Braz e retorna ao início. Marcelo Bonfim e Michel Castilho, diretores do Grupo Gay da Diversidade, responsáveis pelo evento, escolheram o tema   “Parem de nos matar”. A escolha do tema tem como objetivo  sensibilizar a sociedade para que ela ajude a combater a LGTfobia, que apesar dos avanços atuais ainda é muito forte. Além de muita música e alegria ainda vai ter homenagem a dançarina Pokinha, mulher trans, preta e rainha dos Sambas Juninos de Salvador. De acordo com o Grupo Gay da Bahia – GGB -, precursor do movimento e responsável pela 20 Parada LGBT da Bahia em 11 de setembro, não há registro em outras capitais do país tamanha diversidade acontecendo de forma intensa e expressiva como aqui. Isso posiciona Salvador no cenário como uma cidade das cidades mais inclusivas para essa população. 

Balizas acrobáticas gays

Esse é o momento muito esperando pelas pessoas na cidade de Salvador, quando as fanfarras dos colégios municipais e estadual se apresentam no desfile de comemoração da independência da Bahia no dia 2 de julho. As balizas acrobáticas gays recebem grande quantidade de aplausos da população pela realização de suas manobras e condução da fanfarra no dia do evento. Sempre foi assim mas nem tudo era o que se parecia para os gays e travestis dentro das fanfarras. Haviam relatos de preconceito e discriminação. Caso baliza gay William O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira viajou até a cidade do recôncavo para conhecer de perto a história do rapaz que se identificava como William. Constatou que o estatuto da Federação de Fanfarras havia um impedimento legal escrito que a função de baliza acrobática só poderia ser exercida por mulheres. Mesmo tendo a desenvoltura esperada para condução da fanfarra, Lgbt não podiam desempenharem esse papel. Essa situação começou a mudar quando um gay que se identificava como “baliza acrobática gay” natural da Santo Amaro, procuro o Grupo Gay da Bahia , alegando ter sofrido discriminação com base na sua orientação sexual e identidade de gênero, segundo ele, uma vez que ensaiou todas as coreografias da fanfarra para o desfile do 2 de Julho, e estava sendo proibido de desfilar a frente da banda porque era gay. O jovem não desfilou no 2 de Julho de sua cidade, mas essa situação mudou o futuro. O GGB atuou junto as entidades representativas das Fanfarras e conseguiu mudar essa cláusula estatutário, permitido e incluindo as balizas gays nos desfiles cívicos. Hoje é uma conquista e realização de muitos Lgbt jovens. A inclusão de pessoas trans no corpo de dança das quadrilhas juninas. O GGB igualmente contribuiu para reforma do estatuto da Federação de Quadrilhas juninas, que não permitia pessoas trans tivessem um par para dançar a quadrilha, isso fazia a agremiação perder pontos nos concursos. Era permitido apresentação individualmente, essa situação era motivo de muita tristeza para as trans do segmento que se dedicavam nos ensaios, mas nas apresentações eram obrigadas portarem figurino masculino. O Grupo junto com a advogada Anhamona de Brito, reescreveu o artigo inteiro do estatuto que a partir de então, aceito, substituiu o anterior e acabou o impedimento. Vídeo site Dois Tercos.

Peter Von Kant

PETER VON KANT – DE FRANÇOIS OZON (2022) por MARCELO DANTAS, cineasta. Salvador, 2 de Julho de 2022 – O filme que vocês vão assistir em seguida, Peter Von Kant, do cineasta francês François Ozon, é o que se chama de “filme evento”. Isso porque antes de se conhecer a obra em si, ela traz um conjunto de significados e representações que já lhe dá uma importância especial, independente do sucesso efetivo que o filme venha a ter, de público ou de crítica.Esse filme é mais do que um remake: ele é a reelaboração de uma obra prima do passado para falar da contemporaneidade. E mais que tudo, Peter Von Kant é uma homenagem ao cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder, que morreu em 1982, há 40 anos, de uma overdose, quando tinha apenas 37 anos. E para homenageá-lo, mas também contribuir para a divulgação da sua obra para o público atual, François Ozon escolheu refazer, com nova abordagem, um dos seus filmes mais célebres, o melodrama “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant.Por que esse e não outro filme da vasta obra de Fassbinder foi escolhido por Ozon? Podemos especular os vários motivos. Lágrimas Amargas de Petra Von Kant faz 50 anos de lançado, exatamente em 2022, ano em que François Ozon lança o seu Peter Von Kant. Segundo, porque além de ser uma obra prima do cinema, As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant foi, sem dúvida, o primeiro filme de amor lésbico a se tornar um cult em todo o mundo. O filme de Fassbinder, extraído da peça de teatro homônima, de sua própria autoria, seguiu décadas afora, após o seu lançamento em 1972, como uma obra seminal, reforçada pela popularidade e sucesso mundial da peça. Montada em dezenas de países e em várias línguas, que contribuíram imensamente para dar importância histórica e cultural à obra durante cinco décadas, até hoje.No Brasil, a peça foi montada em 1984, dirigida por Celso Nunes, e estrelada por Fernanda Montenegro e Renata Sorrah tendo se tornado um dos maiores sucessos de público do teatro brasileiro, além de consagrar Fernanda Montenegro com os prêmios mais importantes do teatro do Brasil, renovando definitivamente a sua carreira para mais algumas décadas de conquista de novos públicos.François Ozon não tem medo de se arriscar: o que era um amor entre duas mulheres, em Petra, se transforma num amor entre dois homens em Peter. Isso porque ele se sente identificado com Fassbinder. Além disso, as afinidades entre os dois cineastas são flagrantes, ambos são gays, ambos adoram o melodrama como gênero cinematográfico e ambos são superprodutivos: François Ozon faz um filme por ano, desde que estreou em longas metragens em 1997. Fassbinder, talvez recordista mundial, em 16 anos de carreira fez mais de 40 filmes, numa estatística que mostra um filme a cada 100 dias. Essa produtividade impressionante de Fassbinder era explicada pro ele mesmo com a frase: “terei todo o tempo para dormir quando morrer”.Uma alma torturada pelos fantasmas de uma Alemanha do pós Guerra, Fassbinder nasceu em 1945 e a sua geração que se torna jovem adulta na segunda metade dos anos 1960 foi responsável pelo impactante Novo Cinema Alemão, que incluía Margareth Von Trota, Wim Wenders, Volker Schlondorff, Helma Sanders-Brahms e o contemporâneo, mas isolado da turma Werner Herzog. Uma geração genial que conquistou prêmios nos principais festivas de cinema, além do Oscar, e que levou ao mundo as angústias dos jovens, filhos e netos de nazistas, que cresceram sob o manto da vergonha de todo um povo e principalmente sob o silêncio irredutível de pais e avós que se recusavam a falar da Guerra e muito menos de que papel haviam exercido no nazismo de Hitler. É esse silêncio de suas famílias e de toda uma nação que eles transformam em gritos através de filmes dramáticos, violentos, cruéis mesmo, dissecando os corpos e as almas da Alemanha, Mãe Pálida, título da obra prima de sua colega do movimento, a cineasta Helma Sanders-Brahms.A cereja do bolo dessa homenagem de François Ozon a Fassbinder é Hanna Schygulla. Jovem colega de turma de Fassbinder do curso de teatro, ela se tornou a atriz que mais fez filmes com ele, inclusive As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, em que faz o papel de Karin, a jovem linda e cruel que seduz e transforma a forte e autoritária Petra Von Kant numa submissa pedinte de amor. Depois dessa interpretação memorável, Hanna Schigulla seria dirigida pelos grandes cineastas da época, como Ettore Scola e Jean-Luc Godard, tornando-se uma das poucas atrizes a ganhar os prêmios de melhor atriz nos festivas e Cannes e Berlim. Hoje, aos 78 anos de idade, Hanna Schygulla é uma das personagens do filme Peter Von Kant, fazendo a ponte direta com As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de 50 anos atrás.Finalmente, para ficar ainda mais claro que Peter Von Kant é uma homenagem não apenas ao seu filme cinquentenário, mas ao próprio Fassbinder, François Ozon usa como cartaz de Peter Von Kant, uma releitura direta do cartaz do último filme de Fassbinder, Querelle, baseado na peça de Jean Genet, que foi criado para o filme especialmente pelo artista plástico Andy Wharol. Marcelo Dantas- Professor de Economia da Cultura do CECULT/ UFRB, roteirista e cineasta preparando seu primeiro longa-metragem.

A importância da educação no combate à lgbtfobia.

Toni Reis; Militante desde os 20 anos de idade pelos direitos humanos e da população LGBTIA+, ex-presidente e um dos fundadores da ABGLT, Reis afirma com convicção, parafraseando Aristóteles: “A finalidade da vida é ser feliz”. “Por todo o sofrimento que eu passei na minha adolescência, eu não desejo nem para a pior pessoa que vocês conheçam o sofrimento que era não ser aceito na família, na religião, na escola e na sociedade. Isso fez com que eu me tornasse um ativista militante”, comenta o professor.

Censo IBGE 2022

Marcelo Cerqueira Somos milhões e estamos em todos os lugares O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE foi obrigado a incluir no Censo Demográfico, deste ano, a pergunta sobre orientação sexual e a identidade de gênero dos brasileiros. Esse fato histórico só foi possível por força de uma ação vitoriosa de autoria do Ministério Público Federal contra o IBGE. A Justiça Federal no Acre acolheu o pedido do MPF e decidiu ser favorável, determinando que o IBGE conte quanto milhões de brasileiros são lésbicas, gays, bissexuais, transgêneras, travestis e, especialmente intersexuais, que ainda são invisíveis e necessitam de uma política de saúde integral. O mais fascinante vai ser sabermos quantas identidades de gênero existem no Brasil. O comum são as identidades: mulher ou homem cisgênero, mulher ou homem transgênero, não binário e agênero. A fotografia que o Censo deve revelar vai ser de uma valorosa riqueza intelectual, para poder compreender as particularidades dessas pessoas. Vamos conhecer a diversidade que tanto falamos no discurso, mas vai ser a diversidade brasileira e suas subdivisões. O Facebook, na abertura de uma conta, já tem a opção de 50 indicações de identidades de gênero. Em Nova York, nos Estados Unidos, um cidadão tem a opção de 36identidades de gênero para declarar, basta só tirar documentos pessoais. A Prefeitura de Salvador, através das secretarias, já vem adotando essa prática e somente na Secretaria Municipal da Saúde, nos seis formulários existentes, em todos constam informação de orientação sexual e identidade de gênero. Já existem boletins publicados com os dados de 2014 a 2021. O Censo é a ferramenta fundamental para desenvolver políticas públicas e combate à LGBTfobia de forma real, para isso é preciso que todos os LGBT+ respondam com sinceridade às perguntas. Em cada residência é só um membro da família que responde a pesquisa. É preciso que haja uma campanha nacional de comunicação orientando as famílias sobre identidade de gênero e orientação sexual, pois a LGBTfobia estrutural ainda é muito forte no núcleo familiar. Diga sim ao recenseador do IBGE, revele com orgulho a sua orientação sexual e identidade de gênero, vamos fazer do futuro agora. Isso vai fazer uma nova mudança acontecer em nossas vidas com mais respeito, direitos, dignidade e esperança no que vier, e vem bem. Marcelo CerqueiraProfessor, humanista, diretor do GGB e Coordenador de Políticas LGBT de Salvador.

Nota de apoio ao Parque Shopping Bahia.

14 de junho – O Grupo Gay da Bahia (GGB) vem manifestar-se com aplausos e louvor ao Parque Shopping Bahia, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, pela campanha publicitária “Todos são bem-vindos”, que promove a inclusão em celebração ao mês de maio do Orgulho LGBT+ naquela cidade. O GGB expressa o seu contentamento em saber que um grande centro de compras da região se posiciona, tendo como base as Decisões do STF, Ministério Público Federal, Estadual e das prefeituras de Salvador, Lauro de Freitas, Rio de Janeiro e São Paulo, que possuem Decretos Municipais que promovem a inclusão de orientação sexual e identidade de gênero. A campanha “Todos são bem-vindos” promove a inclusão de identidade de gênero, e embora o conservadorismo queira atrasar o futuro, o novo inevitavelmente vem, especialmente e sobretudo com as novas gerações. Usar os sanitários de acordo com a identidade de gênero é um passo dado e não tem como voltar atrás. Mulheres cis, travestis e transgêneras usam o feminino. Homens cis e homens trans usam o masculino. O sexo biológico não é determinante com o que a pessoa é, ela pode nascer com hormônios e cromossomos e características de um sexo, mas pode se identificar com o outro.Só os tolos e os oportunistas que se beneficiam, por trás de discursos hipócritas, contra os avanços sociais, são contra.

EDITAL DE INSCRIÇÃO PARA AS COORDENAÇÕES ESTADUAIS/DISTRITAL DA ABRAFH.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FAMÍLIAS HOMOTRANSAFETIVAS – ABRAFH Estão abertas as inscrições para candidatura às Coordenações Estaduais/Distrital da ABRAFH. Acesso o formulário de inscrição em O período das inscrições é de 19/05/2022 a 19/06/2022 Sobre a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas – Abrafh A Abrafh tem como finalidade fundamental defender os interesses morais e materiais das famílias LGBTI+, mono ou poliafetivas, em qualquer composição designada por quaisquer de seus membros, sejam crianças, adolescentes, adultos ou idosos. A Abrafh entende família LGBTI+ como toda aquela que conte com ao menos um membro LGBTI+. A Abrafh apoia todas as configurações familiares, as reconhecendo como entidades familiares, núcleos de conjugalidade e parentalidade, independente de vínculos biológicos, e unidos por laços afetivos e mantendo entre si relação solidária. A Abrafh é uma organização laica e suprapartidária (podendo seus associados/as serem pluripartidários/as), isenta de quaisquer preconceitos ou discriminações relativas à nacionalidade cor, raça, credo religioso, classe social, concepção filosófica, orientação sexual, expressão ou identidade de gênero, conformação biológica, tanto em suas atividades quanto em suas dependências e em seu quadro social. A Abrafh é destituída de quaisquer vinculações de natureza político-partidária ou religiosa. Para conhecer mais sobre a Abrafh, clique neste link http://www.abrafh.org.br/ Sobre as Inscrições para as Coordenações Estaduais/Distrital da Abrafh As Coordenações podem ser compostas de no mínimo uma pessoa e de no máximo cinco, tendo uma Coordenadora Titular, 1º Adjunto, 2º Adjunto, 3º Adjunto até o 4º Adjunto. As pessoas que atualmente são das Coordenações Regionais podem passar a ser da Coordenação de seus respectivas unidades da federação, se assim quiserem. Em função da demanda, incentivamos a candidatura de pessoas com atuação na área jurídica, psicológica ou de assistência social, porém estes não são requisitos para fazer parte das Coordenações. Incentivamos também a candidatura de pessoas afrodescendentes, indígenas, idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas com HIV/aids, e demais particularidades, além de pessoas das mais diversas orientações sexuais e identidades de gênero. Todo o trabalho das Coordenações será pro bono. O que precisa fazer para fazer sua inscrição: 1) Para se candidatar à coordenação estadual, você precisa estar afiliado/a à Abrafh. Se você ainda não se afiliou, clique neste link e se afilie: http://abrafh.org.br/PreInscricao.html 2) Para preencher o formulário de inscrição on-line, você precisa estar com sua conta de gmail aberta. 3) Tenha pronta uma breve biografia sua de até 10 linhas, inclusive com informações sobre sua atuação em prol das famílias LGBTI+, para incluir na sua inscrição. 4) Tenha disponível uma foto sua para subir na hora que você fizer sua inscrição (para subir a foto, você precisa estar com sua conta de gmail aberta). Tanto a biografia quanto a foto serão incluídas no documento oficial da Abrafh de nomeação da Coordenação. Faça sua inscrição aqui: https://bit.ly/3MueBQb Seleção e Nomeação Encerrado o período de inscrições, a Diretoria fará análise, seleção e nomeação oficial das Coordenações. Algumas sugestões e orientações para a atuação das Coordenações Identificar e mobilizar pessoas em seu estado que possam formar Coordenações Municipais da Abrafh (após a nomeação das Coordenações Estaduais, será aberto edital e inscrição de candidaturas às Coordenações Municipais. Fazer advocacy, accountability e litigância estratégica a favor das famílias homotransafetivas. Incentivar as adoções legais e necessárias (tardias) (Fazer parcerias com grupos de apoio à adoção já existentes). Fazer controle social em todos os níveis e espaços de interesse das famílias homotransafetivas. Realizar eventos: ex. seminários estaduais e distritais. Fazer eventos de socialização das famílias homotransafetivas: piqueniques; jantares; entre outros. Estabelecer parcerias com outras redes, ONGs e instituições Acompanhar e proporcionar apoiar jurídico, psicológico e social às famílias homotransafetivas, dentro das possibilidades da Coordenação. 19 de maio de 2022 Toni ReisPresidente da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas41 99602 8906