Existe cultura LGBT? Sim, existe e pulsa viva e vibrante.
Salvador, 7 de dezembro de 2021. Está em tramitação na Câmara Municipal da Cidade do Salvador, prestes ser votado o Plano Municipal de Cultura. O Plano , fruto de indicativo das metas da Conferência Nacional de Cultura indica que cada cidade é estado tenham os seus. O nosso texto final do Plano à Câmara, antes passou pelo Conselho Municipal de Cultura, diversas audiências públicas ouvindo a população, inclusive na Casa Legislativa. Incompreensível, é que agora a bancada cristã rejeitam a inclusão de “Cultura LGBT” no Plano, em que mundo eles vivem? Não sabem o que é cultura, “voilá!” Cultura é a ação do homem, mulher, gay, travesti, lésbicas de forma consciente na natureza das coisas. E a cultura LGBT existe viva e pulsa muito forte no cotidiano das cidades, só quem não consegue ver são os que olham atravessado, quem tem preguiça mental ou que ganham algum benefício em ignorar essa expressão. A cultura LGBT em Salvador é forte e antiga. Na primeira capital do Brasil, data de 1591 a presença do escravo Xico Manicongo que se vestia com trajes femininos e aparecia onde hoje é a Rua da Ajuda, por conta disso foi denunciada ao Tribunal do Santo Ofício (Luiz Mott). O livro ” A Inversão dos Sexos” de mestre Estácio de Lima, 1930 já descrevia esse tipo de cultura na cidade. Hoje, esse traço cultural além de estar presente no cotidiano da cidade, nos bairros com ação de tantos coletivos culturais, na favela, nas artes plásticas, dança, música e áudio visual graças ao poder das mídias sociais ( bordão, a vida do crente, não é fácil, receba esse shalom) existe uma linguagem específica criada pelos LGBT e adotada pela população da cidade. O Carnaval com os blocos de travestidos, nosso Dois de Julho com as fanfarras estudantis e suas balizas acrobáticas gays, o São João com as quadrilhas Joanina. A noite da capital com inúmeras, boates e bares onde cantores e artistas transformistas se apresentam difundindo a cultura drag queem. Inúmeros turistas do mundo têm como destino Salvador, gerando riquezas por tudo isso, e por saberem , a priori, que a nossa cidade é “friendly” que aqui são bem vindos por nossa cultura e saberem que tem proteção na cidade. A prefeitura do Salvador na gestão do prefeito ACM Neto sancionou leis importantes, como a criação de um órgão Municipal de combate à LGBTfobia e apoio à população LGBT, decretou o Combate à LGBTfobia Institucional nos serviços públicos. Por fim ainda sancionou a Lei Teu Nascimento que pune estabelecimentos comerciais que praticarem à LGBTfobia. A gestão atual do prefeito Bruno Reis, mantém todas as conquistas e avança ainda mais com trabalhos para fazer de nossa cidade ainda mais inclusiva. Como eu acho que o conhecimento liberta, aos vereadores que se opõem ao Plano, que acham que não existe uma cultura LGBT. Eu entendo que além da cultura, existe uma sub cultura, eu me coloco a disposição para ensinar. Outra opção mais rápida é abrir a pesquisa da Netflix e fazer a busca. Marcelo Cerqueira é membro do Grupo Gay da Bahia, professor e humanista.
CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO MAIOR FOTÓGRAFO MUNDIAL DE FOTOS DE HOMENS NUS: ALAIR GOMES, 20-12-1921\2-8-1992.
05/ 12/ 2021 Do GGB: Exposição de 40 fotos na sede do Grupo Gay da BahiaRua Frei Vicente, 24 – Pelourinho, Abertura dia 7\12, 16hsHorário: de 7 janeiro a 7 de fevereiro 2022, das 9-12hs\ 14-18hs.Entrada franca com direito a 4 camisinhas…Contacto: (71) 987464830 – 33283782 O prof.Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, denuncia falta de respeito motivada pela homofobia no apagamento da memória do maior fotógrafo gay mundial de nus masculinos. Alair Gomes, carioca de Valença, era um gay com muitas especialidades: arquiteto, filósofo, biólogo e sobretudo fotógrafo. “Em m nus masculinos, não há nada hoje comparável no mundo da fotografia ao trabalho desse brasileiro”, declarou o diretor da Fundação Cartier para a Arte Contemporânea,(Hervé Chandès.Graduou-se em Engenharia Civil e Eletrônica na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, (UFRJ). Em 1948 passa a estudar física, matemática, filosofia e biologia, tornando-se professor do Instituto de Biofísica do Rio de Janeiro (1958). Nos finais dos anos 1960 dedica-se intensamente à fotografia, coordenando a área de fotografia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Primeira mostra fotográfica em 1984 na Galeria Candido Mendes (RJ). Mostras coletivas em Nova York, Paris, Rio de Janeiro e Toronto. Em 2001, a Fundação Cartier de Arte Contemporânea, em Paris, realiza uma mostra retrospectiva de sua obra com o acervo da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.Nos últimos 26 anos de sua vida produziu por volta de 170 mil negativos e 16 mil ampliações, centrando-se no corpo masculino, fotos clandestinas com acentuado voyeurismo, pois mostram rapazes anônimos na praia de Ipanema, fotografados à distância com uma teleobjetiva da janela de seu apartamento de fundos da rua Prudente de Morais. “De teor confessional e narrativo, o sentido de sua poética é construído, sobretudo, no processo de edição e de organização desse material. A intenção de promover uma fusão integral entre arte e vida, tão cara às vanguardas artísticas dos anos 1960 e 1970, é plenamente concretizada. A sequência revela um jogo de sedução e de entrega entre fotógrafo e modelo. Não há concessões, tampouco inibições. Ele mostra tórax, abdômen, pênis, detalhes de dobras, pelos, e enquadramentos de troncos e quadris que mimetizam a imagem do falo ereto. Agindo como se estivesse embriagado, sua intenção não é retratar indivíduos particularmente, mas mostrar a repetição de um ideal de beleza, além do prazer de ver e de ser visto. Certa vez ele disse: eu nunca recusei a possibilidade de a minha fotografia poder ser chamada de pornográfica.”A maior parte de seu espólio de fotografias e escritos está na nossa Biblioteca Nacional. Fez exposições no Paço Imperial, (RJ), Caixa Cultural (SP), Maison Européenne de La Photographie, (Paris), Biblioteca Nacional (RJ, 2016).Em 2003 foi biografado no documentário “A morte de Narciso”, dirigido por Luiz Carlos Lacerda. Em 2017 é apresentado no Rio de Janeiro o espetáculo teatral “Alair” com roteiro baseado em seus “Diários Eróticos” e lançado o curta-metragem Inocentes, “um percurso voyeurístico na obra do fotógrafo”. A revista gay Advocate, de S.Francisco, publicou diversos de seus trabalhos.“Depois de fotografar os rapazes com uma teleobjetiva, Alair descia até a praia e mostrava as imagens aos retratados. Era assim que ele, um sujeito feio e estranho, na descrição de amigos, conseguia seduzir e convencer os rapazes a subir até sua casa e posarem nus para ele. Disse certa vez: Há em mim uma necessidade imperiosa de fazer um registro de meus grandes envolvimentos amorosos. Eu fotografei tantos garotos com os quais eu tive vontade de ir para a cama que, comparado com o número dos que na verdade chegaram a minha cama, a proporção e ínfima.” A homossexualidade foi essencial em sua vida: “A minha tendência homossexual é extremamente antiga. Eu me lembro de um caso, que era obviamente dessa natureza, quando eu ainda estava na escola primária.”Foi violentamente morto em seu apartamento por um seu ex-modelo, segurança de uma loja de discos próxima a seu edifício. A polícia considerou ter sido crime homofóbico. O assassino nunca foi preso. CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO MAIOR FOTÓGRAFO MUNDIAL DE FOTOS DE HOMENS NUS: ALAIR GOMES, 20-12-1921\2-8-1992Exposição de 40 fotos na sede do Grupo Gay da BahiaRua Frei Vicente, 24 – Pelourinho, Abertura dia 7\12, 16hsHorário: de 7 janeiro a 7 de fevereiro 2022, das 9-12hs\ 14-18hs.Entrada franca com direito a 4 camisinhas…Contacto: Curador da Exposição Prof. Luiz Mott (71) 987464830 – 33283782 E cadê as comemorações pelo centenário de Alair Gomes?Redação21/10/2021 – E cadê as comemorações pelo centenário de Alair Gomes? | Lu Lacerda | iG…Fãs de Alair Gomes estão inquietos. Em dezembro, o fotógrafo completaria 100 anos, e, por enquanto, não está sendo programado nada, nada, nada para celebrar o centenário desse grande artista brasileiro. Nem a Biblioteca Nacional, para quem a família doou centenas de negativos (são 16 mil fotografias e 150 mil negativos, além das 30 mil páginas de manuscritos originais), nem o MAM (com trabalhos das coleções de Gilberto Chateaubriand e Joaquim Paiva), pretendem fazer qualquer tipo de comemoração? Alô, Fabio Szwarcwald!A coluna entrou em contato com a comunicação do MAM, e ficou sabendo que Pablo Lafuente, um dos diretores artísticos, pretende fazer algo sim, mas ainda nada definido, porém, é quase certa uma ação digital.Sabe-se que os tempos estão complicados para a cultura, mas, além do aniversário do artista, em 2021 completa 20 anos da famosa exposição na Maison Cartier, em Paris, que o elevou ao patamar dos grandes fotógrafos internacionais. E mais: também em 2021, completam 30 anos de sua morte. Portanto, temos todos os motivos para falar de Alair. É ou não é?Quem assistiu aqui à peça “Alair” em 2017, com Edwin Luisi, texto de Gustavo Pinheiro, no Teatro Laura Alvim, em Ipanema? Engenheiro de formação, filósofo, escritor, estudioso e crítico de arte, Alair Gomes foi reconhecido como precursor da fotografia homoerótica no Brasil, mostrando sempre a beleza do corpo masculino.Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, é um dos militantes revoltados com a falta de lembrança e, ele mesmo, vai fazer uma live no dia 20 de dezembro dedicada à
Nota de Repúdio do Grupo Gay da Bahia ao Empresário do Carnaval Luciano Paganelli diretor de “As Muquiranas “
Salvador, 29 de novembro de 2021. Gay da Bahia vem a público repudiar as declarações de Luciani Paganelli , um dos sócios do maior bloco de travestidos do Carnaval da Bahia, o qual fez postagem de cunho gayfóbico em suas redes sociais, no último dia 27, conforme divulgado no site Bnews. O empresário fez uso de expressão discriminatória como “dar o rabo” para fazer referência a campanha publicitária de Natal dos Correios da Noruega que mostra o Papai Noel dando, o que seria, um celinho em outro homem. O empresário que ganha dinheiro usando estereótipos da cultura gay e feminina ficou indignado com a peça publicitária, que é somente uma paródia, nada mais, porem na sua cabeça de macho gayfobico fez uma tempestade num copo d’água. O que ele não sabe, ao que parece, é que quem tem o lugar de fala é o povo escandinavo já que Papei Noel é uma personagem daquelas regiões que formam o Polo Norte. A licença poética é deles, enquanto os outros povos fizeram apropriação cultural de seus símbolos tradicionais por interesses econômicos difusos. No mínimo o senhor Luciano deveria respeitar os países donos da marca Papai Noel, pois eles podem usarem como quiserem esse símbolo. Inclusive o bom velhinho trocando beijocas com quem quiser, ou agarrando os seios de uma dançarina. A parte esse vexame, o empresário ratifica sua homofobia, ao antecipar que na próxima Páscoa o Coelho da Páscoa, vai ser ” biba-boneca-menina”. Chega a ser doentia tanta destilação de ódio contra gays. O chocante e espantoso é que Paganelli faz parte de um bloco de travestidos. No mínimo deveria ser expulso da composição da diretoria dsesa entidade, porque está em distonia com a filosofia do bloco já que sua gayfobia é muito maior que isso. Seria uma saída honrosa nesse momento de crise de identidade. Isso nos leva a fazer uma reflexão: as Muquiranas seriam um bloco de Carnaval que teria como ideologia tão somente “esculhambar” o ser feminino, sob a falsa ilusão de homenagem? Porque em tese são homens com trajes e acessórios femininos, embora reproduzam no desfile gestos considerados ofensivos e obscenos, deste modo desqualificando, mesmo no Carnaval, a figura feminina. Que situações de homofobia explícita, como esta de autoria de Paganelli sirva de alerta à população LGBT, para saber quem é parceiro de verdade e que finge que é, mas é de mentira, apropriando-se de símbolos da nossa cultura gay, mas nos ofendem e não manifestam nenhum compromisso na defesa de nossa cidadania e da democracia.Grupo Gay da Bahia (GGB).
Aprovação de projeto que proíbe discriminação por orientação sexual para doação de sangue é um avanço contra o preconceito, dizem ativistas.
O Senado aprovou na quinta-feira (4) projeto de lei que proíbe a discriminação em função da orientação sexual para doadores de sangue e prevê punição aos infratores. A proposta foi aprovada de maneira simbólica pelos senadores e agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto de lei aprovado pelos senadores tem o objetivo de eliminar regras que proíbam a doação de sangue por homossexuais ou estabelecem uma “quarentena” de 12 meses para homens que mantiveram relação sexual com outros homens. (saiba mais) Ativistas do movimento LGBTQIA+ e HIV/aids receberam com entusiasmo a decisão do Senado. Confira: Cássio Rodrigo – Coordenador de Políticas para LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo “Um passo fundamental em direção à plena cidadania LGBTI+. A proibição de doação de sangue por LGBT, como o próprio STF reconheceu, era discriminatória e inconstitucional. Só espero que a Câmara dos Deputados tenha o mesmo olhar imparcial e democrático ao analisar a proposta, aprovando-a também. Parabéns aos senadores Fabiano Contarato e Humberto Costa pela iniciativa!” Beto Volpe – ativista e escritor “Tardia, mas muito importante decisão que somente poderia ter sido capitaneada pelo brilhante senador Cantarato. Isso irá aliviar a crise dos hemocentros, afinal, sangue gay é sangue bom! E que venha a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, para o desespero dos hipócritas de plantão.” José Carlos Veloso – coordenador da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose “Importantíssima a aprovação do senado, não só uma conquista do movimento LGBTQI+, mas pra todo movimento organizado que luta contra discriminação, preconceito e homofobia nos país.” Toni Reis – diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+ “Ficamos extremamente felizes enquanto militantes, ativistas por este projeto ser aprovado por unanimidade. Isso já está na história do Congresso Nacional. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Foram 25 anos de luta incessante e negociação com todos os governos, os ministros da saúde, muitos ofícios e o Supremo Tribunal Federal, que não foi uma decisão unânime, nos deu esse direito e o Legislativo está garantindo no Senado. Esperamos que a Câmara dos Deputados também aprove, não precisa ser unanimidade, e que o presidente sancione. É uma grande vitória da cidadania, dos direitos humanos e da não discriminação.” Beto de Jesus – country manager AHF Brasil “Na verdade, a proibição de doação de sangue por homossexuais vem em uma esteira de um país que é extremamente preconceituoso e que negou aos homossexuais o direito à cidadania. Ninguém é melhor ou pior por ser homossexual como ninguém é pior ou melhor por ser heterossexual. Eu acho que contribuir, fazer parte como cidadão e doar sangue para preservar vidas é um direito de todas as pessoas. E o sangue deve ser cuidado, sim. Você deve ter cuidado em relação a isso, mas não é o preconceito que vai dar cuidado ao sangue, o que vai dar cuidado ao sangue é a ciência, são os testes, é o tipo de teste que se usa, é como você trata esse sangue. Essa é a questão. O que está em jogo nessa questão no Brasil, que a gente viu durante todo esse tempo, sempre foi uma questão de preconceito em relação aos homossexuais. E não é só para doação de sangue, é para trabalho, para escola, para promoção no serviço, para uma série de outras coisas. Os parâmetros para essas decisões devem ser da ciência e este é um país que rompeu com a ciência nos últimos anos. Isso é extremamente perigoso, porque aí a gente fica fazendo experiências, a gente fica tomando decisões ao prazer das pessoas que têm preconceito, sem levar em consideração que todos nós temos o direito de exercer nossa cidadania e contribuir para o bem maior, no caso aqui, a doação de sangue para as pessoas que precisam. É incrível porque todos os nossos bancos de sangue vivem em uma situação extremamente caótica, faltando sangue em determinados momentos, e a gente está se dando ao luxo de dizer que homossexuais não podem doar. É um projeto importante, aprovado e tem que ser executado e sancionado.” André Fischer – Diretor do Festival MixBrasil e coordenador do Centro Cultural da Diversidade “Antes tarde do que nunca, é uma vitória para nossa comunidade. Essa era uma discriminação extemporânea contra pessoas LGBTQIA+ baseada em preconceitos e ignorância que remontam a época em que a aids era chamada de ‘câncer gay’. Mais importante ainda acontecer agora, como ato de resistência a um desgoverno abertamente lgbtfóbico.” Redação Agência de Notícias da Aids Dica de Entrevista: Cássio Rodrigo E-mail: crosilva@prefeitura.sp.gov.br
“Tem de Bagaça o viado”, Robyssão, 2021, Salvador, Bahia.
Vídeo circula livre nas redes sociais! Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. Salvador, 11 de setembro 2921. Mais uma vez, o cantor Robyssão prática uma ato homofóbico em suas composições. Isso já se tornou uma fixação, uma verdadeira perseguição contra os gays! Cometeu crime de homofobia, é racismo por gayfobia. Isso é crime no Brasil. O cantor está, em sua música, colocando uma realidade que não é exclusiva de clientes gays. Afinal, mulheres e homens cis héteros também pagam profissionais do sexo, masculinos e femininas. Isso é também preconceito aos profissionais do sexo. É uma música extremamente gayfóbica, e ela está circulando na Bahia, impunemente!Cabe ao Ministério Público a Promotoria de Justiça especializada na defesa da população LGBTQIA+ apurar para retirar a música das plataformas, ao tempo que ofereço essa denúncia. Nós, da comunidade LGBT+, queremos músicas que falem de nós. Mas não que incitem ao preconceito. Falem da nossa alegria, das nossas vivências, de nossa felicidade, do nosso mundo colorido e de amor. No cotidiano já sofremos demais sem essas músicas, com elas, que ficam nas mentes como se fosse chiclete, ainda mais! E não precisamos de letras que nos agridam. Queremos cantar a felicidade que a gente traz com a nossa arte. A paz, a alegria, a harmonia, cultura, e a educação, que são características da comunidade LGBT+. A solidariedade, a humanidade, o cuidado com as outras pessoas e o interesse na cultura! Isso a gente que ouvir. Então, por que não faz uma música falando sobre essas coisas? Sobre se respeitar e se amar mais os gays? Seria porque não vende? A violência e o preconceito vendem mais. Isso já sabemos. E esse tipo de música cria muito mais preconceito com a comunidade LGBT+, gera homicídios. Esse tipo de música traz a violência para o campo da comunidade, e isso é muito sério no cotidiano de nossas vidas. Nós temos que combater isso diariamente, dizer que a gente não concorda com isso! É preciso questionar quando esses artistas, autores e divulgadores dessas músicas, usam as redes sociais para pedir não à homofobia, não ao transfeminicídio, não ao crime de LGBTQIAfobia. Esses artistas não usam as redes para defender, e sim desrespeitar. Eles estimulam, cada vez mais, o estereótipo do preconceito, da ideia de que se “bagaça o viado”, ele vai cada vez mais dar dinheiro e objetos para você. A letra faz uma relação com a prostituição, isso no imaginário popular serve para reforçar a ideia de que viado, gay e trans só servem para ser subalternos, invisibilizados, e cada vez mais afasta essas pessoas do convívio em sociedade. As pessoas que simpatizam com esse tipo de estética musical devem perceber que são usadas, e seus corpos são erotizados e objetificados, relacionando a sexualidade à prostituição.Robyssão é um desserviço para a nossa comunidade, não pode seguir fazendo isso impunemente.
Carta Aberta de Toni Reis ao Deputado Federal Rodrigo Maia
Querido Rodrigo Maia, Salvador, 6 de setembro 2021 – Você é um grande aliado dos direitos humanos da comunidade LGBTI+. Nós tivemos vários momentos históricos juntos. Você nos ajudou e contribuiu para o cumprimento do preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Você nos recebeu na residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados para discutir questões LGBTI+. Contribuiu para a votação do projeto de lei que proibiria a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Sempre nos recebeu e nunca nos negou audiência. Você não se omitiu. Agora, a palavra gay em seu significado original quer dizer uma pessoa alegre, feliz, realizada. Em seu significado atual, ser gay é ser um homem homossexual que se assume e exerce sua sexualidade sem se escondê-la, uma pessoa que tem orgulho de ser o que é. A palavra gay para nós é muito valiosa. No caso da pessoa que você teria indícios que tenha desejos e/ou que pratique atos sexuais com pessoa do mesmo sexo, mas que não consegue assumir isso, falamos que essa pessoa é “egodistônica”. É uma pessoa que não está sintonizada com sua libido. Ela não tem identidade gay. Há, inclusive, vários artigos já publicados sobre este assunto que você levantou. Tudo ficará bem, se não tivermos uma comunicação violenta. No mais, continuo admirando você e sua capacidade. Você é um legítimo democrata. *Toni Reis – gay, ativista e militante dessa causa há 37 anos. Doutor em Educação. Casado com David há 32 anos, somos pais de Alyson, Jéssica e Filipe, tudo dentro da lei.
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Salvador, 11 de agosto 2021. Luana Muniz – Filha da Lua estreia nos cinemas dia 12 de agosto O premiado documentário de Rian Córdova e Leonardo Menezes desvenda o mundo da travesti Luana Muniz, a “Rainha da Lapa” Estréia Salvador 12/08 ás 18h Glauber Rocha. Material imprensa: https://tinyurl.com/luanamuniz-filhadalua Facebook: https://www.facebook.com/LuanaMunizFilhaDaLua/ TRAILER: https://youtu.be/QbdlqtRI2IA “Travesti não é bagunça!” O grito ouvido em uma das esquinas da Lapa, quando uma travesti bate num possível cliente, ecoou em milhões de televisores pelo programa “Profissão Repórter” em 2010. A frase virou bordão, letra de funk e agora será ouvida em som “surround” nos cinemas. O documentário Luana Muniz – Filha da Lua revela os bastidores deste episódio e outras polêmicas na vida da Rainha da Lapa, como era conhecida. Luana saiu de casa na adolescência para se prostituir, modificou seu corpo durante a ditadura e trabalhou em diversos países da Europa. Ela não tem papas na língua, quando o assunto é drogas, sexo, violência e mercado de prostituição. Administrava um Casarão na Lapa que hospedava travestis, onde cuidava de comportamento, prevenção e documentação. Sobretudo, se colocava como um exemplo para as outras. E conseguiu impor respeito, num momento em que travestis continuam sendo brutalmente agredidas no país. Não é à toa que era Presidente da Associação de Travestis do Rio de Janeiro. A última temporada da peça “Gisberta”, com Luis Lobianco, prestou homenagem à Luana Muniz. A autora Gloria Perez a citou na novela “A Força do Querer”. E Padre Fabio de Melo fez um famoso sermão inspirado nela. São muitas as histórias curiosas. Desde a aproximação com a cantora Alcione, por conta do trabalho social e do espiritismo, até fofocas engraçadas passadas nos bastidores dos shows, que envolvem atrizes como Luma de Oliveira e Elke Maravilha. A direção fica por conta da dupla Rian Córdova e Leonardo Menezes. Ambos saíram da TV para montar filmes mapeando a cena LGBTQIA+. O primeiro foi sobre a transformista Lorna Washington no filme “Sobrevivendo a Supostas Perdas” em 2016. “Luana é uma daquelas personagens que vivem uma saga de heroína e a gente torce para que ela vire o jogo e vença no final”, destaca Leonardo. “Ela é uma das pessoas mais humanas e contundentes que conheci. Espero que a fome de viver dela inspire as pessoas”, declara Rian. Luana se definia como uma “puta atriz” e conciliava as duas profissões. Ela se dividia entre as performances em cabarés e os programas com clientes. Agora é hora de conhecer sua vida mais de perto. Entre os entrevistados estão a cantora Alcione, o ator Luis Lobianco, o padre Fabio de Melo, o repórter Felipe Suhre, a transformista Lorna Washington e muitos outros. “Luana Muniz – Filha da Lua” conquistou o Prêmio de Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema, Prêmio Escolha do Público no MixBrasil, Prêmio de Melhor Longa para Documentário no DIGO -Festival de Diversidade Sexual e Gênero de Goiás e Prêmio de Reconhecimento do Impact Docs Awards, da Califórnia. O filme estreia nos cinemas dia 12 de agosto. LUANA MUNIZ – FILHA DA LUA Brasil, 78 min, cor, 14 anos Direção: Rian Córdova e Leonardo Menezes Produção Executiva: Rian Córdova e Leonardo Menezes Montagem: Luisa Breda Roteiro: Rian Córdova Direção de Fotografia: Leonardo Menezes Produção: Denilson Vieira e Conceição Gomes Uma Produção: Guaraná Conteúdo Distribuição: Lira Filmes O documentário revela a intimidade de Luana Muniz, autora do bordão “Travesti não é bagunça”. Ela se divide entre a prostituição, o ativismo LGBT e os shows em cabarés. A Rainha da Lapa é conhecida em todo o Brasil pela participação no programa “Profissão Repórter” e sua aproximação inesperada com o Padre Fabio de Melo e Alcione. Diretores: Leonardo Menezes é Diretor de Conhecimento e Criação do Museu do Amanhã e já desenvolveu conteúdo de programas para canais como TV Globo, Canal OFF e Canal Futura. Rian Córdova criou campanhas de eventos como Réveillon de Copacabana, Cerimônias Olímpicas Rio 2016, Copa 2014, além de campanhas para canais como Universal, Discovery e Curta. TROMBONE COMUNICA carol@trombonecomunica.com.br margo@trombonecomunica.com.br
Dia dos pais. Paternidade homoafetiva.
8 DE AGOSTO 2021 Toni Reis* Neste domingo, dia 8 de agosto de 2021, eu e meu marido David vamos comemorar mais uma vez o sonho realizado de sermos pais. Este sonho começou há muito tempo. Lá na minha cidade no interior do Paraná, por uma estratégia para me livrar de ter que casar com uma mulher, decidi ser padre. Graças a Deus, fui convidado a sair da escola dominical! Ainda adolescente, me mudei para Curitiba. Consegui estudar Letras na Universidade Federal do Paraná, inclusive com uma base de vários idiomas modernos. Assim que me formei, fui morar na Europa, primeiro na Espanha, depois na Itália, uma passagem pela França e dois anos na Inglaterra, onde encontrei meu amor com quem vivo há 31 anos. Quando encontrei David na estação de metrô Highgate Station em Londres em 1990, Falei de supetão, “You’ll be my husband forever” (você será meu marido para sempre). Flertamos, namoramos e casamos (pelo menos dez vezes!), até que conseguimos “sujar os papéis”, como dizia minha mãe, com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. Ainda por cima, em 2018 casamos no civil e no religioso na Catedral Anglicana em Curitiba, desta vez acompanhados dos nossos três filhos. Sempre no meu inconsciente queria ser pai, desde a minha adolescência/juventude. No mercado eu amava ver casais passando vergonha com crianças birrentas. Eu pensava comigo mesmo “quero isso para mim”. David também sempre teve vontade de ser pai. Anos depois, em 2000, tomamos a decisão de adotar, e em 2005 demos entrada nos papéis. Foram anos de luta judicial até que o STF nos deu ganho de causa. Mas conseguimos adotar em conjunto dois filhos (Alyson e Filipe) e uma filha (Jéssica), hoje com 20, 16 e 18 anos, respectivamente. Ser pai foi mais que um desejo atávico, um sonho de ambos, uma experiência inarrável numa lauda de papel. Foi a realização de um sonho, de um projeto. Um processo lindo de aprendizagem e de desapego. Ser pai é realmente padecer no paraíso, ver seus filhos e suas filhas aprendendo e desaprendendo sobre amor, autonomia, felicidade e a vida. Neste domingo também, vamos lançar o livro que conta toda essa história, desde nossa infância até formar nossa própria família, e também as impressões de Jéssica, Filipe e Alyson sobre terem sido adotados e a convivência com dois pais gays: “Família Harrad Reis: uma família todas as cores e de todos os amores”. Como diz a música de Almir Sater, parafraseando, cada um tem o dom de construir a sua própria história e ser feliz. Para algumas pessoas, ser feliz é ser famoso, bonito e rico. Para mim, é ser eu mesmo. *Toni Reis é doutor em Educação e presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Famílias Senador Fabiano Contrato e Rodrigo Grobério, seus filhos.
Dendê Futebol Clube da Bahia coleciona vitórias em favor da inclusão de LGBT + no Esporte.
Salvador, 25 de julho 2021 – O Dendê Futebol Clube da Bahia, Participou na manhã deste domingo , hoje às 11h de jogo amistoso contra o Clube Kariokas na cidade do Rio de Janeiro, o placar foi de 5×2, o que não foi motivo de tristeza para o presidente Robson Alves, segundo ele ” Não é apenas Futebol, é inclusão e amizade através do Esporte” disse. O presidente do time Robson Alves, parabeniza todo o esforço do grupo para fazer a viaje ao Rio de Janeiro para este amistoso, sem patrocinadores essa foi primeira derrota fora de casa. Conforme o vice-presidente, Wellington Santos, abrir este espaço nos gramados é o mais importante. ” O amistoso, o placar são que menos importa, as equipes saíram felizes na integração e troca de duas culturas que representa o nosso país, com muita alegria e vontade de crescer o Futebol LGBTQIA+ no Brasil” disse o vice-presidente. Opinião que é compartilhada pelo seu treinador Elivelton Brandão e o capitão da equipe Virgílio Faddul” Não é apenas Futebol é conquista de um espaço que também é dos LGBT+ e não deve haver nenhum tipo de preconceito” afirmou. O Dendê realiza treinos regulares na Arena Champions, terraço do shopping Bela Vista às sextas-feira das 20h às 21h30. Coleciona vitórias importantes em casa, e amistosos na Região Metropolitana de Salvador, Ceará e Sergipe, cidades que possuem times LGBT +.
Entidades LGBTI cobram retratação pública de padre que atacou repórter com discurso homofóbico em missa.
Se não houver retratação, o pároco poderá ser processado por crime de homofobia Rio, 18/06/21 – Do Grupo Arco-íris . O Grupo Arco-Íris e a Aliança Nacional LGBTI+, duas entidades que atuam na promoção, proteção e defesa da comunidade LGBTI+ no Brasil, estão enviando uma notificação extrajudicial ao padre Paulo Antônio Muller, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Tapurah (MT), além da própria instituição religiosa, para que ele se retrate publicamente por seu discurso homofóbico. Durante uma missa, no último domingo (13/6), o pároco se referiu ao jornalista da TV Globo Erick Rianelli com palavras de baixo calão, por conta de um vídeo, de 2020, em que repórteres da emissora apareciam enviando mensagens às parceiras e parceiros pelo Dia dos Namorados. O vídeo em questão voltou a ser compartilhado na internet e foi do RJTV, telejornal transmitido no estado do Rio de Janeiro pela supracitada emissora. Os ataques homofóbicos foram transmitidos nas redes sociais. As duas entidades pró-LGBTI+ pedem que o sacerdote se desculpe na missa do próximo domingo (20). Caso não ocorra a retratação pública, o padre Paulo Muller poderá ser processado por crime de homofobia, com base na Lei nº 7.716/1989 (Lei Antirracismo), que tem equiparação no enfrentamento contra homofobia. “É inadmissível receber declaração de ódio, de homofobia sem reagir. Não admitiremos mais qualquer discurso de ódio contra pessoas LGBTI+. Não se pode confundir liberdade religiosa com incitação ao ódio e a violência. Encaminhamos a notificação extra judicial para que o padre se retrate na missa, ou será processado por crime de homofobia, conforme decisão do STF, que equiparou a LGBTIfobia ao crime de racismo. Amor se responde com amor, ódio e discriminação se respondem com a lei e a justiça”, declara Claudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris e Diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+. Para o ativista católico e presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis “um padre deve representar um pensamento inclusivo, que está muito bem resolvido em Matheus, que é amar ao próximo como a ti mesmo, que é o segundo maior mandamento da Igreja e ele infelizmente ao usar o púlpito da Igreja, disseminando o ódio e a discriminação, desviou o papel de liderança religiosa, que é pregar o amor, a compreensão e a tolerância.” “O fato de a Igreja Católica, assim como qualquer outra denominação religiosa, se opor ao matrimônio homoafetivo, não pode ser interpretado como uma espécie de licença para que um líder religioso dissemine ódio e preconceito contra a comunidade LGBTI+, tampouco faça uso da religião para justificar ou proferir ataques pessoais contra a honra de quem quer que seja. Essa notificação extrajudicial é uma tentativa de solucionarmos o problema pela via diplomática, sem precisar levá-lo à Justiça. O comportamento do padre é grave e lamentável, uma violação aos direitos humanos. Não é apenas sua opinião pessoal, porque na missa ele está representando a instituição na qual faz parte e transmite uma mensagem negativa e perigosa aos fiéis. Num país com elevados índices de agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o sacerdote deveria seguir mais os ensinamentos de Cristo de paz e amor ao próximo”, opinou o advogado Carlos Nicodemos, do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que representa o Grupo Arco-Íris e a Aliança Nacional LGBTI+. Contatos (21) 98351 – 8759 – Cláudio Nascimento (41) 99602 – 8906 – Toni Reis (21) 99635- 9388 – Carlos Nicodemos