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CCR Metrô Salvador: Pegação em banheiros e a suposta pancadaria repressiva dos seguranças!

Por: Editoria do GGB. Imagem meramente ilustrativa.  Salvador, Bahia, quarta-feira, 25 de abril de 2018, ás 01h55min. O Grupo Gay da Bahia (GGB) tendo como base a matéria “Banheiros de estações do Metrô de Salvador viram ponto de encontro para a prática de sexo” publicada no site “Agora na Bahia” do jornalista Genildo Lavinski, publicada terça-feira, 24 de abril, vem a público considerar. Pegação em banheiros públicos não é uma exclusividade da CCR Metrô Salvador. Ocorre no mundo inteiro e em todos os lugares onde há circulação de pessoas, principalmente nas estações de metrô, shoppings, boates, terminais rodoviários…. enfim. A palavra “pegação” significa o que chamamos de “azaração”, “paquera”, “flerte”, namoro mesmo, nesse caso, nos banheiros públicos masculinos, portanto precisamos conhecer socialmente esse fenômeno, essa tara, desejo, fetiche para não criarmos preconceitos sobre esse assunto, tão comum ou presente nas sociedades seja ela ocidental como oriental. A pegação masculina é assim: Os indivíduos entram nos banheiros públicos, segue até o vaso de para fazer xixi e ficam ali por algum tempo se estimulando. O desfecho ocorre nos box´s reservados dos banheiros, em espaços fechados e livres de olhares curiosos, portanto não é considerado crime de atentado ao pudor ou coisa do gênero como bem observou a delegada de Polícia Civil, Dra. Carmen Bittencourt. Voltando nossos olhares para as ciências humanas, em uma perspectiva antropológica, essas práticas são bastantes comuns em territórios de circulação e de construção de identidades eróticas nas metrópoles brasileiras. Qualquer estação de metrô mundo a fora, inclusive as estações do Metrô CCR daqui de Salvador se inserem nessa perspectiva como um circuito, inclusive de afirmação dessa identidade urbana. Esse fenômeno social, portanto, humano ocorre excepcionalmente por alguns aspectos que consideramos importantes que são as dificuldades de que gays masculinos e possuem em encontrar locais para namorar e para beijar livremente como fazem os heterossexuais nos centros urbanos. Esses espaços se constituem como uma possibilidade de encontros e momentos para exercerem essa sexualidade entre iguais livres dos preconceitos e olhares lascivos e discriminatórios do resto social. Outros aspectos importantes e que devemos considerar, refere-se a cultura heteronormativa, tradicionalista, judaico cristã e conservadora. Essa espécie de cultura, mesmo que pese os avanços favoráveis aos LGBTs nos últimos anos, estabelece um conflito de moralidade e empurra LGBTs a viverem suas experiências sexuais de forma clandestina, expostos a subordinação, violências e práticas insalubres. Essa, em especial é uma prática que se relaciona com o desejo, a o medo, a homofobia interna, externa e praticas violentas dispensadas por entes autoritários a estes indivíduos que se expõem a essa atividade nos centros urbanos. Salvador como capital da diversidade, das artes e música não pode conviver com esse tipo de censura, portanto é inadmissível que o Consórcio CCR na sua condição de prestadora de serviço público, um comedimento para exploração de um serviço voltado a população, devendo oferecer serviços de atendendo, respeitando sempre os critérios de urbanidade e humanidades em relação aos seus usuários, possa de uma forma ou outra agir com violência ou constranger, tratando esse assunto como caso de polícia. É caso de orientação e convencimento social. Só para lembrar ao CCR Metrô Salvador, o Governo da Bahia reconhece por exemplo, a utilização do nome social por mulheres trans e travestis no serviço público, mesmo governo que criou o Conselho Estadual LGBT, Centro de Referência LGBT, inclusão de transexuais masculinos e femininos no Concurso da Polícia Militar da Bahia. Portanto querido, a criatura “CCR Metrô Salvador” não pode ser ou querer mais que o criador “o governo do Estado da Bahia”. Lamentável que em pleno século XXI, uma empresa como está ande totalmente na contra mão da história e ignore as conquistas, se colocando indiferente ao Movimento LGBT baiano que muito contribuiu e contribuirá para essas e outras conquistas. Que diante dessa situação apresentada relacionada a “pegação nos banheiros” entre seres humanos, optou para o uso de prática violentas e perseguição aos gays em seus circuitos de circulação e identidades ao invés do diálogo com os movimentos sociais LGBT com a finalidade de encontrar um caminho que não fosse a prática da violência. Os relatos ouvidos são de aplicação das humilhações e diversas violências físicas, além de ofensas públicas, utilizando para isso o serviço de sonorização do Metrô. O Grupo Gay da Bahia (GGB), através do seu presidente Marcelo Cerqueira, desaprova esse comportamento utilizado pelos seguranças do Metrô em relação a essa situação. O GGB não recomenda a prática, mas pede cautela ao tempo que compreende a especificidade desse local, mas reconhece que os banheiros são públicos frequentados por pessoas de diversas orientações sexuais e que o exercício de determinada pode causar constrangimento.  Esse tipo de prática similiar, “outdoor” não se restringe apenas a uma pequena parcela de gays, mas também aos heterossexuais que tendem “desrreprimir” fazendo praticas sexuais ao ar livre, inclusive esse tipo de prática é muito comum em sites de conteúdo adulto para heterossexuais.

Site Homofobia Mata do GGB registra 126 mortes violentas em 2018.

  Salvador, Bahia, 13 de abril de 2018. Por GGB -O site HOMOFOBIA MATA do Grupo Gay da Bahia (GGB), registrou de 1 de janeiro até 10 de abril um total de 126 crimes violentos praticados contra LGBTs no Brasil. Os dados da violência divulgados pelo site são reveladores de que o Brasil é um país culturalmente “insalubre” para viver a Diversidade LGBT. No Brasil de hoje não existe um clima social que instaure uma democracia sexual com foco na culturalidade que se instaura a partir do debate político em relação ao combate ao preconceito nas centrais de decisões políticas. 52% dos homicídios contra LGBT do mundo ocorrem no Brasil, campeão mundial desse genocídio. Os dados da violência até 10 de abril revelam que a cada 19hs um LGBT é assassinado ou se suicida em nosso país. De acordo com o GGB esses dados têm cara, nome e sobrenome. São 47 gays, 26 lésbicas, 3 bissexuais, 31 travestis, 17 mulheres trans, 1 homem trans, 2 bissexuais todos vítimas do ódio que é a homofobia que mata indistintamente, como é o caso do registro  de 2 heterossexuais assassinados apenas por se parecer confundidos com homossexual.  “É absurdo que tio, pai, irmão não possam mais demonstrar afeto entre si, sem serem massacrados como se fossem gays”, alerta Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, em  tempo que destaca que um comportamento familiar natural, possa desestruturar a família por ser confundido com algo que é proibido. Os dados do Grupo Gay da Bahia(GGB) são reveladores de que o combate a LGBTfobia não se refere apenas aos homossexuais e transexuais, mas a toda sociedade. Isso porque o movimento LGBT brasileiro não é uma movimento isolado, mas um braço de uma corrente humana composta por mulheres, sem teto, sem-terra,  pornô-stars, jovens, vadias, blogegger, trans, youtubers, movimento essencialmente marcado pela presença feminina. Mesmo que o movimento se fortaleça por meio dessas perspectivas, o debate junto a população LGBT ainda não é equânime, talvez pela diversidade das tribos e guetos urbanos. E mesmo que se divulgue que a cada 19hs um LGBT é assassinado no Brasil, isso não é motivo suficiente para sensibilizar toda a categoria que é diferencialmente impactada pelo preconceito. O GGB acredita que para diminuir os estigmas, preconceitos e discriminações é fundamental e urgente que cada LGBT se reconheça enquanto tal, e mais ainda, reconheça que a proteção de cada um está na organização de todos. Em termos práticos, trata-se da relação com a vizinhança e a comunidade LGBT local, inclusive desenvolver  relacionamento amistoso e solidário com a vizinhança e  condôminos. Soluções existem para erradicar tamanha mortandade: educação sexual nas escolas de todos os níveis; legislação punindo a homotransfobia com o mesmo rigor do crime racial; políticas públicas que garantam a segurança nos locais mais freqüentados pelos LBT, além de campanhas educativas de empoderamento do segmento.

Escritor retirolandense Enézio de Deus lança seu quinto livro.

Salvador, Bahia, 21 de março de 2018 Editado pelo GGB – Será lançado no próximo dia 5 de abril, a partir das 18h30min, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro “Falas de que Família(s)? Análise dos Discursos da Constituinte de 1987/88 sobre Direitos e Relações Familiares”, do advogado retirolandense, doutor e mestre em Família na Sociedade Contemporânea, Enézio de Deus Silva Júnior. Esse é o quinto livro de produção individual do escritor. No ano de 2005, com o (à época, polêmico) livro científico “A Possibilidade Jurídica de Adoção Por Casais Homossexuais”, atualmente na quinta edição, Dr. Enézio obteve repercussão nacional da tese defendida, porque confirmada nos tribunais superiores do país, poucos meses depois da publicação. Em 2007, homenageou a sua terra natal, lançando “Retirolândia: Memória e Vida”, seu segundo livro, cujos exemplares foram todos publicamente doados à APAE do município. Em 2012, seu terceiro livro foi publicado, fruto da dissertação do mestrado: “Assassinatos de Homossexuais e Travestis: Retratos da Violência Homo(trans)fóbica”. Em 2013, veio o quarto, Luzeiros de Amor, uma obra poética e, agora, mais uma produção autoral individual, que será lançada na capital baiana, dentro da sua linha de escrita mais característica: a científica. Nossa equipe do Retiro Notícias entrou em contato com o escritor retirolandense questionando se, além desses cinco livros escritos individualmente, ele tinha obras publicadas em coautoria. Respondeu-nos: “sim. Além dessas cinco obras individuais, tive a alegria de escrever alguns livros em coautoria com maravilhosas/os colegas e pesquisadoras/es: o romance O Regresso em 2011; a obra que coordenei e coescrevi em 2012 sobre a histórica decisão do STF acerca das uniões homoafetivas no Brasil (“União Estável Entre Homossexuais: Comentários à Decisão do STF Face à ADI 4277/09 e à ADPF 132/08”) e mais quatro livros nos quais tenho capítulos publicados: “Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo” (em 2011, a convite da Drª. Maria Berenice Dias), “Minorias Sexuais: Direitos e Preconceitos” (em 2012, a convite da Drª. Tereza Vieira), “Enlaçando Sexualidades: Uma Tessitura Interdisciplinar no Reino das Sexualidades e das Relações de Gênero” (em 2016, a convite da Drª. Suely Messeder) e “Trabalho, Família e Direito” (em 2016, a convite do Dr. Edilton Meireles, por quem tive a honra de ser orientado no doutorado, que concluí também em 2016). Como não agradecer por tudo isso?” Concluiu, emocionado. Dr. Enézio explicou à nossa equipe que o seu novo livro, “Falas de que Família(s)? Análise dos Discursos da Constituinte de 1987/88 sobre Direitos e Relações Familiares”, foi fruto da sua tese de doutorado, cujo eixo principal de abordagem alia o jurídico a questões sociais afetas a famílias, gênero, sexualidade e direitos humanos. No livro, ele analisa e dá voz aos discursos das(os) parlamentares no ambiente histórico da mais longa constituinte brasileira, a de 1987/88, revelando as lutas, tensões e enfrentamentos sobre como a família, com seus diversos aspectos e implicações, foi discutida para ser inserida no texto final da Constituição Federal de 1988. De acordo com o autor, a discussão é muito oportuna, visto que a nossa Constituição completa 30 anos de promulgação este ano. Ele sinaliza que, embora conhecida como “Cidadã”, surpreende a visão patriarcal conservadora e os atravessamentos ideológicos preconceituosos, inclusive de matriz religiosa cristã, no processo discursivo sobre família e tudo que lhe é correlato (divórcio, aborto, liberdade/igualdade conjugal às mulheres, união homossexual, etc), tendo mudado pouco ou nada a depender do aspecto considerado.“Após analisar os dizeres e silêncios das/os constituintes sobre direitos e relações familiares por quatro anos, não faço coro com a ‘ala constitucionalista’ que perpetua exaustivos elogios à Constituinte de 1987/88 e à forma como a família foi delineada no texto constitucional em vigor. Embora não negue avanços, como a união estável, a família monoparental, a licença paternidade, a igualdade plena formal entre filhos e entre homens e mulheres na sociedade conjugal, continuarei dedicando minha investigação a todas e todos para as/os quais a Constituição não veio”, sinaliza o escritor. Entre esses, ele exemplifica com gays, lésbicas, pessoas trans, e arremata: “essas/es, ao contrário de tratados como cidadãs/os na ‘Constituinte Cidadã’, só apareciam nos debates quando a maioria conservadora os associava a prostituição, AIDS e depravações de toda sorte.” A obra, que tem o selo editorial da Editora Appris (Curitiba) é a primeira a analisar tais discursos historicamente relevantes e, segundo Dr. Enézio, “uma grande contribuição do livro, para o presente e o futuro, é saber que podemos e devemos continuar analisando/fiscalizando o Congresso hoje, à luz de marcos como a Constituinte de 1987/88, e questionar o que o está sendo discutido e decidido em nosso nome, para exigirmos o melhor dentro de um Estado que necessita ser, de fato, laico”, reforçando que a obra amplia o olhar da sociedade brasileira para tudo que impacta no cotidiano das relações familiares. Quem assina o prefácio é o Prof. Dr. Edilton Meireles (desembargador do TRT da 5ª Região, professor do mestrado/doutorado em Família da UCSAL e do mestrado/doutorado em Direito da UFBA), segundo o qual Dr. Enézio “se revelou, nesta obra, um grande pesquisador histórico-jurídico, analisando, com perfeição, os discursos dos constituintes de 1987/88 sobre os direitos relacionados à família, que vieram a ser consagrados no texto constitucional que reinaugurou a democracia em nosso país. Sua rica obra, sem dúvida, preenche uma lacuna em nossa bibliografia jurídica, resgatando, com ineditismo, os debates constituintes relacionados ao Direito de Família e nos provocando revermos os debates constituintes em derredor de outros temas, visto que o acervo é imenso. Neste seu belo trabalho, o autor relembra momentos marcantes da Constituinte e, criticamente, revela o que parecia/parece mais comum: que os nossos parlamentares não estavam (como ainda não estão) à altura do trabalho que lhes foi entregue pelo povo brasileiro. Após a ambientação histórica, tão necessária à compreensão e análise dos ditos e silêncios parlamentares, o professor Enézio, com toda a paixão social que o impulsiona, sem perder sua veia de pesquisador imparcial e cientificamente comprometido, parte para a análise dos discursos parlamentares, procurando revelar os interesses, negociatas, limitações e atravessamentos ideológicos determinantes das posturas assumidas, informando os

Nota de pêsames do Grupo Gay da Bahia pelo falecimento do procurador de Justiça aposentado Wanderlino Nogueira Neto.

Salvador, Bahia, domingo, 4 de março de 2018, às ás 12h30min. Do GGB. O Grupo Gay da Bahia (GGB), através do seu presidente professor Marcelo Ferreira de Cerqueira, torna pública a presente moção de pesar pelo falecimento do procurador de Justiça aposentado Wanderlino Nogueira Neto, 72 anos, ocorrido no último dia 25, em decorrência de complicações de saúde. Também expressa profunda solidariedade ao luto dos familiares, condolências especiais ao senhor Antônio Suleiman Kahwage Neto, viúvo do insigne procurador Wanderlino Nogueira Neto, por cerca de dezoito anos. Hoje, na missa de sétimo dia, lembramos da pessoa e também e relembramos o sofrimento de Jesus na Cruz, a dor física vivida por Wanderlino lutando para vencer  uma doença fez com que se aproximasse de Deus e do seu abraço, não temos dúvidas que ele se encontra livre no jardim celestial. Com uma longa folha de serviços prestados à sociedade, Dr. Wanderlino foi defensor dos direitos de diversos grupos vulnerabilizados, inclusive LGBT. Foi consultor especial para os escritórios da Unicef no Brasil, Cabo Verde, Angola e Paraguai; consultor da Unesco no Brasil; membro do Comitê dos Direitos da Criança do Alto Comissariado para Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU); pesquisador do Instituto Nacional de Direitos Humanos da Infância e da Adolescência (INDHIA); coordenador de Projetos de Formação da Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores da Infância e Juventude (ABMP); e presidente do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan. Em 2011, recebeu das mãos da presidenta Dilma Rousseff o maior reconhecimento do governo brasileiro sobre direitos humanos: o Prêmio Direitos Humanos, na categoria Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ainda possui diversos livros publicados na área dos direitos humanos, além de ser um excelente orador em suas palestras em eventos nacionais e internacionais. Neste momento, é importante respeitar a memória do procurador Wanderlino Nogueira Neto e o sentimento de Antônio Suleiman Kahwage Neto e demais familiares pela partida de um ente querido. Nossa mais profunda solidariedade! Nosso apoio! Nosso pesar! Foto: Lino e Toni, cruzeiro em comemoração de 10 anos de união, 2009, Antártica, Princess Cruises/ arquivo pessoal. 

29 de fevereiro de 1980 nasceu em Salvador o Grupo Gay da Bahia. Entidade que já é patrimônio imaterial dos LGBT da Bahia e do Brasil, considerado “Orgulho da Bahia” por Caetano Veloso comemora os seus 38 anos bem assumidos!

Salvador, Bahia, 28 de fevereiro de 2018, ás 23h27 por:  Marcelo Cerqueira. Amanhã, quinta-feira, dia 1 de março, vamos fazer como se fosse dia 29, porque esse fevereiro, não teve a data, qual  o destemido Grupo Gay da Bahia (GGB), amado por uns, odiado por muitos, justo por seu posicionamento intransigente na defesa do que acreditamos, com a idade ficamos mais tranquilos, a idade traz essa sensação, mas nunca nós calamos diante de opressões.   É com a sensação de termos feito a nossa parte no combate as intolerâncias, é que comemoramos 38 anos bem assumidos.   O GGB foi fundado pelo professor paulistano bandeirante Luiz Mott, recém-chegado à capital baiana. Naquela época Mott residia na Barra, e uma vez no Farol, andando de mãos dadas com Aroldo Assunção, foi alvo de um violento soco no rosto. Nesse mesmo mês, Mott publicou um anúncio no jornal “O Lampião da Esquina” com o endereço de sua casa “Bichas, vamos rodar a baiana”, o anúncio funcionou e apareceram algumas pessoas assustadíssimas nas primeiras reuniões que eram realizadas na sede do jornal Inimigo do Rei, editados por Ricardo Liper, Tony Pacheco e Alex Ferraz. Nessa época ainda havia atuação do Sistema de Repressão, por ser o Figueiredo último General Presidente. O GGB nasceu com forte tendência anarquista, avesso a organização burocrata. De lá mudou-se para o Edifício Derby que funcionava na escadaria da igreja da Barroquinha, era uma kit net pequeníssima, e as pessoas se amontoavam para as reuniões que ocorriam as terças e sextas-feiras.   Cristiano Santos, vice presidente acompanhando casal de gay pernambucano. Em 1982 Luiz Mott depois de muito debate decidiu registrar os Estatutos do Grupo em um Cartório de registro de Títulos e Documentos, recebendo a negativa fundamentada em que esse tipo de registro deveria ser autorizado pela Polícia Federal, e não registrou os documentos. Através de liminar o Juiz Gudesten Soares, do Município de Lauro de Freitas, que determinou o registro cartorial do Grupo Gay da Bahia como sociedade civil, nesse mesmo ano tivemos o Registro de Pessoa Jurídica pelo Ministério da Fazenda. O GGB, foi a primeira Ong do gênero que foi registrado em cartório e possuir CNPJ. Já o ex-vereador municipal de Salvador Raimundo Jorge autor da Lei Municipal n.3725/1987 conferiu pela primeira vez no país o status de Utilidade Pública Municipal ao Grupo Gay da Bahia.   Os anos de 1980 até 1989 foram os piores de todos em relação ao preconceito e discriminação, muita intolerância da sociedade, institucional, as pessoas eram presas por vadiagem apenas por circular na rua sem portar Carteira de Trabalho. Essas pessoas eram conduzidas, travestis, putas para a Delegacia de Jogos e Costumes, e lá ficavam presas, fazendo faxina nos banheiros, ou mesmo sendo torturadas por delegados que retiravam o esmalte das unhas com tampinha de garrafa. As bichas de rua para não serem presas se mutilavam, cortavam os braços, haviam algumas delas que exibiam cicatrizes enormes em toda extensão dos braços. Se a bicha se cortasse, eles não levavam.   Marcelo Cerqueira, presidente. Luiz Mott, decano do Movimento LGBT Brasileiro, acompanhou e denunciou tudo isso, por meio do Boletim do GGB, que era feito por meio de um mimeografo com tinta azul e álcool. Mott as vezes era um Dom Quixote ou um Moises falando no deserto, havia muita insensibilidade das bichas classe média, e assim, o GGB sempre abrigou as bichas sem classe, sem nada, mas com vontade de viver em um mundo melhor. Luiz Mott, teve de enfrentar a ofensa diária do jornalista Berbet de Castro, que escrevia impunimente no A Tarde “Mantenha a cidade Limpa, Mate uma Bicha por dia”, ou ainda “Matar veados não é crime, é caçada”, Berbert, se referia aos homossexuais como “falsos ao corpo”, e os ataques eram diários e seguiram ultrapassando os anos noventa. No Jornal A Tarde, por determinação do editor Joaquim Alves Cruz Rios, descendente de família traficante de escravos da África para o Brasil, mantinha a orientação da proibição através de circular das palavras “Homossexual, Luiz Mott, Gay”, exceto em páginas policiais. Diante da intransigência de Berbert em manter-se calunioso e ofensivo, o GGB, bravamente organizou um ato frente a casa de uma das donas do jornal, Vera Simões de Benville, protesto discreto com a finalidade de sensibiliza-la para a causa, posto que dona Regina Simões, que morava no Rio de Janeiro, também não se importava, como supostamente ela sofria de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), não era muito chegada a contatos, diálogos e presença em multidão, era uma dama elegantíssima, mas nem ela nem dona Vera se metiam nas coisas da redação, o problema continuou. Já que o A Tarde não dava as notícias do GGB, a Tribuna da Bahia e o Correio que se posicionava no segundo lugar nesses anos.     Os releases eram entregues pessoalmente, não tinha Fax´s , Mott escrevia na Olivete TE315, e eu iria entregar muitas vezes, quando ele não ia com a sua motoca. Nossa história está toda registrada nas páginas do Jornal Correio da Bahia, nos primeiros anos pela saudosa Ana Lúcia Magalhães (1986), que como Luz Del Fuego, não tinha medo, ela também foi para o céu, mais cedo. E na Tribuna, Raimundo Santana e Mara Campos. A braveza de Mott e do GGB, foi ter enfrentado a epidemia da Aids, sozinho. Ele, Dra Nanci, Carlos Brites, Badaró, e tantos outros que cuidaram do paciente zero na Bahia. Mott sabia que a camisinha era a barreira física eficaz contra a transmissão do HIV, inclusive teve de defender isso, porque alguns ativistas questionavam, e acusavam a medicalização da sexualidade. Centro de Referência LGBT da Cidade do Salvador. Decreto do Prefeito ACM Neto.   Mott sabia disso, por ter recebido informações através da ILGA sobre a doença, e ainda, começaram a chegar em nossa caixa postal no Correio da Ruy Barbosa, caixas e caixas de preservativos, coloridos e com cheiro de frutas as bichas adoravam. O GGB se orgulha de ter disseminado o conceito de Safer Sex no Brasil “Sexo Seguro” fazendo

Glamour, paetés, plumas e protestos na 21º Edição do Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador.

  Fotos:Felipe Martins Confira as fotos completas no Facebook: https://www.facebook.com/marcelo.marceleza Salvador, Bahia, terça-feira, 13 de fevereiro de 2018, ás 03h40min. Do GGB – O clima do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador, ocorrido na noite da segunda-feira, 12, de Carnaval na Praça Municipal, escadaria do Palácio Thomé de Sousa foi de muito brilho, glamour, mas a coloração do protesto e da denúncia foi expressão antes nunca visto, nas edições anteriores do evento. O ator All Zack idealizador da personagem feminina Gina de Mascar levou um grupo de atores e uma atriz fez discurso em defesa da autonomia das mulheres em relação ao seu corpo, contra o assédio sexual e moral. No mesmo segmento de denúncia dos crimes contra as mulheres a transformista Ferah Sanchine, entrou no palco executando uma canção de Elza Soares “Maria da Vila Matilde”, na música orienta ligar 180 para denunciar violência contra o gênero feminino. Ao fim da música, ela convidou a trans Millena Passos que reforçou o discurso e ainda falou da violência contra as mulheres travestis e trans.   Foto de Felipe Martins / Alan Nery, “Mama Brasil”. A coloração de denúncia continuou e foi a vez de Scarlet entrando no palco acompanhada de um grupo de bailarinos ao som de Jojo Todynho, com hit “Que tiro foi esse”, antes de terminar a performance os bailarinos entraram no palco portando cartazes com expressão “Homofobia deve ser crime”, e “Respeito” entre outros slogans, sua apresentação foi muito aplaudida. “Fiquei emocionada, arrepiada quando o povo começou a aplaudir na hora que os meninos entraram com os cartazes” disse Scarlet. A noite do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador foi em memória de travesti Dandara dos Santos, 42, espancada, humilhada, teve seu corpo carregado em um carro de mão pelo bairro e descartado em terreno baldio onde foi alvejada com dois tiros no rosto, assassinada no dia 15 de fevereiro de 2017, no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza, Ceara, há exatos três dias para completar um ano desse crime brutal que chocou a população LGBT do Brasil. Com a fantasia conceito “Pela vida, e respeito das pessoas trans” o baiano de Nazaré das Farinhas, Jean Marcos de Jesus Bonfim, 34 anos, contou essa história, a História da morte aviltante que foi um entretenimento popular dos criminosos e da população que assistia alheia sem se importar com tanta violência e brutalidade. Jean Marcos, com esse motivo levou o prêmio de primeiro lugar na categoria originalidade. “Minha ideia é não deixar que esse crime não caia no esquecimento”, disse o Marcos. A memória de Dandara dos Santos na segunda parte do evento volta a ocupar o palco na performance de Kimberly Portinaly entrando na passarela empurrando um carro de mão com uma pessoa dentro do carro coberta com a bandeira do arco íris. A música é Brasil, na voz de Gal Costa. Kimberly, posiciona o carro no centro do palco e nele vários cartazes alusivos ao caso, ela começa a atuar e aos poucos vai se despindo primeiro tira peruca e em seguida as peças de roupa permanecendo apenas cum uma peça intima, no final ela se aproxima do carro de mão onde está Dandara e sacode a bandeira do arco íris. Foto de Felipe Martins / Scarlet “Que tiro foi esse!?”. Alan Cerqueira Nery, 30 anos, de Lauro de Freitas, com a fantasia “Mama Brasil” portando seios grandes e caixas de papelão cheia de dinheiro. O Laurofreitense entrou na passarela jogando dinheiro para cima, segundo ele a fantasia foi em alusão ao dinheiro encontrado recentemente em um apartamento em Salvador de suposta autoria de Gedel Vieira Lima. Layane Santos, 25 anos, do bairro de Periperi, ficou com o terceiro lugar com a fantasia Baobá, uma árvore sagrada do candomblé. GGB pede mobilização nacional em memória de Dandara por um ano de sua morte. Aos três dias de completar um ano do assassinato de Dandara Santos, GGB convoca ação Nacional em memória da travesti e contra a impunidade dos crimes contra travestis e mulheres trans no Brasil. Dandara foi executada no dia 15 de fevereiro em Fortaleza, Ceara. No dia 23 daquele ano a polícia identificou e prendeu três adolescentes, dois menores de 16 anos e um outro de 17 anos que aparecem espancando a vítima no vídeo gravado por um aparelho de celular. As imagens são de grande desumanidade, mostra o grupo de homens espancando a travesti, chutando, batendo com uma sandália e com um pedaço de madeira. Depois eles obrigam ela subir em um carro de mão, ela tenta, mas não consegue, eles espancam mais ainda. O sadismo da tortura humilhante dá entender que é entretenimento popular, pois eles aparecem felizes cometendo a tortura. A Polícia Civil Cearense prendeu também Júlio Cesar Barauna Costa e Isaias Silva Camurça. O GGB orienta enviar mensagens ao Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado André Costa, cobrando celeridade na aplicação da Lei e explicação a sociedade em relação ao andamento do processo. Dr. André Costa página Facebook: https://www.facebook.com/andrecostadelegado/ SSPDS http://www.sspds.ce.gov.br/index.do?tipoPortal=1#todospelaagua2 Confira o vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=gHbI4OCObg0 Matéria do G1 http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/03/apos-agressao-dandara-foi-morta-com-tiro-diz-secretario-andre-costa.html Sandra Farias pelo quinto ano consecutivo leva primeiro lugar em luxo. Sandra Farias, primeiro lugar em luxo: foto Felipe Martins. A carnavalesca trans Sandra Farias, 40 anos, de Itapissuma, Pernambuco, venceu o primeiro lugar na categoria luxo do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador com alegoria “Oh! Saudade”, a fantasia relembra os carnavais antigos, as marchinhas carnavalescas, ao som de “Mascará negra”. A fantasia que lhe rendeu 8 mil foi confeccionada com paetês, strass, broxes, 4 mil penas de pavão e 4 mil plumas de avestruz rosa e azul. Jorge Barbosa Filho, 35 anos, de Itapissuma, Pernambuco, levou o segundo lugar com a fantasia “Montezuma o Imperador Asteca”.  Abaixo, Geraldo Pontes, 45 anos, natural de Juazeiro na Bahia, ficou em terceiro lugar com a fantasia “Encanto do Egito”, compõe a fantasia 2 mil penas de pavão e 2 mil penas de faisão lady e albino. Foto de Genilson Coutinho. 

GGB dá dicas práticas de segurança para LGBT no carnaval de Salvador: A lista curiosa e excêntrica orienta fazer “chuca” antes de sair e lógico usar camisinha, gel e pronto.

Foto meramente ilustrativa.  Salvador, Bahia, sexta-feira, 00h30min, 9 de janeiro de 2018.  O carnaval de Salvador é a maior festa de rua do Brasil. A cultura, a música, a religiosidade, a mistura de raças, o molejo do homem baiano, tudo isso é singular. Salvador é diferente! Tipo assim, sei lá como, Salvador é uma cidade única e incomparável. Mas, convenhamos, isso não é novidade. Você já tem conhecimento disso tudo, não? Talvez, você também saiba que Salvador foi o berço da principal célula do ativismo gay no Brasil, o Grupo Gay da Bahia (GGB), criado em 1980. Ou que a cidade foi a primeira aprovar legislação de combate ao preconceito. Ou ainda que aqui viveu o primeiro governador geral denunciado à Inquisição Portuguesa por “sodomia”. Tudo isso é parte da história dessa cidade chamada Salvador. Talvez o que você não saiba é que Salvador se tornou um destino de preferencia LGBT nacional e internacional; que, no Carnaval – uma das nossas principais festas populares – percebe-se a presença crescente e expressiva de gays, lésbicas, travestis e transgêneros de todas as partes do mundo. Essa presença massiva nas ruas, nos camarotes e em todos os espaços da folia é expressão da vida com a liberdade conquistada a duras penas e que não pode nem deve ser rechaçada pelo preconceito. Essa presença é um privilégio para a cidade, uma cor que se mistura com as tonalidades libertárias do carnaval de Salvador. Pensando nessa população que chega a Salvador por ocasião do carnaval e para cerca de 10% dos habitantes da cidade que são LGBT, o Grupo Gay da Bahia (GGB), apresenta algumas dicas para orientar os foliões durante o Carnaval. “Já que o povo tá chamando o carnaval de gay, pensamos em dicas de segurança para nosso povo”, disse Marcelo Cerqueira, presidente da entidade. Confira as dicas:  Se ligue, em tudo!  Leve cópias autenticadas de seus documentos. Evite levar muitos documentos, mas tenha consigo o cartão do seu plano de saúde, caso haja necessidade. Use pochetes dessas que se amarram na cintura. Nele, leve apenas o material citado acima e o dinheiro que vai precisar naquela noite, nada mais. Evite demonstração em público com uso de celulares, maquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos eletrônicos. Se for preciso usar o celular, faça-o em um local discreto. Se precisar ir ao banheiro, dê preferência a usar aqueles que fazem parte do circuito de carnaval. Não se distancie muito do circuito, pois isso pode representar algum grau de perigo. O circuito Dodô e Osmar (Barra-Ondina) é praticamente à beira mar. Desse modo, evite locais com pouca iluminação que dão acesso a praia, pois eles podem possuir algum grau de risco de furto, por exemplo. Não fique de bobeira contemplando o som das ondas e nem as estrelas do céu. No final do desfile do bloco, redobre a sua atenção. Geralmente, as pessoas chegam com muita adrenalina e algumas fizeram uso de álcool, o que é compreensível, mas nos obriga a ter cautela. Sugere-se que você pare, respire e concentre-se no que vai fazer daí em diante. Por exemplo, em Ondina, no fim dos blocos, a iluminação no local já se destoa daquela do resto do circuito, o que pode favorecer algum risco. Só use transporte público, táxi ou moto-táxi que esteja devidamente licenciado pela Prefeitura Municipal do Salvador. Evite usar transporte clandestino! Se optar por chamar algum aplicativo que oferece serviço de transporte pelo celular, vá em local discreto, faça o seu pedido e em seguida guarde o seu aparelho. Evite ficar portando o mesmo. Pegação cuidadosa. Ao longo do circuito Barra/Ondina, existem cerca de três pontos de pegação. Se cair na tentação, tenha cautela, não vá para locais sem iluminação e com pouca circulação de pessoas, como as pedras das praias, por exemplo. Além de incorrer no risco de cair ao mar, ser acertado por uma onda, existem alguns meliantes que podem se fazer confundir com “pegador” e acabar lhe roubando. Isso implica alto grau de risco. Procure não voltar no lixo, altas horas da madrugada. Saia da folia em um horário que você possa pegar algum transporte com comodidade, sem precisar andar muito. Durante a folia, procure se alimentar consumindo alimentos que contenha grande quantidade de fibras, evite frituras, comidas a base de azeite de dendê que podem, para quem não tem costume, causar desconforto estomacal. Ninguém merece ficar assim, não é isso? Então, resista! Depois da folia, se jogue no acarajé. Mesmo que você tenha acabado de conhecer o boy no bloco, camarote ou circuito, se desenrole por lá mesmo, evite levar o desconhecido para sua casa. A proteção de cada LGBT está na organização de todos, então procure cuidar do seu semelhante. Percebendo que ele está entrando em uma cilada, interaja. Na paquera, vá com calma. Se perceber o “bofe escândalo” se exibindo sem camisa, primeiro olhe para ele deixando-o perceber que você o observa. Olhe e disfarce. Se ele retribuir, conquiste-o passo a passo. Não vá com muita sede ao pote. Mas, claro, avalie os riscos. Se tiver tudo tranquilo e favorável, dê logo a cantada de putona, assim, ele percebe que você é de atitude. Vai rolar sexo? Não passe vergonha. Faça a chuca, use camisinha e passe gel! Passar cheque é coisa muito feia. Ninguém merece ser checado. Quer mesmo fazer sexo oral? Use camisinha, não quer? Antes de cair de boca na folia, olhe bem de perto o folião, cheire e aperte. Vermelhão, erupções e odor? Se saia! Diminua os riscos. Sexo em lugar público com expressiva passagem de pessoas é atentado, com menor de idade é problema, é chave, evite! Problemas com abordagens policiais, não esconda que é gay, viado ou como queira se identificar. Revele-se!

GGB divulga programação de Desfile de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador. Inscrições até domingo, dia 11, é de graça. 

    Salvador, Bahia sexta-feira, 8 de fevereiro de 2016. Do GGB .O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou na tarde dessa sexta-feira, 9, a programação que integra as atividades do 21º Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador, que acontece na segunda-feira do carnaval nas escadarias do Palácio Thomé de Souza, Praça Municipal, no Centro Histórico da Capital. O desfile de fantasias já se consagrou como uma atração diferenciada do carnaval do Centro Histórico e um momento esperado pelos foliões de todas as idades que se encantam com a criatividade dos participantes que disputam uma gorda premiação nas categorias originalidade e luxo, com plumas, penas ricas, raras e muita purpurina.  Quem desejar participar do evento, pode se inscrever na sede da entidade, no Centro Histórico, até domingo, dia11, é de graça. Nesse clima de Carnaval de Salvador, quanto mais purpurina melhor! O pipoco da programação acontece às 15h e segue até as 22h, ganhando mais cinco horas de alegria com apresentação de DJ e shows de coletivos de atores transformistas, encerrando com apresentação de banda musical. “Priorizamos apresentações de coletivos e grupos de atores, inclusão de balé e também favorecemos as apresentações ativistas”, disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB e produtor cultural. “Buscamos, por meio da arte e do trabalho dos artistas, denunciar os homicídios LGBTfóbicos e o feminicídio”, conclui Cerqueira. Para denunciar os crimes contra as mulheres, o ator Ferah Sunshine desenvolveu uma performance caracterizado a partir da música Maria da Vila Matilde, interpretada na voz de Elza Soares, a cantora do milênio. A canção estimula ligar para 180 em casos de violência contra mulher cisgênero. A violência contra o gênero feminino é uma epidemia que deixa sequelas em vidas inteiras de todas as mulheres. Com a finalidade de denunciar os crimes contra mulheres trans, as atrizes kimberly Portinaly e Naomy Becker utilizaram a música Brasil, na voz de Gal Costa, para denunciar a brutalidade com que a travesti Dandara dos Santos foi executada em março do ano passado, no subúrbio de Fortaleza, no Ceará. Dando continuidade às denúncias, a transformista Scarlet utiliza a música “Que tiro foi esse”, de Jojo Todinho, para falar dos crimes contra gays. Essa é considerada a edição mais ativista do evento desde a sua primeira edição.  O Coletivo Bonecas Pretas utiliza a arte para denunciar o racismo homofóbico. O cantor Verciah e a banda Muriquins faz o encerramento da noite a partir das 20h com muita música preta.  A banda leva ao palco muito reggae, ijexá, afrobeat, samba-reggae e muito groove. O 21º Concurso de Fantasia é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB), Quimbanda Dudu e Bloco Vamos Nessa, com patrocínio da Prefeitura Municipal do Salvador. Confira a programação. Mais informações (71) 999894748     21ª Concurso de Fantasia LGBT do Carnaval de Salvador. 12 de fevereiro, segunda-feira, das 15h às 23h30 Praça Municipal s/n – Centro – Salvador, Bahia,   O cantor Verciah (Boné) junto com a banda Muriquins de música preta fazem o show de encerramento a partir das 22h0 Apresentação Apresentador: Bagagerie Spilberg Apresentador: Michelle Loren Locução de Palco: Jocimar Ramos   PROGRAMAÇÃO COM ELENCO 15h00 – Atração eletrônica de abertura DJ Chiquinho Tribal house 15h00 – DJ (intervalos e gestão da programação musical) 02 Discotecagem/música eletrônica DJ Heckel Júnior Apoio de produção – Otávio Reis   16h20 – Performance Que tiro foi esse!   Artista: Scarlet e balé Interpretação na voz de Jojo Todynho, performance de Scarlet, personagem feminina criada pelo ator Edson Júnior. Scarlet ao longo do show faz uma paródia dramática do nome da música com as mortes de LGBT no Brasil em 2017, usando os dados estatísticos do Grupo Gay da Bahia.  Ela quer denunciar os tiros errados que afetam as vidas dessa população no Brasil.       16h30 – Leandro Silva. Performance Pablo Vittar Cover. Sua Cara.  Anitta, Pabllo Vittar. No Chão. Pabllo Vittar K.O. Pabllo Vittar O artista, maquiador profissional, aproveita de sua semelhança física com a pop star Pablo Vittar, acrescenta a isso elementos do teatro, da dança, da estética, musicalidade, elementos da dublagem e apresenta um show com muita similaridade, ao que seria do pop star.  Os bailarinos do evento Wallace Lima e Felipe se apresentam no espetáculo. 16h40 – Uma viagem no Carnaval de Salvador Turista de quatro estados, ao chegarem a Salvador, tem as malas extraviadas, e a dona da pousada onde se hospedam é uma drag queen. Na ausência de suas roupas, todos vão para a avenida  fantasiados, onde tudo de inusitado vai acontecer. Uma paródia que revela que o pior é ficar de fora do Carnaval de Salvador. Pot-pourri com as músicas Banho de Cheiro, Camelô, Mulamba Mulamba e Cafe Saved. Elenco Ginna D’mascar Nágila Goldstar Mell Blera Orleth Ornelas Milla Hunty 17h00 – Bonecas Fora da Caixa.     Coletivo Bonecas Pretas.  Coletivo Bonecas Pretas. Performance que agrega a arte do transformismo à luta contra o racismo que ainda persiste na sociedade. Elenco/performance: Alehandra Dellavega Dandara Ferah Sunshine Saphyra Luzz Ludmilla Black Sasha Heels Suzzy D’costa Yanna Stefens 17h30 – Desfile de Fantasia Categoria Originalidade Passarela tapete vermelho 18h30 – Performances   Artista Gilvan Oliveira Bambo do Bambu (Ney Matogrosso) Tem de Rebolar (Ney Matogrosso) Performance dos atores Everton Menezes (Suzzy D´Costa), interpretando Elza Soares, e Gilvan Oliveira, interpretando Ney Matogrosso. Interpretações nas vozes de Elza Soares e Ney Matogrosso. Marcação: Bambo de Bambu, introdução instrumental – Performance do Balé – Entrada de Gilvan Oliveira, interpretando o cantor Ney Matogrosso – Gilvan e Balé no palco – Gilvan Oliveira recebe Everton Menezes (Suzzy D´Costa) para performance de Elza Soares – Maria da Vila Matilde – (Porque se a da Penha é brava, imagine a da Vila Matilde) – Ferah Sunshine, performance e balé Na voz de Elza Soares, performance de Ferah Sunshine.  Durante o show os bailarinos mostram cartazes de números de feminicídios – Campanha “Sou mulher, mereço respeito, denuncie 180”. Ativismo social: denúncia à violência contra a mulher. Fala da Secretária Julieta Palmeira, da Secretaria de Políticas para as Mulheres

GGB pede expulsão de policial que agrediu trans no carnaval de Juazeiro ao tempo que cobra do Deputado Soldado Prisco, aprovação de Lei que puna a LGBTfobia.

  Salvador, Bahia, Sábado, 3 de janeiro de 2018. Do GGB. Gratuitamente, na madrugada do dia 28 de janeiro, no carnaval antecipado de Juazeiro, uma patrulha policial saiu distribuindo socos e pontapés aos foliões que participavam do carnaval antecipado de Juazeiro. O Grupo Gay da Bahia exige que a Corregedoria das Polícias abra processo administrativo para apurar a responsabilidade e punir policiais, psicopatas que utilizam da farda para agredir de forma violenta pessoas que estava na festa. A transexual Lorrana Sousa, foi alvejada com um soco no rosto fazendo com que a mesma ficasse inconsciente caída ao chão, sendo socorrida por pessoas que participavam do evento naquele momento. Como pode-se ver no vídeo a agressão a Lorrana, foi absolutamente motivada pela transfobia, pois a vítima não se encontrava em situação de confronto a guarnição e nem a moralidade pública. “O soco, mortal foi dado por ela ser uma mulher trans, e ele ter percebido isso, a situação é reveladora de grande preconceito do policial” disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, após ter tomado conhecimento do ocorrido nessa última sexta-feira, 2, de fevereiro. “Na condição de filho de militar, eu sei que a função da Polícia não é abusar violentamente das pessoas, mas dar segurança e proteção” disse Cerqueira, informando ainda que diante de uma situação tão relevante como esta é necessário falar sobre direitos humanos, cidadania LGBT para essas patrulhas. “Um LGBT pode ser bandido, sim, mas o fato de ele ser LGBT não fez dessa pessoa um abandido, um criminoso” esclareceu Cerqueira. O impacto do soco desferido pelo PM é tão forte que deixa a vítima no chão, mesmo percebendo isso, a guarnição segue sem sequer prestar socorro a trans caída vitíma policial. A brutalidade da guarnição foi motivação para que a população gravasse em vídeo celular atuação desastrosa de policias militares durante o carnaval de Juazeiro. O GGB encaminha a Corregedoria das Polícias para abertura de processo administrativo com vistas apurar ás responsabilidade e a possível expulsão do policial que agrediu a trans Lorrana Souza, por puro preconceito, no último dia 28 no Carnaval antecipado de Juazeiro. Deputado Soldado Prisco, vota favorável “dia do orgulho heterossexual” e contra o dia 17 de maio de combate a LGBTfobia na Bahia.    O GGB sempre esteve ao lado da Polícia Militar da Bahia desde a realização da nossa primeira Parada Gay, parceria essa que não se resume apenas em policiamento na Parada Gay, mas com ações que buscam coibir a violência homofóbica no nosso Estado. É preciso aprovar leis que coíbam essa terrível violência gratuita, qual somos reféns corriqueiramente e atinge a integridade física dos LGBT’s e lembramos ao Deputado Soldado Prisco(PPS), Vice Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia,  em entender a nossa luta e como representante do povo e da Polícia Militar da Bahia apoiar nosso projeto de criação do dia de combate à homofobia, o qual votou contra e se mostrou extremamente contraditório ao aprovar o “dia do orgulho heterossexual”, PL 21.081 de autoria do Deputado Sargento Isidório. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), o projeto foi recusado pela Comissão, entretanto, segui para votação no Plenário. “Foi algo esdruxulo” disse o deputado. O grupo Gay da Bahia (GGB), não se opõe a criação do Dia do Heterossexual, entretanto, acreditamos que uma coisa não pode restringir a outra, e essa restrição é reflexo da política de extrema direita que quer desqualificar a nossa luta por direitos civis, restringir as liberdades individuais, os direitos das mulheres, instituir uma educação sem as humanidades e as artes. A postura do Deputado Soldado Prisco foi considerada inesperada, motivada, talvez por influência de um pensamento de extremista de direita, o que não dá muito para entender essa suposta mudança, considerando a sua trajetória de ativismo. Logo você soldado Prisco que foi eleito vereador com a nossa solidariedade diante das questões que envolvem trabalho e qualidade de vida de homens e mulheres policias dentro de uma filosofia e de uma politica de esquerda. Prisco foi eleito vereador com o voto de policiais e familiares, entretanto ele desconhece que existem LGBT na Polícia, que são dignos policiais no ofício de suas responsabilidades. Na Bahia o efetivo de Policiais Militares  chega a 35 mil homens e mulheres, já a os Civis são cerca de 8 mil em todo Estado. A soma das duas forças policiais dá 43 mil indivíduos. Não possuímos dados concreto de quantos LGBT existem nas duas polícias, entretanto, utilizamos a metodologia do Relatório Kinsey (1948), um dos maiores estudos sobre sexualidade dos Estados Unidos.,(Sexual behavior in the human male), que constatou 10% da sociedade americana LGBT. Desse modo, aplicando essa metodologia estima-se existir nas duas forças cerca de 4 mil indivíduos que são de orientação homossexual, sendo gays e lésbicas, podendo ser maior ou menor número. Certamente, esses dados são sugestivos, utilizados por analogia para contribuir com esse debate nas Polícias. Consideramos ainda ponto positivo  a grande quantidade de jovens que tem entrado para a Polícia Militar mediante concurso público. Deputado Soldado  Prisco, talvez, influenciado por essa extrema direita Bolsonarista, retrograda, excludente  não consegue perceber essas mudanças dentro da Polícia Militar da Bahia, que é considerável a presença LGBT na instituição, que inclusive, necessita de apoio para lidar com a maioria interna, ainda adversa a essa situação. As criticas do Grupo Gay da Bahia (GGB) em relação atuação parlamentar do Deputado Soldado Prisco, a entidade vai acionar o deputado na Comissão de Ética do Partido Popular Socialista para que o mesmo cobre a responsabilidade do deputado ao cumprimento do Estatuto, qual ele se comprometeu a cumprir quando assinou a sua ficha de filiado. No documento disponível na internet consta a defesa da livre orientação sexual e condições de gênero, no seu capitulo II, seção dos Direitos e Deveres dos Filiados, Deputado Soldado Prisco, não deve ter lido esse documento. Cortando em nossa carne, vendo esse vídeo desumano e degradante, esperamos que o Deputado Soldado Prisco entende que leis